E aí, como é que você tá hoje? Então, hoje eu quero conversar com você sobre a sua própria vida, sobre a vida que você tá vivendo hoje. E eu quero te perguntar uma coisa que talvez você nunca tenha parado para pensar.
Tudo que você faz hoje e todas as regras que você segue, entre aspas, você sabe quem é que criou essas regras pra sua vida e principalmente por que você tá seguindo cada uma dessas regras? Pois então, eu passei muitos anos na minha vida não me questionando sobre isso, mas teve um momento ali na minha adolescência onde eu parei para pensar e fiquei realmente frustrado e revoltado com isso, porque eu me dei conta de que a maioria das coisas que eu fazia, eu não tinha simplesmente escolhido por conta própria. Eu tava seguindo um roteiro padrão que alguém inventou e a gente nunca questionou.
Então para e pensa sobre isso, sobre todas as coisas que você segue na sua vida, toda a rotina padrão que você tem de acordar cedo, de passar tantas horas no trabalho, depois de ficar em casa assistindo entretenimento, o que você faz no final de semana, enfim, tudo o que é feito nos seus dias. Por que que você faz essas coisas e por simplesmente você não poderia fazer diferente? E eu sei que o primeiro pensamento que pode vir à sua mente é a questão de que talvez você seja CLT, seja empregado em alguma empresa, enfim, mas ainda assim esse conceito se aplica porque não tá só relacionado a quem trabalha como empregado.
Se você tem uma empresa, por exemplo, se você é um patrão, eu também te faço esses questionamentos. Se você é o patrão, quem é que foi que ditou as regras do seu próprio jogo? Provavelmente você também nunca se perguntou sobre isso.
Então para para pensar sobre isso. Hoje você vive um padrão, uma vida, uma rotina, enfim, que você nunca assinou embaixo para aceitar de fato, mas você também nunca questionou e tá seguindo direitinho. Então a verdade que eu demorei para entender na minha vida é de que, na verdade só existe uma regra de fato que a gente precisa seguir, que são as leis: não roubar e não fazer mal às outras pessoas.
o resto, como a faculdade que você vai fazer e se vai fazer, o trabalho que você vai fazer, quanto tempo, por quantos anos você vai trabalhar, o jeito que você vive, toca a sua vida, os seus relacionamentos, enfim, todo o resto é simplesmente opcional. E eu te digo isso principalmente hoje em dia, porque assim, hoje a gente vive uma realidade no Brasil que é muito difícil, então a gente tem grandes desafios como sociedade, principalmente na vida profissional. A gente tem centenas de opções de coisas que a gente poderia estar fazendo e não precisa ficar preso em um emprego, em uma escala de trabalho, enfim.
A gente tem muitas opções porque tá tudo simplesmente tão maluco que é muito mais fácil cada um se virar e correr atrás do seu do que tentar correr atrás de um padrão, de um sistema que já não funciona mais. E eu tô fazendo todo esse questionamento, não te confrontando. Eu quero que você pare e pense de verdade na sua vida, porque eu quero o seu bem.
Porque quando eu comecei a minha vida adulta, foram exatamente esses questionamentos que mudaram o rumo da minha vida. Então eu comecei ali, logo que eu cheguei nos 20 anos, a me questionar sobre tudo o que eu tava fazendo e se realmente fazia algum sentido seguindo aqueles caminhos, como por exemplo, na faculdade. Com 21 anos eu já saí da faculdade porque eu me dei conta de que na área que eu tava fazendo faculdade, que era o design, aquilo não era essencial.
Eu não tava aprendendo muita coisa e eu percebi que aquele caminho não fazia muito sentido para mim. Então eu saí da faculdade e pensei: "Ah, vou fazer outra coisa na minha vida". E aí eu continuei fazendo freelance, enfim, fazia um trabalho aqui, um trabalho ali.
