favela S.A as mulheres são uma potência quando o assunto é empreendedorismo sete em cada 10 São mães e 52% abrem o próprio negócio por necessidade balança reportagem favela S.A empreendedorismo que transforma vidas [Música] a Gláucia trabalhava em um escritório de contabilidade e fazia bicos como fotógrafo uma diversão que aos poucos foi gerando renda tirava fotos em casamentos e festas quando veio a primeira filha a 7 anos ela largou o emprego formal e criou coragem para montar um estúdio dentro da própria casa [Música] uma pesquisa feita pelo Sebrae revelou que para 17% dos empreendedores que vivem
nas periferias de Minas ter mais tempo para a família é a maior vantagem de ser o próprio chefe e para 13% o melhor é trabalhar em casa e ficar perto da família 40% das empreendedoras exercem a profissão em casa sete em cada 10 São mães no desejo de ser uma boa mãe Gláucia acabou-se especializando em mostrar Justamente esse momento precioso da mulher a gestação e o início da Maternidade apesar das Flores não foi fácil eu já pensei em desistir várias vezes só que ao fotografar ou ver ali uma criança vê aquele registro daquela família isso
vai me dando forças e os meus clientes também me dão feedbacks né nossa eu amei as fotos Nossa é muito importante para mim esse momento né que fica registrado uma gestação o nascimento de um filho que não volta né então através das fotos a gente consegue relembrar então isso vai me dando forças também para continuar e foi de pouquinho que a Gláucia Chegou aonde está o maior desafio é colocar um preço justo no serviço ainda mais quando consideramos o que os clientes dela podem pagar o estúdio fica em Ribeirão das Neves onde de acordo com
o IBGE quase 35% dos domicílios tem renda mensal de até meio salário mínimo o município é o quinto com menor PIB por pessoa na grande BH e no ranking dos mais ricos do estado fica no sexo centésimo décimo terceiro lugar na área de fotografia né é tudo muito caro e as pessoas ainda não entendem esse valor da ortografia né Cada clique a câmera tem cliques quantidade de cliques é cada cenário que a gente monta é um valor muito alto que a gente investe de Tempo estudo então assim no início foi um pouco resistente porque hoje
em dia a gente compete com celulares né que é muito difícil é você tava me contando do preço de um equipamento né eu tô segurando aqui uma das suas câmeras e a gente sabe que a câmera Ela é formada que a gente tem o flash aqui a gente tem a lente né o corpo da máquina Cada coisa tem um valor uma máquina dessa hoje custa quanto completa desse jeito em torno de 20 mil e para você conseguir sair de um emprego de contabilidade que é um salário de CLT né Para você fazer esse investimento foi
muito difícil foi difícil é primeiro eu comecei de uma forma mais amadora com equipamentos mais básicos e assim eu fui aumentando o fazendo upgrade dos equipamentos né até chegar nessa daí a fotógrafa já perdeu as contas dos ensaios que fez ao longo da carreira Mas sabe exatamente quando começou a virada na vida de empreendedora e o cenário não era nada favorável bem em meio a pandemia o marido que trabalhava como vigilante foi demitido sem eventos para fotografar ela também estava parada e a gente ficou meu Deus o que vamos fazer porque não é um trabalho
onde que é essencial fotografia não é essencial e foi difícil a gente parar e pensar Poxa como que a gente vai manter e como a saída dele né do trabalho formal também a gente ficou meio um pouco desesperado né mas sempre confiando em Deus e graças a Deus começou a vir muitas gestantes né E como tava tudo fechado então um lugar que elas poderiam ver no estúdio ou seja Essas mulheres já não iam ter oportunidade de fazer o chá de revelação de fralda porque aglomerar naquele momento não era indicado especialmente para uma grávida né então
