[Música] [Música] [Música] só se pelo kessy avaliação é certamente um dos temas mais polêmicos mais doloridos mais traumáticos para os educadores brasileiros e especialmente nessa época onde se rediscuta escola desde suas bases e o senhor é uma das pessoas mais autorizadas a falar sobre esse tema uso pessoas que mais estudou publicou o livro faz palestras a inicialmente queria que se apresentasse o nosso professor porque está sentindo a gente tá contar porque como é a sua atuação com a questão da avaliação eu meu vínculo com o sistema de avaliação vem de 1968 eu era estudante universitário
ainda quando a comecei a estudar esse tema e eu fiz uma disciplina com um padre jesuíta que se chamava goleado baqueiro e ele então é começou a ensinar essa questão dos testes ele tem um livro chamado testes projetivos psicométricos eu comecei a estudar esse material a partir daí eu era estudante universitário ainda a partir daí então quando me formei comecei a trabalhar com produção de testes quantificação de dessa eu já estava na bahia eu tinha saído de salvador estava manhã era de r 70 foi essa 70 68 eu comecei a estudar com ele e 70
estava na bahia né ea partir de 72 eu trabalhei uma instituição chamada e debby instituto de radiodifusão educativa da bahia e aí eu trabalhava com produção quantificação a qualificação de testes eu passei quatro anos trabalhando nessa área técnica na produção de thesee vagarosamente já nesse período eu comecei a discutir as questões filosóficas políticas pedagógicas sociológicas da da aliança bom em 76 eu saí do ideb deixei de trabalhar com essa questão técnica e aí só entrei por essa práticas mais a filosofia da avaliação a sociologia da avaliação política da avaliação psicologia da avaliação então são 32
anos seu primeiro livro foi em época sobre o tema no livro mesmo primeiro o texto assim mais denso vai vários capítulos foi de 84 agora os primeiros artigos que publiquei sobre avaliação são de 74 depois 76 e 79 agora 84 que organizei um material e esse livro que está circulando mais hoje que alguns eu já tirei do mercado que eram de vinhos menores esse que está circulando hoje que é dada cortez é uma coletânea de textos que escrevi ao longo do tempo né em 95 organizei sob a forma de livro a senhora doutora esse tema
também é eu meu doutorado em educação na área de filosofia e história da educação mas a minha tese de doutoramento é só você foi sobre a avaliação da aprendizagem ela tem um título que assim a avaliação da aprendizagem escolar sendo percorridas que é um estudo da história da história pedagógica da avaliação do século 16 ao século 20 então pegar daí avaliação da aprendizagem o que significa então na avaliação da aprendizagem é uma uma especificidade da área da avaliação avaliação então ela funciona é igual para todos todos os objetos da empresa política para a escola pra
enfim não importa muito objecto avaliação sempre vai ser a mesma coisa o objetivo da do ato de avaliar é conseguir vamos assim diagnosticar uma experiência de ter um resultado mais satisfatório então que o médico faz quando o cliente vai ao consultório ele diagnostica avalia portanto é e proponham alguns encaminhamentos que permitam uma a obtenção de um resultado mais satisfatório que a saúde do cliente no caso da avaliação da aprendizagem a mesma coisa diagnostica a aprendizagem que está ocorrendo diagnosticar os elementos que estão concluindo essa aprendizagem é tomar decisões que auxiliem esse processo de melhoria dessa
aprendizagem e na perspectiva de obtenção de um resultado mais satisfatório então tanto na empresa na política na religião ou na própria aprendizagem o objetivo da avaliação é é propiciar decisões que produz um resultado mais satisfatório assentam em nossa escola hoje é possível falar que a gente trabalha sob avaliação por avaliação ainda um estágio mais à frente daquilo que nós sabemos fazer aplicamos uma prova quando esta é uma uma experiência que de nós temos que é um pouco uma confusão porque o equívoco de certa forma nós dizemos assim nós praticamos avaliação na escola porque tem um
