[Música] E Aristóteles, ele dizia o seguinte, ele não era cristão. Por que que ele não era cristão? Porque ele viveu 400 anos antes de Cristo.
Ele foi educado por Platão, que por sua vez foi educado por Sócrates. E Alexandre e e Aristóteles educou nada mais e nada menos de que Alexandre Grande, aquele homem que com 23 anos assumiu o trono da Macedônia depois de Felipe, o seu pai, e dominou o mundo conhecido. Então, da Macedônia dominou a Grécia, da Grécia dominou o Egito, dominou toda a Pérsia que pega todos os países árabes.
Hoje chegou até a Índia, né? e morreu com 30 e tantos anos de idade. Ou seja, em 10 anos, Aristótele e o Alexandre dominou o mundo e quem ensinou Alexandre foi Aristóteles.
Então esse é o porte de Aristóteles, né? A física, a programação que a gente estuda hoje, os grandes programadores falam: "Você quer entender programação"? Você tem que entender Aristóteles, né?
Ele tem contribuição na metafísica, na física, na política, na biologia. O primeiro zoológico da história, eh, foi o zoológico Aristóteles, né? que Alexandria dominando as regiões, é mandando eh os animais que ele ia conquistando as regiões para Aristóteles analisar e chegar pro meio da biologia, catalogar as espécies, etc.
Então, ou seja, esse homem foi assim fundamental para para pra sociedade eh eh ocidental principalmente. E ele chega à conclusão que é o seguinte, vamos lá. Aristóteles e o primeiro motor imóvel.
O que que é o primeiro motor imóvel? Eh, Aristóteles, ele percebe que é o seguinte, tudo no mundo está em movimento. O que que é movimento para Aristóteles?
É isso aqui também, mas não só isso. Para Aristóteles, o movimento é a passagem do ato para potência, ou seja, eh a justamente quando você tem alguma coisa em potência, você passa ela para ato. Um o que ele quer dizer, então pro movimento é que uma variação de lugar, uma variação de qualidade, por exemplo, você pensa numa água esquentando, a água tá em estado líquido, ela vai continuar esquentando, ela passa depois pro gasoso, depois você congela, vai pro estado sólido, ou seja, variações de qualidade também.
são moviment eh variação de quantidade também é movimento. Então 1 2 3 4 isso também é movimento. Então não só um deslocamento de um espaço pro outro.
Aristóteles pensa o movimento de maneira bem mais ampla e ele chega à primeira conclusão que é o seguinte: bom tudo está em movimento. Bom, se tudo está em movimento, observa-se que tudo que se move é movido por algo. Como assim tudo que se move é movido por algo?
faz a seguinte, eh, seguinte exercício na sua cabeça, joga uma pedra. Essa pedra ela tá voando porque os seus músculos se contraíram, impulsionaram a pedra. Os seus músculos se contraíram porque você recebeu eh eh um comando dos seus neur transmissores e assim por diante.
Os seus neurotransmissores estão atendão, tão dessa forma porque você nasceu de uma mãe, a sua mãe nasceu porque nasceu de outra. Ou seja, a sequência causal, né? É isso que Aristóteles chama de movimento, né?
E ele diz que observa-se que tudo que se move é movido por algo. Em terceiro lugar, deixa eu aceitar mais uma pessoa aqui. Em terceiro lugar, para evitar uma uma regressão ao infinito, deve existir um primeiro motor causa do movimento que não é movido por nada.
Como assim? A a regressão não pode ser infinita nessas causas. Ela não pode ser infinita porque se a série é finita, a distância da gente até o ponto de origem é infinito.
Então o movimento nunca teria chegado na gente. Essa aqui que eu tô te falando para vocês, pessoal, é a regra de ouro. Por que que a série não pode ser infinita da passagem da do ato para potência do movimento?
Porque se for infinita, você tá no final da você tá no final da da série e o início da série é infinito, então o movimento nunca teria chegado até você. Então, necessita-se de um primeiro motor. E o primeiro motor, Aristóteles, chega à conclusão que ele tem algumas características.
Ele é imóvel porque nada move ele. Ele é imaterial porque ele é anterior, se a gente pode usar essa linguagem, ele é anterior à matéria. O primeiro motor, ele é eterno.
Por que que ele é eterno? porque ele está fora do tempo. Ele ele ele é antes da existência do tempo.
E a gente quando vai estudar a teoria do Big Bang, a gente vê que na própria partícula do Big Bang, com a explosão ecoo, tanto a matéria quanto o tempo, ou seja, antes disso não tinha tempo. Então o primeiro motor ele é eterno porque ele está fora do tempo, ele é necessário porque sem ele toda a a série causal não existiria. Ele é perfeito porque ele é ato puro, ele não tem potencialidade.
