[Música] [Música] então alguns devem se lembrar outros não que no ano passado então já faz bastante tempo eu tinha começado eh uma série que na verdade parou no na primeira conferência sobre o namoro católico e eu tinha dado uma conferência sobre a psicologia eh masculina e feminina e hoje eu gostaria de continuar essa questão mas tratando do amor segundo a filosofia tomista então o amor considerado a partir de uma perspectiva atomista eh é uma questão bastante interessante porque ela vai Muito Além da questão do namoro ela tem repercussões em outros outros Campos da nossa vida
uma questão bastante interessante e isso nos dá não só um discernimento portanto eh para essa questão mas paraa nossa vida espiritual também E é claro outras outros Campos como eu já mencionei pois pois bem então Não É Mistério para nenhum de nós que nós vivemos numa sociedade hiperconectada só que a diferença é que apesar de vivermos numa sociedade hiperconectada as relações humanas estão cada vez mais frágeis e interesseiras é um paradoxo é uma contradição Então são relações que acabam não criando vínculo entre as pessoas não são relações frágeis e interesseiras Qual que é a consequência
dessas relações frágeis e interesseiras é a tendência generalizada de autoafirmação porque as pessoas temem perder né sei lá um amigo ou uma namorada eventualmente é uma tendência de autoafirmação algo desordenado assim como a tendência a buscar a fé afetos intensos e passageiros quer dizer eu preciso viver intensamente esse momento sabendo que ele vai passar e que é uma coisa que não retorna então uma busca desenfreada de viver intensamente o momento que conduz uma grande quantidade de pessoas a relacionamentos superficiais e também é claro perigosos né se eu tenho um desejo ver ente de viver um
uma experiência intensa eu posso me envolver com uma pessoa perigosa então é claro que num cenário assim de relações frágeis interesseiras busca de intensidade já com a consciência de que algo que vai passar é claro que num cenário desses é muito mais difícil a gente enfim viver a fidelidade conjugal é muito mais difícil pros jovens nesse cenário que cresce nesse ambiente de conceber a fidelidade conjugal Então isso é uma é um ponto muito importante que a gente deve tomar consciência o modo pelo qual a nossa sociedade vive não nos prepara Ou melhor não prepara os
senhores paraa fidelidade conjugal então mesmo que eu tenha isso como um objetivo de vida porque eu quero contrair matrimônio eu quero viver esse estado de vida no sacramento do matrimônio nós somos moldados para viver o contrário disso porque a gente acaba desde a adolescência sendo eh conduzido a um modo muito eh digamos passageiro de conceber as relações nã relações em que não se cria vínculo mais profundo com as pessoas relações frágeis e interesseiras como eu já disse então a gente não vive numa sociedade que nos prepara paraa fidelidade conjugal então no melhor dos casos um
jovem católico ele cria expectativa sobre a fidelidade conjugal sobre o matrimônio mas ele não percebe que ele não está criando ele não está trabalhando ele não está cultivando na sua alma uma estrutura psicológica para que ele possa receber essa graça É certo que Deus dará a sua graça mas eu não estou preparando a minha natureza eu não estou de maneira conveniente proporcional adequada criando uma estrutura psicológica de que esse matrimônio é para sempre e não tem volta não dá para depois dizer que eu me enganei no amor Então essa é uma questão muito importante a
estrutura psicológica do indivíduo Será que ele está se preparando enfim nos seus afetos e no seu comportamento nos seus hábitos para sustentar um estado de vida que é para sempre é uma questão importante além dessa questão nós temos uma outra questão também muito importante uma outra relação paradoxal eh na sociedade atual eh que diz respeito à liberdade [Música] humana a sociedade atual tem uma relação conturbada paradoxal com a liberdade humana Então a nossa sociedade não concebe a liberdade como uma faculdade que deve favorecer uma doação inteira do indivíduo uma doação inteira do indivíduo num amor
que seja de fato compromisso de vida para que que eu tenho uma liberdade porque que Deus me deu uma liberdade para eu me doar por inteiro a alguém Isso inclui é claro a nossa vida espiritual a doação do nosso coração a nosso Senhor pelo contrário como é que a sociedade concebe a liberdade ela concebe como uma possibilidade de ter diante de si todas as opções sempre isso é liberdade pro homem moderno ter sempre diante de si todas as possibilidades sempre sem que se Deva escolher nada ou Quem escolhe é considerado como um perdedor Ah mas
você se casou então agora é para sempre com a mesma mulher não vai poder nunca mais trocar de parceiro Então isso é tratado como uma perda não como um ganho então escolher algo determinar a liberdade não é concebido como o aperfeiçoamento da Liberdade eu estou determinando a minha liberdade para escolher algo de maneira intensa Não eu estou perdendo porque eu perdi de ter todas as possibilidades em aberto Então essa é é o modo como a sociedade concebe a liberdade se quem escolhe perde Então é melhor não escolher nada não se engajar com nada então a
liberdade fica entendida como uma simples indeterminação da vontade quem escolhe Perde é assim que o homem moderno vê as coisas então quem escolhe perde sendo que para um um católico e para alguém que enfim eh conhece a filosofia de Santo Tomás nós temos Liberdade justamente para escolher porque a escolha que nos aperfeiçoa não A [Música] indeterminação então quando a liberdade não escolhe quando ela não se autodetermina quando ela não elimina outras opções para se entregar para uma opção que vai ser a a decisão da da vida do indivíduo quando a liberdade não se compromete quando