sistema de avaliação tem uma um boletim escolar durante escolar tem a mim o dia de avaliação os instrumentos de avaliação e assim por diante todavia genericamente falando sem me sing a escola de luís e joão a escola x ou y porque nós fazemos a praticar exames então há um equívoco entre entre o ato de avaliar o ato de examinar nós de fato chamamos de avaliação e praticamos exames daí a necessidade que nós temos de distinguir vamos ver se o que é examinar e o que quer avaliar pra gente poder compreender na prática na prática escolar
robert está essa esse equívoco entre o ato deságio a reavaliar o que examinar exatamente então é o ato de zaidi tem três características básicas em primeiro lugar o ato de avaliar ea pontual significa assim que o quanto nós estamos examinando é interessa o que está acontecendo aqui agora não interessa o que estava acontecendo antes nem o que vai acontecer depois então vamos assim na perspectiva de construção interessa que estava acontecendo antes interessa que está acontecendo agora interessa que vai conseguir aconteceu depois mas o ponto de vista do exame não é o exemplo mais simples do
de nós compreendermos o que quer o exame a característica pontual do exame ou vestibular interessa que o aluno sabia não sabia se era competente não era nem se ele vai ser competente importa o desempenho dele aqui agora nessa prova se ele for mal aqui mesmo que ele fosse ótimo antes ele não entrou na universidade é pontual na sala de aula tem uma coisa assim um aluno termina de fazer uma prova e lhe entrega o professor e ele sai antes dele sair na porta da sala de aula ele se lembra de que ele respondeu mal a
questão número 4 aí ele volta diz assim o professor eu confundia a resposta da questão número 4 posso responder de novo possa consertar a minha prova todos os professores dizem 'não eu já fiz esse teste no brasil inteiro todos diz não não é conferências e assim por diante porque porque mesmo 30 segundos depois que o sujeito terminou de responder não serve mais o conhecimento que só serviam naquele o momento não é pontual por outro lado os exames são classificatórios eles classificam e aprovado ou reprovado se tem uma escala de notas vai de 0 a 10
então é 2 3 5 8 10 né e e então o classifica definitivamente a vida do sujeito tem um histórico escolar tem uma ficha na escola tem a média de notas que se faz na escola então o que acontece aqui o aluno fica classificado pra sempre nessa posição o exemplo mais típico de classificação é assim um professor é trabalho unidade de ensino conteúdo e lhe aplicou um instrumento é terminar de aplicar um instrumento ele corrige o aluno tem por exemplo numa escala de 0 a 10 ele obtém nota 2 aí o professor disse pra ele
assim rapaz foi mal né e teve um desempenho ruim mas você estuda e vai vamos fazer uma outra avaliação aí o menino estudos sobre se todos bem faz uma nova avaliação ele responde o novo aí ele obtém nota 10 no país inteiro já perguntei isso em todas as conferências que já fiz perguntas seus professores que não se daria se ele tirou dois antes 10 depois canadense dawah é invariável 6 porque somos dois antigo com 10 agora dividir por dois nas seis faz a média aí eu perguntasse mas se ele não sabia e agora ele sabe
por que você não pode ter 10 por causa dessa característica classificatório então ele está preso naquela nota 2 e não há possibilidade de ele manifestar uma qualidade nova que adquiriu então por isso que eles são os exames são profundamente e classificatório avaliação já o processo mais humano então olhando é o ah ah ah acho que a terceira característica dos exames e aí eu faria a clarinha nos características da avaliação a terceira característica dos exames é de que ele é seletivo então o exame é coloca fora uma parte uma grande parte da população escolar né se
