[música] Está começando o Primocast, o podcast oficial do grupo Primo. E no programa de hoje, Cí que a gente vai falar sobre um assunto muito relevante, >> que é como parar de procrastinar e fazer o que precisa ser feito. >> [ __ ] principalmente nessa época do ano já fic quando você já tá com um pé aqui, outro pé no outro ano. É quando você já tá tipo assim definindo a meta do Próximo semestre, porque essa aí você já sabe que já não bateu, ficar, cara. Ano que vem eu resolvo isso. Ano que vem eu
resolvo isso. E aí você fica procrastinando, né? >> Sim. >> Eu, Será que nós é que somos os especialistas do programa hoje? >> Talvez, [risadas] né? >> Não, mas eles vão ensinar a gente como não fazer isso, né? >> Como não fazer, né? >> É, então eles são especialistas, >> parar. Como parar, entendeu? Nós somos procrastinadores, né? Oficiais. Beleza, vamos lá. Estamos aqui com o Lucas Zia, que é empreendedor, montanhista e fundador do Neurofood, que é uma startup de bem-estar comportamental. Lucas, obrigado, cara, por estar aqui com a gente novamente. >> Obrigado, rapaziada. Gosto muito
de estar aqui. Fico feliz de estar aqui de Novo. >> Muito bom. Ver se você consegue ajudar a galera hoje. E estamos aqui pela primeira vez com o Rossandro Cleanj, que é um dos maiores psicólogos do Brasil, escritor e palestrante. Sandro, obrigado por estar aqui comigo. >> Alegria tá aqui. Vamos ajudar essas pessoas a conseguir fazer a vida funcionar, né? >> Vamos nessa, né? E olha só, Cai, antes da gente começar, para você aí que já Tava procrastinando >> Uhum. >> mudar o seu guarda-roupa. >> Ah, >> você ficar com essas roupas velha, fica indo
mal trapilho, trabalhar. >> Exente, né, cara? Até a gente falou num outro episódio aí, às vezes você tá querendo ir para um outro nível na sua empresa, >> é na sua, você quer, >> o cara quer se tornar um executivo, Ganhar mais, tudo mais, ele fica, tem que passar uma boa imagem, >> tem que estudar mais, tem que parar de procrastinar e tem que se vestir melhor. >> É isso. E olha só, a Reise, ele é a nova parceira aqui do Primocast. Lá você tem camisetas, tem calças, tem óculos de sol, tem carteira, tem tênis,
tem um monte de coisa bonita para você usar aí, >> né? Para você, ó, >> tem até presentinho aqui pros convidados. >> Mochilas, tem presente dos convidados. >> Tá achando que Primocast esse do, esse é do Rossano. Esse aqui é do Lucas. >> Já valeu a pena, pessoal. sempre falou isso aí, ó. >> Valeu, time. >> E aí, você de casa que está ouvindo a gente, tá acontecendo a black da Raz e você quem, para você que ouve o Primocast, tem um cupom extra ainda. Você usa o Black Primocast e você ganha mais 10% de
desconto em todo o site nas Compras acima de 499. Beleza? Então já monta um kitzinho até para você passar o ano novo, cara. Bonito. Abre aí, Lucas, pra galera ver um kit para você não ficar feio, cara. Pelo amor de Deus, né? Ó, ó o tênis. Ó o tênis. >> Olha aí. Tá vendo? Bem bonito. Baladinho. >> Chique, hein? >> Tá vendo? >> Só não dá pra montanha, mas pra balada rola. >> Não é não. Esse aí [risadas] é pr gravar conteúdo, >> para palestrar. Bonito, hein? >> Fechado. >> Então, use o cupom Black Primocast
para você ter 10% e aproveita aí a Black November da Raz. Fechado, pessoal. É isso. Vamos lá. Vamos começar. Ã, vamos começar assim >> pelo básico. Por que as pessoas procrastinam? >> Por que que a gente procrastina, né? É uma preguiça, >> hum, >> é uma falta de propósito, é uma falta de objetivo. >> É porque a gente tá entediado com as coisas que a gente tá fazendo, que tá fazendo outras. >> Existe tédio, é, existe uma falta de coragem, >> né? Porque às vezes a gente, eu, eu, eu percebo que às vezes algumas pessoas
Procrastinam alguns projetos porque na verdade ela tem medo de fracassar, entendeu? Onde se origina isso? >> Cara, eu só queria dizer que eu acho que o assunto de procrastinação é um dos meus assuntos preferidos. >> Então, escolhemos os cara certos >> em termos [risadas] em termos de >> em termos de em termos de mudança de comportamento, hábitos, etc. Cara, o tema procrastinação especificamente é um Dos meus preferidos. E tem algumas razões porê. A primeira é que procrastinação, eh, pelo que a ciência, a ciência já conseguiu identificar, ele tem tanto a ver com um processo de
adiamento, né, o clássico, eu faço amanhã, né, >> isso, >> mas também tem a ver com um traço comportamental que a gente pode explorar aqui sobre o o aspecto genético, o aspecto ambiental dele, que é Impulsividade. Se você parar para para atenção, impulsividade e adiamento parecem ser coisas completamente opostas, né? >> Adiar uma coisa e você ser impulsivo em querer fazer essa coisa. Só que a procrastinação é uma é uma característica, é um um traço comportamental, uma falha regulatória que engloba as duas coisas ao mesmo tempo. Então, eh de tudo que vocês mencionaram aí, a
coisa que mais ressoa Comigo, né, e em termos de procrastinação, é mais esse aspecto do medo, né? Na verdade, eu até gosto de definir procrastinação de uma forma estreita, mas eu gosto de definir, porque eu acho que as pessoas se identificam com isso, a procrastinação sendo uma forma de ansiedade. Eh, uma ansiedade que as pessoas têm em relação à incerteza dos resultados daquela ação que elas estão procrastinando. Então, Eu não acho que procrastinação é falta de motivação. Eu não acho que procrastinação é preguiça. Eu não acho que procrastinação é falta de informação sobre como fazer
algo. Eu acho que procrastinação é uma disfunção comportamental irracional, de certa forma, porque se você está procrastinando, você sabe que você deveria estar fazendo essa coisa e você está intencionalmente atrasando ela, adiando ela, sabendo que vai ter uma Consequência negativa. E ela é 100% emocional nesse nível, né? Ela tem um aspecto de eu tolero o desconforto de estar procrastinando, porque tem algo a mais que eu tô querendo evitar, tem algo maior que eu tô querendo evitar. E aí disso a gente consegue desmembrar um monte de coisa para poder ajudar as pessoas que querem, né, parar
de procrastinar, porque eu acho que nem é todo mundo que quer. Mas não tem não tem Nada que envolve também, sei lá, um vício talvez inconsciente ou consciente da dopamina, porque às vezes a galera tá procrastinando porque ela tá esquilando res infinitamente também. Tem tem a ver, mas tem outras tem muitas outras coisas envolvidas. >> São muitas camadas, gente. São muitas camadas porque eh a gente tá falando aqui ainda nível de consciência, né? A gente, embora a gente tá aqui já definindo algumas alguns critérios, são Coisas conscientes. Ah, eu tô adiando porque é chato. É
chato fazer a monografia, dissertação, a tese. É chato fazer o artigo científico. É chato pegar a planilha do Excel. É chato. Você já viu alguém procrastinar uma coisa boa? >> Não. >> Não. Ah, vamos ver uma série. Ninguém procrastina. É legal. É. Você não tem esforço no fundo. No fundo, tudo que gera qualquer tipo de esforço gera uma tendência a você querer não fazer. Porque qualquer tipo de evolução, seja no corpo, seja na mente, seja espiritual, exige um esforço. E a zona de conforto, ela deixa você aqui no sofá, tá ótimo, para que que eu
vou agir? Então tem isso, só que muitas vezes a gente desconsidera que, e aí eu gostei muito quando o Lucas fala que não é não é um problema, não é preguiça, porque é também não é uma falha de caráter, porque parece até que as pessoas colocam o procrastinador como Uma pessoa, isso é um mau caráter, tá ferrando a própria vida e >> irresponsável e e você tá aqui diante de dois procrastinadores que t muitos resultados na vida. >> Exatamente, >> né? Por quê? Porque a gente aprendeu que a procrastinação faz parte da característica humana de
um modo geral, mas ela não é uma condenação. >> Uhum. Ou seja, >> posso agregar uma coisa a isso? Eu acho Que além de ser uma característica humana normal, >> ela é uma característica humana que nosso no nosso processo evolutivo, ela foi muito importante, né? A procrastinação é uma daquelas coisas que é natural e se não fosse por ela, a gente não estaria onde a gente tá hoje. É uma daquelas é uma >> como assim? é um aspecto da nossa incompatibilidade evolutiva. Então, o mesmo aspecto que faz você comer demais, Você fala assim: "Por que
eu não paro de comer quando eu tô saciado?", né? Não faz, não faz sentido. Não faz bem para mim eu ficar comendo além do ponto de de saciação, mas você faz isso. E essa é uma capacidade que nós seres humanos temos, que foi uma vantagem evolutiva em relação a outros animais ou outras espécies de hominídios. A procrastinação é a mesma coisa. A procrastinação num nível inconsciente, subconsciente, é um cálculo que o seu cérebro faz baseado no Esforço versus a expectativa de uma recompensa. E aí que entra o sistema dopaminérgico. Então, eh, tem uma tem uma
base neurocomputacional da da procrastinação que levou a gente a ter essa tendência pra gente se adequar a um ambiente de escassez no qual os esforços eram muito custos. E você ficar pensando em coisas de muito longo prazo e tal, às vezes não fazia muito sentido, porque a vida era muito aqui agora, sobrevivência imediata e tal. Então, Como o Rossandro falou, além de ser algo normal e algo que você deveria esperar de vez em quando na sua vida, você tem que meio que acolher isso como, pô, isso aqui é natural. Da mesma forma que comer demais
é natural, forma que às vezes ter preguiça de se exercitar é natural, é natural. Porém, vamos dar os próximos passos, porque nem tudo que é natural não faz mal. Acolher não é estacionado. Por exemplo, eu acolho a tristeza, acabou o namoro, você tá ferrado. >> Se você não acolher a tristeza e aceitar o convite dos amigos para uma balada, você vai arrumar uma pessoa pior do que a anterior, porque você tá carente. Então, como você não se curou da sua dor, do seu do seu luto, do fim do relacionamento, ah, não, o amor se cura
com o outro, não. Você tá ferrado, fica lá, se cuida. Mas eu também não posso ficar na dor o tempo todo. Então eu identifico que a procrastinação faz parte do comportamento humano. Tem toda Uma uma história, né, antogenética que Luca tá definindo aqui, ou seja, na história da evolução da espécie humana, em que momento aquilo foi um skill, uma habilidade que foi importante, mas agora se torna um sabotador da nossa própria vida. Manejo isso aí. Vamos tentar aqui chegar a uns níveis mais mais profundos também disso. E se, por exemplo, o que tá me fazendo
procrastinar é ressentimento, porque muita gente nunca nunca coloca Nessa computação da gente que a nossa vida emocional toda, desde a nossa formatação, desde casa, vai criando certos padrões de modelo de intimidade emocional, funcionais ou disfuncionais, que vão reverberar no adulto que eu vou ser. Por exemplo, eh, vamos imaginar aquela cena clássica que todo mundo vai se identificar. Quem aqui de vocês quando eram crianças, quando os pais colocavam refrigerante, colocava o copo do lado do irmão para ver se estava a Mesma quantidade de Coca-Cola? >> Ah, isso aí é [risadas] isso aí é básico, né? >>
Então, e por que que a gente faz isso? Porque que a gente quer justiça. E se você identificou que tem mais Coca-Cola no copo do seu irmão? >> Ah, não. Aí não, pera aí. >> Você fica com raiva que é bater no seu irmão. Se você, se o seu irmão não é oculado, você começa a ficar com raiva do seu pai, porque aí você sente que há Uma discriminação, que tem um olhar mais sobre ele ou sobre a sua irmã. Isso vai gerando em você um conjunto de problemas que você vai achando que, ah, é
coisa besta, é pequeno. Só que aquilo vai, geralmente quando as pessoas pensam em mágoa, Lucas, elas pensam num trauma grande, num abuso. Não, mas sabe aquele bullying de família, aquela piadinha, olha o palhacinho e aí te bota o carimbo. Eu sou o palhacinho, o meu irmão é um inteligente. Aquele vai Colocando um carimbo e você vai absolvendo aquilo. Na hora que você quer produzir, você pensa assim: "Não, mas eu não posso fazer o artigo porque eu sou o palhacinho, o meu irmão que é um inteligente." >> Hum. Sim. Entendeu? Eu e e aí você não
sabe que está operando de modo inconsciente. Eu não posso, eu não. Tanto que um dos casos clínicos de Freud muito conhecido é o o homem arruinado pelo próprio sucesso. Pega aí o M house, Chega no dia da carreira, morre. Quantas pessoas chegam no ápice, mas como elas foram programadas por vários discursos familiares inconscientes de que elas não iriam vencer, quando elas vencem entram numa uma dissociação cognitiva. Eu não posso vencer, eu sou o que escutei a vida inteira. >> Muito bom. >> Você não vai dar para nada. Uhum. >> Você pensa que você é quem?
