Oi oi oi meus Raios de Sol como vocês estão que tal Hoje a gente relaxar um pouco a mente e os corações e adentrarmos ao universo mais espiritual mais metafísico mais Sobrenatural ah hoje eu trouxe um recorte pra gente dar uma olhadinha na estética da arte eh Sacra religiosa eh a gente dá uma olhada no sagrado né Eh em algumas peças de arte do mundo ocidental pra gente dar Mesmo um um um um suporte visual vamos dizer assim imagético eh eh para pensar esse tipo de conceito né que é um conceito bastante interessante do ponto
de vista eh de uma necessidade humana vamos dizer assim ao longo do tempo eh da existência do homem aqui na terra e também que tem algumas características muito próprias né na na sua representação nos seus porquês né de criação e que eu acho que pode ser também um motivador para para Processos criat iOS né de de de arte eh nesse sentido de utilizar dessas eh simbologias dessa ah perspectiva mais eh eh metafórica muitas vezes eh e enfim vamos dar uma olhadinha juntos nisso e eh perceber em diversos tempos e e culturas diferentes também como que
essas coisas se assim bom a gente pode pensar arte sacra a princípio né Eh diferenciando também da arte religiosa tá eh então é dizemos logo que é uma manifestação artística que retrata a reli religiosidade e a devoção Ou seja é um tipo de trabalho temático né a gente tem aqui um tema Então dentro desse pensamento de conceito de dar uma designação uma uma eh denominação eh Uma ah relação de significado de ideia de passar determinada ideia a gente já tem que muito eh eh redondinho né O que que significa assim então é a arte relacionada
com esse aspecto da devoção né por Excelência abrangendo vários Campos como a pintura A escultura os mosaicos e a arquitetura a arte sacra envolve também outros gêneros de ornamentações sagradas como artefatos e Vestimentas Então a gente tem dentro dessa sacralidade não necessariamente apenas aquela eh formação né Eh daquilo que a gente considera como arte primordial né que é a pintura ou A escultura ou linguagens afins nesse sentido né desenho gravura e tal mas eh por vezes uma vestimenta mesmo uma ornamentação uma indumentária é um trabalho ali e feito para esse fim né da da devoção
da religiosidade e tudo mais Eh arte religiosa reúne obras artísticas de cunho religioso e pode ser apresentada por culturas de Santos e pinturas de passagens bíblicas por exemplo Essas manifestações geralmente estão fora dos lugares de cultos e rituais religiosos então vejam só a arte religiosa não necessariamente é Sagrada é Sacra né Nesse sentido porque ela pode ter uma iconografia religiosa pode representar alguma Divindade alguma algum Santo uma figura da religiosidade e ela não necessariamente servir para prática religiosa de um ritual de uma cerimônia né de um uma missa ou alguma coisa assim né num Altar
eh devocional para um um um grande público de Devotos e tal ela pode simplesmente eh decorar uma ambiente ou eh ser de um altar individual e ter ali Uma relação individual que com com a figura que o detém que pode inclusive ter mais de um um objeto devocional que não é da mesma doutrina religiosa já a arte sacra as obras de teu religioso que estão relacionadas aos rituais Ou seja quando a gente vê lá um um um um altar religioso em determinado templo igreja eh sei lá eh eh eh terreiros né de umbanda ou templos
budistas enfim aquela figuração ali que Que decora o ambiente devocional ela ela tem uma relação com o sagrado e com esses rituais né sagrados de de aspectos de cada cada religião sua função é adornar os locais em que os ritos e celebrações religiosas ocorre assim envolvem as sensações de religiosidade e fé dos fiéis envolvidos mediados por um ambiente sagrado chamado de espaço litúrgico então Vocês conseguem ver a diferença arte religiosa não Necessariamente é arte sacra né ela tá em local diferente da eh proposta para um ritual específico da religião ela então ela não é necessariamente
Sacra eh gente e e eu não sei se vocês estão percebendo né Espero que não não Engraçado eu tô aqui falando com vocês e e e minha cabeça tá tão tumultuada hoje vocês me perdoem se de vez em quando me perder um pouco e e às vezes até repetir coisas que eu já falei porque eu tô assim hoje tão voadinha tem dia que a Gente tá assim né com a cabeça mais mais longe do do do Ofício uma das coisas né que que a a espiritualidade nos propõe é manter-se no presente né de corpo alma
e coração está aqui com foco eu vou tentar colocar meu corpo minha mente e meu coração aqui tá gente me perdoa esse esse momento de de distração vamos lá Venus de lendorf por que que eu trouxe a Venus V lindorf pra gente começar a ver essas imagens né com essa Relação com o sagrado com devocional com a espiritualidade tal muitos de vocês já devem ter visto a Venos de lindorf de alguma maneira eh em algum lugar né Eh seja em um livro eh seja em um uma reprodução pela as redes sociais seja um um um
uma cópia né Eh da imagem para vender como lembrancinha como suvenir não importa quem nunca viu a nossa menininha gorduchinha é considerada aí um um um um Um um um ícone né da história da arte porque ela tem uma relação muito bacana com essa coisa de ser uma das primeiras grandes obras aí encontradas feitas pela pelas mãos eh dos primeiros H seres humanos né Eh no período pré-histórico então é uma uma relação assim de de guardar mesmo essa Esse aspecto ancestral da humanidade e de retratar essa experiência artística essa necessidade de se construir objetos Artísticos
desde muito muito muito muito tempo atrás Claro que não com a mesma relação tá isso aqui é importante a gente pensar quando a gente fala em arte pré-histórica a gente vê a coisa eh sob o aspecto de estudiosos que encontraram essas coisas muito muito muito depois de terem sido feitas em sítios arqueológicos Então os arqueólogos os historiadores estudam aquilo lá e dão ali o significado eh mais próximo daquilo que talvez fosse Né mas a gente não tem provas eh documentadas né Eh da Razão de serem feitas esses objetos no período pré-histórico vamos sab que no
período pré-histórico gente não existia escrita né era tudo de maneira oral né que que que existia comunicação entre as pessoas então não não se tem registro escrito mas a gente tem pinturas rupestres nas cavernas que deixam ali rastros dos que de de de da passagem desses eh primeiros homens na terra né De dos hominídeos né dos homens primitivos pré-históricos E aí tem-se alguma proposta vamos dizer assim sugestão de que eh é uma necessidade humana ao passar por aqui deixar um Rastro deixar um registro deixar uma memória pensar que espectativa de vida era muito diferente da
de hoje então assim além deles não entenderem a morte como muitos de nós ainda não entendemos Mas a gente hoje consegue captar melhor eh um pouco essas essas ideias mas aí além de não entender a morte eh morriam muitos jovens né Muito cedo porque viviam sob ameaça eram nômades viviam se escondendo de outros grupos eh em brigas territorialistas eh se escondendo da da de animais do do clima né do do da chuva do sol escaldante e das eras glaciais enfim e muito desses registros que a gente tem nas nas cavernas era como se Fossem sortil
né coisas meio de uma tentativa de de amarrar alhe a alma registrar alhe a alma dos animais e tentar ali sobrepor-se sobre a natureza ou mesmo de registrar ali um momento de caça e de de conquista e de passagem dizer meio que eu estive aqui né alguma coisa assim então sempre existiu essa necessidade de registro e muito antes do Advento da fotografia eh pensar que a humanidade já tra através eh das pinturas né então a gente Pode pensar que a pintura de alguma maneira ela é o repertório imagético por Excelência da humanidade né a gente
tem muita coisa que a gente sabe hoje em dia eh de culturas que já se modificaram e algumas que já até deixaram de existir eh através das pinturas então a gente sabe como são os comportamentos eh as vestimentas as dentárias os adereços A Hierarquia social muito através dessas imagens que eh foram registradas pelos eh então Artistas né pelos artífices por aqueles que de alguma maneira eh deixaram esse legado histórico né pra gente conhecer a história da humanidade através das imagens eh principalmente nesses períodos em que a escrita não existia então não tinha documentação registrada Ali
