Vai começar, gente. Olá e boa noite. Aliás, que noite especial. Exatamente 8:40 agora, né? para vocês saberem que a gente tá totalmente ao vivo esse ano, um ano que o IC ele preparou muitas surpresas para vocês. E saibam que cada surpresa que a gente anuncia, ela não acontece, tipo, semana passada a gente fala: "Pô, tive uma ideia, é um trabalho de um ano, às vezes 2 anos, 3 anos para Poder chegar numa noite e falar para vocês." Então é é uma alegria, é uma realização muito grande. É pra gente aqui aquele, sabe? Ah, conseguimos, né?
Então, hoje é uma noite muito especial por dois motivos, né? Eh, primeiro porque a gente tá aqui celebrando uma revista que não para de crescer. A revista liberta eu acho que é uma das grandes surpresas, boas surpresas da mídia do Brasil. Eh, nesse último ano, ela tem 4 meses de Existência e já tem quase 35.000 assinantes e assin assinantas, é ótimo, né? Assinantes, né? E e assim, e a galera tá encantada, encantada com com a qualidade do conteúdo, mas mais do que isso, com a independência da revista. Parece até uma coisa estranha hoje em dia
você entrar numa revista que não tem uma propaganda, não tem um banner, né? Hoje eu tava entrando, eu vi uma notícia que eu queria ler, vi ali era um site e Até era um site de esquerda, no caso, mas isso, enfim, não quero entrar nesse detalhe para não comprar mais briga ainda mais hoje. Mas cliquei ali, quando eu não conseguia ver a notícia. Primeiro apareceu um negócio de bet gigantesco na minha frente. Eu não conseguia tirar o negócio de bet. Quando eu tirei o negócio de bet, apareceu o negócio, contribua com R$ 50, 40 ou
30. Eu tirei o negócio, aí apareceu o negócio, quer a dica pro jogo de hoje? Eu não conseguia Ler a notícia. É um caos. Isso acontece nos nos sites quase todos que você entra. E se fosse só esse o problema, né? Mas o problema não é só esse. O problema é que quando você tem eh toda essa relevância dos anunciantes, ainda mais esse tipo de anunciantes nos sites todos de direita, esquerda, todos os sites, até os mais técnicos assim que não são, não tem nenhuma posição mais clara, é esses anunciantes, obviamente eles têm influência naquilo
que sai Escrito. Isso ninguém precisa ser muito esperto para saber. Se você cria uma dependência financeira de algum tipo de grupo, você não pode enfrentar, criticar, contestar eh esse grupo. Então, a revista liberta, ela surge eh hoje em dia já como a maior revista que não tem nem apoia-se, né? Ou seja, a as pessoas eh tipo dando uma ajudinha, não sei o quê, tem só os assinantes por um valor mega mega mega simbólico e, enfim, alguns dos maiores jornalistas do Brasil Fazendo parte dela. E a gente hoje, eu acho que traz o primeiro grande assim
eh produto da revista, né? A a revista ela tá ela produziu uma pesquisa com uma instituição que tem sido eh assim uma das instituições que mais tem acertado os resultados na América Latina inteira, seja ela já, enfim, uma instituição que existe há 15 anos já. Eh, ela é da Argentina, mas hoje ela trabalha na América Latina inteira e nas Eleições em vários países foi aquela que chegou mais perto do resultado final, porque tem uma tecnologia ultra moderna de fazer pesquisa. E a gente quis fazer a nossa primeira pesquisa, eh, uma pesquisa assim para as pessoas
não esquecerem, né? Uma pesquisa que fosse realmente uma referência, que fosse um marco. E a gente fez uma pesquisa com 10.000 1000 brasileiros e brasileiras. É muita gente. É muita gente. Essas pesquisas que a gente vê normalmente são Com 1000, 100, 2000. Acho que entrevistam muita gente 2.500, 3.000 pessoas. Uma pesquisa com 10.000 pessoas, ela tem uma margem de erro bem menor e ela te permite, que é uma coisa muito interessante, fazer cruzamentos com eh um algo que seja estatisticamente significante. Então, por exemplo, se você faz uma pesquisa com 1500 pessoas, ela até tem uma
uma eh um resultado que é é significativamente do ponto de vista estatístico, é significativo. O, só que se você faz um corte, ou seja, por exemplo, as mulheres que moram no Nordeste, o que responderam, aí você já tá falando de um grupo de sei lá, 150 pessoas, a margem de erro fica muito grande. Então, para você poder fazer vários recortes e continuar tendo uma resposta que é estatisticamente significante e que você pode inferir várias combinações, tem que ser com muita gente. Qual o problema de fazer pesquisa com muita gente? é muito caro e Foi muito
caro fazer a pesquisa, mas a gente achava que nesse ano de 2026 a gente deveria começar o ano eh entrando dentro da cabeça do brasileiro. E vocês vão ver que essa pesquisa foi uma pesquisa feita de uma maneira diferente. Eh, as pesquisas tradicionais, eu converso muito isso com Gessé Souza, ele já já vai entrar aqui para dar um alô para vocês. São pesquisas onde as perguntas são feitas e as pessoas elas tendem a responder, não que elas acham De verdade, né? Aquilo que se passa na cabeça delas, aquilas aquilo que elas só diriam no lugar
onde se sentem seguras e não serão julgadas por aquilo que elas falam. Elas falam aquilo que elas acham que é a resposta correta que elas deveriam dar, quase que como se quisessem acertar um gabarito. Um bom exemplo disso é quando as pesquisas perguntam: "Você é racista?" 80% das pessoas respondem que não, não são racistas. A gente sabe que é uma Realidade muito diferente. Mas como é que então você vai chegar nessa percepção do quanto existe ainda de racismo, por exemplo, e de várias outras coisas. E é aí que entra essa pesquisa que a gente fez,
que é uma pesquisa que usou não só a criatividade, mas muita ciência para extrair dessas pessoas aquilo que elas realmente pensam. Os resultados que vocês vão ver hoje são surpreendentes. E é óbvio que Uma pesquisa com 10.000 pessoas, algo inédito nesses temas todos que a gente vai ver, com tanto conteúdo, precisava, né, ser analisada por pessoas ali do mesmo nível de qualidade da pesquisa que foi feita. Então, queria apresentar quem vai estar com a gente hoje, né, debatendo os resultados, não é da pesquisa inteira, né, de algumas perguntas da a pesquisa é ela é enorme.
Eh, ao longo das quatro próximas edições da revista Liberta, a primeira Dessas quatro é excepcionalmente liberada hoje, né? Normalmente ela é liberada na sexta, a gente liberou hoje para hoje as pessoas já terem acesso à primeira parte da pesquisa na íntegra. E a gente vai soltar em quatro edições, porque cada pedaço da pesquisa que a gente soltar, a pesquisa final tem 147 páginas de resultados, né? E às vezes uma página traz um monte de resultado. Eh, essa pesquisa a gente vai soltar em quatro edições pra gente sempre poder Trazer os maiores especialistas sobre aqueles assuntos
pra gente, de verdade produzir conhecimento, porque é com massa crítica que a gente consegue transformar as coisas. E essa nota nossa intenção. Mas para hoje a gente analisar os dados que a gente trouxe hoje para vocês, a gente trouxe uma seleção aqui. Eu vou apresentar eles para vocês. Apresentar não, vou dizer quem tá aqui porque vocês já conhecem as pessoas que estão aqui. Primeiro deles, nosso Querido João César Castro Rocha, paixão nacional, professor do ICL, mais comentado, mais assistido, com mais views no YouTube, no Instagram. Boa noite. Eu passo para você falar rapidamente da importância,
você que já viu os resultados da pesquisa, dessa pesquisa. >> Boa noite, Eduardo. É graças à literatura. Isso é tudo graças à literatura. Eduardo, eu fiquei impressionadíssimo com a pesquisa, Porque eu acho que essa pesquisa tem algo fundamental. Voltando à literatura, Sócrates dizia que o entendimento de uma pergunta é metade da resposta. Eu acho que vocês foram além. Mais importante do que a resposta é a felicidade da pergunta. Uma boa pergunta é metade do caminho. As perguntas são notáveis e depois um conjunto de perguntas que não são polarizadoras, sim ou não, isto ou aquilo, são
perguntas que realmente permitem aos entrevistados dizer o que Pensam. Isso é uma novidade. E depois das análises, sempre tem uma avaliação qualitativa dos resultados que é extraordinariamente útil para reflexão. Parabéns pro CL. >> Volter, né? Ele falava que eh as respostas não são mais importantes, as perguntas são mais importantes. >> E você sabe quem falava isso também? Mário Quintana. Você que é um amante da literatura. >> Tati, minha querida, a Tatiana, vocês, Vários de vocês já conhecem também. Ela é uma liderança empreendedora assim, pô, brilhante. Ela que é uma das coordenadoras e fundadoras do projeto
Legado em Paraisópolis, que é um projeto que leva hoje conhecimento, ensino, educação, oportunidades para uma das favelas que mais pulsa em São Paulo e pulsa tudo, pulsa cultura, pulsa economia, pulsa debates, pulsa política, né? E e tem uma história pessoal também de muito sucesso, né? Seja como empreendedora, mas também como empreendedora social e vai tá aqui representando essa essa cabeça que é a cabeça jovem da periferia, de coisas que às vezes, por mais que os nossos convidados aqui queiram mergulhar, né, eles têm muita simpatia pelos assuntos, mas empatia com os cabelos brancos que tem fica
fica um pouco mais difícil. Eu não consigo mais pensar como meu filho pensa. Eu consigo estar próximo dele, ouvir e aprender, mas pensar como ele Pensa, eu não consigo mais. Então, boa noite, Tati. >> Boa noite. Obrigada. Assim, primeiro, eu tô me sentindo lisongeada, extremamente privilegiada por essa mesa aqui, por a pesquisa assim me deixou muito feliz quando eu tive acesso. Eu acho que é uma pesquisa extremamente profunda e que quando você lê você consegue entender as dinâmicas que tá todo mundo pensando, assim, quando a gente fala de empreendedorismo, segurança, é sobre Vários tópicos. Então,
parabenizar a equipe do ICL por tudo isso que pensaram e falar que eu tô muito feliz em estar aqui, que eu tô aprendendo. Eh, e podem destrinchar, me perguntar, que eu vou estar aqui também perguntando, porque eu acho que o público também vai gostar bastante. Parabéns pela iniciativa. >> Beleza. Um dos temas mais polêmicos eh da pesquisa e com resultados que realmente surpreendem e alguns deles inéditos pela forma como foi a abordagem São na área de segurança pública. E a gente trouxe um dos maiores especialistas em segurança pública do país, autor de um dos alguns
dos livros que eu mais gostei de ler e com os quais eu mais aprendi na minha vida, meu amigo Luís Eduardo Soares. Boa noite. Que bom ter você pela primeira vez aqui no na sede do ICL. >> Eu que te agradeço, Eduardo. Um prazer muito grande e prazer também estar com Tat com João César. Me desculpe pela Voz, >> tá charmosa. >> Coisa de Tá bom. professor no final da semana, no final da noite. Mas essa pesquisa de fato, eu acho que vai ser um ponto de inflexão, sabe, Eduardo? Porque vai ser difícil que depois
as subsequentes, as outras não aprendam com essa. Algumas dicas fundamentais, por exemplo, você já encaminhou, mas não só perguntar o que que você pensa, o que quais a sua Opinião, mas apresentar dilemas que desafiam e que exigem a reflexão diante de um dilema, eh, cada um se surpreende muitas vezes com as suas próprias respostas. Verdade. >> E isso permite, inclusive, que nós alcancemos um um nível que não é só mais profundo, que alcança também contradições. Então, nós encontramos um universo às vezes inconsciente e às vezes contraditório, mostrando que tudo isso é muito mais complexo. >>
Boa. E aqui o seguinte, tem um dos professores aqui do ICL, a gente fala que é o nosso reitor do ICL, que tá de férias, mas quando soube que a divulgação da pesquisa ia sair quando ele tava de férias, ele falou o seguinte: "Não, não, não, não, da onde eu tiver, de onde eu tiver, eu vou entrar. Então vocês tratem de me conectar, ainda mais com esse time que vocês colocaram aí, mas eu quero participar de qualquer jeito, que é o Gessé Souza. Então vamos dar boa noite pro Gessé". Onde você tá, Jessé? Vamos ver.
Tá aí, ó. >> Boa noite. Eu tô na Bahia aqui, passando uma semaninha. Eh, eh, e tá, enfim, eu tô voltando em breve e eu realmente não poderia eh ficar sem participar disso, Eduardo, porque você sabe que eu sou um entusiasta por eh pesquisa empírica, eu fiz várias, quer dizer, estudei esse tema muito e e é muito importante que a gente faça eh o que essa pesquisa fez. é Uma pesquisa inteligente, é uma pesquisa quantitativa, né? Eh, mas é uma pesquisa muito bem formulada, exatamente porque ela dá um ensejo de que a pessoa não só
repita as coisas que ela ouve já para ela se dar, né, para para ela, para ela se conectar naquilo que é esperado que ela diga, mas é jogado para ela algo que ela vai ter que refletir. Esse é o principal, né? >> Maravilha, Jess. E muito importante, tá gente, que algumas pessoas possam falar, Mas vamos logo mostrar os dados da pesquisa. Eu quero ver isso que a gente tá fazendo aqui, levantado pelo Luís Eduardo, que é o seguinte, vamos aproveitar isso também para debater pesquisa, >> claro, >> né? Qual a função que as pesquisas têm
hoje em dia, né? Será que eh eh propositalmente elas não vão tão fundo? Será que pesquisa só serviu pra gente eh encaminhar as pessoas para um lugar que A gente quer? Não, não sei. Eu não tô falando que é isso, mas debater as pesquisas é algo fundamental. Então eu acho que o ICL traz uma coisa nova, como várias coisas que já fez e isso é muito interessante. Mas dito isso, vamos lá pra nossa pesquisa. A verdade sobre como pensam os brasileiros. O Instituto é Agora Consultores. Aqui para vocês, eu acho super importante a gente qualificar
quem fez a pesquisa. Eles são uma consultoria Especializada em pesquisa de opinião e inteligência. Foram fundados em 2012 em Buenos Aires e tem experiência internacional em mais de 15 países. São 14 anos. Eu falei que eram 15, são 14 anos. Hoje é um instituto dos mais renomados de toda a América Latina e faz pesquisas para organizações públicas e privadas, governos, campanhas, empresas, veículos de comunicação, ONGs e universidades, tá? Ela que coletou os dados e fez a pesquisa. Novamente, o Pessoal que assina a revista vai ter acesso ao longo das próximas quatro semanas à pesquisa inteira
e vai poder fazer o download da pesquisa inteira. Crime e segurança, economia e trabalho, política e sociedade, moralidade, religião e caridade, violência policial, educação e feminismo. A gente segmentou por gênero, por faixa etária, por escolaridade, por classe social, por renda, por região, por religião, por raça e por identificação Ideológica. Mais de 10.000 entrevistados. eh um estudo final com as respostas e com análise, porque aí uma coisa interessante que vocês falaram, é importante a gente falar pro pessoal que na pesquisa que as pessoas vão poder fazer o download na revista, tem esse dado que é muito
bacana e eu sei que você gostou muito, João César, que é o seguinte: depois de responder a múltipla escolha, a gente dá pras pessoas a opção De responder do jeito que elas quiserem, discursivo, elas escreverem o que elas acham sobre o tema e depois com técnic tecnologia de inteligência artificial, de análise de dados de BI, etc. Eles pegam e pegam as 10.000 respostas e vem as palavras que aparecem mais personas, o que que cada uma das personas respondem. Mas o que que são as personas, Eduardo? As personas são a seguinte: depois de das 10.000 pessoas
responderem a pesquisa, a gente percebe Que existem alguns grupos que têm um comportamento similar aos temas. E aí a gente eh o o pesquisador, né, o instituto, a Ágora, eh eles fizeram, criaram personas para representar cada um desses grupos, que obviamente não é que todo mundo naquele grupo responde igual, mas são pessoas que caminham caminhos parecidos, que pensam de maneira parecida. Qual são os esse? Essa já é a primeira o primeiro resultado da pesquisa que é que é muito, Muito, muito interessante. Qual são os grupos que foram identificados na pesquisa? Vamos lá. Eh, os segmentos
que a gente avaliou. Primeiro segmento, que é o segmento mais numeroso, tá? A direita de ordem e autoridade. Esse essa persona, tá? Essa que quer dizer uma persona? é um personagem que representa um tipo de grupo, tá? Essa persona é hoje o bloco mais numeroso do país, a direita de ordem e autoridade, reúne aqueles que vem à segurança, a Disciplina social e o combate à corrupção como prioridades absolutas. Votaram majoritariamente em Bolsonaro e mantém uma visão crítica e desconfiada em relação ao governo atual. é uma comunidade de convicções firmes, com uma percepção nítida de ordem
e autoridade como fundamentos da vida social. O segundo grupo, que é um grupo, eu acho que muito menor do que muita gente imagina, a direita liberal crítica, que é aquela direita que a gente fala que Quer privatizar, que quer o livre mercado, a gente imagina a direita toda como sendo isso. Essa persona da direita liberal crítica equivale só a 5%. 5% do total ali do dos entrevistados. É um segmento pequeno, majoritariamente masculino, urbano e de renda média alta. Defende a liberdade econômica, redução do estado e uma visão clara de responsabilidade individual. É crítico do governo
Lula, mas não necessariamente faz parte do núcleo bolsonarista. Combina liberalismo econômico com o conservadorismo moderado. Terceiro grupo, o centro em dúvida e contradição, o coração oscilante do Brasil. Convivem lulistas moderados, eleitores críticos, indecisos permanentes e eleitores frustrados. Suas posições misturam demandas por segurança com expectativas em relação à políticas públicas. não se organiza em torno de uma identidade ideológica forte. é um centro líquido atravessado Por dúvidas e contradições. Eu vou deixar até depois pro meu amigo aqui João César Castro Rocha eh me falar pro pessoal o que ele me falou sobre esse grupo. Mas esses três
grupos que apareceram, os populares por proteção e ordem, um dos grupos mais interessantes da pesquisa, baixa a renda, mistura demandas de proteção social, como o auxílio eh de programas que vem de programas públicos, né, com valores de ordem, disciplina e maior controle Estatal sobre o crime. Podem votar em Lula, em Bolsonaro ou alternar entre ambos. expressa a atenção mais central do país, valores conservadores e identidades populares que também dependem da oferta de serviços do Estado. A esquerda urbana Progressista, o polo educado, informado e urbano da esquerda brasileira, alto escolaridade, renda média alta e posicionamentos progressistas
em praticamente todos os Temas. tem forte apoio ao governo com uma visão positiva sobre direitos humanos, diversidade, inovação e políticas públicas estruturantes. É a esquerda cosmopolita das grandes capitais, das grandes cidades. 15% do total. Vou mostrar um gráfico agora que mostra o percentual de todas. e a Esquerda Popular Solidária, a base social feminina de menor renda e fortemente comprometida eh com políticas públicas de saúde, Educação e assistência, apoia de forma consistente o governo e e se organiza em torno de valores de cuidado, solidariedade e inclusão. Representa a tradição mais popular da esquerda brasileira. E aqui
o quanto cada uma dessas personas representa em percentual na pesquisa, que é obviamente uma projeção do que elas representariam no Brasil. A margem de erro, quando a gente falar de nacional é de 1% para cima ou para baixo. Quando a gente faz recortes, Essa margem de erro aumenta porque o universo de pessoas é menor. Então, vamos lá. Aqui a a persona da ordem e autoridade, direita da ordem e autoridade 30%. A direita liberal crítica arredondando dá 5%, mas é 4 pon alguma coisa que o número tá trucado. Centro em dúvida e contradição 26%. Populares por
proteção e ordem 13%. Esquerda urbana progressista 15%. E esquerda popular solidária, 11%. Antes Da gente entrar nas perguntas, eu acho que esse dado é muito interessante e vale uma pequena um pequeno aí comentário. Vou começando por você, João César. >> O que você mencionou, então, Eduardo, eu achei fascinante esse centro em dúvida e contradição que é visto como o polo mais decisivo da política brasileira. Me recordou muito a estrutura da política norte-americana dos chamados swing states, que são os estados pêndulo, que Ora votam nos republicanos, ora votam nos democratas. E as eleições presidenciais são sempre
decididas nestes swing states. Ao longo da pesquisa, é fascinante perceber como muitas vezes o fiel da balança é precisamente esse centro em dúvida e contradição. Outro ponto que eu acho que para destacar bem rapidamente é como se nós juntarmos a direita de ordem e autoridade, o direita liberal crítica, embora a direita de ordem autoridade Seriam bolsonaristas, sejam os mais numerosos, são 34%. Um campo que nós poderíamos chamar de uma forma mais ampla de progressista ou da direita da esquerda democrática, supera, embora não individualmente, supera no conjunto, porque chega a 40 e 39%. Daqui a 34%.