ela não se não se entrega a um amor até o fim ela se dissolve e se torna escrava dos vícios ou seja um rapaz está hoje com uma moça de repente ele perde aquele feeling aquele sentimento ele vai lá e procura outra e depois outra então justamente ele não quer se engajar com ninguém ele sente isso como uma perda e por isso a liberdade dele se dissolve e ele se torna escravo do a dos seus sentimentos ou melhor das suas Paixões desordenadas é como um barco a deriva né Então esse é o é o dilema
no qual nós nos encontramos ou o indivíduo dirige a sua vida e ele dá um rumo para sua liberdade sendo fiel a essa escolha para sempre ou ele é dirigido pelas suas paixões ele é dominado pelas suas paixões e ele não consegue ser fiel a ninguém então mais uma vez Esse é um problema muito importante nós não nos preparamos adequadamente a sociedade não nos prepara adequadamente para viver a fidelidade por isso é tão difícil hoje em dia a escolha por um estado de vida não só o sacerdócio Mas a vida religiosa não perdão não só
o matrimônio mas também a vida Religiosa e o sacerdócio né então é é muito difícil essa escolha porque nós temos uma dificuldade muito maior que a geração dos nossos avós e bisavós de escolher para sempre dde a importância de nós abordarmos essa questão do amor humano num tempo em que existe muita carência muita desordem das paixões muita infidelidade e uma concepção desordenada de liberdade nós precisamos conhecer de uma maneira autêntica o que é o amor humano Então vamos entrar agora no nosso tema Depois dessa introdução vamos tratar da natureza do amor humano então segundo a
filosofia tomista o amor ele possui três elementos o primeiro elemento é uma afirmação do ser amado então uma afirmação do ser amado Ou seja é um bem que aquela pessoa exista é uma maravilha que ela exista então nós validamos nós afirmamos que aquela vida que aquela pessoa é um bem que aquela existência é um bem em segundo lugar e o amor ele expressa um desejo de Plenitude quer dizer eu quero que essa pessoa atinja a sua Plenitude eu quero que ela atinja a sua perfeição então desejo de plenitude o desejo de que aquela pessoa atinja
a sua máxima realização pessoal a sua perfeição perfeição integral e por fim eh o amor se realiza no dom ou na entrega pessoal e por isso eu vou me doar para essa pessoa eu vou me entregar para essa pessoa para que eu na medida das minhas possibilidades ajude esse outro essa outra a realizar a sua perfeição integral então o dom ou a entrega pessoal bem desde Aristóteles pelo menos nós já sabemos que uma definição é simples básica de amor consiste em dizer que amar eh equivale a querer o bem bem do outro é uma definição
simples ela é uma uma definição bastante fundamental porque a gente vai desenvolver mais mas já é uma primeira definição amar consiste em querer o bem do outro quando nós dizemos isso querer o bem do outro isso implica que existe um amor que está acima das paixões porque o amor pode ser uma paixão então outra classificação aqui o amor ele pode ser uma paixão um movimento da nossa sensibilidade né um afet um um afeto sensível ou ele pode ser um ato da nossa vontade uma determinação da nossa vontade então quando dizemos que o amar consiste em
querer o bem do outro isso quer dizer que o amor não é simplesmente meramente uma paixão um sentimento que aflora uma inclinação sensível Hã mas ele também é uma há um outro plano em que se em que nós temos eh em que o amor se encontra que que é eh o Amor como ato da vontade hum O Amor É Mais Que Uma Paixão Uma emoção uma sensação nós temos uma outra forma de amor uma outra espécie de amor que é espiritual e que procede da nossa vontade que é um ato da nossa vontade pelo qual
eu quero realizar o bem do outro então isso quer dizer que existe um amor que é uma decisão da Liberdade pessoal e não uma mera paixão que aflora às vezes até sem que eu tenha deliberado aliás muito pelo contrário sem nenhuma ação minha algo que aflora não existe um amor que é uma decisão da Liberdade individual Então como diz aqui eh um autor pelo amor a pessoa conhece escolhe e realiza o bem do outro na sua especificidade conhece escolhe e realiza o bem do outro pelo amor ama-se o outro por ele mesmo por aquilo que
ele é então esse amor mais espiritual que procede da vontade é uma decisão da Liberdade individual a pessoa ela delibera que ela pretende que ela quer amar alguém agora é verdade que o amor começa como um sentimento Uma emoção uma perturbação da Alma Diante da Beleza Inesperada do outro ou da outra enfim é uma beleza que perturba mas que atrai né que chama atenção porque parece conveniente com os desejos e as inclinações do indivíduo então claro que o amor começa como uma paixão algo que comve que perturba que inclina que atrai O que são Tomás
chamaria enfim na sua obra de afex hoje nós poderíamos chamar essa primeira forma de amor de enamoramento quer dizer essa primeira forma de amor por onde ele começa por essa atração sensível então o enamoramento é esse fenômeno sensível imediato pelo qual o indivíduo ele sai de si mesmo ele é raptado por uma beleza por uma outra pessoa ele se sente surpreso fascinado admirado então claro como se trata aqui de uma Paixão que a flora toda paixão ela tem por objetivo a saciedade do indivíduo né tudo apetite né tem o por objetivo tem por finalidade a
