[Música] Olá alunos do curso de especialização em neurociências da Unifesp o nome Meu nome é Daniela ortolani Sou professora de neurofisiologia E hoje nós abordaremos o seguinte tema fisiologia do eixo hipotálamo hipófise adrenal os principais tópicos a serem abordados na aula de hoje serão anatomia e fisiologia do hipotálamo anatomia e fisiologia da glândula hipófise das glândulas adrenais assim como os principais efeitos fisiológicos dos hormônios glicocorticoides e falaremos também um pouco a respeito das principais disfunções relacionadas a esse eixo bom então vamos relembrar um pouquinho a respeito aí da anatomia da localização e a a importância
né a fisiologia relacionada com o hipotálamo então o hipotálamo gente ele representa uma interface entre o sistema nervoso e o sistema endócrino ele é um centro de integração de informações né que são geradas em diferentes regiões do nosso organismo Então a gente tem aí como principais funções hipotalâmico o centro da Fome está localizado no hipotálamo a o centro da sede da temperatura o hipotálamo também está relacionado com o comportamento emocional com o comportamento sexual participa da regulação de processos metabólicos e uma das funções que nós estaremos abordando na aula de hoje será a função de
secretar hormônios que serão aí importantes na regulação do eixo hipotálamo hipófise adrenal bom eu coloquei essa figura porque eu gosto de mostrar essa relação né entre o hipotálamo né que está sendo representado através da a tela de michelângelo com a criação de Adão então aqui nós teríamos Deus como criador representando o hipotálamo né E essa importante ligação do hipotálamo com a hipófise aqui seria Adão representando a hipófise né e para que tudo funcione né numa homeostase em perfeitas condições essa relação íntima entre o hipotalamo e hipófise precisa estar muito bem coordenada né porque na aula
de hoje Hoje a gente vai aprender que a hipófise né ela regula todas praticamente todas as nossas glândulas corporais inclusive as glândulas adrenais que é o tema central da nossa aula bom nessa imagem eu estou mostrando para vocês a localização do hipotálamo então eu tenho aqui né um encéfalo né com um corte sagital essa região aqui foi ampliada pra gente observar a localização do hipotálamo tá então aqui nós podemos observar o corpo caloso né uma estrutura que faz parte aí do telencéfalo logo abaixo do telencéfalo nós temos essa região que é chamada de diencéfalo tá
então essa região aqui é o tálamo que está no diencéfalo né E logo abaixo do tálamo a gente tem aqui o hipotálamo então Essa região é a região importantíssima que está participando aí da regulação da minha hipófise consequentemente das outras glândulas corporais bom Como eu disse para vocês o hipotálamo ele é um centro de várias de várias funções né corporais Então como vocês podem observar nessa imagem né o hipotálamo ele contém vários núcleos tá então nós temos aí núcleos que participam então do controle emocional né do centro da fome da saciedade do controle de digestão
hídrica né do comportamento emocional sexual né e um núcleo em específico está relacionado com a ativação desse eixo hpa tá que núcleo é esse é esse núcleo aqui né que eu tô mostrando para vocês chamado núcleo paraventricular Então esse vai ser o núcleo que quando estimulado né vai produzir hormônios eh que serão responsáveis por ativar a nossa glândula mestra que é hipófise bom então falando de hipófise né eu coloquei essa imagem para para situar vocês com relação à localização dessa glândula então a hipófise como vocês podem observar aqui nessa imagem aumentada ela está localizada no
osso esfenoide mais precisamente na cela turca tá então aqui ó superiormente a gente observou o hipotálamo logo abaixo a glândula hipófise tá a hip hipófise ela é uma glândula que é dividida em duas partes né aqui é uma região anterior então ela é chamada de hipófise anterior ou também conhecida como adenoipófise e aqui na parte de trás nós temos a hipófise posterior também conhecida como eh neurohipófise bom pra gente poder entender como se dá essa regulação hipotálamo hipófise eu coloquei essa imagem que mostra né que existe entre o hipotálamo hipófise uma comunicação né existe uma
