frederico schmidt é um filósofo que é carregado de uma diferenciação muito intensa com relação aos outros pensadores da sua época com relação aos pensadores do passado inclusive com relação ao que a gente tem hoje na contemporaneidade é em muitos aspectos inclusive na arte e o que me propõem pra gente é que nós nos vejamos como uma obra de arte como alguma coisa que é produzida sem um objetivo específico porque a obra de arte ela não serve para atender a uma demanda do mundo exterior mas ela serve para gerar uma satisfação do próprio a artista né
então é uma obra que se completa nela mesma e unity ele parte desse princípio porque ele considera que nós somos animais não fixados não prontos não determinados pela natureza mas sim experimentadores da vida e de nós mesmos conforme a gente vai experimentando a gente vai sentindo em nós o que nos cabe o que não nos deixa feliz o que a gente quer repetir então para ele a nossa natureza não pode ser definida por nenhuma fórmula pronta né não existe também uma condição humana determinada mas o que vale mesmo é uma espécie de plasticidade do ser
que pode ser de muitas formas e tomando então pra si é uma espécie de missão né de onde de orientar e conduzir o ser humano na direção desse processo que vai chamar de de humanização mesmo ele considera que a gente precisa reconhecer a nossa exclusividade a nossa condição de seres únicos é a sem nenhum comparativo com os outros é é só quando a gente começa a cair nesse nesse lugar de exclusividade que a gente começa a se tornar mestre de si mesmo né e despertar para uma para uma reflexão de que esses seres eles são
individuais e somos indispensáveis cada um do seu jeito dentro de todo a estrutura maior para o limite a vida é como se fosse então esse conjunto de experimentações que a gente vai tendo e escolhendo e decidindo o que fica eo que vai então a partir da vivência que a gente tem é que a gente vai construindo quem a gente é e por essência é é a somos então essa criação de formas né que ele vai comparar com a prática do artista com a experiência do artística com a actividade artística que não visa nada fora dela
mesmo como já tinha dito pra se realizar e então ele segue dizendo que assim como um pintor pinta é a um quadro né o alguém é um músico produz uma música a vida precisa ser vivida experimentadas 100 determinações sem condicionamentos é inicialmente essa perspectiva do nit que nós devemos viver a partir de uma de um fenômeno estético e existencial é ea partir daí a gente vai justificando e analisando e percebendo o que cabe o que não cabe para este ser tão exclusivo que somos nós pra que a gente consiga compreender de maneira mais esclarecida essa
esse fenômeno estético e existencial que que ele propõe que a gente propõe para a nossa vida a gente precisa compreender os conceitos fundamentais o conceito de apolíneo e dionisíaco é duas referências a 2 de abril desde os gregos napoli dioniso e que apolo iii deus do sol deus na medida o deus da razão e outro lado apoia a dionísio o deus do vinho o deus da embriaguez é e dado disforme né da ausência de forma é essa perspectiva ajuda a gente a compreender que segundo a tese do nit essas duas divindades elas vão identificar duas
partes do mundo é como se fosse a petrobras é da idéia ele reforça na verdade essa idéia de um do alvo mas sem aquela perspectiva fixa de certo e errado de bom e mau mas dentro de dois modos de ser tanto da natureza quanto da arte como do ser humano que se complementam tá no mundo da arte especificamente falando ele vai considerar que a política como aquela responsável pela imaginação é figurativa é de mais imagens de figuras a produção de artes é como a escultura à pintura e partir da poesia ligada à métrica ordenação dela
já o mundo da arte deonise aca ela fica com um potencial emocional nec vai aparecer por exemplo na linguagem musical e da dança também né esses dois impulsos eles não sintam reconhecidos através de nós através de dois estados fisiológicos que ele vai chamar vai diferenciar entre sonho e embriaguez sonho apolino embriaguez dionisíaco é então em nós o que fica claramente é explícito nessas nessa dualidade que emite e coloca é a idéia de que o impulso de onyewu e navegador de qualquer limite ele conduz à exaltação e o apolíneo baseado já em critério de harmonia e
perfeição formal né dentro dessa valoração ainda os dois princípios o nit contrapõe então o espírito jones rico que seria então o espírito da vida a a polinia né ao estado polínico que está carregado do sentido da razão nem a idéia da razão então enquanto a razão ela nasce da fuga da imprevisibilidade é que a gente carrega historicamente é em nós e procura então cristalizar a lei regras e interpretações da vida do mundo de nós mesmos o dionisíaca ele vai já aceitar a vida com todas as suas formas né compreendendo que existe o caso a caso
a falta mesmo de significação do sentido em algumas questões na vida então é aquilo que a gente precisa aceitar como é porque não tenho não tem uma resposta clara não é verdadeira sobre um determinado problema exemplo disso é a morte então pra mim tide uniso e apolo são respectivamente símbolos de vida e de morte nem força vital de racionalidade de saúde doença de instinto e de intelecto de escuridão e luz de devir imobilidade de embriaguez e de sonho e o que pode parecer dois lados que são opostos na verdade ele vai considerar que são 22
