Alô, minha gente. Vamos lá deixando essa aula gravada aqui de depressão, ansiedade, estress, né? Tava devendo.
Estamos aí, estamos no jogo. Boa noite, bom dia, boa tarde, né? Sei lá, a hora que vocês estão assistindo essas aulas.
Eh, hoje vamos falar, vamos lá, depressão, ansiedade e estresse, né? Eu tinha deixado eh essa aula ficou atrasada para um aí. Não sumiu de novo.
Tá vendo? Eu ten que ficar voltando que som. Vamos lá.
Eh, essa tinha essa aula era para est gravada já tinha um tempo. Ficou atrasada aí uns dias, mas estamos aí, estamos gravando. Semana passada deu problema com o sistema, né?
Acho que todo mundo viu e na sexta aí a gente não pôde, então logo depois eu vou deixar gravada também a aula de de imagem corporal. Eu queria que tivesse gente eh participando, mas enfim, deixei um aviso aí para quem podia vir. Avisei que a ser a se não apareceu ninguém, eu acho.
Não sei também se o sistema tá deixando, né? Enfim. Eh, quarta-feira o povo tava com problema para entrar na sala.
Não sei, gente. Não sei. Também não tô nem em casa, vai ter barulho de rua.
Tô na casa de uma amiga minha, né? Porque já teremos show aí acontecendo. Enfim, eu estamos aí agora.
Vamos lá. Bora transmitir de novo, né? Já falei para vocês, gente, essa bodega desse sistema, ele me odeia.
Vai, deixa eu ver se tá mostrando a aula. Tá mostrando a aula. Tá mostrando a aula.
Vou ficar indo e voltando para ver se a aula tá sendo mostrada. Ai, ai, sou eu, né? Vamos lá.
Vou primeiro começar. Essa é uma aula que eu resolvi puxar um pouquinho para funcional e para questões eh do por que as coisas acontecem um pouco também, né? Então, a gente tem aqui um algumas das teorias do porquê, né, de questões relacionadas à nutrição, obviamente, certas eh certas coisas vão causar certas doenças doenças mentais, né?
Então, a gente tem questões da plasticidade da da neuronal, né, de de ponto que a gente consegue fazer novos neurônios e utilizar os que a gente tem também, questão de inflamação, disfunção mitocondrial, que tá muito na moda, tem muita gente falando da disfunção mitocondrial, o stress oxidativo, um grande clássico, tá sempre aí, tá sempre trabalhando. E a gente tem a relação, a relação cérebro intestino, né, principalmente caracterizada pela desbiose, que eu vou falar um bocado hoje também, que também tá sendo badalado já tem um tempo, né? est oxidativo e e relação eh eh intestino cérebro estão sendo falados há muito tempo aí.
Então, estamos bem aí. A função mitocond, ela tá meio que na moda, tem muitos falando dela na moda hoje em dia. E a inflamação acho que também tá na moda, né?
Porque o povo gosta de falar de inflamação. Então eu vou vou trazer aqui alguns alguns nutrientes mais comumente encontrados na literatura, né? Tem muitos estudos relatando uma carência de nutrientes essenciais diretamente relacionada ao surgimento ou agravamento de certos transtornos mentais, a de como a depressão ansiedade, que é o que a gente tá mexendo hoje, né?
Então você tem vitaminos complexo B, B6, B9, que é o ácido fólico, B12, que são fatores fundamentais paraa síntese de neurotransmissores, como a serotonina, a dopamina e o gapa, né, que a gente falou de da das três naquela aula ali mais atrás. Então, a deficiência deles tá associada a níveis mais elevados de homocisteína, que é um marcador neurotóxico e pró-inflamatório, né? Então assim, tem um bocado de evidência já sendo acumulada sobre essas deficiências e o aparecimento de várias doenças mentais, inclusive a depressão e ansiedade.
O ácido fólico também concrou com a B9, ele faz parte da regeneração do tetrahidrofolato, que é crucial paraa metilação de neurotransmissores, ou seja, paraa criação de neurotransmissores. E a baixa disponibilidade dele tem sido correlacionada com menor eficácia de antidepressivos. Então, não comer folha verde escura, que aqui tem toda uma listinha, tem todos uns exemplos, eu fui botando umas fotos, né, de exemplos de fontes, mas é sempre bom lembrar que uma grande fonte de ácido fólico é folha vertescura, tá?
Tem uma folhinha aqui, mas é uma grande fonte, é folha verde escura, alimentos integrais, aqui temos um pão integral, então assim, feijões, lentilha, etc. , né? uma folha verde de cor é muito bom, tem bastante.
Então tá tá associado com a menor eficácia dos do dos dos das dos medicações. Então é sempre interessante observar como a gente pode ajudar as medicações a funcionar melhor também, sabe? Isso é uma coisa muito legal.
Deu pau. Pera aí. É, deu pau.
Ai, que ódio. Deixa eu abrir de novo. Ii, vamos lá.
Esse meu leitor, ele tá dando, ele tá dando esses problemas já tem uns dois dias já e eu não sei porquê. Aí, vamos lá. Magnésio, que é onde a gente estava.
Vou voltar pro magnésio. T D tã. Deixa eu ver se ficou.
Ficou. Ficou. Então, outro nutriente que a gente tem que ver o magnésio, que também tá na moda, né?
Fala muito de magnésio, que é semente de abóbora. Tríplico de preço na Casa dos Pedro para quem é do Rio. Tríplicou, né?
tá todo mundo mandando todo mundo comer semente de abóbora e é muito por causa do magnésio. Então, níveis baixos de magnésio são comuns em população com altos níveis de estress e ele tenha sido associado a sintomas depressivos ansiosos, uma vez que a deficiência dele potencializa a resposta ao estresse e a neuroinflamação, né? A vitamina D que já tá já tá batido, né?
