o Olá Sejam todos bem vindos Eu sou Professor Wesley Barbosa e no vídeo de hoje eu vou falar sobre poesia e poema tratar um pouco da diferença e da relação que existe entre esses dois termos dois termos importantes nos dentro dos estudos literários pois temos que acompanham o estudante desde a educação básica até o ensino superior caso escolha cursar letras e principalmente dois termos que estão aí na mente de todos aqueles que têm a literatura que tem a poesia como uma de suas preleções do dia a dia para passar o tempo para se entreter e
que ficam na dúvida mas o que a poesia o quê é poema os dois são a mesma coisa são apenas nomes diferentes para tratar da mesma realidade e claro se você está um pouco mais avançado aí nos estudos e teoria literária se você é um estudante achar a próximo de concluir o curso de É talvez este tema não seja tão importante para você porque você já ou entenda perfeitamente é mais é claro que existem pessoas que primeiro nem curtam letras e segundo Tem sim essa dúvida que é a coisa mais natural do mundo e é
para isso que esse vídeo está sendo produzido para retirar essa dor de esclarecer afinal de contas o que é poesia o quê é poema A que se referem esses dois termos então vídeo vai tá bem bacana já Convido você a curtir comentar se possível compartilhar o vídeo para que outras pessoas tenham acesso e claro se você não é inscrito ainda no canal inscreva-se e Ative o Sininho das notificações para que você seja informado dos futuros vídeos Então bora lá bom não será o meu objetivo Neste vídeo conceituar de modo mais profundo a poesia até porque
teremos um vídeo específico sobre isso é futuramente tá nós desenvolvemos aqui no canal um projeto a produção a teoria literária ao longo de todo o ano de dois mil e 21 e um dos temas será relativo à natureza da poesia onde demonstraremos uma série de características que estão ligadas ao texto poético inclusive é justamente isso é a poesia é de tão complexa que é não é capaz de ser conceituada ou muito menos definidas em um trecho de vídeo Tá mas de modo geral podemos dizer para iniciar a discussão que a poesia é a expressão de
uma subjetividade a poesia é a expressão do eu eu este que se materializa num texto através do eu-lírico aquele conceito bem conhecido que é que acredito que todos já entraram em contato né a voz que fala no poema é um eu-lírico que não se confunde Claro com o poeta né se há alguém que coloca naquele texto que expressa em suas palavras uma visão subjetiva da realidade na verdade dentro da poesia a o poeta ele não olha para fora desse Ele olha para dentro de si são as suas impressões a respeito do mundo que são expressas
e não mundo em si o mundo ensina é expresso através da prosa a poesia expressa sentimentos expressos subjetividade expressa uma visão particular a respeito do mundo da realidade dos Sentimentos sendo portanto a poesia expressão de um olhar subjetivo a respeito da realidade já se percebe que este conceito não se liga propriamente é uma estrutura textual a poesia é mais um Estado de Espírito A poesia reflete através da forma como nos expressão é o que está no nosso interior a poesia quase como se fosse um sentimento a parte que nós possuímos em nossa mente e entre
todos os outros contendo definido ainda que rapidamente e superficialmente a poesia falemos então sobre o que é o poema o poema é a concretização da Poesia o poema é o texto tá texto este oral ou escrito mas ele é a concretização a materialização dessa visão subjetiva é que nós temos a respeito da realidade enquanto que o exista mais para Estado de Espírito poema está para texto existe praticamente um consenso de que a poesia é na maioria dos casos deve ser expressa a partir de poemas é assim que geralmente os poetas o fazem né se expressam
a partir de poemas mas nem sempre a poesia vai estar em poemas tá é um poema conter a poesia é muito importante perceber que está sendo a poesia um Estado de Espírito ela pode estar em qualquer tipo de texto é assim por exemplo que nós vamos poesia em música Nós vamos conhecer muitas vezes em propagandas nós vamos poesia em romances e tudo isso salta aos olhos quando os autores desses textos tem embora tem um objetivo inicial de produzir um romance uma propaganda uma crônica enfim um artigo de opinião por um breve momento eles deixam de
lançar o seu olhar para a realidade em si ou seja para o não eu para o exterior e naquele breve instante naquele momento em que a poesia se intromete ali naquele texto é justamente onde o poeta vai deixar de olhar para fora e vai olhar para dentro que ele não vai mais expressar o mundo mas vai expressa a sua forma particular de ver o mundo a respeito da intromissão da poesia em texto a mente em prosa eu gostaria de fazer aqui a leitura de um trecho do romance Ciranda de Pedra que eu já fiz análise
aqui no canal tava foi o primeiro romance que eu analisei aqui no canal quem quiser dar uma olhada depois no vídeo vou deixar aqui nos cards mas eu gostaria de ler um trecho aqui do último capítulo do romance para vocês terem uma noção de como que a linguagem poética uma visão poética dos fatos dos acontecimentos uma interpretação toda subjetiva das imagens da própria natureza dando a ela muitas vezes vidas pode-se representar a presença de poesia no texto em prazo indeterminado momento o narrador diz e agora o terreno se precipitava numa Baixada que conduzir ao Bosque