Você pode falar assim: "Bom, não entendi absolutamente nada e é normal. Eu vou tentar explicar um pouco melhor no próximo slide com alguns conceitos". Bom, vamos explicar então um pouco mais o que que ele tá chamando de movimento aqui.
Movimento por Aristóteles é a passagem da potência ao áto. Que que é a potência? A potência é a capacidade de ser algo que ainda não é.
Por exemplo, a semente tem a potência de se tornar uma árvore, certo? E o ato é justamente aquilo que é, ou seja, é uma árvore já crescida, ela é a semente em ato. A semente tem a potência de se tornar uma árvore e a árvore já crescida é a semente em ato.
A passagem da semente paraa árvore é o que a gente chama de movimento, a passagem da da potência ao ato. Então essa série que eu desenhei aqui, vocês conseguem ver meu cursor aqui, meu mouse ou não? Beleza?
Então, a passagem da semente pra árvore, percebe a a semente, ela tem a potência de ser árvore. E a árvore é o ato em semente. A árvore tem a potência de se tornar uma cadeira e a cadeira é a árvore em ato.
Se a gente poderia falar também que a cadeira tem a potência de se tornar lenha e a lenha é a cadeira em ato. Mesma coisa, se a gente for para trás, a gente pode falar que essa semente ela é o fruto que gerou a semente em ato e fazer uma uma uma deslocamento pra esquerda. Então, para Aristóteles, o que ele tá chamando de movimento é a passagem da potência de ser alguma coisa pro ato de ser essa coisa, a semente que se torna árvore.
Então o que que ele tá constatando aqui, voltando no outro slide, ó, tudo no mundo está em movimento porque tá sempre passando de uma potência ao ato. E observa-se que tudo que se move é movido por algo. Como você não pode ter uma série infinita, porque se fosse infinita daqui até o ponto de origem, o movimento não passaria.
Portanto, deve haver um primeiro motor que não é movido por nada, porque se ele fosse movido por alguma coisa, ele não seria o primeiro motor. E se a série fosse infinita, o movimento nunca chegaria até você. E esse motor ele é imóvel e material, eterno, necessário, perfeito e ato puro.
Que Aristóteles não percebeu, que eu acho impressionante, assim, impressionante não, né? Porque ele é pagão, né? Então, Aristóteles é 400 anos antes de Jesus Cristo.
Ele é da Grécia. O a religião monoteísta era mais comum na região da Palestina com os judeus que já estavam lá fazia 3. 000 anos.
Ou seja, Aristóteles não tinha conhecimento religioso possível de um deus monoteísta, mas pela razão ele diz: "Bom, impugnamos o o politeísmo. Eu que sou grego, que tem o panteão, tem Zeus, tem Posseidôtero, tá impugnado porque o primeiro motor, ele é imóvel, ele é material, ele é eterno, ele é necessário, ele é perfeito, ele é atupura e não pode ter dois, não pode ter três. Por quê?
Se tivesse esses outros, né, um deles teria que ser o primeiro. Se esse é o primeiro, os outros não são, né, o que a gente vai chamar depois na teologia de crista de Deus. Então, Aristóteles não conclui que o primeiro motor é Deus.
Quem vai concluir isso vai ser Santo Tomás aqui na primeira via, mas ele chega pela razão na necessidade de um primeiro motor aqui. Agora o pau vai quebrar porque é o seguinte, a gente pensa, então aqui eu levei pra escala macro, né? Então o que que mostra esse e eh esse esse slide?
Ele mostra a regressão causal. Então, por exemplo, aqui eu já peguei no final da no início da série, então as galáxias que vieram do universo, o universo que veio da partícula do Big Bang e a partícula do Big Bang que veio da onde? Que que tinha antes do Big Bang?
Como que uma coisa que não existe pode passar para a existência? Ah, não, até a teoria do Big Bang. Tá bom.
Mas que que tinha antes do Big Bang? Então aqui essa série ela vai fazer o seguinte. A partícula do Big Bang, ela tem a potência de se tornar o universo.
O universo é o ato, é a partícula em ato. O universo tem a potência de se tornar galáxia. E a galáxia é é o universo em ato.
Agora, partícula do Big Bang, da onde que esse negócio veio? E a verdade é que Aristóteles não responde isso da onde que veio. Ela fala assim: "Ela não pode ser o primeiro motor, a partícula do Big Bang.
Ela não pode ser o primeiro motor. Por quê? Porque o primeiro motor para começar ele é material.