Tem vários países eh nórdicos, etc. , que estão su suplementando alimentos comuns com vitamina D, margarina, manteiga, etc. , até que são um pouco fonte, aumentando com suplementação, porque ele é muito comum a depressão sazonal causada pela falta de sol, né, no inverno.
Então, é um povo que tá sempre suplementando vitamina D. E por quê, né? Porque ela atua na regulação dos fatores neurotróficos e da imunomodulação e na síntese de serotonina.
Ela faz muita coisa. E estudos demonstram que níveis séricos reduzidos da vitamina D estão significamente associados à maior prevalência sintomas depressivos e a suplementação de vitamina D promove uma redução desses sintomas. Eh, é interessante observar que a maior parte dos seus pacientes vai ter deficiência de vitamina D, tá?
Sempre dá uma olhada, sempre pede vitamina D, gente, porque vitamina D, ah, mas é Brasil, é mais Brasil, mas quantas pessoas você conhece que tomam sol, tomou sol, a pessoa passa pelo sol, tomou sol, toma sol é outra coisa. Então, no geral, tá todo mundo muito deficiente de vitamina D. E aí a gente entra nos polifenóis, que eles são compostos bioativos presentes em frutas, vegetais, chás.
Ele atuam como antioxidantes, antiinflamatórios e protegem as células neuronais do estéso oxidativo, modulando a sinalização inflamatória do cérebro. Aqui nós temos, eles estão muito presentes em frutas vermelhas, né? Então tem uma romanzona aqui, morango, mas gente, melancia, acerola, pitanga, eh também são frutas verde vermelhas brasileiras, não caríssimas, que a gente encontra por aí.
Eh, a mexa tem fenóis, sabe? Tem várias frutas, tem e e são muito ricas. Uva, uva sem caroço preta é é um pouco fruta, um pouco mais caro, mas não é tão cara assim, sabe?
São frutas que têm esses polifenóis que são antiinflamatórios, anti antioxidantes e não precisa viver de romã, de passar fluco de romã e romã e cumberry, cara, sabe? Vamos trabalhar com fruta brasileira, vamos trabalhar com coisa que o paciente consegue pagar, por favor, né? Bom senso, sempre tem bom senso.
E a gente tem aqui os três grandes famosinhos, as catequinas, flavonoides e resveratrol. Resveratrol tá na moda da suplementação, inclusive tá na moda suplementar resveratrol. eles exercem um efeito positivo na plasticidade sináptica, aumentando eh a expressão de BDNF e reduzindo a a ativação microglial, que é um dos marcadores de neuroinflamação.
Então, diminuir a neuroinflamação, sabe? São muito bons. São muito bons.
Eh, é claro que se a gente for trabalhar com suplementação deles, sempre falo, gente, faça um cursinho, faça um bom curso, faça uma boa pós, porque senão sai experimentando tudo. Mas garantir que o paciente esteja sempre fazendo um rodízo das frutas e legumes que eles comem é um bom jeito da gente garantir que isso aqui tá acontecendo. Então, gosta de melancia, o que que você não come melancia?
Vamos comer melancia, eh, morango, uva, sabe? Vamos fazer um rodízio. Lembrando o paciente fazer um rodízio sempre vão perguntar que que você comeu de fruta essa semana, esse mês, esses últimos dias, que que você tem comprado mais?
Que que você gosta? Que que você não gosta? Gosta de suco, tomou um suco.
Ah, suco não causa suco não é um problema. Se o paciente só vaiir a fruta por suco, que seja suco, tá? Que seja suco.
Eh, vamos lá. Agora, fibras. o consumo das fibras dietéticas particularmente assolúveis, principalmente aveia, que temos uma aveia veia, aveia muito bom, né?
Influencia positivamente a microbiota intestinal, promovendo a produção de cios grassos de cadeia curta, como butirato, que tem um efeito anti-inflamatório sistêmico e podem modular diretamente o eixo cérebro intestino. Tem que fazer o povo comer fibra, tem que fazer o povo comer o máximo de coisa integral possível. Às vezes você só suplementa fibra, ah, a pessoa não gosta de botar uma quinona arroz, nada.
Bora um ficílium aí, alguma coisa para fazer essa fibra acontecer, tá? A fibra tem que acontecer. E a gente entrou omôme3, né, que já tá batido essa altura do campeonato.
Eh, peixe, né, linhaça. Aqui a linhaça, a chia são grandes fontes de ômega-3. Tá batido, tá, tá aí, mas vamos lá.
E a suplementação dele tá associada melhor a clínica de depressão, leve, moderada. E aí, que que a gente vai entrar agora? Os ultraprocessados.
Eu sei, gente, que daqui eu acho que eu só tô batendo na na tecla velha. Vocês já devem estar cansado de ouvir que o ultraprocessado faz mal, mas eu vou mais um pouquinho. Vamos ouvir mais um pouquinho.
Então, a exclusão ou redução significativa de ultrocessados tem um impacto eh muito importante, porque eles são eles têm um impacto negativo na saúde metabólica e neuropsicológica. O que que significa? Eh, esses esse monte de aditivo, eles têm um aumento potencial da inflamatório da dieta e eles levam a desbiose intestinal que leva o maior risco de depressão e ansiedade também.
Então, substituir esses alimentos por fontes integrais naturais ajuda na regulação do humor. Além disso, quando você faz uma substituição desses ultraprocessados por comida de verdade, a gente tem toda eh aquela aquele consumo daqueles nutrientes que a gente tava falando mais cedo, que são importantíssimos pro cérebro funcionar direito. Então é muito importante fazer o troco, a troca do máximo possível de ultraprocessado que você puder do seu paciente pra comida de verdade para garantir que esse paciente tenha ingestão adequada desses nutrientes.
Porque nem sempre tudo precisa de suplementação. Às vezes é só parar de viver de miojo, né? E aqui a gente tem esse quadrinho que eu peguei de um artigo que eu achei muito interessante, que ele vai mostrando eh várias questões do da diferença entre uma dieta saudável, do que se chama de dieta ocidental, né?