saciedade do indivíduo então é claro que essa atração tem por objetivo tem por finalidade a satisfação do indivíduo então diz esse mesmo autor o enamoramento é um fenômeno natural que indica uma certa passividade da nossa vontade ou seja o indivíduo ele s sofre a ação de uma outra pessoa que o atrai né é um fenômeno natural que indica uma certa passividade é um evento bom pois é o início do amor Porém esse bem pode se desenvolver ou ser desviado e corrompido Então essa paixão que inicialmente pode ser uma coisa muito boa ou ela se desenvolve
ou ela pode ser corrompida desviada ela progride retamente quando se torna amor real pelo outro e se corrompe quando se torna um fim em si mesmo então esse é o cerne da questão como nós somos seres compostos de corpo e alma como nós somos seres espirituais e não só materiais isso quer dizer que o ser humano não pode se dar ao Luxo de viver um amor que é mera paixão que tem por finalidade a mera satisfação da Paixão ele deve assim que surge um afeto cultivá-lo ou melhor espiritualizar para que ele se torne uma decisão
da vontade e não só um sentimento do contrário ele se corrompe ele se torna um fim em si mesmo ele se torna algo um fenômeno hedonista egoísta então é preciso cultivar desenvolver é preciso espiritualizar é preciso racionalizar essa paixão para que ela se torne algo plenamente humano com a participação da nossa inteligência e da nossa vontade então é preciso racionalizar esse sentimento e inclusive Sobrenatural com auxílio da graça né Para que não se corrompa em hedonismo narcisismo egoísmo né Para que o indivíduo não submeta os outros a um desejo de mera satisfação dos seus Caprichos
ou da suas faiões Então esse autor faz uma tira uma conclusão bastante interessante sobre essa questão ele diz o seguinte o perigo é que a pessoa de tão fascinada pelo fenômeno do enamoramento acabe se namorando de si mesma ou seja acabe viciando a sua vontade levando-a a depender do frágil vínculo do enamoramento do mero Gosto de estar apaixonada Então isso é um problema bastante sério é o que na literatura h e também na psicologia se chama de Don juanis smo por quê Por causa daquele personagem da da da literatura Don Juan então é quando o
indivíduo ele acaba viciando nesse fenômeno de estar apaixonado e se engaja de maneira temporária com alguém e quando as emoções elas acabam diminuindo e a paixão acaba passando ele cansa da pessoa abandona a pessoa e parte para uma outra aventura para uma outra paixão em última instância ele está apaixonado por si mesmo porque ele quer ser desejado o tempo todo e quando o amor começa a entrar num jogo de engajamento de regras de objetivos e ele vê que aquilo está caminhando para um compromisso algo mais duradouro não quero mais não dá mais então ele parte
para outra aventura quando ele vê que a moça já está começando a tratar de casamento filhos vem aquele temor aquele medo e de diz que não dá mais e ele parte para outra então uma pessoa que está sempre apaixonada na verdade ela está apaixonada por si mesma ela está digamos fascinada em ser objeto de desejo hã e quando a paixão acaba diminuindo e surge ali projetos planos pro futuro a pessoa então abandona e parte para uma outra Aventura nã então é o fenômeno do Dom ranis smo por isso esse nosso autor diz o seguinte Nessa
situação a pessoa busca reproduzir sempre o estado nascente do enamoramento em geral Quem sofre de donjuanismo faz da própria vida afetiva um espetáculo e se torna uma pessoa extremamente frágil e necessitada de atenção então ele se torna o centro n dos seus afetos ele quer que as pessoas enfim ele quer a cada relacionamento que é passageiro né ter uma relação em que ele se veja dominando alguém sendo objeto de alguém então Claro que existe um grande egoísmo subjacente um grande narcisismo subjacente Porém não nos esqueçamos daquilo que eu disse antes que o enamoramento enquanto tal
a paixão de amor enquanto tal ela não é má é uma paixão é algo que Deus nos deu isso faz parte da natureza humana então enquanto tal o enamoramento não é um mal ele se torna um problema quando ele não é espiritualizado quando a razão não o submete ao seu ditame quando a graça não o sobrenatural torna um fenômeno meramente da carne e não há uma participação da Inteligência da vontade e também uma submissão à graça ao império da Graça é claro que nesse caso ele se corrompe e se perde então a obrigação de um
indivíduo é dar sentido a aquele sentimento é dar um sentido para que ele seja algo propriamente humano para que ele seja algo racional e espiritual para que obedeça a ordem da razão é necessário dar um sentido a esse sentimento então isso quer dizer que o indivíduo ele tem que trabalhar o seu sentimento matural [Música] a paixão ela se fecha em si mesma ela se extingue em algum momento e a pessoa sente necessidade de passar para uma outra Aventura amorosa mas quando o indivíduo trabalha esse sentimento submetendo constantemente o sentimento ao império da Graça mas também
à luz da razão para que se torne uma decisão da Liberdade individual nesse caso o amor dura né enquanto durar o trabalho do indivíduo dura a experiência do amor e por isso o nosso autor conclui o seguinte o enamoramento é pois certa causa inicial do amor de fato inicialmente O amor surge como um sentimento um afeto uma paixão mas não pode ser jamais um fim em si mesmo o amor trabalhado revive o fenômeno do enamoramento de modo livre e com consciente em outras palavras o indivíduo escolheu amar aquela pessoa ele não só sentiu algo por
