[Música] Olá, sejam todos muito bem-vindos. Eu sou Carla Albuquerque e tenho a honra de ter aqui hoje comigo uma pessoa maravilhosa. Fiquei fã absoluta do Duda, do Primo Pobre, mas o Primo Pobre é o nome que ele deu pro podcast dele, mas ele é uma das pessoas que tem uma alma generosa, uma alma rica. E é muito importante a gente falar sobre a generosidade das pessoas também. Ele Ensina educação financeira para as pessoas de baixa renda. Educação financeira é importantíssimo, principalmente no Brasil, no país que a gente vive, que é um país com tantas diferenças
sociais. Duda, seja muito bem-vindo. Valeu. Agradeço demais pelo papo aí. Fiquei até surpresa, né? Caramba, investigação criminal, falar de educação financeira, né? Mas muito bom. E realmente a gente conversando, a gente começa a perceber o tanto de crime que Envolve a questão financeira, né? de tudo quant a cara, se você for pensar as guerras do mundo, muitas vezes é por finanças e poder, é sempre dinheiro e poder, né? Então, se as guerras são movidas pelo dinheiro, quanto mais crimes menores também muitas vezes tem a ver com isso, né? Golpes na internet tem a ver com
dinheiro, tem muita coisa relacionada a isso, né? Então vamos ver como é que vai ser o nosso papo aqui, mas eu agradeço demais o convite. Não é Muito muito importante. A educação financeira é um pilar importantíssimo pra gente diminuir inclusive a questão da violência. Porque quando a gente para para pensar, vamos pensar ali numa pessoa que tá passando fome, que não tem o que comer, ela acaba ali furtando, às vezes roubando, porque tá no desespero, sabe? Quem é é fácil para uma pessoa que nunca sentiu fome olhar com pouca empatia, mas uma pessoa que tá
no desespero, que não tem o que comer, às Vezes fica, né, o que que eu vou fazer? Acaba roubando, acaba furtando. E o que o Duda ensina é a questão da importância da gente ter várias frentes. Eu li um pouco sobre a tua trajetória também e fiquei bastante impressionada. Quero que você explique para as pessoas, porque hoje todo mundo, a gente tá vivendo uma geração também de pessoas um pouco cansadas, né? Uhum. Parece que todo mundo olha pro universo, nada vai dar certo, as coisas não vão acontecer, aí Olham para você. Não, mas o Duda
deu certo. Ninguém sabe o quão difícil foi para você, o quanto você teve que trilhar, o quanto que você teve que investir, que apostar enquanto você queria que esse teu sonho, né, acontecesse. Você teve que colocar ovinhos em outras cestas ali para que, né, tipo, ó, eu não posso ficar só com uma coisa. Sim, conta um pouco da tua história, tá bom? Então, vamos lá, né? Eh, eu sou daqui de São Paulo mesmo, né? Tô com 39 anos e eu trabalhei, Carla, por 19 anos como CLT. CLT ali o típico brasileiro que leva marmita, que
vai de trem duas horas para ir, 2 horas para voltar, né? E desde muito cedo, uma característica que eu acho que é importante é que eu sempre fui uma pessoa que foi muito sonhadora. Eu nunca me adaptei à ideia de que eu sou pobre, nasci pobre, vou morrer pobre, é o que tem para hoje, é isso aí. Então eu Sempre tive sonhos do tipo, eu quero ter minha casa própria, eu quero ter coisas boas, eu quero ter um carro legal, eu quero ter instrumentos, que eu sou músico, né? Eu quero ter os melhores instrumentos. Então,
eu sempre fui uma pessoa muito sonhadora, mas ao mesmo tempo eu sempre fui uma pessoa que nunca gostou de depender de dinheiro dos outros para nada. E lá atrás eu já comecei a trabalhar bastante. Desde os 9 anos eu Trabalho, né, vendendo geladinho, pipa, rabiola, que pudesse me dar algum dinheiro legalmente, né, eu tava dentro. E eu aprendi que eu quanto mais rendas extras eu tivesse, mais dinheiro eu ia ganhar e mais a melhor a qualidade de vida que eu teria. Então, como eu sempre trabalhei como CLT e tive um salário sempre bem baixo, né?
Meu salário como CLT ali nunca pingou na minha conta mais que 3.000 por causa do meu salário, meu Emprego. Só que eu comecei a diversificar, e é legal a gente falar, né? Se fala muito no mundo das finanças sobre diversificação de investimentos. Não coloque o seu dinheiro todo num investimento só, só na no caixinha, na poupança, no CDB. Não. Deixa um pouco em cada parte. É muito importante a diversificação de renda também. eu não ter apenas uma fonte de renda, como no caso era o meu trabalho CLT, que era a minha principal, só que ali
eu ganhando 2.500, eu sabia que, pô, não vai dar para ter aquela vida que eu gostaria com esse salário. Então eu já comecei a pensar primeiro desde muito cedo, quanto mais habilidades eu tiver, menor a chance de eu passar fome um dia. Então, eu aprendi música, eu aprendi a editar vídeo, eu aprendi a tocar instrumento, eu aprendi a a fazer edição de de clipes musicais. Então, além do meu trabalho como CLT, eu tinha outras seis fontes de renda. Então, eu tinha uma banda de casamento que eu tocava de sábado e domingo. Eu eu na banda
de casamento eu comprei equipamentos de som para alugar pros noivos e ganhar mais uma grana com aluguel de caixa de som e microfone. Eu dava aula particular de música, eu fazia site, eu editava vídeo, eu tinha um canal de música no YouTube desde 2013 que eu sonhava que um dia fosse mudar minha vida. Nossa, como eu queria que esse canal estourasse e um dia Disparasse para eu virar youtuber em tempo integral. Mas por mais que ele cresceu e me dava ali uns R$ 300, R$ 400 por mês, nunca mudou minha vida. Então eu fazia muitas
atividades para eu ter uma renda maior e poder viver com a qualidade que eu queria, né? Então, até surgir o meu canal, que foi em 2021, eu não era uma pessoa rica do tipo, nossa, caramba, top, agora tá top. Só que eu também não era uma pessoa pobre, lascada, então eu tinha o meu trabalho, eu ia levava marmita, mas eu tinha fontes de renda, então eu não tinha dívida nenhuma, eu não tinha que parcelar nada. Eu tinha o meu apartamentinho financiado que eu já tava quase quitando de 50 m² em Osasco, mas era meu. Eu
já tinha um carro que era usado, mas tava pago. Todo ano eu viajava com a minha esposa, inclusive pro exterior. E você vi, eu era um Assalariado que ganhava 2000 e pouco, só que as minhas fontes de renda a mais me permitiam ter essa vida de qualidade, né? Aí uma característica, Carla, que eu sempre tive é gostar de ensinar as pessoas. E como eu sempre fui uma pessoa que teve uma renda mais baixa, eu tentava ao máximo aprender a fazer tudo para não ter que pagar para alguém fazer. E o YouTube hoje em dia é
uma mão na roda, né? Eu falo n que depois da roda e do fogo, o YouTube é a melhor Invenção da da humanidade, né, cara? Hoje em dia você aprende qualquer coisa no YouTube. Sim, né? Então, ai queimou o chuveiro. YouTube, como trocar resistência? Aprendia. Ah, que queimou a entupiu a máquina de drenagem da máquina de lavar. Chamaram um técnico que vai me cobrar 300 pau ou aprendeu mesmo? Então eu ia lá e aprendia. E aí, como eu gosto de ensinar, eu criei um outro canal no YouTube para ensinar essas coisas totalmente aleatórias, né? E
era um Canal que tinha 30 seguidores e quase ninguém me seguia, né? Mas eu gostava. Então eu ficava postando vídeos lá para ensinar como laciar um tênis que tá apertado a ponta do dedão e como trocar um refletor, como arrumar uma tomada, sabe? Coisas aleatórias. E aí em novembro de 2020, nesse canal que tinha 30 seguidores, eu resolvi postar um vídeo ensinando sobre a amortização, que é aquele processo quando você financia uma um imóvel, 30 anos pagando, né? E Como eu sempre odiei ter dívida, essa foi minha primeira dívida na vida, a primeira coisa que
eu parcelei na vida. E eu nunca fui rico, nunca fui playboy, estudei escola pública a vida inteira, nunca tive tênis Nike Air Maxas, caramba. Aí, né? Só que a educação financeira que eu tive e que não aprendi na escola, a gente pode voltar nesse ponto depois, me permitiu entender que gerar dinheiro com trabalho é sempre mais inteligente do que pedir Empréstimo, seja empréstimo, cartão de crédito, limite, cheque especial, aota, o que for. Então, pela primeira vez eu fiz uma dívida e eu falei: "Cara, eu quero quitar esse apartamento aqui, porque ninguém merece três décadas pagando,
