Olá pessoal tudo bem nessa aula vamos continuar a conversar sobre a temática dos direitos humanos e o tema específico dessa aula é a educação e alteridade a partir dos Direitos Humanos Qual que é a ideia geral essa aula a gente vai falar sobre conceitos de alteridade a importância nesse no contexto da educação vamos relacionar a alteridade e educação Vamos explorar a compreensão do outro que é conceito de alteridade o outro como diferente diferente de mim o desafio de reconhecer e respeitar este outro essa diferença sem hierarquizar ou violentar o outro subjulgar o outro ainda o
papel então da educação né que é um papel essencial na construção de práticas que chamamos de práticas pedagógicas que possam promover então a interculturalidade quer dizer a relação o diálogo entre culturas diferentes quem vai nos subsidiar um filósofo eh bem importante em torno do da temática da ética que é o filósofo Emanuel Levin que fala sobre a prioridade ética do outro como Ponto Central na o debate filosófico dele como no nosso só pra gente fazer um parênteses aqui levn vem de uma situação de perseguição durante a segunda guerra mundial ele era descendente de judeus teve
então que se exilar do do seu país foi né perseguido e ele como judeu sofreu na pele digamos assim todo o genocídio né cometido pelo pelo nazismo alemão então quando ele vai falar de alteridade do outro e reconhecer o outro ele vai estar falando de algo que passa por sua experiência o que a gente pode pensar fazendo uma ponte do tempo de Levin pro nosso é quem é a autoridade hoje quem é o outro hoje quem é o outro que sofre hoje né então is São perguntas que a gente faz a partir do contexto que
a gente está então introduzindo a temática da alteridade e no sentido de descobrir quem é o outro quem é o diferente de mim tá então a alteridade é a consciência da diferença o reconhecimento de que nem tudo e nem todos são iguais a mim envolve a descoberta de que o outro possui símbolos culturais distintos tá então assim no mundo de egocentrismo onde tudo passa pelo meu umbigo eu preciso reconhecer que há o outro que há alguém diferente de mim e essa relação precisa ser construída aqui uma situação de Brandão um tropo brasileiro que diz que
o diferente é o outro e o reconhecimento da diferença é a consciência da alteridade a descoberta do sentimento de que se a arma dos símbolos da Cultura para dizer que nem tudo é o que eu sou e nem todos são como eu sou então o Brandão faz uma ponte entre conceito de autoridade e a visão antropológica onde que vai eh pautar então a descoberta do sentimento do outro dos seus símbolos da suas da sua cultura e que isso é diferente de mim e não é menor nem maior né do que as minhas referências uma as
questões que a gente precisa destacar nessa compreensão da autoridade então a descoberta do outro quer dizer a autoridade se manifesta quando percebemos que existe alguém diferente de nós como uma cultura e crenças diferentes à nossas agora a gente pode fazer uma ponte com a nossa com o nosso contexto com a nossa sala de aula com a nossa turma né Quais são as experiências eh Quais são as culturas Quais são as experiências culturais dos meus colegas tá podemos fazer uma ponte para isso para o nosso trabalho podemos fazer uma ponte para para isso para nossa vizinhança
para o nosso contexto social né então quem é a autoridade no meu contexto e como ela se manifesta como e como eu me relaciono com essa diferença tá ainda a questão da Atração e temor diante do diferente então o outro pode gerar tanto atração posso me atrair pela essa por essa diferença pelo outro qu do temor posso temer o outro por ele ser diferente e nessa tentativa de eh de atração e temor Eu Posso também tentar domá-lo conquistá-lo né para que ele assuma os as minhas referências a a minha identidade as minhas crenças né E
nesse processo também eu posso reduzir o outro através de símbolos e Valores do dominador que é o caso da nosso do nosso processo de colonização aqui no nosso país até que a gente já vinha falando em outras aulas né como é que o o ibérico eh imprime seu projeto de de colonização é a partir da Aniquilação do domínio da da diferência do outro da da cultura diferente da dele né que é considerada então H inferior e assim digamos assim ã todos os projetos colonizadores todos os projetos de domínio todos os projetos de conflito passam por