E a faculdade não me fazia falta para isso. Tanto que continuei trabalhando como designer por alguns anos, até os 23, que foi quando eu saí do CLT e resolvi empreender. E uma coisa que eu não me lembro se eu já falei alguma vez foi o motivo por qual eu saí do CLT em primeiro lugar, porque naquela época eu ganhava até relativamente bem.
ganhava R$ 3. 000 lá em 2011, 2012, que para um cara de 23 anos era um bom dinheiro. Então, na verdade, o que eu senti mesmo naquela época, que foi inclusive uma época em que eu comecei a estudar muito sobre desenvolvimento pessoal, sobre autocuidado, enfim, saúde mental, aquela coisa toda, de que eu tava me sentindo preso no meu emprego e tava sentindo o peso de passar todo aquele tempo trancado, com muito tempo ocioso, inclusive, porque a maioria dos empregos, principalmente empregos de escritório, a gente tem muito tempo ocioso, a gente só tá dando o nosso tempo disponível pra empresa para que ela possa usar das nossas habilidades no momento que for necessário.
Então, normalmente a maioria dos trabalhos tem uma boa parcela de tempo, que é ocioso. A empresa não paga pelo trabalho específico em resultado que você traz, mas sim pelo seu tempo disponível para quando a empresa precisar. E eu nunca achei isso muito justo e nem eficiente.
Então, eu pensei e percebi que eu poderia fazer muito mais. com todo esse tempo que eu tinha no meu dia trabalhando, se eu fosse atrás e construísse as minhas próprias coisas. Então, o que aconteceu é que toda essa mudança que eu tive, toda essa reflexão, não foi uma coragem de um momento assim que me estralou a uma ideia na mente e eu simplesmente corri atrás, foi simplesmente um acumulado de cansaço de entender que eu tava vivendo uma vida que eu não tinha escolhido e não queria viver.
Então, para entender essa questão toda, a gente primeiro precisa identificar quem é que é o inimigo padrão que a gente tem. E o padrão, você provavelmente já sabe qual é aquela questão de sair da escola já pulando numa faculdade, já definindo qual vai ser o seu futuro com 20 anos, que não faz absolutamente sentido nenhum. Depois escolher um emprego em cima dessa área que pague bem, que pague bem também é uma coisa muito subjetiva para depois correr atrás das coisas padrão, como comprar uma casa, uma televisão grande, móveis confortáveis, construir uma família, ter filhos, enfim, resolver tudo ali até os 30 anos para você cumprir todo aquele checklist da vida perfeita e ainda ganhar muito dinheiro, porque você precisa comprar coisas para aliviar o estresse de ter que viver essa vida que você não escolheu viver, que ela Ela simplesmente foi empurrada a guela abaixo e você teve que aceitar.
Então, uma grande reflexão que eu quero que você faça para perceber o peso disso que eu tô falando é de que há alguns anos atrás eu consegui sintetizar isso em uma frase muito simples de se entender, de que a gente simplesmente se mata de trabalhar com objetivo de não trabalhar. Então, para para pensar nisso. Você passa horas do seu dia para ganhar um dinheiro que você vai gastar não fazendo nada, não trabalhando.
Então, o objetivo de trabalhar é não trabalhar. Pensa, você passa décadas da sua vida tentando trabalhar e acumular renda para conquistar a liberdade. Liberdade é essa que, na verdade, você já tem para trabalhar menos e fazer outras coisas.
Então, é muito curioso como a sociedade fica nessa corrida atrás do dinheiro para comprar uma liberdade, sendo que a gente podia cortar isso no meio. É bizarro entender isso de que a gente trabalha com o objetivo de não trabalhar. E isso acontece principalmente quando não tem um propósito, não tem um grande objetivo de vida.
o nosso trabalho não faz sentido. Então, a gente tá trabalhando para tentar ganhar um dinheiro para finalmente chegar no final de semana e não trabalhar ou para chegar as férias no final do ano e a gente não trabalhar. E o problema é que a maioria das pessoas aceita isso sem questionar.