Então a dieta saudável, ela teria mais fitoquímicos, mais vitaminas e minerais, ômega-3, fibra, né? Que é o que a gente tava falando que ajuda tudo, faz uma mudança epigenética também. Enquanto que a dieta ostental ela leva aumento da inflamação e do stress oxidativo.
Então ela leva a dieta ocidental, né? Dieta chica em ultraprocessados e e muito açúcar branco e e e carboidratos, né? Não processados, né?
Processados quer dizer pão branco, macarrão branco, tudo branco, né? Eles levam uma diminuição da da neurogênese, o aumento da inflamação, aumento do estress oxidativo, uma disfunção disfunção mitocondrial, uma alteração do microbiota intestinal, né, disbiose, a a alteração do do metabolismo do treptofano, disfunç várias disfunções, mudanças epigenéticas pode tá descobrindo. Então assim, leva muito problema, dá muito problema, então é sempre melhor diminuir o máximo possível.
Cortar, cortar, cortar não existe, né? Ninguém vai passar o resto da vida sem comer chocolate. Eh, comer, cortar tudo é impossível, mas se a gente puder fazer com que 90% da da alimentação do nosso paciente seja de comida de verdade, para mim tá ótimo, tá?
Para mim tá ótimo. A gente tem que ser realista. Sempre sejamos realista.
E agora probióticos. Então, a gente tem uma boa evidência dessa questão do da disbiose intestinal, que é a desregulação da microbiota intestinal com a depressão e a ansiedade. E aí que leva a uma redução das das cepas benéficas como lactobacinos e fidobactériumos e um aumento de microorganismos patogênicos contribuindo para a inflamação sistêmica e a disfunção do eixo capel.
Então, a gente tem que tá sempre olhando o intestino do paciente, sempre perguntando como é que tá o cocô, se tá tendo muito gás, eh, quantas qual frequência vai no banheiro, quanto tempo leva, tá sofrido, não tá, tem que saber. E assim também eu eu tenho eu sou da teoria que é o seguinte, a nossa alimentação ocidental até a brasileira, ela anda muito, principalmente por por ela ter estar muito industrializada, ela tá muito pasteurizada. É claro que a pasteuização do leite, por exemplo, parece ser excelente, mas ao mesmo tempo a gente precisa reincluir na dieta alimentos como iogurte.
Eh, aqui temos o quint, né, que é um fermentado de acelga corano que é maravilhoso. É misses, por exemplo, conservas em geral. Aqui tem o chucrute, tem um monte de conservas brasileiras que sempre existiram e que a gente foi perdendo, fermentados mesmo, sabe?
e que a gente foi perdendo. Então eu acho muito interessante a gente ir incluindo de volta esses alimentos, um quefir de água que dá dá menos trabalho para cuidar do que o de leite, eh com bucha, né? Claro que esses alimentos eles acabam ficando também muito eh muito eh elitizados, mas não é para ser uma não deveria ser uma coisa de elite, né?
Tem esses refrigerantes, entre aspas, caseiros também, de gengibre, de laranja, de tangerina, de limão, que o povo faz fermentado ali na garrafa PET mesmo, sabe? Eu sou doida para fazer essa estranho, nunca fiz, mas eu sou doida para fazer. Então, eu acho que que a gente precisa, sabe, eh, incentivar mais o consumo de alimentos probióticos para evitar também uma disbiose, que eu acho que no geral a nossa alimentação ela tá muito muito pasteurizada.
De novo, não é para tomar leite cru. Leite cru é ruim, tome leite pasteurizado, mas você pode fazer um iogurte, sabe? A gente pode fazer um kit, pode comer mi tem várias coisas que a gente pode consumir, a gente pode fazer para introduzir mais probióticos na nossa alimentação, sem precisar ser só suplemento caro aqui, fira, etc.
E aí a gente tem, né, de novo falando que eles que eles produzem os os ácidos gráficos de cadeia curta, como butirato, que é antiinflamatório e a e algumas bactérias sintetizam neurotransmissores, como gaba, serotonina e dopamina, que são fundamentais na regulação emocional. Então, quando a gente tá com disbiose, a síntese de dos neurotransmissores da do intestino, ela fica muito prejudicada. Isso afeta o amor, com certeza.
E aí agora vamos entrar no stress, né? O stress dele foi definido em 1930 por um biólogo, que é esse cara aqui, que eu tirei o nome, eu esqueci de botar de volta, desculpa. Mas ele definiu uma resposta não específica do organismo a qualquer demanda imposta caracterizada pela ativação do eixo ou hipotálamo prutoitário adrenal HPA.
consequentemente a liberação de cortisol, ou seja, você tem a uma demanda externa ou às vezes interna imposta que ela ela ativa o eixo HPA e leva à liberação de cortisol. Essa é a primeira definição que ele que que a gente tem de strress, que esse cara ele fez a teoria da síndrome geral da adaptação, que aí ele vem pro bem-estar, que é o o a homeostase, o alarme, a parte de resistência, que é quando o alarme fica fica ativo ainda, e a exaustão, que é quando ele cai. Então, é, isso é ci, né?
C é o nome desse cara aqui. E aí ele propôs que o corpo passa por ter essas três fases diante do stress, o aler a a alerta ou aqui alarme, resistência e a exaustão. E é uma visão mecanicista que foi predominante por décadas, influenciou profundamente a medicina e a psicologia.
E muita gente só trabalha com isso até hoje, com essa teoria de da síndrome geral da adaptação. E aí o paradigma contemporâneo de estress, ele inclui a sua relação com as doenças crônicas, como depressão, ansiedade e o reconhecendo que o stress crônico provoca uma inflamação sistêmica e a disfunção imunológica e alterações metabólicas. Então, quando a gente tá estressado, o nosso corpo sente isso de várias formas, que é o que muitas vezes o professor, o povo chama de somatização, né?
