[Música] a aula anterior falamos sobre o contexto social e as enormes dificuldades que as organizações estão enfrentando atualmente vamos apresentar um modelo mental uma perspectiva do desenvolvimento histórico da sociedade que pode nos mostrar como a gente chegou até aqui a humanidade parece desenvolver em estágios bem definidos e não como uma árvore que cresce bem devagar e continuamente nossa evolução é mais com o processo de desenvolvimento de uma borboleta que começa como uma larva as organizações atuais como a gente conhece são apenas um reflexo do nosso estágio de desenvolvimento vamos utilizar a perspectiva pessoal de um
autor chamado frederick o aluno nessa explicação descrita no livro reinventando as organizações para descrever cada um desses estágios ele escolheu um nome e uma cor no começo tudo era mata literalmente é esse era o paradigma e reativo infravermelho isso foi entre os 50 e os dez mil anos antes de cristo os homens viviam em pequenos grupos familiares totalizando apenas algumas dezenas de pessoas a sobrevivência era medo organizada mesmo não havia qualquer tipo de divisão específica do trabalho não tinha muito modelo organizacional que vale a pena a gente discute agora os grupos foram crescendo e aproximadamente
15 mil anos atrás surge o paradigma mágico magenta o ser humano desenvolve uma pequena capacidade para lidar com a complexidade mas a compreensão da relação entre causa e efeito é muito precário então é muito mais fácil interpretar tudo magicamente modelos de organização social ainda não existe a coisa foi ficando cada vez mais complexa chegou uma hora que os grupos de até umas centenas de pessoas se transformar em pseudo impérios por voto de mais ou menos uns dez mil anos atrás dando início ao paradigma impulsivo vermelho nesse momento as pessoas se orientavam basicamente pelo foco no
presente com o ego um pouco mais desenvolvido e uma melhor compreensão da complexidade foi possível uma melhor diferenciação entre papéis exercidos na sociedade e portanto uma melhor divisão do trabalho mas o pensamento funcionava basicamente ainda por polaridades bem radical mesmo surge então a escravidão os filtros de algumas centenas de pessoas passam para milhares ou dezenas de milhares de pessoas agora sim temos os primeiros modelos organizacionais mas a cola desses modelos é um exercício contínuo no do poder a partir das relações interpessoais e por isso não escalam bem para mais do que três ou quatro níveis
hierárquicos apesar desse tipo de organização ser extremamente poderoso em ambientes hostis também são muito frágeis por causa da natureza impulsiva das pessoas em posições de poder a coisa começa a ruir quando o foco extrema no presente faz essas organizações muito ruim sem planejar estratégias eficazes para condições mais estáveis como dança da horticultura para a agricultura um mundo de novas possibilidades se abre para a civilização freire globo o fred chama esse paradigma de conformista da cor âmbar no meio entre o vermelho eo laranja famosa cor de burro quando foge a essa forte né sei lá a
agricultora possibilitou o nascimento de estados e grandes civilizações há 4 mil anos atrás mais ou menos do ponto de vista psicológico causa e efeito começam ser compreendidos e a idéia de tempo linear aparece nos modelos organizacionais o isolamento eo compra você do paradigma vermelho dá lugar então para uma idéia de nós contra eles as estruturas organizacionais que nasceram neste paradigma trouxeram alguns conceitos inovadores muito importante para aquele momento planejamento de médio prazo e longo prazo estabilidade e escalabilidade combinando essas duas coisas alcançamos conquistas inacreditáveis para a época como os sistemas de irrigação as pirâmides ea
grande muralha da china a igreja católica o mundo colonial e as primeiras grandes organizações da revolução industrial utilizaram desses aprendizados ainda hoje muitas organizações operam de acordo com os princípios e práticas desse paradigma como por exemplo governos escolas públicas o exército e instituições religiosas acho importante trazer que nessas organizações planejamento e execução são coisas completamente separadas o de cima pensa e um depacho apenas executa e ponto sem questionar o pressuposto base desse paradigma é que o trabalhador é preguiçoso responsável e muitas vezes desonesto as pessoas são recursos partes substituíveis de uma grande engrenagem naquela época
para aquele tipo de trabalho do contexto social talvez a gente possa considerar que fazia mesmo algum sentido a metáfora para as organizações impulsiva vermelha é a da matilha de lobos já as organizações conformista ambas são mais para um grande exército para evitar a destruição do grupo as organizações tom conformista colocam a culpa no outro essas organizações possuem cílios bem delimitados e esses grupos enxergam uns aos outros com muita desconfiança a única saída que encontraram para tratar essa desconfiança foi criar um monte de mecanismos de controle rígido que todo mundo precisa seguir a conexão entre as
pessoas e as organizações é tão radical que é normal essa conexão dar lugar a uma relação de propriedade ea expectativa é que você pertence a essas organizações por praticamente toda sua vida independente das condições toda a sua vida funciona em torno da organização tanto que nas organizações que ainda hoje atuam de acordo com esse paradigma como o governo exército instituições religiosas que você tem é normal lei de estabilidade profissional foi assim durante um tempo mas com a chegada do iluminismo e das revoluções industriais surgiu um novo paradigma o conquistador laranja o mundo já não é
mais visto como um monte de regras imutáveis se parece mais com um grande engrenagem complexa que pode ser estudada e entendida isso abre as portas para a investigação científica e inovação e até o empreendedorismo mas todo o paradigma 30 bem as suas sombras e no caso do conquistador laranja é o foco no lucro consumo excessivo desconsideração pelo ecossistema e pelos recursos naturais limitados e uma ganância das grandes organizações e dos indivíduos infelizmente esta é ainda a visão de mundo predominante dos líderes dos negócios e na política dessa visão materialista mais é sempre melhor vivemos nossas
