[Música] olá hoje é o dia do folclore o panorama aproveita a data para lembrar os personagens lendários da nossa tradição cultural qual é o primeiro que vem à sua mente vamos abrir o programa com uma reportagem feita pela tv cultura do amazonas é quase automático associar folclore a histórias que nasceram na floresta fruto da imaginação e das crenças e ao falar em floresta não dá pra esquecer de um estado brasileiro cujo nome surgiu de uma lenda amazonas cenário de contos que envolvem quem nasce na metrópole ou nas comunidades nativas ainda na infância miguel aprendeu acreditar
no que os mais velhos contavam histórias indígenas são contado através dos velhos das senhoras idosas reconhecia que as coisas com papas mans nós para as filhas depois das filhas-netas é assim que está contada a histórias e esse conhecimento chega nas cidades em forma de arte festejos e eventos atraem turistas e famílias que querem se sentir mais perto da própria cultura o boi bumbá é um dos símbolos culturais amazônicos eo narrativas que vão da fantasia a religião o doutor em antropologia cristã pio destaca as influências que contribuíram para a formação desse patrimônio imaterial a gente percebe
um legado importante fortíssimo das tradições ibéricas de se imaginar ibérico portugal espanha é muito interessante perceber essa integração entre as coisas mogi as indígenas no estado ea cosmologia cristã que a alegada pelas tradições ibéricas o conto do curupira a lenda do boto ea fábula do guaraná são algumas das histórias pintadas nos quadros do artista visual francimar barbosa 20 crianças contando suas histórias e eu acho que o artista ele tem o dever até obrigação de retratar o ambiente em que ele vive de retratar isso pode deixar para a posteridade né o glory traduzido em música literatura
artesanato culinária e até usado como instrumento medicinal do caboclo que tem bases nas ervas e rituais indígenas é possível encontrar um acervo que representa essa diversidade no museu do homem do norte dentro do centro cultural povos da amazônia em manaus falando de folclore o o oe museu do homem do norte sem dúvida uma das maiores representatividade sac do centro cultural que essa grande reunião dos saberes e das tradições que são passadas de geração em geração a cultura existe não só ao tempo mas a intervenção urbana vimos que mesmo aqui na cidade é possível sentir bem
de perto a energia dos povos tradicionais energia essa que permanece viva graças à força de costumes e saberes folclore é identidade de manaus e brian sami para o panorama [Música] e para falar sobre os personagens do nosso folclore nós sempre recebemos a escritora e jornalista januária cristina alves é pesquisadora da cultura popular brasileira e o cineasta paulo morelli morelli diretor do longa malasartes e o duelo com a morte você pode participar da sua conversa mansa perguntas e comentários pode ser pelo facebook também pelo twitter usando a hashtag panorama tv cultura muito obrigada paulo januária pela
presença hoje relação de vocês dois com projetos recentes sobre o nosso folclore né a januária que lança agora o livro abecedário de personagens do folclore brasileiro eo paulo que lançar o longa malasartes e o duelo com a morte então antes de mais nada porque o interesse nem buscar e personagens do nosso folclore eu sempre fui mais apaixonada pelo folclore eu cresci ouvindo histórias do folclore é uma família de pernambucanos que gostam muito de de contar essas histórias de tradição oral eu acho muito importante a gente passar para as novas gerações não é alguém falou e
na reportagem dada a importância do compromisso do artista em fazer o registro dessas histórias que são tão importantes para a gente compreender a identidade do povo brasileiro no momento que a gente tá eu acho muito importante sim a gente lembrar não é das nossas riquezas nem o folclore da gente é que tem senão ele vai bem por aí o processo que eu passei é mas eu sou paulista anos o pernambucano não tem essa tradição é oral na família mas eu fui atrás da cultura brasileira quando eu resolvi fazer um programa de tv nos anos 80
faz muito tempo e encontrei o personagem do malasartes lendo câmara cascudo que é um cara que fez 19 a gerência da tradição oral brasileira encontrou passado mas me apaixonei achei ele profundamente brasileiro e acho que é isso me inspirou a fazer esse filme que levou tanto tempo para ficar pronto e levou mais de 30 anos para ficar pronto enfim as décadas foram passando as coisas foram acontecendo até que chegou o momento de profundo e poder de fato ser feito e eu acho que tem a ver com isso de de conhecer o brasil e transmitir a