Você somatiza, ou seja, o stress ele é psicológico, mas ele é é ele é criado, ele é expresso no corpo com inflamação sistêmica, disfunção imunológica, essas alterações metabólicas. A gente tem estudos mais recentes que apontam também uma interação entre estress e a microbiota intestinal, onde o stress prolongado compromete a barreira epitelial do intestino, favorecendo asbios impactando a saúde mental via o eixo cérebro intestino. Gente, eu sou do povo que trabalha com a teoria de síndrome do intestino irritável.
É pura somatização, é o jeito que o corpo da pessoa lida com o stress, que é atacando o próprio intestino, tá? Muito comum, muito muito muito muito muito comum. E para mim é pura suação, o que não significa que não seja real, né?
Porque às vezes as pessoas elas tm: "Ah, isso é da cabeça, não. A cabeça faz tudo isso aqui acontecer, gente. É real, tá aqui.
" E o stress, ele compromete a diersão e absorção dos nutrientes, uma vez que o fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos digestivos para os músculos de cérebro, principalmente ativando a o sistema de de fuga ou luta, né? Então o corpo ele ele joga tudo pro cérebro e pro músculo para você decidir o que que você vai fazer. Só que ao invés de você tá comendo.
Isso reduz a motilidade de gastrointestinal e a secreção de gimas digestivas. Então a pessoa tá muito estressada. Ah, e ela não digere muito bem o almoço e não sei o que.
Taná. Isso é puro stress, gente, puro stress. E isso pode resultar em sintomasia, constipação, diarreia, má absorção de vitaminas e minerais.
Muita coisa que o estresse faz. Muita, muita coisa que o estress pode fazer. E aí a gente tem micronutrientes essenciais, como as vitaminas do complexo B, vitamina C, cálcio, magnésio, ferro e zinco.
Eles tendem a ser rapidamente consumidos, queima. Eu botei isso daqui porque eu achei que que tem esse efeitozinho meio de fogo, né? Porque o stress ele queima muito, ele gasta muito todas essas vitaminas e minerais por causa do aumento da atividade metabólica, da necessidade de suporte antioxidante e imunológico.
Então, a pessoa que tá altamente estressada, ela tem uma tendência maior a ter uma necessidade maior dessas vitaminas e minerais do que uma pessoa que não tá estressada. Agora, quem que não tá estressado hoje em dia, né? quase todo mundo.
Então, é sempre interessante pensar que muitas vezes as pessoas elas estão precisando comer muito mais eh frutas, legumes e verduras e alimentos integrais do que até a gente preconiza, por exemplo, pelo guia, né? Ah, isso para ti não, a gente precisa botar mais, um volume maior e às vezes dependendo nível de stress, entrar com uma suplementação. Aí tem que ser avaliado individualmente, como eu sempre falo, né?
A gente não suplementa do nada, a gente não tira da uh não vai direito. E a gente tem esses dois autores que é Lázaros e Fman, que eles introduziram a noção do stress psicossocial, destacando a importância da avaliação cognitiva do indivíduo sobre o estressor e o papel das estratégias de enfrentamento, que é o que eles chamam de coping. A gente vai entrar com coping já.
Então o est não é mais só uma reação fisiológica, mas uma experiência subjetiva modulada fatores emocionais, culturais e sociais. Por quê? Porque na mesma coisa que causa estresse, por exemplo, para um gringo, não vai causar para um brasileiro.
Eh, sei lá, a pessoa tá eh gringo vai ter muita dificuldade em certas situações sociais, que pra gente é absolutamente comum. tá andando na rua e tá tocando uma música alta. O japonês vai ficar, vai ficar, nossa senhora, meu Deus, que absurdo e a gente vai olhar assim, vai falar, é, sai do bairro, entendeu?
Para eles já um estresse muito mais do que pra gente. E isso é uma questão cultural, é uma questão social. Então, quando se pensa no stress, a gente tem que pensar também o que que é que esses, como é que a pessoa esse stress é gerado pela pessoa, sabe?
Eh, a gente tem, e às vezes isso é muito comum quando a gente tá na clínica e a gente fala assim: "Ah, mas essa situação não é estressante, não é estressante para você, dona Duta, para ela vai ser, para aquele paciente vai ser, pra gente não é estrar e eu faço tempo todo. " Para mim tá normal, é, mas para ela não. E aí o que importa é a sensação de estress percebido do paciente, não a gente tem do que o paciente tá fazendo.
E aí é isso. Tá, mas o paciente tem uma eh tem uma uma sensibilidade muito alta, pô, manda pra terapia, manda para psiquiatra. E aí a gente também tem umas questões que são muito interessantes e muito importantes, serem vistas que é a baixa autoestima e a percepção negativa do corpo que e elas que elas intensificam, aumentam a relação disfuncional com a comida.
Então, os indivíduos que vivem siam uma insegurança corporal tendem a alternar entre a restrição alimentária episódio de custo controle como forma de punição e recompensa. E essa percepção negativa e esse estigma social da gordura, né, do do corpo, a gente vai a próxima aula do corpo é daqui a pouco, mas enfim, eles gera muito estresse, gera muito estresse. Então, é um paciente que já tá muito estressado com essa situação e todos aqueles fatores vão vão agravando, entende?
E aí você tem um stress emocional crônico, ele desregula a capacidade de identificar e responder adequadamente aos sinais internos de fome e saciedade, contribuindo pro desenvolvimento de padrões alimentares automáticos e compulsivos. Então eu botei aqui a fotinha da pessoa trabalhando e comendo, que é um grande clássico, grande clássico. Não pode deixar o paciente trabalhar e comer, tá?