Isso é muito para você. Eu não vejo futuro para você. E existe uma força sua dizendo assim: "Eu vou mostrar que não é assim". E tem um tá dizendo assim: "Mas papai tá certo". Entende? Então quando você tenta fazer o que tá o que tá fazendo você adiar é: "E se eu der certo? Se eu der certo eu vou contra toda a previsão familiar de que eu sou fracassado, então eu procrastino." Então tem tantas camadas que a gente obviamente aqui tá pensando só pra gente começar a contar. Cara, eu eu adoro conversar com Psicólogo porque
traz luz a umas coisas que eu já pensei sobre. Eu passei assim, os primeiros metade da sua fala, eu falei: "Nossa, é verdade". Aí você falou uma coisa e aí conectou com uma coisa que eu lembrei aqui, que eu chamo isso de e a procrastinação existencial ou a procrastinação por identidade, que é tipo assim, você procrastina uma coisa porque ela não está conforme a sua identidade. >> Uhum. >> Então, que nem você falou, né? Você cresceu ouvindo que você é o palhacinho, que você é o é o rebelde. E aí quando você entra num estado
consciente de não quer saber, eu quero ser disciplinado, não quero ser rebelde mais e aí aparece uma oportunidade de você expressar isso no mundo. Você tá desafiando toda aquela bagagem que você criou de ser o rebelde. E essa bagagem é difícil da gente desafiar porque ela ela colocou a gente no mundo, né? A gente gosta de se Destacar. Eu acho que todo mundo gosta de ter status e se destacar, mas acho que mais do que se destacar as pessoas gostam de pertencer. Elas gostam de ser vistas, elas gostam de ser identificadas. Fundamental na forma. >>
É fundamental. Exatamente. É mais fundamental que o status, talvez, dependendo de algumas hierarquias que você olhar, mas quando você é o primeiro a desafiar aquela atitude, cara, vai ser muito difícil de quebrar esse padrão lá Dentro. Então, uma coisa mais besta assim, talvez a pessoa que sempre foi considerada, ah, cara, você é muito de boa, né? Você é sempre muito tranquilo, você nunca se estressa com nada, você sempre eh come o que você quiser, você vai na balada quando você quiser e tal e todo mundo meio que reforça isso em você. >> É, você é
visto daquela forma. Pode ser bom, pode ser zoando, mas pelo menos você tem uma identidade. Isso é Importante no grupo, na comunidade. Quando você se depara aqui, você tem você tem um um processo de introspecção, de autoconhecimento, você fala assim: "Pô, na verdade todas essas coisas estão me atrasando na vida, não estão me levando onde eu quero ir. preciso ir contra. Agora você precisa ir contra toda uma bagagem, você precisa ir contra toda uma identidade que você criou para si mesmo, que é muito difícil. Então, a >> cri um vazio existencial, sabia? E as Pessoas
não acham que é preguiça, acha porque tem uma coisa errado comigo, que eu nunca consigo ser disciplinado, mas não chegou nesse nível de profundidade. >> Aí que sabe o que acontece é que quando você vai que esse dê pertencimento, é o seguinte, tem um tem uma tese da psicologia que é o seguinte: todo crescimento gera perda de pertencimento. Se todos seus amigos são ferrados financeiramente, você começa a dar certo, você vira o estranho do grupo. Se Todo mundo bebe e você começa a ficar sóbrio, você vira o estranho do grupo. Se todo mundo é obeso
e você começa a cuidar do seu corpo, você vira o estranho do grupo. Se todo mundo na sua família se separou e você tem um casamento saudável, você é estranho do grupo. As pessoas pensam no estranho do grupo só como algo negativo, mas eu posso ser estranho do grupo por algo positivo e vai gerar perda de pertencimento, porque os meus amigos vão Olhar a troncha assim para mim, como assim agora o Caiik tá se achando, não sei o quê, sabe? E aí cai que assim, mas eu quero continuar amigo dos meus amigos, eu quero que
meus irmãos me vejam como alguém legal. E aí como é que eu vou, como é que eu vou continuar crescendo se esse meu crescimento pode implicar numa perda de pertencimento, que é algo visceral paraa minha identidade? >> Então eu tenho que suportar esse vazio >> que separa quem eu tava sendo e eu não quero mais e quem eu desejo ser e que não é compatível com aquele personagem. >> Hum. e suportar que as pessoas vão me achar indiferentes a elas e que eu vou ter que criar um novo lugar na minha vida. Não é necessariamente
que eu vou romper com a minha família ou com meus amigos, mas vou ter que suportar um certo estranhamento. Porque quando você começa a vencer financeiramente, Emocionalmente, intelectualmente, tem forças que operam contra você que vão sabotar e fazer você talvez aceitar o discurso da procrastinação. Uma delas é surpreendente para vocês. Quer ver? Vou dizer, ó, existe uma força amorosa que sabota seu processo de crescimento. Mas como assim, Rando? Força amorosa. Imagina, você tá crescendo aí, o Lucas, ah, quero ir escalador, quero abrir uma empresa, não sei o quê. Aí chega o pai, filho, para que
tudo isso? Já tá bom, Fica lá no mercado financeiro. Para que? E se dá errado? Veja, a pessoa não torce contra você, ela te ama. >> Uhum. >> Ela tem medo que dê errado, ela acha que isso já tá bom para você. Para que tudo isso? Ela também foi treinada naquele, naquela visão de que é muita ambição. E aí você, pois minha mãe que tá falando isso, mas a minha mãe me ama. Ela não tá dizendo porque ela quer me diminuir ou quer que eu baixe. É porque ela tem Medo. Aí eu tenho que comunicar
a minha mãe nãoamente diretamente, mas eu não posso comprar o teu medo. Você me fez para ser grande. Então quando eu venço, eu provo pra minha família que é possível. É uma força me puxando para baixo de todo modo, né? Aí tem a força dos seus amigos da região ali que você nasceu, que você é o passo da galera. Tá achando que é o que agora Caik? Pô, como assim, Lucas? Tá se achando? Sabe é daqui. E tem a galera que tá onde você quer ir. Aquele pote encantado lá em cima. Nem todo mundo que
tá lá onde você quer ir apoia. Muita gente diz assim: "Cara, nem vem aqui, já tá cheio, não cabe não. Tem muito fdp aqui em cima, tá?" >> É. E aí você fica, você não é apoiado nem pelo, pelos amigos de baixo, nem pelos caras lá de cima, >> família aqui. Aí você fica no meio, pô, onde é que eu vou? Aí é fácil procrastinar, porque é tanta força que Eu tenho que vencer. É o amor que me puxa para baixo. Tá tudo bom aqui, fica aqui, filhão, que eu dou conta. É. Ei, quem que
tu acha que tu é? E o pessoal aqui não cabe mais não. Nem vem para São Paulo, cara. Ficar no teu canto, que aqui é jogo duro, tu não vai aguentar. Aí você faz por aí, a quem eu vou escutar? Aí vem uma questão muito importante. Eu preciso amadurecer como pessoa. E aí vem uma notícia que não é muito boa para Muita gente. >> Maturidade não vem com tempo. >> Essa essa foi a >> maturidade não vem com tempo. Se prepara, se prepara que essa foi a fala que eu conheci não vem com tempo todo
mundo fala aqui. Velho sábio. >> É o velho sábio. >> Velho sábio. >> O velho pode ser burro. >> Tem o velho sábio e tem o velho. >> Tem velho estragado. >> Tem o velho estragado que só faz cagada. Você já viu esse cara também? Cara, vocês conhecem pessoa de 60 anos que parece um adolescente? >> Conheço >> que tá com tatu tribal, namorando com a menina de 20 anos, se achando na academia, >> andando de moto, >> andando de moto sem capacete. >> Tá se descobrindo ainda. >> Tá se descobrindo. [risadas] >> Então, tá.
Você conhece pessoas de 25 anos que você sente ter um papo assim que parece uma velha? Não, total. Total. >> Então, entendeu que não é tempo, é escolha. >> Escolha. Quando o Lucas, por exemplo, sentiu as questões, a gente tava conversando, né? Sentiu as questões dele, ele pera aí, eu não quero isso aqui para mim, eu me desafiei, mas isso não é o que eu quero. Ele fez escolha consciente. Então, significa dizer o Seguinte: para eu parar de para eu parar de procrastinar, entendendo procrastinar como adiar minha meta, seja me tornar um investidor no mercado
financeiro, seja me tornar uma pessoa que vai ter uma alimentação mais saudável ou alguém que quer trabalhar a minha mente. Entre a minha meta e eu, existe um chamado segundo dia, tá? O primeiro dia é o dia em que eu sonho. Eu quero ser, sei lá, o novo digital influência do mundo, o nome da psicologia, o nome da palestra, da Escrita, da do mercado. Eu quero esse lugar. Beleza? Todo mundo sabe sonhar. Todo mundo aqui diz para você o que vai fazer se ganhar mega cena. E todo mundo sabe o que vai fazer quando conseguir.