pela escrita Mas vamos lá na nossa Vênus vamos imaginar Vênus gente como uma figura de devoção tá Por quê a princípio tem-se uma ideia de uma sociedade matriarcal naquele período Porque eh essas Vênus eram feitas em em continentes diferentes em lugares diferentes a gente tem registros dessas esculturas com essas características eh tem uma relação que imagina-se né as mulheres eles eh gestando né gerando vida e e aquela falta de explicação científica de como que aquilo acontecia como que as mulheres deveriam né Eh ser reverenciadas por essa Essa eh característica tão Divina né que é a
de gerar a vida então eh eh além dessas questões todas assim de de umas uma cultura tava se formando meio que se ajustando nos lugares né se firmando eh eh o seu pé no chão Depois de deixar de muito tempo sendo nômades eles começaram a ser agricultores formaram ali suas famílias seus grupos sociais começaram a construir abrigos então eh a gente pode dizer né que os primeiros arquitetos do mundo já estavam ali nessa Transição nômades para agricultores e tal mas essa ideia de devoção de buscar uma espiritualidade de buscar um contato com o Divino e
aqui eu digo Divino gente seja ele qual for dentro da crença de cada grupo social de cada tribo né de cada eh eh eh nação não importa né eh e e é claro não vamos romper com um indivíduo que acima de qualquer coisa é muito importante né o próprio indivíduo pode escolher seus caminhos espirituais Mas eh essa necessidade que nós temos de buscar uma espiritualidade Ela Vem de um vazio que acredito que seja um dos mais difíceis de serem preenchidos que é o sentido que a gente busca pra vida né Por que que a gente
tá aqui para que que a gente tá aqui qual que é o Nosso propósito a gente tem algum Qual que é o sentido dessa vida né Eh por vezes tão injusta tão cruel eh Por que que eh uns T muitas condições de de de viver essa experiência com tranquilidade com conforto com saúde outros passam tantos tantos tantos perrengues né Eh e o porquê da Morte né o que que acontece depois da morte é Um Apagão completo é o é é o a escuridão eterna ou a gente tem uma segunda chance e a gente tem uma
consciência que prevalece no fim das contas eh a gente não vai ver nunca um um animal né Nós somos animais com as com Características da racionalidade que os outros todos na natureza não tem eh e de alguma maneira se tem ela é muito menos desenvolvida né do que a nossa senão a gente não vai ver um animal de frente para um altar ajoelhado para umaa imagem eh se conectando com alguma coisa no universo que a gente não vê né Isso é nosso isso tá na gente isso tá eh de alguma maneira moldando inclusive culturas ao
longo dos séculos Né Então essa busca pela espiritualidade sempre esteve eh permeando a evolução humana a Venus de lendorf provavelmente é uma representação disso pelas suas características Tá talvez ela seja ali uma deusa mãe uma representação da ideia de fertilidade eh de abundância de fartura e e tal por quê ela tem essas características clássicas Eh do corpo humano num período ali de gestação ou senão relacionado com esse quadril né com esse corpo que abriga Ah um outro corpo né um ser vivente ela tem a protuberância nos seios né tem essa relação com seios maternos cheios
de leite ela é robusta ela é gorducha né Ela é chamada de forma esteatopigia que significa gordura Então ela tem todas essas características da mulher que tá no destaque para esse feminino de gestação E de e de maternid Então a gente tem destaque para os seios para genitália para essa gordura né no quadril para essas formas mais arredondadas e a gente não tem por exemplo um destaque no rosto o indivíduo aqui não importa ela não tem um rosto definido não é importante para essa Vênus né que ela seja representação de alguma coisa indual né ou
de algum aspecto de beleza não ela tem outras Características então o rosto é indefinido mas a gente tem um rosto Indefinido que tem algumas coisas que são aí ditas pelos pelos estudiosos né que pode ser ou eh um monte de de olhos significar um monte de olhos talvez ou um penteado da época não é não é muito definido o que seria né mas o que se tem de relação aqui primeiro que a gente tem que pensar a Vênus de willendorf O que que significa uma Vênus Vênus é um nome dado quando ela foi descoberta claro
né No Sítio Arqueológico do paleolítico em endof em na Áustria em 1908 gente tá então deram esse nome de Vênus Vênus é eh dentro ali do Panteão né Eh Romano adeus eh da beleza né deusa do amor e tal que é a equivalência da Afrodite na Grécia né então é uma deusa que veio muito depois desse período aí tá bom E essa relação de daom de Vênus por causa dessa dessa mitologia greco-romana permeia sempre esse nosso Imaginário com relação à beleza ao amor né ao aspecto feminino e tal bom olha o que que é interessante
a gente pensar nessa Vênus olha o tamanhozinho dela 11 cm e aí eu pergunto a vocês quando a gente vai a uma igreja a um templo a qualquer espaço de ritual sagrado a gente vê imagens muito pequenininhas nesses Altares ou elas são maiores para que se tenha condição de ver um pouco mais de longe mais pessoas vem mais Longe ao chegar a ao se aproximar dessa imagem eh reverenciá-la se ajoelhar diante dela com respeito então elas são maiores né a Vênus é muito pequenininho podemos deduzir que primeiro né um período em que não tinha ali
uma formação de solo fixo né para para uma comunidade eh construir igrejas né segundo por ela ser muito pequenina talvez ela seja tipo um amuleto certo ela pode ser carregada com Facilidade ela pode ser levada de um ponto pro outro eh E por que mais eh podemos pensar que ela não é um um um um devocional fixo né para ficar num lugar fixo ela não tem pé né cadê os pezinhos da Venos Ah não é importante porque ela também não tem os braços definidos ela também não tem o rosto definido o importante é é mostrar
essa essa Esse aspecto feminino da da gestação da fertilização tal tal tal mas o pé numa numa escultura né dá uma Firmeza dá uma base eh para fixar a figura né Eh eh no suporte Então essa falta de pé talvez desse um desequilíbrio para essa figurinha né então é possível que ela seja para ser levada E por que que eu digo isso porque isso aqui é uma outra Vênus encontrada na Itália e ela tem as mesmas características não tem rosto definido não tem pé né ela não tem os os pés para serem fixos para para
darem Suporte para darem firmeza para darem ã uma uma solidez ali da figura para um devocional em um altar e ela tem as características ali do se protuberantes o ventre né protuberante Então as caracterí dessas chamadas Vênus né pré-históricas Eh eh são semelhantes e veja que elas estão em Pontos muito diferentes então provavelmente elas transitaram pelas Mãos das pessoas que carregaram né tiraram de um ponto levaram para outro e e enfim Então essa Esse aspecto devocional já surge aqui e tem algumas características Claras de um de um um aspecto simbólico imagético que é dessa relação
com Quais características dessa imagem precisam ficar eh eh evidentes para que isso aconteça né para que esses devocional aconteça bom aí a gente pensa na mitologia por exemplo né a mitologia é Um sistema de crenças compostas por uma série de narrativas chamadas de Mito essas histórias buscam explicar tudo que existe e é importante para a sociedade os mitos são histórias que explicam a existência de diversos Elementos da natureza assim como ensinam sobre o comportamento humano então vejam só olha aqui a gente já pensando que aconteceu aí uma evolução a gente já passou da linguagem oral
PR linguagem escrita né E aí começa a se pensar Nesses registros de histórias mitológicas incríveis heroicas e maravilhosas para se explicar algumas coisas da natureza que ainda não se conseguia explicar eh e para se dar uma condução moral no comportamento humano muitos dos Deuses mitológicos né representam algumas características humanas que devem ser evidenciadas ou devem ser buscadas por aqueles que eh estariam ali em em em algum contato Devocional com essas figuras a a coragem a força eh a dignidade eh ser destemido diante de uma batalha né Eh ser eh protetor da família ser protetor dos
seus companheiros num num exército então tem tem esses Deuses que representam essas questões a justiça né Eh a a ética isso sempre permeou mesmo Imaginário humano de se criar figurações e imaginações né Eh partir eh dos Artistas dos dos filósofos dos pensadores que moldavam esse Imaginário para se criar essa essas essas figurações bom antes de se pensar naquilo que a gente tem como também um uma coisa comum né a gente fala em mitologia a gente puxa lá na mitologia grega Romana né aqueles Deuses né apolos Zeus Afrodite que que a mesma coisa que a em