E a maior mudança que aconteceu na minha vida foi exatamente no momento em que eu parei e me questionei sobre tudo que eu tava fazendo e se eu simplesmente poderia pegar e fazer tudo do contrário. E aí eu comecei a estudar e questionar tudo que era o padrão e o automático que as pessoas faziam no dia a dia. E é muito curioso porque tem muitas regras que todo mundo aceita de olho fechado e que simplesmente não fazem sentido.
E o pensamento comum é aquela coisa de, ah, isso é normal, eu deveria fazer isso, porque todo mundo faz assim. Só que provavelmente, como a sua mãe também te dizia, você não é todo mundo. E na maioria dos casos dá para fazer diferente.
Inclusive, semana que vem na fogueira a gente vai começar a falar exatamente sobre isso também, sobre seguir o caminho padrão e não se questionar sobre o que a gente tá fazendo na vida. Porque o maior problema que eu encontrei e que eu vejo todos os dias pelas mensagens que os homens me mandam é de que simplesmente eles estão anos, décadas da vida vivendo no automático e chegam num ponto onde se dão de cara com aquela crise, a crise dos 30, dos 40, crise de meia, enfim, de se questionar sobre tudo o que você vem fazendo na vida e como isso não faz sentido quando não tem um propósito e um objetivo verdadeiro por trás de toda essa corrida. Então, se você é homem, entra no link aqui na descrição que tá aqui embaixo e se cadastra na lista de espera da fogueira que vai começar já na semana que vem, porque lá vai ser um espaço muito bacana, um espaço seguro para os homens conversarem sobre o que eles não têm para conversar com absolutamente ninguém.
E você que é homem, você sabe muito bem de tudo que você precisa conversar e não tem nenhum amigo para poder trocar ideia sobre isso. E pior ainda, não tem ninguém para te ajudar com os problemas e com os desafios que você tem na sua vida. Mas enfim, como eu falei, com 23 anos eu saí do CLT e resolvi empreender.
E a primeira regra que eu resolvi virar do avesso e quebrei logo de cara foi uma muito comum e que as pessoas levam como verdade até hoje de que o empreendedor tem que se matar de trabalhar, tem que trabalhar mais do que quem é funcionário. E de cara, quando eu abri o meu primeiro negócio, eu já botei na minha cabeça, eu não vou me matar de trabalhar assim como eu era funcionário. Tanto que eu saí do CLT por ter aquele tempo ocioso demais, aquele fingimento de produtividade, de tempo trabalhado, de calendário cheio.
Eu criei as minhas regras desde o início. Então, eu sempre foquei em eficiência no meu trabalho. Eu trabalho só o necessário para ter os resultados que eu quero pra minha vida.
Eu não preciso de resultados extremamente expressivos, porque isso não faz diferença pra minha realidade, pra vida que eu quero viver. E hoje todas as pessoas que eu trago para trabalhar comigo, eu também coloco elas no mesmo sistema. A gente não precisa focar em um monte de trabalho, em um monte de projeto.
A gente precisa focar na eficiência. E eficiência não quer dizer que você vai ter que trabalhar 10, 12, 14 horas por dia. Às vezes um dia de trabalho pode ter uma, 2 horas se você resolver o que precisa ser resolvido.
E isso traz o resultado que a gente espera. E é muito curioso porque as pessoas que vêm para começar a trabalhar comigo, elas têm uma grande dificuldade de começar a entrar nesse sistema, porque de fato é uma coisa muito estranha de simplesmente não viver a vida inteira só trabalhando. E um ponto muito importante que eu entendi através do desenvolvimento pessoal, e por isso que é tão interessante a gente estudar sobre essas coisas, é de que o esgotamento não é um troféu, não é uma medalha de honra você ser um empreendedor e fala: "Nossa, eu me mato de trabalhar, eu passo as noites em claro pensando nas contas e tal".