Ah, eu vou comprar uma casa pra minha mãe, eu vou conhecer o mundo, eu vou eu vou escalar com Lucas, sabe? As pessoas vão criar. O que ninguém suporta, aliás, o que pouca gente suporta é que o primeiro dia aqui a ponta da mesa, tá? O sonho, o segundo dia a meta, onde tá Caik? Aí o terceiro dia, o segundo dia é imenso, silencioso, sem testemunha, dias difíceis, chora, faz, dá errado, falência, tédio, ócio, procrastinação, medo, dúvida, não vai dar para nada desiste. Quem você pensa que é, os outros lacrando na internet e você se
comparando, palco com bastidor, se sentindo ferrado. E você tem que suportar esse deserto. Não, você nunca chega lá e vai ficar sempre aqui vendo os outros sonhando sem realizar. Aí vai para um lugar terrível, a inveja. Aí eu vou dizer o seguinte, não, Lucas é bem-sucedido, é porque tem alguma coisa errada aí. Nunca é porque ele é uma pessoa que fez um esforço. Quando é comigo é esforço, quando é com você, Lucas, aqui o outro Lucas aí é porque tem alguma coisa errada. >> É sorte. >> É sorte. Foi na, entendeu? Então assim, eh, o
meu ego dizendo para mim, prefere achar que é uma falta de virtude Neles do que uma incompetência sua pro ego é mais confortável. Aí eu procrastino. Então, a maturidade ela não é uma coisa que vem com tempo, é uma escolha. E quem não faz essa escolha não consegue para matar. >> E às vezes não é nem uma incompetência assim, né? É mais no sentido Qi, é uma incompetência no sentido Q, né? de de consciente emocional, de cara, você e o o que mais chega para mim em termos de as pessoas procrastinando é: "Lucas, eu Sei
exatamente o que eu tenho que fazer paraa minha empresa dar certo. Ó, eu preciso contratar tal pessoa, eu preciso mandar embora tal tais pessoas, eu preciso estabelecer tal processo, eu preciso focar nisso daqui." Então, que que tá? Então, faz. Mas, Lucas, é isso. Eu sei tudo que eu tenho que fazer, eu não faço. >> É. E aí, se você coloca ela numa outra situação de, sei lá, vida ou morte com relação a alguma coisa, ela vai lá e faz Com uma competência exímia. Mas existe um buraco entre por que eu tenho a motivação, eu tenho
a instrução e eu não faço, sabendo que a minha motivação é são as razões para eu fazer alguma coisa, a instrução é o como eu só não tenho o drive, alguma coisa não tá ligando essa chavinha. E aí, eu queria trazer aqui, pode trazer estudo, posso trazer um >> com certeza. Pode >> trazer o que você quiser, >> cara, o meu estudo preferido, se vocês forem ler um estudo na vida sobre procrastinação, leiam esse, tá? É um estudo de 2014 do Alexander Rosental, que é um dos meus pesquisadores preferidos com relação à procrastinação. E ele
ele chama Understanding and Treating Procrastination, entendendo e tratando a Procrastinação. E ele fala, e foi daí que eh muitos dos meus vídeos mais assistidos surgiram, que é quando eu falo o seguinte: procrastinação não é Falta de motivação. De todos os a metaanálise de estudos que foi feito, não existe correlação nenhuma. Uma correlação zero entre nível de motivação e nível de procrastinação. Você tem pessoas que tem motivação zero e procrastinam zero. Você tem pessoas com motivação zero que procrastinam muito. Você tem motivação alta que procrastina nada e faz. E tem esse caso, que é o que
muitas pessoas ficam embasbacadas e não entendem porque Acontece é motivação alta, procrastinação alta. Então as pessoas ficam assim, cara, eu tô motivado, eu sinto a vontade de ter isso, eu sinto a gana, eu sinto o tudo me puxando para isso, eu sinto chamado para fazer o negócio e não faço, não faço, simplesmente não faço. E aqui o que o Rosental descreve é que a procrastinação não é a falta de intenção, ele tá chamando essa motivação de intenção, é o buraco entre intenção e ação. Porque Nesse buraco você precisa fazer um shift da do das áreas
do seu cérebro e do tipo de consciência que você usa para viver. Tem o mundo dos sonhos, tem o mundo de >> de pensar, de se motivar, de criar na sua cabeça, de planejar. E aí tem o mundo que você mencionou que é o dia dois, que é o mundo do silêncio, o mundo do bastidor, o mundo aonde você não tem ninguém batendo palma, você não tem, o plano não muda, o plano tá sempre lá, dia após dia, é o mesmo plano, o mesmo Processo. E esse é um lugar que as pessoas, mesmo motivadas, elas
têm uma aversão a tá lá. Elas têm medo de se distanciar das pessoas, elas têm medo de perder alguma parte da vida, elas têm um uma carência pelo conforto muito grande nesse lugar. E nesse mesmo estudo, ele descreve uma equação que as pessoas podem usar para calcular o nível de procrastinação que você pode ter com relação a alguma tarefa. Caramba, velho. >> É uma equação. Claro que, né, no mundo Da psicologia, assim como na biologia, nada é muito >> fechadinho em termos matemática, >> mas dá uma indicação. É, eu gosto de, eu, meu cérebro esquerdo
adora quantificar e categorizar e tal, mas então, talvez vocês gostem também, que é o seguinte, eh, a teoria da motivação temporal, e eu amo isso, né? Depois eu fiz uma derivadinha disso aqui que chama inconsistência temporal, que eu já falei bastante também, posso explicar, mas a Equação é a seguinte, a equação da procrastinação é a seguinte, é expectativa vezes valor sobre impulsividade vezes tempo. Então, o que que é a parte de cima? Que qual que é o o número em cima da equação? É um é uma divisão, né? Um vezes o outro sobre um vezes
o outro. Então, expectativa versus valor é o seguinte. valor é o quanto você acha que aquela coisa vale de fato. Ou seja, é, eu quero é construir uma empresa que tá faturando 1 milhão deais por mês. Aquilo tem um tem um valor para você, né? Ou e chegar num percentual de gordura de 10%. Pô, aquilo tem um valor. >> Expectativa é é com relação é um senso de autoeficácia. Qual que é a expectativa que você tem de que você vai conseguir fazer aquilo? Então esse é o é a parte de cima. Tá? >> Então, a
chance que você acha que você tem vezes o valor que você acha que aquela coisa tem, expectativa versus Valor em cima. O que que é embaixo? Embaixo é impulsividade vezes tempo. Impulsividade é uma característica parcialmente genética, mas parcialmente também influenciada pelo ambiente, que é o quanto você é impulsivo. Pode ser caracterizado como empolgação, fogo de palha, >> mais ou menos. Eu acho que impulsividade nesse caso é o quanto você eh tem a capacidade para esperar pelos resultados. >> Ah, tá bom. >> Entendeu? >> Ansiedade do >> É o oposto de paciência, vamos dizer assim, entendeu?
O oposto de você consegue ser disciplinado e tal. Você é impulsivo. >> É um pouco de ah o quanto você tá ansioso para isso acontecer. >> É o quanto você é ansioso em geral com relação às coisas acontecerem.Entend, >> entendeu? E aí, porque é uma Característica mesmo da confiança é em cima, impulsividade é embaixo. É como se sombra um do outro, >> mas pra galera conseguir fazer isso, isso é de zer a 10. >> É, a gente vai fazer uma simulação aqui, >> tá bom? >> Aí vezes embaixo também é impulsividade vezes tempo. Então, quanto
mais tempo você acha que vai demorar para chegar no valor, mais maior fica o seu denominador na Equação, menor fica o seu número. Então, vamos lá. é uma capacidade sobre uma capacidade vezes um valor sobre o tempo que demora para chegar naquele valor. Então é a sua confiança, a sua expectativa vezes o valor esperado sobre a sua impulsividade vezes o tempo que vai demorar, certo? Então se você fizer de 1 a 10 tudo, sempre tudo de 1 a 10. Vamos pegar um objetivo aí. Fala um objetivo seu que você tá procrastinando. Por acaso >> procrastinando?
>> É >> eh >> uma procrastinação sem prazo, uma coisa que assim não tem prazo para acontecer, mas você quer fazer. >> Aprender alemão. Coloca aí, vai. >> É [ __ ] Aprender uma, você quer aprender alguma língua, >> cara? Vamos colocar, pode, pode ser a, vamos colocar uma língua. Vai colocar a fluência em inglês, vai, que é uma Coisa, >> fluência em inglês. Ótimo, >> né? Você fala aquele inglês da sobrevivência, mas não é fluente, né? Fl inglês. >> Você quer ser fluente em inglês. O valor que você põe eh de 1 a 10
para ser fluente em inglês. >> O valor que eu ponho, cara, é muito valioso isso. Acho que é 10, né? >> Pode ser 10. >> É muito valioso. >> 10. Qual que é a sua confiança, a sua expectativa de que você consegue se tornar afluente em inglês? >> Putz, a minha expectativa é tipo cinco, >> tá? Então 50 em cim. >> Não, mas pera aí, mas se você se dedicar, absurdo. É cinco. >> Não, mas eu tô >> Você acha, você acha que você expectativa? no cálculo do outro. Bom, >> a [risadas] gente faz o
teu se quiser. >> É, é tipo assim, cara, >> eu quero ser faixa preta de minha expectativa. Não sei se vai dar ficar 10 anos dia, alguma vez. É, >> aí sobre embaixo, >> eh, quanto tempo você acha que vai demorar para você se tornar afluente em inglês? Vamos dizer que >> o o resto da sua vida seria um 10, né, e 5 anos seria um sete assim. é meio desproporcional a escala mesmo, >> tá? Eu eu acho que tá se se acho que uns 5 anos. >> 5 anos, tá? Então sete de tempo. Isso.