Se tem matéria na partícula do Big Bang, tinha matéria, variação de temperatura, passagem da potência ao ato, então já não pode ser o primeiro motor porque tá em movimento. Então tem que ter necessariamente um motor anterior à partícula. Isso é lógica.
Não tem, porque a partícula do BigMang, a gente vai ver a definição no próximo slide, é ela é o quê? Ela é ela é um estado de variação de temperatura, onde ela esquenta abruptamente, com energia concentrada, etc. E essas variações, uma passagem de uma de uma coisa, tá 50º para 51, é movimento.
E essa partícula já tá em movimento, ou seja, ela necessita de um ato anterior. E é justamente isso que Aristóteles fala, é o primeiro motor imóvel, é o ato puro. Ele não conclui que é Deus, mas ele chega à conclusão de que é necessário pela lógica.
E esse argumento permanece refutado até hoje, faz 2400 anos que ele existe e nada, ninguém conseguiu refutar ele até hoje. Você pode pegar os astrofísicos mais famosos que eu vou mostrar tudo agora, tá? E nenhum deles conseguiu eh refutar isso.
E a partícula do Big Bang, você pode pensar, eu tava conversando só com um amigo esses dias, foi acho que foi ontem, na verdade. Fal assim: "Não, mas sabe que que é que descobriram? " Eu tava assistindo Discovery Channel, descobriram que o universo, na verdade, ele é circular, então ele nunca acaba.
Então ele vai lá e começa de novo. Ou você tem também a teoria das cordas, a teoria do Big Bang é cara, não interessa o que você colocar ali, tem que ter um ato anterior. Tudo isso, todas as teorias que hoje são estudadas, todas elas têm potência e ato na no se na sua origem.
Todas. Eu vou mostrar isso aqui agora para começar. A gente vai começar pelo pela mais famosa.
E aqui eu fiz uma eu fiz uma uma um jeito que deixar um pouco mais fácil para que a gente não precisa entrar no sabe, nos detalhes de cada teoria, porque é difícil cada teoria, né? Mas a famosa teoria do Big Bang, ela foi feita por um padre, o padre Georg Lemetre. Padre Georg Lemetre apresentou a teoria do Big Bang pro Papa Pio X 12 e o Papa disse: "Da hora, não tem nada contra a o catolicismo, pode mandar bala".
Ah, não, mas não tem aquela história que Deus criou o universo universo em sete dias para assim: "Cara, primeiro que essa leitura do Gênesis a gente vai ver depois, ela é altamente simbólica a questão do dia, tá? E outra coisa, eh, não tem nada contra a fé. A teoria do Big Bang, ela é o modelo mais aceito ainda hoje e ela é extremamente conciliada com o primeiro motor.
Que que ela enuncia? Ela anuncia que a cerca de 13. 8 bilhões de anos atrás, o universo surgiu de um estado extremamente quente e denso.
Esse universo, esse evento marcou o início do tempo e a criação da matéria e da energia. O universo começou a se expandir e continua se expandindo até hoje. Nos primeiros instantes formaram essas partículas, eh, depois os átomos, depois estrelas e depois galáxias.
É isso que o padre Lemetre chegou na conclusão com a teoria do Big Bang. E por que que ela não refuta a necessidade do primeiro motor? Porque primeira coisa, pessoal, o primeiro motor ele trabalha com a questão da lógica dos primeiros princípios.
A o o a a matéria que tá envolvida é a metafísica. metafísica. O o prefixo meta significa além da física, além das leis da física, além de força igual a massa vezes aceleração, além de peso, é é massa vezes gravidade.
Ela trabalha com a questão de potência e ato, a necessidade de um movimento. Então, uma uma teoria física e uma teoria metafísica, elas podem ser complementares. Não interessa você colocar o big bang, o universo circular, elas são complementares.
Então o big bang ele explica o movimento depois do início, mas ele não explica como a potência se tornou ato, ou seja, a possibilidade de existência se tornou inexistência real. Passagem da potência alta é movimento. Se tem movimento, tem tem ato anterior.
Não tem como fugir. Alguém, você pode falar de maneira grosseira, alguém criou essa porcaria desse big bang. Porque se tem passagem da potência, o ato necessariamente tem ato anterior e matou a questão aqui.
Então o primeiro motor é o que transforma a potência e o universo possível no ato de universo real e mantém o seu movimento. Aí você fala assim: "Não, mas eu quero saber da teoria do universo cíclico. " Beleza?
Então vamos lá. Richard Toman é o catedrático que morreu em 1948, na década de 30 ele estabeleceu essa teoria do universo cíclico e ela tem poucos defensores, mas não sei porque que o pessoal eventualmente joga isso na gente como se for aqui a prova que Deus não existe. Falei: "Cara, calma lá.