Isso não é alguma coisa para sentir orgulho, isso é preocupante. É uma mentira que as pessoas contam como se fosse uma grande virtude. Mas eu pinho entendo que o empresário de sucesso não é o que tem mais dinheiro, é o que consegue ter tempo e, principalmente ter a paz de poder aproveitar tudo que ele conquistou através do seu próprio negócio.
Então de nada adianta você ficar rico, ter uma grande empresa, muitos funcionários, ter muito faturamento, se você não consegue aproveitar a sua vida. Então não, empreendedor não tem que se matar de trabalhar. Empreendedor bom tem que ter resultado e conseguir aproveitar esses resultados.
A segunda regra que eu também inverti logo de cara é aquela velha história de que o cliente tem sempre a razão, porque não é bem assim que as coisas funcionam ou deveriam funcionar na prática. Então, a regra que eu criei pro meu trabalho é de que eu não trabalho com gente babaca. Desde cedo eu sempre fui identificando os tipos de clientes que eu ia trabalhando e eu ia filtrando e demitindo os clientes que eram pessoas ruins, pessoas negativas, pessoas estressadas, que estavam sempre correndo atrás de briga, por menor que fossem as coisas.
Por quê? Para muita gente isso pode parecer uma frescura, pode ser, nossa, tá querendo selecionar demais, enfim. E sim, eu estou querendo selecionar por um simples fato.
Um cliente que é ruim no seu negócio vai dar mais trabalho do que 10 clientes bons. O cliente ruim é aquele que reclama, reclama, reclama, atrasa pagamento, reclama de preço, reclama de entrega, reclama de absolutamente tudo. Então ele toma muita energia e energia tem um preço muito grande quando você tem um negócio, vai encher o saco dos seus funcionários, dos seus parceiros, enfim, e não vai te trazer retorno suficiente para compensar o estresse que você tem com ele.
Então, se você é o dono do seu negócio, mesmo que você seja um prestador de serviço, demita os clientes ruins, porque eles estão trazendo muito mais estrago pro seu negócio do que você consegue perceber. E inclusive, até hoje eu continuo fazendo isso, mesmo trabalhando na internet. Eu não trabalho com gente babaca.
Eu não lido com empresas que tenham esse ambiente de gente maluca, de gente estressada, de cobranças absurdas, de maluquíes, enfim, e principalmente não chego nem perto de gente negativa, porque como eu sempre digo, o ambiente molda a sua vida. Então, os clientes também fazem parte do ambiente que você convive todos os dias. Se você tá lotado de gente negativa em volta de você, é impossível você viver uma vida feliz e positiva.
Então, o que eu quero dizer é que você não é obrigado a aturar pessoas que ficam só te sugando e não te dão nada em troca disso. E até é muito interessante porque assim, as pessoas não entendem muito bem qual é o meu trabalho, né? muito curioso de trabalhar na internet que as pessoas acham que é simples, ah, Pinho liga a câmera ali e faz uns videozinhos, mas isso não é trabalho.
Só que de fato isso hoje em dia em 2026 é um trabalho e muitas pessoas vivem disso. E além do fato de que o meu trabalho principal não é só ficar sentado aqui e escrever os meus vídeos e gravar. Eu lido com várias empresas ao mesmo tempo, todos os meses eu tenho negócios rodando por trás, coisas que eu tô fazendo, produtos que eu tô criando, como a própria fogueira, por exemplo, que é um negócio grande que eu tô construindo, que também é o meu trabalho.
E dentro dessa dinâmica toda, eu tenho que lidar com várias pessoas no dia a dia. E aí é muito curioso porque em diversos negócios que eu fecho, em diversas empresas que eu começo a trabalhar como as de produtos que eu vendo, que vocês já sabem, eu acabo lidando com pessoas extremamente problemáticas. E na maioria das vezes, todas as empresas que eu comecei a trabalhar, que eram de produtos e eu não continuei trabalhando, era simplesmente porque a empresa era chata para caramba de trabalhar.