a gente olhar o vestibular por exemplo na minha universidade ea universidade federal da bahia neste ano de 2009 tivemos 45 mil candidatos para 3.750 vagas então a 41.250 candidatos teriam que ficar fora e 3.750 para leitão exame seleciona bastante pra falar em uns poucos pra dentro da sala de aula tem acontecido a mesma coisa a média de aproveitamento de número de alunos na educação brasileira ela tem sido é em média 35% no ensino fundamental no ensino médio e fazer cada 100 alunos 65 não têm acesso a série subseqüente então o que acontece que os exames
são seletivos eles são excludentes por outro lado a avaliação tem três características que são é exatamente oposta essas três características dos exames então por exemplo a de avaliar é não pontual que significa isso significa que enquanto os exames cortam aqui agora a avaliação leva em consideração que estava acontecendo antes o que está acontecendo agora e o que pode vir a acontecer depois então artesanal agentes assim pra alguém você não sabe ano até viagens assim você ainda não sabe porque depois pode vim a saber meia hora depois 15 minutos depois um ano depois ele vai vir
a saber se houver um trabalho educativo com ele a segunda característica por oposição aos exames enquanto os exames são classificatórios avaliação dinâmica então a avaliação não classifica ela diagnosticou que está ocorrendo pra quê já a possibilidade de uma melhoria então se deram muitos nomes avaliação então se assim de avaliação diagnóstica que ela formativa que ela é dialética que ela dialógica que ela é mediadora todos esses nomes a esses adjetivos que são atribuídos avaliação todos eles são redundantes porque sendo a avaliação obrigatoriamente ela tem que ser mediadora dialética dialógica formativa e 77 então cada autor de
um nome o objetivo a sua forma de entender a avaliação mas em todo caso a avaliação sempre tem essa característica da dinâmica porque ela propicia uma condição mais satisfatório a terceira característica que eu acho que é fundamental sinalizar é de que a a avaliação é imprudente é inclusive ela traz para dentro enquanto que a prática do exame pode colocar alguém pra você não sabe está reprovado saia a avaliação diz assim rapaz e não sabe ainda mas vem pra dentro eu vou te ajudar a saber né então a avaliação é inclusiva sempre traz presidente então estão
as características do artesanato são exatamente postas as três características do ato de avaliar e pelo que eu entendo que na escola na escola que nós imaginamos com uma escola mais é inclusiva a examinar deve ser uma coisa não como hoje que a regra mas como exceção e avaliar deve ser a postura mais permanente e educador então para é de fato a postura do educador deveria ser permanentemente de avaliar e não de examinar na medida que o educador ele tenha um papel do que de acolher o educando no trio educando sustentar o educando e permitir que
ele se desenvolva né ao passo que eu pratico o exame coloco fala eu coloco fora como é que eu ajudo alguém se desenvolver o papel do educador a meu ver o papel de inclusão e aí se o ato de avaliar é o ato de inclusão o que corresponderia verdadeiramente o papel do educador seria o ato de avaliar não atuo desligar da equipe em especial avaliação amorosa que o senhor cunhou é eu nesse livro avaliação da aprendizagem escolar e incluiu o último capítulo que se chama assim a avaliação da aprendizagem escolar um ato amoroso né só
que essa palavra amor a amoroso a morosidade ela não pode ser confundida nem conseguisse né nem compaixão uma coisa é paixão que é o arroubo do da fraude assim que a paixão é o limite entre a sanidade ea loucura né exatamente porque a gente não tem estribeira na paixão faz loucuras não é isso que estou chamando de avaliação com o ato amoroso nem a pieguice dizer sim a tudo está certo tudo está ótimo não é isso bota amoroso 1a de acolhimento né na medida que eu incluo o educando com as dificuldades que ele tem com
as incertezas que ele tem com as dúvidas que ele tem com a aam os limites que tem é o incluem é isso que o ato amoroso e mais do que isso está ciente de que o meu papel é está dando suporte para que essa criança e adolescente esse adulto ele se desenvolva mais ele se torne mais senhor de si mas autônomo mais independente então a moroso no sentido de inclusão pessoas pena do ponto de vista histórico de onde vem essa tendência para o exame e que está presente nas nossas escolas o bom é que a