vidas sempre com muito mais foco no futuro do que no presente e nas ansiedades que isso nos traz a maior parte das grandes organizações está presa neste paradigma com foco no crescimento como fim e não como meio tipo um câncer mesmo não se pode negar que essa etapa para o seu desenvolvimento sem precedentes para a humanidade mas com um alto custo para as pessoas e até para o nosso planeta algumas grandes idéias que surgiram nesse período foram a preocupação com a inovação a gestão com foco em objetivos ea responsabilização individual pena que a história nos
mostrou que essas promessas de entrega de gestão por objetivos deles consideram a natureza complexa e dinâmica da realidade e o fracasso é muito mais comum do que o sucesso tem também a ideia da meritocracia quando isso ainda faziam sentido mas essa conversa sobre meritocracia vale toda uma aula então vamos deixar para falar sobre isso em um outro momento o paradigma conquistador laranja a metáfora agora é a máquina suas peças e engrenagens influência do reducionismo científico e das abordagens da gestão da revolução industrial aí aparece o próximo paradigma que o fred chamou de pluralista verde as
pessoas começaram a perceber que tem mais coisas na vida do que só sucesso e fracasso essa obsessão material e desequilíbrio social começa a incomodar também dentro do contexto organizacional surge um enorme preocupação com a harmonia sustentabilidade no senso de comunidade pessoas operando por esse paradigma valorizam demais as relações muito acima dos resultados o consenso ganhar muita força o líder agora deve estar serviço dos liderados nobreza generosidade empatia atenção são algumas das muitas qualidades esperadas superlíder pluralista verde pois é mas esse estágio tem um monte de contradições e essa é exatamente a sua sombra seu relacionamento
com as regras a meio conflitante elas acabam sendo arbitrárias e injustas mas abandoná las completamente não é prático e muito menos funcional um paradigma verde é ótimo para desconstruir velhas estruturas e práticas mas gera diversos outros problemas pois não coloca nada adequado no lugar já ouviu falar da atual gestão horizontal organizações verdinhas não lida muito bem com a hierarquia e poder tentarão acabar completamente com tudo isso é ruim estruturas implícitas de poder acabam surgindo e um enorme politicagem acaba tomando conta das coisas quando isso não acontece o consenso como única forma explícita de tomada de
decisão trava as organizações e gera enormes conflitos enquanto nas organizações laranja a estratégia e execução são as estrelas da festa na verdade cultura virar coisa mais importante todo mundo agora considerado pelo menos na teoria o papel dessa super liderança é equilibrar os interesses de todo mundo a metáfora agora é da família forense paradigma também chega na sua sombra quando o som senso não funciona para a tomada rápida de decisão necessária neste mundo cada vez mais volátil e certo complexo e amigo além disso a tentativa de criar uma cultura familiar não funciona bem também nas estruturas
hierárquicas rígidas que ainda fazem parte das organizações pluralista verde por último paulo identificou um outro estágio de desenvolvimento organizacional emergente que chamou de evolutivo tio praticado por um conjunto pequeno de organizações o modelo apresenta três grandes pilares a autogestão um propósito evolutivo e autenticidade dos seus indivíduos as organizações evolutivas são vistas pelos seus membros como organismo vivo com uma direcção e vida própria ao invés de tentar prever e controlar muito futuro através de planos detalhados orçamentos estratégias essas organizações envolvem todos no processo de ouvir com atenção ao presente e com a proposta ela quer servir
esse paradigma encontrou uma força de operar escalar de verdade sem o uso de hierarquia de poder ou somente decisões por consenso isso é possível através de um sistema baseado em relações de paris e um conjunto de práticas e estruturas que apóiam a transparência várias formas de tomar decisões e de resolução de conflito a partir do paradigma conformista os indivíduos passaram a incorporar suas posições organizacionais de forma tão intensa nas suas vidas que uma separação entre o pessoal eo profissional no modelo evolutivo todos são convidados a participar de forma autêntica da organização sem esconder a sua
parte emocional intuitivo a meta é mesmo espiritual as máscaras sociais são desencorajados e se torna até mesmo em relevantes juntando esses três elementos auto-gestão propósito evolutivo e à integralidade as organizações evolutivas constituem uma ruptura com a visão que temos sobre o trabalho que o mundo corporativo atual todos esses elementos estão presentes na tecnologia social ou 2 composta principalmente de uma série de acordos explícitos na forma de papéis círculos e reuniões a mudança já aconteceu e as organizações continuam tentando resolver a crise social relacionado ao trabalho com práticas principalmente do paradigma conquistador laranja para superar essa
crise humana e de sobrevivência no mundo do trabalho precisamos ajudar as organizações a passarem com o próximo estágio como disse einstein nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou o que falta agora é o como está cada vez mais evidente que essa é a direção e aí que entra a tecnologia social o2 que é um novo conjunto de práticas mais adequadas ao paradigma evolutivo tio é difícil e custoso criar seu próprio caminho várias práticas já foram experimentadas e é nesse lugar que é o 2 pode nos ajudar existe
uma sabedoria que a forma carrega e pode ser reaproveitada de uma organização para outro padrões se repete em soluções também a organização orgânica é um conjunto de práticas que pode te ajudar a dar um grande salto na evolução pode ser um caminho para começar não achamos que ela é uma bala de prata mas convidamos a experimentar e aprender alguma coisa com isso afinal não existe compromisso eterno na próxima aula a gente vai abordar o conceito de tensões criativas um dos elementos mais importantes da autogestão até mais