aquela pessoa ele escolheu porque ele trabalhou aquele sentimento ele racionalizou ele espiritualize sentimento então ele escolheu amar aquela pessoa tornou-se uma decisão da vontade e não apenas um sentimento que passa então isso quer dizer que não é nada benéfico para um jovem Estar Enamorado de muitas pessoas ou seja de repente com uma de repente com outra de repente com outra alternando frequentemente Ah sua namorada sua companheira enfim porque isso impede o indivíduo de trabalhar sobre si mesmo os seus afetos isso prejudica porque ele não consegue trabalhar os seus afetos a longo prazo dando sentido a
esses afetos Sobrenatural esses afetos ele não consegue submeter esses afetos S um combate espiritual porque ele está sempre alternando nã de pessoa uma hora diz que você é tudo para mim para uma depois ele diz pra outra você é tudo para mim no dia seguinte para outra né então hoje olhando para trás o meu sacerdócio vendo né situações assim em que um jovem pode dizer para uma moça num dia você é tudo para mim e depois dizer paraa outra poucos dias depois você é tudo para mim depois a dua descobre né então ess A grande
questão hoje eu entendo o que é que está subjacente nessa nesse comportamento é que a pessoa está namorada namorada de si mesma ela tem uma concepção errônea de liberdade ela escolhe e entra em crise Será que eu me enganei Nei e depois disz paraa outra que na verdade prefere ela escolhe e entra em crise escolhe e entra em crise ou seja uma noção errônea de liberdade aquela aquela sensação de que eu perdi quando eu escolhi e portanto está sempre nesse jogo de escolher arrepender voltar atrás voltar para anterior e dizer não me arrependi eu larguei
dela já agora eu voltei para você agora você é tudo para mim de novo né então justamente é uma concepção errônea da Liberdade então se não houver fidelidade o indivíduo não consegue amadurecer ele não consegue aperfeiçoar a sua personalidade a sua personalidade fica sempre indefinida amorfa porque não sendo fiel a ninguém ele não consegue trabalhar os seus afetos não sendo fiel a ninguém ele não consegue trabalhar os seus afetos vamos agora avançar para um segundo ponto porque nós precisamos dar uma definição mais profunda do amor nós precisamos aprofundar a definição de [Música] amor eu já
disse que segundo Aristóteles amar consiste em querer o bem do outro por aquilo que ele é hã e não por uma vantagem pessoal para mim amar o outro por aquilo que ele é querer o o bem do outro por aquilo que ele é o problema é que essa definição ela é incompleta ela não esgota o sentido do amor e por isso Santo Tomás ele vai desenvolvê-la nos seguintes termos então Santo Tomás diz o seguinte o afeto tende à união com o outro assim como Cada um tende a união consigo mesmo de certo modo então o
afeto tende à união com o outro assim como Cada um tende à União consigo mesmo Por isso disse Dionísio que foi um autor mais antigo que são Tomás eh disse Dionísio que o amor é uma unitiva virtus Então o que é uma virtus unitiva virtus em latim quer dizer força então o amor segundo esse autor antigo que é o Dionísio de areopagita o pseudo Dionísio e é uma força unitiva uma força de União porque o afeto do amante se dirige ao Amado como algo no consigo mesmo vamos desenvolver isso é complexo vamos desenvolver isso o
afeto do amante se dirige ao Amado como algo Uno consigo mesmo bem para compreendermos essa nova definição aqui de Sant Tomás nós devemos distinguir dois atos do Amor a dile e a benevolência então a benevolência ela é o princípio da Amizade benevolência benevolência é o princípio da amizade ou do amor pela qual a alguém deseja fazer bem ao outro então pela benevolência nós podemos desejar que uma pessoa tenha determinados bens ou melhor consiste num uma inclinação a ajudar de fato alguém não só um desejo mas uma inclinação a de fato concretamente ajudar alguém nã é
o princípio da Amizade desejar fazer bem ao outro agora a dile é um um ato mais perfeito que a benevolência hum a d Leão ela é mais perfeita que a benevolência porque a dão consiste na União do afeto União do afeto então pressupõe a benevolência pressupõe que você vai ajudar a pessoa de fato vai fazer algo por ela vai distribuir bens vai comunicar bens vai partilhar bens com essa pessoa pressupõe a benevolência mas acrescenta algo que é a união do afeto então isso quer dizer que não há autêntica amizade enquanto não houver união de afeto
por quê Porque eu posso ajudar alguém eu posso desejar o bem de alguém sem ser de fato seu amigo então por exemplo quando nós vemos uma pessoa muito pobre na rua e nós ajudamos por meio da esmola isso é um ato de benevolência um ato de caridade Mas não é isso que nos torna amigos daquela pessoa no sentido pleno há de fato um amor de caridade aí uma obra de Misericórdia corporal uma esmola Mas não é isso que me faz amigo daquela pessoa só porque que eu ajudei materialmente Hum o que me torna amigo de
alguém de maneira profunda autêntica é a união de afeto então amar não consiste apenas em querer dar bens ao outro amar consiste sobretudo em desejar o bem íntegro do outro o bem íntegro a perfeição que aquela pessoa atinge a sua perfeição o seu bem integral o que leva o amante a querer a união com o amado movido por amor então quando o indivíduo ama intensamente alguém ele atinge essa união de afeto pela qual ele deseja de tal modo colaborar para que essa pessoa atinja o seu bem integral a sua perfeição integral a ponto de querer