região chamada de infundíbulo que é essa região aqui que eu tô mostrando para vocês e nela nós temos localizado ali um sistema chamado sistema porta hipotalâmico né Qual que é a importância desse sistema porta hipotalâmico Então os hormônios que serão produzidos aqui na região do hipotálamo por neurônios né então existem neurônios que estão aglomerados por isso são núcleos né O que que é um núcleo encefálico são corpos celulares de neurônios que estão aglomerados e que irão produzir substâncias né no caso aqui neurormônios que serão lançados numa corrente sanguínea né numa circulação local aqui nessa região
de infundíbulo e esses hormônios serão responsáveis por estimular as células da nossa glândula Eh adenohipófise tá no caso da neurohipófise acontece um pouquinho de diferente né porque os neurônios né também estão localizados os corpos celulares estão localizados na região hipotalâmica né esses neurônios irão produzir né hormônios que serão armazenados na porção final aqui desse axônio e quando né necessário quando esses neurônios forem estimulados esses neurormônios serão liberados numa corrente sanguínea né E atuarão aí sistemicamente tá então aqui nessa imagem eu mostro para vocês como que se dá a ativação né Desse eixo hipotálamo adenoipófise e
depois posteriormente eu irei comentar a respeito de como acontece a ativação da glândula adrenal então nós temos aqui no hipotálamo né o núcleo paraventricular né e o núcleo paraventricular a gente tem neurônios do tipo parvocelulares tá esses neurônios parvocelulares irão produzir hormônios que são hormônios tanto liberadores ou estimuladores quanto hormônios inibidores tá esses hormônios né serão liberados naquela circulação ou naquele sistema porta hipofisário e atuarão estimulando ou inibindo as células da adenoipófise tá E aí o que que a adeno hipófise vai fazer ela vai produzir outros hormônios né os hormônios hipofisários e esses serão liberados
na corrente sanguínea e terão aí o seu efeito eh sistemicamente bom antes da gente falar mais precisamente sobre esses hormônios Eh hipotalâmicos Ou hipofisários eu gostaria de de caracterizar né Eh um pouco a respeito né desses hormônios Então os hormônios hipotalâmicos eles obedecem uma secreção pulsátil ou seja uma secreção que já é determinada geneticamente tá os hormônios hipotalâmicos a sua característica química eles são peptídeos né E eles exercem por serem peptídeos né eles vão exercer né o seu efeito em receptores né localizados na na sua célula Alva E no caso na na adeno hipófise eh
receptores de membrana tá e ao estimularem esses receptores de membrana eles promoverão uma transdução né de sinais intracelulares que culminarão com a produção de segundos mensageiros dentro da célula né e através né da produção desses segundos mensageiros né a gente vai ter uma ativação direta uma transcrição gênica para que haja a síntese de hormônios aí da adenoipófise né E esses hormônios da adenoipófise serão secretados liberados por o mecanismo de exocitose Tá bom então vamos mostrar um pouquinho aqui Quais são esses hormônios hipotalâmicos inibidores tá então nessa figura nós temos aqui superiormente né representando o hipotálamo
tá logo abaixo aqui a adenohipófise então como eu disse o hipotálamo ele é responsável por produzir hormônios liberadores e hormônios inibidores tá vamos nos atentar ao eixo que a gente vai estar estudando na aula de hoje então o hipotálamo ele produz um hormônio chamado CRH O que vem a ser o CRH é um hormônio liberador de corticotrofina tá então esse hormônio produzido pelo hipotálamo né é liberado no sistema porta hipofisário e vai atuar estimulando as células da minha adeno hipófise a produzir um outro hormônio que é o hormônio act o hormônio adrenocorticotrófico tá então como
o próprio nome já diz esse é um hormônio que vai atuar sistemicamente né e onde a gente mais tem receptores pro pro hormônio adrenocorticotrófico é a a o córtex das glândulas adrenais tá então esse hormônio vai estimular receptores presentes no córtex da glândula adrenal tá bom nessa outra imagem eu Trago essa complementação da ativação da da adrenal Então como vocês podem ver né aqui nessa região superior sendo representada né como se fosse o hipotálamo aqui embaixo a minha hipófise né E aqui mais para baixo eu tô mostrando para vocês né os alvos desses hormônios produzidos