O universo, segundo ele, ele passa por ciclos infinitos de expansão e contração. Cada ciclo começa com um big bang. Ele se expande, ele desacelera e depois ele entra em colapso gravitacional.
Após o colapso, o novo Big Bang inicia um outro ciclo e o tempo não teria um começo absoluto, mas sim eternos reinícios, né? Impugnou a teoria agora do do primeiro motor. Será?
Como que por que que não impugnou? Porque mesmo que o tempo não tenha começo, cada ciclo passa da potência ao ato, ou seja, da fase de contração paraa fase de expansão. Isso é movimento, ou seja, isso exige algo que já está em ato.
Então não interessa se o universo é eterno, se ele fica, né? Nada disso interessa se tem passagem da potência ato anterior à existência do próprio conceito, então tem primeiro motor. Então é justamente isso que ele responderia.
O primeiro motor é ato puro, que sustenta a passagem entre fases e garante que o ciclo não pare. Aí, meu, eu sério, eu fui bem, eu peguei cada uma das teorias, o bounce quântico, o vácuo quântico, as flutuações, modelo inflacionário, a teoria de cordas, mas eu vou ficar, como é muita coisa assim, todos eles aqui são conciliados com o primeiro motor. Depois, se vocês quiserem, eu mando um slide para vocês, vocês vão vendo um, um a cada um.
Mas eu vou focar nesse aqui que eu acho que é o mais famoso hoje em dia. Galera que assistiu Vingadores, né, fala assim, o multiverso, né, o vários universos possíveis, etc. Também é a mesma coisa.
É, é, ela ela demanda a existência do primeiro motor, a passagem da potência ato. O que que ele fala, o Paul Stanhard e ela é altamente especulativa também essa essa teoria. Ela não é muito aceita entre os físicos, mas ela é boa para fazer filme, tá?
Então o que ele fala que baseada na teoria das cordas, nosso universo estaria em uma brana que pode colidir periodicamente com outra brana em um espaço de dimensões extras. Cada colisão gera um novo evento semelhante ao Big Bang, iniciando uma nova era de expansão. O processo pode repetir indefinidamente um ciclo eterno sem singularidade.
Explica a uniformidade e a estrutura do universo sem precisar da inflação cósmica tradicional. Não entendi nada. Beleza?
Tem que precisa entender. Só precisa entender que um primeiro motor tá aqui ainda, meu irmão. Não tem como impugnar Deus mesmo que você crie o multiverso.
Por quê? Porque mesmo que tudo seja formado por cordas e essas cordas passam da potência, ou seja, a possibilidade de de vibrar ao ato da vibração real e gerando partículas, essa passagem exige algo que já esteja em ato anteriormente. Primeiro motor é o ato puro que mantém a existência das cordas, sustenta as leis que regem as vibrações e garante a passagem da potência ao ato.
Então assim, você tem esses caras formado nas universidades americanas, estudando física e tudo bem, a gente pode ter essas teorias, mas a física não é antagônica metafísica. A metafísica é um princípio que pode estar casada juntamente com uma teoria física. Isso que eu quero mostrar para vocês, que Aristóteles, um grego de 2400 anos atrás, que não tinha Google, não tinha chattou nisso sozinho e ele chegou à conclusão, isso aqui que vai interessar pra gente, né?
Ele chegou nessa conclusão aqui que o primeiro motor ele é imóvel porque ninguém move ele, ele material porque ele é anterior à matéria. Ele é eterno porque tá fora do tempo, ele é necessário porque se ele não existisse a série inteira terminaria. Ele é perfeito e ele é ato puro, portanto, ele não tem potencialidade.
Ele é o que ele é. É um ato eterno. Isso aqui, rapaziada, é o que o nosso amigo Santo Tomás de Aquino vai chamar da primeira via.
E ele vai coroar esse conceito do Aristóteles. Ele vai coroar como? Chamando o primeiro motor pelo nome que ele realmente tem, Deus.
Então o que que Santo Tomás Jaquino diz? Santo Tomás de Aquino, ele escreve a Suma teológica, né, que são, acho, se não me engano, quatro volumes. E ele ele faz as cinco vias da existência de Deus, as cinco provas da existência de Deus, né?
A primeira é a chamada via do movimento ou primeira via, que é o motor imóvel com com Deus sendo identificado como aquele que que é o primeiro motor. Então, ele diz o seguinte: "Tudo que se move é movido por outro. Não é possível que isso continue o infinito.
" Por que que não é possível que isso continue infinito? que se a série for infinita, o movimento não chega até você. Então, deve existir um primeiro motor que move tudo sem ser movido.