se unir a ela e ser com ela um só e ser com essa pessoa um só então quando há essa união de afeto é que nós podemos dizer que existe uma amizade de verdade de tal modo eu quero o bem dessa pessoa o bem integr dessa pessoa que eu quero ser um só com ela nessa amizade eu não quero só saciar ali uma necessidade concreta particular circunstancial mas eu quero bem integral a perfeição dessa pessoa isso me leva a querer uma união com ela isso produz uma união de afeto não por mera solidariedade porque eu
quero ajudar ali a pessoa que por exemplo está passando por uma necessidade eu ajudei mas não me fez necessariamente amigo dessa pessoa hã e tampouco por interesses pessoais né por segundas intenções então é a dile que dá forma a uma amizade autêntica quando de tal modo eu desejo o bem de alguém o bem integral a perfeição da pessoa que isso me leva a uma união de afeto a uma união de vontade com aquela pessoa além disso um outro elemento importante pra gente compreender essa questão é que o amor que nós que cada um de nós
tem por si mesmo esse amor é condição para que nós sejamos capazes de uma união de afeto isso aqui é muito importante o amor que cada um de nós tem por si mesmo é condição para que eu seja capaz de uma união de afeto com alguém para que eu seja capaz de amar autenticamente outra pessoa por quê Porque nós amamos o outro como nós amamos a nós mesmos Santo Tomás diz o seguinte o amor é de certa forma a transformação do nosso afeto do afeto na realidade amada o amor nos transforma a gente acaba ficando
semelhante à pessoa amada por isso disse o filósofo ou seja Aristóteles que o amigo é outro eu então o modo pelo qual nós amamos a nós mesmos diz tudo sobre como nós amamos os outros com amor de amizade ou um rapaz ama Sua namorada também por um amor de amizade mas que se dirige que se ordena a um possível matrimônio o modo como ele se ama a si mesmo diz tudo sobre como ele ama os outros Hum porque nós amamos os outros como um outro eu então o amor que cada um de nós tem por
si mesmo acaba sendo modelo de como nós amamos os outros porque nós amamos os outros como um outro eu então amar vai muito além de querer dar bens ao Amado o amor consiste sobretudo nessa União do afeto pelo qual o amado é considerado como um outro eu então por essa união do afeto o amado ele é considerado como um outro eu eu quero me unir a essa pessoa para realizar o bem integral dela como eu faria para mim mesmo como eu faria para mim mesmo eu quero me dar a essa pessoa de tal modo criar
uma um vínculo uma união de afeto com essa outra pessoa fazendo por ela o que eu faria por mim então o modo como eu me amo Di tudo sobre como eu amo as outras pessoas de maneira mais particular esse amor esponsal já começa é claro ao de separação no namoro né porque o matrimónio é uma forma de amizade Mas uma amizade que inclui essa complementariedade entre homem e mulher então no amor as vontades do amante do Amado se fundem em uma só o amante se transforma no Amado ele se dá ao amado por isso se
torna semelhante a ele então o modo como eu me amo diz tudo sobre de que maneira que eu estou me engajando e trabalhando para contribuir pro bem daquela pessoa eu estou fazendo por ela o que eu faria por mim então o amado faz pelo outro que ele faria por si mesmo então São Tomás diz o seguinte a amizade implica certa União a união de afeto de maneira que o amor é uma virtude unitiva as vontades se unem as vontades se fundem eles querem a mesma coisa então o amor implica certa união de maneira que o
amor é uma virtude unitiva com efeito cada um tem uma unidade consigo mesmo dde o amor pelo qual a alguém se ama a si mesmo é a forma e a raiz da amizade Então veja que interessante o que são Tomás diz n e ele diz o seguinte cada um tem uma unidade consigo mesmo então o amor que eu tenho por mim [Música] mesmo é o que cria uma unidade comigo mesmo é o que me torna Uno comigo mesmo o que faz com que a minha vida seja coerente o que faz com que haja uma unidade
na minha vida por exemplo eu não sou católico apenas nos momentos que eu vou na missa eu continuo católico em casa eu pratico as virtudes quando estou na rua quando estou na igreja também quando est no trabalho ess di o qu uma unidade um comportamento habitual o indivíduo não está esfacelado em comportamentos que variam conforme ambiente agora não há uma unidade interna quando o indivíduo está dividido diante da dos amigos da igreja é de uma maneira aí diante dos colegas de trabalho ele é outra pessoa aí quando ele vai em festas ele é outra pessoa
ainda então não tem uma unidade consigo mesmo ele está dividido quase que em diversos personagens Então como diz aqui Santo Tomás cada um tem uma unidade consigo mesmo dde o amor pelo qual alguém se ama a si mesmo é a forma e a raiz da amizade Então dependendo da unidade que eu tenho comigo mesmo eu sou capaz de atingir uma união com outra pessoa e oferecer algo para essa pessoa e contribuir para essa pessoa contribuir com essa pessoa trabalhando para que ela atinge a sua perfeição atinge o seu bem integral então o modo como eu
concebo a minha vida os meus objetivos o lugar que eu dou na minha vida enfim para nosso senhor pro combate espiritual pro cultivo das virtudes para Vida de Oração enfim esse Edifício espiritual se ele existe ou não existe no meu interior esse castelo interior se ele está lá ou se ele não está lá ele é o modelo ele é o modo pelo qual eu sou capaz de amar alguém então se eu tenho uma unidade comigo mesmo é essa unidade que é o modelo que é a forma que é a raiz do modo pelo qual eu
