que economia política, mas aí o política, enfatizado, é decisiva para se entender alguma coisa. Não é decisiva para se fazer um programa de ação, até porque nós não estamos em condições de fazer programa de ação nenhum, mas é decisiva para que os intelectuais, os professores pensem, não para impiger suas ideias aos pobres dos proletas ou a quem quer que seja, mas para que cumpram o seu papel de intelectuais, que é entender, pensar. Entender não quer dizer ter o ponto de vista do outro, é levar desde o seu ponto de vista em conta os elementos pertinentes.
Quer dizer, se ao fim do curso você não concordar em uma palavra com a minha visão, é um direito seu. Agora você tem a obrigação de levar em conta os elementos de análise e de história que eu te forneci e obriguei você a ler ao longo desse período. Você leva em conta da tua análise.
tira fora o que não gostar, mas não me faz de conta que neste espaço tempo Brasil 1972, eu posso pensar sem mais os meus problemas, sem entender de onde é como é que o mundo se moveu a partir do capitalismo. Não disso, senão fica difícil. Dirá para que que isso me serve?
Não tenho nenhuma ideia. Em todo caso, é exceto uma, é exceto uma serve para que aquilo e ao contrário do que julgava o alto ser, para que aquilo que servem as universidades. A universidade é um aparelho de transmissão de conhecimento, de preferência da razão crítica, transmissão de conhecimento.
Só você não pode, tem que ter memória. Você não pode achar a que está arrombando as portas enunciando uma teoria que já foi enunciada há 200 anos. Serve para esclarecer e usar o seu instrumental analítico para entender o teu tempo e o teu espaço.
Ponto. Isto é uma disciplina de ciência social, não serve para mais nada. Então, a pergunta é: quem é das ciências sociais?
É disto que se trata. Depois, como a colega, aliás, me ajudou brilhantemente, quando você se desloca para o plano da ação, você usa o teu conhecimento para aquilo que hoje o alemão chama ação comunicativa. Você se comunica com os seus semelhantes, de preferência tentando ganhá-los para o teu ponto de vista, que é assim que é ação comunicativa.
Ação comunicativa não é propriamente chá e simpatia. É claro que eu tô fazendo força para ganhar vocês para o meu ponto de vista. Isto é óbvio.
Eu não tô obrigando ninguém. Estou apenas bancando. Quando vocês perguntam, o advogado diabo perguntou, eu vou responder.
E isto não significa que vocês não possam me responder o que vocês quiserem. O que vocês não podem é no contexto destes cursos desconsiderar os elementos de análise que foram colocados, que ademais como a minha análise não está sendo praticamente de simpatia e devoção a nenhum autor, não é, de entusiasmo, sem dúvida se eu estou a escolhido autores que eu acho que são pertinentes, que são inteligentes, que são, mas eles são muito desemelhantes, não? O que é importante é ver um autor deses semelhantes pensando uma realidade com pertinência.
que ele não pensa como eu e até me é estranho. E outro que eu estimo muito, que é da minha devoção desde a juventude, dizer coisas que foram pertinentes para aquela análise que ele está fazendo, mas que para o que a mim hoje me interessa, Present History, ali naquele momento, cortou fora da análise um elemento que eu disse desde o início da segunda aula, para o atraso é impossível não pensar a política. Não é possível, não sendo sociedade dominante, hegemônica, fazer de conta que a política não interessa.
Só faz de conta que a política não interessa quem manda, meu bem. E Deus sabe que a política lhe interessa muito. O problema é que ele disfarça o seu interesse político.
Ele faz em câmaras secretas, ele faz aí sim em chás, em almoços. Imagina se os japoneses não estão interessados em política para Mas não se trata de ser ostentatório. Podemos resolver no jantar das sextas-feiras.
Nós não podemos resolver no jantar das sextas-feiras. Nós não somos da elite dominante desse país. Por mais que algum de vocês tenha alguma pretensão a ser, se é que algum tem, eu não tenho.
Então não é achar simpatia. Isto é um curso rebelde. Quer dizer, nós perdemos, nós somos derrotados.
E se vocês não fossem trortados, não vinham para esta universidade, iam paraa USP, para PUC, para outra qualquer ou para Harvard, mas para aqui é que não viria o seguramento. Então isto tá claro. Estamos lutando pela hegemonia, imagine-se, estamos lutando apenas para não ficar malucos, para não dizer besteira demais, para não contribuir com a nossa gota defel para o veneno alheio.
Tomemos a nossa secuta com tranquilidade, meus e até a próxima quarta.