E esse primeiro motor é Deus. Então, qual que qual é o passo a passo que ele chega? Todo mundo está em movimento.
Tudo que muda é movido por outra coisa que já está em ato. Essa cadeia de movimentos não pode continuar ao infinito. Se fosse assim, nada se moveria.
E, portanto, é necessário que algo exista. É necessário que exista algo que mova tudo sem ser movido por nada. Este primeiro motor é a causa de todo movimento.
Ele é Deus, é imóvel e material eterno, necessário, perfeito e ato puro. Eh, essa é a primeira via, pessoal. A primeira via do movimento, que é o primeiro motor corado com chamando o que ele é pelo nome dele mesmo.
É Deus, tá? Santo Jaquina já chega com a faca na garganta, irmão. Ele não tem brincadeira não.
E aí aqui eu trago a mesma série do Aristóteles. Lembra que usei esse mesmo exemplo para vocês eh no início da aula, né? da regressão causal e do movimento.
O que tem diferente aqui nesse modelo é essa isso aqui, ó, que isso aqui que Aristóteles não tinha não tinha entendido e não tinha chegado a esse conceito que antes do Big Bang, esse ato eterno não infinito, porque infinito significa que se se esse ato aqui ele é infinito, significa que o movimento nunca teria chegado até hoje. Então, portanto, a criação seria um absurdo. Não, ele é eterno porque ele tá fora do tempo.
Quando você não significa que o tempo é infinito, não. Significa tá fora do tempo. O tempo foi criado, pessoal.
O tempo, você calcula o tempo em relação à matéria. Sem matéria não tem tempo. Então assim, antes do do Big Bang não tinha tempo, portanto é tudo eternidade.
Quando a gente fala que alguém morre e vai pra eternidade, é que a pessoa sai desse domínio temporal e vai para um domínio não temporal. E a eternidade, ela ela é uma necessidade lógica. Ela existe matematicamente.
Por que que ela existe matematicamente domínio chamado eternidade? Porque é óbvio, se o se o tempo passou passou a existir a partir da criação da matéria, antes da criação da matéria não tinha tempo. Então a partícula do Big Bang, o que vem antes do Big Bang é o primeiro motor, é Deus.
Ou seja, pelo ato da criação exnihilo, ou seja, do nada, a partir do nada, Deus ele dá o ser, ele passa a a ele passa a potência ao ato, a potência de existir ao ato de existir. E é criado, portanto, o início do do ciclo causal, seja ele pelo multiverso, seja ele pelo universo, ciclo, seja pelo Big Bang, seja criado o universo de uma vez só, não interessa. Deus, necessariamente sendo o primeiro motor, ele teve que tirar da não existência a existência, porque antes da matéria, meu irmão, a matéria tem que vir de algum lugar em algum momento.
É uma necessidade mesmo pela segunda lei da termodinâmica, que é o que? A lei da entropia, que é justamente esse foi o erro do Aristóteles, né? O Aristóteles achava que o universo era eterno.
E a gente, mas assim, aí você pode desculpar ele porque ele não tinha termodinâmica. Eh, na época dele esse a gente conhece a segunda lei da termodinâmica, que é tudo concorre para entropia, ou seja, para perda de energia. Portanto, o universo não pode ser ter, mas mesmo que fosse, se tem passagem da potencial, ela tem o primeiro motor, foi isso que ele chegou.
Ou seja, ele chegou à mesma conclusão, mesmo tando errado sobre o universo. Porque se tem passagem da potência ao ato, tem movimento. Então, Santo Tomás, ele vai coroar, ou seja, a primeira via ele vai falar que que é Deus.
E essa passagem da potência ao ato da não existência para existência na questão da partícula, essa é a criação exnilo, tá? Vamos lá. Segunda via de Santo Tomás de Aquino, a causa primeira, ela é bem parecida, eu acho, com o primeiro motor, mas ela é basicamente o seguinte: Santo Tomás vira e diz: "Tudo que existe é causado por outra coisa e não é possível regresar ao infinito em causas porque senão a gente chega no mesmo problema.
sera infinita, você nunca seria causado, você nunca existiria. Logo, deve haver uma causa primeira. Se deve haver uma causa primeira, chamamos ela de Deus.
Ou seja, qual que é o raciocínio dele? Tu tem uma causa, algo ou alguém que faz acontecer. Nada causa a si mesmo seria existir antes de existir.
Não dá para ter uma cadeia em finta de causas, senão nada aconteceria agora. Isso tudo a gente mesmo o raciocínio do primeiro motor. Se você é aquele negócio, né, que eu vou usar esse exemplo depois na quinta via, mas se você chega e recebe uma bolada na cara de alguém, mano, alguém chutou a bola, velho.