Não, não é para comer com outro trabalho. É para comer com atenção, é para comer com calma, é para desvincular atividades estressantes do do da hora de comer. Não é para ficar vendo coisa de política, não é para abrir WhatsApp com grupo, nada disso.
Comer, comer e prestar atenção no que tá fazendo, tá? Pelo amor de Deus. E aí agora a gente entra no Coping, que é o modelo do Lázaro e Folkman, que eu achei muito sensacional, que eles têm o stress potencial, que leva a uma avaliação primária qual o significado desse evento e como ele afetará meu bem-estar.
E aí a pessoa pode ter várias eh pode ter aqui três reações dessa avaliação. Ele é irrelevante, ele é estressante, ele é benigno. Se ele for estressante, ele pode dar prejuízo ou ameaça ou desafio.
E aí, né, você tem os recursos socioecológicos de coping, recursos pessoais de coping, como você vai lidar com aquilo, né, que levam a uma avaliação secundária. Que que eu posso fazer? quanto vai custar, qual o resultado que eu espero?
E isso leva as estratégias que podem ser focadas no problema ou podem ser focadas na emoção. Por exemplo, estou muito nervosa com o meu trabalho, com a minha chefe. Ela me cansa, ela me me esgota e eu não sei lidar com ela.
Esse é o problema. Esse é o problema. A emoção é o cansaço extremo.
Uma estratégia de cing clássica para esse tipo de momento é comer. É comer [Música] muito. E aí a pessoa reavalia: "O stress mudou?
Tô me sentindo melhor. Às vezes o stress não mudou, mas ela está se sentindo melhor. E isso vira uma estratégia de coping.
O comer de maneira compulsiva, o comer emocional, ele é uma estratégia de coping, né? E o que que é o cop? Então, ele é definido como um conjunto de esforços cognitivos e comportamentais utilizado pelos indivíduos com objetivo de lidar com demandas específicas internas ou externas, que surgem em situações de estress e são avaliadas como sobrecarregando ou excedendo seus recursos pessoais.
E aí esse modelo ele envolve quatro conceitos principais. O coping é um processo ou uma interação que se dá entre o indivíduo e ambiente. Então eu botei aqui o exemplo uma pessoa andando na rua, né?
Uma interação que se dá entre indivíduo e ambiente, a pessoa tá andando e tem um monte de gente em volta, tem gente andando muito próximo, é, tem gente carregando coisa, cantando mala, sacola, não sei o quê. Tem várias coisas que podem ser estressantes aqui. Barulho, e a pressa que você tem ou que você não tem.
as pessoas estão andando devagar ou estão andando muito rápido ou tão andando de qualquer jeito ou tão trombando em você e etc. Várias situações podem ser estressantes nesse ambiente. E aí depois você tem a a função do coping, que é a administração da situação estressora, ao invés de controle ou domínio da mesma.
Então você começa a fazer a avaliação, né? Como é que eu administro essa situação? O que que eu consigo controlar daqui ou dominar daqui?
E aí os processos de coping eles pressupõe a noção de avaliação, ou seja, como o fenômeno é percebido, interpretado e cognitivamente representado da maneira do indivíduo. Por exemplo, né? Voltando aqui à parte do, por exemplo, irrelevante, pode ser irrelevante, você tá andando na rua, é irrelevante, mas você pode ter um desafio, por exemplo, de olhar, eh, você faz essa avaliação e você se sente um desafio de, ah, é, tá todo mundo correndo, eu vou correr também.
Eu consigo andar mais rápido do que todo mundo aqui. Vocês são lerdos. Eu sou rápido.
Bora, bora, bora, bora. é um jeito de lidar, uma situação estressante. E aí, né, o último que seria o processo de coping constitui-se de uma mobilização de esforço através da qual os indivíduos irão empreender esforços cognitivos e comportamentais para administrar, reduzir, minimizar ou tolerar as demandas internas ou externas que surgem de sua interação com o ambiente.
Então aqui é muito interessante reduzir, minimizar ou tolerar. Você pode tolerar andar na rua de boa, você pode mininizar saindo de perto, você pode reduzir, por exemplo, botando um fone de ouvido, que aí você não vai ouvir o barulho da da do trânsito das pessoas à sua volta e você vai poder focar em andar, em olhar pra frente, etc. Então, tem várias estratégias de coping que podem ser feitas, né?
E aí aplicações do comportamento alimentar em relação ao estresse. Então, diversos fatores podem agravar os efeitos estress o comportamento alimentar. destacando a privação do sono, o ambiente ocupacional e o estilo de vida.
A falta de sono intensifica a produção de cortisol, reduz a secreção de leptina, que é um hormônio responsável pela saciedade, ao mesmo tempo em que eleva os níveis de grelina o hormônio responsável pela fome. Ambiente ocupacional é aquela que tava falando do stress, né? O estilo de vida, a mesma coisa.
trabalho, eh, faz exercício físico, exercício físico é muito importante para lidar com stress, eh, tem um ambiente seguro e confortável, sabe? A pessoa mora eh numa área de comunidade onde tem tiroteio o tempo inteiro, gente, sabe? Não vai rolar.
A pessoa, ela mora num bairro muito bom, ela mora, sei lá, mora em Copacabana, mas ela mora em cima do ponto de ônibus, no primeiro andar. Já me aconteceu. Fui essa pessoa.
Todos os ônibus paravam na minha casa, todos os ônibus. E o barulho e e o barulho do ar condicionado do ônibus, ele saía em cima da minha janela ao do meu do do escritório onde eu trabalhava. Não tinha como, sabe?
Aquele extremo é um barulho, é uma fumaça, é uma fuligem, era era o calor que entrava na casa. Era insuportável. Insuportável.
Estressante. Muito estressante. É importante lembrar que o estresse agudo ele pode levar a hipofagia que a pessoa parar de comer, perder a fome.