essa compreensão de que o outro o outro precisa ser Domado alguns casos aniquilado né que precisa de ser absorvido por as minhas ideias pela minha cultura pela imposição dos meus valores tá podemos ptar isso para o mundo da religião para o mundo das crenças também é assim que funciona né Outro ponto a destacar Que diferença não é desigualdade então é fundamental compreender que di não é sinônimo de desigualdade é diferente a diversidade humana em termos étnicos linguísticos religiosos e de dons não justifica relações de exploração o grande desafio é não agir e justificar a inferioridade
de grupos humanos baseados em diferenças então porque o outro é diferente de mim porque há um outro projeto civilizador né diante do isso não significa que ele é desigual ou que ele é menor ele é simplesmente outro projeto e isso significa que eu preciso compreender esse outro projeto né numa visão antropológica e tentar viver com numa uma sociedade de respeito e eh e de convivência digamos assim entre diferenças aqui chamando a atenção de vocês para o filósofo que norteia a nossa reflexão que é o filósofo Emanuel Levin sobre alteridade o que que ele vai dizer
que a prioridade ética ele vai apontar para a prioridade ética do outro que significa isso que a alteridade é Central em sua reflexão e nessa reflexão sobre autoridade nesse filósofo ela inverte a lógica tradicional ao colocar o outro no centro da reflexão moral por quê Porque a base da tradicional da da filosofia sobre identidade é colocar eu o meu eu o meu o meu conceito conceito daquilo que eu acredito no centro e aqui não está ele Tá propondo colocar o outro no centro da reflexão moral então o Levin vai dizer que o outro não é
um objeto para um sujeito mas assim uma prioridade ética né lembrando do contexto em que Livin tá elaborando as suas reflexões que é um contexto em que a ética ã estava h não estava na pauta digamos assim dos debates entre essa ah entre diferentes paos diferentes Nações né ã outro conceito dele é de responsabilidade infinita que significa isso que a responsabilidade para com o outro é infinita e precede a própria existência do eu antes do eu vem o outro tá tá afirm como afirma goldin e nessa base de Levin Tudo começa pelo Direito do outro
e por sua obrigação infinita ess respeito humano está acima das forças humanas tem também uma base nessa comprensão do outro dessa comprão do outro dentro dessa ideia de responsabilidade ética infinita nessa relação intersubjetiva que é reconhecer no outro também digamos uma quase que uma espiritualidade como uma base para uma relação no mundo uma relação saudável no mundo n então a gente pode pensar assim seguindo e essa ideia de de inversão Da Lógica tradicional que a gente apontava antes o Levin ele rompe com a perspectiva Autonomista individual né de do meu processo como centro a máxima
a minha liberdade termina quando começa a dos outros onde Eu determino né Onde tá a minha liberdade e eu me coloco no centro ele substitui pela ideia de que a minha liberdade é garantida pela Liberdade dos outros eu só terei Liberdade quando os outros também tiverem liberdades Liberdade entende n eh eh isso enfatiza essa interdependência da da das da das pessoas e também dessa rede essa grande rede social ã humana digamos assim outro conceito importante dele essa responsabilidade por si na responsabilidade pelo outro né que significa isso que a responsabilidade pelo outro é vista como
uma responsabilidade por si mesmo negando a neutralidade diante da existência do outro eu não posso uma abira posso estar neutro em relação ao que acontece com o outro né citando Ricardo Tim de Souza a responsabilidade pelo outro que significa responsabilidade por si mesmo Enquanto negação da neutralidade a gente vai discutir aqui o conceito de ciência do conceito neutro de ciência de não não responsabilidade não eh participação a neutralidade digamos assim né de não tomar valor então isso nessa perspectiva ética isso não é possível continuando eh essa relação entre identidade e alteridade na interação social nessa