pelo hipotálamo Como eu disse né o hipotálamo produz vários hormônios mas mas a gente vai se atentar nesse eixo que eu pintei de vermelho para vocês então nós temos aqui né o hormônio liberador de corticotropina ou corticotrofina é a mesma coisa tá sendo produzido pelo hipotálamo estimulando a minha adeno hipófise a produzir o hormônio ath e esse hormônio acth atuando diretamente no córtex da glândula adrenal né e o que que a minha glândula adrenal vai produzir mediante essa estimulação então adrenal é responsável por produzir vários hormônios né então nós temos que a gente vai estar
abordando um pouco na aula de hoje os hormônios que são chamados de mineralocorticoides os hormônios glicocorticoides e os androgênios sexuais E aí esses hormônios serão liberados na corrente sanguínea e também terão o seu efeito sistêmico tá bom nessa figura eu mostro como se dá a regulação desse eixo hpa né então primeiro precisa existir um estímulo né vocês devem estar se pensando como que o meu hipotálamo então produz esse hormônio CRH Então existe um estímulo né E esse estímulo em geral ele pode ser um estímulo externo né com com diversas características né pode ser um um
estímulo de natureza química física emocional né então esse estímulo ele vai ser reconhecido por áreas corticais por áreas sub corticais até culminar com a estimulação do meu hipotálamo mas precisamente aquele núcleo que eu falei para vocês o núcleo paraventricular esse núcleo paraventricular ele vai aumentar então a produção do hormônio CRH né o CRH vai atuar na minha adenohipófise estimulando aumentando a secreção do act e o act por sua vez liberado sistemica né vai atuar onde no córtex da minha glândula adrenal e essa glândula vai produzir esses hormônios mineralocorticoides glicocorticoides e os androgênios sexuais como que
esse eixo é finalizado ele é cronicamente eh estimulado sim ele pode ser né isso será tema de uma de uma próxima aula mas eh num indivíduo em homeostase num indivíduo em condições normais esse eixo ele tem que ser inibido né então o próprio aumento na concentração plasmática desses hormônios da adrenal né esses hormônios conseguem realizar um mecanismo chamado feedback negativo né também conhecido como retroalimentação negativa ou seja esses hormônios né eles se ligam em receptores né de de locais que o estimularam como por exemplo né a gente pode observar nessa imagem né onde a gente
vê que esses hormônios produzidos pela glândula adrenal realiza feedback negativo tanto em região de adenoipófise quanto em região de hipotálamo dizendo para essas regiões Olha diminu a diminui a produção de CRH diminui a produção de ath Porque nós já estamos numa concentração alta no sangue tá E existe também uma regulação que a gente chama de feedback negativo de alça curta que seria o próprio act que que é produzido pela adeno hipófise realizando um feedback em hipotálamo reduzindo portanto a secreção a produção do CRH tá bom nessa imagem nessa figura eu mostro para vocês como é
que se dá essa ativação do eixo hpa então a gente sabe né que o estímulo desencadeador né estimulador desse eixo é um estímulo estressor que como eu disse pode ser de diversas características de diversas naturezas né esse estímulo ele é reconhecido por áreas encefálicas né E a gente tem a ativação do eixo hpa né do hipotálamo hipófise glândula adrenal Tá mas esse eixo né Nós chamamos de um eixo neuroendócrino a a estimulação desse eixo demora um pouquinho né então vamos imaginar que o indivíduo entrou em contato com um estímulo que é por exemplo um agente
estressor a primeira coisa que acontece né É claro que é o reconhecimento né Desse agente estressor mas seguido a isso a gente tem uma ativação do sistema nervoso simpático que a gente vai estar abordando um pouco na próxima aula mas eu já vou adiantando para vocês Que esse sistema nervoso simpático então ele é ativado segundos minutos após o encontro com o agente estressor então o sistema nervoso simpático vai liberar né um neurotransmissor envolvido que é a noradrenalina e a noradrenalina né vai ser liberada por esses neurônios eh do sistema nervoso simpático e também vai estimular