né?" Aí eu descobri sobre a amortização, vi que funcionava e resolvi fazer um vídeo no meu canal com 30 inscritos sobre isso. Fala, galera. Hoje eu vou ensinar vocês como que tá um financiamento de 30 anos bem mais Rápido, mesmo sendo pobre, hein, Carla? Aquele vídeo estourou absurdamente estourou. Ele demorou um pouco, tem todo um depoimento aí que eu sou cristão, né? E eu eu levo pro lado mais espiritual, mas eh eu não fico falando muito sobre isso, né? Mas para mim, eu falo, Deus começou tudo, né, no meu canal. Mas aí em janeiro de
2021, aquele vídeo começou a disparar. 10.000 views, 50.000 views, 100.000, meio milhão, 1 milhão, 2 milhões. Falei: "Mano, que isso que tá Acontecendo?" Mor vídeo tosco, tosco vídeo meu. Se vocês quiserem assist, é só ir lá no YouTube como quitar. Já vai aparecer o meu vídeo. Ele se tornou o vídeo sobre assunto financeiro mais visto do YouTube. Tá indo para 11 milhões de views. Que maravilha. Não, você vê, Carla, em um mês o meu canal com 30 seguidores foi para 230.000 seguidores em 30 dias por causa de um vídeo. E aí o canal começou a
crescer e a galera, mano, posta outro. Eu falei: "Eu sou músico, mas que que eu vou falar? Só que eu comecei a perceber, cara, que apesar de eu não ser um economista, não estudar em Harvard, nada, burro eu não era, porque eu tinha uma vida boa, né? E você tava falando das dores da grande maioria da sociedade brasileira, ou seja, as pessoas estão ávidas por essa informação. É assim, e que às vezes é difícil de entender em alguns canais, né? Aí a galera começou a pedir mais Vídeo e eu pensei: "Cara, vamos lá, como é
que eu faço para ter uma vida melhor que a dos meus amigos, sendo que eles ganham muito mais do que eu?" Eu comecei a pensar, primeiro, não ostento nada e tô perdão da palavra, mas tô cagando para ostentação. Não, não me importo com o que vão pensar de mim. Eu vivo a minha vida e o meu dinheiro é para ter qualidade de vida para mim e para minha família, né? Eu faço muita renda extra, eu tenho metas e sonhos. Então eu Comecei a pensar, o que é que eu faço que me permite ter uma vida
legal, mesmo sendo um assalariado CLT. Aí eu comecei a fazer vídeos e a galera amou porque de repente, não que eu tenha sido o primeiro, mas de repente tem um cara que é gente da gente que tá ensinando dicas de finanças que vale para quem é pobre, né? Aquelas dicas absurda, tipo como conquistar 1 milhão em uma semana, não, né? E a galera começou a gostar e fui crescendo, crescendo, crescendo. Quando Eu devia estar com uns 400.000 1000 inscritos. A galera começou a me chamar de primo pobre numa referência ao Primo Rico, que é um
outro canal, né, que já existia. Aí eu adotei o nome e pegou. Aí hoje assim, com maior alegria, eu falo: "Carla, o nosso canal desde 2023 é o canal de educação financeira que mais cresce no Instagram, no Facebook, no YouTube, 100% orgânico. Sou eu e um celular. a minha equipe é eu, um celularzinho, a parede do meu quarto Continua da mesma forma que eu comecei, porque eu amo fazer isso, porque gera essa identificação, né? E aí agora ganhei o Prem Best, né, de melhor canal de investimentos também do Brasil, né? E eu falo isso, não
é para me vangloriar, porque inclusive quando eu fui lá no Ibeste, a primeira coisa que eu falei quando eu subi no palco, né, tava Ana Rickman lá apresentando, eu falei: "Galera, se não fosse Deus, isso aqui não teria nem começado. Se não fossem Vocês aí, ó, 35 milhões e meio de seguidores no YouTube, eu jamais estaria aqui." Então eu falo com a maior alegria, mas ao mesmo tempo entendendo que, cara, são as pessoas que me ajudaram a ter muito trabalho, muito esforço, muito estudo, mas sabe uma gratidão pelos seguidores por terem confiado no meu trabalho,
eu ter conseguido chegar onde eu cheguei, né? Então é isso aí. O canal Primo Pobre é o maior canal de educação financeira Voltado para pobres do mundo. E eu falo sobre mentalidade, educação financeira, investimento, falo sobre golpes, né? E tem sido um prazer enorme. E aí é graças a isso que hoje eu tô aqui com esse privilégio de estar aqui, né? Maravilhosa a tua história. Você contou ela forma rapidinha, mas você falou aqui algumas coisas muito importantes. Uma delas é a gratidão. Eu acho que isso é é fundamental para qualquer pessoa que quer inclusive poder
avançar na vida, Né? Crescer em qualquer área. Eu outro dia tava conversando com um dos maiores, né? Ele ele tem o maior evento de direito do Brasil, né? E ele contando a história dele, ele fala: "Carlo, eu só cheguei onde eu cheguei porque eu sou grata a todas as pessoas que me ajudaram". E isso é muito bonito, né? A pessoa trabalhar a gratidão. E a outra coisa que eu acho que é muito importante em relação a você é que você é você é Original. Uhum. Você não, você cresceu, mas você não mudou no sentido. Você
é o Duda, eu não te conheci antes, eu tô te conhecendo agora, mas eu imagino que você deva ser essa pessoa sempre, desde sempre. É isso. Sim, sim, sim. E é engraçado, Carl, que as as pessoas me julgam quase que querendo que eu mude, sabe? Entendi. E às vezes eu vejo gente que é mais top vendo o sucesso que eu faço e fica falando: "O Dudao é um fingido. Ele finge que é Assim, ele finge que é pobre, ele finge, ele anda de trem para parecer que é pobre". Cara, eu não faço tudo que eu
faço, eu tô cagando porque vão pensar de mim, entende? Eu vivo a vida do jeito que eu gosto, do jeito que me faz feliz. E eu não tô preocupado. Tem um livro ao Manaque de Naval Ravican, que ele fala uma frase bem legal. Eh, as pressões e expectativas da sociedade com relação à forma com que você tem que viver são verdadeiras Inimigas da paz de espírito. Então, invertendo a frase, né, o o maior inimigo da sua paz de espírito é você tentar viver de uma forma que as outras pessoas querem que você viva, sabe? E
isso e esse é o erro de muitas pessoas. Aqui no Brasil a gente tem a cultura da ostentação. Sim. A pessoa fica aprisionada. Sim. E eu e e perde a personalidade. Vocês poi uma frase, né, cara, ostentação é a maior é uma coisa que é claramente falta de personalidade, Porque você não sabe quem é, você não sabe o que é importante para você, você não sabe onde você quer chegar e você vive para provar alguma coisa pro teu vizinho que não tá nem aí para você, né? Então é o tipo de reflexão que eu faço
no canal, porque tem muita gente que tá na pobreza porque vive pros outros e não porque vive para ter a qualidade de vida que merece ter com a esposa, com o marido e com os filhos ou pro pai e pra mãe que sempre fez tudo por ele, por Exemplo. Sabe, eu falo muito no canal que a riqueza ela tem três propósitos na minha opinião. Primeiro, qualidade de vida para você e paraa tua família. Você merece. Você de casa merece. Sabe por quê? Porque você trabalha que nem uma mula e chega no final do mês, você
não tem condição de comer numa churrascaria. Isso não é justo. Você trabalha que nem uma mula e você só fica vendo todo mundo viajar e você nunca vai viajar. Isso não é justo. Então eu quero que as pessoas Enriqueçam para ter a qualidade de vida que elas merecem ter. Segundo ponto, independência financeira. não depender de dinheiro dos outros, não depender de bolsa, não depender de ajuda do banco, não depender de INSS lá na frente, né? Independência financeira. E o terceiro que eu não vou colocar em ordem de qual que é mais bonito ou não, mas
um dos que eu mais gosto é a generosidade. Quanto mais rico você for, mais gente você vai poder ajudar. Exatamente, né? Então isso É o propósito do meu canal. Não é falar: "Vamos bater 1 milhão, vamos ostentar. Não, cara, eu só quero que você seja rico para ter a vida que você merece, para não depender dinheiro dos outros e para poder ajudar cada vez mais pessoas, entende? É o que você acabou de falar, outras fontes de renda. Ou seja, eu não vou ficar merced, olha, eh, a empresa não me quer mais, é um direito de
