Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Meus queridos irmãos, o evangelho de hoje nos conta a parábola dos vinhateiros homicidas, trata-se de uma parábola que não somente anuncia o que irá acontecer, ou seja, o fato de que Jesus, o Filho, será morto pelos vinhateiros, mas nos dá uma chave de leitura a respeito do drama que foi a morte de Cristo na Cruz, sim, Deus escolheu um povo no Antigo Testamento e Ele confiou este povo àqueles que eram os sacerdotes, àqueles que verdadeiramente deveriam ser os bons administradores da casa de Deus, pois bem, que tristeza, que drama terrível, o fato de que exatamente os sacerdotes, ou seja, aqueles que deveriam zelar pelas coisas de Deus são aqueles que irão matar o próprio Filho de Deus que é enviado ao mundo para a nossa redenção.
Se Jesus tivesse sido morto pelos pagãos, pelos inimigos de Deus, daqueles que não pertencem ao povo, talvez haveria alguma compreensão da coisa, mas nós vemos que os homens encarregados por Deus do culto sagrado, os homens encarregados para honrar a Deus, foram aqueles que se tornaram instrumento da maior e mais grave ofensa feita contra Deus. Essa parábola nos mostra este drama e que seja exatamente assim e que seja esta a interpretação, a conclusão da parábola nos diz com toda clareza, quando os sacerdotes e fariseus entenderam perfeitamente que Jesus estava falando deles. Pois isso, tramam colocar em ato a parábola que Jesus acaba de contar, o que nós podemos colocar na nossa vida, aplicar na nossa vida a respeito dessa parábola?
Bom, em primeiríssimo lugar, nós todos, absolutamente todos nós devemos compreender uma coisa: nós somos escolhidos de Deus e somos escolhidos de Deus para administrar as coisas santas de Deus, por que nós somos escolhidos de Deus? Primeiro porque nós temos fé, segundo porque nós carregamos o tesouro de Deus nestes vasos de argila frágeis que somos nós, nós somos os bons administradores de Deus e precisamos, sim, corresponder a essa nossa altíssima vocação, mas é exatamente pelo fato de termos uma altíssima vocação, que os nossos atos podem ser os mais vis e os mais ofensivos. Vejam, é importante que você note que a sua identidade, o que você é muda a ofensa do seu pecado, uma coisa é você dizer "Ah, eu ontem cuspi no rosto de uma mulher", outra coisa é você dizer "Eu ontem cuspi no rosto da minha mãe", quem você é muda completamente o significado do ato.
Se você foi escolhido por Deus para ter fé, para honrar a Deus e para a Ele servir, é dramático, ofensivo, é terrível, que você use os dons que Deus lhe deu exatamente para ofendê-Lo. Esta parábola dos vinhateiros assassinos nos faz refletir enormemente sobre a grandeza gloriosa da nossa altíssima vocação cristã, mas também para a responsabilidade da ofensa, do sacrilégio, da blasfêmia, que é o pecado quando ele sai de um coração que deveria ser cristão. Pois bem, que o seu coração só faça sair pecado, só gere pecado, só realize pecado, é algo que no fundo, no fundo, faz acontecer outra vez a morte do Filho, porque você, como membro do Corpo de Cristo, vai matando este corpo quando você mesmo se entrega ao poder das trevas.
Deus abençoe você. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.