diretamente a medula da glândula adrenal tá que a glândula adrenal Como eu vou mostrar numa outra imagem ela é dividida em duas regiões né então a região cortical é a região periférica e a região central é chamada de medula né então existe uma inervação Direta do s sistema nervoso simpático pra medula da glândula adrenal e quando essa medula é estimulada ela vai produzir outras substâncias no caso aí hormônios que são as catecolaminas adrenalina e noradrenalina que exercerão inúmeros efeitos tá e posteriormente a ativação desse sistema nervoso simpático a gente tem a ativação desse eixo neuroendócrino
que é o eixo hpa né culminando com a liberação do dos hormônios que eu comentei né dentre eles o glicocol coide aí que é conhecido como principal hormônio liberado durante as reações e respostas de estresse bom nessa figura eu mostro para vocês né Eh o eixo hpa né e os de e os diferentes tipos de estresse né como eu disse para vocês a gente tem estressores né que podem ser estressores psicogênicos estressores físicos né mas que todos eles vão ser reconhecidos pelo indivíduo né Então as áreas corticais subcorticais reconhecerão esse estímulo e a gente vai
ter um um eixo final que é o meu núcleo paraventricular né culminando aí com a produção do CRH né e o CRH estimulando a adeno hipófise que posteriormente liberará o acth e estimulará o córtex da minha glândula adrenal bom então vamos comentar um pouquinho a respeito dos hormônios adenis né no caso aí o act que é o que tá envolvido nesse eixo hpa né então o act ele é um polipeptídeo né composto aí por 39 aminoácidos eles e esse hormônio ele vai estimular então o córtex né da minha glândula adrenal então estimula diretamente as células
corticotropas ele tem uma meia vida que varia em de 20 a 25 minutos e a sua metabolização ela é hepática e ele é excretado através dos rims tá então esse hormônio ele regula principalmente a secreção dos hormônios adrenais que são eles né os glicocorticoides os mineralocorticoides e os androgênios sexuais ou esteroides androgênicos é a mesma coisa então nessa imagem eu mostro esse eixo que eu Acabei de explicar né e aqui a gente consegue observar então né esse triângulo representando esquematicamente a nossa glândula adrenal né Ela é dividida na região mais periférica chamada de córtex numa
região central conhecida e chamada como medula né então o ath ele tem a responsabilidade né de estimular as células né localizadas no córtex da glândula adrenal e é o córtex que vão produzir aqueles hor mônios que eu comentei bom nessa imagem Eu Tô mostrando para vocês o receptor de act né então o receptor de act como vocês podem observar na imagem ele é um receptor de membrana receptor de membrana plasmática tá ele fica acoplado a uma proteína G tá essa proteína G é uma proteína G estimulatória né então quando o act né Eh é quando
o receptor de ath ele é estimulado né ele vai desencadear né uma uma série de eventos intracelulares que vai culminar aí com a produção dos hormônios da glândula adrenal que no caso aqui eu tô mostrando para vocês que é o cortisol tá então o cortisol ele é um dos glicocorticoides né no ser humano a gente pode dizer que é o mais abundante né a gente produz em maior qu quade o cortisol então ele é um exemplo de glicocorticoide tá bom nessa imagem Eu Tô mostrando para vocês né a istologia né como que a glândula adrenal
né Ela é dividida pensando aí que ela possui né uma região cortical e uma região medular tá então nessa imagem a gente observa né que a glândula o córtex né da glândula adrenal ele é dividido em três zonas Então essa zona aqui mais periférica nós chamamos de zona glomerulosa Essa zona intermediária nós chamamos de zona fasciculada e essa zona mais interna é chamada de zona reticulada tá então quando o acth é produzido lá pela adenoipófise ele vai atuar no receptor que eu mostrei para vocês que tá presente no córtex da glândula adrenal né E vai