das empresas e aí, que que eu faço agora? Uhum. Como é que E a gente sabe que a Gente, né, vai envelhecendo, ainda tem a questão do etarismo. A gente vive num país onde ninguém para para pensar que é um outro assunto bom também pro teu canal. Humum. Né? O que que a gente vai fazer com toda essa população? Nós estamos envelhecendo, envelhecendo, envelhecendo. E as pessoas estão vivendo mais. E a gente tira essas pessoas do mercado de trabalho, né? Essas pessoas ainda são produtivas, elas podem ajudar e assim e é importante que elas Contribuam,
que elas continuem produzindo, porque o que a gente mais vê é o seguinte, na velice também as pessoas vão empobrecendo, né, Duda? Sim. Muito. E tudo, todo o dinheiro que que tem vai para onde? Para comprar remédio. Uhum. Você sabe que você tava vendo uma pesquisa, né, que tem essa questão, né, de que às vezes a pessoa quer continuar trabalhando porque ela tá produtiva ainda, né? Lógico. E o trabalhar é bom, né? Às vezes tem gente que quando para De trabalhar definha com uma velocidade, né? Não. E essas pessoas têm uma coisa que é fantástica,
experiência. É assim, tem vivência, sabedoria. Não, e eu tava vendo que 60% das pessoas que se aposentam precisam e ainda dependem de outra fonte de renda, porque a aposentadoria que ela ganha não dá para nada. Exatamente. Né? Então, se você for pegar hoje, de cada 10 aposentados no Brasil, de cada três aposentados no Brasil, dois ganham um Salário mínimo de aposentadoria. E aí você pensa: "O que é R$500 para um idoso?" Não é só o remédio. É isso. O plano de saúde você não acha praticamente por isso, né? Por esse valor. E tem vários pontos
também, né, caros? Por exemplo, esses dias o presidente do TCU, ele saiu uma reportagem dele na Veja, né? Ele é o presidente do Tribunal de Contas da União e ele falou assim: "Se nada for feito, daqui a 5 anos a gente não vai Ter mais como pagar as aposentadorias, o brasileiro, né?" E assim, isso aqui não é discurso de esquerda ou de direita, é o presidente atual do Tribunal de Contas da União. Isso é uma realidade. É. É por que que acontece? Foi um, o sistema de aposentadoria no Brasil, ele foi construído numa época que
ele fazia sentido, que era uma época em que tinha muita gente nascendo, muita gente trabalhando e os idosos morriam cedo, ou seja, eles Consumiam muito pouco tempo daquela aposentadoria. Exato. Então, quando foi eh como que funciona, né, o sistema modelo suportava aquilo. É, é, é só que a situação, né, a faixa etária do Brasil mudou e o sistema não. Então, hoje quando a gente trabalha como CLT, a gente tem que pagar ali o NSS. Esse valor que é descontado do nosso salário não é para nossa aposentadoria, é para pagar quem já tá aposentado. Isso. Só
que antigamente tinha nove pessoas Trabalhando para cada aposentado. Hoje tem três pessoas trabalhando para cada aposentado. E antigamente, cara, esses dias eu vi um artigo de 1961, que eu achei até engraçado, era a capa de um jornal, 1960. Nem faz tanto tempo assim, né? A capa. O ônibus perdeu a, o motorista do ônibus perdeu a direção e acabou atropelando a velhinha de 42 anos. Imagina a velinha. Eu tô chegando ali já, então na terceira idade, né? Tô com 39, né? E aí, Por quê? Porque naquela época a expectativa de vida do brasileiro era 50 anos,
hoje é 80, né? Então, e vai aumentar, vai aumentando. E é algo bom, que bom que os nossos idosos estão vivendo cada vez mais. Sim. Mas só que antigamente nossos avós tinha 10 filhos, hoje os caras tem um pet, né? Tem um passarinho, não tem mais filho. Então cada vez menos tem gente trabalhando para pagar a nossa aposentadoria lá na frente quando a gente tiver. Mas um Motivo pra gente começar a investir e lembra que eu falei riqueza, qualidade de vida, generosidade e independência financeira. Se você acha que lá na frente você vai se aposentar
com uma baita aposentadoria para curtir a vida, senta e chora, filho, porque hoje, né, os que conseguiram se aposentar estão ganhando um valor que não paga nenhum plano de saúde, né? E aí eu acho legal a gente trazer essa responsabilidade da educação financeira para as pessoas, uma Vez que a escola não nos ensina, porque tanto para um idoso quanto para uma esposa, por exemplo, uma mulher que não trabalha e que não tem uma independência financeira, isso tende a gerar uma sensação de de de dependência, uma sensação de desvalorização, sabe? Por exemplo, a gente pode pegar
o exemplo de mulheres que não produzem renda. Eu tava vendo um artigo, 46% das mulheres que sofrem algum tipo De abuso por parte do marido não faz nada porque depende do dinheiro dele. Exatamente. Isso é muito complicado. E da mesma forma isso pode acontecer também com idosos que às vezes são maltratados pelos filhos muitas vezes ou por outros parentes, né? Porque no fundo eles são um peso porque ele não tem dinheiro para sobrev depende do dinheiro dos outros. Então quando você dá, generalizando aqui, né, quando você dá o dinheiro para uma pessoa, meio que você
Passa a ideia de controle, que não deveria acontecer, né? Mas acaba acontecendo de pessoas que dependem de dinheiro dos outros serem controladas. Isso vale para uma esposa, isso vale pro cara que pegou dinheiro do Agiota e agora tá ferrado porque tá sob controle do Agiota e tem que fazer, senão vai se lascar, né? Seja jovem, seja homem, seja mulher, seja idoso, seja velho, todo mundo trazer essa responsabilidade de estudar sobre educação financeira. E aí É uma coisa interessante, né? Esses dias eu tava num evento da da B3, né, que é a bolsa de valores aqui,
e eles falaram duas dois dados interessantes. Primeiro, as mulheres tão começando a investir muito mais e isso é ótimo. E o segundo dado que eu achei interessante é que as mulheres, eh, às vezes elas têm investido valores mais altos e t acertado mais, porque mulher tende a ser mais cautelosa, a estudar mais uma coisa. ela tende a se preocupar mais com O futuro por causa dos filhos mais do que muitos homens que são mais relaxadão, não estão nem aí para nada. Então é interessante que as mulheres comecem a investir primeiro que assim, né? Você tem
que estar num casamento, OK, né? Um casamento independente, ah, eu vou vou começar a estudar para não depender mais do meu marido, porque ele tá me batendo, cara. Mesmo que você ganha dinheiro, você tá com um marido que tá te batendo, é complicado, né? Então, mas tem muito caso disso, de mulher que não tem dinheiro, não tem fonte de renda e ela se submete a coisas absurdas por causa do cônjuge, porque ele que dá o dinheiro. Então, sair desse negócio. Lembra da do tripezinho lá, qualidade de vida, independência financeira e generosidade? Estude sobre educação financeira,
estude sobre fontes de renda. Hoje em dia tem muitas fontes de renda que você pode fazer de casa. caso Você, por exemplo, tem filho e não pode ir trabalhar presencialmente, sei lá. Então, isso dá mais outra coisa, né? A gente tá numa fase da humanidade, né? Que tipo assim, cara, sei lá, desde de Noé até 1900, mulher não trabalhava. Aí de 1900 e pouco pra frente começou a ver essa mudança, porque agora, principalmente com a tecnologia, antigamente os trabalhos eram muito braçais. Vou trabalhar na na estação de trem, na ferroviária, vou ser pedreiro. Hoje em
dia tem muitos trabalhos que não depende mais de força bruta, então isso tem aberto muitas possibilidades para mulheres. E de umas décadas para cá tem mudado esse esse padrão que antigamente os avós tinham, né? A mulher cuida da casa e dos filhos e o cara vai trabalhar e volta depois com javali nas costas para fazer na janta, né? Então, hoje tem muitas fontes de renda para tudo quanto é gente, de tudo quanto é idade, para quem tem mais, para quem tem menos Disponibilidade, para quem quer trabalhar de casa ou na rua, para quem quer trabalhar
de sábado, para quem quer trabalhar só à noite. Então, comece a gerar uma fonte de renda para que você também tenha sua. Mas, mas esse é um ponto importante também que eu acho que eu eu quero falar aqui, ô, ô, Carla. Se você tá num casamento que teu marido é um idiota, cara, é complicado. Eu vou começar a trabalhar para não deveria ser um idiota, mesmo Que a mulher não trabalha, né? Tipo, começar por isso. Por exemplo, lá em casa, minha esposa não trabalha mais e eu trabalho. Eu não posso ser um idiota, né, de