Interessante, não é? >> Interessante. Vamos lá, Luís Eduardo, eu quero puxar uma para você e pra Tati também, para vocês comentarem. Eu fiquei Muito assim interessado nesse grupo, porque é um grupo que eu vejo muito, os populares por proteção e ordem. >> Então, muitas vezes as pessoas imaginam assim: "Ah, pô, o cara mora na periferia, é pobre, então o cara tem que ser a favor dos direitos humanos, tem que ser a favor do não sei o quê, tem que ser a favor da liberação da maconha, tem que ser a favor de várias pautas que são
pautas progressistas". Mas quando você chega muitas vezes nesses lugares, São pessoas que estão cansadas do caos na vida delas também. Estão cansadas de ver pessoas da família serem levadas pelo tráfico de drogas, de verem às vezes festas que acontecem perto de casa. E eu ouço muito isso. Eles fala: "Ah, é mole ficar só defendendo baile funk também quando tu tá aí no no ar condicionado, não sei o quê". Mas eu vejo muitas mães falando: "Eu morro de medo quando meu filho vai, minha casa fica, todo mundo faz xixi na rua aqui, Fica uma bagunça, barulho
até de noite, não sei o quê". Então assim, eu acho que esse é um grupo que as pessoas não entendem direito como funciona, >> que é o máximo que consegue falar é o seguinte: é um absurdo, porque é um pobre que tá votando na direita em busca de ordem e autoridade. Esse esse grupo aqui é um grupo interessante, né, de da gente saber que existe, né? Eh, quem frequenta as comunidades eh conhece esse grupo, porque nós estamos Falando justamente dessa experiência cotidiana das contradições, né? Então, eles esperam participação do Estado na economia, programas sociais, apoio,
investimento em educação, saúde, etc., podem perfeitamente se identificar com a esquerda. No entanto, vivem a problemática da insegurança como uma questão chave do seu cotidiano, né? A dona Maria, o seu João podem achar muito bonito o nosso discurso, mas a primeira pergunta é: "Meu filho vai chegar vivo Em casa?" >> Claro. >> E essa é a preocupação dominante. >> Então, se você me oferecer uma resposta prática, objetiva, que preserve a a vida e a vida da minha família, eu tô disposto a te ouvir e a conversar sobre política de uma maneira mais ampla. Eu acho
que nós, você pegou esse nervo, nós ainda não nos sintonizamos com a vida popular e com significado de insegurança para quem tá lá no Cotidiano. >> Você, Tati, que vários dos teus projetos, das suas iniciativas são dentro da favela, são na periferia e você cresceu também convivendo muito com esse pensamento que é um pensamento que as pessoas não entendem muito. bate o que essa persona aparece ali. >> Totalmente, totalmente. É o grupo que mais me fascina por justamente conhecer. Eu acho que quando a gente olha esse grupo, ele traz um reflexo do que Acontece. Então
assim, eu sou fruto de projetos sociais. Todo mundo que mora numa periferia, ele é impactado por algum benefício ou algum projeto social que fez a família acender ou de alguma forma. Mas quando a gente olha, tem muito instinto de sobrevivência. Eu preciso ter a certeza de que meu filho volta realmente com vida para casa. ter a certeza que eu me a minha questão e meu problema. Então, eu entendo que esse grupo é um Grupo que por muito tempo se viu como massa de manobra, eh, seja de questões políticas, enfim, questões policiais e por aí vai.
tem esse otimismo disfarçado como um instinto de sobrevivência de que assim, eu acredito em alguma coisa, tem essa fé, tem essa esperança, eh, mas muito baseado nessa dinâmica de sobrevivência com todas as dores que morar numa periferia traz. >> Maravilha. E a gente vai ver, >> posso fazer uma pergunta pra Tati? Tati, você não acha que é uma espécie de grupo ponte? >> Sim. É como se fosse uma ponte entre aspectos do centro à direita e tem uma ponte com a esquerda urbana, esquerda popular, não é? É literalmente a ponte que poderia no futuro unir
o Brasil. Está aí, olha, popular, você não acha? Para mim é o grande centro, assim, quando eu olho em questões de que eu trabalho, tranquilo, que eu trabalho, Questões que eu acredito que é um grande centro pra gente poder resgatar, porque é um grupo que eh entende que esses movimentos sociais eles são importantes, eh que é um grupo que poderia sim ajudar de forma política a um desenvolvimento que na na minha concepção e minha forma de ver politicamente seria o mais interessante, mas é um grupo que ainda E hoje e que realmente pode ser junto
com isso aqui o que define uma eleição. E eu acho Que a leitura que a gente tem desse aqui, eu vejo muito nos comentários, nos debates da TV, que o pessoal fala: "Ah, esse é aquele que varia de uma eleição para esse é muito debatido. Esse aqui eu vejo pouquíssimo e quando falam quase não tem informações detalhadas sobre ele. gente com essa pesquisa assim, >> entendi que eu entendo que esse grupo é um grupo que ele ainda está às margens, é um grupo que eh a própria política não olha esse grupo como um grupo atuante
ou Um grupo determinante para poder fazer essa virada. Então, como ele está às margens, ainda não tem esse viés de falar: "Pera aí, a gente pode fazer a virada com ele". >> Claro, claro. >> Vamos que vamos. Vamos começar as perguntas. >> Vamos, vamos lá. >> Então, a gente vai começar. Justiça e punição. Cada um dos temas a gente vai começar a resposta. pelo maior Especialista daquele tema, né? E depois a gente vai trazer pro debate. É difícil a parada porque aqui os caras se perguntar qualquer coisa, se perguntar se tem vida em Marte para
ler a Bíblia em grego, a turma aqui consegue responder tudo. Mas vamos embora. Primeiro assunto aqui é a questão de justiça e punição. E a gente vai começar esse debate com Luís Eduardo Soares. E a gente fez uma pergunta muito interessante. A gente perguntou o seguinte pras pessoas: "O, a gente queria saber os limites da punição, queria saber sobre pena de morte e sobre dilemas pessoais. E a gente começou fazendo a seguinte pergunta: "Em um grupo de 10 pessoas, nove são culpadas de um crime grave." E a gente fez questão de colocar crime grave, homicídio,
estupro, assalto armado, ou seja, é um crime super grave. E uma pessoa nesse grupo é inocente e Você não sabe qual é a uma que é inocente no meio dos 10, tá? Então isso eh pegando aqui um exemplo para para todo mundo poder entender. O policial entrou numa favela, por exemplo, ele tem nove nomes de pessoas que ele sabe que são culpados e etc. E aí chegou lá, tem 10 pessoas no grupo ou um juiz chega, fez uma análise, eles não sabem, eles sabem que os culpados estão ali, mas sabem também com certeza que tem
alguém inocente ali. Aí a pergunta foi o Seguinte: que você acha que deveria ser feito? Tá, não pela lei, não por nada, pessoalmente. O que que a pessoa acha que seria o certo a se fazer? pune as 10 pessoas para garantir que as nove que cometeram crime, elas vão ser punidas. Mesmo sabendo que você vai est cometendo uma injustiça gigante com uma pessoa que não fez absolutamente nada de errado, você não pune nenhum dos 10. Por quê? Porque você não vai punir uma pessoa que é que é inocente e, pô, Que não fez nada, né?
Só para poder pegar os outros 10. ou você não sabe porque é um dilema que te deixa ali travado. Primeira coisa que me impressiona é o seguinte: 43% das pessoas não sabem responder. E às vezes a gente olha o não sei, como dizer, não, deixa eu ver o resto, o que que as pessoas decidiram, mas o não sei, ele tem um valor muito grande também. Ou seja, isso aqui quer dizer um pouco o Seguinte, ó. Tem muita gente que não para para pensar sobre isso, que não sabe a resposta. Agora, das que responderam, 42% dizem
que é o seguinte, punha as 10, inclusive é inocente. Por quê? para garantir que você tirou essas nove de circulação e 15% fala: "Não, não pune ninguém porque você não pode punir sabendo que tem um inocente, você não pode punir um inocente. Veja que esse número é quase três vezes maior do que esse." Aí a gente muda a pergunta e fala o seguinte: "E se a punição E se a punição para esses 10 for a morte? Você tem que matar os 10. Se a punição para esses crimes fosse a morte, o Brasil não tem pena
de morte, mas se fosse a morte, o que que seria melhor? Punir os 10 e punir um inocente ou não punir ninguém porque você vai matar um inocente? Inverte completamente. 51% acham que você não tem que executar nenhum. E esse número, apesar de inverter, me assusta. também, mas eu vou passar para vocês. 17% acha que vale a pena matar uma pessoa que não fez nada para garantir que as outras nove, né, são punidas. E aí a gente pegou e foi além e falou: "E se um dos 10, e você não sabe se ele é culpado
ou inocente foi o seu filho?" Aí a gente tem que aumenta para 55% as pessoas que dizem que não tem que punir, mas você ainda tem 17% das pessoas que aceita a execução dos 10. Isso aqui tem total a ver com incursão em favela. Total. Aí a gente vai fazer aqui só para mostrar para vocês, se a gente tem abertura por gênero, idade, como cada um dos grupos respondeu. E é uma coisa interessante, no final, quem ficar até o final aqui do do nosso bate-papo, a gente vai dar um link no final que todo O
material de hoje que a gente vai mostrar vocês vão poder baixar e ter com vocês em PDF de graça, sem ter que fazer nada. O de hoje que a gente vai mostrar todo mundo vai ter acesso, tá? presente nosso para vocês. E a gente selecionou algumas coisas que a gente achou interessante aqui pro debate, mas sempre que vocês tiverem assim, Eduardo, puxa lá que eu quero ver como é que isso é por religião, vocês podem me perguntar que a gente volta para cá. Vamos abrir Aqui o seguinte. Entre quem respondeu pobre, classe média e rico,
tá? A gente pegou por faixa ali de rendimento que as pessoas respondem. Entre os pobres, 40% acha, sem ser a pena de morte. A primeira pergunta, que tem que punir os 10. 17% acha que não tem que punir nenhum dos 10. Na classe média aumenta os que acham que tem que punir. 46% acha que tem que punir os 10. 14% acha que não tem que punir para não cometer injustiça Entre os ricos. 77% acha que tem que punir os 10. 5% acha que não tem que punir. Agora, olha que curioso e sorte que vocês estão
aqui para ajudar a desvendar esse mistério. Quando a pergunta é o seguinte: "Mas e se for pena de morte?" Inverte completamente 86% dos ricos dizem que são a favor de não Punir nenhum dos 10. Lembrem-se que quando não era pena de morte, 77 era a favor de de punir os 10. Você botou que a punição agora é a morte, isso vira 86% falando que não tem que punir. Na classe média, 46% acha que não tem que punir. E entre os pobres, 55% acha que não tem que punir. E aí, só pegar mais essa quebra aqui
por raça. Quem se autodeclara como branco, 48% acha que você tem que punir, é, não Punir, perdão, os 10 se tiver um inocente com a pena de morte. e 17% acha que você tem que punir. Entre os pretos, 27% acha que tem que matar os 10, que é também é o grupo que mais sofre com esse tipo de violência, ou seja, de matarem inocentes só porque estão dentro de um grupo com a justifica de de matar os que são culpados. E 47% acham que não deve punir entre os que se autodeclaram pardos. 14% acha que
tem que punir, 57% acha que não tem que Punir e entre outros 35 e 33. E agora um ponto que eu acho interessantíssimo, religião. Entre os católicos, 22% acha que tem que matar os 10. >> Uau. >> Os evangélicos, 10%. >> São isso? >> Os espíritas 21%. Outras religiões, 21. Não acredita em Deus. 12 e não punir, não acredita em Deus. 62 Em Outras palavras, os que mais demonstram misericórdia e vontade de ver justiça, são os que se autodeclaram não acreditar em Deus. E os mais punitivistas, mesmo com morte, são os que se declaram católicos.
A bomba começa contigo. Como é que você vê esses resultados? Eduardo, dá para voltar aquele primeiro quadro, >> tá? Esse ou esse? >> Primeiro, primeiro. Primeiro aqui. >> Isso. Eu acho que aí a gente tem o ponto em que a história do Brasil se bifurca. De um lado o abismo, a tragédia, de outro lado a possibilidade de para usar uma linguagem, já que você mencionou, religião, de salvação. Esse é o ponto chave da nossa história. Tá aí radicado, inscrito, o autoritarismo, a história da violência, da escravidão e da dificuldade de compreender justiça, o significado de
Justiça e o significado do direito. a ideia de que você pode punir um inocente para alcançar qualquer fim, o paraíso, a realização suprema, né, enfim, a justiça, evitando impunidade, etc. A ideia de que você pode fazer isso sacrificando a vida e a dignidade de um indivíduo significa a troca da ideia de justiça pela ideia de utilidade. >> Isso. Essa é uma visão utilitarista e instrumental >> que permite desde o estalinismo ao nazismo, porque você vai sempre atropelar as individualidades e as situações singulares em nome de de projetos que sejam eh sustentáveis, justificáveis, né, representantes do
bem. O respeito à inocência é é o ponto chave e a dificuldade de lidar no caso brasileiro, com a individualidade. Que que significa o indivíduo e o direito individual? Isso nada tem a ver Com o individualismo. Então, por um lado, a gente tá diante do abismo. 42% aceitam punir o inocente. Por outro lado, a salvação, a esperança. 43% não sabem. declarar que não sabe, se abrir paraa hesitação, para reflexão, aceitar que isso é um dilema grave, perceber que há aí algo a ser e eh meditado, não é? Isso nos permite acreditar que possa haver avanço
e mudança. E aí eu concluo inclusive Sinalizando o seguinte: isso tudo pode mudar. As ideias, as percepções, as representações mudam. Nós não estamos falando de realidades pétrias, né, que que se tornam permanentes necessariamente. Então isso tudo tá sujeito à política, a persuasão, à educação, a disputa cultural. Mas esse é o ponto chave para mim. Claro que há milhões de questões na pesquisa interessantíssimas, Fascinantes, mas para mim esse é o grande ponto da história do Brasil quando se defronta com a problemática da justiça. Daí você deriva tudo, violência policial, você vai justificar tudo em nome da
luta contra a impunidade, etc. >> Com o utilitarismo, né? Qual essa visão? Deixa eu trazer aqui o Gessé porque antes de passar para vocês dois, senão a gente, como o Gessé não tá aqui com a gente, a gente acaba deixando ele muito tempo >> fora fora da conversa. Antes eles estão conectando aqui o Jessé, você quer opinar aqui? >> Eu quero fazer uma pergunta pro Luiz Eduardo Fores. Posso? Pode >> que eu tenho uma enorme admiração pro Luiz Eduardo Ses. Vou aprender com ele. Primeiro um comentário, Luiz Eduardo. Isso quer dizer que o Brasil tem
muitos Sócrates que não são apenas os jogadores de futebol, já que o Sócrates dizia só sei que nada sei. São aqueles que dizem Não sei. Luiz Eduardo, dois dados me chamaram atenção. Eu gostaria da sua interpretação. O primeiro deles é que é evidente que o punitivismo segue sendo a essência da percepção brasileira sobre a segurança pública e o punitivismo generalizado que precisamente desindividualiza. Ao mesmo tempo, eu me surpreendi porque quando chegamos na punição a a pena de morte, 51% são contrários, 17% favoráveis. Mas Mesmo no campo, que seria o campo mais extremado, a direita de
ordem e autoridade, 45% são contra a pena de morte. Naquele caso, há um outro dado da pesquisa em que o pede-se para completar uma lacuna. Bandido bom é bandido. Nós imaginaríamos no Brasil que a maioria responderia morto. Esse slogan político terrível criado por um delegado carioca nosso do nosso estado que teve carreira na o Civulco em 1990 que teve carreira no esquadrão da morte. Mas olha que Interessante, >> 31% completa o que nós esperaríamos. Bandido bom é bandido morto. 38% bandido bom é bandido preso. 28% bandido bom é bandido atendido pelo Estado para ser ressocializado.
Isso me surpreendeu porque me parece que aqui entre o abismo e a salvação, esses dados me parecem sinalizam paraa esperança. >> Exatamente. Eu anotei justamente, fiz as contas, disse assim, >> nós temos o copo meio cheio, o copo meio vazio >> e há sempre essa oscilação. Há muitas contradições. Por isso a ideia das personas, desses personagens coletivos de que falava o Eduardo são muito interessantes, sintetizam eh grupos que são relevantes. Por outro lado, muitas vezes tendem a homogeneizar >> Uhum. panoramas, paisagens mentais e sensíveis que são plurais e contraditórias. Nós estamos diante de Processos de
dinâmicas contraditórias, diante de dilemas distintos, reações diversas. Isso não é só incoerência, isso é também possibilidade de mudança. Isso é abertura para a inquietação. Tati, pergunta ou comentário? comentário. Eh, mas eu vou pegar esse ponto de da abertura de possibilidade de mudança, porque quando a gente olha a pesquisa, a gente olha realmente com essa possibilidade de mudança, a gente consegue ver esses cenários diferentes, Mas eh para quem atua dentro da comunidade não tem esses cenários diferentes, é simplesmente um único número, né? Então assim, eh, não tem >> panorama diferente quando a gente tá falando do
recorte de raça, eh, de cor, de que é um periférico, não tem esse de perguntar se se fosse seu filho, se fosse isso, não, assim, não, não, não tem. A, a, a polícia, não sei se a gente tá falando por uma questão da militarização também, a polícia ela não Pergunta quem é, o que foi feito ou não, ela só vai chegar com uma ação policial. Isso. Eu falo de vários outros recordes. Eu vou falar da comunidade de Paraisópolis, que eu vejo isso acontecer o tempo todo. A gente vai falar do Rio de Janeiro. Aconteceu de
eu ligar desesperada uma vez pro Edu pedindo ajuda, porque dentro da comunidade, no Morro de Santo Amaro, no Rio de Janeiro, que eu nem atuo, que eu não trabalho lá, mas eu tenho amigos que trabalham e Executam também trabalhos lá, é com um jovem morto numa festa junina. Não. >> Então assim, um jovem trabalhador e com a família que foi comprar alguma coisa na barraca pra mãe e o Edu sabe dis que é real porque assim, eu liguei para ele num domingo, né, disse: "Edu preciso de ajuda, vamos fazer alguma coisa porque dentro das periferias,
isso a gente tá falando São Paulo, Rio de Janeiro, eh qualquer periferia, a realidade é essa. Não se pergunta, não entende Escolaridade, não não entende contexto. Então, a gente olha aqui uma possibilidade de mudança com esse grupo que não sabe o que responder com uma possibilidade de contextos diferentes, mas dentro da periferia é simplesmente é tirar da vida de um jovem e de um trabalhador simplesmente porque queremos tirar. É assim que funciona. >> Gessé, você que voltou, você quer fazer algum comentário sobre essas respostas? Eu acho que é um tema que também te é Muito
caro. >> Sim, sim, Eduardo. Eu acho que tem uma tem um aspecto aí que eu acho extremamente importante, que é o fato de que, entendeu, a gente tá conversando sobre punitivismo, etc, etc. Mas o tem uma coisa que é anterior a isso, que é a definição do que é crime e de do que de quem é o criminoso, né? Isso é extremamente importante. Vai eh explicar, né? Quer dizer, no fundo, eh, o que é considerado Eh crime é uma produção social, né? E aí você vai ter o quê? Não é considerado crime entre nós, um
juiz do Supremo Tribunal, tem relações, etc., e promiscuas, etc., com eh grandes empresários. Isso não é visto como algo digno de punição, né? Quer dizer, ah, o que é montado como que que crime entre nós é aquilo que é o pobre faz, muito especialmente o pobre preto, né? A música, etc. Você vai perseguir o funk, você vai não sei quê. Ou seja, todas as Manifestações culturais dos muito pobres e são criminalizadas. Isso é extremamente eh importante, né? Ou seja, uma percepção social tem a ver, obviamente com a desigualdade, escravismo, racismo, etc, etc. Eu acho que
isso explica muito aquela resposta em que eh o punitivismo aumenta especialmente entre os ritos, né? Porque, quer dizer, ele acha que você tem que punir o quê? O pobre. Ele não ele não se vê como é causando e crime, Né? E as pessoas da sua classe social não cometem literalmente crimes, né? Eh, um outro aspecto que eu achei interessante é que você tem aí o punitivismo entre negros, 27%, etc. É, é em uma das, né, eh, que mostra o quê, né? Quer dizer, nós sabemos que o negro é o cara que vai morrer. A polícia
é montada para matar preto, né? A polícia não é montada para eh eh esclarecer crimes. A a taxa é de 5%. Então ela faz outra coisa, ela Existe para outra coisa. Ela existe basicamente para matar preto, né? É isso que ela faz, né? Eh, aí você vê o quê? Você vê o negro, e eu vi isso na minha pesquisa sobre o pobre de eh direita na periferia de Rio, ex São Paulo e tal, né? O negro tenta desesperadamente embranquecer, embranquecer entre nós é você assumir como se fosse seu os valores da classe dominante que é
punitivista, tá? Ou seja, o negro ele é Convidado porque ele é muito humilhado, desumanizado. Você joga uma boia de salvação para ele, né? E ele eh quando ele adota, eh, o punitivismo, ele eh se torna branco, ele embranquece, ele tá usando, né? eh aquilo que os opressores eh fazem como se fosse algo eh da sua vontade. >> Agora, olha só, agora não para por aí não. Quando a gente pergunta aí se fosse seu filho na questão da pena de morte, aí os ricos 98% Aqui dá mais de 1% porque é tudo truncado o número, né?
