Você já parou para pensar que talvez a tua consciência não seja uma coisa única, fixa, sólida, mas algo que está em movimento, que tem camadas, estados, níveis diferentes. E nós podemos passar a vida presos no primeiro nível, nascer, crescer, envelhecer, caminhando por um labirinto com portas que nunca foram abertas, mas sempre estiveram ali esperando por um olhar diferente, uma percepção diferente. Mas deixa antes eu te avisar, isso aqui não é um papo de elevador simples, não é um papo de cafezinho corporativo, é algo delicado de ser conversado, não só delicado, até perigoso.
Porque quando você começa a questionar as estruturas que nos mantém inconscientes, você acaba se tornando uma ameaça. E há anos atrás, se eu trouxesse essa sabedoria, certamente eu seria queimada em uma fogueira, assim como tantos irmãos nossos, sábios, corajosos, ao longo da história, foram perseguidos, ridicularizados, difamados, presos, exterminados por trazer conhecimentos proibidos à luz do dia. Mas se você está aqui, é porque você sabe, você respeita de alguma forma, mesmo que você nem sabe que sabe.
Muitas vezes isso está no teu campo, está para além do entendimento intelectual. Por isso que eu quero te convidar para olhar hoje para dentro de si, para a tua realidade de um jeitinho diferente. E se for demais para você, tudo bem.
Esse vídeo não é para todo mundo, mas se algo vibrar aí dentro, fica comigo até o final. Curte esse vídeo, se inscreve no canal se você gosta de conversas não tão convencionais. Bom, a consciência que você tem, ela não é um bloco, é uma jornada.
E o que eu vou te trazer aqui é com humildade, não como verdade absoluta. É uma mistura de sabedoria ancestral, de manuscritos, de livros e da minha experiência. Mas antes de absorver como uma verdade absoluta, questione, questione esse vídeo, questione aí tudo que você vê, tudo que você escuta.
E vamos entender aqui a consciência como uma jornada com estados diferentes, níveis, degraus. E todos esses degraus eles estão acontecendo dentro de você agora. É como se você tivesse esses modos de existir, mas normalmente opera só em um, dois, às vezes três.
Vamos começar aqui no primeiro. O primeiro nível é o mais básico, o mais instintivo, é o estado do corpo físico, aquele momento onde a vida se resume à sobrevivência. fome, sono, medo, prazer, dor, impulso, raiva.
Sabe aquela pessoa que ela já muda o humor dela só porque passou do horário do almoço e ela já está com fome, então ela já muda de humor, já fica com aquele mau humor? Essa pessoa, ela está operando ali, ela está vivendo nesse estado de consciência. Não é errado, não é inferior, é só o primeiro degrau.
E eu quero trazer aqui todos esses estados que a gente pode falar camadas, níveis, estados, degraus com muito amor. Se você se identificar em algum desses estados, desses degraus, você não se julga. Não julgue nem a você e nem ao nível, ao estado de consciência como bom ou ruim, como superior ou inferior, como certo ou errado.
E nem se você lembrar de outras pessoas que estão em determinados níveis de consciência. Não fique julgando como, ah, esse aqui é o certo, esse aqui é o errado. Só é o que é.
Independente de que estado que está, de que degrau sempre é possível mudar de estado. É como se existisse o universo inteiro e você dentro da primeira camada você está dentro de um cômodo de uma casa, de um quarto de uma casa. Então você acredita que aquilo ali é tudo que há, mas sempre existe uma porta que você pode atravessar, seja para então descobrir que existe uma casa depois que existe um bairro, que existe uma cidade, um país, um planeta, outros planetas, galáxias e assim por diante.
O problema é que quase toda a nossa sociedade, ela está estruturada para te manter nesse único cômodo, achando que é tudo que existe, totalmente conectado à matéria, aos desejos mais instintivos, a publicidade, o governo, tudo acaba te empurrando para esse lugar onde você só reage. Isso nem tem relação com socialismo ou capitalismo, mas tem relação a como você vive nesse modo sem observar. Se o teu corpo sente fome, você precisa comer.