Roma Então os romanos de alguma maneira adaptam né pro seu Panteão o o o Que foi o Panteão ã grego e tal mas um pouco antes disso acontecer a gente tem que pensar que muita da base imagética que vai acontecer na Grécia eh parte do Egito né da civilização egípcia e desse contato com com com com a arte egípcia eh no domínio D essas terras eh pelos gregos a arte egípcia ela é espiritual por Excelência Né tudo nela é voltada pro céu vamos dizer assim pro depois da morte a importância que a cultura dá para
imortalidade né o depois que essa carne né não não servir mais como invólucro como eh vestimenta da Alma vamos dizer assim é enorme né tanto que aqui está eh a mumificação né toda aquela a ferramenta eh eh eh científica avançada para se conservar os corpos pensando nessa ideia de imortalidade Então é uma cultura que pensa muito no depois na vida após a morte nessa questão da Alma desse significado dessa relação do divino com o o material os faraós né eram considerados aí seres divinos eh que tinham os poderes divinos aqui na terra então tem sempre
essa relação com uma ideia de deuses né Eh e E aí essa essa divinização vamos dizer assim da Cultura né pode ser vista nas Imagens a arte egípcia ela não que eles não soubessem é uma cultur T extremamente evoluída né um dos períodos históricos que a gente tem aí grandes mistérios inclusive da sua da sua eh eh eh evolução do seu Progresso como Cultura né como que uma cultura tão antiga teve tantos avanços e tal e a pessoa fala assim mas por que que as pinturas não eram mais perfeccionistas vamos dizer assim né Eh Por
que que não eram Parecida com a com a com as maravilhas renascentistas por exemplo né que tem uma anatomia perfeita e tal não era a intenção gente quando a arte tem uma relação simbólica de passar uma mensagem pensar que muitas dessas imagens que ficavam ali eh nas paredes nos vasos utilitários eh elas tinham uma intenção mais de passar uma mensagem para uma população também analfabeta em sua maioria e deixar essa essa ideia hierárquica e há Também aquelas eh eh discussões a respeito de de que ali eh nessas pinturas principalmente nas no sarcófagos né dos faraós
tem uma uma uma questão simbólica codificada eh de realização de rituais inclusive mas é uma uma intenção de se passar uma mensagem de forma mais naturalista vamos dizer assim que é aquilo que copia assim a forma natural das coisas a gente consegue identificar nessa figuração mas ela não é realista ela não é Hiperrealista né não é impressionista ela tem um gestual contido é tudo como se fosse meio que um puxadinho dos hieróglifos né que é a que é a escrita egípcia vamos dizer assim que já é de alguma maneira um um processo de de de
desenho de um gestual ali imagético mas ela tem uma relação com essa coisa simbólica e sintética né de sintetizar mesmo forma e aí a gente tem por exemplo aqui eh eh a questão tridimensional e e a questão Bidimensional para vocês verem que elas quase são da mesma coisa no sentido de que elas são estáticas contidas simbólicas mesmo e eh E sintetizadas então assim A escultura egípcia ela tem pouca mobilidade ela tem pouco movimento né ela tem pouco gestual Ela é dura ela é é é é muito fechada em si mesmo né Assim como é a
a a pintura mas a gente percebe esse ideal da Espiritualidade esse ideal da relação com com o mundo eh transcendental justamente nessa contenção de gestos nessa falta de expressão eh nessa solenidade de representação nessa essa figuração concentrada em representar alguns aspectos Claros da na indumentária na hierarquia por exemplo aqui a gente vê o Faraó com um passinho muito discreto né um gestal muito Discreto à frente da rainha deixando claro A Hierarquia Faraó e rainha eh mas o olhar é vazio o olhar a distante né aquele olhar que olha pro horizonte que não olha diretamente pro
espectador tem um um um aspecto de soberania né nessa figuração na pintura a gente pode ver a ideia de zoantropia né Eh Deuses híbridos metade homem metade bicho Então a gente tem Eh uma cabeça de um animal num corpo humano né humanoide isso também é típico da da da da da religião da religiosidade egípcia né Eh que fazia esse hibridismo eh eh nas imagens porque tinha essa relação com aspectos da natureza em comunhão com com o homem né essa tecnologia espitual deles eh é é muito própria né é uma uma uma cultura politeísta né acreditava-se
em Vários Deuses que representavam momentos diferentes para situações diferentes e eles tinham esses aspectos eh de relação eh híbrida né E aí a gente percebe essa necessidade sempre eh de buscar uma espiritualidade um um um um algo sobrenatural para fazer sentido né a nossa passagem por aqui Aqui nós temos eh eh uma figuração da arte grega né uma escultura grega Então já num avanço né um pulo aí enorme na história mas é é importante a gente perceber esse essa ideia de de escultura como representação eh anatômica perfeita aqui a gente já tá num período em
que buscava-se uma relação mais homem do que Deus como centro das coisas tá E ela é mais ligada à inteligência do que eh ao Espírito mas não foge dessa narrativa mitológica de Deuses e semideuses A tá Meio mesclado aí né só que aqui as as figuras de deusas já e Deuses têm já uma uma relação com a figura humana né eles são humanizados aqui tem mais gestual aqui tem mais preocupação com com com uma certa expressividade com uma certa ah idealização da beleza né Eh e da perfeição anatômica humana mas eh ainda essa busca por
uma tentativa de se alcançar o o o o céu o transcendental o Sublime né a Perfeição através eh das representações de deuses né Olha só mais uma Vênus né Eh representação da Beleza representação do amor né de toda essa essa relação do aspecto feminino e aqui já num período muito bacana eh da da escultura eh grega né e e e depois a Romana que se baseou muito nela que já é essa dessa certa dramaticidade dessa movimentação e Esses planejamentos maravilhosos né Eh esculpidos em mármore que parece um tecido mesmo esvoaçante eh leve né e é
maravilhoso como que eh conseguiam né esculpir em algo de uma de uma material tão rígido sólido tão diferente da leveza de um tecido fazer um tecido com tanta perfeição né a nossa vitória de Sam motra aqui não sabemos onde está a cabeça foi encontrada assim faltando cabeça faltando o braço né E e Aí tem só uma parte é porque também muitas dessas dessas esculturas eram encontradas assim né faltando pedaço então não sabemos como que é a a a a cabeça da vitória de s trç mas o que é importante ver aqui é essa figuração aí
relacionada com com eh esse ser né Sobrenatural porque ela é alada ela tem né e eh eh um um híbrido aí também entre humano e o e o animal e é claro a a a a a a perfeição A Busca Pela perfeição eh desse período em Relação à representação artística porque aqui a gente tem uma sociedade uma cultura mais voltada paraa questão material né é mais o homem aa de todas as coisas então busca-se essa essa tentativa de de relacionar mais com as coisas reais né e não transcendentais mas vejam que eh a narrativa mitológica
simbólica eh espiritual permanece daí a gente vai pular um pouco para outro período histórico já Eh depois de Cristo né quando eh eh eh acontece toda essa transformação eh depois da da passagem de Jesus Cristo na terra a gente passa por um período ali de uma de uma arte Eh chamada de paleocristã né que é criada pelos seguidores dos ensinamentos de Jesus né Eh que foram perseguidos pelos Romanos né no primeiro momento né que e que que desenvolviam ali a sua arte Colossal eh eh que a gente tem aí os exemplos até Hoje Dessa arte
monumental Romana e ã eles são né o povo ali que de alguma maneira crucificou ali Jesus e tal eh Então os primeiros cultos eh desse grupo né de de de de seguidores de Jesus e que eh faziam essa arte né sem assinatura A gente não tem ainda essa coisa do autor como referência importante isso também demora um pouco a acontecer a gente tem mais na eh eh na na arte greco-romana porque tem esse individualismo então tem Essa preocupação com o o individual o indivíduo então tem muita assinatura em obra de arte a gente não vê
por exemplo na arte egípcia essa importância e isso vai se firmar de fato essa importância de autoria e de artista dar uma desvinculada da de outros artífices né de um artesão de um marceneiro de um serralheiro de enfim de outras funções de outros ofícios na Renascença então bem mais para frente eh e aí então eh eh os primeiros cultos Cristãos eles eram celebrados ali em catacumbas e cemitérios né subterrâneos em Roma pensando que eles eram perseguidos então eles tinam que fazer a coisa mais escondida e aí eles iam para essas catacumbas né Eh a legalização