de de controlar, de ficar falando, é, você não faz e tal, né? Então vê, tente acertar primeiro o seu casamento, porque talvez se você começar a trabalhar, teu marido vai continuar sendo um idiota de qualquer forma, só que agora não pega tanto no pé, né? É que é assim, né? Tem a questão do ciclo Da violência, né? O abusador, né? O agressor, ele não vai chegar te batendo, abusando de você. Não é assim. Uhum. Você imagina, a gente tá aqui no relacionamento e você começa a me xingar, eu vou falar: "Deus me livre, não vamos
sair, não quero ver mais essa pessoa". Uhum. Ele é encantador. Então o que que acontece? Ele é porque assim, o abusador ele é muito manipulador, ele consegue aqui, ele precisa exatamente pegar a vítima. E e esse é um ciclo Muito perverso, Duda, porque ele vai conquistar e vai ser, né, muito galanteador, manipulador. Ele vai falar tudo aquilo que a vítima quer ouvir. Uhum. E aí é que vai mudando a chavinha aos poucos. Aí ele vai começando a ter, ele quer o quê? Controle sobre a vítima. Então ele começa a controlar quem são os amigos, se
vai ver os parentes, a roupa que tá usando, o decote, a menina, não sei não, essa cor não gosto, a cor do batom não, não pode. Ah, não vai sair Com quem? Tá falando com quem no telefone? Deixa eu ver o teu WhatsApp. Vai entrando no controle e a vítima, na grande maioria das vezes, acha aquilo bonitinho. Ele só tem ciúmes de mim. Ciúmes é uma das coisas mais nefastas. É isso que assim a gente passa aqui para as pessoas. E aí ele vai entrando na questão, eu vou até te contar, teve o caso, né,
que envolve um promotor em Minas Gerais e o que que ele fez? Uma mulher linda, né? Eh, ele vai, todo Galante vai casar com ela. Enfim, ela estava estudando. E aí começa o seguinte: "Não, você não precisa estudar porque eu cuido da casa". Aí ela começa a ter um filho, tem o segundo filho, terceiro filho, quarto, a mulher vai tendo aquele montão de filhos e ele tá sobe. E aí ele tá naquela dominação, porque ele quer dominar a vítima. E aí vão, os abusos vão acontecendo. Você tem um abuso psicológico onde você vai destruir aquela
vítima e assim tem toda Uma engenharia social, uma manipulação. E um dos abusos que essas vítimas vão passar, e eu te digo isso porque a gente lida com muita vítima de violência doméstica, é o abuso financeiro. Porque aquela pessoa, ela tá tão subjugada e assim, gente, mas aí quando ela se dá conta, ela deixou de estudar ou ela deixou de trabalhar, ela perdeu o contato com a família, ela perdeu o contato com os amigos, ela é completamente controlada por ele. É um Problema gravíssimo que você é como se você tivesse que recetar a cabeça daquela
pessoa para ela inclusive conseguir se libertar desse universo de violência. E um dos grandes problemas que muitas dessas mulheres não não conseguem deixar é a questão da violência financeira, porque tem filhos e aí faz como? Como é que vou pagar a conta? A escola é a comida, eh é tudo, porque filho tem muitas necessidades, né? Assim, não é Boneca, não é brinquedo. E e a e assim e o abusador ele vai ficando cada vez mais violento. E ass porque a pior das violências é aquela que você não enxerga. Porque quando você tem a violência física,
tipo de uma pessoa tomou um soco, você vê, tá marcado, as pessoas falam: "Que que tá acontecendo? Você tá machucada?" A outra ela tá destruída e você não tá vendo nada. E é aquele sorriso, aquela opressão, porque ela não Tem o dinheiro. Ele vai querer dinheiro para quê? Às vezes precisa comprar um absorvente. Uhum. Precisa comprar um remédio para cólica. Para que que você precisa tomar esse remédio? Para que que você precisa disso? Para que que você precisa de uma, sei lá, de um uma sapato novo, um tênis. Então isso é horrível. Imagina, é o
que você acabou de falar, você precisar ou desejar ter e não poder ter, porque você está completamente dependente a educação financeira, e eu Acho que é um tema super legal para você levar também pro teu canal, é explicar como que essas mulheres conseguem sair desse ciclo de violência financeira, porque o que você acabou de falar, gente, é vou fazer coxinha, vou vender, sei lá, eh, bala, eu vou Vou, sei lá, eu eu sei, eu posso dar aula, eu consigo ajudar uma criança a a ler, escrever, eu consigo ser professora particular aqui, eu vou fazer qualquer
coisa, eu preciso ter uma renda até para porque senão Essas mulheres não conseguem se libertar. E lembre-se que ela já passou por um ciclo aonde ele já tirou ela do convívio familiar, tirou ela do convívio com os amigos. Então aquela vítima tá completamente isolada. É muito perverso, Duda. O a o Instituto Ian na Índia, ele criou, não sei se você deve lembrar, lógico, lembra do microcrédito quando ele começa, que o que ele fala, vamos apostar no microcrédito paraas mulheres, Porque as mulheres, e ele tem lá todo um pesquisa, um estudo, são muito honestas. Você deu,
sei lá, 1000, ela vai te devolver aquele 1000. E com aquele 1000 ela consegue empreender, ela ajuda a comunidade, ela consegue sair daquela pobreza extrema. Então é mais ou menos isso. Tem tanto trabalho bacana para você fazer lá no teu no teu no teu canal e eu me dispoho a te ajudar, viu? Isso é muito bom. Eu acho que tudo começa com o estudo, sabe? Esse é o tipo De coisa que eu odiava ouvir antes de ter meu canal. Mas hoje, depois que você lê tanto é é o estudo, a educação. É, é. Então, o
que, qual que eu diria que é o primeiro passo para essa pessoa, né? Primeiro perceber, né? Não é fácil. É, é, é. E ficar de saco cheio. Eu falo, né, que um dos primeiros passos para você mudar de vida é ficar de saco cheio, porque a gente se acostuma, se acomoda, se anestesia, né? Tem medo. É, então tem que ter um incômodo, né? Aí Estudar sobre educação financeira. Primeiro ponto, como a educação financeira não é uma matéria na escola, a gente acha que educação financeira não é algo a ser estudado, porque se aprende com a
vida e não é algo para mim às vezes. É sim. E e finanças é aquilo, né, cara? Tem muita coisa na escola que a gente não vai usar nunca. Dinheiro a gente vai usar sempre, né? Então agora, depois de tanto tempo tá começando a ter educação financeira nas escolas e tal, Mas eu devia ter muito mais tempo, né? Sim, concordo então assim, eu eu fico doido porque, cara, por que que eu tenho que aprender por um ano inteiro sobre literatura portuguesa e eu não tenho noção nenhuma de direito, de empreendedorismo, de inteligência emocional e de
educação financeira na escola? Entende? né? Absurdo. Você tá corretíssimo. É, hoje a grade curricular ela precisa mudar. Eu acho que Literatura também é importante e até os especialistas e em em que trabalham toda essa parte neurológica, eles explicam que nós precisamos aprender coisas complexas porque nós estamos naquela questão da formação das pontes cerebrais. Mas a gente precisa aprender coisas que façam parte do nosso dia. É o que você falou, educação financeira. É, a gente educação digital é importantíssimo ter direito, porque assim, tudo na tua vida vai esbarrar com Direito também. Tudo, toda hora você vai
esbarrar com isso. Às vezes é a questão de redistribuir e colocar prioridades, né? É que a gente falou, ok, ter literatura portuguesa, OK ter biologia, OK ter química, mas ter três anos disso e não ter nenhum semestre de educação financeira, que não faz sentido, né? Tinha que ter educação financeira desde do você entrou na escolinha. Sim. Banco Imobiliário. Vamos brincar aqui hoje com Dinheiro, né? Ah, até a formação do ensino médio. Só que aí você vê, né? Esses dias eu li um livro, ele é um livro polêmico, ele chama Emborrecimento Programado. Emborrecimento programado é de
um cara que ele foi eleito duas vezes, o melhor professor de Nova York, tá? Então não é qualquer zerruela que ah, tá metendo o pau, querendo lacrar, não. Ele é um cara extremamente competente, autor de vários livrosa, ele foi eleito o melhor professor de Nova York, das escolas lá. Aí quando ele foi dar um um discurso lá para receber o prêmio, mano, ele soltou os cachorro e ele começou a falar sobre como toda a grade curricular, por isso que eu falei que é polêmico, tem gente que não vai gostar disso que eu vou falar, mas
