Você que sofre de doenças da cartilagem, como por exemplo a condromalácia, uma condropatia na tróclea femural ou uma artrose avançada, com toda certeza já ouvi falar do ácido hialurônico. Quais seriam os efeitos do ácido hialurônico? Será que ele seria bom para mim?
E agora, recentemente, saiu um novo ácido hialurônico que seria muito melhor do que o tradicional chamado de hidrogel. Mas afinal de contas, será que ele vai ser bom para mim? Será que ele vai ajudar a curar esse problema que eu tenho no meu joelho?
Será que vai ajudar a curar esse problema todo que eu tenho aqui no meu quadril? Bom, eu vou abordar quando existe a indicação da infiltração com ácido hialurônico, quais os efeitos do ácido hialurônico na articulação, os problemas do ácido que o ácido hialurônico não consegue resolver, o que é o novo hidrogel, quais as suas indicações, seus efeitos desejados, como eu, Adriano, faço e o principal de todos no final do vídeo, o uso racional. Então, muito importante que você fique até o final para você entender e, obviamente, para você saber se esse novo produto é bom ou não pro problema que você tá tendo na sua articulação.
Bom, para você que não me conhece, Manuel Madrano Leonarde. Eu sou médico ortopedista especializado em cirurgia do joelho. Também sou pós-graduado em medicina do esporte.
E hoje eu vou abordar esse tema que tá sendo muito muito questionado em redes sociais, muito, muito publicado, muita gente falando sobre isso. E a gente sabe que quando não existe ciência por trás e quando não existe racionalidade, todo esse tratamento e todo esse dinheiro investido pode ir por água abaixo. Antes de mais nada, já vou pedir para você que tem interesse nesse assunto para já deixar um joinha, me ajuda demais aí para levar esse vídeo para outras pessoas que possam estar precisando para já encaminhar pro WhatsApp.
E se você tem interesse em vídeos éticos, vídeos baseados na ciência, para já me seguir aqui no meu canal. Toda semana eu publico algum conteúdo ético ligado a todas as doenças do joelho e ligado à medicina esportiva. Então, antes de mais nada, é importante a gente saber o que são as condopatias.
A o próprio nome dizondropatia é a doença da cartilagem. Então, a cartilagem é aquele tecido que reveste o nosso nossos ossos, que faz o contato osso com osso toda a nossa articulação. E toda vez que você faz algum movimento, esse movimento, essa pancada, essa energia cinética, ela é dissipada de um osso pro outro por essa cartilagem.
A cartilagem tem quatro camadas e quando ela fica doente, a gente tem a doença cartilaginosa, que o nome em latim é condopatia. E a principal, a mais famosa delas é a condromalassa, que é aquela doença da perda de cartilagem na cartilagem da patela, muito comum no sexo feminino e que raramente acontece no sexo masculino. E como eu já publiquei alguns vídeos aqui, toda vez que algum homem tem diagnóstico de condomalácia, tem que ser revíso porque tem alguma coisa por trás que pode causar isso.
E toda condopatia tem algum fundo. Então, o fundo daia pode estar vindo de um problema anatômico não identificado, de um microtrauma de repetição, ou seja, de pancadas na articulação. E quando isso acontece, geralmente tá ligado à má biomecânica, ou seja, aquela pessoa que se movimenta de maneira muito ruim ou aquela pessoa que não treina de maneira correta, não faz uma boa periodização.
Geralmente são pessoas que treinam se orientação de um profissional de educação física. Compra um tênis e simplesmente sai correndo, entra na academia para fazer o projeto verão, entra num crossfit e começa a querer fazer coisa sozinho ou de maneira competitiva e de tanto receber uma pancada, a cartilagem começa a arrebentar. Ah, toda vez que a gente começa a ter uma lesão cartilagenosa, então aquele buraco que é formado na cartilagem é mais ou menos como se fosse um buraco no asfalto.
Toda vez que passa um carro, aquilo alarga, vai gerando uma reação inflamatória. Essa reação inflamatória vai corroendo a cartilagem como um todo. Isso é chamado de sinovite artrítica.
O estágio final, no qual a gente já perdeu toda aquela camada da cartilagem e já tá no osso com osso, é chamado de artre. Então, só existe artrose quando a cartilagem morreu e aquele osso logo abaixo da cartilagem, que é chamado de osso subcondral, ele também começa a adoecer. Então, quando a gente está assim, a gente já começa no estágio chamado de artr.
Então existem hoje uma gama muito grande de cirurgias e de tratamentos sem cirurgias que a gente consegue desde uma regeneração cartilaginosa, de um transplante cartilaginoso, de ações químicas como por exemplo o ácido hialurônico, que eu vou falar mais paraa frente, de orto biológicos, como o plasma rico em plaquetas, e eu tenho um vídeo falando sobre isso recentemente publicado. A gente tem a fisioterapia e sempre no estágio final com sem cirurgia. a gente tem a prescrição de atividade física.