relação entre as pessoas então pontua ainda Levin em relação à construção da identidade quer dizer a identidade é um processo de construção contínua influenciando influenciado pelas interações sociais cultura e linguagem ela é criada recriada no espaço de interação entre as pessoas então a identidade não é só identidade do eu mas identidade que se cria e se recria na relação não aquilo na relação com o outro tá também um ponto interessante ah observado nas suas reflexões é intolerância e anulação da diferença que que significa isso que as relações sociais frequentemente revela intolerâncias e tentativas de anular
a diferença né então quando eh eu estou em sociedade quando eu estou eh digamos convivendo com outras pessoas né muitas vezes isso falando de pessoas quando a gente pode falar de de grupos de de comunidades de de manifestações né coletivas que revelam intolerância e tentativa de anular a diferença né então Eh pensamos novamente isso quando há uma relação entre diferentes culturas né A minha a minha cultura não pode ser a cultura e que prevalece sobre a outra né e a gente pode também sublinhar algo uma outra outro ponto que é essa questão da arte da
convivência né conviver para alinar é uma arte conviver com o diferente né que significa isso uma abertura ao o outro uma abertura ao diálogo uma abertura aprendizagem com os outros n se a gente for fazer uma ponte com a educação veja como isso é importante quando eu me abro para aprender com o outro com diferente de mim como é é saudável Como é bonita essa relação que se constrói a partir do entendimento de que eu aprendo com o outro com o diferente de mim e aqui então a gente começa a falar um pouquinho sobre educação
tá fazendo uma ponte entre o pensamento de Emanuel Levin conceito de autoridade conceito de compreensão do outro do diferente de mim com a educação né com o reconhecimento da diferença através da educação então eh a gente precisa reconhecer para educar e educar para reconhecer que significa isso reconhecer para educar eu preciso conhecer o o grupo que eu estou falando o grupo que eu estou convivendo para poder educar e ao mesmo tempo eh eu preciso educá-los para que eles reconheçam preciso educá-los para que reconheça o outro porque isso não é dado de forma natural tá que
aquilo que a gente às vezes diz na nas aulas né Eh não basta Somente ver não basta sente ter os olhos e ver precisa enxergar precisa eh estar além daquilo que a gente vê né de forma direta então a educação tem um papel fundamental no reconhecer para educar e educar para reconhecer a diferença como uma produção social moldada por relações de poder desiguais então a gente trabalha aqui também com sequ Oliveira e r que firm ser prec reconhecer para educar Educar para reconhecer aquilo que eu tava falando antes n Outro ponto que eu chamo atenção
é a diferença em relações de poder que significa isso a diferença é uma produção social a gente produz a diferença no nosso dia a dia na nossa relação criada por meio de relações de poder desiguais grupos hegemônicos di grupos com poder estabeleceram suas normas como referência classificando os outros como iguais ou diferentes e marginalizando aqueles considerados diferentes que é a norma da nossa sociedade quer dizer aquilo que é diferente de mim Eu transformo em desigual numa relação hegemônica e numa relação então Marginal a partir disso pensando ainda na na no escopo digamos assim da educação
a gente pode questionar né Vai ser necessário questionar toda e qualquer relação que produz discriminação preconceito segregação e violência não é possível termos uma educação que reproduza a discriminação que perpetue o preconceito que perpetue a segregação e que se baseia em relações de violência isso digamos é Central para a nossa ideia de escola para nossa ideia de educação entendo é importante del elinar pensando a educação a partir da da ética da autoridade num num numa interface com os direitos humanos e qual é o papel da escola né então os sistemas de ensino as instituições educacionais