Então 97.8 vira 98 98% fala: "Não, não, aí não pune de jeito nenhum. Vamos lembrar que o rico 77% era a favor de punir os 10 quando eram uns crimes graves. Quando vira punir com pena de morte o filho dele, 98% fal assim: "Não, não pune". Então o seguinte, existem dois tipos diferentes de inocência. Existe um inocente que vale a pena matar, um inocente que não vale a pena Matar. E aí aqui, obviamente a gente pegando por por áreas, né? E de novo, quando a gente fala um é teu filho, aí o católico 20% acha
que tem que ter a punição de a execução, porque a gente tá falando aqui de pena de morte, 20% acho que tem que ter execução de todos. Entre os espíritas, 26%. Os evangélicos, de novo, eles estão entre os menos eh punitivistas. sabendo que tem um inocente e o outra religião Fica abaixo, bem abaixo de católicos, eh, e evangélicos, né? Então, novamente, as pessoas que, em tese deveriam tá ali eh praticando os valores cristãos, são os que mais eh apontam, com exceção dos evangélicos aqui nesse caso, ah, para matar os 10 para garantir que nove saem
de circulação. Interessante isso também. >> É, >> há tempo de fazer uma proposta pro Luiz Eduardo Tati nessa questão ainda bem rapidamente, >> po, tá? Ah, mas se não tivesse me avisa. O professor fala muito. >> Vamos lá que tem mais um monte de pergunta aqui. Vamos embora. Crime e segurança. Tem um dado que me chamou atenção. Eu quero muito escutar a T Luiz Eduardo. O roubo de celulares. Acho que nada nos afeta mais no cotidiano do que o roubo de celulares. É a própria expressão da insegurança no dia a dia. 53% das pessoas deram
a seguinte resposta: é reflexo de um problema Social, vírgula, mas que deve ser punido com rigor nos três, os três personagens, mas me chamaram atenção, na direita, ordem e autoridade, 41%. populares por proteção em ordem que interessa você, Tati, 66%, esquerda popular solidária, 62%. A impressão que eu tive lendo a pesquisa é que parece que essa pesquisa identifica, fotografa a emergência de uma sensibilidade nova. Ela é punitivista, mas não é mais punitivista no sentido Tradicional anterior. Bandido bom, bandido morto, puna-se. Ela é punitivista, mas tem uma sensibilidade social e tem, eu quase diria, uma vocação
humanista. Não, não aceitar a pena de morte. Queria escutá-lo sobre isso. >> É, punir não tem só um significado, né? Eh, nós temos a ideia de que existe justiça, uma certa institucionalidade e que há inocente e que há culpado diante, enfim, de Alguma transgressão que seja previamente definida, né, eh, normativamente. E a gente viu que há aquele grupo daqueles que vivem um cotidiano de insegurança que não perdem, não estão sob risco de perder apenas o celular, mas também a vida, não é? E nós vimos quão importante para esse grupo é segurança, chegar vivo em casa.
A gente falava disso, chegar com o celular e antes disso chegar vivo em casa. Portanto, em certa camada social, a ideia de punição como proteção Da vida e proteção dos direitos. Porque quando a gente vê uma criança sendo violada, a gente corre para impedir que essa violência se perpetre. A gente não tá reprimindo o desejo do perpetrador. A gente tá resguardando a vida, a dignidade e os direitos do violado, da vítima, né? Isso significa uma repressão do desejo, significa sobretudo não uma punição, porque isso tem um desdobramento eh em punição, mas significa a restauração de
condições Mínimas de convívio de respeito aos direitos. Então, há 1000 situações que impõe nuances à compreensão do que seja punição. O punitivismo é quando você transforma qualquer eh resposta do Estado a um delito num determinado tipo de reação que é não só repressiva no sentido de preservar direito, mas que eh transforma responsabilização em culpabilização e traduz isso, por exemplo, em encarceramento e etc. Mas há outras formas de pensar a punição como Responsabilização e por isso você tem toda a razão. Nós temos uma cultura que não se esgota na no punitivismo e que reclama por algum
tipo de respeito aos direitos, né? >> É. E a sensação que eu tenho que e quando a gente vê dessa pesquisa que ela tem um número maior, inclusive pro para esse grupo que eu falo que é um grupo que eu estou um pouco mais próxima, porque é o o delito que acaba sendo o que mais eh afeta esse cidadão no >> e a dor dele, né, Tati? Ex. >> É a dor dele. E aí esse punitivismo a gente não tá indo para existem várias formas, né? Não, não é um extremo da da dessa questão do
bandido bom, bandido bom, bandido morto, esse que é tão horrível, mas é porque justamente é a dor dele, é a dor de que o filho tá indo pra escola e isso pode acontecer na hora que ele tá pegando o ônibus. Isso é o quanto a a ela lutou para ter o celular dela e aí tá indo trabalhar como Diarista, babá e por aí vai e aí também é levado o celular às vezes no ônibus ou com uma forma de assalto. E quando leva sócio se o celular eh dói porque a gente tá falando de uma
pessoa que trabalha para ter acesso a um salário mínimo que não dá pras contas básicas, pras despesas básicas. Essa pessoa já passou por diversas dores no dia com trabalho, com jornadas exaustivas e por aí vai. E aí quando ela perde o único bem, o único patrimônio que ela tem, é essa dor é a Dor dela e é uma dor que, enfim, fica extremamente amplificada, mas é onde a gente sente que é o que ela mais sente no no dia a dia. E acho que é onde inclusive tem mais seguros para celulares e por aí vai,
né? Onde se vende muito mais. >> Isso aí entra o entra o o capitalismo na história. Essa agora pergunta, a próxima pergunta é uma pergunta que o Gessé ele tá assim eh quicando para poder comentar, que é o seguinte. A gente falou o seguinte, a gente vai falar cinco frases. Imagina que alguém falou essa frase para você. Eu quero saber qual a frase que mais te incomoda ouvir. Perguntamos para 10.000 pessoas. >> Primeira frase: >> "A emendas parlamentares ultrapassam R bilhões de reais por ano com inúmeros casos aqui da tela, Rafa. Tá tudo bem? Voltou,
>> voltou, >> voltou. >> Tá, vamos lá. Segunda frase que a gente fez: juízes do país ganham super salários acima do teto constitucional, chegando a ultrapassar R$ 300.000 por mês. Outra frase, se alguém chega para você e fala assim: "Jesus era gay". Outra frase, a pessoa chega e fala assim: "Deus não existe". E outra frase, o Brasil é o país que mais mata a população LGBT que aí no mundo? Qual Dessas cinco frases mais te incomoda? 41%, isso foi uma surpresa boa para mim. É, é >> 41% diz que o que mais incomoda é a
questão das emendas parlamentares. 21% a questão do judiciário, 12% ouvi essa frase, Jesus era gay. 11% ouv isso aqui por outro lado é muito triste. >> 10% sócaloso, né, Eduardo? Isso é escandaloso. Quando escandalos isso é Muito >> só 10% >> te causa mais indignação emenda parlamentar do que o massacre da comunidade LGBT. >> E agora vamos abrir e vamos abrir, Luiz, porque isso aqui vai ter coisa para caramba pra gente comentar, ó. Ó, aí a gente faz por todos os Por isso, quando vocês receberem isso no final da apresentação hoje, vocês vão poder, gente,
destrinchar. Agora você imagina Isso com todas as perguntas da pesquisa. A gente fez uma resson, não é radiografia não, porque não dá para ver quase nada, né? Uma ressonância magnética, pô, do cérebro do brasileiro. Mas vamos separar alguns especificamente. Abertura da frase. Qual que gera mais indignação em você? Então, vamos lá. das emendas parlamentares. Quando você pega por classe social, os pobres e a classe média, a corrupção Do do das emendas parlamentares, a corrupção política é disparada a que mais gera. Olha que curiosidade, entre os ricos, a corrupção política praticamente não gera, isso é inacreditável,
>> praticamente não gera indignação. O que que gera indignação com os ricos? Os juizes estarem ganhando ali salários. Isso é o que gera muita indignação com eles. Não, não, nem essa não. Cadê? Jesus era gay, >> meu Deus. Ou seja, a que é isso? Que isso? Essa eu nem lembrava de ter visto. Eu vou até voltar para ver aqui na nessa grandona >> se É isso mesmo, rapaz. Olha isso. Entre os ricos, >> a maior preocupação >> que que eu fiquei até meio spitless agora. Não fica, o rico não fica indignado com a corrupção se
ele for beneficiado. >> Ele, rapaz, ele não fica indignado nem Com a corrupção política, nem com os super salários dos juízes, mas fica absolutamente revoltado. Somos dois, 75% que mais incomoda ou euou vi que Deus não existe ou ouvi uma frase que Jesus era gay. Inacreditável. Aí vamos lá. Quando você pega aqui por ensino fundamental, médio e superior, olha a importância também, né, da educação para as pessoas poderem assim eh se questionarem mais sobre essa Corrupção, eh, política. Identificação ideológica, centroesquerda e esquerda assim indignadas com as emendas parlamentares que são usadas para corrupção e com
a questão dos juízes também. centrodireita indignada com a questão dos juízes. E eu percebo muito isso nos meus posts. Quando eu faço um post criticando que tem juiz ganhando um monte de milhão, não sei o quê, um monte de gente direito fala: "Olha, eu não concordo com quase Nada que você fala". Mas isso aí estamos junto nessa história, né? Também indignados com as questões das emendas. Quando você pega a questão de Deus, de Jesus, a questão religiosa dos dogmas, eles são maiores que os outros também. E obviamente quando você pega nas religiões, isso aqui é
importante, entre os evangélicos, que a gente tá falando de um grupo de mais de 30%, mais ou menos 30% das pessoas no Brasil, se você pegar a maior todas, como deveria se Esperar, é essa frase que fala de Jesus e 19% que Deus não existe, somando as duas, você vai ter aqui 43%. Ou seja, muita gente. A soma dessas duas dá mais ou menos, um pouquinho menos do que a corrupção. Aqui tem coisa para caramba para falar. Eu sei que vocês querem comentar, mas o Gessé pediu para ele ser o primeiro a comentar sobre isso.
Então vamos trazer o GC aí. Cadê você, Gesset? Tá aí, Gesset? tá com o problema da conexão Quando caiu. Ele tá lá desesperado para falar que ele tá me mandando mensagem aqui. Quem quer começar com essa aqui? Você. Vamos lá. Você, João César Castro Rocha. >> Pode voltar no primeiro, por favor. >> Com certeza. >> Porque tem uma coisa que me chamou muito atenç uma me chamou. Vou deixar pro Luís Eduardo comentar a questão do 10%. >> O me chamou muita atenção, não sei se vocês concordariam, Eh isso mostra uma politização crescente da sociedade brasileira.
Tem uma outra pergunta, Eduardo, que é assim: "Ah, é necessário informar-se ou discutir política?" 91% respondem afirmativamente. 55% dizem que é importante e interessante, 36% que é necessário, embora estressante. O que nós vemos aqui é que o que mais causa indignação diz respeito ao universo da política. O universo dos costumes ficou em segundo lugar. é o universo da Política que parece hoje constituir o eixo da mentalidade do brasileiro. Isso acho que vai ter consequências muito importantes para discurso, nossa discussão hoje. >> Tati, >> é a mesma sensação, né? Eu eu não vou entrar na na
questão ali do viés político justamente porque a gente vai entrar na questão do conservadorismo e várias outras coisas que também acabam ditando um pouco do que é esse Movimento. Mas a sensação que eu tenho é que as pessoas, as mães, eh, a gente lida com mulheres que já tem uma visão também para ser empreendedora, ou mãe de alunos ou pessoas que vêm ligada mais a uma pauta de saúde. E essas pessoas elas estão preocupadas com a questão eh política. E quando a gente fala de emendas parlamentares, de verbas, eh eu acho que como a gente
tá tendo agora muito mais visibilidade através de redes sociais, de posts, onde as pessoas Conseguem treinar o algoritmo, mesmo ele errando por várias vezes ou eh travando algumas informações para essas pessoas, acho que elas estão começando a ter um pouquinho mais de acesso ou se verem pessoas que estão vindo com esse viés político e com uma forma de falar, eh, que é muito mais fácil dela entender, porque antes todos esses temas eles eram debatidos por pessoas que vinham com uma narrativa, uma forma de falar que não chegava na população. Então é sempre uma Forma muito
politizada de falar, mas não chegava em quem precisava chegar. Então a situação que eu tenho é que tá chegando essa informação. Então pessoas como Edu, o próprio J Manoel e por aí vai, eles conseguem falar de uma forma que chega na população. >> Então vamos embora. Vamos para aqui continuar. A gente só um >> Vamos lá. Ah, Luís Eduardo, vamos lá. me perdoe. Não, não, não. Eh, nesse caso eu acho que vocês têm t toda a razão. Inclusive eu também anotei porque há algumas respostas, alguns resultados dessa pesquisa que são muito positivos >> a história
do copo meio cheio, o interesse pela política. >> Exatamente. É, >> é, é uma novidade. >> É, não é, é >> é uma novidade na história brasileira, é >> e a valorização da política, etc. No entanto, nesse caso, eu confesso que não consigo não ter uma péssima impressão Estado, >> porque a problemática de corrupção supera questões alusivas à vida e à morte. Então nós estamos falando, >> não é que supera, supera por muito, atropela, >> atropela, isso, >> né? Você tem um grupo residual que fica mais chocado com o fato de que o Brasil é
o país que mais mata a população LGBT. Só 10%. E os outros estão preocupados Com questões que são relevantes, é claro, mas que não são comparáveis, né? Nós estamos num outro num outro universo, né? Nós estamos falando de vida e morte, de massacre, um certo tipo de genocídio que tá em curso e as preocupações com emendas, com super salários, etc., que tradicionalmente são pautas da direita, inclusive aqui já ultrapassaram essas essas questições já ultrapassaram o espaço da direita, mas são pautas, digamos, moralistas, de Classe média tradicionais que levaram a Lava-Jato, levaram ao suicídio de Vargas
>> e que emergem diante da despolitização. >> Então isso é um pouco assustador. >> É assustador. Eu fiquei assustado demais eh com isso aqui também. E se a gente fosse olhar rapidamente aqui já para passar paraa próxima pergunta aqui, ó, quando você vê eh aqui no segundo turno, eu tô vendo quem mais se preocupa com a população LGBTQ+, quem se denomina como centroesquerda, Aqui branco, petra, parda ou outra, mas esse número é um número pequeno residual, então às vezes você tem essas eh distorções. jovens mesmo assim, 16% que é pequeno. Então assim, eh, o negócio
é é assustador. É assustador. Eh, mesmo. Agora é o seguinte, antes da próxima pergunta, a gente queria convidar as pessoas, antes da gente vir com a próxima pergunta, que é quente, quente, quente, quente, quente. A próxima Pergunta, a gente queria convidar as pessoas para fazer parte dessa revolução que tá sendo a revista Liberta. A gente fez uma coisa mega especial para todo mundo entrar hoje. Essa pesquisa que a gente tá disponibilizando para todo mundo, ela é uma pesquisa encomendada pela revista Liberta, tá? Essa revista Liberta que ela começa, é uma revista digital e esse ano
ela vai passar a ter edições impressas também, tá? Mas vai ser mais pra frente no ano, mas que já Começa sempre com uma capa, com uma arte espetacular. É o Aroeira que faz essas artes. São maravilhosas. Ela tem mais de 30.000 assinantes em 4 meses. Estamos chegando a 35.000 assinantes em 4 meses. Não existe isso. Não existe isso. No Brasil é disparada a revista que mais cresce. Tem artigos exclusivos, edições semanais, capas criadas por artistas e acesso online pelo portal da revista Liberta. Hoje a gente tem uma novidade muito grande para Vocês, que é o
seguinte. Eu quando era da minha época de mercado financeiro, eu lembro que tinha um relatório que era o relatório que todo mundo no mercado financeiro só começava o dia depois de ler aquele relatório. Chamava relatório reservado, que depois assim virou uma coisa com pouquíssima credibilidade, o negócio virou um c Mas na época que ele eh assim era lido por todo mundo ali no mercado, nas empresas, etc., o que que ele trazia? Ele trazia os bastidores da política das empresas, aquelas notas que eram que você nunca ia ver num jornal, você nunca ia ver numa revista,
primeiro porque eram super delicadas as notas e que você tinha operação, a a apuração só sobre aquele assunto. E para você fazer todo uma cobertura maior, você tinha que avançar muito mais na cobertura. Mas sabe aquela história que a redação já tá sabendo disso? Estamos buscando o resto. Quem vai saber desse Começo junto com a gente antes de todo mundo? Eles chegavam a pagar naquela época R$ 10.000 R$ 1.000 por mês para receber esse relatório, porque é um relatório que te fazia saber tu as coisas antes de todo mundo. Chamava relatório reservado. A gente resolveu
na revista liberta para todo mundo que assina por enquanto, eu digo por enquanto, quem assina hoje vai ter enquanto durar a assinatura, mas pra frente esse negócio, inevitavelmente a Gente talvez tenha que cobrar alguma coisa para ter acesso a isso. Por quê? Porque tem um custo enorme isso. São vários repórters apurando que ninguém apurou, mas todo mundo que é assinante hoje vai ter acesso enquanto durar a sua assinatura, de graça a esse relatório que vai sair na nossa toda a edição da nossa revista chamado Reserva Exclusiva, a nova coluna da revista liberta que vai mergulhar
nos bastidores do poder do mercado e traz os fatos que escondem das Pessoas. Hoje quem entrar na revista liberta já vai sair a primeira edição do Reserva Exclusiva na revista Liberta. Eu trouxe aqui as manchetes de hoje do que vai sair. Cine trancoso, os vídeos tóxicos devorcaro, há gravações de algumas das festas de arromba ocorridas na casa de verão do ex-dono do Banco Master, no sul da Bahia. Imagens foram captadas por um circuito interno de TV. E aí a matéria fala tudo sobre isso. Augusto Farias, irmãos de PC, cobrou Canhedo por VASP, uma notícia que
repara uma informação histórica que tá sendo trazida em primeira mão aqui pelo Reserva Exclusiva. A DPF pede fim de absolvições por discriminação racial. Vacef quis apelar ao PCC para ligar Adélio e Lula ao PT. Então ele tentou, isso é 100% exclusivo, explica como ele teria tentado usar com intermediários eh para criar uma fake news associando o Adélio a Lula e ao PCC. Grupo entre do enrolado mineiro, que tá Enrolado nessas notícias todas de banco master, etc. Segue forte no mercado e falando o que eles vêm fazendo. Papudinha foi moeda de troca entre Tarcísio e Michele
e chegadas e partidas em nominata do PT paulista. Então são as de hoje, são coisas que vocês não vão ver às vezes durante alguns dias e às vezes durante algumas semanas, mas todo mundo que assina a revista liberta, que tem um preço simbólico, vai poder assinar isso. Antigamente era isso aí, R$ 5.000, R$ 10.000 R por mês para poder receber sempre essas notícias de primeira mão. Todo mundo que assinar a revista liberta agora vai ter acesso ao Reserva Exclusiva. Ele é feito por o Luiz Costa Pinto, nosso jornalista que vocês conhecem, foi o jornalista que
fez a matéria do da entrevista com Pedro Color, que é no documentário que tem agora sobre o Color, sobre a questão lá do do PC Farias, não sei o quem mais aparece nesse documentário, que é o mais Assistido da Globo agora, esse super jornalista brasileiro, ele coordena a coluna e vários jornalistas aqui do IC, todos os jornalistas do IC contribuem com as notas que eles estão sabendo nos bastidores. A edição de hoje, ela já traz a primeira parte da pesquisa. É uma edição histórica da revista, porque ela traz textos de especialistas analisando vários resultados dessa
primeira parte da revista que tá sendo eh disponibilizado nessa primeira edição, Que é mais do que a gente vai mostrar hoje, né? Bem mais já. Então, se vocês assinarem hoje a revista liberta, você já pode começar, terminou o nosso encontro aqui, você já pode começar a ler, ver a reserva exclusiva e também ver toda essa primeira parte da pesquisa. Essa primeira parte da pesquisa temos o Gessé, o Luís Eduardo Soares, a Márcia Tiburi, o pastor Henrique Vieira, a Tati e o João César Castro Rocha, além de várias outras Pessoas, acho que a Jandira Fegal e