vou amar outra pessoa o que eu tenho para oferecer para outra pessoa é o que eu sou para mim mesmo porque nós sempre amamos o outro como um outro eu a gente faz pelo outro na amizade aquilo que nós faríamos por nós mesmos aquilo que nós faríamos por nós mesmos então se eu sou uma pessoa inclinada a virtude eu sou disposto a ter paciência com a outra pessoa porque eu também tenho paciência comigo mesmo no combate espiritual e eu também peço a Deus para que ele tenha paciência comigo então eu serei paciente no relacionamento se
eu estou inclinado a ter paciência comigo mesmo se eu sou imediatista é claro que eu também serei imediatista com a outra pessoa se eu tenho muita desconfiança do amor paternal de Deus eu também vou ter uma tendência a ser desconfiado com relação no relacionamento especificamente hã sempre desconfiando de que aquele amor não é autêntico aquelas demonstrações de fos são falsas está me enganando então o modo pelo qual nós nos amamos de estudo sobre o modo como nós amamos outras pessoas vale para amizade como um todo mas vale especialmente para amor esponsal pro namoro como uma
preparação para o [Música] matrimônio então o o amor perdão pelo qual alguém se ama a si mesmo é o modelo e a raiz do amor de amizade a amizade é uma união semelhante à unidade que cada um possui consigo mesmo e se realiza pelo afeto então eu sou capaz de ser um só com alguém de fundir a minha vontade com a vontade de alguém se eu tiver unidade comigo mesmo porque do contrário eu sou incapaz de me dar inteiramente nesse amor se eu sou uma pessoa dividida eu posso até dar coisas para essa pessoa amada
mas eu não me dou porque eu estou dividido tem horas que eu sou impaciente tem horas que eu sou uma pessoa ignorante com paixões desordenadas com comportamentos desordenados então se eu não tenho unidade comigo mesmo a minha doação ao outro essa unidade de afeto essa fusão de vontades está comprometida Vale pro amor esponsal vale paraa vida espiritual paraa Nossa oblação a Deus a nosso Senhor Hã eu posso ir lá na igreja acender muito muitas velas diante do altar do Sagrado Coração de Jesus Mas voltando para casa se eu me entrego a pecados Geniais voluntários ou
No pior dos casos a pecados Mortais é claro que ora eu me dou a Deus ora eu retiro a doação Ora eu me dou a Deus ora eu retiro a doação então eu não tenho unidade comigo mesmo eu não consigo criar uma unidade com nosso Senhor e isso vale para amor esponsal então o seu sujeito não tem uma unidade consigo mesmo ele não consegue estabelecer uma unidade com outra [Música] pessoa então isso quer dizer que não basta fazer bem pelo próximo oferecendo bens externos ou melhor presentes Ah mas eu dei tantos presentes para aquela AM
dirá algum rapaz Ah mas eu fiz tanto por ela não basta dar bens externos para dizer que aquele amor foi verdadeiro e que foi intenso os presentes podem ter sido caros Mas não é isso que tornou o Seu Amor Intenso autêntico o indivíduo precisa saber amar a si mesmo ou seja ele precisa ter unidade consigo mesmo se ele está dividido entre virtude e vício entre o amor a Deus e o amor ao pecado entre a caridade e o orgulho o modo como ele se relaciona está comprometido pela sua falta de unidade consigo mesmo porque ele
não consegue fundir a sua vontade com a outra pessoa e ser um só com aquela outra pessoa por essa união de afeto eles se dá com reservas ele se dá com reservas é como se o rapaz dissesse eu te quero mas não muito não me dê trabalho não me peça coisas que vão me tirar do sério não me peça coisas que exigirão de mim paciência capacidade de escuta por exemplo porque elas vão pedir momentos para falar ou então reclamar exigir e é necessário ali o exercício de uma grande Fortaleza de alma paciência Clemência compaixão então
é como se o rapaz dissesse eu te quero mas não tanto não me peça demais porque eu não quero me dar tanto a ti é o que está subentendido quando não há essa fusão de vontade se o indivíduo não tem unidade consigo mesmo ele não é capaz de produzir unidade com o outra pessoa vale para amor esponsal vale paraa vida espiritual Vamos agora para o nosso último ponto a diferença entre o amor de concupiscência e o amor de amizade então segundo Santo Tomás o amor ele é um ato próprio do apetite sendo que nós temos
três espécies de apetite Vamos então entender melhor essa [Música] [Música] questão então o amor é um ato que procede do [Música] apetite e nós temos três formas de apetite segundo São Tomás nós temos um primeiro apetite que é o apetite natural Qual é o apetite natural segundo a filosofia dos antigos veja que interessante segundo a filosofia dos antigos a pedra que cai para baixo e não para cima é porque é um amor natural ela tem uma inclinação natural para baixo essa tendência natural essa tendência da natureza é como se fosse um amor natural é o
modo como eles pelo qual eles explicavam as lez da natureza é um amor mas é um amor irracional um amor natural é uma inclinação meramente natural depois nós temos um apetite sensível que vai gerar um amor sensível então nós temos o apetite na natural o apetite sensível e aqui entra eh a paixão do amor e depois nós temos o apetite intelectivo [Música] intelectivo que é uma forma de chamar a vontade A vontade é um apetite da Inteligência porque quando a inteligência reflete Chega a uma conclusão e a gente toma uma decisão essa decisão é um