Eu já tive alguns casos, acho que foram duas empresas específicas, em que eu parei de trabalhar porque eu não suportava o jeito que aquelas empresas trabalhavam. E aí não é uma questão de entrega que eu faço pras empresas, mas sim do jeito com que as pessoas tocam e se comunicam dentro de um negócio. Porque como eu disse, tem cliente que mesmo que te pague bem, ainda assim não vale a pena, porque ele te estressa ao ponto de que você perde energia que deveria ter para lidar com os outros clientes também.
Então eles acabam ocupando um espaço mental tão grande que você não consegue trabalhar tão bem quanto você conseguiria se eles não existissem na sua vida. Porque principalmente num trabalho em que é intelectual, em que precisa de pensamento claro, em que você precisa se concentrar para fazer o seu melhor, pesa muito mais ainda as pessoas negativas, as pessoas problemáticas, porque você bloqueia a sua capacidade de criar, de pensar com clareza, enfim, de fazer o seu trabalho da melhor forma possível. E aí em cima do trabalho tem uma outra regra que eu também virei do avesso e que eu percebi que não fazia o menor sentido, que é aquela famosa trabalhe primeiro, se divirta depois.
Para mim nunca fez sentido tudo isso de ter que só trabalhar, se matar, enfim, correr atrás das coisas para só depois aproveitar. Essa foi a principal coisa que eu quebrei e fiz exatamente o contrário de que todo mundo falava para fazer. E não é uma coisa que eu fiz agora depois de ganhar mais dinheiro, enfim, de já ter uma vida mais tranquila.
É algo que eu já venho fazendo há anos na minha vida, porque foi uma decisão que eu tomei e aí eu organizei toda a minha rotina em cima disso. Então, uma coisa que eu priorizei desde cedo é começar os meus dias com calma. Eu acordo, tomo meu café, leio um pouco, faço o meu exercício, levo a minha filha pra escola, faço as coisas de casa, almoço, me preparo, depois eu passo a minha tarde trabalhando em algumas tardes e à noite eu passo com a minha família.
Então, a grande regra que eu resolvi colocar pra minha vida desde que eu saí no CLT e vim pra vida do empreendedorismo, de ser responsável pelo meu próprio futuro, é de que eu decidi que a minha vida não giraria em torno do meu trabalho. O meu trabalho serve a minha vida. E é só isso.
E aí um outro ponto que também é uma regra que eu criei é de não fazer tudo por dinheiro, porque assim é muito fácil a gente cair nessa corrida de querer cada vez mais dinheiro e tá sempre correndo atrás de acumular patrimônio, enfim, aquela coisa toda e deixar os nossos valores pelo caminho. Então eu sempre falo pr as pessoas quando a gente conversa sobre isso, de que eu não tenho um preço, eu tenho os meus próprios valores, porque como você já deve ter percebido na internet, existem centenas e milhares de oportunidades de passar a perna nos outros. Existem centenas de golpes muito complexos e às vezes até muito bobos que as pessoas não percebem, mas que são muito fáceis de se fazer dinheiro.
Porém, como eu disse, eu não consigo passar por cima dos meus valores simplesmente só para ganhar cada vez mais. E isso não só na questão da internet, desde que eu tinha os meus negócios, eu sempre pensei em como eu poderia fazer as coisas da melhor forma possível, sem ter que passar a perna em ninguém, porque eu nunca gostei da ideia de ganhar dinheiro pisando nos outros. Para mim, isso nunca fez sentido, simplesmente pelo fato de que, de que adianta eu ganhar dinheiro se eu tô deixando as outras pessoas mal.
Eu tenho uma frase que eu levo paraa minha vida, que eu aprendi num filme há muitos anos atrás, que é de que a felicidade só é real quando compartilhada. Então, de que adianta só eu ganhar tudo da vida e as outras pessoas ficarem lascadas? Isso não faz sentido nenhum.