tem várias outras pessoas comentando os resultados dessa pesquisa nessa edição. O mais legal é o seguinte, quem entrar hoje, que a gente tá fazendo essa essa edição comemorativa, vai ganhar de presente, de graça, dois cursos que são cursos de imersão na obra inteira do Leonardo Bof, dado por ele. É um curso que ele fez como um legado que ele queria deixar e o curso Brasil por Gé Souza são cursos que individualmente tem Preço ali entre R$ 500 e R$ 700 cada um. vai ganhar os dois de graça para poder assistir os dois cursos inteiros para
quem assinar até aqui o final do encontro. Então, a reserva especial que vocês vão passar a ter, a edição histórica. Quem assina a revista vai ter como baixar os PDFs de todos os pedaços liberados e no final a a pesquisa inteira as 147 páginas. Hoje, em vez de R$9,90 por mês, 19,70. as quatro edições que tem mensais, a gente tá falando que É R$ 4 por edição. E ganhando de presente dois cursos que custam os dois juntos mais de R$ 1.000. Vocês ganham hoje é o dia para entrar. E mais, ó, como tem 15 dias
de garantia incondicional, entra, curte, vê os resultados da pesquisa que foram liberados, lê as matérias, lê essa coluna, mata sua curiosidade de tudo que tava lá, dos vídeos do Vorcaro, disso, etc. Se você não gostar, você tem 100% seu dinheiro de volta. A lei manda dar 7 Dias de garantia, a gente dá 15 dias de garantia. Então aqui, ó, deixar até aqui para vocês poderem apontar pro QR Code. Aponta para esse QR code ou clica no link que tá aqui no chat fixado, assina a revista hoje sem pensar, galera. Vocês vão ajudar a fortalecer um
veículo de comunicação que é fundamental. Pensa nas revistas que mais vendem do Brasil. É isso aí. É Veja, época negócios, Estoué, Infomanyoney. Olha as revistas. A gente chegou Chegando. A gente chegou chegando. E vou dizer, a revista Oeste vende para caramba. Tem mais de 200.000 assinantes. Só que a revista Oeste é R$ 40 por mês e não tem metade das coisas que a gente oferece. A gente fez por 19,70 para ser a maior do Brasil, para ter 1 milhão de assinantes aqui. A gente tem que ir para cima para ter a melhor equipe de jornalismo
investigativo para fazer essas pesquisas frequentemente. E dá para fazer. Se a gente fez tanto, em tão Pouco tempo, 30 e poucos mil assinantes, hoje a gente tá dando aqui a condição para ninguém, ninguém. Temos aqui mais de 16.000 pessoas assistindo, ninguém deixar de assinar, só apontar e 15 dias de garantia total. Tô focando nisso aqui que é o seguinte, entra hoje é muito pouco, 19$,70 por mês, não dá para comprar um sanduíche, não dá para comprar um sanduíche para ler as quatro matérias. Só que você vai poder ver essa primeira parte da pesquisa inteira, que
É muito mais do que a gente vai mostrar hoje, vai poder ver todos os comentários e vai poder ler o reserva exclusiva sem o menor medo de ah, se não gostar, 100% do dinheiro de volta se não gostar. Vamos embora então. Até o final vou falando. Já entrou um monte de gente aqui. Aqui ó. Diego Calegar, Augusto Henrique, Catarina e Lária, Maria Cecília, Paulo Roberto, João Batista, Márcio Vinícius, Tadeu Pereira, João José, Ron tá entrando um atrás do outro Aqui. Bem-vindos e bem-vindas à revista ICL. E vamos bater record, vamos botar uma multidão para assinar
a revista Liberta hoje. E eu vou falando alguns nomes que estão entrando enquanto a gente continua aqui com as perguntas. Vamos lá. Assina, assine hoje e garanta essas duas formações exclusivas com Leonardo Bof e com Jessé Souza. Economia, trabalho e empreendedorismo, que é uma um trecho grande da pesquisa também. Escolhemos a seguinte pergunta: Economia, trabalho, empreendedorismo. Sonhos de carreira entre empreendedorismo, estabilidade e realização? Perguntamos pros 10.000 1 entrevistados e entrevistadas. Qual que é seu objetivo de vida profissionalmente? Ter o seu próprio negócio e buscar mais lucro e independência, mesmo assumindo risco? Trabalhar para alguém que
pague bem sem precisar assumir o risco do negócio, ou Seja, ser empregado de uma empresa privada, ter um emprego com estabilidade, direitos e benefícios garantidos como no setor público. Então, o empreendedorismo, o eh você ser um funcionário, um trabalhador de uma empresa privada, você trabalhar no emprego público ou ter um trabalho que me realize, mesmo que ele pague mal. Aí, meu irmão, eu tenho que falar uma Coisa. A gente vai já fazer a quebra, mas a gente viver num mundo onde o número de pessoas >> que diz o seguinte: "Cara, pô, eu quero fazer o
que eu gosto. Eu aceito receber um pouco mais porque eu quero ser feliz. Eu quero exercer o meu talento. Eu quero tocar violino, porque eu sei tocar bem violino. Mesmo que ganhe um pouco mal, imagina eu viver o resto da vida fazendo uma coisa que eu gosto. 6%. Sabe quando você vai pegar isso numa pesquisa tradicional? >> Nunca. >> Você não vai pegar nunca. Você não vai pegar nunca. Então isso quer dizer que 94% das pessoas tão dispostas de alguma maneira a abrir mão daquilo que realiza elas. Isso me marcou assim muito. Vamos aqui. Então
temos todos os cortes que se vocês tiverem depois qualquer coisa só me chamar que a gente puxa para cá, tá? E Aqui, ó, economia, trabalho e empreendedorismo, abertura, sonhos de carreira, a gente pegou por identificação ideológica. Então, o empreendedorismo na direita, mas principalmente naqueles que se consideram de centro direireita, é disparado a maioria. 66% dos que se consideram de centro direita, eles querem ser donos do próprio negócio. Na esquerda, há um dado que não é Irrelevante, >> não. >> 34% das pessoas que não são nem de centroesquerda, das que estão mais à esquerda, a gente
tá falando de 1/3 das pessoas, >> bastante. 1/3 das pessoas querem ser empreendedores. E a esquerda ela assim, ela renega esse assunto, ela não fala sobre esse assunto, ela tem vergonha de falar sobre esse assunto, mas as pessoas Que se consideram de esquerda tem 1/3, uma em cada três tem esse objetivo. Então isso aqui me deixou também muito, eu tô só trazendo coisas aqui porque eu acho que são importantes em termos de idade, dos mais jovens pros mais velhos, você vai tendo os mais jovens com mais disposição a risco. Isso é natural. O que me
assusta é o tamanho. 57% das pessoas até 30 anos de idade quem ter o seu próprio negócio, né? Aí aqui o seguinte, a gente fica imaginando que Empreendedorismo, esse sonho de ser empreendedor, é coisa do Rio, de São Paulo, que são as metrópoles, não sei o quê. Olha só que loucura. No norte é o lugar onde ser empreendedor, onde ser dono do seu negócio, mas é objetivo das pessoas. 2/3, duas em cada três pessoas no norte querem ser empreendedoras. Nordeste 47%, Centro-Oeste 50. A região sul é a que menos pessoas querem ser eh empreendedoras. Elas
querem, a maioria Delas, né, o maior grupo ou trabalhar na iniciativa privada ou pública para poder ter mais estabilidade. >> Posso fazer uma >> Pode começar. Eh, porque talvez haja uma pitadinha dos 6% em certa ideia de empreendedorismo, não em toda. Os 6% eu me refiro à aqueles que que querem realizar sua paixão, sua vocação, independentemente até do retorno financeiro, etc. >> Mais ou menos, porque a gente pergunta pergunta do lucro independência, mas eu quero acentuar a independência, >> tá? tá boa? >> A ideia de independência, de autonomia, eh, essa ideia de independência e autonomia
de alguma forma se comunica com a autorrealização. Então, talvez haja uma pluralidade também de significados do empreendedorismo. E quando a qualidade do emprego é muito ruim, quando a Subordinação exigida é excessiva, a uma exploração, uma suerexploração no trabalho, a ideia de empreendedorismo pode carregar em si não só uma vocação capitalista, mas uma tradução da ideia do sentimento de autonomia, não para explorar outros, mas para buscar uma via de independência. Isso se comunica talvez com a ideia de vocação e isso justifica que você tenha eh na esquerda, por exemplo, também um espaço Aberto para esse tipo
de criatividade. Agora deixa eu fazer uma pergunta para você, João César, e depois vou querer vir muito com você, porque eu sei que esse tema você é nosso empreendedor aqui, mas eu tô de propósito fazendo essa provocação >> pros acadêmicos falarem e depois a realidade, assim, a prática, a praxis, eh, ganhar aqui o o protagonismo da história, que é o seguinte, Eh, você ser empreendedor, né, no Brasil, sempre foi o pior negócio em termos de valor esperado. Por quê? Porque os que dão certo ganham muito dinheiro e ficam famosos. Mas a gente tem uma das
maiores taxas de mortalidade do mundo de pequenos negócios que são abertos. Por que que a gente tem uma das maiores taxas de mortalidade do mundo? de negócios que são abertos, que a gente tem uma das Taxas de juro mais altas do mundo. >> E quem é jovem quer abrir um negócio, se não é filho de rico e os ricos são poucos no Brasil, ele tem que se financiar, ele tem que ter crédito. Só que no Brasil o crédito é absurdamente caro. E pra sua empresa fechar as contas, o que ela ganha de dinheiro e tem
de retorno tem que ser mais do que o custo desse crédito que é extremamente alto. Não te assusta você ter a maioria, e eu vi esse número, fiquei assustado. Nos países mais for pesquiso que a Price Waterhouse Coopers fez no mundo inteiro. Nos países mais economicamente desenvolvidos do mundo, o objetivo dos jovens é ser médico, é ser, tem alguns que é ser até autor, escritor, em outros é ser cientista e etc. nos países mais pobres. Sabe qual é o objetivo? ser empreendedor ou youtuber hoje em dia, empreendedor ou youtuber, muito influência Da daquela daquele discurso
aspiracional que hoje em dia é dominante nas redes sociais, de que você tem que abrir o seu negócio, é só você fazer isso, os cursos todos, os posts e etc. Isso me assusta demais. Por que que me assusta demais? O número de pessoas é muito grande que quer ter o próprio negócio. A esquerda >> não se comunica com isso. Aliás, eu vou até fazer uma brincadeira com vocês e vocês de casa também respondam aqui nos Comentários. No final tem uma pergunta que a gente fez, o seguinte, tem na pesquisa, tá? A gente chega para as
pessoas e fala vários temas e pergunta: "Esse tema é mais associado à pauta de direita ou de esquerda? Quando a gente eh coloca aqui, quer ver? Eh, oferta de empregos e oportunidades profissionais, quem você acha que as pessoas identificam mais como quem é melhor para esse tipo de pauta? Direita ou esquerda? >> Em tese, direita. >> Direita. >> Em tese, vai ser direita também. >> Direita. >> É, eu sigo o relator. Os relatores >> segue o relator. Direita. Então, vamos lá. E ambiente de negócios, quem cria um ambiente melhor de negócio, direita ou esquerda? >>
Acompanhando a mídia, essa esse vocabulário tá sempre identificado com Faria Lima. >> Escolha da esquerda de não comunicar com esse público, a direita ela domina esse espaço. >> Cocheira resposta. >> É isso. É aí que boa. Ela ela é fera da Tati. É fera. Não é à toa que ela tá aqui, né, cara? Ela é fera. Então o que eu tô falando é o seguinte, pensa que 43% das pessoas >> tem. Você pode, isso é número, é pesquisa. Não adianta você ficar bravo Comigo, falar, não é, é aqui, é o número da pesquisa. 43% das
pessoas têm isso como foco. >> Como foco. Agora, se você tem um governo ou pessoas que aspiram, né, ser eleita, que não querem falar sobre isso porque acham que isso é um absurdo, que isso eh não tem nada a ver com um país que vai crescer e tem que ser solidário. E tem sentido também falar que isso aqui provoca as pessoas a serem mais individualistas, tudo tem sentido. A Verdade fato é que 43% se a gente não se comunicar com essas pessoas, a gente não tá se comunicando com metade da população brasileira quase. Tati, esse
resultado te impressiona ou não você saber? Não, eu imaginava. >> Eu imaginava. Eh, e é um resultado que eu acho que traz um um panorama de muitos e muitos anos assim do nosso cenário. Quando a gente para para ver, assim, eu vou falar de dois contextos de empreendedorismo, né? Porque tem um Empreendedorismo de sobrevivência, então aquela pessoa que entende que olha, um salário mínimo ela não paga as minhas contas básicas, então eu prefiro juntar o que eu tenho para poder ser manicure, para eu poder ter o meu próprio negócio, ele criar ali o primeiro ponto
comercial dele, seja na calçada da própria casa ou usando a garagem como, né, o seu primeiro local de trabalho, usando o seu vizinho como seu primeiro cliente, por aí vai. Então é uma pessoa que tá pela Sobrevivência e ela quer basicamente, olha, eu vou ter um pouco mais de tempo de qualidade com a minha família. eu vou tentar estudar de alguma forma para tentar prosperar que seja com que eu tenho de realidade, porque ela tem uma realidade de um salário mínimo que não pago básico. E aí do outro lado, né, que eu acabo patinando muito
dentro das periferias ou com um grupo de pessoas que já t um certo eh tem uma certa capacitação, que teve um acesso a Crédito também muito baixo, mas que também já chegou em algum lugar e que a maior dificuldade é eu preciso empreender, eu tenho uma boa ideia, mas eu não consigo ter fôlego o suficiente para poder passar do primeiro ou do segundo ano. é de empresa para todos eles. O que eu realmente sinto estão conversando com mulheres, conversando com jovens, né, assim, desde uma pessoa de 25 anos querendo empreender ou uma mulher acima dos
40 e por aí vai. Então, Para homens e mulheres também é sempre essa questão de eu preciso ter boa parte do controle sobre a minha vida, sobre o que eu posso fazer, sobre como esse retorno eu posso ter. Eh, antigamente a gente falava muito sobre o trabalho, né, o trabalho formal registrado e por aí vai, pelos benefícios, eh, pensando numa aposentadoria e por aí vai. A sensação que eu tenho hoje dentro do do das periferias ou em grupos de empreendedoras que eu frequento é que a Gente precisa de uma realidade para hoje. Então assim, eu
quero muito pensar nessa minha aposentadoria, o que eu posso trazer de benefício paraa minha família, mas as os grandes os grandes trabalhos que se tem, né, à disposição, eh, não tem a pessoa não tem uma escolaridade ou um curso que consiga deixar ela num cargo, que ela vá conseguir ter um salário que vai atender a demanda dela. Ela não tem benefícios que ela consiga trazer para pra família. A gente tem uma questão da pejotização muito forte também, então ela não tem esse retorno. Então ela olha para aquela toda para toda aquela realidade, ela fala: "Pera
aí, na hora que eu coloco o equilíbrio e que eu começo a tirar esses valores, é melhor eu ter o meu próprio negócio". Então, a sensação que eu tenho é sempre em busca de uma liberdade ou de uma um certo controle sobre as decisões da sua própria vida pro agora e tentando Ter esse retorno financeiro do agora do que ela pode impactar a família dela. E quando eu falo família, né, eu tô falando já dela também num contexto de mulheres, que é uma mulher que é o arrimo da família. Então ela que vai conseguir ditar
ali a tendência do que é o filho indo pra escola, do que é a filha, de como ela pode mudar um pouco do contexto ali social, eh, do que ela tem no meio dela, mas é sempre num num num viés de sobrevivência. Agora, olha que interessante, olha que interessante. Quando você pega aqueles grupos que a gente falou, o grupo que a Tati falou, que é o que ela mais tá imersa e etc, que aquele Populares por proteção e ordem é o segundo grupo onde as pessoas mais querem >> empreendedorismo, ser empreendedoras. É por isso que
os Pablo Marçais da vida nadam de braçada. O primeiro, mas por pouco a mais, é o direita da Ordem e autoridade. E o segundo é assim, são os Populares pela ordem. Então, a turma da, eu lembro que uma vez eu fui visitar uma ocupação urbana, ou seja, um prédio que foi ocupado pelo por movimentos, né, como o MTC lá no em Belo Horizonte, era o MLB, né? Não confundam com o MBL, que é o movimento que o Leonardo Pericles, ex-candidato à presidência da República, é uma das lideranças. E aí a gente chegou, pô, assim, um
movimento de resistência, a gente tá falando da unidade popular pelo socialismo, a gente Tá falando de pessoas organizadas e etc. E aí teve, a gente foi fazer uma reunião, não sei o quê, uma pessoa chegou que era um cara que vendia eh bombom ali no sinal, no semáforo, para poder, enfim, ganhar o dinheiro dele. Aí ele chega na reunião e falou assim: "Eu trouxe um texto pra gente ler". Aí o texto era o seguinte: O segredo das vendas, não sei o quê, de um coach. Então, a gente não tem ideia, a gente não tem ideia
da penetração Que esse discurso da meritocracia, do empreendedorismo, etc., eh avançou dentro das camadas populares. É por isso que um projeto como o Dat, esse legado, é tão importante >> pra gente ter, a gente também conversar sobre empreendedorismo, porque as pessoas estão conversando sobre empreendedorismo. A gente não pode negar o que tá acontecendo, tá acontecendo, né? Então isso é muito importante. Eu já vou passar pra próxima aqui. E o GC tá Insano para falar, mas só para dizer o seguinte, já batemos 500 inscrições na revista. Já bateu, mas isso aqui vai bater muito mais de
1000 hoje. Muito mais de 1 porque só não entra na revista hoje quem for bobo. Olha só, tá aqui o Qcode. Só apontar, gente. 19 hoje, em vez de ser R$9,70, que é o preço de tabela, 19,70 por mês. Não é por revista, não. É R 19,70 por mês. Dá assim, 19,70 é um café e um pão de queijo. Se você chegar e dividir por Quatro, dá quatro, vai brincadeira. Vai dar R$,90. R$,90. Aí hoje em dia não compra um café, >> não. >> Não compra um café R$,90 por edição, tendo o curso do Gessé
e o curso do Não, eu ia falar Cast do Leonardo Bof inteiro para vocês fazer do legado todo deles à disposição para vocês ter acesso à coluna reserva especial, entendeu? E ter acesso a essa pesquisa inteira na Íntegra para todo mundo. Só ter acesso à pesquisa inteira já valia a pena. Só que a pesquisa inteira, toda ela comentada e analisada, fora todos os outros artigos que a gente tem na revista, que são artigos absolutamente fenomenais. Entra agora, tá aqui o QR Code, só apontar o QRcode ou entrar revista.com.br ou entrar no chat aqui e tem
15 dias de garantia total, total. E é mega simples, eh, sair nesses 15, a lei manda dar Sete, a gente dá 15 para você ficar mega tranquilo, pô. são os melhores 19, eu vou falar assim, são os melhores R$ 19 investidos por mês da tua vida. Não tem como investir R$ 19 melhor do que tanta coisa que a gente tá oferecendo, inclusive com dois cursos inteiros que a gente tá dando para vocês. Entre aí, faça como Eros Romano, Pedro Ferreira, Maria do Carmo, Rogério Neves, Ana Eunice e Hamilton Teruque, Antônio Luiz, Alberto José, Mary Helena,
Regina Favre, Marilice Fernandes, Mor galera entrando. E só digo para vocês, além de tudo isso que eu falei, é a maneira de vocês ajudarem essa revista a crescer e a gente poder ter uma revista grande que faz diferença na opinião das pessoas, mas totalmente independente. Você tem um oasis aí no meio do teu caos de propaganda, bet, banco, não sei o quê. Tem um oasis só de notícia, só de comentários, só de análise, só de pesquisa, sem tá vendo Anúncio nem de Viagra, nem de bet, entendeu? Porque ninguém merece do jeito que esse negócio eh
tá hoje em dia. Então a gente diga, >> posso fazer um comentário breve, >> por favor? >> Tem tempo? Não vamos lá. >> Tem calma aí. É breve, mas tem tempo. >> Agora tu me trouxe uma contradição aqui. >> É o dilema da pesquisa. >> É o dilema da pesquisa. Manda abraço. >> Eu queria aproveitar. Acho que a Tati Fez um comentário brilhante no início. Eu queria retomar um pouco e escutar vocês dois. A Tati disse os 34% da esquerda com os quais a esquerda não dialoga. Eu tenho a impressão, Eduardo, que nós estamos vendo