Se você sente dor, você já é aquela dor. Não tem observador, não tem consciência da experiência. É como um animal sofisticado, mas ainda operando no modo instintivo.
E nós podemos viver e morrer assim, sem sequer imaginar que existe uma escada, outros degraus, outros níveis de consciência. Mas um dia algo pode começar a mudar e você começa a perceber que sente que tem algo a mais. sensações diferentes, emoções intensas, alguma intuição que não se explica.
Então você chega no segundo nível, o corpo emocional, o lugar onde você percebe que não é só um corpo, você sente emoções, energias, sente ambiente, sente o outro, desenvolve então uma certa sensibilidade e parece um grande avanço. E é, mas tem uma armadilha aqui. você vira refém dos teus próprios sentimentos.
É como você sair de uma cela e entrar em outra, sair de um cômodo de um quarto e entrar no outro quarto. Quando você refém das suas emoções, por exemplo, você é mais reativo. Se alguém te fala alguma coisa que você não gosta, você reage à aquilo.
Se alguém te corta no trânsito, aquilo já muda a tua manhã. ou se você começa já o dia de mau humor, acaba seguindo o dia inteiro praticamente de mau humor. Você sente algo por alguém e meio que vira totalmente refém disso.
Você acaba sendo uma marionete das tuas emoções. E olha que curioso, muitas vezes quando se está mais sensitivo assim às emoções, sentindo mais, pode-se achar que se está despertando, mas a chance é grande de estar preso nesse segundo nível. Podemos estar buscando conhecimento, melhorando hábitos, comportamentos, mas lá no fundo, bem lá no fundo, ainda se está vivendo de acordo com seus dramas emocionais.
Não é despertar. Isso aqui é uma prisão disfarçada de sensibilidade. E isso não é bom nem ruim.
É o que é o lance. É que você não precisa viver para sempre aqui. Isso aqui pode ser uma escola para você, esse nível aqui de consciência.
Mas se você começa a conseguir respirar fundo diante do caos, você pode chegar no terceiro degrau, que é a mente concreta, a razão. Aqui você começa a dominar os teus impulsos e emoções usando a inteligência emocional, o raciocínio, o planejamento. Você finalmente sente que tem controle sobre sua vida.
E eu passei muito tempo da minha vida aqui. Mas isso aqui também pode ser uma prisão, porque a mente concreta, ela compara, ela analisa, ela calcula, mas ela acaba repetindo fórmulas porque ela não sabe ouvir verdadeiramente a sua centelha divina. E aqui está um ponto que eu não escuto ninguém falar, mas se a tua mente racional maravilhosa está não está, aliás, conectada com o divino, com o sagrado, com essa inteligência divina que transcende a mente racional, ela se torna serva de quem?
E serva fiel, diga-se de passagem, serva do ego. Ela se torna advogada dos teus medos. Ela se torna advogada dos teus desejos inconscientes.
Ela pode construir castelos de argumentos para justificar desejos ou também para esconder aquela dor que você não quer ver. E aqui está um ponto delicado. Você pensa que está despertando porque você lê sobre o assunto, você faz yoga, você tem cristais, mas vive a mercê da mente.
Aqui é a mente que comanda e o ego ele adora. Quando é ele que comanda usando argumentos bonitos. E é aqui que a maioria dos buscadores podem ficar girando em círculos, porque essa é a prisão mais difícil de ver.
Para mim também foi porque ela se veste de lucidez, tem livro lido, tem conhecimento adquirido, mas o que comanda aqui ainda é o ego. Só que agora ele fala namastê. E olha esse vídeo aqui, talvez ele te provoque de algum jeito, talvez te confunda, talvez te tire de um lugar confortável, mas ele também pode ser um lembrete que você não é apenas o teu corpo, que você não é apenas as tuas emoções e que você não é apenas a tua mente.