Virgínia sentiu o peito a arfar de emoção vai estava o rio rolando suas águas pardacentas um abandono sonolento árvores e pequenos arbustos espalhavam-se redor mundo coágulos de sombra na relva brilhante conservavam todos uma certa distância das margens do rio mas havia uma árvore talvez a maior e mais antiga que se debruçava sobre ele tocavam com a ponta de um dos Galhos recursos que se abrir como uma grande mão lavando os dedos enegrecidos na superfície da água uma outra folha que desprendia de vez em quando EA brisa determinava o rumo que ela seguia com indiferença rolando
pela Relva ou Indo Rio Abaixo esse mão como em vários momentos uma visão subjetiva se sobrepõe em relação a observação e objetiva dos fatos dos acontecimentos dos elementos ali presentes na cena é o que ocorre por exemplo quando se fala em Rio rolando sonolento é o que se vê também quando se fala nas árvores e arbustos e espalhavam ao redor ou no coágulos de sombras na relva brilhante percebam como um texto Originalmente em prosa Pode sim conter poesia e isso é o que nos mostra que a essa ligação entre poesia e poema Por mais que
seja uma ligação bastante comum ao longo da história da literatura não é uma regra tá o escritor ele tem liberdade para colocar trechos de poesia dentro de uma obra em prosa e o escritor pode até produzir uma obra em verso ou seja Tida Originalmente como poema que não seja propriamente e poesia e muito menos literatura o próprio stota ele já falava disso e aqui Eu também já fiz a análise da obra poética de Aristóteles também vou deixar aqui nos cards o próprio Aristóteles diz que um texto que não tenha a características de literatura quando escrito
em versos nem por isso ele vai se tornar literatura um texto de história produzido como um poema Por mais que tenha versus por mais que seja rimado por mais que possui um ritmo vai continuar sendo história e não Literatura e não poesia agora quando o poema ao mesmo tempo em que se constitui como estrutura e possui em seu conteúdo elementos de poesia ou seja elementos que comprovam a expressão de uma subjetividade um eu que se mostra o eu que além de tudo além de se mostrar além de expor seus sentimentos mostra a realidade transfigurada a
partir da esses sentimentos nos põe diante de um retrato não do elemento o Real em si mas as impressões que lhe causou em sua mente Quando essas duas coisas se casam Aí sim poesia e poema também se casaram eu vou ler para vocês um trecho aqui um poema do livro flor de cacto viagem ao e ignoto da grande escritora paraibana Lourdes Nunes Ramalho uma teatral logo a poetisa do nosso estado que tem aqui este livro de poemas que nós temos aqui dentro do livro um texto que tem o mesmo título da obra né flor de
cacto em que ela diz o seguinte e na face nua Descalvado a serra nenhuma folha sequer nenhum vestígio de vida impressiona Horizonte somente o cacto altaneiro cresce desabotoou o caule e oferece uma flor de Neve estrela sobre o monte e também na área desde a minha vida irmã de Encantos erma de alegria possam dia brotar do espinho da alma a flor APT Cida a Rosa fulgurante da poesia e o meu destino em Ouro iluminar Por percebam que além Claro de uma estrutura em versos que o texto carrega a também obviamente a expressão de uma suja
atividade aqui a um tom quase confessional em que os sentimentos do eu-lírico e são a espressos mas também é uma amostra perfeita do que a poesia faz com a realidade observar uma paisagem árida em que um longo período de estiagem a cinzenta a vegetação os montes a cinzenta toda a paisagem enfim a observar Essa realidade e perceber numa flor de cacto que brota e aqui uma relação com uma estrela uma estrela que brilha e repercute nessa nessa imagem o próprio desejo deixa eu lírico de ver em si também brotando uma estrela bota o brotando uma
flor que lhe traga esta luz que ela vislumbra ali no Meio do Caos daquela vegetação Adormecida devido à estiagem e com apenas um pontinho ali de beleza em meio a tudo aquilo e o eu-lírico demonstra aí também desejar esse pontinho de beleza que venha a surgir em sua vida é E então é serão isso aqui é poesia e ao mesmo tempo isso aqui é um poema poema quando nós temos aqui plasmado na superfície da página o texto um texto em versos um texto que tem uma sonoridade um texto que tem um ritmo mas principalmente um
texto que tem poesia é muito comum que as pessoas é digam a eu vou ler uma poesia e quando se diz isso obviamente está se querem dizer que vai ler o texto ou seja vai ler um poema a poesia está no texto mas não é o texto e aí não caberia para quem quer obviamente aplicar os termos adequados não caberia dizer vou ler um livro de poesias Por que seria você dar o nome da natureza do texto para o texto em si nós não temos aqui quando viramos a página uma poesia duas poesias nós temos
um poema dos poemas a poesia está na obra toda como um Estado de Espírito agora é necessário que se diga antes de concluir o vídeo que não necessariamente o poema vai se apresentar em diversos tá esta aqui essa forma em versos que nós vimos nos textos de Los Ramalho é a forma mais comum mas existe um poema escrito em prosa e isso é muito importante porque é muito comum a gente ver aí na internet sites é dizendo que poema é o texto em verso e poesia é a expressão de um sentimento é quando se diz
