Eu proponho que a gente fale aqui também de todos vocês, todos nós, né, que éramos grandes fãs dos trapalhões que esperamos ansiosamente pelo documentário Trapalhada sem Fim do diretor Rafael Spaca, que conta com mais de 60 entrevistas exclusivas e promete revelações bombásticas sobre a história do programa de TV e do elenco por trás das risadas que encantou o Brasilzão por tanto tempo. Por isso, ninguém melhor que o próprio Rafael Escapa, certo? Claro, tá aqui com a gente, é diretor do documentário para contar sobre esse processo e até sobre as polêmicas você acabou encontrando que não foram poucas, hein?
Bom dia, cara. Obrigado. Ô, que prazer estar aqui com vocês.
Uma honra. Estamos junto. Estamos junto.
David Gitar, se quer fazer a primeira pergunta, fica à vontade. Que que não escapou desse documentário? Desculpa o trocadilho.
Sempre faz piada com espaca e escapa, cara. Eu consegui, assim, foi um feito incrível ter conseguido entrevistar o maior número de pessoas possíveis que pudessem eh falar e preencher todas as lacunas, todas as dúvidas em relação aos trapalhões. Então, desde artistas até o pessoal da produção, gerente da conta bancária dos caras, camareira, eh, enfim, muita gente.
Eh, foram 78 entrevistas. Uhum. Eh, então é um é um é um meio uma fauna e flora bem completa.
Mosaico bem completo. Tem várias histórias, né, que eles eram Vamos uma por uma. Vamos uma por uma.
Exato. Muito se fala sobre e a trupe, né? A relação entre os trapalhões.
O quão atrapalhada era a relação dos trapalhões. Muito atrapalhada. Como acho que todo grupo, né?
Se vocês ficarem aqui 40 anos, vai ter briga, vai ter. Por isso que o PP não tá aqui. É, então se é que já não tem, não sei.
Discord. Mas eh eles ficaram começam os anos 60, né? Vão até os anos 90.
Então teve teve uma história cheia de de nuances, né, de altos e baixos. E a ideia é justamente falar sobre isso, né? Eh, nessas autobiografias ou biografias autorizadas é muito muita chapa branquice e a ideia não é essa, é fazer um jornalismo true.
O Renato Aragão é vilão. Depende da perspectiva, né? Depende.
Eu assim, eu sempre me coloco na posição dele, como talvez eu faria quase tudo que ele fez. Eh, é que a gente vai descobrindo outras coisas, tal, e você vê que ele talvez não tenha sido tão generoso quanto a gente acha que ele devia ter sido. Lembro?
sempre daquela frase no final do cavaleiro das trevas do Batman, né? Ou se morre como herói ou vive-se o bastante para se tornar o vilão. Muita gente tá tentando associar esse sentimento ao momento do Renato Aragão, que pô, eu sou fã, devoto, marcou muitas das nossas infâncias, sem dúvida.
Mas a questão sobre a revelação sobre a filha dele mais recente que você fez, bombástica que foi, como é que isso seu exatamente o impacto que tá tendo, o que que é fato, que que é fake, que que você já validou e checou e prechecou? Escapa. Eh, cara, assim, eu tenho 16 livros.
Desses 16 livros, quatro são sobre os trapalhões. Uhum. Eh, mês passado eu me tornei mestre em comunicação pela ISPM com uma dissertação a respeito dos dos trapalhões.
Eh, e as fontes chegam porque vê a seriedade do da pesquisa do do projeto, tudo. E aí eu recebi a informação, né, que eh o cara que é embaixador da UNICEF, Criança Esperança, tudo dentro da casa dele tinha um um conflito que eu falei: "Cara, que absurdo isso, né? tem uma filha que eh não é tão tão benquista em relação a debaixo do próprio teto, eh ser Uber, tudo.
Não, ser Uber não é desqualificar, mas o fato do Renato ter a a Livian com absolutamente tudo, eh, sendo e em contraponto a Juliana, que é ela precisa fazer vaquinha para poder comprar remédio, arrumar o ar condicionado do carro, eh, trabalhar como Uber para poder sobreviver, né? E o fato de falarem que ela quer ser Uber porque ela gosta de dirigir é um absurdo, né? É, é a mesma coisa que eu gosto de dinheiro, eu vou trabalhar então no no banco, você entende?