Existem outros níveis de consciência, existem outros degraus a subir. E se você tá aqui até agora, sabe me dizer se você já se identificou em algum desses três níveis, esses estados de consciência, ou você lembra de já ter passado por algum? Se você lembra de ter passado por algum, ou se você se identifica em algum desses, escreve nos comentários como foi ou como tem sido.
O teu comentário pode ser uma vela na vida de alguém. Podem ter pessoas que vão se identificar com os desafios que você já passou ou que você está vivenciando agora ou que podem ver também que é possível transitar entre esses níveis. Fale nos comentários, expresse e coloque ali o teu relato.
Ele pode ser luz na vida de alguém, mas agora respira fundo porque o próximo nível é o mais perigoso. É onde você começa a perder tudo que achava que era. Oh my God.
O quarto estado de consciência é o ponto onde a maioria recua e não é para menos. Porque para subir o terceiro degrau para o quarto, você vai precisar deixar para trás algo que talvez tenha passado a vida inteira construindo, que é a tua identidade, a tua história, os teus títulos, as tuas opiniões inteligentes, a forma como você se define, como você se vê. Para acessar um novo estado de consciência, é preciso que essa identidade morra.
E isso é difícil. Só quem passou sabe a dor desse luto, a dimensão desse luto. Porque não estamos falando de metáfora, mas de uma morte real, psicológica, simbólica, absolutamente sentida.
É como você chegar à beira de um precipício e se jogar, ou nem dá tempo de pensar em se jogar. Você já está caindo sem nada para se segurar e sem saber se existem garantias do que virar pela frente. Só tem silêncio, o invisível ou talvez um chamado.
E esse é um abismo entre a mente concreta e o quarto nível, a mente superior intuitiva. Aqui você começa a perceber verdades que não passam pela lógica. Você começa a perceber padrões também no universo.
Capta o essencial sem aquele esforço da tua parte racional. Começa a ter mais sincronicidade na tua vida e também você começa a ter mais confiança de usar a tua intuição como uma bússola. Parece até poético, mas esse portal ele é guardado pelo desafio imenso de você deixar de ser quem acredita ser.
E vamos combinar, isso não é para qualquer um. A maioria sente o abismo, essa noite escura da alma e recua. E eu entendo, eu entendo tanto porque nós somos programados a preferirmos a segurança daquilo que é conhecido, da nossa personalidade conhecida, mesmo que ela seja limitada, porque o desconhecido absoluto, ele pode ser aterrorizante.
E é aqui que se separam os reais buscadores dos curiosos. Curiosos, leem livros, participam de retiros, sabem conversar sobre espiritualidade e giram em torno disso. Já os buscadores morrem, morrem e renascem.
Renasem diferentes, mais vazios de ilusões e mais cheios de essência. E essa morte psicológica, ela muda tudo. Muda os teus valores.
As pessoas que antes eram centrais na tua vida já não vibram mais na mesma frequência. Objetivos que te moviam, desejos que te moviam perdem o sentido. Essa noite escura da alma, ela é um silêncio ensurdecedor.
É um vazio. É um vazio que parece consumir tudo. Ou melhor, consumir não seria a palavra ideal, mas dissolver tudo.
Porém, esse dissolver, ele está preparando o terreno para algo novo nascer. E se você atravessa esse abismo, essa noite escura da alma, você chega ao quinto nível. É um estado mais puro de percepção direta da realidade.
E esse estado aqui, ele é tão forte que muitos não dão conta ou se isolam nem por vaidade espiritual, mas porque não cabem mais no formato de uma vida comum. Imagina por um momento uma árvore. É como se você não olhasse a árvore e enchesse de pensamentos de como que é essa árvore, se ela é bonita, se ela é feia, se ela é grande ou se ela é pequena.