>> E qual que é o seu nível de impulsividade? Ou seja, assim, >> qual seria o o quanto que você acha que você vai se distrair durante esse processo? Tipo assim, ó, tô lá estudando, tô lá estudando, a chance de você falhar, desistir do duolingo lá, alguma coisa assim. >> A chance é muito alta. >> Muito alta. Uma a 10, >> tipo oito. >> Oito. >> É. Então, aí, ó, você percebe, você tem 8 x 7 sobre 5 x 10, entendeu? >> Essa é uma lógica. Se o número tiver abaixo de um, você tem uma
coisa que tem uma chance maior de você procrastinar. Se você tivesse um número acima de um, você tem menos chances de procrastinar, entendeu? Então é um cálculo que você pode usar ali meio que só para você se preparar para uma coisa, putz, talvez Isso seja difícil para mim. E não quer, não é para desistir, entendeu? >> Você tem que pegar a equação e botar uma emergência nela. >> É, e colocar e acumular fer: >> "Pô, tá, eu OK, eu a gente aqui tudinho quer ser influente em inglês. Eu também quero ser influente em inglês. Faço
palestra lá nos Estados Unidos. Eu queria ser fluente falar, >> mas veja só o que que acontece. Eh, >> eu não tô precisando disso para viver Agora. >> Sim, tem a urgência, né? >> É. Então, por exemplo, você, ah, não, a gente vai todo mundo imigrar para morar nos Estados Unidos. Se for em Miami também nem adianta, porque vai ficar falando português o resto da vida. Tem vários amigos lá que não falam inglês para nem de on the table. Então, assim, eh, eu crio, tenho que criar um senso de urgência para esse tempo não ser
um sabotador. >> Uhum. >> Né? E sabotador também aqui entendendo como, por exemplo, eu tenho uma empresa de de cursos à distância de desenvolvimento emocional, eh, tem 35.000 alunos, né? em 32 países, os alunos estão fora. Eu sempre pergunto assim: "O que te levou a tá aí na Groenlândia, na Finlândia, nos Estados Unidos?" Geralmente as pessoas falam assim: "Ah, eu tive vontade de conhecer tal". Não, mas eu quero que você me fale Na real, você tá aqui comigo, o que te levou? Foi uma dor? Geralmente é uma dor, >> cara. Tá fugindo de alguma coisa?
>> Fugindo de uma família disfuncional, de alguma coisa que que você quer estar longe, tá? Que te machuca. Porque em tese as pessoas querem estar perto de quem ama, né? Então assim, todo o cochão afetivo do Brasil você não pega, leva para Miami. Você fica lá com sua esposa, seus Filhos e acabou, cadê os amigos? Você vai ser sempre estrangeiro, pode ser branco, loiro, você é latino, pode morar numa numa casa em Froludia com uma lancha atrás, você nunca vai ser recebido como cidadão de primeira categoria nos Estados Unidos. É verdade. Tenho amigos de todas
as condições sociais e vão sempre lá >> ali na rebarba da sociedade, tá? Então eu abro, por que que eu abro mão de tudo isso? Ah, pode ser por segurança, até Muita gente faz, mas o que que acontece quando as pessoas estão lá? Elas dizem para mim assim: "Não, ah, eu tô fugindo aqui, a relação com o meu pai, com a minha mãe, com o meu irmão". E aí eu pergunto: "Tá funcionando? Melhorou tua vida?" E a resposta muito comum é: "Não melhorou". E a pessoa continua se sabotando. Aí eu faço assim, sabe, Lucas? Eu
digo assim: "Ó, poderia citar Freud agora, mas vou citar meu avô. Cachorro onde vai?" Leva as pulgas. Não Adianta mudar a geografia externa. Se eu não mudar a geografia interna, a mudança real de um ser humano, seja parado de procrastinar ou ou todas as coisas que vão fazer com que você adie aquilo que você deseja é você entender sua geografia interna primeiro. Então vamos supor que eu ligasse para você, Lucas, assim, Lucas, eu tô chegando aí no grupo primo, como é que eu faço? Você me fazer uma pergunta, não é? Qual seria? >> Como é
que eu faço o quê? Para chegar aqui, você ia me fazer uma pergunta, né? Como é que eu faço? Onde você tá? Onde você tá? >> Então você ia perguntar, você tá vindo de Santos, Campinas, como veio? Você tá posou em Congonhas, tá aqui já em São Paulo, tá tá perto da Marginal? Você ia me perguntar o mínimo é, ou seja, para eu te dizer para onde você vai, eu tenho que saber onde você tá. A pergunta que a gente pode se fazer aqui, quem tá em Casa querendo se tornar um grande investidor, faz os
cursos e não consegue resultados, é, você sabe onde você tá emocionalmente? Você sabe o quanto você se conhece e que estímulo a sociedade tem para que a gente se conheça. Se no fundo é o scroll infinito, a próxima série, o próximo episódio, a próxima balada, a próxima cachaça, a próxima fuga. Então eu tenho eu tenho que encarar uma cota de dor, de estranhamento para saber quem eu sou, Saber o mínimo de mim, onde é que eu estou, para poder a partir desse lugar eu ir para algum canto. >> Porque, por exemplo, o que que faz
muito investidor perder dinheiro nisso que Lucas estava falando aqui, por exemplo, agora é que, por exemplo, dói muito perder dinheiro >> e você não sente a mesma intensidade quando você ganha. É por isso que a gente quando tá perdendo, continua perdendo Porque não quer, tá? a ação tá baixando, você continua lá porque você não quer ter a dor de perder. No entanto, quando tá subindo, você vende logo, não espera subir mais um pouquinho, porque a dor de perder é muito maior do que a satisfação de ganhar. >> Então, no fundo, no fundo, nós precisamos entender
que muitas pessoas conseguem fazer altos investimentos em consciente intelectual de investir de qualquer coisa e poucas conseguem Resultados porque elas não investem no desenvolvimento dos skills emocionais. E elas fez assim: "Pô, comprei um monte de curso, fiz um monte de curso, ler um monte de livro, porque que eu não consigo o resultado?" Porque ela esqueceu que é uma asa que faz você pensar e uma asa que faz você sentir um pássaro não voa com asa sozinha. Então, as pessoas ficam fazendo sobreinvestimentos em desenvolvimento intelectual e desinvestem ou quando Nunca investem no desenvolvimento emocional. Aí é
coisa de psicólogo falando, é coisa de mulherzinha ou é fraqueza, sabe? e continua se sabotando porque não entende que essa dinâmica de não se conhecer, de não saber onde eu estou para saber para onde é que eu vou, de não suportar o segundo dia, de não entender os processos, de não suportar a frustração, ter paciência. Por exemplo, uma criança chega para ela aqui, Lucas, fala: "Você quer uma caixa de chocolate Agora ou você quer 10 caixas de chocolate daqui a mês?" O que que ela vai fazer >> agora? Agora >> pô, o que que ela
perdeu? Nove caixas de chocolate. Por que ela perdeu ansiedade? Porque aquele denominador ali embaixo tava muito muito grande no impulsividade aí você pensa, pô, mas não sou criança, será? Você quer? Ah, tô trabalhando, tô assistindo aí o podcast de vocês. Eu trabalho para caramba. Eu sou um Uber, Não sei o que lá. Eu ou tô trabalhando aqui no comércio da 25 de março, sei lá, em qualquer canto do país, mas eu quero mudar de vida, eu quero empreender. OK, beleza. Aí só que de dia você tem que pagar boleto, tem que pagar a conta, sobreviver,
tem filho, não dá. De noite, o que que você faz quando você chega que botou o menino para dormir? Você vai ver série dorama e ficar no scroll infinito ou você entende? Cara, eu vou ter que estudar aqui, velho. Eu vou ter Que suportar porque eu vou começar a estudar aqui agora. Não vai dar resultado hoje, não vai dar resultado amanhã, nem depois de amanhã, mas vai começar a ter uma soma. Você vai pra academia, você só sente dor no começo, não tem resultado nenhum. Aí você começa a ver, o corpo vai mudando, a disposição
vai mudando. Se você não tem capacidade de suportar o processo, não adianta você fazer curso de desenvolvimento intelectual se você não tiver Resiliência para suportar processos. E tudo é processo, para perdoar é processo, amar é um processo, entendeu? Se desenvolver como pessoa é um processo, entender você esquemas de sabotagem e de procrastinação, fazer essa conta e dizer: "Então é aqui a equação, eu tenho que dar uma certa emergência para poder eu não tá sabotando a minha influência no inglês. Eu tenho que dizer para mim, é importante, nem que seja, porque eu Tenho vergonha quando eu
tô conversando com a com o pessoal aqui no grupo, alguém fala uma piada em inglês, eu fico só sem entender [ __ ] nenhuma. É vergonhoso. Então vou colocar a vergonha como motivador para mim. Essa equação tem que estar sempre manejando, porque senão você fica na vida no piloto automático, você só sonha e não realiza e vai aumentando o nível de frustração e chega um ponto na vida que aí entra uma crise profunda. É, não Adianta, não é para mim. Aí você escutou aquela voz do passado que diz: "Você não vai dar para nada, você
pensa quem você é, quem >> n eu eu acho que assim o os exemplos que você dá, eu acho que muita gente pode se identificar." >> Uhum. E eu acho que tem alguns aspectos ali que eh quando você para para pensar, você se pega e você começa a se culpar, né, de falar assim: "Mano, por que que eu sou tão burro, né? Por que que por [risadas] que que eu faço essas coisas?" Porque >> Quem nunca se fez essa pergunta, né? >> Quem nunca se fez essa pergunta? Eu faço, acontece comigo, tipo assim, você faz
uma coisa e fala: "Mano, por que que eu fiz isso? Por que que eu fiz isso?" é uma coisa que tá claro para mim que não deveria estar fazendo isso. E tem umas tem algumas eh tem algumas investidas que a gente faz na vida que são uns exemplos muito Claros para isso. Acho que o melhor é, por exemplo, você fazer uma dieta. Quando você faz uma dieta, você tá e vamos dizer que é uma dieta para emagrecer, tá? Você quer perder gordura. Quando você faz uma dieta para emagrecer, você sabe que você pode chegar lá
porque existe uma lei termodinâmica. Então, tipo assim, eu eu de novo, para criar metáforas, as coisas da física são ótimas, porque elas respeitam e universalmente elas vão Respeitar isso. Se você consumir menos calorias >> Uhum. >> do que você gasta, né? Você vai perder peso. >> Tá fe, >> tá? Essa é uma regra, tem aí muitas teorias e tal, mas no fundo, no fundo, tudo meio que remonta isso no final das contas com relação ao seu peso. A pessoa sabe que se ela seguir a dieta que tá lá prescrita, comer o arroz, feijão, bife, Macarrão
com frango, tal, ela vai perder peso, né? Ela vai perder peso. E aí o que acontece? Que nem o Rostano falou: "Será que a gente não é criança?" Porque o negócio tá aqui, ó. nutricionista profissional passou para você, calculou, mediu todo, você falou: "Olha, se você seguir essa dieta em 7 meses, você vai chegar em 10% de gordura e vai chegar no corpo que você sempre quis faz 12 anos." E que acontece quando chega sexta-feira à noite, você senta no sofá e você tem Uma decisão a tomar. Minha refeição livre é só sábado, sexta-feira à
noite eu ainda tenho que comer lá macarrão, brócolis e frango. Que que acontece no cérebro do indivíduo que ele sabe que se ele se ele comer errado agora, ele vai atrasar em um dia, ele vai atrasar em uma refeição o processo dele. >> Uhum. >> E a tomada de decisão naquele momento é uma tomada de decisão irracional, porque ele sabe que é tudo com relação ao Tempo, né? Eu eu é aí que eu chamo da inconsistência temporal. É uma inconsistência da nossa racionalidade com relação ao tempo. Quando você chega nesse momento, vamos todo mundo se
imaginar nesse momento, você tá fazendo dieta ou você tem que ir na academia e chegou sexta-feira à noite, hoje é sexta-feira, inclusive >> bate aquela fome, >> ó, vai acontecer já já. >> Hum. >> Você senta no sofá de casa, você tem que treinar ou você tem que comer. São, vamos, vamos usar o exemplo do treinar que é mais fácil. Você tem que treinar às 7, são 6:15. Você tá ali, você fala: "Meu, tem que tomar uma decisão agora. Eu sei que se eu for treinar, racionalmente, eu sei que se eu for treinar, eu vou
manter meu progresso, vou me sentir muito melhor, eu vou dormir melhor, eu vou tá bem comigo mesmo, né? Eu vou est progredindo no meu Objetivo racionalmente. Beleza? Só que, cara, neste momento, a dor de ir treinar, deixa eu criar duas escalazinhas aqui. A dor de ir treinar nesse momento 615 da tarde é imensa, porque eu tenho que sair do sofá, eu tenho que botar roupa, eu tenho que sair lá fora, tá chovendo. >> É contrainttuitivo, né, se fazer isso de sexta-feira, né? >> Não é, é contrainttuitivo. [risadas] É meio que assim, cara, é completamente Racional.