começar a estimular para produção dos hormônios eh adrenais tá a zona glomerulosa ela possui células que quando estimuladas vão produzir os mineralocorticoides então o mineralocorticoide mais abundante no ser humano é aldosterona tá a zona facul do córtex da glândula adrenal quando estimulada também pelo acth vai produzir os glicocorticoides E aí nós temos vários tipos de glicocorticoide como a corticosterona né a cortisona e o cortisol Como eu disse que é o glicocorticoide mais abundante tá e a zona aqui mais interna é chamada de zona reticulada né Essa zona quando estimulada também pelo act vai ser responsável
eh pela produção dos androgênios sexuais E aí nós temos dois grandes exemplos que é a dehidroepiandrosterona e a androstenediona tá E aqui nessa imagem né a gente consegue observar também mais inferiormente aqui Essa região é a região de medula da glândula adrenal tá então essa parte ela só é estimulada pelos nervos do sistema nervoso simpático lembra que eu comentei então nervos do sistema nervoso simpático enervam diretamente a medula da adrenal e essa região vai produzir as catecolaminas noradrenalina e adrenalina bom nesse slide Eu Tô mostrando para vocês um pouquinho a respeito da formação desses hormônios
eh do córtex da glândula adrenal né então os hormônios da da adrenal do córtex eles são hormônios eh que tem na sua composição química o colesterol tá então nessa imagem eu mostro para vocês que a partir do momento que a gente tem esse estímulo né paraa produção desse hormônio a gente vai tendo uma uma série de eventos que vão estar acontecendo dentro da célula pra produção dos hormônios então aqui nessa nessa coluna eu mostro para vocês a produção dos mineralocorticoides então na zona glomerulosa a partir do colesterol a gente tem uma série de enzimas que
vão né culminar com a produção da aldosterona que é o principal mineralocorticoide tá tá E aqui nessa coluna eu mostro para vocês a a a sequência de eventos pra produção do cortisol então também a partir da molécula colesterol né a gente vai tendo a produção de pregnenolona progesterona a corticosterona e também essa via mostrando a produção do cortisol que é aí o principal ou mais abundante glicocorticoide no ser humano nessa outra também mostr a produção né dos androgênios sexuais que também né a a Deia que é de Hidro androsterona e a androstenediona São também hormônios
produzidos a partir da molécula colesterol mais aqui na zona reticulada tá bom esses hormônios né da da glândula adrenal eles também obedecem uma secreção pulsátil então nessa figura vocês conseguem observar esse padrão que a gente chama padrão circadiano de secreção do cortisol então o gráfico ele mostra aqui a concentração de cortisol tá em microgramas por dilit em função das horas do dia então a gente consegue observar que o cortisol ele tem né o seu pico máximo pela manhã então logo que o indivíduo acorda ou 30 minutos após acord o cortisol ele está no no seu
pico máximo Tá ao longo do dia né com o passar das Horas essa concentração plasmática vai diminuindo né e ficando bem menor no período noturno então durante a noite né o cortisol o normal né é esse cortisol está numa concentração mais baixa tá coloquei aqui para vocês eh a a concentração desse cortisol então no homem aqui durante a manhã gira em torno de 13 nanog por ml tá aqui no período entre 7 e 9 horas né a gente tem uma variação grande podendo né ir de 5,4 até 25 nanog por ml tá E aqui num
período né mais tarde de 16 a 17 horas a gente vai tendo aí essa diminuição no cortisol tá então a a a quantificação do cortisol ou melhor dizendo né Eh a a quantidade desse hormônio presente no sangue ela varia em função das horas mas a gente tem também variações individuais que nós vamos discutir um pouco mais depois na aula de estress mas que é tudo dependente do quê do indivíduo das condições que ele vive né dos agentes estressores que ele sofre aí ao longo do dia ao longo da sua vida tá mas em geral o