E o estresse crônico, tá frequente associado a hipofagas, que é o comer demais, principalmente o consumo de alimentos ricos em gordura em açúcar, comumente denominadas altamente palatáveis. As pessoas comem por estress. As pessoas comem muito por estress.
muito, muito, muito, muito, muito, muito. E o estresse crônico, ele afeta estruturas cerebrais envolvidas na recompensa e no controle inibitório, como córtex préfrontal e núcleoacumbens, favorecendo o desenvolvimento de comportamento alimentar compulsivo. Olha que interessante, estress ele pode levar a compulsão muito, muito facilmente.
E aí o indivíduo ele tá submetido a situações estressantes, tem a tendência a comer emocional também, né? A gente já falou de comer emocional várias vezes. E o stress crônico, ele favorece padrões alimentares desorganizados, como beliscante, refeições e horários irregulares e o aumento do consumo calórico diário em geral.
E aí, como é que a gente lida com coping, né, dentro? como é que a gente pega essa, por exemplo, essa essa estrutura do coping e aplica dentro do comportamento alimentar. Então, muitas vezes o comida ele é um mecanismo de de enfrentamento emocional e é usado para lidar com ansiedade, solidão, estresse no trabalho, frustração, cansaço mental, né?
Eh, gente, eu preciso ir ali rapidinho e eu já volto. Um minuto resolver o negócio. [Música] [Música] Vortei, desculpa.
Vamos lá. Aqui tem uma coisa muito interessante que as pessoas, muitas vezes o povo não não considera o tanto que as pessoas comem de solidão, de frustração e por cansaço mental. Pessoa chega exausta, ela vai comer qualquer coisa aleatória que tiver, qualquer coisa que ela charra no no iFood, vai sempre ser um negócio que não devia.
Vai sempre ser uma coisa que você vai olhar falar assim: "Issa aqui não é a melhor opção". Por que que você sempre um negócio que a gente vai olhar e vai falar: "Pô, isso aqui não é a melhor opção". Porque o estresse ele leva esse comportamento, esse esse comer compulsivo emocional e sempre em busca de algo hiperpalatada.
Então a gente tem que entender o coping como um processo dinâmico e não fixo. Ele não vai ser sempre igual. E isso é muito bom, porque a gente pode transformar aí ele em outra coisa.
Ah, tô exausta, pô. Vamos tomar um banho longo, eh, vamos fazer um uma skincare legalzinha, vamos, sabe, relaxar, eh, dar uma meditada, ouvir uma músicazinha mais calma, sabe? Vamos encontrar outros métodos para lidar com esse cansaço, com essa solidão, que não seja encher a cara de comida na frente da Netflix.
Então, gente, sempre lembrando que você tem que acolher o paciente sem julgamento, ajudar o paciente a reconhecer os estressores e qual a relação que eles têm com o comportamento alimentar, lembrar que tem coisa que a gente não alcança, então sempre mandar a pessoa para um para um psicólogo, né? E aí o que que a gente faz? Técnicas de relaxamento, respiração, atenção plena, atividades prazerosas não alimentares.
Tenham hobbies, façam paciente ter hobby, leva o paciente para ter hobby. Restruturação cognitiva, trabalhar os pensamentos automáticos, planejamento alimentar flexível. Ah, vamos pedir iFood, beleza.
Eh, vamos abrir o iFood no bairro da pessoa, caçar para ela lugares onde vendem comida de verdade e você vai pedir um prato. A coisa adianta. Pronto, tá resolvido.
Ah, vou pedir. Pede, pede, pede, pede, pede, pede, mas pede comida, pô. Tem umas saladas prontas que você complementa o que vier, entendeu?
Pede comida. Sempre lembrando que a gente tem que trabalhar em parceria com psicólogos. Essencial.
Eu trouxe alguns exemplos aqui. Por exemplo, uma mulher de 34 anos que relata compulsões noturnas. Que que a gente tem de estressor identificado?
Conflito conjugal frequente. Briga com o marido sempre. E o que que ela faz?
Ela come doces em grandes quantidades toda vez que ela briga com o cara descrevendo ação como a única coisa que faz eu me sentir melhor. Muito comum que a pessoa usa a comida como uma anestesia emocional. Então o que a gente tem que fazer?
Fazer ela reconhecer esse padrão, propor alternativas de regulação emocional. desenvolver um plano alimentar flexível e gentil. Porque bater nessa mulher, gente, brigar com essa mulher, dar esporro vai ajudar, entendeu?
Não vai ajudar. E a gente tá aqui para ajudar, tá? Estamos aqui para ajudar.
Então, segundo exemplo, agora, um homem de 45 anos, histórico de sobrepeso, episódios deles lisas, alimentares ao final do expediente, tem alta demanda no trabalho e ausência de pausas. É uma pessoa que não faz lanche, que não para nunca. Então, ao entender que a recompulsão estava relacionada ao cansaço extremo e não à fome, o paciente passou a negociar pausa no expediente, levar lanche balanceado, praticar respiração profunda, relatar e aí pode relatar a redução dos episódios em até 70%, 8 semanas, por exemplo.
Esse caso aqui foi meu. Esse caso aqui foi meu. Acontece, acontece.
Bota fazer exercício físico, muita coisa que a gente pode fazer com esse tipo de paciente. Beleza? Orora para ansiedade.
Ansiedade é uma resposta emocional natural do ser humano diante da antecipação de eventos considerados ameaçadores ou incertos, sendo caracterizada por sentimentos de apreensão, tensão e hipervigilância. Do ponto de vista neurobiológico, ela tá associada à ativação exarcebada da amídala. Bem aqui, a estrutura responsável pela detecção de perigos e a disfunção do córtex préfrontal.
Parte aqui, ventromedial que regula as respostas emocionais. Aqui temos esse esse detalhando um pouquinho mais as partes. A gente nunca vai entrar nesses detalhamentos porque não dá tempo, né?