é o livro que tá falando, não é Duda, embora eu concorde em muita coisa com que ele tá falando. Toda a grade curricular é feita para que a gente seja burro, entende? E tipo assim, ele começa A falar que a grade curricular tem a ver com o NSS também. O NSS foi criado em 1940, o mundo mudou e o NSS não mudou. A grade curricular foi criada em 1800, sei lá quando, o mundo mudou tudo e a grade curricular continua mesmo em muito lugar. Examente. Aí ele faz umas queixas, ele fala: "Cara, as coisas mais
importantes da, tipo assim, aritmética, aprender a ler, escrever e tal, eu não me lembro exatamente, mas se não me engano ele fala que são 200 horas que é Necessário para você aprender essas coisas mais importantes." Aí ele fala: "Por que que a gente fica nove no ensino fundamental e mais três, 12 anos aprendendo tanta linguiça, né?" né? E aí assim, é um ponto que eu acho interessante. Eu sei que tem várias pessoas que vão contraargumentar ali e tal, mas é não ter educação financeira não é aceitável para mim. Só que aí você percebe que é
toda uma máquina. Por exemplo, eu fico ma feliz quando Professores de escola pública me mandam foto falando: "Duda, a gente tá lendo teu livro aqui na escola com os alunos do ensino médio". Então, Duda, hoje a gente colocou um projetor, a gente tá vendo seu vídeo aulão sobre educação financeira com os alunos. Acho muito top. Mas você vê livros de educação financeira que poderiam ter na escola, o homem mais rico da Babilônia, pai rico, pai pobre, os segredos da mente milionária, a psicologia Financeira. Só que se isso não for exigido no Enem, as escolas vão
continuar colocando só o que é exigido no Enem. Então tem toda uma máquina que, né, às vezes o professor, os professor de escola, principalmente pública, fala: "Duda, eu tenho que dar meus pulos aqui para conseguir incluir esse tipo de educação financeira que você tá dando porque os alunos gostam muito, só que não tá na grade. Então ele tem que acelerar uma coisa para poder falar Sobre educação financeira sem perder o conteúdo programático dele ali, né? Então, uma vez que aí eu já vou trazer a responsa pro pessoal. É muito fácil eu falar: "Ah, eu sou
burro porque eu não me ensinaram na escola. Ah, eu sou burro de com meu dinheiro porque o sistema, porque o Lula, porque o Bolsonaro". O que te impede hoje de estudar sobre educação financeira? Você que tá vendo, né? Vamos pegar alguns exemplos. Quantas horas por semana você, homem aí gasta Assistindo o jogo do Corinthians ou do Palmeiras? Talvez aí umas quatro, seis, caracas, tá bom? É direito seu. Você mulher, exemplo, tá? Não quero padronizar aqui e estereotipar, mas você mulher, quantas horas por semana você gasta assistindo dorama? 6 horas, 8 horas por semana? Qual que
é o teu argumento para falar que não tem tempo para estudar sobre educação financeira? Entende? Por ex, Vou dar o meu exemplo, Carla. Até hoje, toda vez que eu vou lavar louça, eu boto algum vídeo de educação financeira para eu ir aprendendo enquanto eu tô lavando louça. Maravilhoso, cara. É otimização de tempo. Você sabe que tem uma frase do Napoleão Rio que ele fala, né? A pessoa que para de estudar simplesmente porque saiu, já se formou na escola, está fadada a uma vida medíocre, né? E ainda mais nos nossos dias, ele escreveu isso, acho que
em 1920, sei lá, ainda mais Hoje nos nossos dias que a tecnologia tá mudando o mundo tão rápido. Cara, se você para de Eu acho que, na boa, acho que se me congelassem hoje e me descongelassem daqui a 5 anos, eu não saberia mais viver, porque eu acho que daqui a 5 anos o mundo vai ter mudado tanto, né? Tecnologia, blockchain, criptomoeda, é tudo tecnológico, TI, né? informação é tudo tão rápido, então a gente não pode parar no tempo. Aí trazer, quer ver um exemplo legal, Prático, que tem sobre educação financeira. Esses dias eu tava
indo com a minha esposa para um casamento em Sorocaba. Aí no caminho eu tava falando sobre um cara que eu falei dirigindo, né? Falei: "Amor, você não tem noção do que que o meu amigo fez, mano. Você acredita que ele tava fazendo um financiamento?" Aí começou a se enroscar. Aí ele fez um consórcio para tentar a sorte, ver se sai o consórcio. Aí não saiu. Ele se enforcou, mas ainda Fez outro consórcio para tentar. E tá tá atirando para todo lado e cada vez mais ele se afunda no buraco. Aí a minha esposa, nossa, meu
não. E minha amiga que comprou um negócio, ele comprou outro, comprou outro e hoje ela tá pagando o mínimo do cartão. A dívida dela sumiu, subiu para R$ 22.000 agora. Meu Deus. Daí a gente conversando, eu continuei dirigindo, eu comecei a pensar, eu falei com a Mayara, né, minha esposa, falei: "Amor, você já parou para Pensar que se a gente não tivesse começado a estudar sobre educação financeira, a gente não teria como identificar esses erros das outras pessoas?" Talvez em 2019, eu nem perceberia que esse meu amigo tá fazendo burrice. Ela nem perceberia que é
amiga dela. Só que quando a gente traz a educação financeira pra nossa vida, por meio de livro, de artigo, de podcast, de conversa, o que quer que seja, a nossa Cabeça começa a mudar de forma que a gente começa a identificar erros que a gente nunca viu como um erro. E tem um pouco a ver com aquilo que a gente tá falando antes de começar a gravação, que é quanto a gente ganha. é muito importante, mas dentro do meu canal, dentro das pessoas que eu que me seguem, que eu acompanho, a maioria tá falando: "Duda,
minha vida tá mudando porque eu tô gastando diferente, não porque eu tô ganhando mais". E isso é um ponto que se você não traz educação financeira para você, você não consegue perceber. Caramba, eu, por exemplo, Da, eu tenho um canal 3 milhões e meio de seguidores, o MBT, o caramba, todo livro que eu leio, eu penso, Carla, caramba, velho, como é que eu nunca pensei nisso? Olha que legal, como é que eu nunca aprendi isso? É porque eu realmente nunca aprendi isso. Agora lendo o livro, eu começo a aprender e eu sou um cara que
não é dos mais mal Instruídos. Eu sou um educador financeiro. Cada livro que eu leio, eu aprendo alguma coisa, eu falo: "Mano, né?" Só que a pessoa que é alienada, que ela acha que não precisa, ela não consegue detectar os próprios erros, nem o erro dos outros. Então, ela vai vivendo naquele ciclo, né? Que chama de corrida dos ratos, né? Que é o quê? Você trabalha, sabe aquele ratinho que fica numa roda, né? Que não sai do lugar. Você trabalha para ganhar dinheiro, para Pagar boleto para ficar sem dinheiro. Para trabalhar para ganhar dinheiro, para
pagar boleto para ficar sem dinheiro. Mano, eternamente um rato rodando ali não sai do lugar. Por quê? Porque você não estudou sobre educação financeira a ponto de pensar, por que que nunca ninguém me falou sobre isso? Por que que nunca ninguém me explicou sobre investimento? Por que que nunca ninguém me mostrou que investimento é para pobre? Lógico, porque a pessoa acha Que investimento é para rico. Investimento é para quem quer ficar rico, né? Por que que ninguém nunca abriu a minha mente sobre fonte de renda alternativa? Por que que nunca ninguém me explicou sobre reserva
de emergência, que é um dinheiro que eu deixo separado para que quando vier uma emergência não precise depender e me afundar num empréstimo? Entende? É um monte de princípio que envolve a educação financeira que nunca foi exposto para Nós. Então a gente, e isso eu bato muito na tecla, cara, vocês me desculpam o preconceito aqui, mas é tua função ser um idiota consumidor de Big Brother. É opção tua. Ninguém tá botando um revólver na tua cabeça falando: "Vai assistir Big Brother e A Fazenda". Cara, você gosta, mano? Goste, seja feliz. Eu Duda, desculpa preconceito, eu
acho um bagulho extremamente idiota. Então, cara, vai fazer alguma coisa produtiva, só que o cara é tão burro que ele fica Ali acompanhando a vida de um cara que já é cagado de rico ganhar 15 milhão e meio e você continua pobre, lascicado, sem dinheiro para comprar uma tubaina, entende? Entende que é uma inversão de valor? Adoro você, adorei você, Dida, né, mano? Tipo assim, caramba, para de ficar torcendo pro cara lá que muitas vezes é um idiota, ganhar o bagulho e vai você aprender a ganhar dinheiro para sair dessa pobreza desgraçada aí, entende? Só