do cristianismo acontece ali no ano 3133 né Eh depois de Cristo e teve início ali a segunda fase da arte paleocristã que vai ser a fase basilical aí então vão Construirse as basílicas com as pinturas dentro delas e aí já fica aberto para as pessoas irem sem precisar se esconder né Eh bom hã cenas religiosas da vida de Jesus Cristo da passagem de Jesus Cristo né é a base aqui da arte faleu cristã aqui eh em uma catacumba em em Roma tá um pouco Indefinido claro né é uma é uma a pintura feita diretamente ali
na na pedra né na na das da catacumba Então natural que isso vá deteriorando com o tempo então a gente tem uma coisa assim meio manchada né Eh que a gente quase não percebe a forma mas eu acho que dá para vocês verem aqui que tem uma relação né Eh pelo próprio título da obra Maria com menino de Jesus com a Virgem Maria e o menino então a gente consegue identificar aqui eh algo como três figuras humanas né Eh a do lado direito aqui tem a a Figuração da da mulher com o menino e do
lado eh esquerdo tem uma outra figuração que parece tá de péssimo eh é provável que também a Maria não sei se estava sentado ou em pé na gro porque a gente tem tudo meio lascado aqui embaixo né então a gente não ver a figura inteira não sei como seria a a composição disso não não dá pra gente ver é tudo muito muito eh difícil de definir aqui a forma né Por causa dessa coisa do próprio tempo mesmo Mas a gente consegue ver algumas características aqui Claras né Eh figuração chapada não tem preocupação com perspectiva com
a anatomia perfeita é algo simbólico eh estilizado sintetizado né então é mais ou menos essa ideia mesmo de se passar uma mensagem por esses símbolos eh eh clássicos né Eh da religião eh mas não é necessário que seja uma Cópia fiel da realidade né é uma linguagem né É É uma emissão de mensagem eh não necessariamente uma uma cópia da natureza da vida voltando à ideia de Estamos indo para o espiritual quando a gente vai para coisa muito espiritual tem uma uma tendência aí para para essa coisa com gestual mais contido com menos eh Realismo
ah Algo mais simbólico mais mais estilizado sabe E isso acontece aqui em outros momentos né Eh históricos na história da arte aqui a gente tem já essa passagem Então dessa dessa dessa fase das catacumbas né para PR pra fase basilical e para essas construções de grandes espaços devocionais né então a gente tem aí os museus perdão gente os Mosaicos e as miniaturas como linguagem né como técnica artística de representação e de montagem desses espaços e aí a gente permanece com aquela ideia de contar ali a história de Jesus da passagem de Jesus com algumas passagens
com algumas figuras importantes os apóstolos a Virgem Maria e tal mas permanecemos com a ideia de tudo muito chapado uma figuração eh sem grandes perspectivas sem grande gestual com um um Distanciamento do espectador em relação à figura né tá essas figuras uma transcendência que nós eh Mortais né Devotos não temos e eh um aspecto de grandiosidade né uma tentativa de se buscar eh nessas abóbodas nessas eh eh nesse preenchimento de ornamentação de de algo que deixa um aspecto Celestial nessa busca pelo céu pela asese através dessas pinturas então Eh muito dourado com azul que dá
Esse aspecto Celestial e também Uma certa nobreza uma certa riqueza eh eh eh muitos pontos né Eh que parecem pontos Estelares no céu [Música] eh a gente percebe uma questão geométrica né Eh como com e essa ornamentação eh a geometria também é muito simbólica é muito característica dessa Harmonia dessa ordem né Eh das coisas na natureza então eh essas imagens né Essa iconografia Cristã nesse período paleocristão e depois que foi eh eh se desenvolvendo acabou indo para para para arte Biz Ina né Eh que é a arte do Império Bizantino e que foi continuação do
Império Romano na antiguidade tardia eh que é mais ou menos o período ali entre eh entre a antiguidade clássica greco-romana e a idade média Então a gente tem A Bizantina então é uma evolução da arte ali da paleocristã nas Catacumbas pras basílicas e a coisa Cresce né então a gente tá aqui com com alguma coisa muito bem construída imageticamente nesse período ali eh em Constantinopla que hoje né atualmente é Istambul então Eh e que era conhecida como bizâncio né no período por isso arte bizantina E aí a gente vai vendo essa ideia de ir acrescentando
cada vez mais riqueza eh e nessas figuras e essa relação do Poder com a religiosidade né então a Gente tem aqui por exemplo eh eh a Virgem Maria sempre muito retratada né a mãe de Deus essa essa figuração intercessora né entre eh nós e e e Deus através da mãe de Jesus e e e tem sempre um um um um um um olhar de lamento e e e as mãos né Eh ali ou em oração ou ou ou ou eh e acolhedoras Ah e é claro a simbologia na nas vestes né Para que se Identifique
a Virgem Maria né e [Música] e e no próprio olhar né Eh esse olhar de de uma certa tristeza de uma certa melancolia mas também um olhar doce né um olhar que recebe que que abraça né pelo pelo pela gentileza e a doçura eh do rosto feminino da virgem mãe e aí a gente tem aqui Um exemplo de como que eles eh Os imperadores né tentam juntar ali com com o poder da Igreja e como que eles mais ou menos se colocam ali num num numa referência Divina né de poder e de de importância merecendo
ser rever a gente tem aqui Maria e Jesus no centro e o Imperador eh João seg comeno e a Imperatriz Irene né representados aqui na no no Mosaico da Basílica de Santa Sofia vocês reparem Bem Além deles estarem hierarquicamente aí num num lugar e fala assim ah mas a Virgem Maria Tá no centro ela é mais importante né então o espiritual e depois o o material né Cada um de um lado e tal é simétricos aí gente mas olha a auréola a representação do divino que a gente vê nesses aspectos angelicais e santos né que
é esse círculo em volta da cabeça que representa essa ideia de iluminação e de Divino tá nas três cabeças né olha só Imperador e Imperatriz que ousadia serem divinos as roupas muito ricas né a gente repara que eh É claro é um uma uma Uma representação muito simplória vamos dizer assim sobre e eh eh eh eh aspectos ã de uma representação mais realista mas a gente percebe pela escolha de cor pela pela escolha de detalhes né parecem tecidos muito ricos e e a a a a o Imperador e a Imperatriz com muita riqueza nas coroas
né Muito Dourado muito então tem essa relação com o poder né E as coisas já começam aí meio que se Misturar né o poder e e o transcendental né alcançar essa transcendência tem essa relação com com com a o propósito né de vida desses poderosos aqui a Basílica de Santa Sofia Lindíssima né Eh e essa relação de grandiosidade eh de ambientes que deixem a gente pequenininho ali eh né Para que pra gente entenda que a transcendência é que é É algo elevado importante né mais importante do que do que nós meros Mortais eh então em
geral essas hã moradas né de Deus em suas diversas formas aqui na terra Elas costumam ter Esse aspecto de de de grandiosidade em suas construções né abóbodas Eh portais Torres né que são características aí dessas dessas construções que também aí tá em transição com com com o período medieval que teve construções belíssimas sobre Esse aspecto né da ascendência eh Divina Através da da da arquitetura a figura de Cristo é pantocrator aqui gente né que é um dos iconos mais utilizados desde os primos do cristianismo veremos ele aqui tudo no espaço de celebração conduzia para a
centralidade de Cristo e de seu mistério de vida morte e ressurreição quem é o Cristo pantocrator é este aqui eu acho que vocês já devem ter visto né muitas dessas representações com esse Cristo Nessa posição de eh eh frontalidade né que tá aí Direta em comunicação com seus fiéis pantoc Crato quer dizer Senhor e criador de tudo tá gente então Ele é o todo poderoso Pan tudo Crato governo aquele que tudo governa o centro Espiritual do ícone é esse rosto né olhando para a frente em comunicação Direta com a gente eh essa frontalidade desse Cristo
Pantocrator voltado para cé você já perceberam não olha PR a pra gente tá com aquele olhar eh eh de de dor e de sacrifício e tal eh tem alguns que estão olhando assim meio que acima né parece tá olhando a linha do horizonte mas não tá lá um olhar direto e aqui a gente tem um olhar um pouco mais próximo essa figura que tá direto comunicando com a gente né e uma foto 3 por4 né Eh de Jesus vamos dizer assim então a gente tem essa mão Que abençoa né Eh nesse símbolo de de de