quem nós somos pra exatamente nesse ponto que eu ia tocar exatamente esse é o nosso folclore folclore de cada região de cada país conta muito sobre a nossa história não é januário que é que se for falar sobre a nossa identidade no nosso caso aqui no brasil é sem dúvida a gente é na verdade o brasil são muitos brasil é muito interessante né na minha coleta na minha pesquisa encontrar personagens sei lá a caipora lá no nordeste aqui mais para o sul é o caipora então são muitas histórias né cada um conta de um jeito
cada um entende de um jeito e isso faz parte desse país é que é acolhedor nem eu acho que o nosso folclore mostra também um pouco como é que o brasileiro foi se aculturar ando então temos as tradições africanas indígenas temos as européias temos as árabes que quando a gente vai ver tudo isso a gente incorporou ea gente recontou né do nosso jeito então isso diz muito do brasil né que é esse país realmente quente em que todo mundo é se confraternizam né a gente é muito tolerante é e acho que o chile ele achou
um novo caminho parecido com isso ele o elenco esperto né então ele vem da da cultura e bélica portugal-espanha aliar a pedro d or de malas e ver o brasil se incorpora na cultura brasileira e essa coisa do brasileiro seis perto que tem um jeitinho aqui já tinha lhe ele é a figura do mazza antes eu acho isso muito rico da gente poder ver e se entender né é um personagem estava se perdendo na do focalal as crianças não estavam mais conhecida não só a imagem dele ainda é que é a ilustração justamente que tem
aqui no livro da januário é feita pelo btg ilustrou alguns elementos aí né é uma lava jato com uma galinha embaixo do braço o interessante é que a gente estava comentando que ele é bom nem ruim ele não para os golpes mas ele não é um mau caráter eu acho que isso é uma grande diferença que de de resgatar um lado puro o filme o filme tem uma infinidade tem uma delicadeza é uma fábula é e aonde traz esse personagem com esperteza mais um bom coração eu acho que isso foi o que me atraiu uma
das artes que eu quis fazer um filme para mostrar ele traz esse dna bra vs dna brasileiro sim ele tem muito essa questão da ética não é nada mais atual do que nos dias de hoje não é dúvida é um jeito de resolver os problemas né um jeito de resolver as questões e não é um jeito que nem é certo nem errado é um jeito né uma maneira é uma saída que tinha ele encontra e é sempre muito bem humorado gente isso na maior parte das lendas muita gente me fala você fala do homem do
saco fala isso às vezes é um terror não é que pega o menino comeu menino eu falo mas tem sempre muito o morro e essas questões estão no imaginário e é muito bom que a gente estimula as crianças a continuar imaginando a continuar se perguntando é o folclore tem essa essa característica né eu acho importante a mentir voltar os olhos para a cultura brasileira porque senão ante os jovens a os criança estão olhando pra filmes estrangeiros né gente começa a viver o imaginário folclore deles mas vamos olhar para o nosso folclore ou nas nossas histórias
e escracho rico no seu trabalho e no filme que que está estreando agora de olhar para a cultura brasileira e deixar pessoas se reconhecer em quando nós já falamos tanto do filme vamos ter um trechinho então do trailer é para mostrar para as pessoas o trailer temos aí ser bípede guapé batô rosto é melhor separar muito bem [Música] nos cafundó desse brasil jam mora o cabo uma esperta da nação pedro humala da xii ele estava em um pescado a bordo e encaminhava a semana que se o câmbio é um baita de um farsante e apronta
conjunto a todo instante enquanto isso lá do lado de lá a morte já está cansada de matar dois mil anos tirando vidas ah e pra finalmente pôde descansar vai enganar malasartes para ficar no seu lugar um deles é o super elenco também nessa hora é agora o filme tem muitos efeitos especiais né é a gente ver com quem se dessa questão aí tecnologia e cultura popular podem conviver em harmonia acho que sim acho que sim uma coisa não exclui a outra uma coisa pode enriquecer a outra né até foi foi bom ter esperado tanto tempo
para poder fazer o filme por mil motivos de produção cinema brasileiro que não é uma coisa simples mas foi muito bom ter passado sempre tudo porque permitiu tem a tecnologia ajudando contar essa história né nos anos 80 quando esse conto misturando malas artes com uma morte e peguei história do folclore mundial também não só do brasileiro mas naquela época o filme tem muitas velas de cada vela é uma vida naquela época tem que fazer um cenário com velas apoiadas em um banquinho isso que eu poderia fazer nos anos 80 hoje em dia eu pude fazer