gente precisa observar o seguinte que a pedagogia que predomina na nossa escola vamos sempre dosar pedagogia predominante genericamente falando é claro que existem muitas exceções ela é uma pedagogia que foi sistematizada dos séculos 16 e 17 junto com com a emergência da sociedade burguesa então nós temos assim o o o sociedade burguesa lá ela vem se fazendo desde o século 13 quando começam as primeiras feiras os primeiros burros que era o ideal do comerciante livre é a possibilidade numa feira vendeu quisesse comprar o que fizesse isso começa com as feiras no século 12 13 com
o mercantilismo no século 15 e 16 14 15 e 16 se cria acumulação chamada primitiva do capital que vai permitir gerar a a revolução industrial no século 18 ea emergência da sociedade burguesa então a escola que nós conhecemos agora é a escola a sistematizada no século 16 e os estou modelo de exame o sistema do exame que nós conhecemos ele também foi sistematizado no século 16 quando era estudante de história da educação eu pensava assim ouvia falar se ele está feliz criou a escola peripatética no século 5º antes da crise portanto há 25 séculos e
ficava pensando assim como é que ensinar 50 pessoas caminhando pelo ptn pató significa dar né então andar com 50 alunos por jardim para lá e voltar com 50 para como é que era isso ficava imaginando e depois eu descobri que ela está 3 durante anos sucessivos da vida dele um aluno só foi alexandre não podia andar no jardim sentar conversar bater papo olhar o passarinho a folha né essa escola onde o professor ensina muito se chama escola simultânea é do século 16 placar e foi nesse período do século 16 que se montou montou esse modelo
de exames que nós conhecer o modelo dizendo escolar exame existia né pra o exército selecionar soldado exceto na china por exemplo tem informações sobre exames para selecionar soldados do exército três mil anos antes de cristo mas esse modelo de exame escolar que nós conhecemos ele é do século 16 então foi a sistematização da pedagogia católica e da pedagogia protestante conciso its jesuítas do ponto de vista católico e com convênio que ele era um bispo da do segmento dos irmãos moravam os que hoje é tchecoslováquia então tinha uma comunidade chamada dos irmãos moraes ele era um
bispo dessa comunidade então essas duas sistematizações pedagógica usados parte das vezes ea de condomínio foi que propiciou esse tipo de exame que não é que nós praticamos hoje na escola jesuítica ela funcionava já nos moldes dessa escola que nós conhecemos existiam provas orais existiam provas escritas como é que funciona então a ordem dos padres jesuítas ela foi fundada em 1534 e ela foi ela era uma sociedade civil para a divulgação da fé católica porque o protestantismo começava a emergir ela foi fundada em 1500 mil quinhentos e trinta e quatro mil quinhentos e quinze lutero tinha
fixadas as tais teses quanto a igreja católica nem nas portas da catedral de de vitto mr então o que eu li na se herói é o fundador da todas as vezes que ele queria pregar a fé cristã criança a sociedade civil mas em 1540 seis anos depois ela foi reconhecida como ordem religiosa e se transformou na hoje companhia de jesus em 1548 eles começaram a trabalhar com educação e até hoje estão trabalhando com a educação e aí eles conseguiram muitos colégios no mundo inteiro né não só na europa mas na china na índia e no
japão nas américas não é que era o período dos descobrimentos é com esses colégios eles se perguntavam como é que nós vamos administrar isso tudo pelo mundo inteiro vai começar a criar normas em 1599 eles publicaram a última versão dessas normas que se chama rácio estudiosos em latim significa o ordenamento dos estudos nessa esse documento é um documento de regras então qualquer conduta do professor de lógica o professor retórica professor de filosofia professor de gramática também do aluno aluno de gramática o aluno de filosofia o aluno de moral e cinco chances e é tão tim
capítulos existem capítulos nas jonas específico