Quando que o ácido hialurônico é indicado? Então, tem alguns vídeos meus que falam sobre o ácido hialurônico. Importante depois você olhar com toda calma, que tem muita, muita ciência por trás.
Ele geralmente é indicado para aquelas doenças cartilagenosas iniciais que ainda não são cirúrgicas ou para aquelas pessoas com um pouco mais de idade que a gente tá num limbo entre tentar regenerar uma cartilagem que às vezes não vale muito a pena devido à idade ou prótese, por exemplo, de joelho ou de quadril. Geralmente são pessoas entre 50 e 70 anos de idade. Quando a gente vai infiltrar o ácido hialurônico dentro da articulação, o que que a gente deseja?
E existe um entendimento popular e infelizmente também entendimento para alguns colegas que o ácido hialurônico só lubrifica a articulação. Na verdade, o intuito do ácido hialurônico inicial quando foi criado nos anos 80 realmente era de lubrificar e tratar um pouco o sintoma. Hoje a gente sabe que tem muita ciência por trás.
Quando você joga um ácido hialurônico de boa qualidade biológica dentro da articulação, ele age sobre a cartilagem. Ele age sobre um receptor da cartilagem que é chamado de CD4. E esse receptor ele ensina o nosso organismo, a nossa articulação a fabricar um líquido sinovial que lubrifica a cartilagem de qualidade melhor.
Então o ácido hialurônico ele é um modificador de doença, ele tem uma ação química, comprovado pela ciência, de bloquear a progressão dessa reação inflamatória. Muitas vezes quando eu vou infiltrar eu tiro o líquido sinovial fora porque ele é inflamatório. Faço o ácido hialurônico.
Algumas vezes eu coloco o anti-inflamatório na primeira ampola e vou fazendo as infiltrações, porque eu uso muito o médio peso molecular. Então, o intuito do ácido hialurônico é tirar a dor do paciente, melhorar a função da articulação, melhorar a secreção do líquido sinovial que a gente tem na articulação. Isso abre uma grande janela pro fisioterapeuta fortalecer aquela articulação inicialmente e depois ser entregue com profissional de educação física para que haja prescrição de atividade física para aquele paciente.
Lembrando que apesar do ácido hialurônico ter um efeito já comprovado pela ciência, o principal fator que bloqueia a progressão de qualquer doença articular degenerativa é atividade física. Então, a partir do momento que você entrou no seu limite fisiológico de pedalar, de correr, de caminhar, de fazer musculação, de fazer um pilates, de fazer uma hidroginástica, você está bloqueando a progressão da doença pela atividade física. E isso tem mais evidência científica do que uma infiltração com ácido hialurônico.
Aí vem a grande questão que eu já falei diversos vídeos. Precisa ficar reaplicando? Não, não precisa.
Se o paciente estiver bem, tiver sem sintoma nenhum, a gente não, eu pelo menos não fico indicando uma reaplicação. Esse negócio de voltar a cada se meses para reaplicar, na minha opinião, ou é picaretagem ou ah o tratamento não está surtindo efeito. Se um paciente volta para mim após uma aplicação de estalurônica, uma prescrição de atividade física e seis meses depois o paciente tá na estaca zero, esse tratamento conservador através da infiltração com ácido hialurônico, na minha humilde opinião, não está dando certo.
Precisa trocar o enfoque do tratamento. A gente pode até infiltrar alguma outra coisa, como o hidrogel, por exemplo, que eu vou falar agora, ou a gente tem que trocar esse método de tratamento conservador ou partir para um tratamento cirúrgico. E também eu já martelei em diversos vídeos aqui no meu canal que existem três tipos de ácido hialurônico: o alto peso molecular, o médio peso e o baixo peso molecular.
Esse último baixo peso molecular tem sido muito pouco utilizado, praticamente já é abandonado pela comunidade científica. Infelizmente ainda é comercializada aqui no Brasil a preços de banana, mas infelizmente alguns colegas ainda usam. A diferença do alto peso e do baixo e do médio peso é muito simples.
Imagina um colar de pérola, né? O colar de pérola seria uma molécula extremamente complexa, que é o alto peso molecular. O intuito do alto peso molecular seria de ficar mais tempo dentro da articulação, ter um efeito mais colchão, um efeito mais mecânico, ou seja, absorvia mais impacto na articulação.
e o médio peso molecular, ao invés de ser um colar de pérola, ele seria a pérola, ou seja, ele seria uma molécula menor com uma capacidade de penetração no tecido, penetrar na cartilagem que tá machucada, que tá liberando o debriz e fazer com que essa liberação de debz seja muito menor. E a grande, o grande problema do alto peso molecular são dois. Primeiro que realmente quando você aplica um alto peso molecular num joelho, por exemplo, ah, nem sempre ele fica o tempo necessário, nem sempre a gente consegue segurar a progressão da doença com esse alto peso.