Ou o vento bateu na bola, mas alguma coisa gerou aquilo, ou seja, foi causada por alguma coisa. E a e a sequência de causas não pode ser infinita, porque senão você nunca seria causado, você nunca existiria. Então é aquela mesma coisa, né?
Então ele vai falar o seguinte, ó, precisa ver a primeira causa que põe tudo em movimento e ação. Essa primeira causa é Deus. É muito parecido com a primeira via, tá?
Mas eh eu acho que é que é legal pontuar isso que não é ato e potência no sentido movimento, aquele tá trazendo de causa, mas é um conceito bem parecido. Terceira, eh essa imagem aqui, pessoal, acho que até interessante mostrar para vocês, é o pantocrator, né? Prontocrato, ele tá lá na eh lá em lá lá no Egito, no mosteiro acho que de de Santa Santa Alexandria, alguma coisa assim.
É lá no Egito, na na no monte no monte onde Moisés achou as tábuas lá, o monte Sinai. Eu fui para lá visitar, não me deixaram ver ela, mas essa pintura tava lá, né? O padre lá, o ortodoxo, não liberou pra gente entrar.
Mas essa pintura é do século tá? E vocês podem ver que Jesus tem duas faces, né, diferentes. A face da direita é a face é a face da justiça e a face da esquerda é a face da misericórdia.
Ou seja, as duas atitudes de Cristo. Cristo é justo, ele é duro, ele castiga, mas ele também é misericordioso. Então é as duas faces da mesma moeda.
Então você percebe essa arte é impressionante, tá? É o chamado pantocrator, a arte arte bizantina. Mas vamos lá, vamos voltar para pra terceira via que é a via da contingência.
Que que Santo Tomás enuncia nessa via da contingência? Ele diz o seguinte: alguma algumas coisas existem, mas poderiam não existir. Porém, se tudo fosse assim, nada existiria agora.
E é preciso haver algo que exista por si mesmo, que não dependa de nada para existir. E isso chamamos de Deus. Que que significa isso?
significa o seguinte, que o único ser que não é contingente é o primeiro motor. Por quê? Porque sem ele nem ninguém na série existiria.
Agora se eu não existir, cara, muda um pouco a série, mas a série continua existindo, a série de causalidades. Se você não existir, se a Terra não existir, se a Via Láctea não existir, ou seja, só existe um ser não contingente necessário para que a causa, a série causal não morra, que aí ele chega e dá o dá o exemplo. É Deus, é o ato puro.
Então, qual que é o o passo a passo que ele chega para isso? Algumas coisas existem, mas podem deixar de existir. Você morrer hoje, você deixa de existir.
Se tudo fosse assim, um dia não existiria nada e nada não gera nada. Por que que ele tá falando assim, mas como assim tudo ser assim? Se o primeiro motor fosse assim, nada gera nada.
Se ele pudesse deixar de existir, não teria não teria causalidade, não teria sério. Logo, deve haver um algo necessário que não pode deixar de existir. Esse ser necessário existe por si mesmo e dá existência a tudo.
Ele é Deus. Essa foi a terceira via. Quarta via, os graus de perfeição.
S. Tomás, ele ele identifica o seguinte: vemos graus de perfeição nas coisas, mais verdade, mais bondade, mais beleza. E esses graus podem ter um padrão máximo.
Esse máximo é a causa de todas as perfeições e é chamado Deus. Que que significa isso? Significa o seguinte, ele, passo número um, há graus nas coisas, mas são mais boas, verdadeiras ou belas do que outras.
Exemplo prático, o Luz é um cara bem legal, né? E o Arnon também, só que um é mais legal que outro. Só que tem o Pedro, que é mais legal que os dois ainda, e o outro cara é mais legal ainda.
Ou seja, a para existir uma comparação entre eles, o que significa ser mais legal? Mais legal, né, no sentido que ele tá falando, necessita-se de um padrão. Existe, tem que ter alguma coisa muito legal primeiro, ou seja, absolutamente legal, 100% legal para você saber se as outras pessoas são mais ou menos.
Então, o que ele diz é o seguinte: "A graus nas coisas, umas são mais boas, outras mais verdadeiras e outras mais belas. Comparar pede um padrão, ou seja, só falamos mais ou menos porque é a o máximo como medida. Sem padrão não há mais e menos.
E, ou seja, necessita-se de uma régua, necessita de um padrão, de algo que simplesmente é 100% aquilo, 100% belo, 100% verdadeiro, 100% bom, né? Ou seja, comparar mede eh pede um padrão. O máximo é fonte das perfeições, ou seja, dali que você sabe se você é mais ou menos bom, mais ou menos verdadeiro.