apetite da inteligência ou seja a inteligência instigou a nossa vontade a desejar algo a inteligência instigou a vontade é desejar algo então a vontade é o apetite intelectivo é um apetite da Inteligência um apetite espiritual então como eu já mencionei tem esse apetite natural segundo a filosofia dos antigos né como um corpo pesado que tende ao solo por causa da gravidade o apetite sensível ele nasce da do conhecimento que nós temos que vem dos Sentidos então quando nós vemos lá uma fatia de bolo ou uma taça de vinho desperta em nós um desejo de degustar
eh seja o bolo seja eh o próprio vinho nã então um apetite que nasce de um conhecimento que nos vem do sentidos que causa um movimento da Paixão e depois como eu já expliquei o apetite intelectivo que vem da apreensão de um objeto pela razão que reflete que julga e que depois decide que se decide por algo decidi fazer essa faculdade então a minha vontade se determinou depois de ter raciocinado refletido julgado e esse apetite intelectivo a noa vade delibera raciocina que julga e que inclina a vontade a tomar uma decisão então cada apetite dará
forma a uma espécie de amor cada apetite dará forma a uma espécie de amor então tem o amor natural o amor natural da Pedra a pedra que cai para baixo por que que ela cai para baixo porque ela tem um amor natural uma inclinação natural pro solo né é assim que os antigos explicavam não é astrologia tá depois nós temos eh o Amor eh sensível e o amor espiritual né o amor sensível e o amor espiritual claro que o amor que realiza plenamente a definição de amor hã é esse amor espiritual esse amor que reside
na vontade e não no apetite sensível é o que nós chamamos de amor de dile e eu já expliquei que a direção com consiste nessa União do afeto entre duas pessoas então quando alguém ama com amor de dile dile vem justamente da palavra eleição Ele Escolheu amar alguém não é só que ele se sentiu atraído por alguém Ele Escolheu amar alguém ele deliberou com a sua razão e ele decidiu com a sua vontade ele escolheu ele elegeu aquela pessoa então o amor de direção é um amor de eleição dentre tantas possibilidades escolheu amar aquela pessoa
preferindo aquele bem com relação aos demais ou seja ele está determinando a sua liberdade eu escolhi essa pessoa eu me determinei a me dar inteiramente aquela pessoa com o intuito de querer conduzir aquela pessoa até a sua perfeição na medida em que isso está ao seu alcance então é um amor voluntário é um amor que vem numa decisão da Liberdade pessoal a dile é o ato mais excelente da amizade então é o ato mais excelente da Amizade é a realização plena da amizade que é o amor espiritual Ora nós temos uma outra espécie de amor
que eu ainda não mencionei que é o amor que procede do apetite sensível que é uma paixão e esse seria um amor de concupiscência que vem do do apetite concupiscível então o amor de concupiscência amor de op sência que é próprio do apetite sensível que é esse amor paixão e nesse caso ele consiste num desejo de ser saciado por aquele bem um desejo de ser saciado por aquele bem por isso que nós não temos nós somos incapazes de ter amizade com uma taça de vinho e nós não queremos nós não desejamos nenhum bem para esse
vinho o único bem que nós desejamos é consumi-lo né Então nós não desejamos eh enfim Digamos um bem eh pro vinho enquanto tal todo bem que nós possamos fazer pro vinho é para ao final consumi-lo Mesmo deixá-lo durante anos num Adega é com objetivo para que ao final ele se torne mais saboroso para que nós possamos consumi-lo Então nós não temos uma amizade no sentido autêntico do termo com uma criatura que nós desejamos com amor de concupiscência os alimentos a a bebida e assim por diante E aí vem A grande questão quer dizer que esse
amor paixão que é um desejo de ser saciado por alguma coisa de deleitar-se com alguma coisa ele se opõe ao amor de amizade quando eu amo alguém sentir algo por essa pessoa se opõe a ter amizade com aquela pessoa será que esse afeto ele se opõe a esse amor espiritual da direção da amizade isso gerou um debate histórico de séculos mas São Tomás Ele explica o seguinte São Tomás explica que o movimento do amor tende a duas coisas então o amor que é um movimento o movimento que procede do apetite ele tende a duas coisas
ao bem que se quer desejar para alguém então ao bem que se quer desejar para alguém por exemplo quero oferecer um presente para alguém então meu amor se dirige aquele presente e em segundo lugar o amor tende à pessoa a quem nós queremos presentear né então a pessoa para quem se quer o bem para quem se quer o bem então o amor que é o movimento do apetite ele possui dois termos ele tende a duas coisas ao bem no nosso exemplo a um presente e depois a pessoa que nós queremos fazer bem então a pessoa
que nós queremos presentear isso quer dizer que o amor ele tem um ponto final e um ponto intermediário quem ama deseja algo para alguém então H um ponto intermediário e um ponto final por isso diz aquele nosso autor o amor pelo qual se quer se quer o bem do outro é o amor da Amizade o outro tipo de amor diz respeito ao desejo de favorecer e promover o amado com bens particulares intermediários seria o amor de concupiscência então isso quer dizer que essas duas espécies de amor elas não se opõem Mas elas são formas de
se amar alguém são formas articuladas se você ama alguém com amor de dile e existe uma união de afeto uma fusão de afeto isso não impede que você com amor de concupiscência deseja favorecer aquela pessoa com bens particulares um presente um agrado uma coisa que dê prazer pra pessoa né que faça a pessoa mais feliz né no sentido assim do do bem-estar Então esse amor de concupiscência pelo qual se deseja favorecer a pessoa com bens particulares não se opõe ao amor de direção são formas articuladas um é o amor espiritual mais elevado e o outro