aqui um sintoma fundamental de um dilema da esquerda no mundo inteiro. A esquerda se constitui no século XIX e no século XX a partir do trabalho formalmente organizado. Sindicato, associação, partido político, são instâncias Organizadas da sociedade. A economia digital ou a revolução digital trouxe uma informalização que acabou com esse mundo formalmente organizado do trabalho. a uberização de todas as esferas do trabalho, uma precarização da vida. O empreendedorismo me parece ser uma resposta a esse trabalho que cada vez mais escassia enquanto trabalho formal. Não é a única resposta, mas acho que é uma resposta importante. Que
34% dos que se identificam como esquerda Queiram ser empreendedores, é um dos dados mais novos dessa dessa pesquisa. >> Um dos dados mais novos dessa pesquisa. O um governo como o governo do presidente Lula tem que encontrar formma de diálogo. Um único exemplo, o o programa PED meia. >> Uhum. >> Alguém que esteja no segundo grau hoje, que o programa começou este ano, se estiver no primeiro ano, quando chegar no terceiro ano, vai receber R$ 3.000 Pela conclusão do curso. Se se unir, por exemplo, lá em Paraísópolis, se três alunas se unirem, tem R$ 9.000,
abre o negócio, não abre? abriu >> isso me disseram há pouco tempo numa escola pública em Quichaamobim três alunos me disseram: "Eu estou no primeiro ano, o pé de meia vai nos dar para cada uma R$ 3.000 quando terminarmos, teremos R$ 9.000, vamos abrir um salão numa pequena comunidade em Quearamobim." Então, me parece que a Esquerda precisa ter mais criatividade para lidar com essa com esse empreendedorismo como uma resposta a uma crise mundial do trabalho formalmente organizado. >> É, e eu olho muito, né, essa essa questão do do empreendedorismo, não como solução de um indivíduo,
de um indivíduo. Se a gente for olhar como solução de de de pessoas, de grupos, eu acho que a gente consegue ver um movimento maior. Quando a gente fala Sobre eh historicamente movimentos de luta, né, o Edu trouxe e a questão de quando ele foi em uma ocupação e viu esse movimento de luta, de resistência e o pessoal falando sobre empreendedorismo. Eu sou uma mulher que nasci em 1988, que comecei a empreender a, sei lá, depois da pandemia, então tô empreendendo há 5 anos, mas eu trabalhei e eu tive acesso ao mercado de luxo e
por aí vai, então tive acesso a muita Coisa, mas eu venho de uma realidade de mulheres onde se a gente for buscar na história, então a gente vai ter, sei lá, Maria Felipa na época da resistência da ilha de Tacaré, sendo uma empreendedora e lutando contra a resistência, né, e liberdade daquele território de Taparica, desculpa, lutando, lutando e contra resistência daquele território, vendendo mariscos na beira da praia. Eu tenho a referência da minha mãe que foi empreendedora, né, por por sobrevivência Vendendo cocada na banca na feira. E aí veio para São Paulo com essa ideia
de que vou dar uma vida melhor pr pra minha família e pros meus filhos. Começou a trabalhar como empregada domésticas, empregada doméstica, não conseguiu sair desse dessa bolha e desse ciclo e viu em mim essa esperança de ser empreendedora. mas no movimento ou num num cenário que eu tenho muito mais liberdade para poder fazer isso. Mas se a gente para para ver esses movimentos, a gente tá falando de Mulheres extremamente fortes, historicamente falando sobre resistência e revolução através do empreendedorismo. Só que aí a gente tem um discurso que a esquerda não pega para ela, a
esquerda não consegue dialogar com esse público e a gente tem a direita vindo com discurso de meritocracia que a gente sabe não que não existe, com discurso de que você pode, com discurso de Mercado Livre que a gente sabe que também que não funciona para determinados públicos. Então eu Acho que a gente tem esse movimento que não tá sendo visto pela esquerda quando a gente tem várias várias várias várias várias mulheres e empreendedores no geral que a gente consegue abraçar e ter um movimento diferente pro cenário político. >> Deixa eu trazer aqui porque o Gessé
voltou. Eu tenho que trazer o Gessé e depois vou trazer o Luís Costa Pinto para falar dessa nossa nova coluna da revista Liberto. Mas deixa eu trazer o Jessé que o Jessé ele ele com certeza vai querer falar rápido. Eu vou te só para falar rapidamente que a gente já passou pela pergunta, mas eu sei que você não quer deixar passar que é aquela da maior indignação dos brasileiros que era sobre a corrupção, né, que é um lado que parece positivo. ao mesmo tempo, a gente comentou aqui, Jessé, de como é assim, é triste, revoltante
até ver que só 10% acham a o fato do Brasil ser o país que mais mata pessoas LGBT, Q a Mais no mundo, como sendo uma coisa que causa indignação. Então queria que você comentasse sobre isso e depois se você puder vir para esse para esse debate que a gente tá tendo aqui sobre as aspirações, né, do brasileiro em relação à aspirações profissionais do brasileiro. Vamos lá. >> Claro. Eh, não, eu achei muito interessante, Eduardo, aquela o resultado daquela pesquisa. Por quê? Porque ela ela ela vai responder a questão mais importante de todas as outras,
que é a legitimidade da dominação social. O que é que por as pessoas acham, né, e elas estão corretas, óbvio, né, emendas e parlamentares, super salários, etc, etc. Óbvio que isso é importante, né? Agora você tem aí uma violência simbólica da elite e da sua imprensa bombardeando as pessoas com uma mentira, né? Entendeu? Quer dizer, no fundo, se você Pegar mesmo com esse escândalo agora, emendas, eh 40 bilhões, etc, dois ou três bilhões de super salários, etc., Compara isso, Eduardo, com 700 bilhões de isenção fiscal para empresas como JBS e Rede Globo, tá? Quase um
trilhão, R900 bilhões de reais, tá? Em uma dívida pública que vai tomar mais do que a metade do orçamento, né? E uma dívida apoio que ninguém nunca auditou, percebe? juros estratosféricos, que é uma forma de você transferir renda eh da População para, né, meia dúia de pessoas. Isso não é visto como corrupção, Eduardo, entendeu? Não sei se você tava impressionante, >> não sei se você tava conectado quando a gente mostrou que entre os ricos a maior, a frase que causa mais indignação de todas, 60 e poucos por é Jesus era gay, né? A provocação que
causa mais, mas muito a parte da corrupção é 10% só que ficam dos ricos que ficam incomodados com isso. >> Isso, isso assim é inacreditável, né? >> É exato. Porque no fundo eu tô ligando é aquela primeira questão que fala do do quê? Qual é o que é que lhe traz mais indignação? E aí as emendas ganharam, né? E depois vieram super salários. E aí depois, quer dizer, tem uma outra questão também aonde se pergunta também qual é a questão mais importante do país para que o país resolva. E aí vai de novo a corrupção
política com 86%. E a corrupção empresarial no mercado é Vista por apenas 16% como uma coisa importante de ser dominada. Entende Eduardo? Quer dizer, quer dizer, no fundo você tem um público aí que teve uma lavagem cerebral, né? E é extremamente importante a gente, quer dizer, quem responde a uma pesquisa, né, não vê, não se vê e não vê o mundo de forma eh transparente. Ele vê o quê? Existe o fato, existe uma interpretação sobre o fato. Essas pessoas estão no nível da interpretação. E qual foi a Interpretação que foi montada? você invisibilizar eh qualquer
eh eh mal feito que os ricos e que a elite possa fazer, que não é visto como algo ruim, né? E você joga isso tudo pro estado. Por que você joga pro estado? Ora, porque é essa mesma ali precisa controlar o estado, né? Não é isso? Então você fragiliza o Estado, a política, participação popular, desmoraliza o voto, né? Quando você vê eh a corrupção sendo um dado visto Apenas no estado e na política, é isso que tá por trás de toda a cultura de golpes de estado que nós temos nesse país há 100 anos. É
sempre essa mesma questão, né? E eu acho isso, quer dizer, eh a pesquisa traz um aspecto que eu acho assim fundamental, que é exatamente isso, mostrar a lavagem cerebral que esse país recebeu nos últimos 100 anos que estão mostradas aí, tá? >> Ó lá, galera. 700 inscrições já só da eu falei, eles responderam, entraram mais 200 pessoas. Tá aqui, ó. Tá aqui o Qode. Se ah, eu não sei ler QR Code. Só no chat aqui do YouTube é só você, pô, pegar e clicar no link que tá ali. Vamos embora. O café e um pão
de queijo você vai deixar um por mês. Um café e um pão de queijo você vai deixar de comer por mês para poder ter quatro edições da revista, dois cursos completos aqui com duas das maiores autoridades eh do Brasil em termos de conhecimento nas suas áreas e além disso ter acesso à Coluna eh reserva eh ICL, né? Como é que é o nome do Vamos perguntar pro Luís Costa Pinto. Como é que é o nome da coluna, Luís? Explica pra gente. Olha ele aí. Tudo bem? Como é que vai, Eduardo? Reserva exclusiva. >> Ah, explica
pra gente que que é essa coluna. >> Eh, Eduardo, a reserva exclusiva é uma velha novidade, né, da revista eh Liberta. a gente tá trazendo de volta Aquela cultura do jornalismo, a informação eh adensada em pequenas notas e que ela vai se desdobrar ao longo da semana porque a gente tá antecipando informação em estado bruto, né, para depois desdobrar isso nas análises. Então, a coluna reserva exclusiva, ela toda semana trará para o leitor da liberta, né, eh, um seis a oito informações eh condensadas que t alguma relevância no cenário Político, econômico, conjuntural eh cultural, né,
no país >> e com essa característica de ser uma coisa que chega rápido, chega chega antes de virar mainstream, né, para as pessoas poderem ver ali o que vai pautar ainda o noticiário e o mercado, né? >> É porque informação é poder, né? Então, se você sabe na frente, você pode se preparar, né, para os reveses que vão acontecer na tua área ou você eh vai ter um panorama de análise muito mais limpo No horizonte. E a gente quer trazer isso pro leitor da liberta. E tem mais um dado, Eduardo. As segundas, a liberta começa
a circular aos sábados e no Desperta, que é o nosso primeiro jornal, né, nos canais ICL. as segundas-feiras, né, eu estarei com o Fábio Panúzio no Desperta, sempre eh analisando duas ou três das principais notas da coluna reserva exclusiva, né, nos canais ICL. >> Agora a coluna inteira só para quem é assinante da revista liberta, porque a Gente precisa, né, incentivar as pessoas a assinar pra gente continuar tendo cada vez mais coisas na revista. Vamos botar aqui, ó, improviso. Meu momento Faustão aqui, que é o Se vira nos 30. Põe uma matéria aqui, põe uma
das notas que a gente tem na revista liberta. Cine trancoso, os vídeos tóxicos divorcaram. Vamos lá Lula. Primeiro no só mostra rapidamente depois. Não sei se vocês têm embaixo o print ali, ó. Tem o print todo só para mostrar que explica toda a Questão, né? Vamos passar pro para ouvir do próprio Luís Costa Pinto. Vamos lá. Sobre o que é que fala essa. Tem várias, né? Mas só pra gente dar um exemplo paraas pessoas, o que é que isso que que a revista fala nisso. >> Isso. Essa semana estamos trazendo sete notas. Essa é a
nossa nota de abre, né? Eh, é o carro chefe dessa edição. Cine trancoso, a gente tá dizendo que existe uma série de vídeos que foram gravados nas festinhas privês, né, do banqueiro Daniel Vorcaro, na casa de verão dele em Trancoso, para onde ele levava eh pessoas que tinham alguma relevância dos três poderes da República, executivo, Legislativo e Judiciário. Não há imagens, né? Eh, não houve a presença nessa festa de nenhum integrante do atual governo, mas da atual composição do Congresso, sim. Eh, do poder judiciário, sim, >> do governo passado, muita gente. Eh, e essas festas
tinham a participação, elas Tinham uma gradação, né, de eh algumas eram mais quente do que outras e elas foram gravadas em várias passagens pelo circuito interno de TV, >> né, eh, de segurança. E o Daniel Vorcaro guardou algumas dessas sequências de imagem e ele mostrou essas eh se jactando, né, do que tinha do que tinha contra determinadas pessoas. Ele mostrou esses vídeos em algumas reuniões que ele fez com os seus parceiros de negócios no na operadora Reag, né? E nós Conversamos, né, com uma das pessoas que assistiu a isso, que viu isso, né? Eh, e
é espantoso. Então, esse patrimônio de imagens está hoje guardado nas mídias do Daniel Vorcaro, que estão sob custódia do Supremo Tribunal Federal. Vocês estão vendo o que que é a coluna, João César, e a importância de ter, né, esse tipo de informação. E estamos, obviamente, quem tá coordenando isso não podia ser um aventureiro, porque é muita responsabilidade se ter Uma coluna como essa. Então, o Luís Costa Pinto, ele coordena as notas, elas são eh produzidas, né, por todos os nossos jornalistas aqui da casa, mas ela é coordenada pelo Luiz. Obrigado, cara. Quer fazer algum comentário
sobre a pesquisa que a gente tá falando aqui, etc? >> Quero sim. Eh, Eduardo, é o seguinte, essa pesquisa ela cria um problema para o nosso amigo, tá, que é o nosso amigo profissional Felipe Nunes da Quest. Por Quê? Essa pesquisa ela mostra que o Brasil não está calcificado, né? eh aquele aquele grupo de 26% de pessoas que têm uma uma opinião líquida e que varia de da direita à esquerda. Aquele grupo é 1 quarto da população brasileira e ela mostra que a tese mestre da questa precisa ser recalibrada. Então, eu acho que essa pesquisa
traz paraa gente no cenário da análise da notícia eh uma coisa muito nova que é a descalcificação Da opinião pública brasileira. Isso é muito bom e eu acho que essa é uma das grandes contribuições dessa pesquisa que a liberta traz. >> Maravilha. Obrigado pela sua participação e parabéns pela coluna que eu já li que tá um espetáculo e vai fazer muita diferença aí para para todo mundo que é assinante da liberta. Galera numa boa, ó aqui ó, pensa não, tá aqui, ó. Tá aqui o Qode. Já chega 850 inscrições, hein? 850 inscrições. Quem For o
milésimo ou a milésima, quando eu ler 850 que já tá pra frente. Quem for o milésimo ou a milésima, eu vou pedir pro pessoal pegar o nome e eu vou pegar aqui uns, pronto, cinco livros de professores. Você pode ser um deles >> com alegria. >> Jessé, outro, eu outro. A gente vê. Pode, você pode ser um um deles também. >> Claro. >> Você vai receber os cinco autografados. os cinco autografados que a gente vai Mandar para quem for o número 1000 aqui. Algum comentário sobre o comentário do Luiz? Rápido, >> pode. Acho que um
ponto fundamental dessa pesquisa que tá definido logo no princípio é a coexistência entre disputas internas e disputas internas é a base de toda a pesquisa feita no Brasil. E essa pesquisa destaca três como essenciais: ordem versus proteção social, liberalismo econômico versus estado presente, progressismo urbano Versus conservadorismo popular. Mas a grande novidade dessa pesquisa e o Luís Costa Pinto foi brilhante. É um conceito que a pesquisa propõe que eu acho que será fundamental para as eleições presidenciais deste ano, é que esta pesquisa identifica convivências silenciosas. é justamente os 34% da esquerda que quer empreended empreender. É
uma convivência silenciosa onde antes nós só vimos polarizações. Esse conceito de convivências silenciosas atravessa a Pesquisa inteira é muito importante. >> Agora vem coisa quente na pesquisa, como se antes não tivesse vindo já, né? Agora é quente. Agora é é um dos resultados para mim mais chocantes da pesquisa. Vamos entrar agora em política. A pergunta é revolução, democracia e a avaliação do sistema político? A primeira pergunta foi: "O Brasil precisa de uma revolução para mudar de verdade?" E aqui é o seguinte, é a pergunta, porque a gente às vezes fica assim, né, Castro Rocha? Ah,
mas as pessoas não sabem o que que é revolução, socialismo, capitalismo, mas elas ouvem essas palavras o tempo inteiro. E a pergunta é o seguinte: você acha, mesmo que talvez você não seja um sociólogo que entende o significado de socialismo, comunismo, revolução, capitalismo, você acha que as mudanças só vêm com rupturas radicais? Então, portanto, sim, o Brasil precisa de uma revolução. São as pessoas que dizem que são a favor de Uma ruptura, de uma revolução. Não, a democracia tem que ser respeitada. 10% falam o seguinte: "A revolução já tá acontecendo, mesmo que lentamente, mas a
gente tá vivendo um processo revolucionário. E o outro, qualquer revolução no Brasil seria sequestrada pelos poderosos". Então eles são contrários à revolução. Eu fiquei assustado. >> Hum. >> E assustado não quer dizer ruim, não quer dizer surpreso com o resultado, tá? Por quê? Simplesmente se você somar as pessoas que querem uma revolução dizendo que só com ruptura radical, tá escrito, >> você vai ter mudança. Somando as que acham que já estão numa revolução dá 45%. >> É, é, >> a gente tá falando de quase metade da População brasileira. E aí a segunda pergunta, o sistema
político atual é 37% responderam democrático, mas precisa de ajustes. 28% um esquema de manutenção de poder das elites, 26% totalmente falido e precisa ser destruído. Novamente quem tá vendo o negócio, não adita ficar brabo comigo. Isso aqui são resultado de 10.000 pessoas respondendo Do jeito que leram. Melhor do que qualquer alternativa revolucionária. 5% das pessoas. E não sei, é óbvio que essas perguntas elas sempre têm uma zona cinzenta de uma coisa, pode ser uma e outra também, mas quando a gente obriga as pessoas a escolher uma delas, porque essas são respostas que são eh as
pessoas tm que ser é exclusivo. Então ela pode escolher uma só, não pode escolher duas. Vamos pro próximo que aí a gente já faz Uma análise maior disso aqui. Então tem as respostas e variam muito essas respostas entre os grupos. Isso é muito interessante ver que variam, mas a gente trouxe aqui interessante que é o seguinte: quem votou no Lula no segundo turno, 56% diz: "Não, a democracia tem que ser respeitada". 14% diz que tá acontecendo uma revolução mais lentamente e 16% Diz que precisa de ruptura radical. Quem votou no Bolsonaro? 48% diz que sim,
precisa de uma revolução e de que a mudança só vem com ruptura radical. E mais aqui, ó, a revolução já está acontecendo 10%, então estão falando que os dois somados 58%. Na identificação ideológica, os que se consideram revolucionários hoje em dia são direita e centro direita. E os que são os que defendem, né, a democracia do Jeito que tá, que tem que ser respeitada, são centro, centro, esquerda e esquerda. Os três ou em torno de 50%, ou um pouco acima. Na idade, os mais jovens são os que defendem a revolução mais da metade dos que
t até 30 anos querem uma ruptura. Isso é para mim, isso é muito mais da metade. 45% entre 30 e 44 anos, entre 45 e 59 anos, 24%. Eu vejo duas coisas aqui, tem muitas, né, mas que eu acho que vale destacar porque eu queria ouvir muito Vocês sobre isso. Primeiro, uma tese que eu sempre defendi e que eu vi aqui comprovada, a pulsão revolucionária de mudanças drásticas, ela tá aí. Quem vai conseguir se apoderar dessa pulsão é quem vai carregar essa turma toda junta. Então, a turma que quer isso que é o seguinte, ó,
cara, a vida tá um caos, eu quero que mude tudo. Para mim, sinônimo de tudo é sistema. Então, para mudar Tudo, eu quero mudar o sistema, eu sou antisistema. Então, quem é que se oferece como aquele que vai mudar essas injustiças todas que acontecem? tradicionalmente era a esquerda que capturava essa pulsão revolucionária. Hoje em dia, os MEI, como você falou, eu vou te passar depois, eh, os Bolsonaros e etc, eles conseguiram conquistar essa turma jovem. Para mim, por exemplo, o fenômeno Jones Manuel, que é um fenômeno De nas, é assim, tem milhões de seguidores nas
redes, os vídeos dele são os mais visualizados, etc. Ele teve a coragem de na esquerda, eu não acho que a esquerda inteira tem que ser revolucionada, cada um tem que ser o que acha, mas todo mundo na esquerda passou a ter medo de parecer muito revolucionário, porque ao parecer muito revolucionário podia parecer antilula e às vezes até parece. Ele chegou e falou assim: "Não, eu vou ocupar esse espaço e Não tô falando que vai ocupar porque o oportunista não vai ocupar, provavelmente porque acredita naquilo de verdade. Eu conheço Jones, acho que acredito naquele de verdade."