Faz todo sentido, objetivamente falando, só que emocionalmente >> é assim a pior coisa você poderia imaginar naquele momento. >> Só que é naquele momento, 6:15, a dor de ir pra academia é imensa e o prazer, a recompensa de ir na academia às 6:15 é zero, porque você ainda não foi, você ainda não acabou. Então, recompensa zero, dor imensa. Agora, o prazer, a recompensa de você Continuar no sofá e você se aliviar daquela coisa, tem que ir na academia, tem que ir na academia, você se alivia disso, fala: "Não vou". Pum, recompensa imediata gigante assim, aí
vai pede a pizza, fica suave, liga pra sua mina, vamos tomar uma breja aqui e tal >> e você fica tranquilo. E a dor de você não ir na academia naquele momento, ela é baixa, não é tão alta, porque assim, você se aliviou tanto que a dor fica mais neutra, certo? Então vamos estar Numa situação que a tomada de decisão emocional, tomada de decisão límbica é muita dor para ir, pouca recompensa para ir. Pouca dor para ficar e muita recompensa para ficar. Beleza? Agora vamos pegar e vamos avançar o tempo pras 7:30 da noite, que
é um horário que se você tivesse ido na academia, você já teria voltado da academia, >> você já estaria no mesmo lugar, sentado no sofá que você está agora. Passou ali 1 hora 15, 1 hora e meia, você tá Sentado no mesmo lugar, o mesmo cérebro, o mesmo ser humano, você não foi na academia. Que que aconteceu? Qual é a dor de você ter ido na academia naquele momento? Vai para zero, porque passou aquele momento. E qual que é a recompensa que você tem de continuar no sofá por aquele momento? Vai para zero mesmo. Você
começa a ficar saturado. Ah, já comia batata, já comia pizza, já assisti 15 episódios de dorama, não aguento mais assistir. >> Tô me sentindo mal comigo. >> Já tô me sentindo mal comigo. A recompensa do duudu e a dor começa a subir. >> Já tô arrependido. >> A balança inverte. E a mesma coisa acontece com relação a ir na academia. Se você pega essa situação na qual você não tá afim, mas você consegue manifestar uma motivação maior e consegue acionar o seu o seu córtex pré-frontal ali, dor somedial, o córtex Singulado anterior para falar: "Não,
eu vou e você vai." Em pouco tempo, essa dor de ter que ir na academia, ela começa a desaparecer porque tá doendo. Ai, sai da CV, desliga a TV, bota roupa, tira, bota, pega o fone, entra no carro, chega na academia. Todos esses minutos, a hora que você chega na academia, começa a fazer a primeira série de aquecimento, segunda série, a dor vai diminuindo. >> Uhum. >> E a recompensa vai aumentando, porque você tá, ó, consegui, mano. Saí da [ __ ] do sofá, agora tô aqui fazendo meu treino. Tá na metade do treino. Agora
o pré-treino bateu aqui, tô felizão fazendo meu treino. A dor caindo, a recompensa subindo. E o que que mudou? O tempo e a decisão que você tomou. E aí você volta pra casa e você fala: "Qual que foi a dor de eu não ter visto TV?" Cara, [ __ ] não mudou nada, entendeu? tipo, ah, dois, três episódios que agora Eu vou ver, que eu não vi antes. Então, se você consegue fazer essa simulação que eu acabei de demonstrar para você na sua cabeça, na hora que você tá a fim de procrastinar, a chance de
você procrastinar cai muito, porque agora você pintou toda uma historinha de, cara, se eu procrastinar agora, eu tô sendo muito burro, eu tô sendo muito irracional, eu tô me deixando levar por uma coisa muito momentânea, eu tô sendo uma criança. chamar ele para abrir um Startup, porque meu sonho é ter um smartwatch que faça essa sensação acontecer. Tipo, se eu tô aqui aqui aí o smartwatch faz um adiantamento do tempo, me leva para 7:30 da noite e faz levanta por >> olha não tem smartw mas [risadas] nessa Black Friday na neurofugi a gente vai lançar
uma coisa com inteligência artificial que vai poder te ajudar no momento. >> Então assim, todo o conhecimento, essas Essa aula chama aula de inconsistência temporal, você vai ter acesso a todas essas aulas, tal, >> pode fazer venda aqui, cara. Olha só, então [risadas] >> certeza. Manda ver, manda ver. Nessa, é, nessa >> faremos algo para acionar. Ex. É porque você falou exatamente isso. É exato. Não, mas eu entendo. Acho que eu eu na na a gente combinou com o meu meu meu time na Black Friday, a gente fazer o Seguinte, pegar todos nós que a
gente muita gente tá fazendo isso, pegar todo o pacote de de soluções emocionais e vender por um preço de uma, né? >> E basicamente o que eu percebi nessa coisa da procrastinação da de um modo geral é que tem duas forças que eu chamo de sistema operacional da alma. Pensa no teu smartphone e os aplicativos dele. Vamos, você tá um Apple aqui, você tá um iPhone, você tem um monte de aplicativo, eles rodam em cima de quê? Do iOS. Que adianta você ter um aplicativo bancário massa, mas se o iOS tá travando. Então, o que
é o iOS da alma? Qual é o sistema operacional da alma? que eu faço curso para enricar, mas eu não enrico. Eu faço curso para investir bolsa, mas eu perco dinheiro. Eu tenho skill, mas tá me sabotando. Eu tô procrastinando. Qual é o sistema operacional da alma? É o autoamor. Entende? Porque assim, o indivíduo que Ele não se ama, ele escuta essa frase: "Você não vai dar para nada" e acredita. O indivíduo que não se perdoa, que é um outro sistema profissional da alma, ele fica preso na mágoa. Se você tá preso na mágoa, você
tem que todo dia, quando você acorda para ir pra academia, para ir aprender a investir e tal, você primeiro tem que vencer tanta cota de dor que você gasta tanta energia para administrar o seu caos emocional que sobra muito pouco para você realizar Sonhos. O pouco de cote de energia que sobra é só para pagar as tuas contas. É como seesse 100 kW h para funcionar por dia, tá? Que que eu vejo na humanidade? Metade das pessoas estão gastando 50 kW para administrar o caos do passado. Raiva, ódio, ressentimento, traumas, angústias ou saudade. Poucas pessoas.
Outra metade da humanidade tá presa no futuro com ansiedade que algo mais que aconteça. Pouca gente está aqui e agora maduro e Consciente do que tem que fazer. >> Nossa, eu diria ninguém. >> Não tem gente. Essas pessoas estão fazendo rodas girar. Entendi. >> Essas pessoas vencem, fazem o mundo acontecer. Elas são vistas, são invejadas. Elas querem, elas são vistas como alguém inspiradoras para uns, invejadas para outros, que é uma pessoa que, na verdade, o invejos é uma pessoa que admira de forma eh inversa, mas é uma tipo de admiração. Você não inveja Ninguém que
não tem algo a acrescentar. >> E aí essas pessoas elas realizam. Por que que elas realizam? Porque elas entenderam que tem uma cota de dor e que elas têm que resolver isso. É comigo. Eu não posso pegar a minha dor, usar cumificativa para impedir o meu presente e ferrar o meu futuro. Nem eu posso usar a minha dor para te ferrar aqui no trabalho. Eu tenho meus traumas, chegar aqui e te sapeco coisa e crio óido, torno um ambiente tóxico, porque eu tô Sangrando do lá e tô sangrando em vocês ou no meu namoro. Vou
ferrando uma relação a cada uma atrás da outra. Então, minha vida toda tá caótica. Aí eu pad e penso: "OK, então tenho que equacionar. Primeiro, não adianta eu ficar esperando que o futuro magicamente me dê alguma coisa como uma varinha de Harry Potter. Eu ganho na mega cena, cria nova startup, vira o novo a e crio novo unicórnio ou cria nova forma de lançamento, qualquer coisa que eu valha. Posso ficar me alimentando de ir para todos os encontros de mentoria e nada acontece na minha vida. Eu lembro de um paciente que eu atendi, Lucas, que
era assim, ele chegava e ele ensinava todo mundo a passar no concurso de juízo federal e ele não passava e todo mundo dizia: "Mas como é que você não passa?" Casa de Ferreiro. >> E aí quando ele foi para mim, ele tava naquela de, ah, aquele discurso que o paciente chegar a fazer assim, você é o 10mo terapeuta. Ao mesmo tempo, ele tá chamando todos seus colegas de incompetente dizendo: "Você tem um, você tem que entender que você não pode ser o 11º. Ele fica querendo botar em você a responsabilidade de resolver problema vida dele."