Você não vê a árvore fora de você. É como se você e ela fossem o mesmo sopro. A separação desaparece aqui nesse estado.
É um papo meio maluco, mas quem já experimentou, já esteve nesse estado, vai entender. Você sente a consciência da árvore, como eu comentei naquele vídeo, saia de vibrações baixas e melhore a tua vida. Espero que você tenha assistido.
Se você não viu, vou deixar o link aqui para você entender como essa fusão pode ser natural quando a nossa mente dá espaço. Nesse estado aqui não tem separação, não há nome, não há pensamento, só presença. E é aqui que a magia acontece.
É como uma natural consequência de uma consciência mais refinada. A separação entre os seres, entre eu e você, se dissolve. Tudo vibra em unidade, mas nem tudo são flores.
Existe um preço e esse preço é alto. Muitos dos que acessam esse estado de consciência não conseguem mais voltar a funcionar no mundo. Ao menos como antes.
Você não consegue mais ficar em um ambiente ali ouvindo pessoas falando mal de outras. Você pode sentir a alegria de um irmão teu ou a dor de um irmão teu como tua. E eu não digo um irmão teu ali de sangue familiar, mas aquele ser que antes você julgava como bêbado, como drogado, você olha com amor.
Nem precisamos ir tão longe. Por exemplo, anos atrás, se eu fosse gravar vídeos e viessem pessoas nos comentários xingando, eu ia ficar com raiva ou talvez até triste. Mas acho que mais com raiva do que triste.
E olha que estranho, hoje eu recebo a maioria, 99% dos comentários vibram em alegria, em gratidão, mas ainda assim existe uma outra pessoa que vem armada para os comentários e olha que louco isso. Eu não fico com raiva, eu sinto amor, empatia e isso é maluco, isso é estranho e é lindo. E é tão estranho tudo isso que existe também quem enlouqueça, porque acessar esses níveis de consciência sem estrutura interna pode ser demais, porque é intenso, é cru, é quase brutal.
Por isso, não se apresse, não tente pular degraus. Ao meu ver, esses degraus eles não podem ser subidos, atravessados de forma apressada ou forçada. E lembre-se que subir é só um jeitinho aqui de explicar.
Nada é melhor ou pior de um estado para o outro. Um não é superior ou inferior. Não importa o estado que você está, o degrau que você está.
Lembre sempre que você é centelha divina, independente do teu estado de consciência. É muito natural também acontecer nesse estado aqui as pessoas quererem trabalhar para algo que realmente ajude os outros de alguma forma. E muitas sabedorias dizem que não dá para ir para um degrau e depois voltar atrás.
Pelo que eu observo, não é que não dá, mas eu acho que é possível por fases da vida e ciclos a gente às vezes transitar em algum nível de consciência, depois voltar ao outro. Para mim não parece ser como muitas vezes eu estudei que é como um portal atravessou e agora não volta mais para o outro. Depois tem outro portal, atravessou e não volta mais para o outro.
A nossa vida ela é muito dinâmica. Na minha percepção, é natural nós transitarmos às vezes por outros degraus, mesmo que a gente já tenha subido ou experimentado outro nível de consciência, mas transitar por outros. Porém, eu acho que não é tão fácil se perder ou se fixar nos primeiros níveis de consciência se você já vivenciou outros níveis.
E agora vamos para mais um estado que é a consciência pura. Aqui a individualidade se dissolve. Você não é mais você olhando o mundo.
Você é o mundo se olhando através de você. Não há mais medo porque não existe mais um eu separado que possa temer. Não tem mais desejo, porque não há falta.
Tudo é. Nesse estado aqui, monges místicos, sábios passam décadas tentando alcançar vislumbres. Todos buscando esse nível de consciência de união absoluta, ausência da separação, a dissolução total.
E eu só consegui acessar esses estados aqui em meditação profunda, em técnicas de respiração, com objetivo de expansão da consciência e com medicina da floresta. Mas até onde eu percebi e pude estudar, não é algo que a gente pode ficar fixo. Nós como encarnados não podemos ficar nesse estado.