O que é perfeitíssimo fundamento, que é bom, verdadeiro e belo demais. Então é como se você tivesse um modelo, uma régua. Pô, isso aqui é o melhor que você pode chegar, né?
Logo, existe um ser perfeitíssimo, causa de toda perfeição e é Deus. Então assim, ele chega de novo usando o argumento lógico. Ele pega as perfeições, bom, bela e verdadeira, por exemplo, e ele chega e diz o seguinte: existe um padrão onde existe um nível máximo dessas questões.
Esse nível máximo é Deus. E esse nível máximo é a régua que a gente tem, né, para saber se uma pessoa é mais ou menos do que a outra, por exemplo. Essa é a quarta via de Santo Tomás.
A quinta via de Santo Tomás. Esse aqui é o argumento depois do motor imóvel para mim é o mais é o mais óbvio e o mais impressionante, né? Que a a via da finalidade.
E que ele começa dizendo o seguinte: na natureza, coisas sem inteligência agem de modo regular e alcançam fins. Que que é coisa sem inteligência? seu órgão, que é o pâncreas, ele não tem uma inteligência, porque a inteligência necessita de consciência.
Não obstante, ele age com fim. O seu rim, o seu fígado, o seu pulmão, ele não tem inteligência. No entanto, ele tá agindo de maneira regular e com fim.
O que não tem inteligência não se dirige a um fim por si. Logo, há uma inteligência que ordena tudo, Deus. Outro exemplo, você tá caminhando no deserto do Saara, você tá lá 10 dias andando no meio deserto de Saárea, aí você acha um quebra-cabeça montado no chão de 36.
000 peças do teto da Capela Cistina. Se você virar e falar assim, falar assim: "Nossa, olha que coisa, o acaso, olha o acaso que aí começa elaborar possibilidades, né? Nossa, deve ter chovido muito e deve ter cravado na pedra e deve ter desenhado.
Se eu fizer isso aí, meu irmão, né? Então, por quê? Porque se tem um um quebra-cabeças no meio do des alguém fez aquilo, velho.
Alguma inteligência agiu e montou aquele negócio. Não existe acaso que faz um negócio desse. Ou seja, ordem pressupõe inteligência.
Caos não. Mas ah, mas há caos no universo. Sim, há caus no universo.
Não surpreende ninguém. Mas que a ordem, isso é muito estranho, cara. E e não é assim que há pouca ordem.
Então, o que ele diz é o seguinte: se há regularidade na natureza, ou seja, ciclos, que que são ciclos? Eh, as estações, as quatro estações, os órgãos, um órgão que é independente do outro, cada um trabalhando exatamente com função com função complementar um com outro, de maneira que você continua sobrevivendo. Isso não depende de um ato direto teu, mas é involuntário do seu próprio corpo e age sem a sua própria vontade.
Cara, isso aí são entes sem inteligência, agindo com uma finalidade de maneira regular. Isso é impressionante. Instinto animal, as leis.
Então, se há regularidade na natureza, isso é um indício fortíssimo dia de inteligência. Então, o que ele diz? Coisas sem mente, por exemplo, sementes, astros, que a lua e o sol, os corpos, eles atingem fins de modo estável.
O que não con eh o que não conhece o fim não se orienta sozinho. Porque para você conhecer o fim, uma finalidade, uma ação que você tem que fazer, por exemplo, a questão dos órgãos, se você não tem inteligência, você não conhece teu fim, meu irmão, porque você não você não tem consciência, você não é um ser vivo. O que não conhece o fim não se orienta, portanto ele é dirigido.
O exemplo que ele dá é a flecha e o arqueiro. Logo, existe uma inteligência ordenadora do universo, Deus. Se há inteligência, não.
Se há ordem, há inteligência. Não existe ordem sem inteligência. E há muita ordem no universo.
Muita, mas muita mesmo. A cal, sim, mas é muita ordem. e não dá para e ordem nessa quantidade é simplesmente impossível que seja o acaso.
Então Santo Tomás, ele Santo Tomás e Aristóteles, eles passam paraa existência de Deus eh com o que a gente chama dos argumentos cosmológicos. É a partir da criação, a partir da natureza, a partir do universo, você abstrai como seria o criador. O argumento antológico de Santo Anselmo de da Cantu?