Eu, OK, vamos lá, vamos começar do começo aí. Beleza. Aí, e eu era bem muito objetivo na terapia, né? muito, muito, muito. Aí eu 30 segundos, 30 minutos de terapeuta. Já tá, entendi. Como assim? Eu já tive um Cara que eu passei dois anos, o cara não entendeu. É porque ele talvez não tenha querido te dizer logo não, mas vou te dizer o que é. Eh, enquanto você tiver esse recentimento aí com o seu pai, cara, não flui. O que que isso tem a ver? É, cara, porque veja só, você sua mãe ficou grávida, você
nasceu, seu pai picou a mula, tem essa dor, esse cara não tava lá para te ensinar a ser homem, para te ensinar a como beijar uma menina, para te ensinar como resolver Uma briga no colégio, não tava lá. E você toda vez que passava por isso, você tinha ódio dele, né? Sua mãe passando na cidade, você tinha ódio dele. Sua mãe na máquina de costura, você tinha ódio dele. Então, me diz uma coisa, quando tu senta para fazer a prova, o que é que você pensa? Não é assim, eu vou mostrar para esse filho da
[ __ ] que você é um juiz. Não é isso que vem? Ele disse: "É, pronto, acabou tua memória de tudo. Nessa hora é uma criança ferida querendo Provar pro pai alguma coisa. E aí o que você ensinou pros outros tá se vindo para você não, porque você não consegue trazer o conhecimento, porque você tá lutando contra a tua dor. Então, se eu não resolvo questões essenciais da vida, eu continuo sabotando e procrastinando, porque há uma cota imensa de dor em mim que vai fazer com que eu não consiga operacionalizar a existência. E aí você
chega, ok, então, mas a mágoa não é dos outros, é de mim. Pel as escolhas que eu Fiz, eu devia ter feito outro curso, não devia ter casado com essa pessoa. Você pode estar com mágo de você ou porque eu tenho defeitos, porque eu tenho alguma coisa. Tem um pensador que é um psicólogo americano chamado Carl Rogers. Ele criou uma das forças da psicologia chamada psicologia centrada no cliente que ele diz uma coisa muito interessante sobre a autoaceitação, que eu chamo de autoce auto autoaceitação radical que é o seguinte: somente quando o indivíduo Se aceita
ele muda. Porque enquanto eu não me aceito, eu fico me culpando e me martirizando, me detonando e eu não tenho energia para mudança. Quando eu me aceito, aí eu mudo. >> É aquela coisa do onde você tá. É primeiro, né? >> É, eu vou resumir aqui. >> Ah, quero ir lá. Mas onde você tá? >> Eu vou resumir aqui uma coisa que Bruno Perin adora, que é oicismo. >> Sim. >> Que é #ceita que dói menos. >> É assim que funciona. >> É assim que é. É assim, essa foi a família que você teve, foi
o passado que você teve, foi a história que você teve. OK. Ou você fica lutando contra isso, que é uma questão que Sartre faz no existencialismo, é não se pergunta o que fizeram com você. Você não tem controle sobre isso. Se você teve um pai que te abandonou, você passou por abusos, você Foi ignorado na infância, passou por dificuldades, não é, não é a pergunta, a pergunta que mais que mais procrastina e sabota. Sabe o que é, Lucas? Por quê? >> Uhum. >> Por que aconteceu isso comigo? Por que a minha namada me traiu? Por
que meu marido me traiu? Por que meu pai me abandonou? Cara, às vezes nem a pessoa que te sacaneou sabe. Ela também tá num automatismo psíquico de sabotagem, entendeu? Uhum. >> de gerações. A pergunta é: como é que eu faço com isso, velho? É a realidade. Como é que eu faço com que eu tenho aqui? Como é que eu manejo com que sobrou dos cacos de mim mesmo? Então esse é um movimento que é intencional, é maduro, é parar de ficar no discurso da vítima que tem a tem a hora, tá doendo, mas não pode
ficar lá estacionado na dor e ser responsável por sua vida. Não importa se eu tive ou não recursos, eu tenho que desenvolver. É, a pergunta é: Eu vou repetir a dor dos meus pais em mim, nos meus filhos, ou eu vou dizer para mim, em mim encerra tudo isso? >> Eu eu tenho eu eu tenho para mim que eu eu sou mais resolvido com o passado. História triste para mim todo mundo tem. que aconteceu aconteceu e para mim tá tudo certo. >> Eu tenho vivido e enfrentado um problema com futuro, tempos em tempos e ficar
projetando um futuro. E isso às vezes ocupa muito Tempo na minha cabeça. Como que resolve essa frase? >> Mas como que isso é um problema para você? >> Porque às vezes eu acho que ele atrapalha um pouco terapia do cara. Eu tô usando, eu [risadas] tô usando agora o podcast com minha terapia, porque assim, porque às vezes >> é normal às vezes você tá projetando uma meta, alguma coisa de crescimento, >> só que às vezes eu sinto que para mim Eh, eu fico mais consumindo isso num loop de um sonho e menos na parte de
execução. Então, tem períodos da minha vida que eu tô 100% focado em executar, porque a demanda tá grande, eu tenho muita coisa para fazer e na barrigada do planejamento que eu podia melhorar meu plano para atingir a meta, eu só fico sonhando e não tô executando. Cara, tem um tem um modelo muito interessante, eu vou dar uma generalizada para para realmente não ser a sobre o Caik, né, Para todo mundo poder usar. Mas eh isso aqui é é baseado num num estudo de 2019 que eles tentaram entender como é que a gente faz resolução de
ano novo e promessa de ano novo dá certo. Então, mas funciona para qualquer plano de longo prazo, qualquer ruminação mental que você tem que, ah, eu quero fazer isso acontecer. E aí às vezes você fica nessa, né, de tipo, às vezes tem momentos de foco em execução, às vezes tem momento de só ficar pensando sobre e Às vezes você fica fantasiando e comparando e aí você começa a entrar uns loops mais chatos assim de de lidar emocionalmente. E eu sempre fui um cara que eh eu acreditei muito no negócio do do processo, né, de tipo
assim, eu sempre achei que o nosso cérebro ele tem uma ele funciona a motivação baseado em expectativa. Se você não tem expectativa de nada, você não faz nada, porque você meio que se movimenta baseado, olha, se eu me movimentar, talvez aconteça alguma Coisa. E é assim que o nosso cérebro funciona. Só que eu sempre achei assim, cara, a expectativa também ela é a fonte de frustração, de sofrimento, de dor, porque daí se não concretizo ou se eu comparo com alguém que teve a mesma condição, que eu acho que teve a mesma condição e eu não
consegui, eu só fico sofrendo. A expectativa só me faz sofrer. Mas na verdade eu acho que tem que juntar as duas coisas. E esse estudo mostra muito isso, né, que a gente tem Objetivos abstratos e objetivos concretos. Os objetivos abstratos eu são os que eu sempre desdenhei um pouco depois que eu comecei a estudar, que é tipo assim, eu quero ser uma pessoa saudável, eu quero ser uma pessoa plena, eu quero eh ter mais alto amor, né? Esses objetivos mais abstratos assim, ou eu quero ser um um eu quero e ser um bom pai, quero
ser um bom namorado, tanto faz. Esses objetivos abstratos, eu sempre falei assim: "Legal, >> né? Mas qual que é o objetivo concreto com relação a isso? O que que você vai fazer no seu dia a dia? Quais são os hábitos, quais são as posturas, quais são os planos, quais são os processos que você vai fazer para isso acontecer. Beleza? Aí eu me deparei com esse estudo e o que esse estudo fala é ele, eles pegaram 256 pessoas eh pelos 3 meses depois do ano novo. Então, ó, estamos chegando aqui no final do ano, vale a
pena começar a pensar nessas coisas. Eles pegaram os três meses depois do ano e o que eles viram é que as pessoas que tinham só objetivos abstratos, elas se desmotivavam eh muito rápido. Elas acabavam ficando desmotivadas no curto prazo. Então elas não agiam, elas começavam muito empolgadas, começavam dando tiro para todo lado, não estava nem aí com a recompensa e depois de um tempo assim, tá, mas eu tô meio perdido, tipo assim, eu quero isso, mas meu dia a dia não Encaixa aquela história do tá muito corrido para ir atrás disso e tal. As pessoas
que só tinham objetivos concretos, elas até mantinham por mais de mais tempo, só que depois de um tempo elas perdiam um sentido. Fal assim, ó, eu tô indo correr todo dia 5 da manhã. Por quê? Uma hora a pessoa acorda assim, ela fala: "Cara, por que que eu tô indo correr todo dia? Tô me martirizando aqui". E ela começa a entrar nessa significação. Todo significado é a gente que cria, né? Então, toda significação, ela começa a falar assim: "Meu, será que isso não é um auto, uma autopunição que eu tô fazendo? Será que isso não
é um ressentimento que eu tenho? Será que isso não tô querendo provar para alguém alguma coisa?" ela perde a motivação num nível grande assim, eu sei que eu tenho que fazer, é tal hora, é tal data, não sei o quê, mas o processo não tem mais sentido. A Solução foi a combinação entre o objetivo abstrato com o objetivo concreto é o que mais fazia as pessoas perdurarem nessas promessas de ano novo, mas para qualquer plano de longo prazo. Qualquer plano de longo prazo que você sabe que tem uma alta chance de você procrastinar, você precisa
juntar objetivos abstratos. com objetivos concretos, porque o objetivo abstrato é o que vai te sustentar >> quando o de o o pequenininho do todo dia Ali ir na academia comer direito, estudar, tal, >> começa a ficar tédio, começa a ficar difícil, você se volta pro abstrato lá em cima e fala: "Meu, isso aqui é porque eu quero ser rico. Isso aqui é porque eu quero ser um bom pai. Isso aqui é porque eu quero promover tal coisa, tal eh causa, né? Só que se você só tem esse, você fica perdido aqui no dia a dia.
Você continua com aquela motivação, algum dia eu vou fazer isso, algum dia Aquilo lá, aquela procrastinação que não tem prazo. >> E aí você não sabe o que fazer. >> E aí quando você olha para trás, né, você tá lá em, sei lá, abril do ano e você olha para trás e fala: "Cara, ano, no começo do ano eu falei que eu eu ia eh investir no na bolsa, que eu ia começar um um fundo de emergência, alguma coisa. Se eu olho a minha evidência comportamental, a minha evidência do que eu fiz, eu não fiz
Nada. Então você não consegue sustentar um objetivo abstrato se você não tem evidência concreta nenhuma. Uma hora ele rui, uma hora a sua identidade como putz, talvez eu seja um vagabundo mesmo, talvez eu seja um procrastinador nato e que eu não consiga fazer. Então a sacada é juntar essas duas coisas. Quando você se sentir muito rodando na mesma tecla do nossa, aquela coisa grande, mas eu não faço, vai pro concreto, bota o papel, fala assim: "Cara, não tem essa De ser uma pessoa, transformar no que não é hoje. Que que eu tenho que fazer hoje?