de Veja a mãozinha sempre nesse aspecto de de de bênção né aquele simbólico eh sinal da cruz que a gente faz nome do pai do filho do Espírito Santo com essa mão eh nessa posição eh tem uma uma ideia né É É ele que nos dá a mão é ele que nos fortalece né né aí a gente tem Ah perdão esse livro sagrado né Na outra mão né no outro braço carregado no outro braço o evangelho a palavra né Eh ele é o caminho a verdade e a vida né através D sua palavra a gente
chega a ele então Hã Olha como a gente vê aspectos bem simbólicos nessa representação né Eh do Cristo pantocrator O Iluminado uma figura iluminada né Eh essa auréola que dá o aspecto Divino a ele Eh a gente pode pensar né Essa essa coisa de que tem aí uma relação com com quando a gente tá diante da figura né né de Deus é um momento de silêncio é um momento de introspecção de através da oração se chegar a ele é um momento de tampar os ouvidos pro pro pro pros ruídos do mundo então a gente tem
e e eh as orelhas um pouco tampadas né pouco expostas pouco evidentes e e ainda temos essa coisa muito chapada Muito sem perspectiva muito sem preocupação de ser algo hiper realista mas é é mais simbólico mesmo né bom aí a gente vem [Música] para pro período medieval e a gente vai encontrar a a ação de Cristo e da Virgem Maria em diversos aspectos mas também mais Simbólico mais distante do que realista ou direto numa comunicação né Eh a anatomia muito disforme é tudo meio deformado eh percebam esse Cristo aqui eh são obras do gioto né
que é um artista aí que foi uma referência pros renascentistas porque aqui ele já tava tentando buscar essa comunicação um tanto mais realista né Eh nas figurações Mas ainda eh tem alguns alguns elementos aqui n na Perspectiva que incomoda sobre Esse aspecto da perfeição da busca por aquilo muito harmônico né que os renascentistas vão fazer com mais eh adequação vamos dizer assim mas olha esse Cristo como ele é deformado né anatomia estranha os braços muito alongados o tronco muito longo a expressão é uma expressão assim realmente parece que ele tá dormindo né para quem tá
sendo crucificado era para Ele tá mais sujo de sangue mais machucado né a gente tem por muito tempo uma representação eh simbólica desse Cristo crucificado sem muita marcação da violência que Óbvio foi né a crucificação de Jesus porque é uma morte terrível e brutal a gente começa a perceber uma uma outra Face dessa iconografia de Cristo eh um Cristo mais manchado mais marcado mais machucado mais ferido mais esgotado Mais maculado mais ensanguentado eh isso parte pro nosso imaginário de uma forma muito Evidente e com o filme A Paixão de Cristo né do Mel Gibson não
sei se e Vocês já viram é um filme gente é É incrível como o tempo passa eu me lembro como se fosse ontem que eu vi esse filme pela primeira vez que eu fui ao cinema assistir teve toda uma repercussão né Eh eh sobre o filme porque ele é muito realista muito Violento né eh e já tem tanto tempo e então vocês mais novinhos talvez não tenham assistido ainda recomendo que assistam e isso independe da Fé da religião da crença de vocês tá gente é uma questão mesmo iconográfica visual plástica eh nesse sentido de pesquisa
visual mesmo é interessante de ver porque é uma perspectiva muito violenta Eh o filme mostra o período final ali né algumas horas antes da crucificação e é feito de uma forma Bárbara assim eh em todos os sentidos tanto da barbárie mesmo como como é Bárbaro visualmente bem construídas mas aí a gente começa a ver esse Cristo muito machucado né porque por muito tempo as pinturas eram assim aqui nesse por exemplo a gente vê um Cristo só com a Mar ali da da lança que Furam ele né Para terminar ali de para conferir se ele estava
vivo na ou morto na cruz que é a lança que o soldado fere ele mas não tem sangramento no rosto não tem sangramento excessivo Onde estão os pregos né nas mãos nos pés ele é muito ele é muito limpinho né Eh eh de alguma maneira é para que esse contato seja mesmo ah Estamos vendo algo transcendental algo Místico Sobrenatural né Eh tem um corpo Inclusive Eh sei lá meio cinza né cor mesmo de cadáver né es branqueado sem vida né Hum e aí a gente vem para paraa virgem com menino aqui do do do outro
lado e também estranhíssimo se a gente pensar essa virgem em pé ela vai sair da perspectiva totalmente em relação às outras figuras ali né que estão do lado direito do lado esquerdo já uma ideia de simetria que é muito utilizada ali na Renascença o que tem de um lado tem de outro para poder Ficar com o mesmo peso visual a gente vê pelo centro e vai convergindo né Eh toda a imagem para o centro através das da da das imagens que se abrem né e nas linhas pros lados mas é isso aí é uma figura
estranha também ela tem um corpo [Música] deformado desproporcional o menino estranhíssimo o rosto é parece de um homem bem mais velho né e num corpinho Infantil não há uma diferenciação muito clara entre a figura da Virgem Maria né da Madona com a figura do menino a face é muito parecida né então é é pouco importante essa ideia do indivíduo também de dar eles características muito importantes que o diferencie dos outros é tudo muito parecido as caras são muito parecidas né os rostos são todos mesmos eh uns dos outros e aí a gente tem essas figuras
eh todas essas figuras Eh tanto o Cristo contra nossa senhora contra os anjinhos com a auréola o o o o símbolo da iluminação né E essa iluminação é iluminação espiritual tá gente A iluminação da expansão né da consciência para transcender o espírito e então são essas Marc simbólicas de representação Sagrada né que a gente vê em todos os aspectos em muitas culturas por muito tempo Ah tá aqui o aspecto eh da do Trono né Eh a Virgem Maria num trono e as figuras em devoção ajoelhadas prestando reverência a respeito então essa ideia também de de
trono eh como que ela se confunde com o trono dos Reis né dos imperadores dos Papas tem essa relação Direta do Poder com essa visão espiritual e material da vida né que eu trouxe para você só uns exemplos de arquitetura medieval para vocês perceberem que tinha uma relação Com essa ideia de Fortaleza mesmo né as fortalezas de Deus eram lugares muito ã protegidos então existia uma uma uma coisa meio parecendo base militar da época né parecia mais um um um um uma base militar que necessariamente um aspecto de eh igreja de monastérios tal isso na
na no período da arte românica tá que tinha essa ideia mais de de firmeza de proteção De de coisas que eram feitas para durar sabe que tem que tem mesmo uma uma base sólida e mais paraa frente é no período da arte gótica é que a gente vai ter essa relação com essas construções imensas maravilhosas com Torres né Eh que acendem paraos céus e que são pontiagudas e que elevam mesmo pro pro alto grandes portais abóbadas Vitrais maravilhosos né que para passagem eh eh tanto da Luz pensar que é um período aí de completa escuridão
né não existia Ainda a lâmpada elétrica Então os lugares eram escuros Eram todos a luz de vela e aí durante o dia os Vitrais facilitavam muito filtrava a luz né e e e davam um um colorido com a passagem da luz solar pelos Vitrais que causava aquele aspecto transcendental de para ISO né de céu dentro das igrejas E é claro quanto maior o ambiente menor você se sente dentro dele você vê a sua eh ah como é que fala gente perde a palavra Insignificância diante das coisas transcendentais então a arquitetura Gótica ela é feita essencialmente
para isso né para se alcançar o céu e para saber da sua insignificância diante do todo poderoso já no Barroco vamos pular um pouquinho pensar Barroco eh eh com essa representação muito relacionada com com a igreja com a religião né com o cristianismo e tal foi um período em que a religião ali Dominou a gente tá Pensando em período da reforma da contrarreforma né da eh dessa transição né dessa dessa eh eh briga entre católicos e protestantes e todas essas questões e aí tem-se uma necessidade de de muitas encomendas né de de arte mais religiosa
para alcançar os fiéis para se comunicar com com os ideais cristãos ã mas mas o que que é interessante no Barroco gente o Barroco ele tem um aspecto humano né lembrar que o Barroco vem ali como um um um desdobramento aí do renascimento só que o renascimento era humanista materialista por Excelência né uma coisa mais individualista e aqui a gente volta pra coisa do espiritual só que no Barroco tem sempre aquela ideia de dualidade é o Deus e o Diabo É o céu e o inferno né é o espírito ter a matéria e É o