padrão circadiano de de secreção do cortisol é esse ele é alto pela manhã né 30 minutos após acordar né e diminui ao longo do dia nessa figura eu mostro para vocês como que esse glicocorticoide ou cortisol ele age né então a gente vai ver que o o nosso corpo ele tem vários receptores para esse tipo de hormônio e o glicocorticoide por ser um hormônio né lipossolúvel porque ele tem o colesterol na sua molécula né esse hormônio ele vai atravessar livremente a membrana plasmática então ele vai atuar em receptores que estão localizados no citoplasma tá que
no caso eu tô mostrando aqui para vocês né esse GR que é o receptor de glicocorticoide esse receptor ele fica acoplado a proteínas a chaperonas né E quando o glicocorticoide adentra na célula essas proteínas as essas chaperonas elas se movem o glicocorticoide se liga tá e ele e ele eh e ele vai em direção ao núcleo da célula Tá o receptor de glicocorticoide geralmente ele forma né um homodimero então precisa de um outro receptor ligado a uma outra molécula e esses receptores com os seus ligantes né eles se ligam numa região promotora específica do Gene
e dão início aí ao processo de transcrição gênica culminando com a produção com a expressão de alguma proteína que aquela célula sabe produzir Tá bom então sabendo eh como o glicocorticoide á a gente precisa poder entender um pouquinho dos efeitos dos glicocorticoides então como eu disse né Eh a maioria dos tecidos possuem receptor pros glicocorticoides então eu vou est abordando um pouquinho a respeito dos principais efeitos tá então nessa imagem a gente consegue observar um pouco sobre os efeitos metabólicos do cortisol né então o cortisol ele é conhecido por ser um hormônio catabólico né ele
induz o catabolismo celular então frente a isso né O que que ele vai fazer ele vai mobilizar né combustível daquela célula seja ela do meu fígado do meu tecido adiposo do meu tecido muscular para que né Eh tenha substrato disponível pro indivíduo eh agir durante aquele momento né como o cortisol né Eu disse para vocês que é o principal hormônio né do stress E durante as situações de estresses de estresse a gente precisa né O quê tomar decisão eu preciso lutar ou fugir daquela situação eu vou precisar de energia então o cortisol ele mobiliza né
Essa energia de tecidos que tem para que o indivíduo possa agir frente àquele agente estressor tá então nessa figura a gente consegue observar né que o cortisol ele estimula a glicólise hepática né então eu vou disponibilizar glicose na corrente sanguínea para ser utilizada e como fonte de energia para músculo e para para outros tecidos para cérebro por exemplo né Eh na em tecido a adiposo o glicocorticoide então estimula A lipólise então ele quebra né esse adipócito disponibiliza ácidos graxos e glicerol né aí o ácido graxo vai ser utilizado para formação né de novas moléculas de
glicose lá no meu fígado tá E no músculo o cortisol realiza o quê a proteólise né então ele quebra a proteína disponibilizando aminoácidos que também serão utilizados para formação de novas as moléculas de glicose no fígado tá então aqui eu comento um pouco a respeito desse metabolismo né então metabolismo lipídico né então os estressores em geral né estressores Agudos promovem essa lipólise tá mas a gente pode ter também a lipogênese e a lipogênese ela está mais relacionada com estressores crônicos E aí eu vou comentar numa próxima aula como é que isso funciona tá então o
cortisol ele é responsável por estimular a diferenciação dos adipócitos tá aumentando principalmente a atividade de uma lipase né E aí eh a gente pode Na verdade nesse caso eh desenvolver uma obesidade visceral e eu vou est abordando isso um pouco mais na aula de de estress no metabolismo de carboidrato Como eu disse então o cortisol ele vai estimular a gliconeogênese hepática né aumentando então a mobilização de substratos periféricos vai diminuir a utilização periférica de glicose e vai estimular a gliconeogênese para formar então Eh na verdade para estocar mais fontes de glicose bom aqui eu comento