De repente começou a ter ali uma audiência grande. Ou seja, novamente é mais um público que eu acho que a esquerda abandonou. Ela abandonou. Ela resolveu abraçar só a esquerda democrática, né? E ao abraçar a esquerda democrática, ela deixou assim, Eh, disponível um grupo enorme da população que quer mudanças radicais e que agora tá encontrando, nos, me perdoe, picaretas como Pablo Marçal, Milei, etc. E Bolsonaro, eu posso chamar de picareta porque ele tá preso agora, entendeu? a as pessoas que se colocam como isso. Eu sei que vocês três querem falar muito, mas deixa eu passar
pro Jessé que ele ficou um tempão fora. Jessé, quer comentar? >> Quero sim, Eduardo. Eh, eu acho que essa, é isso aí mostra o quê? Mostra o sucesso da extrema direita. >> Calma, deixa eles só tirarem o negócio da liberta aqui, só para eles deixarem a pesquisa, senão as pessoas vão boa. Vamos lá. Desculpe, Jessé. >> Nada. Eh, quer dizer, o nascimento da extrema direita americana dos anos 70 leva isso, né? Ou seja, eh, você eh captura, quer dizer, quem é esse pessoal de direita que tá pensando em revolução, Eduardo, é o golpe, né? Se
você for, é o pessoal que apoia, é o golpe, né? O sistema. Quer dizer, essas pessoas não têm nenhuma nenhuma reflexão sobre isso, né? Quer dizer, a extrema direita, ela age em cima do público que está sem nenhuma orientação política, né? E aí, por conta disso, ela pode manipular, chamar de sistema, o que for, etc, etc. Quando a gente tem um número tão expressivo assim, a gente significa o quê? Puxa vida, isso foi Extremamente bem feito, bem sucedido, apesar de ser maligno, perverso, etc, etc. E aí, juntando isso com o que você tocou sobre as
eh eh enfim como a esquerda veículos, né? E aí você tem aí pessoas como Elias Jabu, Jones, etc. Aí, que estão ocupando esse espaço. Que espaço é esse? É o espaço que a esquerda deixou, a esquerda tradicional, a esquerda do é do PT, Lula, etc, etc. Esse pessoal não dá mais eh eh orientação de futuro para as pessoas. Né? Isso é extremamente importante para para a esquerda, né? Ou seja, o partido e essa esquerda é domesticada, então ela entra em conciliação com a faria Lima, com o esquema de eh dominação, etc, etc. E as pessoas
estão eh não aturam isso, é isso mais, né? Isso faz com que eh quando você você tem o quê, né? Quer dizer, não há, como o Getúlio Vargas montou, um projeto nacional alternativo ao que eh ao que existe. Sem isso, você não eh você não tem esquerda. Eh, Efetivamente. Por quê? Porque você não tá criticando o mundo como ele é e você não tá montando uma alternativa que as pessoas vejam como segura. Isso abre um espaço enorme para quem? Para eh o comunismo, o socialismo, etc. Por quê? Ora, porque esse esse esse pessoal tem uma
história, esse pessoal tem uma uma orientação, ao menos uma orientação, né, que vai de A a Z, etc. Você tem, você compreende a a sociedade a partir de Deus, né? >> Então, eu acho que tem a ver muito >> com o debá, eh, o, enfim, a derrota dessa esquerda tradicional, né, e a vitória dessa propaganda. eh, de extrema direita, etc. >> Eh, eu, enfim, e aqui é legal de vez em quando até a gente ter alguns pontos de vista um pouco diferente sobre algumas coisas, né? Eu concordo com quase tudo que o Jacé falou. Tem
um ponto só que eu não concordo, que é o seguinte, eu não acho que esses 35 mais 10% são Golpistas. Eu não acho, tá? Eu não acho que essas pessoas eh são aquelas que querem eh derrubar o Lula e querem fazer o golpe, querem ir pra ditadura militar. Eu acho que são pessoas que querem uma ruptura. Só que essa ruptura e é o seguinte, eu quero uma ruptura porque eu não aguento mais ser as pessoas me prometerem que as coisas vão mudar e nada muda. Então o seguinte, agora eu quero, o mais caricato que seja,
o mais exagerado, o que parece ser mais Corajoso, que vai falar que vai mudar a toda, eu vou querer esse aí. Ah, mas é não, mas tudo bem. E então é o que eu digo, a como eu sou engenheiro, engenheiro gosta muito de falar em energia. Você tem uma energia revoltada, revolucionária e que não é golpista para mim, mas facilmente ela se torna combustível do movimento golpista, se eles sabem trabalhar bem e convencem eles de que Aquela é a maneira de você fazer com que o Brasil não seja mais capturado pelos políticos que roubam todo
o dinheiro. Não falam de Faria Lima, obviamente, como se eles não tivessem culpa nenhuma da história, mas é é só para assim, eu tomo cuidado para não cair no erro, que eu já vi muitas pessoas falando: "Ah, no Brasil metade do Brasil é fascista hoje em dia." Eu não acho que metade do Brasil é fascista. Uhum. >> Metade do Brasil é golpista. Eu não, eu Não acho. Então é a única coisa, mas de resto eu concordo com tudo. Luís Eduardo, você tá me olhando com uma cara. Eu tô até com medo com a cara que
você tá olhando. Pode falar aí o que que você acha. Eu tô te olhando assim porque tô pensando, essas questões são decisivas para nós. Eu acho que aqui nós estamos diante de e de uma tremenda armadilha, porque eu acho que vocês têm razão, os dois. Eh, existe uma pulsão revolucionária no sentido exatamente que você descreveu. Não é possível aceitar a magnitude da iniquidade, né, da exploração, da espoliação, da hipocrisia, do cinismo, da brutalidade. Tudo isso que marca a nossa história, o racismo, eh, o o patriarcalismo com a violência contra a mulher, enfim, o que a
gente conhece, não é? possível e a direita de fato capturou essa energia. Eu também usava exatamente essa Metáfora do falando desses temas nos meus escritos, eu tenho usado exatamente isso. Essa energia tá sendo canalizada porque ela foi objeto de disputa. E quando a gente vê aqueles indicadores sobre quem votou em Bolsonaro no segundo turno e defende a revolução, a gente vai ver que o núcleo é efetivamente golpista, né? essa usou essa expressão e eu tava exatamente pensando nessa palavra golpe, não é propriamente revolução, é golpe. Aquele pessoal que apoiou Bolsonaro, talvez você pudesse mostrar aquele
aquele gráfico >> agora, qual? >> Eh, em que aparece quem votou em Bolsonaro no segundo turno e defende a revolução. >> Ah, tá aqui, ó. É pá, pá. Aqui, >> aqui, ó. Segundo turno, 48%, e não é pouca gente, né? >> É muita gente, >> é muita gente acredita que é necessária A mudança radical. De que que eles estão falando? votaram em Bolsonaro, armaram o golpe, eles estão exatamente pensando no golpe. Isso significa que eles estejam de acordo com todo o discurso bolsonarista ou o programa bolsonarista do golpe. Não necessariamente isso tudo é muito mais
complexo. Há aí também a indignação que assume essa linguagem, né, e que acaba sendo canalizada nesses termos. Mas isso, esse jogo não acabou, isso tá em Disputa. >> Eu concordo. >> Como o Luiz Costa Pinto dizia, não é? E eu dizia na primeira intervenção minha, isso tudo tá em aberta, em disputa, é mutável, mutante, né? Não, nós não podemos ter nenhuma clareza sobre isso, porque isso tá efetivamente em processo de disputa, de autodefinição, de redefinição. Eu acho que nós estamos diante de uma armadilha tremenda. defender a democracia, a Institucionalidade democrática, é simultaneamente ser conservador, né,
defender estruturas que, afinal de contas estão servindo a super exploração do capitalismo. E, por outro lado, isso é précondição pra resistência, pro avanço das lutas sociais, pros avanços da, inclusive para rupturas possíveis, futuras, que não sejam golpistas. E nós então estamos vendo o quadro da contradição. É uma baita armadilha. Nós fomos jogados nesse ponto e jogados por Conta, inclusive do fato de que a esquerda efetivamente acabou por razões, digamos, de real politique pragmáticas, acabou tendo de conciliar, né, e acabou se desgastando e não se oferecendo como canal de interpretação, de recepção e de orientação dessa
energia revolucionária. né? Eh, e portanto nós podemos ter simultaneamente eh discursos verdadeiros que, entretanto, não coincidem completamente, Porque essa é uma realidade que admite essas contradições, ela incorpora essas contradições. O que fazer agora? nós tivemos de defender a democracia, >> senão nós estaríamos no abismo. >> Isso. >> E no entanto nós não podemos aceitar o que ela tá nos oferecendo como resultado prático. É um dilema histórico. >> E eu acho um ponto importante é o seguinte, que é o que eu tô querendo reforçar com isso. Eu acho que, cadê os Os que votaram no Bolsonaro
aqui? Eu acho que a gente não perdeu essas pessoas, >> tá? Tá tudo em aberto. >> Eu acho que essas pessoas elas podem ser conquistadas. Diga, Tati. É assim, o que eu que eu sinto muito disso, até conversando, é que você me falou, tem tem uma palavra que você soltou aí no começo que eu acho que é a chave de tudo, que é coragem. Eh, quando a gente fala de pessoas que Têm esse olhar de revolução, que acredita que é necessário, que é possível, e aí a gente tá falando dos dois lados, mas aí eu
também acredito que esse grupo não é um grupo todo de golpista, de criminosos, que a gente perdeu esse grupo, mas é um grupo que requer e precisa ver coragem, coragem de um dos dois lados para poder seguir, coragem de um dos dois lados para ele olhar e falar: "Eu me vejo nisso". E eu acho que quando a gente tem um grupo que Entendeu que a esquerda era uma solução, hoje ela olha pra esquerda e olha como uma esquerda de conchavos, uma esquerda de acordos, é uma esquerda que se faz necessária pro período, pro momento. Então
ela não consegue ver nessa atual esquerda um posicionamento de coragem para uma mudança acontecer. Então, a sensação que eu tenho eh e conversando com pessoas do meu meio que ou é politizada ou não, ou que tá mais aberta a ser politizada, é que nesse Enfrentamento de revolução e nesse novo movimento falta coragem da esquerda, né, especificamente dizendo, e que a gente perde um pouco nesse dentro desse movimento por falta de coragem. Eu já vou passar para você, João, mas deixa eu só dar parabéns paraa Rosana Stockler Campos Climác. Você foi a assinante número 1000 da
revista hoje, então ganhou os cinco livros. Parabéns. E ó, galera, a gente tá caminhando já pro final da conversa. Tem mais essa e mais Uma pergunta. A condição é hoje. A condição de ganhar os dois cursos inteiros do BOF e do Gessé. O valor, né, de tabela desses dois cursos, acho que um é R$ 500, outro é R$ 700. Vocês vão ganhar de graça, vocês vão ter acesso a coluna reserva especial, vão ter acesso a essa pesquisa inteira que vai ser eh liberada em quatro edições. E tudo isso por pelo valor por mês de um
café com pão de queijo. E além disso vocês estão, enfim, permitindo cada vez mais esse Projeto crescer. ou revistaaliberta.com.br tá aqui embaixo ou aqui, não é do outro lado, eu sempre confundo porque é espelhado a parada. Aqui, ó, é o QR Code ou só apontar o celular ou tá no chat aqui, só clicar no link, entra. 15 dias de garantia total, total. Melhor 19A gasto da tua vida por mês, não é por revista, por mês. Castro Rocha, eu ia passar para você, mas com mais um detalhe que eu vi agora sem querer que Eu não
tinha visto. Vê se tem uma barra muito diferente de todas aí, só uma. Batendo o olho >> lá no canto, >> não. Uma que é muito muito muito diferente de tod todas. Você tem umas ondas assim. Ah, o não sei me% dos ricos. >> Quem que você que que você acha pro rico? Tem que ter uma revolução? Não, a democracia tem que ser respeitada. A revolução vai ser sequestrada. Já 66% Dos ricos fala: "Não sei, você não acha isso? Olha a diferença dos outros". É quase como o seguinte: "Não importa, porque eu sei que aconteça
o que acontecer. Para mim não muda muito. Eu leio um pouco assim, >> claro, >> sabe? E eu acho, aí eu vou falar uma coisa que eu sempre repeti, enquanto os muito ricos do Brasil não tiverem Medo efetivamente de uma revolução que tirem eles da posição onde eles estão, sem medo eles não vão fazer nada. sem medo das coisas mudarem, sem medo de ir preso, sem medo de pagar pelos crimes, sem medo que vaze a corrupção, que eles compraram a bancada disso, a bancada daquilo, a bancada do outro. E eles não têm medo hoje em
dia. Eles não têm medo de uma revolução, de nada disso. Eles não têm medo. Eu passo para você. >> Vamos lá. Eu vou aceitar seu desafio. Eu Associaria aqueles 66% de ricos que não se importam com o dado anterior, que era uma novidade, a preocupação crescente com a política em todos os níveis, exceto esse associaria ainda com a defesa decidida da democracia, apesar de tudo. Associarei ainda com as falas brilhantes do Luiz Eduardo Soares e da Tati e a observação de que a revolução se deslocou de eixo. Porque se na nossa geração, Luiz Eduardo, a
revolução era da esquerda e a defesa da democracia Hipócrita era da direita, agora mudou. O o ânimo revolucionário foi capturado pelo extremo direita. Somos nós, o campo progressista e a esquerda que defende a democracia. Eduardo, vou arriscar uma interpretação histórica porque eu subscrevo o que eles disseram. Seguinte, que que vocês acham? De 2013 a 2018, houve um casamento produzido pelas jornadas de junho, inicialmente de uma pulsão antissistêmica, que era dominante, com um sentimento Antipolítico. A junção da pulsão antissistica com sentimento antipolítico tem uma tradução em Jair Messias Bolsonaro. Essa tradução em Jair Messias Bolsonaro vai
levar a um esgotamento dessa possibilidade a partir, eu diria, especificamente do dia 7 de setembro de 1821. Porque no dia 7 de setembro de 2021, falei 1921 7 de setembro de 2021, quando o Bolsonaro em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo, anunciou o golpe. Claramente anunciou o golpe >> carta antes da carta do Temer. >> Isso. E mas a partir daí a pulsão golpista apenas cresceu, cresceu, cresceu. Em 2022, nós hoje compreendemos, então, a partir dessa pesquisa, que quem triunfa em 2022 é de fato a defesa da democracia, que eu chamaria de democracia
formal. Explico num minuto. Quem triunfa em 2022 não é o Partido dos Trabalhadores, não é sequer O presidente Lula individualmente. O que triunfa em 2022 é a defesa decidida da democracia. é a frente ampla mesmo. Isso marca então um reencontro. A crítica ao sistema permanece, a pulsão antissistêmica aí está, daí o ânimo revolucionário, mas ela não mais se casa com o sentimento da antipolítica, porque surgiu um valor maior. O valor era defesa da democracia. Mas que democracia, Tati? democracia formal, isto é, direito a voto, respeito ao Resultado das urnas, livre organização partidária, livre expressão política,
alternância de poder. Numa história como a nossa é muito, não é pouco, mas não é mais suficiente. Para 2026 nós precisamos conjugar reformas estruturais numa ordem democrática. Isso quer dizer que nós precisamos ter no Brasil o que nós nunca tivemos. Tá, sabe por quê? Porque faltou coragem. E faltou coragem real para os cinco governos do PT. Faltou a coragem de juntar democracia Formal com democracia enquanto acesso a direitos. Nunca lá em Paraisópolis, no sub do Rio de Janeiro, onde eu cresci, Bento Ribeiro e Meer, nunca houve democracia enquanto acesso a direitos. Democracia enquanto acesso direitos
conjugado com democracia formal é no Leblon, é no Jardim Botânico, é na Gávia, é em Genópolis, é nos jardins. Para boa parte do povo brasileiro, a democracia é apenas formal, é uma obrigação de ir às urnas e votar, porque Se não votar, Tati não tira passaporte, não tira carteira de trabalho e se passar em concurso público não assume a vaga. A democracia se torna uma obrigação formal de depositar um voto na urna. Mas essa democracia formal que foi salva em 2022, que foi salvo em 1985, duas frentes amplas bem sucedidas na história do Brasil, elas
foram falhas, elas foram pela metade, porque faltou a coragem de assumir democracia enquanto acesso direitos. Democracia encontra Acesso direitos implica taxar banco bilionário BET, implica a reforma tributária real, implica a verdadeira reforma agrária, implica a reforma urbana, implica levar os controladores das lojas americanas para processo e não fazer um esquema onde repente essa semana, curiosamente a CVM chegou à conclusão queada >> que os CEOs >> foram os responsáveis e os sócios da Empresa não sabiam de nada. >> Ah, bom. Ou seja, o que essa pesquisa parece mostrar neste caso, o ânimo revolucionário há, mas há,
pela primeira vez na história do Brasil um casamento entre a sentimento político da população como um todo, preocupação política e defesa democracia. O que é que está faltando? Coragem para de fato levar adiante as reformas necessárias. Se nós fôssemos Bento Santiago e atássemos as pontas, as reformas de base de 1964, Tati, nunca foram feitas. >> Para homenagear a literatura, né? O nosso Guimarães dizia: "O que a vida espera de nós?" >> Ah, é verdade. >> Coragem. É isso aí. >> Isso aí. >> Vamos lá. Mas e aí aqui tem, enfim, a identificação, mais uma página
em relação à direita, centro, centro esquerda, etc., né? Eh, que é o seguinte, qual, perdão, a Pergunta é a seguinte: qual eh como você considera o sistema político atual democrático, mas precisa de ajustes, um esquema de manutenção de poder das elites totalmente falido, precisa ser destruído e melhor que qualquer alternativa revolucionária. E aqui as divisões, né? Eh, na verdade eu acho que aqui, ó, eh, não, então é isso mesmo, é por aqui a direita, 20% só você vê que o discurso de que a gente vive numa ditadura, >> ele colou, >> ele colou nas pessoas
que se consideram de direito. Só 20% acredita que a gente vive num eh esquema democrático. 15% do centro direita. Quem se considera centro, 37% acho que a gente vive num regime democrático. Quem se considera de centro esquerda, 63 e esquerda 60. Essa diferença para mim, cara, diz muita coisa. Porque de 15 para 63, >> porque pensa bem, o cara que se diz de Centro direita, a gente pode até buscar que tem esses cruzamentos, ele não é o bolsonarista raiz convicto, porque senão ele não se considera de centro direita. O cara que se considera de centroesquerda,
eu acho que a gente espera dele esses 63, mas quando só 15% dos que se consideram do centro de direito acham que vivem num sistema democrático que precisa de ajustes, totalmente falido, 43% de Direito e centro direito, ou seja, mostra que isso tá consolidado aqui, totalmente falido, só 4%, é uma diferença de percepção. foi a maior, de tudo que a gente viu até agora, a maior diferença de percepção. E aqui entre as idades, os mais jovens, de novo, poucos consideram que a gente vive num esquema democrático, numa realidade democrática. E você tem que aqui entre
os mais velhos Também diminui na faixa entre 45 e 59 que eu me encaixo que é a turma que viveu a redemocratização. Essa turma, quantos anos você tem? >> 60 >> exatamente. Eu tenho 49, faço 50 daqui a duas semanas. Tô aqui também. Então, a gente tá falando de pessoas que pegaram essa mudança em curso. Então, são pessoas que aprenderam a valorizar muito a democracia e defender mesmo diante de muitas contradições. Agora, quem não viveu isso parece realmente assim tá perdendo a esperança no no modelo. Eduardo, eu acho que pra próxima pesquisa, porque isso aí
certamente vai se desdobrar, eu >> acho que vai ser importante a gente começar a falar em capitalismo. >> Uhum. >> Em direito de herança, em propriedade. >> Hum. >> Para que a gente não caia na, digamos, no ardio de confundir, como a direita Tem nos induzido a fazer, sistema com o regime político institucional. Eh, há muitas sobreposições aí e se nós começarmos a dissociar o regime institucional, forma de funcionamento de organização do poder e substituição de elites a partir da soberania popular, o que seja, e de outro lado, relações de classe, propriedade, meios de produção,