Que que eu tenho que fazer essa semana?" E quando você se pega muito tipo assim, nossa, não aguento mais fazer essa coisa de novo e de novo e de novo, aí que você vai lá em cima. >> Fer, a proxinação, a proxinação entra aí para ferrar todo o processo, né? Porque você tem a grande meta, mas tá com téd de fazer o pequeno processo, aí fica em casa, não vai pra academia ou não Termina teu trabalho, aí você procrastina, aí no final do dia você tá se sentindo culpado, tá sendo uma merda, porque você não
fez o que você deveria e o seu sonho foi mais uma vez adiado, postergado, aí a ruminação vem de novo, a arruminação já passa a ser uma ruminação de autoculpa, você começa a ficar assim, ah, você é um, você não vai conseguir mesmo, tá vendo? Sei o quê, a cola todinha aí deixa ser ruminação, vira masturbação mental que não leva Para lugar nenhum, >> né? E aí você começa a ficar completamente irritado. Então, uma coisa bem simples, em casa você explode, porque no fundo você quer explodir consigo, mas você vai explodir lá fora, o que
torna tudo pior. Aí entra numa numa derrocada, né? Então esse esse plano que é aquilo que a gente vai chamar na psicologia de eh objetivos de longo prazo, mas eh ações concretas, mas ao mesmo tempo ações concretas Factíveis, tipo, não adianta eu querer virar o malhador compulsível de hoje para amanhã. Eu preciso, o primeiro movimento que eu tenho que ter é eh sei lá, tomar o ei e botar a roupa e pelo menos ir fazer uma caminhada, porque nessa hora o prójenador vai fazer o 880, né? Ah, também se eu não for todo dia eu
não vou, >> que é uma das é uma das estratégias da que >> é uma forma de procrastinação, >> de procrastinar. É, e na verdade nesse caso é é melhor fazer pouco do que não fazer nada. Então assim, esse movimento de de fazer pequenos desafios, imagina uma pessoa que tem, ela quer falar em público, ela tem uma vontade de falar em público, ela acha legal isso, ela admira quem faz isso, mas ela tem vergonha de fazer isso, ela tem medo, tem intimidez, que coisa que geralmente tem um orgulho por trás, que é o medo da
avaliação do outro. Então ela tem que fazer, ok, Então essa é a minha meta de longo prazo. E o que que eu faço no pequeno prazo aqui agora? Então, preciso pelo menos ser capaz de falar na pizzaria da família que eu quero comer pizza tal porque o pai pede para mim. Se eu quero falar em público que continuo pedindo meu pai pedir a pizza para mim porque eu tenho vergonha de encarar o garçom, essa meta de falar em público que ela nunca vai vir. >> Você tem medo de escolher o sabor, mano. Faço [risadas] a
mais. Tc da sua parte, né? É, é, é. É porque na verdade é uma uma coisa que a gente aprende, pelo menos a minha visão, né? >> Se você acha que só uma teoria tem a resposta, você se ferrou. Hum. Todas as teorias elas têm habilidades e conseguem dar respostas específicas. Quando você soma tudo isso, tipo assim, a a coisa mais prática do cotidiano, do TCC, mas se eu não aprofundo para questões inconscientes da psicanálise, entende? >> Uhum. >> Ou se eu fico só no inconsciente lá falando com o indivíduo 30 anos no consultório, consegue
o cara, o cara não consegue perdoar o pai o resto da vida, não consegue dar um passo de ligar pro cara passar uma mensagem. Então eu tenho que ter um uma base de aprofunda no processo, mas concretiza na vida. E como quando você chega muito ferrado, eu não posso nem cobrar, porque eu primeiro tem dar suporte, apoiar, sabe? É tipo Criança que vai andar de bicicleta. Primeiro eu coloco você em cima, seguro o celinho, depois eu coloco as rodinhas, até que um dia eu tiro tudo e te empurro. E aí é autonomia. Agora é possível
que a gente chegue num num porque pelo que eu tô entendendo assim, não só a procrastinação, mas você vai conseguir chegar no ápice da felicidade, vai conseguir alcançar tudo que você quiser. Se você tiver um super autoconhecimento De você entender muito sobre você, é possível você chegar nesse super poder de cara, toda vez que você tá triste, você sabe, você sabe o porquê. Toda vez que você tá procrastinando, você fala: "Não, eu já entendi o que tá acontecendo". Toda vez que você tá alegre, você fala: "Ah, eu já entendi. Eu já, já saquei". Sabe assim,
>> o super isso resolveria tudo? Manual do jogo. É isso. Você isso você resolveria tudo. Cara, eu acho que o super poder, Super poder em termos de potencial é você fazer o que você fala que você vai fazer. Eu acho que isso é um super poder hoje em dia. Se você pega qualquer superherói de quadrinho assim, ele não tem todos os super poderes, né? E nem porque ele é super poderoso, porque ele é feliz, né? Inclusive muitos superheróis aí são bem felizes. Exatamente. É maior trabalho esses superheróis. >> Mas cara, pensa nesse super poder. Imagina
que se você toda vez que falasse que vai fazer uma coisa, você fizesse. Tem que tomar cuidado com o que você fala, né? Porque daí você vai fazer. Mas é um super poder. Eu acho que assim, que nem o Rossandro falou, com relação a isso de super autoconsciência, né, essa super eh e autoconhecimento, você vai ter que entender que tem momentos que você vai estar triste e acabou. Acabou. É isso. Você vai estar triste por um momento. Você vai ter que aceitar, você Vai ter que acolher. >> Você sofre menos, você não deixa sofrer, entendeu?
>> Exato. Dor vai ter, mas o sofrimento você não precisa ficar prolongando ele com a sua ansiedade de que passe ou nunca mais. Ah, isso só acontece comigo. Eu acho que alivia, entendeu? Alivia. Eu acho que, por exemplo, o budismo, os budismos, né, a filosofia budista na sua pluralidade toda, ela tem muito essa questão de que, cara, o sofrimento ele Existe, né? Na verdade, eu tenho teorias que falam que o mundo é sofrimento. O sofrimento existe, você vai passar pro sofrimento. Agora, a forma que você navega ele depende muito desse nível de aprofundamento de consciência.
Eu não sei até que ponto uma pessoa pode se iluminar ou ou chegar num ponto de >> transcender, virar um sábio, né? Top da montanha. Mas eu acho que sendo bem concreto, eu acho que mais do que a inteligência, mais do que O potencial racional da pessoa, você ter um uma capacidade executiva de você perceber uma coisa, agir em cima dela, perceber uma coisa, agir em cima dela, falar que vai fazer uma coisa e fazer, isso te leva na frente talk, né? Coerência psicológica, falar o que diz. Ach, acho que é quase impossível ser feliz
o tempo todo, porque >> não, mas sabe uma coisa que que ele tá falando aí que porque você falou do budismo aí, eu lembrei de um de de uma Das das assertivas do orientalismo, diz o seguinte: "Antes de se iluminar, lave a louça e arrume a casa". Depois de se iluminar, lave a louça e arrume a casa. O concreto nunca vai deixar de exigir de você. Você pode ser, por exemplo, o cara mais bem-sucedido do mundo. Você chegou em casa à noite, seu filho fez cocô, você tem que trocar a fralda dele. Você pode ser
o cara mais ferrado do mundo, chegou em casa, filh fez cocô, você tem que trocar a fralda Dele. Se você forte desse concreto, você não realiza nada. Como dizia Confuso, se quiseres administrar o estado, começa pelo teu quarto. >> A gente tem uma geração de pessoas que não arruma nem o quarto, mas quer ser o CEO de uma startup. >> E sabe o que que é mais louco, Lucas? Tipo assim, quando você começa a querer ser feliz, acabou. Você não, você já você perdeu. >> É ansiedade. >> Não, porque sabe, você já teve aqueles momentos
que você, tipo assim, você tá numa, que nem eu gosto, quando eu tô nas montanhas, para mim isso acontece toda hora. Tô nas montanhas e eu tipo assim, faz 3 horas que eu não tenho um pensamento concreto que eu lembro. Minha mente tá só >> usufrendo, >> fluindo, só presente, percebe que você tá feliz. >> E aí você percebe, você olha um pô do Sol, você fala: "Nossa, que lugar lindo". Tô até arrepiado. Você fica assim: "Nossa, que lugar lindo nossa, esse momento eu tô muito feliz. Eu quero que ele dure para sempre. Pum! Acabou
o momento. >> Não, eu já eu já percebi isso. Quando quando você percebe que você tá feliz, você perde. >> É tipo aquele jogo da na faculdade que eu perder. Perdi, né? Quando você lembra que você tá jogando, você perde. >> Sim. >> É basicamente isso. >> Tem que tem que aprender a fluir. >> E tem uma outra coisa, tem que a felicidade pregada como apenas o excesso, né? Tipo assim, ah, só quando eu tiver morando no melhor casa do Alpavil aqui que eu ser o cara. e é a maior falar, >> porque tem muita
gente que pensa assim, né? E uma das coisas que a gente percebe é que nem todo mundo que venceu Financeiramente é feliz e nem toda pessoa inteligente é uma pessoa que tem autoconhecimento. Tem pessoas que têm um nível de inteligência muito alto, um Q muito alto, mas elas são incapazes de manejar as próprias emoções. Tem pessoas que são capazes de dar uma palavra falando de Jesus e humilhar o motorista no caminho, ou seja, não tem coerência nenhuma naquela pessoa. >> Uhum. Então, e aí a gente tem que essa experiência da montanha que o Lucas tá
Falando assim, é o encantamento com o que é o milagre do dia. Porque há uma uma falácia pra gente que lida com visibilidade, que tem rede social, talvez as pessoas olhando pra gente pensar: "Ah, deve ser legal estar na vida dessas pessoas ganhando bem, tendo visibilidade, sucesso, sendo reconhecido no aeroporto. Deve ser legal. >> Mas sabe o que é legal? é que a há um mantra muito enlouquecido do mundo e às Vezes o mercado digital às vezes faz isso, não sei se intencionalmente ou não, eh que a vida comum de uma pessoa comum, uma vida
ordinária, ela é ordinária no sentido de que ela não tem sentido. Mas se você tá agora ouvindo a gente aqui no Uber, trabalhando para caramba e vai voltar para casa e tem um filho te esperando para dizer: "Papai, que bom que você chegou." Isso não é ordinário, isso é Extraordinário. Isso é a beleza que a gente perde por só ficar na meta da ansiedade, sabe? A próxima meta, a próxima meta é você no usufruido agora. E por você não usufruirdo agora, você até conquista as metas, mas você nunca sente felicidade. >> Hum. >> Porque você
nunca consegue entender que a viagem em si só tem que ser algo prazeroso. E não somente chegar no lugar, planejar a viagem, imaginar a Montanha, sabe? traçar. Tudo isso faz parte de um grande processo de experimentação da vida, >> cara. Mas é um processo diário muito você ficar lembrando que >> você tava na merda e agora você tá bem e tudo bem você querer mais, mas você tá bem já. >> Não, e aí é um pouco do que a gente tá falando assim, não é nem lembrar que você tava na merda, não precisa ficar preso