devoto e O Pagão Então essa dualidade que é muito humana e que faz essa essa com que motive essa busca do dos Devotos pela espiritualidade para explicar né Essa Essência humana e espiritual faz com que a arte barroca também busquem elementos da própria vida eh modelos né da própria vida aí eh eh eh normal eh eh do Povo normal então assim muitos artistas buscavam Eh modelos eh nas meretrizes nos bêbados nos marginais nos eh eh desabrigados né no nos eh camponeses em gente comum mesmo para poder servir de modelo para representar figuras sagradas e aí
quando isso acontece eh essa busca por esses rostos mais comuns né Eh de pessoas comuns de alguma maneira se aproxima um poucos fiéis né é uma tentativa de persuadir os fiéis para não perder eh Muitos fiéis nessa guerra Cristã aí com os protestantes que de alguma maneira eh queriam fundar aí um um novo aspecto religioso então eh a gente tem o Barroco com mais drama idade com mais movimento com gestuais mais caóticos vejam essas obras do Rubens por exemplo levando e para a a Cristo na cruz e depois descendo o Cristo da Cruz né eh
olha A movimentação desses quadros linha diagonal que já dá uma um aspecto mais Caótico do que aquela coisa centralizada e organizada que a gente tá acostumada a ver até aqui eh movimentação gestual desses corpos desses personagens na cena eh é é um todo relacionado aqui com com com a figura de Jesus né no nessa centralidade da narrativa mas essas figuras Todas têm as as suas expressões né corpos anatômicos com musculatura visível e movimentada olha como que a gente saiu Agora daquela representação simbólica ada sem perspectiva e estilizada e sintetizada para algo muito palpável né a
gente quase que tem vontade de pegar nesses braços né nesses músculos de tão palpável que é E então existe aqui um Realismo um expressionismo na arte barroca e o que que isso quer dizer ah o Barroco é expressionista Então é expressionista ele não está no movimento expressionista Que vai acontecer no século XX tá gente é expressionista porque tem muita expressão eh e ele não é também do movimento realista do século XX eh do século XX depois do século XX com o hiperrealismo perdão eh mas ele é realista porque ele busca aí uma uma relação com
a cópia da natureza né copiar as coisas tal quais elas são mais mais próximo possível fiel da realidade e o Barroco Tem uma é um aspecto de narrativa muito centralizada que parece uma cena de teatro né Eh como se tivesse um holofote uma luz cênica que vai direto ali no Ponto Central e tem um recorte Olha aí o prenúncio né de um recorte fotográfico Vamos pensar assim que que vai cortando aquilo que não é importante dentro do cenário então a gente por exemplo tem um corpo aqui nessa primeira imagem do lado esquerdo que tá cortado
Vocês estão vendo vai lendo né Eh vai passando por Todos os elementos a figura que tá aqui do lado direito a gente vê só assim na cena né com uma corda na mão ali mas a gente não vê o restante do corpo isso é muito inovador essa ideia de recortes né eh de de de de cena né que ao longo aí né da das representações até chegar nesses períodos mais ah modernos né da idade moderna vamos dizer assim e a gente não tinha a gente tem uma representação ou panorâmica ou eh centralizada em algum personagem
sem Esses recordes e aqui a gente já tem uma uma ideia de de de de cena recortada né que é muito inovador muito legal de perceber como é que o Barroco já é um prenúncio aí do que estaria por vir eh no século XX né mas aqui a gente tem uma representação da Fé de uma maneira mais palpável tá Olha o carabajo mestre Barroco né tenebrista as figuras que emergem da Escuridão seus Fundos escuros luz artificial cênica focada nas personagens e aqui a gente tem a a incredulidade do Tomé né Eh eh que que nem
São Tomé só acredito veno e aí Olha só como é que ele faz isso de uma forma real né o Tomé ali enfiando dedo na carne de Cristo eh para tirar prova de que ele está ali vivo né Eh depois da Ressurreição as expressões gente os o o o os apóstolos aqui eh são iguais esses tiozinhos que a gente vê o tempo todo aí Eh eh sei lá gente comum nas praças eh jogando xadrez né Eh sentado ali batendo papo nos Bares né senhorzinhos comuns com as linhas de expressão muito bem marcada com ruga a
barba né Eh esvan Olha aquele Senhorzinho que tá no fundo né a figura do Senhorzinho Provavelmente o caravage pegou mesmo um Senhorzinho gente como a gente né para usar como modelo então é mais realista nesse aspecto né Eh começa A se aproximar gente comum gente do povo para representar figuras eh sagradas eh cristãs nesse caso e aí vamos chegar no nosso alejadinho Olha o nosso Barroco aqui como exemplo Gente o Barroco aqui no Brasil ele tem um atraso aí para chegar né vamos dizer assim as referências e para acontecer aqui a gente tem que pensar
que o Brasil trouxe coisas de fora né Eh quando foi colonizado eh por Portugal Portugal trouxe toda uma referência acadêmica das Belas Artes vindas lá da França que era o ápis do Ápice do Ápice no momento eh porque passa esse período barroco e vai período ali rococó eh a gente já tá n migrando do eixo cultural da Itália paraa França né período da aristocracia francesa Então as escolas de Belas Artes partem muito dali e vem tudo aqui pro Brasil né como referência n essa essa dessa cultura imagética europeia mas a gente tem um aleijadinha Aqui
fazendo essa arte barroca dramática expressiva eh bem marcada eh sobre aspectos eh eh muito característicos do artista né a gente bate o olho a gente reconhece uma uma figuração do alejadinho nesses rostos alongados olhos muito grandes narizes pontiagudos mas eh é uma uma uma coisa muito dele mesmo né assim é claro o aljin tinha contato Ali sei lá com com livros né com imagens que traziam referência para ele eh e dizem que ele estudava muito H livros de medicina inclusive né que vinham com as imagens assim e que ele estudava ali a as as a
a figuração a anatomia e tal gostava de foliar a Bíblia então ele tá sempre muito relacionado com esse aspecto religioso eh trabalhando ali né na no em Ouro Preto que foi ah a antiga capital né de De de Minas Gerais eh que era chamada de de né de Vila Rica então ele tem uma relação Direta com essa coisa da construção da ar porque ele era filho de arquiteto tá eh um arquiteto português e de uma escrava né ele teve o o o o o pai dele né o arquiteto portguês teve uma filha como uma escrava
nasceu Ale Jadim que então é um um um mestiço né eh e aí ele e recebe a alforria já no batismo né que o pai Concede mas o o alejadinho tem aspectos da saúde que são muito marcados e que eu acho que ess essa marcação da vida dele sofrida com deformidades físicas né né Eh que também sei lá não se sabe ao certo né se eh foram muitas doenças ao longo da vida que foram causando essas deformidades Quando foi que partiu essa deformidade mas eh ele tinha né dificuldade de mobilidade inclusive e trabalhava com Alguns
ajudantes a gente percebe essas deformidades nos trabalhos dele né Essa deformação nos corpos nos rostos né É tudo meio fora anatomicamente daquilo que seria o natural vamos dizer assim e ele era muito culto né ele sabia latim ele tinha noções de matemática né Eh a a arte dele toda inspirada nesse aspecto do Sagrado da arte sacra religiosa mesmo assuntos bíblicos né Eh e aja a igreja incentivava hé o os Trabalhos do do alejadinho a gente tem o Santuário eh eh de Congonhas né que é onde tá ali eh a grande marcação eh eh de importância
vamos dizer assim do alejadinho sobre o aspecto do patrimônio né Eh da nossa história a gente tem eh em algumas dessas imagens quem já foi lá em Congonhas eu deve ter visto elas são da Paixão né de Cristo ali o período ali Da do até a crucificação que são essas que a gente tá vendo aqui é que é um desses momentos que é o carregamento da Cruz então ele ia fazendo todas essas figurações bíblicas religiosas para contar essa passagem eh a ali no complexo da da igreja e aí a gente tem os profetas dele né
são muito muito famosos porque eles são maravilhosos eles têm aí esse tamanho Eh em relação à escala humana tamanho humano mesmo né eh essas Eh esses profetas feitos em Pedra Sabão eles são os 12 Profetas do velho testamento né Eh o Santuário possui ali seis capelas então a gente tem umas 66 estátuas elaboradas pelo alejadinho ao longo dessa desse complexo eh e a gente percebe defeitos anatômicos característicos né Umas desproporção das partes superiores com as inferiores né Eh que eu acho que tá um pouco Relacionada com esse drama religioso do Ale Jadim e do drama