Santo Anselmo foi um arcebispo da cantuária ali na Inglaterra, tá? Do século XI. E esse argumento dele é estudado até hoje em círculos de filosofia, de teologia, tá?
muito estudado esse argumento. Eh, Kant escreveu na Crítica Razão Pura sobre esse argumento. Eh, Decartes, Rilm, eh, Santo Tomás de Aquino, todo mundo repercutiou esse argumento, porque apesar de ser completamente simples, né, ele traz um conceito para Deus.
É muito difícil para a gente tem uma frase em teologia que é o seguinte, eh, é muito mais fácil você falar o que Deus não é do que que ele é. Então quando você dá um conceito a Deus, cara, parabéns, é difícil. E ele chegou nesse conceito, Deus estil maiusitar potest, ou seja, Deus é aquilo do qual nada maior pode ser pensado, ou Deus é o ser do qual nada maior pode ser pensado.
E a viontológica, diferentemente dos argumentos cosmológicos que a gente estava ouvindo ali de Santo Tomás de de de Aristóteles, eh a viológica é chegar na existência de Deus por meio do próprio conceito de Deus. Ou seja, é uma necessidade ontológica do próprio conceito. Ele vai provar a existência de Deus pelo próprio conceito de Deus.
Ele não vai olhar a natureza. E o que que ele vira e fala o seguinte: "Bom, existir na realidade é maior ou melhor do que existir apenas no pensamento. Como assim?
Bom, existe o Lucas aqui, na realidade tá falando com vocês. Existe o Lucas na cabeça de vocês. Vocês criaram agora.
O que que é melhor? existir na realidade ou existir só na cabeça de vocês? É melhor existir na realidade, certo?
Se alguém falar que não se joga aí da janela, aí a gente vai ter só você em pensamento, certo? Ninguém seria louco. Então, eh existir na realidade é muito melhor do que existir só em pensamento.
Só que ele tá falando o seguinte: "Bom, Deus é aquilo do qual nada maior pode ser pensado, certo? E existir na realidade é melhor do que existir só em pensamento. Portanto, se Deus existisse só na minha mente, eu poderia pensar em algo maior do que ele.
O que que eu poderia pensar? No próprio Deus, só que existir na realidade. Ou seja, você pode pegar o mesmo Deus e falar assim: "Mão, esse Deus existe só na na na minha cabeça e esse aqui existe na minha cabeça também, também na realidade.
Qual que é maior? " O segundo. Então ele chega a conclusão que é o seguinte: bom, se Deus é o maior ser da qual maior pode ser pensado e existir na realidade é melhor do que existir só na na pensamento.
Portanto, Deus não pode existir só em pensamento, só em ideia. Ele deve existir também na realidade, pois o conceito de maior exige exige que ele exista na realidade. Que se eu pensar aqui, pô, no no maior pão de queijo da história, né?
Então quer dizer que que ele vai ter que existir necessariamente na realidade? Que que conceito é esse teu? Aí ele pensou nisso, né?
Bobo. Esse argumento não é estudado 800 anos que é trouxa. E aí teve um cara que duvidou dele, um próprio monge, tá?
religioso para é argumento furado. Século X, esse Gaunilo de Marmutier, ele disse o seguinte: "Se do conceito de o máximo possível seguir-se da existência real do objeto pensado, então podemos provar a existência de uma ilha perfeita, o que é absurdo, que a ilha perfeita não existe. " E aí Santão S responde assim para ele, fala assim: "Meu caro amigo, né, teu conceito tá errado porque você pegou um negócio que é contingente, que não é necessário, né?
Ou seja, ilha, fazenda, casa, sempre dá para você imaginar melhor. Como por exemplo, você, você pensa numa ilha agora. Você pega lá a ilha com 300 palmeiras, com poiate, casa, não sei quê, 30 empregados.
10 segundos depois você pensa numa ilha com dobro de coisa, 20 segundos depois você pensa numa ilha com triplo de coisa. Então, ou seja, é infinita essa série na sua cabeça. É infinita.
Você tá criando um negócio que não nunca tem um melhor final. Portanto, se sempre dá para melhorar, então esse truque da ilha não funciona. E aí ele conclui coisas comuns, por exemplo, ilhas, fazendas, casas, né?
São coisas contingentes, ou seja, não são necessárias, pois podem deixar de existir ou não existir. Você pode deixar de existir e não existir, você não é necessário. Portanto, não pode ser o ato puro.
Portanto, não pode ser o primeiro motor. Se a gente for pensar nessa forma também, se é contingente, não é primeiro motor. Primeiro motor não pode deixar de existir.
Se deixar de existir, a séri acaba. Portanto, o ser máximo, por definição, não pode deixar de existir. Se pudesse, já não seria o maior.
Então, o Santo Anselmo vai responder assim, que pelo própria necessidade do conceito de Deus já pressupõe que ele exista. Glória.