é amor sensível é possível conciliar as duas formas de amor então eles não se contrapõem mas eles podem se articular e se complementar agora por outro lado é possível que o indivíduo ele se possua um amor de direção e que ele articule esse amor de direção com um amor de concupiscência Ou seja que ele tem uma amizade espiritual de fato um amor espiritual um amor de direção uma união de afé aquela pessoa e paralelamente que ele também tem um amor de concupiscência desejando favorecer a pessoa com bens particulares que faça a pessoa ficar alegre satisfeita
enfim que deu algum prazer uma alegria para aquela pessoa de maneira concreta naquele momento mas pode ser que o indivíduo tenha um amor de concupiscência sem um amor de direção isso aqui é muito importante é possível que eu deseje fazer bem pro outro no sentido de desejar trazer alguma satisfação pra pessoa alguma alegria algum prazer algum agrado sem que eu tenha esse amor de dile que é um ato que realiza ali a o amor de amizade sem que eu tenha uma amizade espiritual com aquela pessoa é possível sem entrar no amor espiritual simplesmente porque o
indivíduo pretende fazer bem para o outro para ao final ganhar algo para si então de novo aquele velho exemplo o rapaz dá presentes paga jantar oferece passeios vai pro cinema vai para não sei onde ele tem um amor espiritual ele tem um amor de dile por aquela moça ele está praticamente comprando aquela moça porque ao final ele quer um ganho para si ao final ele pode muito bem ter esse amor de concupiscência sem um amor espiritual que eu acompanho mas um jogo muito interesseiro que muitas vezes vai terminar no pecado então é possível que haja
todo esse jogo de fazer de fazer e de fazer pelo outro pela outra sem que haja ao lado disso um amor espiritual uma amizade espiritual a pessoa faz e faz e faz pelo outro mas com uma intenção subjacente eu quero ganhar algo para mim em troca ao fim e ao cabo no final das contas eu quero ganhar algum benefício para mim isso é o que nós chamamos de amizade útil ou amizade deleitável então nós não temos apenas uma amizade espiritual existe uma amizade que nós chamamos de amizade útil ou amizade deleitável e na verdade não
são bem amizades não é amizade no sentido autêntico é um sentido por analogia digamos assim por quê Porque eu me faço amigo para ganhar algo em troca seja dinheiro ou amizade do amizade do útil então sei lá me aproximo da pessoa começa a receber benefícios então aquele casamento em que há mais típico das mulheres né se aproximam de homens que T mais poes né na verdade ela se casou com o carro dele com a carteira dele com o cartão de crédito dele casou com a propriedade dele então é o é o matrimônio do útil né
ou da fama casou com uma pessoa famosa vai trazer um certo prestígio pessoal é a esposa de Doutor Fulano enfim eh ou então a amizade do deleitável que aí nesse caso a gente entra plenamente na concupiscência da carne quer dizer eu faço eu faço eu faço eu faço pela pessoa mas exo uma Malícia por trás existe uma concupiscência desordenada e portanto existe aquilo que São Paulo chama de prudência da carne ou seja nossa capacidade de planejar o pecado com meios eficazes a prudência da carne que se opõe à prudência virtude Sobrenatural se oponha ao dom
do Espírito Santo f memóri o dom de conselho a prudência da carne que ordena que você faça isso Faça aquilo a moça se sente lisongeada e fala nossa como ele me ama mas você só tá jogando com os sentimentos dela Então essa é uma falsa amizade ou do útil ou do deleitável que não se dirige de fato ao bem do próximo em última instância você está visando o seu próprio bem você se serve do próximo para saciar o seu amor próprio então é como eu disse é possível que uma pessoa que tem um amor de
dilão seja capaz também paralelamente de um amor de concupiscência quer dizer vai desejar oferecer ali um presente para trazer um agrado uma satisfação fazer um eh enfim dar um prazer para aquela pessoa naquele dia etc mas o que existe acima de tudo amor de D direção é uma união de afeto uma unidade com a outra pessoa uma fusão de vontades porém pode ser que não haja dile nenhuma mas apenas uma amizade útil ou uma amizade deleitável quando em última instância eu estou jogando com outra pessoa para sair com algum lucro para mim mesmo uma vantagem
para mim mesmo então qual que é a nossa conclusão dessa conferência muito simples ninguém se prepara adequadamente pro matrimônio senão concebendo o namoro como um um princípio de amizade espiritual ou seja Qual é o objetivo do namoro é um momento privilegiado para se estabelecer uma amizade espiritual com a outra pessoa para se adquirir um amor de dile pela outra pessoa uma fusão de vontade uma união de afeto para que isso se sustente no matrimônio nas Cruzes de dificuldades o modo pelo qual você se ama é o modo pelo qual você ama o outro a gente
ama o outro como um outro eu eu faço pelo outro que eu faria por mim se eu amo de fato e assim há uma fusão de vontades uma união de afeto Então ninguém se prepara melhor pro matrimônio senão aquele que concebe o namoro como um princípio de amizade espiritual e ninguém é capaz amizade espiritual senão a pessoa que vive autenticamente um combate espiritual para ela ter unidade consigo mesma para que ela seja capaz de se dar por inteira a outra pessoa então essa é a [Música] questão o