tem um papel fundamental no sentido de construir currículos ão discutindo currículo e práticas práticas pedagógicas que consideram a perspectiva da diferen culturas quer dizer não um currículo e uma prática pedagógica monolítica né mas pluri n pluri cultural né que englobe que entenda que compreenda que faz esse confronto dialético de diferentes eh compreensões diferentes pessoas diferentes crenças de uma forma que isso que isso se relacione que converse que dialogue de forma igual a gente tem fazendo uma ponte com a porque a crítica aqui pessoal é o modelo ocidental é o modelo de compreensão do outro que
a gente tem no ocidente A partir dessa base que que nos permeia que nos que que que nos coloniza que tá aí tá então qual são os modelos de relação com a diferença no acidente né três pontos ó a questão da tolerância questão da culpa e questão da autoridade recíproca que quer dizer esse ponto da tolerância que o outro é diferente e precisa ser tolerado existindo em nosso meio mas fora de nós como uma atitude de indiferença quer dizer eu até tolero o outro né Ele tá aí né Ele tá aí não posso fazer nada
né não posso fazer nada lá na escola com aquele outro que ele é diferente com aquele aluno né que não se encaixa no nos perfis né eh eh E aí a partir disso Isso passa a ser uma atitude de indiferença né então ser tolerante nesse sentido é agir como um diferença diante daquilo que é diferente e que não muda nada né ser indiferente não vai criar novas relações Não vai eh permear um novo diálogo com o outro né Outra outro ponto a destacar a questão da culpa então o outro ele é diferente e nós somos
culpados por sua situação desolada essa é uma questão muito séria né quando a gente se depara com o outro que não tem o mesmo acesso que o nosso que não tem as mesmas condições que que as nossas a gente passa a a a se sentir culpado que ele está nessa condição né inclusive falando em termos estatais esse outro passa a ser culpa de um transforma a culpa em um programa político de Cuidado então preciso criar um programa para atender esse outro né mas desde que ele seja lá né a gente busca com isso incluir aqueles
que a própria escola excluiu né então se cria programas na escola para incluir aquele outro aquele diferente que não é que não tá na mesma condição do que a minha né então assim o problema do outro é o nosso problema é o nosso problema mas também se eu não entendo esse outro como alteridade ele passa a ser só ente um descargo de consciência da minha culpa pelo outro estar dessa forma tá E também mais um ponto a destacar é a questão três é a autoridade recíproca que que é isso o outro é diferente Nós também
somos entendendo que ambos fazem parte de uma relação onde a diferença é mútua e a identidade é negociada nessa ideia educação se torna um espaço de encontro e confronto de diferenças aqui a parte assume-se a posição de que a diferença também é Nossa e na relação o noss transforma ass eles questão dialética a partir do momento que eu me entendo como outro e entendo outro como parte de mim eu tenho uma autoridade autoridade recíproca E aí muda a relação então nessa perspectiva reconhece a incompletude e busca o reconhecimento mútuo existindo a homogeneização a partir disso
quando a partir dessa compreensão eu crio uma resistência uma homogeneidade né que é o que que a educação deve combater o tempo todo n pensando mais mais um pouco dentro da na área da Educação a alteridade de Levin a e suas implicações para a nossa prática pedagógica tá com base na ética então ponto um autoridade de Levin na educação então a noção de autoridade de Levin retomada para enfatizar a responsabilidade ética do educador diante do educando a gente tem que se questionar Qual é a nossa responsabilidade de ética enquanto educador então o Costa e di
vão dizer defender que o papel do professor permite interpelar pela responsabilidade para com a autoridade então o professor o educador professora Educadora tem uma responsabilidade ética em relação à autoridade em sentido como que ela abre ajuda a abrir os olhos dos seus alunos dos seus educandos para a diferença então professor não é só aquele que transmite conteúdo professor não é só aquele que cumpre a sua tarefa n professor é aquele que tem uma responsabilidade ética que precisa eh eh a partir disso reconhecer a diferença e ajudar o outro a reconhecer a diferença e a partir