elas quiseram pelo menos registrar esse momento num ambiente que você imagina trabalhava com todos os cuidados né Sim a gente tem álcool em gel usava máscara e tudo isso me deu forças deu forças para minha família também porque a gente pensou poxa se conseguimos sobreviver a pandemia então a gente consegue sobreviver a tudo esse é o espírito Gláucia e a necessidade de gerar renda é o principal motivo que leva uma mulher a abrir o próprio negócio na periferia o dinheiro Brota viu De acordo com o SEBRAE os empreendedores de menor renda movimentam 30 bilhões de
reais por ano em Minas a necessidade tá fazendo as pessoas procurarem empreendedorismo e o empreendedorismo está realmente contribuindo para melhoria de vida das pessoas na comunidade então nosso Sebrae estamos aqui para incentivar esses empreendedores a crescer a desenvolver seus negócios uma ajuda sempre é bem-vinda quem tem que agir com a cara e a coragem no susto às vezes deixa de pensar em muitos Pontos importantes de muitas vezes eles não estão não estão preparados para empreender eles não têm um plano de negócio tem que começar a empreender dentro da própria casa Tem dificuldades como por exemplo
a manutenção das redes sociais né ou até mesmo acesso às redes sociais então todos esses fatores são fatores que dificultam o crescimento desses empreendedores [Música] e a gente não precisa ir longe para encontrar gente com várias dificuldades Rua da Bahia centrão de Belo Horizonte a quem pensa que empreender aqui nessa região seja uma tarefa mais simples pelo Aldo fluxo de pessoas que vão e vem pelas ruas aqui do centro mas a gente vai conversar com a Carina ela tem uma loja de artigos africanos aqui no centro empreender não tá tão fácil assim né Karine não
tá muito complicado mesmo o comércio hoje em dia eu acho que para todo mundo assim tá complicado mesmo inclusive aqui na Rua da Bahia grande parte do desse ponto da Rua da Bahia grande parte do comércio aqui não sei se vocês observar tá fechado a loja de moda afro as peças são lindas super coloridas de fabricação própria engenheira de Formação a Carina começou há 12 anos no quintal da casa da mãe quando velhas irmãs estavam desempregadas boa parte da renda da família vem das vendas quem que faz essas bolsas as bolsas minha irmã mexe com
a parte toda da loja de crochê né minha mãe as bolsas todas de retalho no tecido afro foi minha mãe que fez e no mais tem as costureiras que trabalham comigo também que que fazem eu só passo para elas o modelo e elas fazem os modelos conforme a forma que eu passei a quase dois anos Karina decidiu abrir a loja física e as vendas caíram Agora ela sabe que precisa se profissionalizar Eu acho que o segredo é realmente a gente ter um plano de negócio sabe antes de abrir mesmo o empreendimento Porque sem o plano
de negócio a gente não consegue mesmo manter o jeito vai ser fechar as portas e voltar a ter um comércio online pelo menos por enquanto serão negócio administrado de casa na periferia mesmo fechar a gente vai fechar mas desistir a gente não vai desistir do empreender do empreendedorismo né a loja aquilo que eu falei tem muito tempo que a gente está aí com ela é acaba sendo muito investimento que a gente já fez para tipo assim não ter mais a loja sabe a gente tem os clientes nossos os que gostam mesmo das peças nossas é
só um momento mesmo que a gente tá passando e a gente vai fazer de tudo para voltar assim recomeçar mesmo e voltar de uma forma diferente [Música] e na semana que vem você vai conhecer um artista que se inspira na periferia onde vive para fazer quadros que já foram expostos em um dos metros quadrados mais caros de Belo Horizonte Não perca favela S.A empreendedorismo que transforma vidas no podcast favela dessa semana você vai conhecer a história de mulheres que viram no empreendedorismo a chance de realizar sonhos ganhar dinheiro ter mais flexibilidade para cuidar dos filhos
da casa uma jornada dupla que pode ser cansativa e desafiadora mas ao mesmo tempo muito prazerosa para ouvir o programa aponte a câmera do seu celular para o QR Code tá aí na sua tela ou procure por Record Tv Minas no seu tocador Favorito de Podcast favela