que aí esse é o tipo de Coisa que eu falo, porque eu não gosto de pegar leve com vitimismo. Ah, mas ninguém me ajudou. Ah, mas não sei o quê. Ah, mas você deu sorte. Tá bom, então vive nessa desgraça aí, caramba. Se você não trouxer a responsa para você começar a estudar, eu vou fazer alguma coisa. Não, daqui a 20 anos você vai estar com a mesma queixa. Sigo mais frases de meu avô. Tudo de bom e de ruim que acontece na sua vida é de sua responsabilidade. Ele sempre me falou Isso. Então assim,
a gente tem que entender, a gente tem que parar de jogar a culpa no outro. As coisas não dão certo por causa do outro. Eh, ou se deu certo por causa do outro. Não, se deu certo é mérito seu. Se tá dando errado você tem que rever porque tem sua mão ali. E digo mais, tem até a questão, a gente tava falando de educação financeira. Para mim tem os crimes financeiros. Quando eu vejo o que fazem com os aposentados, crédito consignado, Isso é criminoso. Uhum. Pega o coitado do velhinho que ganha aquela aposentadoria, fica oferecendo
um monte de coisas para eles para eles se encralacrarem. Quando eles vão ver, eles não têm dinheiro mais para absolutar nada. Para mim, isso é um crime. Isso é criminoso. Isso que os bancos fazem é criminoso. É assim, é, é, é assim, é de cortar meu coração. Falo assim, gente, não, não pode. A gente não pode Ajudar uma pessoa idosa a se afundar. Da mesma forma que uma pessoa que tá ali achando que ela vai ganhar dinheiro, apostando gente nas bets, no jogo do tigrinho, eu falei assim: "Você não vai ganhar dinheiro. A única pessoa
que ganha dinheiro é a empresa que criou aquele algoritmo. Uhum. E esses influenciadores que são pagos para te enganar, correto, D? Sim, sim. Não, eu eu falo, né, que as plataformas de aposta elas têm três pessoas envolvidas. O primeiro é o dono da plataforma, que é bilionário. Uhum. O segundo é o influenciador que divulga, que é milionário. E o terceiro é o otário que joga, né? Então assim, cara, já tá mais do que comprovado que isso aí é para é pega trouxa para caramba. Sem falar que tem gente fala: "Não, uma coisa é tigrinha, outra
coisa é a posse esportiva". Mano, agora tá rolando a CPI do do futebol aí, né? Exatamente. Eles estão, cara, já tá tudo manipulado. Os Jogadores estão fazendo coisas de propósito para ganhar dinheiro na bet. UFC, por exemplo, que para quem gosta de luta e tal, né, cara? É nítido que o bagulho já tá tudo comprado por causa das apostas Bet. As apostas bet, elas estão tirando a graça das coisas que eram o lazer das pessoas, né? Então é muita coisa envolvida. Eu tenho um ranço muito grande. Esse dia eu fiz até um vídeo falando: "Pare
de seguir influenciador que divulga posta bet". Cara, não é não não é legal isso, sabe? Não, não faz sentido. E uma coisa é o pobre que assim, se o pobre vai na bet, é burro. É burro, tá? Desculpa, é burro. Eu sou sou burro e um monte de coisa também ainda, tá? Mas é burro. Só que às vezes você tá sendo burro porque você tá desesperado e você baixou a guarda porque você não tem mais de onde tirar dinheiro, tá? Eu preciso de alguma coisa porque eu não aguento mais. Eu não tenho como comprar o
leite. Aí vai lá e faz Burrice, perde dinheiro na Bet. Só que o influenciador ele aí, aí já não é para mim uma questão de burriça, uma questão de caráter, car, sabe? É o cara tem dinheiro para caramba, jogador de futebol que ganha milhões por mês. Por que que precisa de mais milhões para divulgar um negócio que nitidamente tá fundando o nosso país? Uhum. Tá gerando mais ansiedade, depressão, suicídio, um monte de praga. Esses dias um cara falou: "Não, mas se é legal, tudo bem. Cara, nem tudo que é legal é moral, sabe? Eu acho
que aí entende, tipo assim, se o governo falar alguma coisa que para mim não é moral, mesmo tendo, podendo fazer, eu não faria, né? Então, acho que o que mais pega para mim é por que esses influenciadores eles se vendem tanto por uma coisa que nitidamente tá ferrando a vida das pessoas. Por exemplo, eu, como eu falei aqui no começo do programa, foram vocês que mudaram minha vida. Como que eu, cara, Vou? O, e já recebia proposta também, sabe? Tipo assim, gente, não para também muita, sabe? Porque eu falo, vou te investigar aí. Sumiram. Boa,
boa. Porque, ó, o meu canal é voltado para pobre e o que essas galera mais quer é pobre. Sim, porque vai achar que pode mudar de vida. Então, já fizeram propostas milionárias para mim. Cara, como que eu vou aceitar ganhar dinheiro sabendo que isso vai ferrar a vida das pessoas que mudaram a minha vida, Entende? Tipo assim, não tem para que eu fazer isso por dinheiro nenhum, né? Então acho que tem muita gente sem caráter que tá divulgando aí, tem gente também que é sem mas é opção do cara, tá? Então é a mesma coisa
que eu falar, o cara divulga cocaína, mas com moderação. Pô, não adianta, isso gera vício. Todo mundo que é viciado em bet não achou que ia ser viciado em bet. E o jogo do só jogar um pouquinho. E o jogo do vício, ele esse vício eletrônico, Inclusive ele é muito mais nefasto que inclusive o vício da droga. É, né? Porque ele mexe com as suas questões cerebrais. Então você quer aquela cor, a música, o barulho. Isso acontece também de uma outra forma com as crianças. Eu até tava contando aqui pro Duda, que tão hoje, né,
completamente imersas nesses desenhos glitados. extremamente violento, onde a gente tá dessensibilizando as crianças. E o que que acontece? Eh, a criança fica presa Naquilo, o pai, a mãe não entende o que tá acontecendo porque acha que é uma coisinha boba e quem produz aquilo e as plataformas ganham bilhões. É porque tem bilhões de visualizações. Aí eu te pergunto, Duda, tudo é só dinheiro? Dureza, né? É, não pode ser, né? É, eu acho que a gente tem que ter responsabilidade, né? O dinheiro ele é super importante, é o que você falou, a gente não vive sem
ele. É uma coisa, ah, não, não. O Dinheiro ele é importante porque ele traz conforto, ele traz bem-estar, ele traz segurança, né? Ele te traz, sabe, diminui a tua ansiedade em relação a um monte de coisa. Mas a gente precisa ter responsabilidade como a gente vai ganhar dinheiro também, né? Através do quê? De a gente vai tá fazendo vítima, a gente vai tá destruindo a vida das pessoas, a gente vai tá enganando os outros. Isso é muito triste. Sim, sim. Uhum. Né? E é sempre assim, né? É a ganância, é o Querer mais. E isso
é um negócio que vem sorrateiramente, né? Tem uma frase que eu falo no meu livro que é: "A generosidade é o melhor remédio contra a ganância". Tem gente que só quer ganhar em cima de tudo. Por exemplo, esses dias eu tava num no lá perto da em Osasco, lá perto da onde eu moro, né? Aí eu fiz um vídeo divulgando um cara que vende churros numa Kombi lá, né? Falei: "Galera, esse cara aqui vende churros aqui, ó, muito Barato, R$ 5 os churros e tal". Um monte de gente falando: "E Duda, você fez o vídeo
só para ganhar churros de graça, mano. Hoje eu cobro R$ 40.000 R$ 1.000 por um combo de res mais story no meu canal. Você acha que eu vou fazer questão de, mano, me vê uns churros de graça que eu faço um, né? Entende? Todo mundo pensa, é, não, todo mundo acha que tudo que eu tô fazendo é para ganhar algum tipo de benefício, entende? Então não é assim, cara. A gente tem que ser Generoso. Eu faço questão, tem muito lugar que o pessoal fala: "Não, Duda, se eu fizer um story aqui, tal, você não, eu
vou pagar, velho. Você não tá fazendo teu trabalho, vou pagar, entende?" Então, valorizar as pessoas, mas tem gente que quer ganhar em cima de tudo sempre, né? É. E isso aí é a questão da ganância, da avareza. E é uma coisa que ela pode corromper tanto ricos quanto pobres, né? Eu falo muito também, seja generoso desde já, porque tem gente que Acha que vai mudar quando enriquecer. Não, quando eu for rico, eu vou ter um coração generoso. Não, teu coração não muda com dinheiro. Se você é avarento agora, você vai ser um rico avarento depois.