Eu não quero só eu crescer e aproveitar a vida, entre aspas, né? Porque como que a gente aproveita a vida estando sozinho? Eu quero que as outras pessoas que estejam ao meu redor cresçam junto comigo.
E para isso eu foco nos meus valores e ensino esses valores paraas outras pessoas também. E todo mundo que tá contrário a isso, todo mundo que não tá alinhado com os meus valores, eu simplesmente não me aproximo, não convivo, não faço questão de chegar perto. E também é uma coisa que pode parecer uma grande frescura e muitas pessoas podem pensar: "Ah, se fosse no meu caso, eu faria e não tô nem aí".
Mas beleza, esse é o lado legal de a gente ter poder de decisão, de escolher a própria vida, de escolher o que a gente quer fazer com a própria vida. E aí a forma com que eu trabalho não é simplesmente pensando todos os dias: "Nossa, como que eu posso ganhar mais dinheiro hoje? " Eu penso em como eu posso gerar mais valor pras pessoas.
E o dinheiro eu entendo que é uma consequência do quanto eu ajudo. Então o dinheiro não é simplesmente uma consequência do tempo que eu trabalho, mas sim da dedicação e foco que eu tenho nas coisas e nas pessoas. E aí tem uma outra coisa que é muito importante dentro desse assunto, que também é uma coisa muito padrão da sociedade, que é o famoso consumir para impressionar os outros.
E sinceramente essa parte foi a que mais as pessoas estranharam na minha vida quando eu comecei a estudar sobre o minimalismo lá em 2011, quando esse termo começou a pegar atração. E eu decidi que eu não queria mais ficar comprando coisa toda hora, trocando as coisas que eu já tinha e funcionavam por versões mais novas, enfim, comprar roupa toda hora, comprar móveis, decoração, enfim. Então eu não fico comprando coisas para simplesmente atualizar minha vida e nem para impressionar os outros, porque isso simplesmente não faz sentido algum.
Tô desatualizado do que se as coisas estão funcionando. E eu vou impressionar os outros para quê? Se não vão ser eles que vão pagar as parcelas dessas coisas, vou ser eu que vou ter que me virar para pagar.
E aí uma consequência muito interessante disso de parar de ficar pensando em comprar e atualizar é de que eu não passo o meu tempo procurando coisas novas ou pensando em qual que vai ser a próxima compra da minha vida. Eu não fico pensando sobre isso. E sinceramente, ao longo do tempo eu fui comprando cada vez menos coisas.
Então hoje eu demoro muito para comprar qualquer coisa, porque eu não vejo uma necessidade na compra. E como eu disse nos últimos vídeos, hoje a gente tem o problema da comodidade e da facilidade de gastar o nosso dinheiro e ainda com o agravante de que é cada vez mais difícil ganhar dinheiro em primeiro lugar. Então hoje é difícil de ganhar e muito fácil de gastar.
E se você não prestar atenção, você vai passar sua vida trabalhando num emprego que você não gosta, comprando um monte de tranqueira que você não precisa e depois vai ter que continuar nessa roda, sempre correndo atrás do prejuízo. E se você for parar para pensar, todas essas coisas que você compra não fazem diferença nenhuma para você. A maioria das tranqueiras que a gente compra são só uma compensação por um estresse, são pacificadores.
Porque como eu falei no início do vídeo, a gente entra nesse sistema padrão de trabalhar o dia inteiro num num emprego qualquer, simplesmente porque paga bem e tal. E aí no final do dia a gente chega em casa cansado, estressado por causa desse emprego, por causa da nossa rotina, enfim, e acaba comprando coisas, comprando um monte de comida, um monte de besteira para tentar aliviar aquele estresse, o estresse de lidar com uma vida que a gente não gosta. E aí você consegue perceber o quanto isso não faz sentido.