um pouco a respeito dos efeitos sistêmicos do cortisol né então o cortisol ele é responsável além de ter Essas funções sobre os macronutrientes ele também atua em outras regiões Então como vocês podem observar nessa imagem né o cortisol sobre o tecido ósseo né ele reduz a formação do osso ele estimula ou aumenta a reabsorção óssea né através de um estímulo direto aí sobre os osteoclastos ele diminui a quantidade de tecido conjuntivo então desfavorece ou prejudica melhor dizendo o processo de cicatriza ação né então diminui a formação de tecido conjuntivo o cortisol ele também está relacionado
com a Resposta imune né então ele é aí um inibidor Direto das respostas inflamatórias e das respostas imune o cortisol ele também né ele tem uma responsabilidade né de manter o débito cardíaco né elevando o tônus arteriolar e também reduzir a permeabilidade endotelial tá pensando aí nas gestantes o glicocorticoide também auxilia no processo de maturação do feto nos rins ele aumenta o processo de filtração glomerular e também depuração tá no sistema nervoso central né Tem vários trabalhos relatando aí da importância do cortisol então ele é responsável por modular o tonos emocional manter o estado de
vigília humor ele também tá relacionado com funções eh de memória tá e pensando aí no tecido muscular a gente viu que o cortisol então ele responsável né por ele pode manter a massa muscular ou em situações mais extremas né reduzir a massa muscular em função da sua atividade eh de lise de proteína aqui nessa imagem eu falo de outros efeitos né do cortisol Então eu disse para vocês que eles têm eh que o cortisol tem essa capacidade né de de manter a Glicemia ou melhor dizendo de elevar essa glicemia pro indivíduo poder ter uma tomada
de decisão né durante aquelas reações de luta ou fuga e acontece durante o estress o cortisol mantém a atenção é essencial paraa memória né em situações onde o indivíduo é submetido a estresses crônico o cortisol ele pode elevar a pressão arterial né ele também tem uma propriedade de reduzir a a sensibilidade à dor né E também está relacionado aí com o humor agora eu comento um pouquinho a respeito de como é feito o transporte né a metabolização e a meia vida do cortisol né então o cortisol Como eu disse ele é um hormônio lipossolúvel então
ele precisa estar ligado a uma proteína plasmática para ser transportar no plasma então nós temos aí a transcortina então 80% do cortisol eh produzido se liga essa transcortina mas nós temos também Albumina e é uma outra proteína plasmática tá existe uma baixa porcentagem em torno de 10% do cortisol ele pode ser transportado livremente no no plasma tá a meia vida gira em torno de 70 minutos a metabolização eh ela é hepática e a excreção do cortisol pode ser via urina fezes saliva e também suor bom comentando agora um pouquinho né a respeito de algumas disfunções
endócrinas relacionadas a esse eixo hpa então a gente pode ter algumas situações onde o indivíduo vai ter uma hipersecreção desses hormônios uma hipos secreção o indivíduo pode ter problemas relacionados com o receptor né desses hormônios ou o indivíduo pode ter problemas relacionados com a transmissão desse sinal intracelularmente e aí a gente pode falar né de problemas relacionados com a produção de segundos Mensageiros fosforilação de proteínas ou até mesmo com a produção né de proteínas via estimulação direta eh no núcleo então aqui nessa figura eu gostaria de mostrar para vocês algumas dessas disfun relacionadas ao eixo
hpa então a gente consegue observar aqui neste primeiro quadro todas na verdade todas as colunas aqui mostram eh situações de hipersecreção tá primária ou secundária do cortisol tá nesse caso a gente tem uma hipersecreção em função de um problema hipotalâmico então como a gente pode observar né Vamos imaginar que o indivíduo tem alguma disfunção no meu Sei lá o indivíduo apresenta algum tumor né ou apresenta algum problema que gere um aumento na secreção do CRH tá então com o aumento na secreção do CRH hipotalâmico nós vamos ter um aumento na produção do act pela adenohipófise