controle sobre os recursos produzidos, A questão do do da propriedade nacional, do que enfim, do que é produzido no país, etc. Talvez nós começássemos a redescobrir que há uma agenda pré-64 que sobreviveu a passagem do século e que tá como que adormecida conosco. E essa ideia de sobrepor sistema, confundindo democracia com relações sociais, econômicas acaba gerando para nós algumas armadilhas, alguns problemas. Eu concordo e acho que a gente tem que fazer, mas aí Tem dois pontos que eu acho assim com com a a eh a vênia que precisa existir aqui para perguntar pro professor. Eu
acho que a gente perguntar isso pras pessoas é muito interessante sobre o capitalismo, sobre propriedade, sobre herança e etc. Mas eu acho que é super importante também a gente fazer a pergunta usando esses termos democracia, revolução e etc. Por quê? >> Porque na não, e eu eu digo por quê? Porque quando a gente entrar agora no Processo eleitoral, >> é claro, >> qual os termos que as pessoas vão usar, >> não? >> E sobre qual tema que as pessoas vão responder? Sem dúvida. É preciso manter, claro, tudo isso e >> e esse negócio pra gente
entender se eles têm uma contradição de defender uma coisa que é democrática e se colocarem como contrários, como favoráveis a uma revolução, né? Qual, qual foi a manobra Que foi muito inteligente da direita desde 2013, como o João dizia, eh, eles moralizaram o neoliberalismo e é uma perversidade que o seguinte, eh, como eh a partir da Lava-Jato conspurcaram toda a política como sendo uma vampirização, uma espécie de drenagem da energia do trabalho, né, para fins individuais, etc. Com isso, eles acabaram conseguindo definir paraas grandes massas da população A política e o estado como sendo esses
entes que se apropriam do trabalho coletivo eh com esses propósitos privados. Quando eh Paulo Guedes, eh como a voz econômica de Bolsonaro, sugere a supressão dos direitos, a dissolução dos das regulamentações e dos limites para que a liberdade se imponha. A liberdade que ele fala é velha liberdade robesiana, liberdade da eh dos Lobos, né, da luta de todos contra todos. é, na verdade, a deterioração dos direitos e é a destruição da Constituição e do Pacto Constitucional de 88, que é um pacto, digamos, de inspiração socialdemocrata. Então, a ideia da liberdade, a Lamilei, esses libertários da
outra direita, a ideia da liberdade passa a ser então a resposta à corrupção, porque estado e política e burocracia significam apropriação indevida da energia coletiva do Trabalho. Se nós então e minimizamos o Estado e as regulamentações todas, com a liberdade, o trabalho realizará os seus os benefícios públicos, viços privados e virtudes públicas Velho Mandeville se impondou. >> Hum. Então, nós temos eh uma uma manobra que foi genial, perversa, terrível de conferir o status de moralidade, de moralização, a destruição da política do Estado, dos direitos e das conquistas todas a constituição, >> né, do pacto socialdemocrata.
Isso tudo sob o invólucro da ética, da moralidade, etc. E o Bolsonaro poôde cavalgar esse esse casamento entre a Faria Lima e o mundo popular em função dessa repulsa, não é, a imoralidade, etc. Eh, eu acho que a gente pode começar a explorar as contradições que são inerentes a a a esse bloco da direita, porque o bloco da direita coalisionou o a as classes populares e a Faria Lima de uma forma absolutamente insustentável E perversa, não é? Antes da gente ir aqui paraa última pergunta, estamos com 100 pessoas inscritas na revista hoje. 100. E a
minha dica é o seguinte, estamos chegando no finalzinho, né? E como estamos chegando no finalzinho, a chance de vocês entrarem nessa condição de hoje, R$ 19,70 só, em vez de 39 por mês, direitas quatro edições. Hoje só quem entra hoje ganha os dois cursos inteiros de Gessé e do Leonardo Bof. E agora com a reserva Especial, essa coluna, coluna que ainda existem em alguns lugares que vendem por fortuna milhares de reais por mês para ter acesso essas notícias de bastidores, etc. Aqui vai ser de graça para todo mundo que assina a revista Liberta. A gente
tem que transformar essa revista na maior revista do país. Aliás, peço para todo mundo que tá aqui assistindo, que tá entrando na revista Liberta, para vocês divulgarem pros seus amigos, amigas e chamar todo mundo para se Inscrever. Então fica aqui um abraço para Francisca Virgínia, Danilo Lavin, Sônia Aparecida, Eduardo Silva, Ana Maria, Vanderlei Azevedo, Edna Seidel, Sidel, Gener Melo, Lene Ma, Carolina da Cunha, vocês representandos, todos e todas que estão entrando e que, enfim, vão se encantar com tudo que vocês vão ver aqui. Antes de eu ir para último, a última é o seguinte, são
vários temas. Eu vou passar por esses temas todos com vocês. Eu vou pedir até para botar o Gessé de volta na tela. Põe o G, tá? Para o GC ficar na tela. Ótimo. Então, põe ele inteiro na tela. Vamos, vamos ter uma overdose de GC aqui. Vamos. Dá para colocar que é o seguinte, eh, a gente vai pegar vários temas e perguntar para vocês quem que a população associa mais a esse tema. Ou seja, essa pauta é de quem, né? É como se fosse quem defende essa pauta, mas não é defende. Você associa na sua
cabeça direita ou esquerda quando a gente fala disso, tá? Antes de eu falar sobre isso, uma coisa muito importante ao longo da revista e quem assina a revista vai perceber isso. As pautas progressistas de direitos, de eh democráticas, eh de segurança pública e etc. as pautas progressistas, as respostas alinhadas com as pautas progressistas, ou seja, quem tem as respostas de esquerda, vamos chamar assim, são as Pessoas das classes médias e altas. A a esquerda, a esquerda ela passou, isso é a pesquisa que tá dizendo, não adianta ficar brabo comigo, ela passou a ser majoritariamente algo
que vem de cima para baixo, diz a pesquisa. E a direita passou as respostas alinhadas à direita, as de do punitivismo, a da das as revolucionárias e etc, quase Todas elas associadas às classes mais populares. Então, a gente tem uma inversão do que aparece no filme. No filme, né, são os trabalhadores lutando. A pesquisa não mostra isso. Então, antes de passar para esse último tema, eu queria que vocês quatro falassem brevemente sobre isso que a pesquisa mostra. Gessé, você começa? Eu começo sim. Não, eu acho que o Luís Eduardo disse uma coisa que é extremamente
importante quando ele disse Que eh entende as reformas de base, o projeto nacional eh desenvolvimentista, a luta antiimperialista, etc. que, enfim, eh, foi extremamente importante, eh, de 1 de 1950 até, quer dizer, durante mais de 20 anos, né? Depois ela foi completamente eh abafada, né? Você tem uma esquerda hoje entre nós, Eduardo, que ela vive de uma figura é carismática, luminosa, obviamente, né? Mas é, mas é uma coisa pessoal. Ou seja, a nossa esquerda não Tem discurso. Ela não tem discurso porque, e é extremamente importante que você tenha um discurso >> e a pesquisa mostra
isso, tá? Isso que você tá falando é um fato. A pesquisa mostra isso. >> Não adianta ficar não. Tem sim, porque dis tudo você acha que tem, mas a população não consegue enxergar esse discurso. >> Exatamente isso, né? porque ele não é Articulado, ele não é montado, etc. Ele não tem, você tem que dizer pras pessoas, Eduardo, basicamente que são as questões mais importantes para todos os seres humanos em todas as épocas, de onde eu venho, quem nós somos e para onde provavelmente a gente vai. Todas as grandes religiões mundiais, em todos os lugares, todos
as procuraram responder a isso, né? E aí a César? >> Ah, agora me perdi. Tava escutando. >> Vamos lá. Quem >> tava escutando com tant Luiz? >> Sim. sobre esse. Ih, deu. Eu tô ao vivo, então beleza. Então é pra gente, é que eu tô sem retorno só aqui. Mas é o seguinte, como é que você explica esse fenômeno da esquerda que é essa luta dos trabalhadores tá incorporada pela burguesia e dos valores da burguesia estarem sendo defendido pelos trabalhadores. Obviamente isso não é Exatamente na crava, mas no geral é o que a pesquisa mostra.
Eu acho que nós estamos voltando, mostrando a coerência, a consistência da pesquisa, voltando a um item anterior, né? Quando nós vimos o que que significa o fato de termos nos tornado conservadores, porque somos nós que defendemos a democracia, sabendo de todos os seus limites, de todos os seus comprometimentos e suas contradições, porque entendemos historicamente o seu papel até para que haja o avanço social. Mas isso diante da população significa que nós aceitamos comprometer o nosso sonho de futuro com as coalizões amplas que são indispensáveis por uma vitória eleitoral. Nós nos perdemos no taticismo naquilo que
na tradição da esquerda chamamos de taticismo. Pensamos sempre na próxima eleição e perdemos o horizonte estratégico. Nós só discutimos tática porque a sobrevivência passou a ser fundamental. Eu não tô dizendo que não Deveria ser assim. É assim por conta da correlação de forças, por conta do avanço da ultradireita no mundo e no Brasil, por conta da magnitude da eh do poder concentrado na nas classes dominantes, etc. Então, nós estamos diante de um quadro em que nós efetivamente passamos a ser vistos como conservadores, porque nos tornamos conservadores como uma espécie de dever histórico, um sacrifício histórico.
Só que isso pode Nos levar à derrocada completa. Fizemos isso como condição de preservação da própria possibilidade de luta. No entanto, isso pode ser a anteessala da nossa derrota. >> Tati, como é que você vê essa característica? Eu acho que quando chega pra base de uma forma simplista assim, tá? Vou falar muito simplista e genérica, que é o quanto essa pessoa tem de tempo para poder olhar onde ela vai pegar informação. A gente não tá falando Aqui do do de um recorte de pessoas que vão e ler sobre aquilo. Realmente a gente vai pegar do
do campo do empreendedorismo mesmo. A gente sabe que o que foi mais gerado para esse empreendedor, para para esse trabalhador, foi gerado durante o o governo do PT. Mas quando você faz essa pergunta, ele acredita que foi gerado no governo do Bolsonaro. Por quê? Porque foi feito um sequestro de informação sobre onde efetivamente aquilo aconteceu E de uma forma muito rápida, de uma forma muito simples de comunicar. Eu acho que essa forma de se comunicar com a base, ela não é feita da melhor maneira possível, ela não chega pra base. E aí a gente tem
essa, esse outro lado que faz isso muito bem, essa forma de comunicar, esse marketing, fake news, a forma com que eh as mensagens, tudo chega através de grupo de WhatsApp, que é a rede social que o pessoal acaba mais usando. Então, o grupo de WhatsApp, eh, A conversa da vizinha, então são coisas que quando você para para escutar, você fala: "Gente, mas não, isso aqui não faz parte desse governo". Mas ela acredita cegamente naquilo porque foi da onde chegou a informação, foi a vizinha que ela confia que falou. Então eu acho que falando de forma
simplista, eu acho que não tem não tem comunicação que chega pra base da forma que a base precisaria ouvir. Então assim, tudo que é muito complexo, eh, ela não tem nem tempo para Poder ouvir e entender sobre aquilo. Então ela acaba pegando de quem faz isso muito bem, de forma muito repetida, através de algoritmos de novo que entrega para no momento que ela atende distração, que vai ver um vídeo ou outro que ela vê chegando uma informação que para ela acaba fazendo sentido com que a vizinha falou, com alguém da igreja e aí ela toma
aquela aquela verdade como absoluta. >> Vamos lá, vamos pro momento final. Agora A gente vai fazer um pingpong aqui. Eu vou falar o tema e vocês me dizem quem que a os as 10.000 pessoas associaram mais esse tema. A direita ou a esquerda? Simples assim. Segurança pública e combate ao crime. >> Direita, >> direita, >> direita. >> Meritocracia. >> Direita, >> direita, >> direita. Ambiente de negócios. >> Direita, >> direita, >> direita. Liberdade individual, infelizmente. Direita, >> direita, >> direita. >> Combate a corrupção. >> Puxa vida, direita, que horror. >> Direita. Infelizmente eles vão colocar
como direita. >> Direita. >> Enfrentamento ao centrão. Essa é boa. >> É essa aí. Esquerda. >> É, eu acho que eles vão acabar colocando como esquerda também, mas eu acho que na pesquisa deve ficar equilibrado, inclusive. Não tem uma >> equilibrado. >> Educação moderna, direita ou esquerda? >> Direita. >> Direita. >> Meu Deus. >> Direita. >> Tecnologia. >> Educação de qualidade. >> Esquerda. >> Tu acho que eles ainda colocam como direita. >> Eu sei o resultado, mas tradicionalmente eu diria esquerda. >> Saúde de qualidade. >> Esquerda. >> Gente, eu eu sei que é da esquerda,
tá? Mas eu acho que eles vão colocar como direito. A gente tá falando sobre a pesquisa, né? esquerda. Oferta de emprego. E você em casa que tá ouvindo, vai dizendo você também para entrar na brincadeira aqui do do da história. Oferta de empregos e oportunidades profissionais. >> Esquerda, >> esquerda, >> direita. >> Auxílio para os mais pobres. >> Esquerda. >> Esquerda. >> Direitos humanos. >> Esquerda. >> Esquerda, >> esquerda. Combate ao racismo. Esquerda, >> esquerda, >> esquerda. >> Novas tecnologias. >> Ups. >> Infelizmente, direita. >> Eles vão colocar como direita. >> Direita. >> Vamos ver
porque tem algumas surpresas. >> Vamos. Vamos lá. >> Vamos lá. Você de casa também deve ter respondido. Tô falando. Quando vocês lerem essa essa pesquisa inteira, vocês vão ficar alucinados em casa. Vocês vão, nossa, caraca, nunca imaginei. Isso aqui dá um ano de pauta, de matéria, de discussão. Vocês que trabalham em universidades, em escolas, isso é um Material para levar para uma sala de aula >> fenomenal, né? Acho que até vocês dois vão acabar levando. Vamos lá. Tá aqui. Eu vou puxar algum, vou vou trazer os dados um por um. Segurança pública, 59% associam a
direita. 41 à esquerda. Bem grande a diferença. Meritocracia, 70% associa a direita e 30% à esquerda. Isso significa o seguinte, isso aqui foi realmente sequestrado, virou um símbolo. É. E aí, um ponto importante e eu vou chegar lá no final nesse ponto, lembre-se que 40 quase% das pessoas querem ser donas do seu próprio negócio. E dono do seu próprio negócio vem sempre associado >> com a palavra meritocracia. Ambiente de negócios, 65% à direita, 35% à esquerda, que eles associam quando ouvem, tá? Isso é como se fosse top of mind. Sabe aquele Negócio do top of
mind que tem? Liberdade individual, 55 pra direita, 45 pra esquerda. >> Que loucura. >> Teve aqui, né? Teve. Você falou esquerda, né? Tá. >> Não, eh, não, não, não. Eu falei, falei direita contorcendo-me. >> Combate à corrupção. 56% associam à direita, 44% à esquerda. Enfrentamento ao centrão. Igual isso é surpreendente. É surpreendente. >> Não vem nenhuma diferença entre a direita e a esquerda. No limite, é porque isso aqui é arredondado, você vê que a barrinha da direita, eles ainda acham muito pouquinho. Aí é está é dentro da margem de erro, então é igual. Ficaria ainda
pra direita. Educação moderna igual 50. Também no desempate ficaria um tiquetinho de ponto aqui pra esquerda. Educação de qualidade vocês erraram. Aí isso me surpreende bastante, mas é Claro, >> eles a os entrevistados associam mais e a gente tá falando de 10%, quase 8%, mais a direita como educação de qualidade do que a esquerda. Isso >> é é >> saúde de qualidade também é raro. Hoje mesmo com SUS, essa propaganda toda de SUS. E aí, acho que aqui vem um ponto que eu falo muito, a gente vai debater o que vocês quiserem aqui, que é
o seguinte, a gente tem que defender o SUS, mas não pode romantizar o SUS. Muitas vezes a esquerda romantiza o SUS porque o cara tá no ar condicionado, que a gente tem um SUS, que é uma maravilha, que é não sei o quê. Aí o cara fala assim, uma maravilha que tu nunca foi lá marcar um exame específico de alguma coisa. Teve que esperar 8 meses quando é teu filho que tá no perrengue e ficou na maca no corredor, entendeu? Então, perdemos. A esquerda hoje em dia perde como identificação a questão da saúde Também. Oferta
de emprego e oportunidades profissionais. Direita. Aí aqui auxílio aos mais pobres, 66%. Aí é uma surra à esquerda em relação à direita. Do mesmo jeito que a direita se impossou disso, é, >> a esquerda ela capturou isso mesmo, com mérito total. Direitos humanos, a esquerda ganha fart também, de longe, 59 a 41. Combate ao racismo, esquerda 59 a 41. E novas Tecnologias 58 à direita, 42. Aí vem o seguinte problema. combate ao racismo, direitos humanos. O que que mais te impressionou e te revoltou naquelas respostas? >> É o LGBTQ mais >> do LGBTQ a mais,
não é isso? Que deu só 10%. >> E o que que acho que impressionou muita gente aqui também, a questão do que as pessoas mais querem no Brasil hoje, Disparado, ser. Então a gente vê esse que é o grande ponto que aí entre o que o Gessé falou, a esquerda hoje ela ainda consegue se segurar muito numa figura pessoal carismática, o maior líder popular que existe hoje no mundo. Goste ou não gosto, ele é a maior liderança popular que existe no mundo hoje, que é o presidente Lula. Mas os temas onde a esquerda ganha por
muito são temas que são pouquíssimos caros à população. São Temas que são abraçados por uma parcela muito pequena. >> Com uma exceção a uma resposta que me alegrou muito sobre a causar indignação, que é aquela informação de que as mulheres negras ganham >> eh menos da metade do que ganham os homens brancos. E aquilo eh venceu de forma disparada na comparação. Eu achei aquele um indicador. >> Isso aqui eu achei espetacular também. >> Positivo. >> E só para vocês entenderem, a gente tá falando de várias outras perguntas que não tão aqui, porque todos que estão
aqui tiveram acesso à pesquisa inteira e que vocês que são assinantes da revista liberta vão ter também. Eh, mas os temas que hoje em dia capturam mais a juventude, o interesse, o que passa nas redes sociais, nesses temas as pessoas associam mais à direita. Aqui, microfone aberto. Quem quer começar falando sobre esses resultados? O que que mais chama Atenção e etc? >> Comentário breve. Ah, há uma questão no Brasil que é única no mundo hoje, é uma questão demográfica. Se você nasceu no Brasil, se você é na geração Z, se você nasceu em 1995, você
cresceu, amadureceu, entrou no mercado de trabalho, constituiu família em seis eleições, nas quais o Partido dos Trabalhadores venceu cinco. Se venceu cinco é porque tem bônus, tem essas questões fundamentais, como por Exemplo, auxílio para os mais pobres, direitos humanos. Mas há um ônus, é que já são cinco mandatos do Partido dos Trabalhadores e nós ainda não tivemos uma reforma agrária. São cinco mandatos do Partido dos Trabalhadores e o plano da segurança não foi resolvido. São cinco mandatos dos partidos dos trabalhadores e 50 milhões de brasileiros não têm saneamento básico nas suas casas. Isso quer dizer,
ah, nós fomos muito, Triunfamos em fortalecer a democracia formal. Demos um exemplo para o mundo, fizemos o que a justiça norte-americana não foi capaz de fazer. Nós evitamos um golpe, nós prendemos os golpistas. Isso é inédito na história do Brasil. Não é pouco e explica o apego à democracia, mas a a democracia enquanto acesso efetivo a direitos para a maior parte da população, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Nisto nós como país fracassamos. Somos por isso um país Muito bem sucedido, oitavo PIB do mundo, oitavo economia mais rica do mundo. E devemos devemos nos orgulhar disso.