uma coisa com uma riqueza visual muito grande por causa da tecnologia enfim jogar em algum outro personagem dessa nossa história do nosso folclore que tem essa pegada e dá um jeitinho e tudo que o outro ao mais brasileiro de todos a se perder é a minha paixão a gente sabe que os a cia mais traquina dos nossos personagens nem estava até comentando com o paulo que em alguns lugares o saci não tem uma perna só tem duas em alguns lugares ele tem uma mão furada de tanto que ele fica passando a brasa de de mão
em mão porque ele vem também de uma lenda é da península ibérica do fradinho da mão furada então é o se isso não é bom nem ruim ele também resolve os lemas aí a imagem de então ele chega no roda moinho se você roubar a carapuça dele e convidado ele fazer o que você quiser ele vai fazer até você devolver a carapuça se você quiser aprender ele tem que usar uma peneira mas não é uma peneira qualquer uma primeira peneira trançada com determinado tipo de palha que foi bento numa igreja então são são tradições são
lá é detalhes muito ricos né isso é que eu acho que enriquece a imaginação da gente e como foi essa pesquisa é justamente não lembrou se você é com com malas artes aí de buscar e essas histórias como se deve a pesquisa irá colocar essas histórias no filme acho que o grande cara que conseguiu a condensar toda a tradição oral foi o câmara cascudo e aí fui lei câmara cascudo encontramos nas artes mas aí eu resolvi não ficar só no malasartes eu fui pesquisar outras tradições e encontrei histórias da morte numa das histórias da morte
iminente e que o país quer algum país do leste europeu tinha uma história em que a morte é enganada por um cara muito esperto aí eu falei ou padres pegar esse brasileiro muito esperto com essa história da morte e aí inventei uma história que misturava esses dois personagens e aí também foi atrás da da mitologia grega que certa maneira um folclore ao folclórico grego da nossa cultura ocidental e trouxe três parcas que tecem o destino e o filme no fundo ele fala sobre liberdade e livre arbítrio então são seres que estão querendo controlar o destino
de uma das artes e ele quer ser livre e esse é o mote do filme então pegar um tema universal como liberdade e jogar em figuras do folclore pra para construir essa história esse foi o caminho de pesquisa e de onde foi chegando a história no final no final das contas agora as crianças têm interesse por essas lendas januário 79 então como é que funciona isso a gente tem já começaram a visitar algumas escolas e você precisa ver o entusiasmo quando se fala na loira do banheiro amor do banheiro lendas em lenda faz parte do
folclore é uma lenda urbana como é que faz para chamá lo agora se foca descarga lora um toque de novo loira do homem que foi chamado às pressas em chamá-lo de dinheiro aí eu falo depois que vocês encontrarem com elas vão ser vem a não é nada disso então cuidado com quem você chama nenhuma das lendas que o reconto no no livro é essa questão da loura que se esconde no espelho né então a gente está vivendo no mundo muito superficial as pessoas estão muito no espelho nas séries né então é interessante disse que eu
falo nossa mais que legal né que as coisas continuam mesmo passando de geração em geração que a gente vê no mundo da tecnologia do whatsapp do do instagram a própria loira do banheiro a carmem que trabalha aqui com a gente a nossa produção comentou naiá guilherme que meu filho ainda fala da loira do banheiro e eu falava é uma coisa tão antiga né e conexidade isso então né das histórias não vão se perder nené mas não cabe a nós recontar mas ela se contarmos e enfim era tradição oral agora tudo vai fazer uma tradição filme
com a itaipu cinema pra te ver na nossa história sendo contadas as histórias brasileiras têm que ser contatados isso e acompanhando a tecnologia nem acompanhar o processo e outra em que as crianças têm interesse elas vão atrás e querem saber porque acho que no fundo está no nosso dna na nossa cultura e ea gente precisa se ver ver de novo é recontar recontar né e aquelas que conta muito um ponto é é a história vai se aprimorando batendo variações isso é muito rico nessa pesquisa de vocês perceberam isso a cada vez que conta muda alguma
coisa ou algo se perde percebeu que sem dúvida a história ganhando os ingredientes na hora de competir lá alguns dados é isso em algum lugar coisa parece de um jeito no outro lugar conta de outro jeito e aí eu tô contando também de um terceiro jeito e provavelmente os meus filhos né vou contar também de outro jeito isso que é rico porque na verdade a gente está falando de coisas que estão no imaginário do ser humano como ele falou tá na mitologia está na mitologia indígena elas estão aí né no inconsciente coletivo daí a força