E aí a gente tem pesquisas demonstram que a ansiedade se identifica em situações de incerteza. onde a antecipação de ameaças futuras, mesmo sem a sua materialização concreta, provoca respostas fisiológicas persistentes, como a ativação do eixo HPA e aumento libertação de cortisol. As pessoas, elas antecipam um futuro desastroso e elas já tem as outras respostas fisiológicas, tá?
Ansiedade é aquele medo pelo futuro. Ah, vai ser horrível. Ah, vão bater em mim.
Ah, vão brigar comigo. Ah, porque eu não vou achar lugar. Ah, porque vão me excluir.
Ah, ansiedade. Ah, eu preciso mandar um e-mail. Não sei se eu vou escrever esse e-mail direito, se ele for mal recebido.
E se me entenderem errado. E se me ignorarem. Ah, três anos depois você manda.
Tá assim. E esse estado prolongado pode levar uma série de alterações comportamentais, como evitação, aquela que três anos depois a pessoa faz a ligação para para marcar o que tinha que fazer. A dificuldade de discriminar estímulos seguros de perigosos, né?
Fazer uma ligação não é uma atividade perigosa, mas a pessoa tem uma dificuldade muito grande de fazer essa diferenciação e o aumento é um consumo alimentar emocional. E a gente tem o modelo de ansiedade proposto por grupo Nitsk. Ai gente, eu desisto de falar os nomes por esses cara aí.
Destacam-se cinco processos disfuncionais: superestimação da ameaça, a hipervigilância, déficites na aprendizagem de segurança. Então, a pessoa ela tem muita dificuldade de aprender a agir com segurança de maneira adequada nos ambientes. Eh, como é que eu pego um ônibus, como é que eh eu ando numa multidão, evitação cognitiva comportamental e reatividade aumentada?
Incerteza. E aí ela tem uma relação com o microbiota intestinal, a mesma coisa que a gente tava falando. Mesma coisa que a gente tava falando.
Então, tratar disbiose normalmente ajuda a tratar a ansiedade. Também tem um papo de low carb paraa ansiedade? Tem até estudo dizendo que vai, só que no começo você tem um aumento de sintomas ansiosos, irritabilidade, humor deprimido por causa da restrição severa de carboidratos, que pode reduzir a disponibilidade de triptofano para síntese de serotatonina.
Além disso, a restrição severa de carboidratos afesta o sono que aumenta a ansiedade. Sempre lembrando, tô sempre aqui para bater em locar, é o meu tronco. E a dieta cetogênica pode ter efeitos ansiolíticos potenciais em condições específicas, ou seja, ela até pode ajudar com ansiedade em algumas condições muito específicas, mas ela não é recomendada como abordagem ansiolítica geral, porque em pessoas com predisposição ansiosa ou sob estresse, as dietas restritivas elas tendem a aumentar a ansiedade devido à ativação do jeito HPA e desbalanço energético.
Então, apesar de ter evidência, ah, mas um efeito ansiolítico no paciente comepsia, legal, que ótimo para ele. Na população em geral não é indicada, tá? Trabalhamos com evidências para a população em geral sempre.
Então, a ansiedade ela aumenta a vigilância interna e a percepção corporal distorcida, levando a comportamentos como comemocional, eh, e out e o comer compulsivo também. Então, esses padrões alimentares, eles são reforçados por normas sociais e culturais e perpetuam círculos de culpa, restrição e recaídas, prejudicando a saúde física e mental. Bora pra depressão.
Depressão. É tão engraçado a aula sozinha, porque eu fico voltando aqui, não tem ninguém. Ai, não tem ninguém.
Eu acho engraçado. Bora lá. Depressão.
A depressão, ela se mostra como desafio pra saúde mental pública mundial e pode ser considerado um transtorno mental resultante de diversos fatores sociais, biológicos e patológicos. Ela se apresenta através de profunda tristeza e sentimentos de perda, desinteresse e baixa sensação de prazer. O comportamento punitivo, a baixa autoestima, o cansaço extremo, a falta de concentração e distúrbios de alimentação e de sono.
Lá os distúrbios de alimentação, eles são característicos da depressão. Neurobiologicamente, ela tá associada a uma série de disfunções. Então, neurotransmissão de serotonina, dopamina e norepinefrina, retição da neurogênese e neuroplasticidade, eh mecanismos inflamatórios, eh alterações epigenéticas, sistema de gluta de gaba, eh tem a tem a hipótese monoaminegética.
Então assim, tem várias hipóteses o por que a depressão atua. Muito provavelmente é tudo junto, tá? Sempre bom lembrar que não é uma coisa só, provavelmente é tudo junto.
Então tem muita coisa que tem que ser pensada e tem que ser entendida. Depressão não é falta de Deus, não é só falta de terapia, ela também tem um componente químico muito importante. Então é bem comum que seja necessário o remédio e ele é importante e a gente não orienta a paciente a sair de remédio, tá?
Não oriente pacientes a sair de nenhum medicamento psiquiátrico. Não é nossa função. É antiético e vai dar problema e vai cair em cima de tu.
Então não seja maluco. Ah, vai na igreja que resolve. Gente, não vale isso aqui.
Não vale isso aqui, entendeu? Tá. É sério.
E a gente tem depressão em crianças e adolescentes. E eu trouxe aqui alguns sintomas para quem vai mexer com criança e adolescente de depressão para ficar atento. Então, dor de cabeça abdominal no pré-escolar, prazer de brincaria paraa escola diminuído, dificuldades nas aquisições de habilidades sociais, ansiedade, fobias, agitação, hiperatividade, irritabilidade, diminuição de apetite, alterações de sono.
Nas crianças escolares a gente tem tristeza, irritabilidade tédio, falta de habilidade em se divertir, aparência triste, o choro fácil, a fadiga, o isolamento com foco com o fraco relacionamento dos seus pares, abaixa autoestima, declina o desempenho escolar fraco, ansiedade de separação, fobias, desejos ou fantasias de morte. Olha que interessante. Então, isso tudo acontece em criança também e é sempre tá muito bom muito estar atento.