Então comece a fazer coisas boas hoje para que você vá evoluindo mesmo. Porque se você é uma pessoa generosa, é a pessoa que eu mais torço para que enriqueça. Agora se você é uma pessoa avarenta, se eu tivesse condição de te enriquecer, eu não enriqueceria, porque Você só pensa em você, né? Esse esse acho que eu, cara, dia tava fazendo uma reflexão, né, sobre guerras e tal. Acho que talvez o mal do mundo hoje, um dos males, talvez o um dos piores, é o egoísmo. Sim. Sabe, o egoísmo talvez é a causa da maldade, da
da antipatia, da da guerra, da da dos conflitos. É cada um pensando em si, ninguém pensa no outro, pensa em ajudar outro. E o dinheiro é uma ótima forma de você expressar esse amor ao próximo, Essa generamente. Não tô falando de ser obrigado nem nada, tô falando de voluntariamente você querer ajudar pessoas, né? Só que cada um pensa em si e isso gera problemas, isso gera crimes, né? A gente tá falando sobre crimes, né? Cara, o dinheiro ele ele tem o potencial, né? Eu não gosto de falar que o dinheiro corrompe, eu gosto de falar
que o dinheiro ele pode potencializar aquilo que a pessoa já é. Então assim, tanto pouco, porque tem gente tem Preconce, ah, eu não quero ser rico porque o dinheiro corrompe. A pobreza também pode corromper. Sim. Tem muita gente que vai pro crime por causa da pobreza e tem muita gente que enriquece também vai por crime por causa da ganância, né? Ele é é que não dá para falar que divulga bet é um crime, mas tem um pouco a ver com isso. O cara já é muito rico, só que ele aceita ferrar a vida das pessoas
por mais dinheiro. Então o dinheiro ele pode gerar e tudo Isso tem a ver com a educação financeira. A questão da generosidade é um pilar da educação financeira, assim como a renda reserva de emergência e investimento. O dinheiro não me controlar, eu controlar o dinheiro. Só que aí vem a ganância, vem a avareza, vem e o egoísmo, vem o o que, sei lá, sabe? Tipo crimes, vem a falta de empatiapes, a falta de empatia, né? Você sabe que eu tava contando pro aqui pro Duda, tem um Caso agora, né, que enfim tá com bastante fervor
aqui na mídia, que é o caso da Bruna, dessa acadêmica da USP lá, né, da USP. E é tão triste quando a gente recebeu a seguinte informação do grupo de perfilamento, né, eh, e dos investigadores. A Bruna estava voltando para casa porque o pai dela precisava trabalhar e ela tem um filhinho pequeno e ela precisava ficar com esse filho. Ela tava sem dinheiro, ela não tinha dinheiro para pagar um táxi e o ônibus Já tinha passado. Demoraria muito para chegar o próximo e ela precisava chegar em casa. e ela resolve que vai a pé. Vai
chegar num determinado momento que ela vai parar, tipo, numa banca e vai pedir ajuda para carregar o celular dela, porque, infelizmente, o celular dela também estava descarregado. Isso me cortou tanto o coração, porque isso poderia ter salvado a vida da Bruna. A pessoa Nega e diz: "Para você carregar o celular, você precisa pagar R$ 4.". Nossa. E ela não tinha os R$ 4. Ah, desgrac, gente. Era só deixar ela dar carga no celular para ela poder ligar, para poder combinar da alguém encontrar com ela, para ela não ficar sozinha, não ficar vulnerável naquela via pública.
Quando eu escutei aquilo, Duda, que meu, sabe assim, parece que esse é um negócio, arranca do coração da gente, né? Falar, você tinha vontade de estar Lá. Poxa, porque eu queria est lá, porque eu eu teria chamado, né, os meu eu teria chamado um um um carro para ajudá-la, né? como que a gente vai se desumanizando, porque isso é uma assim, é lógico que a pessoa tem que ganhar o dinheiro dela e tudo, mas quando você entende que é uma mulher em desespero, uma condição de vulnerabilidade ali, né, de poder ser sofrer, e de fato
ela Acabou sendo atacada por um predador e acabou sendo morta. Hum. Então, que essa pessoa pense no que ela fez e que isso fica de fique de exemplo para outros, né, que fazem o mesmo. Exatamente. Porque se ela falar: "Ah, mas eu eu não tive culpa". Infelizmente você teve, porque você teve a opção de ajudar ou de não ajudar. E R$ 4 não mudariam a sua vida, mas deixariam essa moça viva. Não. E e a treta, né, que assim, alguém pode falar: "Ah, mas o cara não tem Obrigação". Tudo bem, não tem obrigação. Mas uma
coisa é você tá meio-dia e chega uma molecada querendo carregar e tal. Outra coisa é o contexto que isso tava de madrugada, né, de noite, uma mulher, rua escura, ela contando o porquê, né? E e é só dar, eu já carreguei o meu celular já em loja de tipo de eh casa da do pão de queijo, sabe? No aeroporto uma vez e a pessoa deu lá e falou: "Meu, 5 minutinhos?" Claro, pode fazer. Agora é uma pessoa muito sem noção, porque eu Sei que vai ter gente sem noção que vai falar: "Não era obrigação do
cara". Eu sei que não é obrigação, mas o bom senso, a noção, a empatia, como você falou, né? Poxa, mano, não era nítido que caramba, larga a mão se muquirana, desgraça. Deixa carregar aí, porque é uma situação que, mano, tá vendo que é uma emergência, né? Mas isso volta pra vida da pessoa. É isso que as pessoas também têm que entender, que tem uma questão meio energética, né, Duda? Assim, é o que você falou, você tá onde você tá graças a essas milhares de pessoas que estão aqui hoje te acompanhando. Então você tem uma responsabilidade
e você não pode virar as costas para essas pessoas e e muitas pessoas vão te pedir ajuda. Você vai virar as costas, você foi ajudado. Você entende isso? Sim, a gente não vira as costas para uma pessoa que tá pedindo ajuda e tem determinadas ajudas que podem salvar a Vida de uma pessoa. E assim, eu não consigo virar as costas também para uma vítima quando ela tá ali e ela assim, senão o que que é o nosso trabalho? É só isso. Eu acho que ele precisa ser mais, sabe? cada pessoa que a gente vê florescer,
crescer, que você salva, que você ajuda, gente, tem um impacto maravilhoso dentro da nossa vida, entende? Isso é muito importante. Eh, a gente a gente se sente mais forte. É. E de novo, Isso volta inclusive na sua qualidade financeira. Sim. Sim. Hum. Porque você tá fazendo bem e o bem não tem preço, gente. É, uma vez eu li uma frase, acho que era um provérbio judeu, se não me engano, alguma coisa assim, que falava alguma coisa assim, a generosidade, o o ato da generosidade é a sua própria recompensa. Como que dizendo assim, eu não vou
ser generoso para ganhar algo generoso é a própria recompensa, o Prazer de eu saber que eu tô ajudando alguém, sabe? Eu achei interessante porque tem gente que quer sempre ganhar algo em troca. Então eu vou ajudar para ganhar isso. Eu vou fazer para que quem sabe depois eu ganhe isso. Aí eu achei legal essa ideia, né, de que o ato generoso é a própria recompensa em si. O prazer de eu ser generoso e saber que eu tô ajudando alguém já é a minha recompensa. Então não preciso ganhar nada por ter ajudado, por ter deixado Carregar
o celular, por ter comprado um sho de graça porque eu sou um youtuber ou coisa do tipo, né? Mas é isso, né? É. E que legal que você fez propaganda dos churros. Fiz. Ele ficou não. Esses dia eu fiz uma propaganda de uma mulher que vende feijoada do outro lado da minha rua, né? Maravilhoso. Aí eu, olha só, não é, mano. Viralizou o barulho a mulher. Aí eu fiz um evento num livro, a dona da que eu nem conhecia ela, né? Era um ch, uma feijada muito boa, R$ 39 e Dava para dois. Olha que
delícia. Aí eu falei, galera, hoje eu tô com a minha esposa aqui nesse lugar aqui, ó. Ficar perto de casa. Olha essa feijoar. R$ 39 para dois. Aí você me ganha, mano. Bombou o restaurante da mulher e ela foi num evento que eu tava e me levou um kit com feijoada e falou: "Duda, você mudou a nossa história por causa daquele vídeo". Ela falou que todo sábado e quarta-feira agora lota o negócio. Então isso é a minha a recompensa não é uma Feijoada que ela me deu. É alegria de saber que eu mudei a história,
porque eu fiz um story porque eu quis. A vida dela. Você mudou a vida dela. É isso que essa pessoa que não deixou a Bruna carregar o celular que ele entenda. Você podia ter salvado essa moça. Ela poderia estar viva. Ela tinha um filhinho de 7 anos que perdeu a mãe. Então assim, é é sobre isso. A gente precisa falar sobre empatia também. As pessoas precisam eh voltar, sabe, ter noção que nós somos Humanos. Sim. E sabe uma coisa que é interessante com ainda dentro desse contexto da empatia, né? Vou falar um erro meu. É