que poema é o texto em verso você retira da categoria de poema Por exemplo Este texto aqui e Mário Quintana que é um poema tá gente é um poema em prosa mas é um poema eu vou fazer a leitura do texto para que vocês têm uma noção do que eu quero dizer o poema interrompido e a lâmpada abre um círculo mágico sobre o papel onde escrevo sinto um ruído como se alguém houvesse arremessado uma pedrinha contra a vidraça ou talvez seja uma asa Perdida na noite espreguiço me levanto me e cautelosamente escancaro a janela a
cola como poderia ser alguém chamando me como poderia ser um pássaro na frente do quarto acima do quarto por baixo do quarto só havia solidão estrelada e quem faz um poema não se espanta de nada volto ao abrigo da lâmpada e recomeça a discussão com aquele adjetivo aquele adjetivo que tem uma e não expressar tudo o que pretendo dele e o texto conclui aí com reticências do próprio poema aqui já interrompido do nada né se interrompe aqui com a utilização de reticências Mas vejo nós temos aqui uma obra em prosa a estrutura de prosa ou
seja nós temos aqui um texto corrido porém primeiramente ele é fruto de uma intenção poética e essa intenção poética é fundamental é essencial para que um texto seja considerado como poema segundo além da intenção poética Clara que manifeste no próprio título que o poeta da além de também inseri-lo no livro de poesia o próprio tema O que é tratado aqui é um tema poético não aqui o objetivo de narrar um acontecimento olha Wesley mas ele narra eliminar mas o objetivo não é tratar do que está acontecendo ali não é tu falar que ele levantou abriu
uma janela ou o mundo ao redor o principal objetivo é expressar um Estado de Espírito é expressar Aquele momento em que falta a inspiração para concluir um texto é um texto que claramente busca expressar muito mais o eu do que eu não eu que busco expressa muito mais o sentimento do que a realidade além disso a própria linguagem metafórica a lâmpada abrir um círculo mágico sobre o papel onde escrevo na frente do quarto acima do quarto por baixo do quarto só havia a solidão estrelada então gente Este texto aqui de Mário Quintana o poema interrompido
presente no livro esconderijos do tempo e ele é um exemplo de poema em prosa Tá e isso aí é o que vocês tem que ter em mente o poema ele tanto pode se apresentar em diversos Quanto pode se apresentar também prosa associar puramente o poema aos versos é reduzir aí consideravelmente as possibilidades de expressão e também compreender de forma equivocada O que é um poema o fim para concluir eu gostaria de trazer a contribuição de mas o Moisés aqui presente no seu grande tratado a respeito da natureza da literatura que é o a criação literário
onde mas o Moisés vai dizer que a experiência mostra desde Aristóteles que nem um elo de necessidade liga a poesia ao poema e vice-versa ou seja ele vai retomar aí aquela aquela questão de que para que um texto contém a poesia não e para que seja um poema pode ser um texto em prosa com a trechos de linguagem poética de expressão de uma subjetividade dela e presentes mas também vai tratar daquela questão de que nem sempre o poema traz a poesia tá como é o caso aqui do peso do pássaro morto de Aline beija falei
aqui que pretendo reler este texto para trazer uma análise mais profunda aqui para o canal mas é um romance construído em versos isso aqui é o grande objetivo é narrar fatos e é mas ele é todo construído inverso e não em prosa não existe trecho em prosa aqui neste livro tá então é já fica aí provado que não existe relação necessária entre verso e poesia o verso pode conter coisinha na maioria dos casos contém mas não é obrigatório bom E reclamando aí mas o Moisés ele continua em seguida dizendo o que se nota é a
tendência para o estabelecimento de uma aliança entre a categoria abstrata ou sem abstrata a poesia EA categoria formal o poema de modo que ao compor um poema o criador de arte literária estaria cônscio de por meio dele exprimir com êxito então é justamente isso tá gente é a poesia como categoria abstrata o poema como categoria concreto seja a concretização daquela subjetividade no papel e e quando alguém se dispõe a escrever poesia ou faz em versos e geralmente quando alguém está escrevendo em versos pretende expressar poesia mas a esta consciência geral e esta meio que convenção
literária é em torno desta relação entre poesia e verso ela não é obrigatória e principalmente hoje em dia em que os gêneros são fluidos dinâmicos variáveis isso aí se verifica de forma muito mais clara Tá bom então é isso eu espero que o vídeo tenha esclarecido primeiramente a relação entre poesia e poema mas também é como nosso objetivo principal uma achar as diferenças e a ideia de que não necessariamente um vai estar um de outro está são realidades que podem se apresentar de forma separada e se você gostou do vídeo e não deixe de se
engajar comentando sugerindo futuros temas para novos vídeos porque a participação de vocês é essencial e é construído também com a interação de todos vocês agradeço muito a audiência que até o próximo vídeo E aí [Música]