Daí vem a questão do reaplicar a cada 6 meses. E uma outra questão também importante do alto peso molecular é que ele é extremamente inflamatório. Então, se o médico aplicar e ficar fora da articulação, ele vai inchar demais e vai gerar muita, muita dor após aplicação.
E mesmo dentro da articulação, ele também pode gerar muita, muita reação inflamatória. Então, é muito comum a pessoa aplicar e sentir que tá doendo demais, tá incomodando demais. Aliás, comenta aqui embaixo se você chegou a aplicar algum ácido hialurônico e teve a articulação inchada e muito dolorida, pode ser que seja um alto peso molecular.
Existem hoje conjugações do alto peso molecular com sais como sorbitol e humanitol, mas ainda não existe uma superioridade do uso dessa medicação e na verdade gera muita reação inflamatória e muita dor. Muito bem. Então, falado sobre isso, entendido esse conceito de ácido hialurônico, utilização dele para cartilagem, o que que é o defeito cartilaginoso, vamos falar do hidrogel, afinal de contas, o que que é o tal hidrogel?
E tanta gente me perguntando e tanta propaganda e tanta gente falando que vai resolver a vida de todo mundo. O hidrogel nada mais é do que um ácido hialurônico modificado. Apesar dele ser novo, ter entrado agora no Brasil há pouco tempo, na verdade ele foi publicado a primeira vez em 2011, então já tem um certo tempo.
Foi desenvolvido na Universidade de Pádova, na Itália. Ele tem sido modificado ao longo do tempo e a grande diferença dele em relação ao ácido hialurônico tradicional é justamente pelo fato dele preencher os espaços onde existe o defeito cartilagenoso e ficar mais tempo dentro da articulação. Inicialmente, o que você acredita que esse ácido hialurônico ele teria um efeito maior de colchão, mais tempo de lubrificação dentro da articulação e isso reduziria ou poderia zerar os sintomas de um paciente com artose ou com uma condropatia avançada, nos quais a gente quer tratar obviamente sem cirurgia.
Essa tecnologia é chamada de Riad. Ela foi então patenteada há pouquíssimo tempo atrás e parece realmente, segundo alguns estudos, que existe um conforto maior e uma redução da necessidade de ficar reaplicando o tempo todo. Segundo quem criou esse ácido hialurônico, seriam duas aplicações a ser realizado uma vez por ano, uma vez a cada 2 anos, com intervalo entre uma e outra de 60 a 90 dias.
Mas vamos ver aqui numa tabelinha rápida a diferença entre o ácido hialurônico tradicional e o hidrogel. Vamos lá. Então, segundo alguns estudos, o ácido hialurônico tradicional teria um efeito de 4 a 6 meses de duração.
O hidrogel poderia durar até 12 meses, ou seja, 1 ano. A recuperação da estrutura, né, da cartilagem após o impacto, ele teria uma recuperação parcial ou lenta com ácalurônico tradicional. com o hidrogel recuperaria totalmente e rapidamente.
Como estrutura, ele seria mais líquido e mais fino. O hidrogel teria uma consistência mais firme. A resistência ao movimento seria moderada no ácido hialurônico, já no hidrogel seria alta e o tipo de ligação química seria modificado ou cruzado, como expliquei no começo do vídeo.
E aqui ele teria uma estrutura hidrofóbica reversível. Muito bem, Dr Adriano, como é que usa esse hidrogel então no seu dia a dia? Então o hidrogel ele seria aplicado, como eu disse antes, através de duas aplicações ao ano com intervalo de 60 a 90 dias entre um e outro.
É uma infiltração simples, articulações mais profundas, como ombro, tornozelo, quadril, a gente faz guiado por ultrassom. O joelho é feito não necessariamente guiado por ultrassom e também pode ser usado durante cirurgias. Então, após uma cirurgia cartilaginosa, é possível preencher esse defeito com hidrogel e também dentro do osso, quando a gente tem aquele chamado edema ósseo, ou seja, quando aquele osso logo abaixo da lesão cartilaginosa ou logo abaixo da artrose tá extremamente inflamado com uma espécie de uma formação de um hematoma, a gente passa um catéter por dentro desse osso, joga o hidrogel.
Esse hidrogel pode ser colocado de maneira única ou ele pode ser associado a algum orto biológico, como por exemplo aspirado de médula óssea. Associação dos dois é chamado de matrix. Então ao mesmo tempo você dá suporte para aquele osso que tá afundando e você dá um estímulo de regeneração no tecido logo em volta.
Muito bem. Agora vem a grande questão. Como que o Dr Adriano faz com relação ao hidrogel?