Total, total, total. E em relação também à esposa dele, né? Porque tem essa é a grande vilã.
Se você pergun Quem que perguntou do vilão, você, né? Essa é a grande vilã da história. Dá real aqui pra gente sem rod.
Por quê? Grande vilã. Por que que ela é vilã, cara?
Porque ela ela é uma pessoa, eu posso falar categoricamente aqui que ela é uma pessoa do mal. do mal. Realmente do mal.
Qual foi o maior ato de veleza, na tua opinião de todos que você Ah, tem uma lista aqui. Teria que ter dois programas. Mais o que mais te revoltou?
Eh, deixa eu ver aqui a o fato do Dedé Santana, né? Eh, de achincalhar ele em relação ao plano de saúde, chantagear o cara. Eh, e agora fiquei sabendo, né?
preciso confirmar, mas já surgiu a informação que ela já não paga mais o plano de saúde dele. é o fato de fazer o que faz, né, com a com a Juliana, de assédio moral, inclusive em relação a a à homossexualidade dela, enfim, de maltratar funcionários da, tanto é que ela é o que mais tem processo, né, trabalhista, vários processos trabalhistas, eh, enfim, de fazer uma série de coisas que ela faz, eh, ela é a grande vilã da dessa história. Você foi um grande parceiro do Dedé Santana, que você bem mencionou agora, mas houve até algumas críticas dele lançadas em relação a você recentemente.
O que, ao que você atribui isso? A Lil Aragão. É, é o que que ela faz?
Ela faz um trabalho de coptação, né? Então, ela fala assim, ó: "Fala mal do Rafael, senão você vai ficar sem o plano de saúde. " Boa.
Eh, e ela tem feito isso sistematicamente, né? Sistematicamente, assim, ela ela pelo poder financeiro dela, jurídico, etc. e tal, ela fala: "Ou vocês estão comigo ou vocês estão com ele".
E assim, eu entendo o cara, não também não vou julgar o cara por conta disso. Justo, justo, Jess. Não, dando uma outra perspectiva em relação a isso, eu vi que você e ela tiveram alguns conflitos no sentido de justiça mesmo e que a demanda dela, a fala dela é que ela queria que tivesse a versão ali do Renato Aragão e que claramente existe uma questão ela que não só eh família nesse caso, mas ela também assessora, pelo que eu entendi, ele.
Então, existe uma questão aqui que é de perspectiva de defesa dela em relação à família. Nesse ponto, eh, fazendo a pergunta que talvez ela faria, você acha que a sua, o seu recorte dentro do documentário em relação ao Renato Aragão é um recorte justo? E mais, ele não aceitou, pelo que eu entendi, falar com vocês.
Como que foram feito esses pedidos e como que foi feita essa narativa? Pessoal, ótima pergunta. Eu desde que eu comecei a a fazer a o documentário, eu já mandava eh e-mail para ela, falava: "Tô gravando documentário, tô entrevistando as pessoas, tal, eu quero entrevistar o Renato para ter essa o contraponto dele.
" E ela nunca respondeu. E aí ela viu que eu comecei a entrevistar o Pelé, comecei a entrevistar essa galera toda que tá passando aí, Angélica, Caetano Veloso, enfim, Sidem Magal, ela falou: "Cara, essa brincadeira tá ficando séria, né? " né?
E aí ela pegou e mandou um e-mail para mim falando assim, ó: "Você não pode fazer o documentário sobre os trapalhões". E aí colocou o advogado dela para para me dar um sustinho assim. Eu queria proibir o documentári proibido.
Tanto é que muita gente fala que o documentário proibido é justamente por conta disso. Vem demais, né? Então, e aí ela pegou e tudo que é proibido é mais gostoso.
É, mas não partiu de mim essa questão do proibido, tá? Da da imprensa. Foi orgânico.
Foi, foi uma coisa orgânica. Aliás, nunca tive assessoria de imprensa, nada. E aí, enfim, até hoje eu quero entrevistar o Renato, o próprio Dedé, que ela proibiu que o Dedé também falasse comigo.