Pensa, se você focasse em um trabalho que fosse mais agradável para você, que fosse mais alinhado com o tempo que você tem para trabalhar, que fosse uma coisa mais interessante de se fazer, mesmo que você ganhasse um pouco menos, você ainda ganharia mais, porque você pararia de comprar tanta besteira para tentar aliviar o seu estresse. Você viveria uma vida com muito mais propósito. E uma coisa que eu me dei conta ao longo do tempo é de que quanto menos coisas a gente quer, mais livre a gente vai ser.
Então, no fim das contas, o minimalismo não é uma questão de privação, porque isso não existe. A gente precisa de certas coisas para ter conforto, para viver. A gente precisa se alimentar, enfim, esse não é o problema.
O problema é comprar as coisas sem necessidade, sem motivo algum ou às vezes com o motivo errado. Então o que acaba acontecendo hoje, como eu disse, como as pessoas estão tão estressadas, muitas acabam descontando esse desconforto, esse estresse nas compras, no consumo, seja lá qual consumo for. E aí, para concluir essa história toda, tem só um ponto que eu preciso deixar muito claro para você de que sim, você pode viver a sua vida criando as suas próprias regras e seguindo as regras do seu próprio jogo.
Pode, mas tem um asterisco muito importante aqui que é o custo disso. Porque sim, tudo isso tem um custo. Todas essas escolhas que você decide fazer e essas regras que você cria pra sua vida vão ter um preço que você vai ter que pagar.
Eu, por exemplo, eu botei na balança para ver se valia a pena e percebi que sim, valia muito a pena pagar esse preço. Porque uma das coisas que eu já te digo de cara que vai acontecer é de que se você resolver fazer as coisas no seu próprio tempo, os resultados e as consequências, enfim, elas vão demorar mais a acontecer. Então, no meu caso, por exemplo, como eu disse, eu escolhi já desde cedo seguir o meu próprio caminho, mas isso teve uma consequência.
Por exemplo, o dinheiro demorou muito mais para vir do que o normal. Eu passei uma década da minha vida praticamente só patinando, testando outras coisas, no meu próprio tempo, testando as coisas que eu queria testar até encontrar o caminho certo para eu seguir com todo o meu foco. Então, de fato, demorou porque eu construí as coisas no meu próprio caminho, não seguindo o caminho dos outros.
Mas no fim continuou dando muito certo. E se você for parar pr pegar a linha do tempo de 10 anos mais ou menos, pode parecer um tempo muito longo, mas na maioria dos casos 10 anos é o mínimo para você conseguir construir uma carreira, construir e começar a ter resultado com o negócio. Então não é um grande absurdo de tempo.
É quase como padrão, só que visto e feito de outra forma. E obviamente que tiveram muitos apertos nesse meio-tempo, tiveram muitos desafios. Mas a vida toda ela tem os seus desafios.
Mesmo que você tenha um emprego estável, mesmo que você tenha uma carreira sólida, mesmo que você tenha uma família estabilizada, ainda assim vão acontecer problemas no meio do caminho, vão existir desafios. Então, nada nos livra de viver uma vida sem problemas. E não é esse o motivo que vai fazer você não escolher criar suas próprias regras e seguir o seu próprio caminho.
Então, uma coisa que eu quero te dizer é que escolher o seu próprio caminho, sair do caminho padrão, não vai ser só alegria e liberdade, porque a liberdade tem um preço, tem consequências, mas eu já te digo que é um preço que vale muito a pena pagar. Inclusive, o ponto de partida que eu tive para criar as regras da minha própria vida, o momento em que eu percebi, em que eu podia fazer diferente do que é o padrão, foi quando eu li esse livro aqui lá em 2011, se não me engano, 2010, que é o trabalho 4 horas por semana do Team Ferris. Quando eu comecei a ler esse livro aqui, eu fiquei muito abismado que eu li inglês ainda, que na época nem tinha tradução portuguesa aqui no Brasil, mas eu conheci os conceitos de delegação, de sistemas, enfim, de construir negócios que funcionam sozinhos e toda essa questão de trabalhar com a internet.