O nosso corpo físico, ele não foi desenhado para permanecer nesse estado de dissolução total e união com tudo. Você pode visitar, mas para viver aqui você precisa voltar. Mas existe mais um que eu nem sei como colocar aqui, porque nenhuma palavra alcança.
Não é um lugar, nem mesmo uma experiência. É o que está experimentando todas as experiências. É a fonte divina, a inteligência universal, o absoluto ou simplesmente Deus.
Mas é que vai o que vai te chocar. Você já está nesse lugar. Você nunca saiu porque não tem como sair, não existe nada fora.
Só que a gente fica hipnotizado com os níveis inferiores, identificados com o corpo, com as emoções, com os pensamentos, com a nossa história. E esse nível, ele não é algo a alcançar, mas a reconhecer. E aqui está o paradoxo.
Para conseguir reconhecer, é importante você passar por cada degrau de forma consciente, não apressando, não tentando pular etapas, mas vivenciando as lições de cada estado de consciência. Seus desafios são importantes, suas purificações são importantes. E é por isso que esse caminho todo aqui, ele não é popular, ele não é ensinado nas escolas, não é divulgado em nenhuma propaganda, porque ele não interessa a nenhum sistema de controle.
Porque quando você muda o teu modo de existir para outros níveis de consciência, você se torna livre. E uma pessoa livre, ela não é manipulável, não é controlável, ela não consome por carência, não segue líderes cegamente, não espera por um salvador, não precisa adquirir nada que é vendido, como isso vai trazer a felicidade. Dá para entender agora porque que esse tipo de assunto ele não é, é algo que a gente vê por aí sendo falado com profundidade.
E por isso que muitos dos que tentaram há anos atrás foram ridicularizados, foram cancelados, taxados de loucos. Esse conhecimento ele incomoda e ele não pede que você acredite em algo, mas é mais difícil que isso do que acreditar, porque ele meio que te exige que você se responsabilize por tudo, por tudo na tua vida. E isso é perigoso porque uma pessoa consciente, desperta, ela é uma ameaça para qualquer sistema que precise de você adormecido, que se alimenta da inconsciência coletiva.
E é realmente difícil falar isso na internet, porque o ter engoliu o ser. Mas ainda assim vale falar disso, porque mesmo que a maioria não queira nem olhar para isso, nem se responsabilizar por sua vida ou taxar isso como teoria da conspiração, ainda assim existem pessoas que questionam as narrativas, os rótulos, os modelos de vida condicionados, a nossa domesticação, como a gente aprendeu a operar. Talvez até seja você uma dessas pessoas.
Você que está aqui até agora nesse vídeo. Se você sentir de compartilhar com algum grupo teu, podemos juntos ajudar a despertar a consciência coletiva para sair de níveis de consciência mais densos, de mais sofrimento. Mas como sempre nos meus vídeos, eu não trago apenas entendimento e reflexão, que aqui já seria de grande valor, mas também vou te entregar uma direção por onde começar.
Existe um caminho para sair dos níveis mais densos e tocar o que há de mais sutil em você. É um caminho simples, mais exigente. É uma prática que ela pode parecer singela demais, mas ela carrega um poder imenso quando você fizer com constância.
E não vai precisar de rituais elaborados, técnicas e nem necessidade de você contratar alguém, algo externo. Anota ali, autoobservação sem julgamento. Simples, né?
Mas nem um pouco fácil. Porque essa prática aqui, ela vai contra tudo que a gente foi condicionado a fazer. Funciona assim, ó.
Ao longo do teu dia, você começa a se observar. Você observa em qual nível da escada você está operando, momento a momento, mas sem se julgar, sem tentar corrigir nada e principalmente sendo verdadeiro, sem querer parecer melhor do que realmente é. Combinado?