que ela tem né e vocês têm alguma lá né falou dos assina que tem um carinho especial algum outro assim de uma lembrança de infância até agora só não vira um curupira iara muito impressionante uma sereia brasileira né que atrai o pescador os homens e do mar profundo mar que remete também a aaa os gregos né com olices e as sereias encantadas e encantadores o canto da sereia eo curupira com o pé para trás que protege a floresta e mata e mata quem vai lá e como você me contou que se mano se o catador
matal uma fêmea ela tem ou vai morrer só pra mostrar que o curupira que eu achei ele engana bem os caçadores não é porque como as pegadas de lição pra trás ninguém consegue pegar né ele vai voltar sempre do lado dele fernando prôa te pega pelas costas na zona pauzinho aqui na nossa conversa ea gente volta já com outros tantos personagens aquele que é já [Música] já estamos de volta panorama hoje falamos sobre os principais personagens folclóricos do brasil com a gente é escritor e jornalista januária piscina alves e o cineasta paulo morelli diretor do
longa malasartes o duelo com a morte antes de continuarmos a nossa conversa vou chamar um outro vtr que traz outros personagens do nosso co quem topa com ele só tem dois meios de se livrar ficar parado sem respirar ou fugir a cavalo o que ele é ninguém sabe mas uma coisa é certa o boitatá de boi não tem nada as lendas também invadem a cidade grande quem é que nunca temeu uma moça loira que vivia se olhando no espelho inclusive na escola você já deu de cara com a lama determinada época do sítio do picapau
amarelo ela está no imaginário de qualquer criança que não quer dormir é sem dúvida a bruxa mais brasileira que existe mas ela não apronta sozinha por aí a louça quebrou sozinha o rabo de cavalo está cheio de nós a não há dúvidas só pode ser coisa desafio ver e pois é o carlos pega o que é o nome do nosso departamento de arte e animou as ilustrações do livro é descer da área dos personagens do folclore que as ministrações tão do do bg agora funciona essa questão das ilustrações de januária porque muitos personagens se já
tinha uma cara né mas outros tantos ucs que não a maior parte deles nunca haviam sido retratados então foi um desafio que o bg topou assim com muita galhardia teve que desenhar muito que são 141 personagens e foi muito bacana porque diferentemente de mim que conhecia bastante universo ele não conhece um jovem urbano é faz grafite ilustrações da prancha de skate então isso deu um ar também muito contemporâneo esses personagens ea possibilidade de retratar se lembra de algum aqui que não tinha para tentar shaq que nem jogar um dos primeiros a 1 que solta fogo
pela peça a maior parte deles porque a gente conhece dá pra mostrar que o ver se dá pra hangar uai esse aqui foi criada por ele então sim a gente é um personagem muito antigo do nosso folclore de origem indígena então é ele foi o se utilizando dos elementos que ele achava que que falavam mais sobre o personagem de maneira que você de olhar essas ilustrações e consegue compreender quais são as principais características do universo que circunda esse personagem isso é muito rico agora voltando a uma das ats paulo é um personagem que tem mais
de 700 anos é isso é muito interessante isso né você é nosso e atualíssimo né então assim que mais chama a atenção nessa questão nessa pesquisa tão rica de um personagem que vem aí há séculos eu acho que é um personagem que existe em várias culturas é porque o esperto o cara que dar golpes em todo lugar tem um cara que dar golpes é esperto então acho que ele ele vem da cultura e ibérico ele tinha muito na espanha portugal e fui virou brasileiro e virou o personagem na américa latina é e eu acho que
querer muito brasileiro porque ele é esperto então acho que ele fez mas nem assim nossas nepal ele tem limites nessa esperteza um pouco diferente dos brasileiros espertos aqui no nosso país parece que não tem limites não é verdade eu fiz esse maravilhoso do filme com uma pessoa de bom coração eu acho que isso é importante resgatar perante esse cinismo brasileiro esses as pessoas que estão por aí né é passando por cima de todos os princípios passando por cima da ética passa por todo mundo mas eu li coisas dele onde ele era bem sacana mesmo é
ele ele não é necessariamente ético e correto malas-artes do que eu li na literatura com ele na pesquisa ele ele faz coisas meio cruéis às vezes eu acho que nessa no folclore o futuro não é tão correto assim né ele tem os personagens às vezes perversos às vezes cruéis é é um negócio meio descontrolado na itáia própria culpa não está adorando é que assusta a criança nós temos imagem dada cuca não há lá não é botar um pouco da cuca a gente tem um ciclo de personagens são os monstros né e e estão muito associados