Muita gente percebeu que o hidrogel entrou no mercado. Eu esperei sair diversos estudos pra gente começar a fazer. Comecei a fazer aqui no meu consultório, começou a fazer parte do meu dia a dia.
Tenho tido muito bom resultado, mas não basta só você fazer e perguntar pro paciente se ele melhorou. Quem já passou comigo, quem já é meu paciente, sabe que todo mundo que entra aqui com alguma doença cartilaginosa preenche alguns protocolos de pesquisa, alguns protocolos de avaliação do quanto que aquela articulação está doente, ou seja, a pessoa dá uma própria nota para aquela articulação e no final do tratamento, que não envolve só uma infiltração, mas envolve uma reabilitação e prescrição de atividade física. Aí a gente faz uma reavaliação pra gente ver em porcentagem.
o quanto aquela pessoa melhorou ou não daquela articulação. Pessoas que não melhoraram tanto quanto a gente imaginava voltam pro começo do protocolo e muitas vezes eu troco a forma da gente tratar. Ou seja, aquelas pessoas que a gente estava tentando tratar sem cirurgia, eventualmente são operados e aí um ácido hialurônico ou um hidrogel servem como grande triador.
E pessoas que melhoraram novamente prescrição de atividade física e reavaliação anual, principalmente testes musculares pra gente manter a pessoa o quanto mais forte possível. Pessoas que têm dificuldade, ganho de massa muscular, como por exemplo, mulher, mulheres pós-menopausa, pessoas com carência vitamínica, também são avaliados logo na entrada para que a gente não tenha problemas nessa transição pro esporte e no trabalho de fortalecimento. Lembrando que prescrição de atividade física para todo mundo é a grande bandeira que eu levanto já há muito tempo.
E agora aqui vem a grande questão que é o chamado uso racional. Vamos pensar sobre o que a gente tá propondo aqui de fazer com os pacientes. Primeira questão, nós brasileiros, a gente tem uma cultura de achar que tudo que é novo é melhor.
Sai um carro novo, um carro que faz isso e faz aquilo, com certeza ele é melhor do que os antigos. Sai um remédio novo pra pressão. Ah, melhor que os antigos.
Nem sempre tudo que é novo é melhor do que as coisas que já existem no mercado. Lembrando que tudo tem que passar por estudo. E lá na frente, muitas vezes, quem acompanha a trajetória de alguns remédios sabe que muitos remédios são abandonados, saem do mercado às vezes numa baita de uma correria e às vezes aquele produto que é novo realmente é melhor do que o antigo.
Então a gente tem que ir com muita cautela. A gente ainda não sabe de efeitos colaterais e ainda a gente não sabe se realmente ele é tão superior assim. ao ácido de hialurônico tradicional.
Ainda não existem estudos robustos comparativos. Os estudos satélites realmente são bastante animadores, mas não existem estudos ainda que comprovem qualquer eficácia. a gente ainda não consegue abandonar o uso do ácido hialurônico tradicional e partir só para isso.
Uma outra grande questão, a avaliação médica, o médico botar a mão no paciente, examinar o paciente, saber olhar um exame de imagem, saber conversar com o paciente, saber mostrar pro paciente o que tá acontecendo, isso sempre vai ser fundamental. Isso nunca vai ser substituído por qualquer robô. E muitas vezes na avaliação inicial o paciente tem uma indicação de tratamento cirúrgico e esse tipo de tratamento, assim como outros tratamentos, não substituiro.
Por exemplo, se eu pego uma mulher aqui de 75 anos, com uma artose grave, que não sobe escada, já tá deprimida, não consegue caminhar mais do que um quarteirão, vai num shopping, tem que sentar, a articulação tá torta, tá falciando, não adianta eu querer fazer um hidrogel, não adianta eu querer fazer qualquer coisa, não adianta eu querer passar qualquer medicação vioral, colágeno, glicosamina, isso daí tá rasgando meu diploma. São pacientes de tratamento cirúrgico, são pacientes que precisam, por exemplo, nesse exemplo aqui, de uma prótese. Um paciente que perdeu menío que o joelho tá entortando, paciente jovem de até 60, 65 anos, precisa de uma osteotomia.
Então a gente sabe que esse tipo de tratamento, apesar dele parecer ser muito promissor, não substitui tratamentos tradicionais e muitas vezes acaba sendo abandonado lá na frente. E com toda certeza o hidrogel ele vai ter seu espaço no tratamento cada vez mais regulamentado, cada vez mais estudado. Eu tô bastante animado, os pacientes que eu fiz também estão bastante animados, mas é lá no futuro que a gente vai saber se vale a pena ou não investir tanto nesse hidrogel.
Pessoal, isso o que eu tinha para falar, aquele abraço. Aguarde seus comentários, da onde você tá falando, da onde você tá me assistindo, sua experiência com ácido hialurônica e com hidrogel. E até o próximo vídeo.