da sua própria fragilidade física né porque ele tinha algumas deformidades né Eh que o limitavam de alguma maneira então isso também é expressivo né na na sua arte Ah aqui eu trouxe só de curiosidade para vocês eh foi no em 2023 no no natal de 2023 fizeram eh a decoração da praça dade que já se tornou um dos pontos Eh aí de eh turísticos importantes aqui da cidade né que no Natal eles iluminam a praça da Liberdade então tem aquele o show das luzes né de Natal E aí eles fizeram algumas ah homenagens E aí
tinha os profetas do alejadinho e iluminados né feitos de luz lá na praça é bacana né a gente perceber como é que Eh determinadas coisas são relidas né E sobre outros aspectos e com outras materialidades como elas podem ser feitas com com com outros suportes com outras linguagens e com outras eh intenções também né Vamos correr um pouco para outras B agora eu trouxe para vocês pensarem como que os aspectos religiosos da Fé da crença eles têm sempre uma necessidade de uma iconografia como que elas vão se transformando Mas como que elas se Comunicam também
né a gente tem a agora aqui a a a a ideia dos orixás tá eh os orixás são divindades da mitologia Africana e orubá né E ela se popularizou aqui essa metologia no Brasil né com as religiões de matriz africana Umbanda em Candomblé e aí a gente percebe tem uma necessidade de representação através de quê dos trages dos adereços essa representação de de simbólica eh dos objetos devocionais né Eh terços japamalas Eh contas de Búzios né então se depende da da da religião tem essa ideia também do Perdão do do do objeto da oração né
E aí a gente pode pensar a religião eh é uma é uma é uma religião que vem de uma região criada por diversos grupos étnicos né então eh a a a imagética né pode sofrer variações e tal de acordo com com com a cultura Mesmo e aí o Oxalá por exemplo tá divindade masculina criador de todos os seres considerado pai de todos os orixás criador do universo o rechar mais poderoso que vocês acham que ele parece com que né se associar com a religião cristã né quem é o criador o todo poderoso não é isso
E aí a gente pode pensar eh qual é a função Ah quando a gente se prostra diante de uma imagem ou faz um ritual para evocá-lo para trazer Ela para nossa realidade para pedir uma intervenção alguma coisa assim é essa relação de de diálogo mesmo com o Divino com o O Sagrado eh para fazer de fato essa intervenção né nas nossas vidas né eh e aí olha só que que é engraçado se a gente par a pensar eh a gente fala assim né se Deus quiser eu vou conseguir Queira Deus que eu consigo não tenho
umas expressões assim é uma expressão também parecida né a Gente pode pensar né quando a pessoa fala assim Oxalá isso assim aconteça né Eh Tomara eh que aconteça se Oxalá quiser então tem essa relação até na expressão né do dia a dia assim que vai se associando uma coisa com a outra né Eh então se ele é o primeiro orixá o criador de tudo inclusive dos seres humanos né Eh tem uma relação ali da razão e da sabedoria a gente pode fazer aquilo que Se chama de sincretismo religioso né que é eh ver as semelhanças
entre as religiões e trazer as suas similaridades e é manjar aí emanjar na mitologia Ubá eh teria ali a a ajudado o Lud do Maré que é Deus né na criação do mundo e seu e de seu ventre nasceram quase todos os orixás por isso ela é considerada a grande mãe ó a grande mãe aqui olha a grande mãe lá na Venos de willendorf né Eh Olha a Virgem [Música] Maria enfim sempre essa relação do feminino com aspecto da criação da gestação desse aspecto cíclico da vida né de transformação eh divindade das Águas Doces simboliza
a maternidade e a fecundidade eh aqui eu tô olhando com vocês mais o aspecto emético simbólico essas relações simbólicas mesmo e de de uma de uma religião de um de uma crença com a outra eh e a gente vai ficar só Nessas Questões tá gente já digo aqui porque é o que nos interessa a gente tá pensando em estética em conceito em visual eh eu não vou me adentrar em questões específicas das religiões até Porque de fato eu não domino né Eh não sou uma pesquisadora de religiões eh para chegar nesse ponto mas eu acho
bacana a gente pensar que sobre um aspecto mais básico de de de conceito né E de iconografia de imagem de simbologia a gente fazer essas Relações de como elas são eh eh eh importantes né que que as culturas tem essas relações imagéticas que partem delas e que de alguma maneira quando eh é essa relação com o transcendente ela se comunic né Eu trouxe para vocês aqui o kbc é um artista que trabalha com essa imagem eh imagética tá gente com essa eh narrativa tá bom eh é um artista que nasceu na Argentina mas que viveu
a Maior parte da sua vida em Salvador e aí ele trabalha com esses murais e já fez muito desses murais enormes em prédios públicos eh tanto em Salvador quanto fora do Brasil né ele tem eh eh desses Morais em Nova York no aeroporto lá de Nova York no aeroporto Kennedy por exemplo e a temática dele é essa essa relação com a cultura baiana tá né com a com a cultura eh africana dos ancestrais africanos né essa esse Vínculo com com candomblé eh que tem aí a sua grande inspiração artística e olha só como ele vai
trabalhando essa imagética simbólica eh de formas diferentes né com com textura com relevo eh na madeira Mas é claro que também tem outras linguagens né com com com telas e e tal mas ele faz ali essa coisa de buscar da Madeira essa relação com a natureza eh com sagrado da própria natureza Sagrado da árvore das plantas como materialidade para sua eh para sua obra que tem essa relação Direta com essa com essa ligação homem e natureza na religiosidade de matriz africana nesse simbolismo religioso né do Candomblé e aí aí eh ele vai representando essas várias
entidades né Eh nos murais nos painéis nele de de madeira que são entalhados eh e aí ele faz incrustações de coisas Também que eu acho interessante Então por exemplo nas eh na na coisa alegórica né nessa representação alegórica das figuras ele coloca eh nas eh insígnias dos orixás pode ser coisa sei lá de cobre eh de prata de ouro de Ferro latão os Búzios né espelhos fios de contas e ele coloca Então essa coisa que dá um aspecto tridimensional né uma textura em alto Relevo com elementos eh eh eh encrustados ali junto com a a
o entalhe na madeira né É bem bonito e aí vamos falar um pouco de outra cultura de outra representação para vocês verem assim essas eh coisinhas que se linam eh na linguagem eh e e e nos aspectos da Fé da crença da religiosidade da transcendência de buscar a iluminação aqui a gente vai Para a a representação hinduísta que também é muito diversa e é uma religião até difícil de acompanhar e eh nesse aspecto da origem porque é uma origem muito muito muito muito antiga né é uma religião politeísta pluralista né Abarca várias culturas numa só
então é formada por diferentes tradições sem um único fundador Então a gente tem ali bases como ã o Bag vagita para para ler como Referência os textos sagrados né védicos né escritos ali né os vedas eh muito antigos épicos da história da mitologia da da filosofia Então a gente tem ali um um um um um uma vasta eh eh camada de de de orientações Para se entender o hinduísmo para conhecer o hinduísmo eles têm muitas e muitas e muitas e muitas representações né de deuses com suas representações também relacionadas com essa ideia da da força
Da inteligência da prosperidade eh da sabedoria da iluminação é meio que que a coisa da mitologia sabe na mitologia tinha lá os o seu Panteão de deuses que cada um representava uma determinad eh eh situação em que o devoto né vamos dizer assim precisava se comunicar no hinduísmo é mais ou menos a mesma coisa aqui a gente tem brah V Chiva por exemplo como essa relação eh com a Trindade Né pai filho espírito santo Olha como as coisas se comunicam né Essa Ideia de um de três que são um que que precisam né estar em
União em equilíbrio então Eh supremacia de brah que é o criador né que é o próprio Deus vino é aquele que mantém né o mantenedor das criações de brama e o chiv é aquele que dest para transformar destrói tudo faz o caos e depois ele transforma transmuta né a energia Ah então tá aqui mais uma vez como as Coisas se comunicam mesmo de culturas tão diferentes em tempos tão diversos como que a simbologia né e o aspecto simbólico de representação de coisas eh que a gente deve buscar nas relig osidades se comunicam E no fim