disso também a gente precisa fazer uma crítica ao antropocentrismo né Essa Ideia do infinito né de que somos nós somos o centro do mundo né então o processo de ensino e aprendizagem tradicionalmente carrega marcas do do o antropocentrismo né que é essa virada cultural dos Tempos Modernos né que invalida o outro para se constituir precisa aniquilar o outro para constituir a minha identidade né então ao criticar o conceito de totalidade levinas apresenta ideia do infinito como uma relação ética com um inteiramente outro acolhido com hospitalidade e aqui bem importante a subjetividade se constitui no encontro
com o outro né a subjetividade se constitui no encontro com o diferente de mim a partir de uma nova relação tá onde se questiona a questão do antropocentrismo e a questão também da totalidade Ok mas ainda a responsabilidade e abertura ao outro tá isso a responsabilidade pelo outro dá sentido à abertura e ao desprendimento de si sem negar a autoridade do outro autoridade é portanto uma abertura que Desafia o sujeito a responder em cada nova situação à solicitações concreta do outro aí uma situação de costa di S 2012 ainda a educação como Resistência e encontro
n a educação como autoridade ética a totalitarismos e A Aniquilação do outro promovendo a escuta da palavra que vem do outro como forma de renovar a própria compreensão da Educação quer dizer eu não me fecho para que o que o outro ten a dizer e a partir disso eu eu reconstruo a educação e a educação passa a ser partir do momento que eu aceito que eu compreendo o outro a educação passa a ser um espaço de encontro né E até de resistência a outros espaços que não promovam o diálogo tá E mais uma vez o
papel do professor n como ponto em Passagem ética professor que bonito isso gente Professor como ponte passagem ética né Professor mediador que precisa colocar-se como ponto e passagem né passagem para essas relações de alteridade que instaura um Adir ético com uma alteridade humanizando as relações através do encontro com o infinito do outro tá que é a beleza dessa dessa compreensão do professor como ponte de passagem ética a gente vai eh indo para uma finalização dessa aula e vou destacar ainda três pontos tá dessa implicação da autoridade na prática pedagógica primeiro educador aberto ao outro segundo
como espaços para intersubjetivo né que possibilite essa convivência humana e abertura autoridade e o terceiro é repensar os processos pedagógicos a gente não pode manter processos pedagógicos como vem mantendo a partir dessa perspectiva né de quação de hierarquia de transformar o outro num inimigo né então a gente não pode manter o mesmo processo pedagógico a mesma prática pedagógica a partir do momento que a gente se entende como educador no conceito de educador ponte passagem ética uma responsabilidade eh ética profunda tá e Último Ponto então pra gente concluir essa abertura A Face a Face quer dizer
como é que eu me deparo com o outro é convivendo com o outro é olhando para o outro é falando com ele é é estando no mesmos espaços que ele está né então abertura as interpelações quer dizer Os questionamentos aquilo que que vem até mim do Face a Face entre alunos pais e professores é fundamental pois a ação educativa é um trabalho coletivo quer dizer eu não consigo fazer esse trabalho se eu não envolvo toda comunidade escolar né se o linar o rosto é o que não se pode transformar no conteúdo não é conteúdo que
nosso pensamento abarcaria o outro não é um conteúdo não é um conceito né mas ele é incontível e e é é está além de mim né então a relação Face a Face questiona o conhecimento do Equador que ganha sentido diante da autoridade concreta do outro que do outro que é mais uma vez né diferente de mim e que faz essa relação intersubjetiva ter sentido a partir do momento que eu compreendo que ele eh faz parte de uma comunidade que essa comunidade precisa se se intercomunicar e a partir disso dá novo sentido essa relação que se
baseia a partir do despertar do professor né para que a gente construa Em uma sociedade melhor uma comunidade melhor um espaço educativo melhor era isso a gente se vê numa próxima aula obrigado