no passado e nem ficar preso lá. É Tipo assim, cara, vive aqui, tá tranquilo. >> Cansativo. Cair, que é ficar no piloto automático sofrendo assim. Não, eu eu acho que assim o >> acho que eu acho que a conclusão do episódio é voltar a fazer terapia, né? [risadas] >> Terapia. Tá vendo? Conclusão de vários episódios. Toda vez >> vai encher a agenda aqui do >> É, toda vez que eu eu faço esse tipo de Podcast, você fal assim: "Cara, porque eu parei de fazer terapia mesmo?" Mas eu mas eu caí que não, eu acho que
assim cara, ninguém vai ficar o dia inteiro pensando, tipo assim, não, mas seis anos atrás eu tava mal, não, ninguém vai fazer isso. Mas [risadas] mas, mas é sério que a da m a a nossa motivação assim no sentido de nosso desejo querer ir atrás, ambição, tal, isso é normal, natural, é o jeito que o nosso cérebro se se programou ao longo De milhares de anos. Agora, o exercício da satisfação é algo que a gente tem que treinar. A gente tem que treinar, tá satisfeito e tipo, não precisa ser o dia inteiro, o tempo inteiro,
essa obsessão, tipo, pelo amor de Deus, ô senhor grato, né? Exatamente. >> Exatamente. [risadas] Mas, mas tem que ter a prática, entendeu? Você não tem que você tem que ter a prática. Isso é bem da psicologia falar muito isso, mas todas as ciências, todas as teologias Falam disso. Eu poderia citar que teologias budísticas e do do dos hindus, sim, dos judeus, enfim, mas como nós vivemos num país de maioria cristã, vai fazer mais sentido citar Jesus do que Krishna. Concorda comigo? >> Uhum. Mas se você pega ali Paulo, quando ele faz assim, em tudo dai
graça aí você pode pensar, ok, Paulo, até na desgraça eu dou graça. E se desgraça é o nome que eu dou? Uma coisa que eu não entendi Ainda que vai ser graça no futuro. E se essa dor que eu tô passando agora, eu tô muito mal nela, é compreensível e é humano sentir essa dor, ela tá fogando em mim a competência para suportar algo ainda muito mais difícil no futuro, em que eu diga: "Se eu não tivesse passado por aquilo, eu não tava dando conta disso." Então aquilo era graça que eu não percebi. Então, além
de eu falar da graça que eu já sinto, ou seja, da gratidão do que eu Já sinto, eu também tenho que perceber a gratidão do que eu ainda não tô capaz de perceber, mas que vai acontecer, porque às vezes é só no futuro que eu entendo que eu tava sendo fojado. Vocês são mais novos do que eu, mas não sei se vocês assistiram o primeiro episódio de Karatequid, o filme que o Sony Iagota ele para pintar, encerar, pintar, encerar e ele fica puto porque não acontece nada e pensa que não tá aprendendo a lutar e
finalmente tá Aprendendo a lutar. é processo. Então tenho que ter gratidão pelo processo. >> Isso me lembra uma história que uma vez eu ouvi. Quando eu ouvi pela primeira vez, eu fiquei chocado, porque é isso, né? A gente tem que ter noção de que a gente não sabe o que que é a próxima coisa. E o julgamento que a gente faz com relação a qualquer coisa, a cor desse copo, a experiência que a gente tá passando, é um julgamento baseado no na nossa história e na nossa visão milp Daquele momento. E a história é o
seguinte, >> tinha um fazendeiro que tinha um filho e ele tinha um cavalo. Aí um belo dia esse cavalo fugiu. Aí as outras pessoas do vilarejo vieram, falam: "Nossa, que azar, seu cavalo fugiu". Aí o velhinho fazendeiro falou assim: "É, talvez passam dois dias, o cavalo volta e ele traz consigo um monte de outros cavalos selvagens que ele virou amigo e trouxe pra fazenda. E aí agora o velho tem Seis, sete cavalos para ele. E aí todo mundo fala: "Nossa, o seu cavalo que fugiu voltou e trouxe sete cavalos. Que sorte agora você tem sete
cavalos. Ele é, não sei, talvez. Um belo dia, o filho do velho tava lá domando os novos cavalos deles e ele tava domando um dos cavalos dele era muito bravo, ele caiu do cavalo, quebrou a perna, falou: "Nossa, que azar, seu filho quebrou a perna. Aqueles cavalos não eram uma bênção, era uma maldição. Quebrou a perna do seu filho, tá muito mal. Ele é, talvez. chega lá, alguns dias depois, o filho dele tá acamado, passa o exército, o exército tá recrutando jovens para compor o exército que eles vão para uma guerra e o filho do
velho não pode ir pro exército porque ele tá com a perna quebrada. Nossa, que sorte, não levaram o seu filho, não é mesmo, né? E aí essa história pode ir infinitamente, >> né? E eu tenho certeza que quem ouve essa história fala: "Nossa, que quanta sabedoria". Mas na hora do vamos ver, na hora que o seu filho quebra a perna, na hora que o seu cavalo foge, você não vai ficar pensando assim, né? Uau, vai vir uma coisa boa disso. E realmente você não precisa pensar dessa forma, mas você precisa deixar com que as julgamentos
que você façam não sejam absolutos, né? Se você faz o que o seu julgamento seja absoluto e que seja a verdade e tal, Você vai cair muita enrascada. toda aquela brincadeira sobre a dor, a recompensa da procrastinação, tal, é porque você julga naquele momento que aquela coisa é muito importante, quando na verdade não é, porque vai passar ali 1 hora e meia e tudo vai mudar. Então você tem que se deixar aberto para não saber, para não ter certeza, para não julgar, para não avaliar e ter uma certa com relação às experiências da vida. Eimidade
é uma das palavras, minhas Palavras preferidas. É, ela tem que ter mais otimismo. E >> resumo da ópera, sabe o que é? É que quem você é na hora da derrota é quem determina se você vai vencer ou não. >> Boa, hein? >> Boa essa, hein? >> Muito bom. >> É sobre isso. >> É isso aí. Bom, pessoal, >> se vocês procrastinarem depois desse primocast aqui, [risadas] aí é caso Perdido, não tem mais o que fazer, né? >> É. E talvez, eh, faça sentido você procrastinar agora para uma coisa boa no futuro, né? >> [risadas]
>> Não, você fez uma leitura envasada agora da procrastinação. Ajuda a gente. >> Procrastina ficar no seu Instagram 3 horas, procrastina comer aquela pacote de bolacha. Agora um conselho real, [ __ ] para de usar tanto o RS do TikTok. >> Só se for os nossos reals. [risadas] >> Não, tipo assim, cara, porque eu acho, não é sério, eu acho muito, eu também acho muita hipocrisia. >> A gente posta muita coisa, né? Porque eu posto, a gente posta 100 por semana e tá falando aqui para vai. >> Mas ô Lucão, eu posso dar um posso
dar uma uma luz porque eu já me debrucei muito sobre isso. Não é porque assim, ó, vou vou vou >> eu tava pensando esses dias, sabia? Eu Falei assim, cara, eu vendo coisa para ajudar as pessoas a sair do celular pelo celular inteiro postando conteúdo, né? muito tempo eu me achei muito mas assim ó o meu o meu algoritmo ele tá ele tá num num num nível de só tem coisa engraçada que não vai me agregar nada de valor. Eu tô nesse momento agora, eu tô tentando tipo assim desintoxificar o meu Instagram para começar a
me aparecer coisa boa. Eu tô num momento que só aparece Gilgitso e aí eu me engano Falando assim: "Cara, vou salvar aqui os golpes porque eu vou lembrar [risadas] >> quem nunca quando você vê golpes foi a última vez que você abriu a pasta dos salos?" [risadas] >> Nunca. Nunca. Então, mas é, eu acho que essa parada, porque do mesmo jeito que tem coisa boa que a gente posta, o Lucas posta, todo mundo aqui tá posta, tem umas merdas que, tipo assim, cara, eu caí, eu no semana passada eu assisti, >> eu assisti uma hora
de de vídea, >> cara, eu percebi que eu o que eu percebi é que seria muita, tipo assim, eu estou lá postando coisas que eu acho que vão agregar pr as pessoas, senão não estaria postando, acho que vai melhorar a vida das pessoas. Sim, >> só que eu acabo fic, cara, eu tenho, a gente tem um programa que chama Desafio Detox Digital, que ajuda as pessoas a perder um pouco esse esse hábito, esse compulsividade de tela o tempo inteiro e Funciona muito bem. Só que, >> cara, eu faço conteúdo para, tipo, para estimular as pessoas
a assistirem, para me seguirem, para verem e eu faço, eu quero que elas saiam, né? Eu fico, fiquei um pouco nessa, pô, será que eu tô sendo hipócrita? Só que no fundo eu percebi assim, é muito arrogante da minha parte achar que só porque eu tenho um produto, que eu tenho uma solução, que eu vou resolver o mundo, certo? Que tipo, eu vou resolver o mundo, todo Mundo sair porque agora o Lucas tem o negócio e agora todo mundo vai sair. Não, >> ele tem um anídoto. >> Eu preciso ir aonde as pessoas estão. >>
Eu preciso encontrar as pessoas onde elas estão. E eu também não sou >> nenhum monge, né? Eu eu uso o Instagram de vez em quando. Às vezes eu passo do ponto de vez em quando, né? Tipo, não tem, é >> normal. Só que eu sei que se todo mundo Que assistisse meus vídeos eventualmente tivesse uma relação mais saudável com a tecnologia, procrastinação, etc., eu ficaria bem feliz. Só que eu sei que esse estoque de pessoas que precisam melhorar isso vai ser inesgotável. Inesgotável. Então eu vou continuar produzindo conteúdo sempre, porque eu não vou resolver o
mundo sozinho. Vai precisar de muitos como eu, como Rossandro, como vocês para >> ajudar as pessoas em diferentes aspectos Do caminho. Eu vou continuar produzindo. É tudo questão de curadoria, gente. Você >> não é que a gente ajuda mesmo, às vezes eu fico até surpreso. >> É, a galera manda mensagem, né? Então segue a gente lá nas redes sociais. >> Curadoria. [risadas] Selecione o que é bom, gente. É, seleciona o que é bom. Na internet tem tudo de ruim, tem tudo de bom. Seleciona o que é bom. Eduque seu algoritmo que ele vai entregar coisa
para você que Acrescar. >> Como acha vocês na rede social? >> Rossandro Clinger. Eu acho que só tem eu no Brasil com esse nome. >> É, vai ser fácil [risadas] achar. >> Rossandro Clinger. >> Não, comu também. Lucas. Neurofood. Só tem eu com bom. São dois ótimos perfis. Tem canal de YouTube também, tem um monte de coisa para você. Para de procrastinar, fica usando roupa feia aí. Muda esse guarda-roupa com a Raz. Tem Black November, 70, mais de 70% de desconto. Você ainda tem o o Black eh qual que é Black Primocast, que é o
cupom aqui. Põe na tela aí pro pessoal ver, para você ter mais 10% de desconto em compras acima de R99. Esse essa sim é uma procrastinação que todo mundo fica, né? Não, eu preciso comprar roupa nova, preciso jogar essas camisetas velha fora, preciso doar isso aqui. >> Ah, eu peguei uns seis tênis lá. >> Você tá usando camiseta de feliz 2006, Nós estamos entrando em 2026, cara. Entendeu? Molda essa roupa aí. Beleza, pessoal? Segue Primocast, dá cinco estrelas. Grande abraço, até o próximo episódio e tchau tchau. >> [música]