formas de ser dois modos de ser que acabam se e complementando ele vai dizer que esse é o impulsione zico naturalmente desmedida ele acabou se enquadrando na forma de expressão do apolíneo e este por sua vez acabou adquirindo a mobilidade do dionisíacos né porque também a sua rigidez poderia conduzir à vida uma de graça uma tristeza completa é totalmente pautado exclusivamente na razão então em nós esses dois princípios eles sobrevivem precisam sobreviver lado a lado se por um lado a aparência a completude sexual a esperteza capacidade de ser e fazer de se tornar importante de
ser livre que carrega um aspecto de joane zico por outro lado a gente precisa da pura razão da conformação da lucidez da sobriedade do respeito à ordem pública que são aspectos do lado apolíneo do ser esses aspectos então eles precisam e devem mesmo se misturar para que a gente consiga ter uma vida plena um outro aspecto fundamental para que a gente entenda estética nit é o olhar do espectador da arte nisso ele vai observar fortemente a tragédia grega vai analisar vai estudar de maneira interpretá la com uma espécie de mecanismo para suportar a existência humana
então a tragédia grega que é um fenômeno que acontece ali entre os séculos sê 5 por volta do século 6 antes de cristo é na grécia antiga ela é carregada de uma espécie de mudança mesmo de perspectiva do grego daquela época sobre a vida e sobre o mundo tá porque a origem desse teatro eo teatro que está ali na transição do processo do mito para a razão é fortemente apresentada por sócrates pelos surfistas é então acreditar no meio desse movimento de afastamento da metodologia para fundamentação da razão ela acaba carregando ali essa possibilidade da gente
reconhecer a vida com todas suas com todas as suas alegrias e tristezas né aspectos positivos e negativos e caminhar seguir em frente sem se sentir dolorido sofrido você despede não vamos dizer assim é o que há de recesso da vida que não dá pra ser colocado aqui na vida realidade se despeja o se reconhece nas expressões artísticas na origem do teatro trágico ele está numa homenagem a dionísio que não ocorria em um culto realizado pelas bacantes é uma referência às bacantes depois quem quiser dar uma olhada para tentar entender a história de dioniso as bacantes
como a figura as mulheres que fazem um culto em homenagem a ele e depois a própria tragédia é eu posso só deixar os comentários que eu posso deixar lhe algumas algumas dicas de bibliografia com relação a isso mas o que é importante pra gente aqui compreender é importante é importante ressaltar aqui é que as encenações do teatro trágico elas não compactuavam nenhum momento nenhum com idéias moralizantes de como você deveria ser na vida como você deveria aplicar em suas relações há na verdade o que a gente vai encontrar ali é é a o que há
de mais intenso na vida né é não não não havia ali uma propaganda da ideia de que o sofrimento decorre também de uma necessidade de punição divina mediante não é por causa de um erro que alguém cometeu e por isso vai ser punido não existe então uma ordem cósmica para punir isso tudo começa um pouco a se desfazer na apresentação da tragédia a essa busca por se desfazer dessa relação com o divino mas sim mostrando que esse sujeito que tomar posse das suas ações e que ele pode gerar para a sua própria vida é a
situações agradáveis e desagradáveis na perspectiva trágica dos antigos gregos a dor era um símbolo que explicitava o valor imanente da vida o que tinha de mais valioso e mais é a própria da vida mesmo diante das mais atrozes adversidades vivenciadas alienado pelo pelo indivíduo no seu na sua vida na sua prática nas suas experiências com tide cotidianos é é importante então a figura na representação ltda tragédia como uma espécie de tônico existencial que reforçasse o ânimo de quem tivesse ali assistindo a vida para a assistindo à peça desculpa para sua própria vida né pra sua
criatividade com relação às suas as suas problemáticas as suas relações é uma espécie de um novo recomeço da existência mediante a alegria despertada pela compreensão que se tem a partir da obra de arte a partir do teatro então objetivo principal estava exatamente numa espécie de de arrebatamento do espectador é diante daquela exibição dos sofrimentos do herói das desgraças e que acaba desabrocham um estado de exaltação e júbilo em quem estava ali no processo de observação a filosofia neste ano então ela segue afirmando que ao demonstrar o caráter de transformação existentes no mundo que a gente
vive e aí definir tude mesmo associado às coisas pela presença da morte pela presença é da tragédia em si é ao invés de proporem a tragédia né o teatro trágico ao invés de propor um ser humano a resignação moral ea renúncia hoje diante daquilo que acontece que lhe desagrada ele incentiva o espectador afirmar sua vida mesmo nas condições mais adversas ensinando ele é transformar aquilo que é horrível ali na arte e na sua própria vida e sublime então uma forma do sujeito que observa a arte perceber na possibilidade de mudança é compreender que aquilo que
está acontecendo ali intensamente e talvez você tem um desejo seu assassinar alguém ou se matar é alguma coisa que não não representa a realidade em si então a gente sabe que é uma expressão artística mas é uma forma dele olhar se reconhecesse a aliviar simplesmente pela observação da expressão artística isso caberia também para o próprio artista que quando coloca em prática um canta ou quando quando dança uma pessoa comum não é necessariamente um artista quando se expressa artisticamente pode se esvaziar daquilo que emite vai chamar de dionisíaca o bárbaro aquilo que não cabe a gente
colocar na prática é dentro das nossas relações sociais na vida