Quem for, quem for trabalhar em escola, creche, tem que estar atento. E aí na adolescência a depressão maior ela é comum, debilitante e recorrente, envolvendo alto grau de morbidade e mortalidade, especialmente através do suicídio, constituindo-se uma das grandes preocupações da saúde pública. Chama atenção o fato de que a maioria das crianças adolescentes deprimidos não vai sequer identificada, muito menos encaminhada tratamento.
Então, chegou um adolescente para você, eu sei que muita coisa aqui se passa por adolescência, né? Então, irritabilidade e instabilidade é basicamente adolescente. Mas os sintomas de desesperança ou de culpa, alterações de sono, o isolamento, a dificuldade de concentração, prejuízo um desempenho escolar, a baixa autoestima, aí vem suicídio, problemas graves de comportamento, tudo isso aqui tem que ser observado, coisas mais leves, coisas mais graves.
E aí diversos demonstram que o uso de medicação psiquiátrica, principalmente antidepressivos e e antipsicóticos atípicos, tá fazendo de peso. Ah, tá. Esse daqui ainda tá.
Eu eu esqueci de mudar aqui em cima, gente. Antidepressivo engorda, tá? Antidepressivo que apina ganha mais de 10 kg.
O a bup e a fluxetina, elas tendem a não ganhar muito e e é uma perda modesta, principalmente no começo. Depois essa perda some, tá? A hora que a pessoa se se acostuma com bu, a perda tende a sumir, tem que muito usado para compulsão, funciona até.
Mas assim, olha esses ganhos aqui e é o remédio que causa. Tem vários motivos porque por que o remédio causa, mas às vezes você pega um paciente que não engordou muito e não perde por nada e você vai ver ele tá tomando uma porrada de antidepressivo e a gente não vai tirar a pessoa de um remédio. Então a gente tem que melhorar a alimentação, melhorar, fazer exercício, aumentar metabolismo, mas entender que muitas vezes esse paciente não vai perder o peso que ele quer perder, porque ele tá tomando depressivo.
E é melhor que ele não se mate do que perder peso, tá? Pelo amor de Deus. Então, esse remédios devem engolir por causa, deve engordar, ótimo.
Por causa de alterações do apetite, metabolismo de glicose, lipíd alterado, antagonismos com receptores serotogenésicos,égicos. E essas alterações exigem abordagem clínica cuidadosa. E gente, tem que tomar muito cuidado, tá?
Muito cuidado. As pessoas engordam por causa de remédio, tá? Todo mundo tomando de para ver como se fosse balinha.
E aí agora a gente vai paraas ferramentas de nutrição comportamental, né? Como é que a gente trabalha dentro da nutrição comportamental? Esses casos.
Então, os pacientes com queijas de ansiedade, eles frequentemente apresentam patrões alimentares caóticos, com longos períodos sem comer, seguidos de episódio de compulsão, além de consumo elevado de cafeina e açúcar. Isso aqui é muito comum na ansiedade, na depressão e no estress. Os três fazem isso aqui.
E aí o que que a gente faz? Regularizar os horários alimentares, eh fazer os lanches, né? Eh, incluir fontes de triptofano ou às vezes suplementar fonte de treptofana, mas garantir que coma feijão.
Aqui a leguminosa garantir que coma feijão, coma peixe, ovo, carboidratos complexos, né? fibra, ingestão de fibra, favorece a síntese de serotonina e estabiliza o humor. A depressão, ela leva muito à apatia e a redução da apetite ou o cinho emocional.
Então, a gente tem que aumentar a oferta de preparações simples e nutritivas e culturalmente aceitas. que eu coloquei sopa, caldo. Mas gente, eh, vamos resgatar as receitas de vó, as receitas que fazem, que trazem prazer para essa pessoa e que são saudáveis, que tem legume, que tem verdura e que são gostosas, sabe?
E que tem um uma que remetem esse paciente a tempo bom, sabe? A infância e etc. A alimentação na infância não é só doce, não, tá?
Tem a sopinha da avó, tem a carninha moída com com cenourinha, tem um monte de coisa, gente, que a gente pode trazer produzir, sabe? E é fundamental reforçar aqui gestão de alimentos em natura e o resgate do prazer e satisfação alimentar, respeitando os sinais corporal, pessoa ter gostado de comer. Então a gente tem que trabalhar o resgate do prazer.
Não adianta passar uma dieta restritiva, cheia de coisa que a pessoa não vai comer e vai ser ruim, tá? Por favor. E aí, diário alimentar qualitativo, né?
botar não só que come, mas como sente, onde é que tá, qual que é o contexto social pra pessoa ter consciência do que ela tá fazendo. Diário alimentar é vida. O diário alimentar é a coisa mais maravilhosa do universo.
Falo toda aula, falo toda aula, falei de novo. Falei de novo. O diário, ele propõe uma maior consciência sobre padrões automáticos e possibilita intervenções mais eficazes.
Paciente é encorajada a descrever como se sente antes, durante e após a refeição. Quais eram suas sensações corporais de fome e sociedade? Que pensamentos surgiram ao longo desse processo.
Diário alimentar é vida, é tudo de bom. O Miraring, ele também uma ótima prática que tem mostrado resultados significativos na redução de compulsão alimentári da ansiedade, principalmente quando relacionado ao corpo e comida, né? Se a gente já tira essa ansiedade, já ajuda um bocado, né?
A gente tá aqui para ajudar o paciente, então vamos tirar o peso da vida dele e não acrescentar mais. E é isso aí. Depressão, ansiedade, estress.
Aula dada, minha gente. Aula um pouco menor e aula corrida, mas estamos aí. Aula dada, estudem.
É isso aí. Valeu. Falou.
M.