Quem ela não conseguiu proibir, eu consegui entrevistar. Agora, falando do lado bom, se você pudesse aqui resumir pras novas gerações, qual o que explicou o sucesso estrondoso dos Trapalhões e do Didi Mocó por tanto tempo? Sim, eu falo que eles eh, eu vou ter que lamentavelmente encerrar aqui para todo mundo que tá nos ouvindo pela Rede Jovem Pan de Rádio Morning Show fica por aqui, a gente volta amanhã.
Tchau. Em frente para quem tá nos assistindo. Pode continuar.
Perdão. Tá. Eu falo que o gosto é subjetivo, mas assim, em termos de de números tudo, eles são o maior grupo de humor do do mundo.
Não tem o que os trapos fizeram o que o, sei lá, eh, gordo e magro, três patetos fizeram. M Python, qualquer um. Se você for ver em termos de eh números de televisão, bope na televisão, no cinema, os números que eles tiveram no cinema, sete das 10 maiores bilheterias.
Depois isso mudou. eh, venda nos quadrinhos, eh shows, discos de ouro, enfim, os caras foram uma revolução cultural eh no Brasil e isso por quase quatro décadas. Só um deles ficou extremamente milionário, né?
Eu acho que esse é um ponto sensível em relação a isso. Eh, esse fator do dinheiro, Beatles, várias outras equipes, vários outros grupos se afastam por conta disso. Você acha que a Lilian foi um desses fatores dentro dos trapalhões mais pra frente da relação pessoal deles e cada vez mais se distanciando?
Eh, eles se separam em 83 por conta de briga financeira, inclusive. Eh, mas a Lilian chega em 90 como amante do Renato. O Renato era casado com a Martá Rangel e aí depois ele casa com a a Lilan em 94.
A Lilia não teve muito tempo para estragar os trapalhões, até porque o Zacarias tinha morrido antes. Tudo ela estraga a imagem do Renato, esse negócio de ele ter muito hater, tudo é muito em razão dela que criou esse negócio do Dr Renato. Eh, o Mussum, ela pegou um pedacinho do Musum, mas foi o suficiente para ela brigar com Mussum.
Inclusive, ela é uma pessoa que é ela é radioativa, assim, onde ela chega, ela detona o lugar, acaba com a energia do do ambiente, assim, total, total. E aqui jogo rápido antes da gente você trazer aqui também a data. É verdade ou é mentira que o Renato Aragão não gosta de ser chamado de Didi?
É verdade. É assim o que acontece e eu entrevistei a camareira dele justo. Quando é um artista a relação é reta.
O Renato não vai falar assim: "Não me chama de de". Então ele não vai falar isso pra Xuxa. Uhum.
Mas pro pessoal da de baixa a gente sabe como que funciona isso. Ele falou. Então a camareira tá lá e fala e disse e de maneira categórica que ele não gostava de ser chamada.
Fora as outras pessoas que também falaram, mas isso quem criou também foi a a Lilian Aragão. Renato Espaca dá aqui o serviço final aqui. Quando que Renato Espaca, ele já misturou Renato Aragão com o Rafael.
Eu vi não. Tudo bem tudo bem tudo bem. Pera aí, cara.
É porque refém aqui de uma bateção de cabeça. Renatão, meu irmão. Lquero.
Eh, perdão, mas você pode, por favor, trazer aqui o serviço de quando a gente pode esperar o documentário atrapalhar assim. Então, tô buscando eh investidores para para lançar. São três cortes, um para uma web série, o Longa Metragem pro cinema e a série para pra televisão.
Tem o livro que também vai sair esse ano do do documentário. Vou fazer também uma agora a tese de doutorado vai ser sobre o documentário, inclusive. Eh, eu queria até aproveitar, cara, eu tenho assim o o serviço, né?
Eu quero te convidar, tem um podcast chamado O Catedrático. Entrevistei na Mato Grosso, Pondé, e eu quero entrevistar você lá, cara. Olha aí.
Alô, galera. Então, quero que você já dê a responder imitar o dia você vai poder você participar lá do catedrático. A doutora também eu quero que porque é uma sobre professores, sobre especialista, é uma hora de falta comigo.
Conta comigo, Rafael. Obrigado, mano. Jess David e você asal vista baby.