Enfim, esse livro brilhou os meus olhos para as possibilidades que eu podia ter na minha vida. E desde então eu fui testando várias coisas na minha vida até encontrar o ideal pra minha própria realidade. Como por exemplo, ele disse: "Trabalhe 4 horas por semana".
Você acha que eu já tentei fazer isso? Já tentei. Eu já tentei trabalhar 10 horas, 20 horas, 30, 40, 50, enfim, até encontrar o meu ideal.
E qual que é o meu ideal? Não existe um número certo de horas, porque eu trabalho com resultados. Existem médias que eu faço em uma semana ou outra, mas eu não me prendo a um limite de muitas horas ou de horas mínimas.
Eu trabalho quanto eu preciso trabalhar no momento em que eu estou focado nas coisas que eu preciso focar. Então essa que é a beleza de criar as próprias regras, que não existem limitações para nenhum dos lados. Você faz o que você quer fazer.
E também tem o lado positivo de que quando você não quer fazer as coisas, você simplesmente pega e não faz. E aí na internet é muito curioso porque existe aquela famosa ostentação, né, que é aquela coisa que todo mundo já encheu o saco de ver. Mas a ostentação padrão é uma coisa que eu acho uma grande bobagem e não me atrai.
Acho completamente estranho aquilo ali. É uma ostentação muito limitada à questão do consumo. Ostentação de verdade para mim é outra coisa.
Eh, por exemplo, eu pegar, parar de gravar esse vídeo aqui, falar: "Hoje não vou trabalhar mais e é isso que eu vou fazer, porque eu simplesmente posso pegar e fazer". Eu construí a minha vida e organizei tudo para chegar nessa posição de ter essa liberdade de fazer o que eu quiser na hora que eu quiser. Mas enfim, para terminar toda essa questão das regras, se você parar para pensar, existem muitas coisas, muitos pensamentos, muitas coisas culturais no Brasil que são levadas como regras, como padrão, como a normalidade que todo mundo tem que seguir, que são grandes absurdos, como por exemplo, uma coisa bem bobagem que eu cresci a vida inteira vendo em filmes, vendo os pais falando, os amigos, enfim, que aquela coisa de que todo homem odeia a sogra.
Eu acho isso uma grande bobagem. Eu, por exemplo, amo a minha sogra. Assim como também muita gente acredita que é normal no casamento os dois se odiarem e viverem brigando, viverem com ciúmes, enfim.
Só que isso não é normal. Você não precisa aceitar que isso seja a verdade paraa sua vida também. Assim como um outro ponto que eu acho um grande absurdo, que é aquela história de que, ah, a família é tudo quando se trata de parentes e aí você tem uma família completamente problemática, todo mundo se odeia, todo mundo fica falando mal um do outro, mas não.
A família é a coisa mais importante que existe. No final de semana temos que jantar todos juntos, porque família é a essência da vida, enfim, mas não é. Se as pessoas não te tratam bem, não querem o seu bem, não se preocupam com você, não são legais com você, para que raiz você vai continuar convivendo com essas pessoas?
Você não precisa fazer isso. Se tem uma coisa que eu aprendi na vida é de que família de verdade são só as pessoas que a gente ama e muitas vezes a gente nem tem relação de sangue com essas pessoas. Então, o que eu quero te dizer no fim das contas é que você foi treinado e ensinado a vida inteira a seguir um monte de regras que você não precisa seguir.
Porém, tem uma notícia boa, você tem dois caminhos a seguir. Você pode primeiro continuar seguindo essas regras que você não escolheu ou pagar o preço de escrever as suas próprias regras, mas não querendo te influenciar. Eu particularmente escolhi escrever as minhas e eu te digo, eu faria tudo de novo.
Mas então, eu espero que você tenha gostado o vídeo de hoje. A gente se fala na próxima e valeu.