à questão é disciplinador é regulatória então é a era grande oportunidade da mãe pegar e falar olha cuidado em a cuca vem pegar se você não for dormir na hora que eu mandar o homem do saco te pega se você sai na rua sem nenhum adulto por perto o bicho papão vent comer então eram personagens que se serviram bem né vindo do imaginário popular pra educar também as crianças então eles têm uma função regulatória e o medo faz parte disso é o medo faz parte do imaginário eo medo também nos nos educa nesse sentido nos
dando o limite né a criança não poderia hoje a gente ouve muito algumas mas eu não durmo porque meu filme meu filho não dorme nunca de noite né algo até algum tempo atrás era só falar dorme dorme porque senão você vai ver eu vou amarrar uma fita vermelha no pé da sua cama e é o sinal o bicho papão vai vítima chegar amanhã de manhã nem vou saber mais onde você tá nem dormia assim dez segundos ou pelo menos fingir que quebrou eu vim aqui da minha acho curioso também a figura da mula sem cabeça
que essa chance e educativa é punitiva né a mula sem cabeça aparece quando uma mulher transando com o padre fundo o vidente e aí ela fina mula sem cabeça e ela condenada a festo da vida meia noite ela se transforma na mula e sai correndo com o soltado fogo pela cabeça até que o dia amanheça e ela chega em casa e deita do lado do maridão normalmente toda destruída é sair melhor do que o partido nunca desconfia coitado mas é isso acontece será que surgem nessa essas lendas das mais diversas formas o imagina né mas
nós somos muito criativos mesmo pra isso não é só acho que é um consciente muito poderoso é mais do que qualquer artista solitário querendo fazer uma obra fica essa obra que vai sendo contada e recontada ela é muito criativa e como vai aumentando a cada vez se contém e inventa um pouquinho mais isso vai pegando nessas figuras curar o vício tem mais algum é que nós separamos agora já me tantos que eu não tenho boitatá um pouco do boitatá tem a imagem de thatta uma cobra grande que vai engolindo as pessoas ele vai engolindo incluindo
tanto que há na verdade é transparente a barriga e aí vai aparecendo esses olhos todos que vão ficar te olhando lá então se encontrar com o boitatá e se tatua você não pode se mexer a outra maneira que você tem é fugir em cima de um cavalo como nem sempre as pessoas têm cavalo negócio ficar imóvel para ver se ele passa não tiver que de boba não tem nada é como nos colocamos em boy cobre a origem do nome enfim agora que risco nós corremos nerd se não continuarmos aí a pesquisar estudar e conhecer todas
essas histórias do nosso folclore afi correndo o risco de ficar reproduzido a cultura americana que já acontece né que já acontece então acho que temos que olhar para a nossa cultura para contrabalançar esse jogo porque eles estão ganhando esse jogo e ganhou com muita competência então eles vão fazendo o jogo deles nós vamos fazer o nosso jogo né vamos olhar para nossa cultura e vamos dar valor e atenção a ela que ela vai te ganhar espaço que é muito rica riquíssima nossa cultura criar espaço para poder aparecer e encantar os jovens e os que estão
vindo que não conhece ainda assim menor é a gente vai empobrecer muito nesse descaracterizarem se reconhecer é porque o pedro malasartes por exemplo essa coisa o menino brasileiro né então ele ele tem muito esse jeito de lidar jeito engraçado de passar a perna e tal então isso é brasileiro né é diferente do homem aranha do batman e que podem até ter elementos que constituem também nosso imaginário mas não tem esse jeito brasileiro que tinha é nosso não é bom nem ruim mas é 9 nosso sendo então vamos vamos também né ele revisita essa riqueza e
se orgulhar é porque eu acho que tá tá faltando também no brasileiro é ter orgulho de ser brasileiro esse material riquíssimo aqui já te deu né conteúdo aí pra fazer é a vontade de fazer a vontade de filmar tantos outros personagens não é então e o ataque está em cartaz em cartaz nos cinemas e para o cinema do brasil pedro malasartes do local morte maravilha e o livro também que acaba de ser lançado nem fica a dica que então para as pessoas januário abecedário de personagens do folclore brasileiro a gente vai lançar oficialmente aqui em
são paulo uma ocupação no sesc vila mariana no próximo sábado dia 26 a partir das 14 horas repentistas cantadores contadores de história e está vendo no brasil inteiro a gente espera que dê às pessoas comprem se divirtam e resgata ensina essa essa coisa gostosa e prazerosa que era eu recomendo que eu fiquei encantada pelo livro e eu já quero muito ver o filme também agradeço muito a participação de vocês aqui hoje com a gente parabéns pelo trabalho até uma próxima oportunidade brincam desde obrigada pela sua companhia uma ótima tarde pra você [Música]