das contas é isso gente é o equilíbrio né todas as religiões de alguma maneira elas querem que a gente busque um equilíbrio entre o material o instintivo o menos Nobre nesse aspecto né Eh e o espiritual O Iluminado o Divino crista né é muito eh reconhecido como um desses Deuses também hindus vocês percebem que que a iconografia hindu tem essa ideia desses corpos azulados né desses rostos com o gênero Indefinido é feminino e masculino numa figuração só Ah E aí é claro né o símbolos característicos das indumentárias que cada religião vai trazer um um aspecto
simbólico então figuras mais guerreiras germent com espadas com escudos né Eh Para para para para para cortar o mal e para se defend dedo mal ou coisas desse tipo eh ou no caso dos hindus aqui que tem muito essa essa coisa do da posição de meditação da posição de Ah voltar-se para si buscar em si no seu interior a sabedoria as mãos né em devoção mãos que abençoam também já vimos coisas parecidas eh em outras iconografias eh E por aí vai no caso aqui dos tivo Transformador né aquele que medita é aquele que tem o
aspecto eh de transformação de transmutação tá com seus japamalas enormes japamala é como se fosse o terço né dos hinduístas n da da das religiões hindus ã que eles ficam ali recitando seus mantras né ah a a Aim aqui um desses aspectos femininos da da da da das divindades hinduístas prosperidade então moedas de Ouro muita riqueza né muito muita muito dourado e aí vocês percebem que para se ir mais a fundo dessas eh iconografias é preciso estudar mesmo que cada coisa dentro da iconografia significa né Não não vou me alongar nessas questõ deixem aberto para
vocês a curiosidade Caso vocês queiram e procurar aí informações mais aprofundadas sobre as iconografias em suas culturas mas existe uma relação o olhar né Eh sempre com essa com essa ideia de algo que ou nos acolhe nos abraça ou de alguma maneira está pro interior seja na meditação seja na oração no olhar para o céu eh essa esse distanciamento da gente com essas figuras nos colocando no nosso lugarzinho de meros mortais e eles são de alguma maneira né divinos eles estão em outros aspectos eh diferentes do nossos Eles já alcançaram né A Iluminação eles são
seres iluminados então tem toda essa essa visualidade Divina sobre essas essas figuras eh sempre tem um um um um aspecto típico de cada de cada religião né então assim eh a religião cristã por exemplo tem muito aspecto do sacrifício né da morte da crucificação de toda aquela aquele lamento né a gente vai para pro pro pro candombl pra Umbanda tem uma coisa mais movimentada de ritmo de dança EH mais gestual né Eh menos contemplativa né de mais interação aqui a gente já vai paraa coisa do do do encontrar-se iluminado através da meditação de sentar-se eh
eh com o olhar vazio né e e e sim eh permitir está ali interligado com o todo através da Própria Consciência sem precisar aspectos da iluminação né Eh luzes auréolas em volta das Cabeças que é essa busca pela transcendência pela Iluminação através da Própria Consciência aqui um templo né na Índia Chiva o transmutador é um dos deuses né Eh inds mais requisitados e famosos enorme monumental grandioso então eles têm também essa a necessidade de grandiosidade eh arquitetônica construtiva imagética para essa ideia de né Eh nos colocar em nossos lugares de mortais mas tá aqui eh
com seus aspectos simbólicos né Eh em cada um dos braços em cada coisa que ele Segura eh o japamala no pescoço a posição de meditação esse olhar vazio né Eh típico daqueles que meditam que não está mais ligada ao externo está imerso né em em sua [Música] ã intimidade com o Divino tem algumas coisas também né que que são bacanas de perceber nas iconografias é que em geral tem uma uma uma relação com as cores também Né então assim cores frias cores quentes por exemplo o azul e o vermelho né e nessas iconografias sagradas pode
ter essa relação com o céu com o mistério com o Divino e uma cor mais Celestial o vermelho pode ser uma cor mais terrena mais quente cor do sangue né Eh então tem essa essa coisa de simbolizar o Divino e a humanidade que a gente vê também muito nessas relações maticas né em muitas culturas outro templo aqui para vocês verem na Tailândia um templo budista Buda que é aquele que abdicou de toda a riqueza para se iluminar né Ele é uma uma uma uma figura que foi um príncipe riquíssimo que morava num Palácio com todas
as benesses né Eh com todo o conforto e quando ele sai né depois de ser muito protegido ali dentro daquele Palácio eh e vê a vida real a pobreza a miséria a velice a doença ele resolve abrir mão de tudo e buscar iluminação né E fazer eh eh bem aos outros né E tem sempre Esse aspecto meditativo que é o típico da dessas religiões hinduístas eh eh indianas né Eh e de regiões ali [Música] eh concomitantes que essa relação com Como voltar para si mesmo né e encontrar em si mesmo a iluminação né bom eh
eu Tenho vou confessar aqui para vocês momento eh fofoquinha aqui com a com a professora eu tenho uma uma uma admiração uma certa paixãozinha mesmo pela iconografia hindu né por esses Deuses hinduístas então eu gosto muito eh e eu tenho coisas né na decorativas que eu adoro coisas inclusive também relacionadas com a Minha busca pela espiritualidade com meu devocional relacionadas a essas essa figuração hindu que eu acho linda linda linda colorida vibrante eh tem um esses aspectos simbólicos que são interessantes e que eu venho aí me aperfeiçoando um pouco mais né Estudando um pouco mais
para compreender cada um desses símbolos e e e acho acho acho bacana mesmo acho bonito tem uma um um assim um coraçãozinho aberto para pra iconografia hindu adoro adoro adoro Adoro acho lindíssimo religião é uma série de sistemas sócioculturais compostos por práticas organizações crenças cosmovisões textos sagrados lugares santificados profecias ou ética que geralmente relacionam a humanidade a elementos Sobrenaturais transcendentais e espirituais Então isso é próprio da humanidade a gente sempre vai Tentar buscar uma relação com a espiritualidade aí você vai falar ah isa nem todo mundo tem gente não acredita em nada tá gente tá
tudo certo mas isso não é é um padrão né Isso não é a regra isso não é a a normalidade nas culturas em geral as culturas têm uma vasta gama de pessoas né que tem alguma crença que busca esse contato com a espiritualidade eh e acho que de certa forma é importante tá gente tô aqui para dizer para vocês que eu tô nessa busca Aí ainda não me defini eh não fui criada com com religiosidade né na minha família então tive uma certa dificuldade de colocar isso em em mim depois de adulta madura e escolheu
meus caminhos Ainda tô meio perdida nesse aspecto Mas eu sinto falta de sim ter um contato com com essa transcendência porque é isso mesmo né Tem hora que a gente se pega perguntando para que tudo isso Qual o sentido disso né Qual que é o meu propósito aqui e e Talvez isso esteja no transcendental mesmo no espiritual não esteja aqui no material né para explicar essas questões né que nos ang conjunto coerente de ideias fundamentais a serem transmitidas ensinadas Conjunto das ideias básicas contidas no sistema filosófico político religioso econômico fé confiança absoluta em alguém ou
algo é o crédito que se dá então ou você tem ou você não tem fé né tem essa coisa assim fé é crença mesmo naquilo que não Se vê a espiritualidade pode ser definida como uma propensão humana a buscar significado para vida por meio de conceitos que transcendem o tangível à procura de um sentido de conexão com algo maior que se próprio é isso gente no fim das contas para quem tem uma crença para quem tem a espiritualidade aguçada para quem busca essa conexão com divino é saber que é algo intangível que é algo imaterial
que é algo abstrato invisível é acreditar no invisível né Eh a espiritualidade pode ou não estar ligada da uma vivência religiosa então necessariamente você não tem que seguir uma doutrina religiosa seguir uma determinada religião para se ter espiritualidade Você pode buscar conexão com o Divino de diversas formas né Eh para encerrar eh como é uma temática eh que envolve uma questão por muitas vezes ideológica né Eh realmente política cultural eh eu quero deixar para vocês uma agem eh Busquem a espiritualidade de vocês gente e tá tudo certo tá se não quiser buscar também ok a
gente tem o livre arbítrio né a gente tem liberdade de escolher caminhos eh só não eh seja desrespeitoso com ninguém por conta das suas escolhas de fé tá eh acho que a gente tem que respeitar as diferenças as escolhas eh os caminhos das pessoas e no fim das contas eh crer nesse invisível nesse intangível é é algo que tem que tá no coração de Cada um tá bom Espero que a gente eh se veja a semana que vem com tranquilidade e serenidade eh e os corações iluminados tchau tchau l