Você sente desejo de chocolate, já mergulha numa caixa de bombom, você observa: "OK, estou no primeiro nível". E então você se percebe emocionalmente descompensado por algo pequeno? OK, segundo nível.
Ou se pega perdido nos teus próprios pensamentos, racionalizando tudo. Terceiro nível. E pegue isso aqui, ó.
Só de observar, algo acontece. Porque o ato de observar ele já vem de um nível mais alto. Você não pode observar o primeiro nível a partir do primeiro.
Quem observa está sempre um degrau acima. E é aqui que mora o poder dessa prática. Toda vez que você se observa genuinamente, com presença e sem julgamento, você se reposiciona um degrau acima daquele que você estava só do fato de você observar.
E isso é lindo, é mágico, você vai ver. Mas a prática ela exige a constância, que foi a palavra que eu usei aqui no início. Não adianta fazer 5 minutos de manhã.
É o dia inteiro, semana após semana, mês após mês, ano após ano, mas não faz ali como um observador rígido, chato, mas simplesmente um observador sem julgamento. E é claro, todo o teu sistema vai resistir, porque cada nível tem a sua própria inércia, o teu próprio desejo de continuar sendo o que é. O teu corpo ele vai resistir porque ele não quer ser ignorado.
A tua mente ela vai resistir, ela não quer sair do comando. As tuas emoções, elas vão resistir, elas vão estremecer, porque você está viciado na química emocional antiga. Lembra daquele vídeo de como se tornar sobrenatural, que a gente conversou a fundo, como sair desse vício emocional e entrar no campo das infinitas possibilidades?
Se você não assistiu, eu vou deixar o link. É importante assistir para conseguir sair desse nível aqui de uma forma mais fluida. E a prática da observação, ela por si só inicia o processo, mas existem ingredientes que vão te ajudar a tornar isso ainda mais profundo e verdadeiro.
E o primeiro é a purificação. Purificar ali as tuas intenções, as tuas reações. Se você quiser subir de nível de consciência, não adianta estar aqui na tua vida, no teu dia a dia, falando de outras pessoas, oferindo, ofendendo outras pessoas.
Compreende? Porque esse tipo de ação e reação te amarra em níveis mais baixos de consciência. Mesmo se você entenda tudo sobre níveis de consciência, não vai adiantar.
Esse tipo de comportamento denso vai te manter em vibrações densas. Mas o estudo profundo é outro pilar. O estudo profundo, ele vira um mapa para você, porque você vai conseguir entender aquilo que você vivencia.
Você consegue encaixar as peças. É um casamento lindo você estudar e experienciar na tua vida, no que você pratica. E ao longo da história existe muita sabedoria que foi deixada em livros, em textos sagrados, até em metáforas.
São como bússolas que nos guiam. E o terceiro ingrediente é o servir. Tente colocar ali na tua vida um servir ao mundo.
Pode ser de uma forma remunerada, pode ser algo a parte do teu trabalho como voluntariado, tá tudo certo, mas tenta agregar ali pra tua vida um servir, porque você vai perceber, assim como quando você fere o outro, você está se ferindo. Quando você serve o mundo ou alguém, você também está fazendo um bem para você. E aos poucos você vai ver algo que é tão natural que isso até me arrepia, porque o servir não vai ser algo como uma obrigação, mas você não sabe mais viver só para você.
E esses ingredientes eles te ajudam nessa ascensão de níveis de consciência. E eu não tenho como saber o que que isso aqui provocou em você. se foi um incômodo ou confusão ou um convite ou silêncio, seja o que for, está tudo certo.
Essa jornada ela não exige que você se apresse. Você pode fechar esse vídeo e ignorar esse conhecimento e seguir a tua vida, mas se algo ressoou ali dentro, vai ficar no teu coração. E não precisa se apressar, a uma linda.
Só não volte a dormir. E essa foi a minha contribuição de hoje. Beijos de luz.
e até as próximas conversas mágicas.