e consequentemente a gente vai ter um aumento na produção do cortisol pela glândula adrenal E aí esse indivíduo ele vai ter os sintomas sinais e sintomas relacionados ao excesso de produção do cortisol tá e o cortisol Como eu disse né por estar aumentado na corrente sanguínea Ele vai tentar realizar os feedbacks negativos né tanto na região hipotalâmica quanto na região de adeno hipófise mas eh ele não vai efetivar né essa retroalimentação negativa com sucesso porque o indivíduo apresenta alguma disfunção hipotalâmica que não consegue reconhecer esse estímulo que seria o aumento na produção do cortison tá
uma outra situação que a gente consegue observar nessa figura abaixo o indivíduo ele apresenta uma hipersecreção que é secundária devido a um problema aonde na minha adeno hipófise então de novo né o indivíduo apresenta algum tumor né na na aden hipófise que gere um aumento na secreção de quem do act E aí esse indivíduo né produzindo muito a cth consequentemente a gente vai ter um aumento né na produção do cortisol lá pela minha adrenal e esse cortisol vai promover né Eh sinais e sintomas relativos ao excesso na produção desse hormônio tá e de novo né
esse cortisol aumentado na corrente sanguínea Ele vai tentar realizar o feedback eh negativo lá no meu hipotálamo tá vai conseguir né porque o meu hipotálamo ele não tem nenhum não tem nenhum problema relacionado diretamente com ele mas né A minha Deon hipófise vai continuar produzindo o acth que vai continuar estimulando a a minha adrenal então esse paciente Ele também é um paciente que vai apresentar os sinais n e sintomas relacionados ao excesso do pote e aqui numa terceira situação né o indivíduo ele apresenta uma disfunção que está relacionado com o problema direto na minha glândula
adrenal então o indivíduo apresenta de novo né Pode ser algum tumor ou alguma síndrome né existe uma síndrome conhecida como síndrome de cushing onde o indivíduo apresenta né um aumento na produção do cortisol E aí né esse esse indivíduo ele vai ter os sinais sintomas né referente ao excesso desse horm desse hormônio na corrente sanguínea tá então o cortisol em excesso vai realizar feedback negativo em hipotálamo e também em aden hipófise então eu vou ter baixa produção de CRH baixa produção de act mas não esse esses hormônios não vão ser suficientes para reduzir a concentração
do cortisol porque o indivíduo apresenta uma disfunção relacionada diretamente com a glândula adrenal bom E aqui eu tenho duas situações onde o indivíduo apresenta né uma hipos secreção então No primeiro caso né Vamos imaginar que o indivíduo né ele tem eh esse sintomas de deficiência porque ele apresenta um dano na hipófise Então vamos imaginar né que ele apresenta um dano na hipófise que gere uma baixa produção de ath então produzindo pouco ath eu vou pôr produzir pouco cortisol então o indivíduo ele vai ter os sinais e sintomas relacionados com a deficiência desse hormônio né e
o meu hipotálamo vai entender o quê né se eu tenho pouco cortisol o hipotálamo vai entender né que ele precisa produzir mais CRH para estimular ele esse eixo então ele vai produzir mais CRH o CRH vai estimular adeno que vai produzir mais ath tá mas nesse caso como o indivíduo apresenta um dano na hipófise a minha hipófise não vai reconhecer esse sinal adindo do hipotálamo tá e uma outra situação né onde o indivíduo pode apresentar uma hipos secreção são por problemas relacionados diretamente com o córtex da minha adrenal né então vamos imaginar né que o
indivíduo tem um problema direto aqui no córtex da adrenal que vai culminar com baixa produção do cortisol e consequentemente sinais da deficiência desse hormônio então pouco o cortisol né vai sinalizar o meu hipotálamo Olha preciso produzir mais CRH vai produzir mais CRH que vai estimular adeno a produzir mais acth mas esse a cth não vai ser suficiente na verdade não é não é nem suficiente né ele não vai conseguir sinalizar a minha adrenal para ela produzir mais cortisol porque esse indivíduo apresenta um problema relacionado diretamente com a minha glândula tá Então essas são algumas das
disfunções relacionadas aí com a hipersecreção ou com a hipc do cortisol bom então a nossa aula termina aqui e gostaria de deixar algumas referências utilizadas para elaboração dessa aula e muito obrigada deixo o meu e-mail caso vocês tenham alguma dúvida ou queiram contactar diretamente obrigada [Música]