Até 1930 éramos um país rural, mono portador de café, mas olha a assimetria perversa quase obscena. Oitava economia mais rica do mundo, democracia formal. Oitava sociedade mais desigual do planeta. Democracia enquanto acesso a direitos. Ainda não tivemos. Deixa eu passar para vocês dois antes, porque tem um monte de gente entrando Agora no final. Estamos quase batendo já 1300 inscrições. Então dá boas-vindas pro Diego Leite, pra Ângela Rosana, Eloedi da Silva, Lauro Coan, Alcir Dias, João Davi, Ana Lúcia, várias mulheres aqui. Olha só, vou falar Vera Lúcia e Ana Maria, Ana Silvia, Meire Ferreira, Maria Gorete,
aí um homem, Leosmar Gomes, Edmundo Silva, Ivair. Gente, um monte de gente entrando e eu já te dou a dica, quando for sair aqui da live, né, que tá acabando daqui a pouquinho desse Encontro, quando sair, sai, mas sai apontando pro QR code e R$ 19,9, pelo menos experimenta para tu ver que maravilha, entendeu? você entrando, poxa, você vai ser um dos que tá nessa jornada coletiva com a gente de construir um veículo de resistência mesmo. Essa mídia dominada pelas lojas americanas, pelos Banco Master, pelos Wheban Banks da vida que dominam todas as notícias que
as pessoas leem, Itaú, XP, Bradesco. Então, a gente tem que Fortalecer isso como comunidade. a gente fez tudo, criou um negócio espetacular, botou um preço ultra simbólico, botando tudo que é tipo de informação ali. Então a gente fez de tudo para falar: "Pô, vem junto, vem junto", porque como comunidade a gente merece fazer essa a maior revista do Brasil. Pat, >> o que eu olho de e vendo a esse movimento de resposta das pessoas é justamente o que eu sinto no território, que é a falta de políticas públicas, Políticas de acesso, políticas de integração das
pessoas, seja pra parte educacional, seja pra parte de geração de renda, que é onde o público mais sente, né? A gente tá falando da base, a gente tá falando da classe C, da classe D, da classe B, inclusive. Eh, e eu acho que esse reflexo é justamente pela falta de políticas públicas. Luís Eduardo, meu professor e amigo amado. Eu >> acho que vocês já deram régua e compasso. Nós sabemos, estamos metidos nesse tremendo impasse. Eh, >> que que te mais surpreendeu aqui? >> O conjunto. >> Tá >> o conjunto. Que eu penso, meu Deus do
céu, esse é um ano eleitoral e a agenda mais popular foi sequestrada, foi capturada pelos inimigos, não adversários, inimigos. E nós temos de contar com jornada 6x1, a alteração disso, com eh tarifa zero nas cidades, >> com mudanças de fato que apontem para um futuro transformador. discurso em torno da soberania com eh encurralando a direita que se mostrou absolutamente entregue, né, a Donald Trump. E nós precisamos contar com a cisão das direitas, de modo que dessa vez ainda a democracia Resista, persista, para que no último mandato o presidente Lula, por conta da idade, terá de
ser forçosamente o último até 2030, nós consigamos inverter essa essa história. Porque até aqui foi a conciliação de classe para viabilizar a governabilidade e isso tá corroendo as bases da própria possibilidade de sustentação da democracia. Então nós estamos caminhando pro abismo, por um tris nos salvamos em 22. Eu espero que até por margem maior nós consigamos ainda derrotar a direita, mas a situação não é fácil. Esse ano vai ser um ano muito difícil, muito desafiador. E nós temos de começar uma nova etapa, uma etapa que aponte para estratégias concretas, objetivas, alternativas ao capitalismo, tal como
nós o vivenciamos. Não falamos de meio ambiente, não introduzimos aqui a Temática do meio ambiente, que é absolutamente decisivo. É um tema pergunta, tem algumas perguntas que tocam no na questão do meio ambiente. Fica aqui para boa. >> Até eu queria eh terminar com essa com essa mensagem aí. Depois eu vou dar o link para vocês, para quem quiser baixar essa apresentação de hoje, que é um pedacinho de uma pesquisa enorme, né? Mas a gente falou que ia dar de presente para vocês e como algumas pessoas já Saíram aqui do nosso encontro ao vivo, a
gente, eu conversei com o pessoal, a gente vai mandar para todo mundo que se inscreveu para participar do evento hoje, isso que a gente mostrou hoje como um presente nosso para as pessoas todas e tem muita coisa que eles já vão poder. >> E uma coisa, Eduardo, me perdoe, eu não falei, as mulheres são nossa esperança nessa eleição. E a violência doméstica e a violência contra a mulher e o feminicídio tem que ocupar o top da Agenda da segurança pública, porque com isso nós acuamos a direita e sensibilizamos a metade, mais da metade da população.
Eu tinha esquecido de mencionar esse ponto que eu acho importante. Eu queria passar paraa gente se despedir, até para vocês fazerem a fala, se despedindo das pessoas, falando o seguinte: qual a importância, porque eh é muito normal as pessoas ao eh verem uma pesquisa, né, quando você lê os resultados, você ser Reativo. Não, não, mas isso é um absurdo as pessoas acharem isso. Caraca, esses caras são muito burros, não é? Isso é é muito normal isso acontecer. as pessoas ficarem revoltadas com os resultados da pesquisa. A pergunta que eu faço para vocês é o seguinte:
qual a importância de uma pesquisa como essa, com 147 páginas de resultados cruzados, com perguntas feitas de uma maneira que nunca foram feitas, eh, entrando na Cabeça das pessoas para entender como elas pensam, como poucas vezes já foi feito no Brasil, qual a importância das pessoas estudarem essa pesquisa pro ano de 2026, agora em janeiro ainda? A importância decisiva. Deixa eu fazer uma comparação, pô. Deixa eu trazer paraa nossa discussão, já que a a o fecho, um dramaturgo italiano e um poeta e músico brasileiro, Luigi Pirandelo, a sua peça mais famosa que todo mundo conhece,
é seis personagens, >> seis personagens e busca de um autor. >> Há seis personagens que há no palco, mas o que que falta? O autor não há autor. Eles buscam um autor para ter orientação na vida. Essa pesquisa há seis personagens em busca de um país, em busca de um país bem-sucedido que se torna uma nação fraterna e solidária. A resposta final é dada pelo Arlindo Cruz e o fundo de quintal. Se a democracia formal der as mãos à democracia enquanto acesso a direitos e a gente vai ser Feliz. Olha nós outra vez no ar.
A democracia tem que continuar. >> Boa, garoto. Tati. Eu acho que para quem tiver assistindo e tá na dúvida, né, a respeito da da pesquisa, eh, eu acesso muitas pesquisas, muitas assim sobre eh hábitos de consumo. Eu acabo sempre focando nessa parte de hábitos de consumo e de negócios, porque acaba sendo o meu nicho, né? Eh, mas eu acho que é é uma pesquisa muito completa de De tudo que eu li, que ela destrincha exatamente o que é o ser humano brasileiro. Então, você consegue olhar para essa pesquisa e ver vários recortes, seja para um
empreendedor que tá assistindo, seja para para um professor, seja para um historiador, todo mundo tá assistindo, ela vai pegar algo dessa pesquisa que ela vai olhar e falar assim: "Pera aí, isso aqui tem muito a ver e tudo é um ato político." A gente tá falando aqui de ato político Para tudo, pra parte educacional, pra parte de saúde, pra parte de segurança pública. E se a gente consegue olhar essa pesquisa, entender como é que a gente aplica isso no nosso dia a dia, independente do do nosso da forma que a gente trabalha. A gente tá
falando aqui de pessoas completamente diferentes, com realidades diferentes, com estudos completamente diferentes também. E a pesquisa foi extremamente completa pros três. Então, para quem tiver assistindo De casa, vale muito a pena. Façam assinatura, baixem a pesquisa, estudem, porque é uma pesquisa extremamente importante para todos os os viéses assim que a gente tem de de profissionalismo para cada um, mas principalmente pelo ano que a gente tá, que é um ano político e que a gente vai ver o bicho pegar literalmente daqui a pouco, assim. >> E sabe o que que eu senti? Enfim, a gente já
se conhece há um tempo, a gente é amigo. Eu via, principal desde que a Gente mostrou aquele grupo lá, o popular, não sei o que, e a gente foi vendo as respostas de empreendedorismo. Eu vi em você até um certo alívio de falar: "Cara, finalmente tá mostrando o que a gente tenta dizer. É, é, foi viagem minha ou não?" >> Não, é isso mesmo. Quando a gente fala assim, é, é extremamente importante quando a gente defende defende e pautas sociais, né? A gente tá agora em Paraisópolis. A Renata não tá aqui hoje, Inclusive, porque tá
lá defendendo, levando o Ministério Público, fazendo trabalhos e serviços que são básicos e essenciais, que ainda não chegam. Mas desse outro lado a gente olhou e falou: "A gente precisa falar de outras coisas. Quando a gente monta um polo de tecnologia, um hum de empreendedorismo, a gente leva pro centro de Paraisópolis é para falar: "Gente, aqui essas pessoas precisam ter acesso se elas vão trabalhar com isso ou não, é uma outra Questão, mas elas querem fazer parte disso." E quando a gente vê essas pautas sendo sequestradas só pela direita, é porque só a direita comunica
isso, mas tá sendo feito. Mas ainda é um grupo muito pequeno comunicando sobre isso. Então, quando a gente vê toda essa pesquisa, é basicamente o que a gente vê no nosso dia a dia. antes de passar para você. Jessé ainda tá na linha porque da última vez que ele entrou deu aquela travada, por isso só Que eu não chamei. >> Vamos ver se ele tá assim. >> Posso entrar? >> Vamos lá, Jessé, sua mensagem final. >> Vamos lá, Eduardo. Tá, Eduardo, eu acho que essa pesquisa foi sensacional. Eh, e eu acho que ela mostra o
dado mais importante. Qual é o dado mais importante para mim que ela mostra? a extrema direita sequestrou o imaginário social, ou seja, a forma como as pessoas compreendem o mundo na sua eh maior Parte, né? E mostra o quê? Também um pouco eh eh daquilo que eu não pude eh completar antes da internet me eh me eh derrubar, né? Você não tem um contraponto a isso, né? Quer dizer, ou seja, você tem eh uma esquerda no fundo que não tem discurso, nãoé? Quer dizer, não tem um discurso alternativo, né? Ele tá montado em uma pessoa
só, etc., né? Você não tá dando alternativa para as pessoas, você não tá dando aquilo que a esquerda sempre deu, que é o quê? A Esperança de finalmente o mundo mudar, né? Quer dizer, é isso tem a ver com essa ausência de de um discurso, um discurso. Ei, pegamos mais um pedaço de novo. Tá, tá péssima essa conexão. Peço perdão para vocês. Então, vamos lá, meu querido amigo Luís Eduardo. Cabe a você, imagino que o nosso decano aqui, né? >> Nosso decano. >> Ah, não tenha dúvida quanto >> Imagino que o nosso decano que que
fecha Aqui esse nossa conversa. Muito obrigado pelo convite. Foi uma alegria rever você tá aqui no CL que essa construção maravilhosa, quase utópica, né? Quando nós conversávamos sobre uma hipótese desse tipo, isso parecia um sonho irrealizável, né? E é extraordinário o que vocês estão fazendo. E tá aqui com Tati, com João e com o Jessé. Foi um grande prazer com toda a comunidade. Eh, Guimares Rosa, repito, dizia que a vida pede de nós coragem e essa Pesquisa, assim como todas as boas pesquisas, pede nós humildade. Então, eu começaria por aí. Eh, nós sabemos alguma coisa,
mas muito menos do que deveríamos e poderíamos, não é? E nós precisamos, diante do inusitado, do surpreendente, nós precisamos, ao invés da revolta contra a população, nós precisamos nos perguntar, né, por que que isso acontece? >> Isso, >> como é que isso é possível? Porque essas são pessoas que tem bom senso, tem sensibilidade, tem seus filhos, >> trabalham, ralam para caramba, >> tem muito de nós e de do a parte aí da vida que é comum, não é? Uma parte que que teme a dor, o sofrimento, a perda, a morte, que aspira dias melhores, enfim.
E eh e nós temos de rever conceitos, porque é fácil também a gente culpar o PT e os seus erros todos, mas nós somos parte >> disso tudo. Nós, >> a coletividade, nós fazemos parte desse processo todo. Então, vê a nossa responsabilidade e sobretudo a partir de uma de uma atitude de humildade. O que que a pesquisa nos ensina? Que que nós precisamos aprender de novo? Reaprender se as pessoas estão pensando assim, será que elas são loucas? Elas são idiotas? Elas são o gado, elas são Há há motivos para isso, há razões para isso, né?
vamos tentar entender a as lógicas, as motivações e na suposição de que elas não sejam menos capazes e inteligentes do que nós. E peço desculpas a vocês, a toda a comunidade por essa voz horrorosa, mas eu eu vim aqui, não podia faltar, fazendo um imenso esforço para ter ainda a possibilidade de contribuir. Então fica a contribuição e meu pedido de desculpas. >> Não, super agradeço. Inclusive, >> a gente agradece demais. Eu vou pedir pra Tati passar tua rede social. Tem um monte de gente que tá assim, tá encantada com seus comentários. Como é que é
a sua rede social? Instagram, como é que é? >> É, o meu pessoal é Tatiane Tati tatiuz.gx. E aí lá na minha bill tem legado Paraisópolis, legado Matrix, que é o curso de tecnologia que a gente colocou No ar com apoio do do da comunidade CL. Tenho do Legado Paraisópolis, tem Galaxia Academy, que é um grupo com mulheres que fortalece empreendedorismo periférico, tem a Galáxia Beauty, que é uma marca que a gente criou para poder fortalecer esse grupo de mulheres também. Então, tatiuz.gx, >> que maravilha. E eu peço desculpa para as pessoas por causa dos
problemas técnicos que a gente teve no começo. São inéditos, né? Já fizemos mais de 200 Aqui, eh, encontros importantes e etc, transmissões, fora os milhares, né, do dos programas. Nunca tinha acontecido essas falhas que a gente teve de eh travar ali a transmissão. Por sorte, a gente tem toda uma estrutura de backup, conseguiu continuar, mas sempre fica ali desagradável para quem tá assistindo. Então eu peço desculpas, nós fizemos o melhor possível para que ficasse o menor tempo ali travado e ficamos muito felizes com um público Enorme que a gente teve hoje. Quem quiser baixar essa
pesquisa de hoje, a gente vai mandar pras pessoas, é só entrar em ICL. com.br/pesquisa icl.com.br/pesquisa. Se o pessoal puder botar na tela, vocês podem baixar, tá? E, aliás, podem mandar até paraos seus amigos e amigas para eles baixarem também. Isso que a gente apresentou hoje vai est disponível é para todos vocês de graça. Um presente que a gente está dando, né? E e todo Mundo que tá indo agora dormir, né? Eu falo quando tiver saindo, pô, olha para esse QR code aqui. Vamos fazer parte dessa dessa revolução aqui junto. Essa revista pode ser uma coisa
muito, muito, muito especial pra gente. Repito, no mundo das revistas, a direita e o mercado, eles nadam de braçada e quase sozinhos, né? Então, a gente tem a chance aqui de ser um um veículo mainstream, um veículo que chega e faz a diferença pras pessoas. Tá bom? Muito Obrigado pela audiência de todo mundo, muito obrigado a todos vocês, a você, Tati. E vamos que vamos que esse ano tem muita novidade do CL para vocês. Agradecer também o filho da Tati que tá aqui com a gente o tempo inteiro aqui dentro do estúdio, o cara sensacional
aí. Valeu, gente. Tchau, tchau. Да. เฮ เฮ เฮ เฮ เฮ เฮ เฮ เฮ เฮ เฮ Hai เฮ เฮ เฮ เฮ เ เฮ เ เฮ เฮ เฮ เฮ เฮ