engraçado como a gente vai deixando de se sensibilizar pelas coisas e a gente começa a querer julgar as pessoas. Por exemplo, quando eu ouvi, e eu tô falando que foi um erro meu isso, quando eu vi essa história dessa Bruna que tava andando em Itaquera, num lugar escuro à noite, primeira coisa que me Vem na cabeça, pô, mas também é burro, hein? Que que tá fazendo lá à noite? Então a gente começa a querer botar argumento para E eu não sabia do que tava acontecendo. Eu não sabia que ela tava sem bateria, eu não sabia
que ela tinha perdido o último ônibus. Então tem uma tendência que vai meio que cauterizando o nosso coração, que é de querer, não, né, não que é de querer ser mal, mas sabe, tipo de querer falar também, mas quem mandou também, mas por Que que tava fazendo isso também, né? Então é uma maldade que a gente tem que lutar conosco mesmo, porque às vezes, assim como o cara da banca foi um idiota, eu posso ter sido um idiota só de ter passado na minha cabeça esse tipo de pensamento. E às vezes a gente tem que
tomar cuidado com o nosso coração, porque a gente vai perdendo a sensibilidade, a misericórdia, o amor ao próximo, né? E isso vai secando a gente por dentro, né? Então acho que é um Ponto que é muito comum a gente ver esse tipo de justificativa em comentário, mas também porque que tava lá, né? E exato. E ela não fez nada de errado, gente. Ela tava indo pra casa porque o pai precisava trabalhar e ela precisava ficar com o filhinho dela de 7 anos. Veja só, né? Que destino, que que coisa cruel tudo isso. Uma mulher responsável,
ela falou: "Não, eu preciso chegar em casa, meu pai tem que trabalhar". E aí a sucessão de coisas que foram acontecendo E aí no final ela precisava carregar o celular. Mas Duda, a gente chegou no momento filosófico. Primeira coisa que eu quero saber, você volta aqui outras vezes? Vamos, vamos sim. Olha, eu adorei o Duda, de verdade. Você é uma pessoa adorável. A gente tem cinco perguntas filosóficas aqui. Vou deixar para você escolher uma. Olha só. Vamos aqui, aqui e aqui. Pode escolher a que você quiser e responde Pra gente. Eu vou nesta. Então vai
aí, Duda. Deus ético sacrificar. Nossa, só de ter a palavra ético já já já vai exigir mais, né? Ético sacrificar os direitos individuais em nome da segurança coletiva. Deixa eu tentar pensar num exemplo para isso. Os direitos. Caramba, esses dias eu tava numa reflexão sobre isso, sobre o que ético e O que não, o que é o que é legal, mas não é moral, por causa do justamente do negócio das betes, né? Uhum. Agora, deixa eu pensar aqui se eu consigo pensar num exemplo para trazer. Talvez, eu não sei se isso seria um exemplo, mas
tipo assim, todo mundo ter que ficar em casa obrigatoriamente, porque tem um louco a, não sei se isso seria um exemplo, sabe? Tipo assim, a partir de hoje todo mundo não pode sair de casa por dois dias. Uhum. Tá ferindo o meu direito individual de ir e vir. Uhum. Em nome da segurança coletiva. Cara, eu eu precisaria ter exemplos. para falar se eu acho ético ou não. Me ajuda aí. Você que é jornalista, você consegue, você tem uma resposta para isso? Por exemplo, o direito da escolha de tomar ou não tomar vacina? Ético. Hum. Ah,
esse é um bom Exemplo, porque esse aí tem muito a ver com o coletivo, né? Então o seguinte, não, eu sou contra, eu não quero. Então é ético. Uhum. Né? Então assim, mas e a coletividade? Como é que fica tudo isso? Se eu não me vacino, logo eu posso, né, passar vírus pros outros. Então tem vários dilemas. Esse ótimo, esse aí que você deu é ótimo porque aconteceu muito, né? Teve muita briga. Sim, né? As pessoas falavam: "Não, mas é o meu direito de não de não querer." Mas Será que é? É, entendeu? Entendi. Tá,
eu vou me sacrificar. Eu não, mas eu não quero. Então assim, é meu corpo, meu, minhas regras. Aham. Então assim, tem, mas tem o que acontece muita, talvez para determinados assuntos, as pessoas vão te dizer assim: "Não, aqui eu aceito, então se você aceita, você aceitaria para tudo. Não, mas para isso aqui eu não vou aceitar". Você entende? Que aí você começa a querer eh parametrizar e dizer isso sim, isso não, Isso sim. Então assim, ético ou não ético? Caramba, difícil essa pergunta, porque eu tô pensando principalmente no caso da vacina de Covid, que muita
gente não quis tomar, mas ao mesmo tempo queria estar em ambientes públicos. Exatamente. Eu acho que seria um exemplo a pessoa falar: "Eu não quero tomar, mas eu vou ficar em casa para não ferrar a vida dos outros". Então eu não acho ético uma pessoa que se recusa a fazer isso e Ainda assim pode potencializa, né, o risco de de prejudicar todas as outras pessoas, inclusive familiares. Por exemplo, eu conheço gente que se negou a dar vacina pro pai e pra mãe idoso. Uhum. E morreram. Tristeza, entende? Então eu acho triste. Então assim, cara, eu
não sei se é porque eu tô pensando assim, se ético eu eh que eu tô pensando se ético o governo exigir alguma coisa ou se ético eu mesmo tomar uma decisão assim, Sabe? Cara, difícil essa pergunta. Eu acho que ela, infelizmente, é o que você falou, né? Se a gente tentar relacionar, vai ter um monte de coisa que sim, um monte de coisa que não. Aí tudo vira meio relativo, né? O seu corpo é seu. Uhum. Não é só que a questão, vamos, e acho que a vacina é um bom exemplo, você tem o direito
de se negar. Aham. Sim. Porque ninguém poderia, a princípio, te obrigar, te segurar para Te vacinar. Uhum. Ah, mas e a coletividade? Eu acho que eu prefiro essa aqui. Tô brincando, tô brincando. Não, eu acho que eu acho que é ético você sacrificar os seus direitos em por em prol de um bem maior, principalmente pensando em que coisa que de fato é benefício pros outros, né? Então assim, eu sacrificaria direitos meus por opção minha, né? que aí eu tô pensando em eu trazer a responsabilidade do ético para mim, não que, ah, o governo me proibiu.
É, então assim, eu sacrificaria direitos meus em prol de benefício para outras pessoas ou mais pessoas, que acho que tem um pouco a ver com a questão do egoísmo que a gente tava falando, né? Então, pensando nesse aspecto, eu acho que é ético eu sacrificar direitos individuais. Agora, a treta é quando isso se torna uma lei, sabe? Tipo, entende? Tipo assim, o governo falar que você vai ter que sacrificar em prol do aí acho que é um Um outro cenário. Mas eu individualmente pensando, eu acho que é ético, é moral, é bonito, é nobre, é
admirável eu sacrificar direitos meus por opção minha em prol de um bem coletivo. Muito bom. Ó, eu coloquei o Duda para pensar. Ele vai voltar para casa pensando sobre as questões, né, de segurança coletiva. Ah, segurança coletiva, né? Vocês têm uma resposta para isso de vocês? O que acontece? As respostas elas são individuais. Então assim, o que eu te Falei, tem grupos de pessoas que vai ser contra, tem outro grupo de pessoas que é a favor e aí depende da visão de cada um, né? Então é complicado. É uma pergunta filosófica muito complicada, porque para
determinados assuntos talvez você diga sim. É, para outros talvez você diga: "Não, eu adorei te conhecer. Parabéns pelo seu trabalho, pelo que você faz, porque as pessoas entendam a importância da educação financeira. Ela é muito importante porque ela realmente, E tem o livro dele aqui, vamos fazer propagando. Deixa de ser pobre. Melhor livro de educação financeira para quem enjoou de ser pobre. Eu vou, eu vou ler muito aí. Essa semana ele ficou no top five de livros mais vendidos do Brasil na Amazon, dentre todas as categorias. É, fiquei muito feliz com essa conquista também. E
ele foi um dos finalistas do prêmio Jabuti. Olha também. É muito legal. E vai ter outro. Tá no forno. Tá No forno. Vai ser muito bom. Parabéns pelo teu trabalho, pelas suas conquistas. Que você voe muito longe. Você merece. Amém. Você é uma pessoa muito original. Já tô tua fã. Obrigada. Eu fico feliz demais. Valeu demais. Valeu pelo convite. Espero que tenha atendido as expectativas sempre. Foi um prazer, viu? Olha, hoje estivemos aqui com o Duda do Primo Pobre no Pode Ser e a gente espera vocês na próxima semana. [Música] เ