O que a constelação pode ajudar? O que pode nos mostrar com relação aos distúrbios alimentares? Esse é o tema do vídeo de hoje.
Oi, meu nome é Juliano Slick e eu falo com vocês sobre constelação familiar. É um tema que eu sempre trago nesse canal. Eu não sei se você sabe, mas você pode sugerir temas para vídeos, tanto aqui nos comentários embaixo no YouTube, se você está vendo pelo YouTube, quanto pode mandar por e-mail ou pela nossa lista de transmissão do WhatsApp.
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Porque o tema de hoje, o vídeo de hoje, é uma resposta a uma dúvida de uma pessoa que mandou pra gente, falando sobre compulsão alimentar. Como eu consigo enxergar, como eu consigo ter uma visão da constelação familiar, olhando pra este tema específico? O que é interessante na constelação é que, como a gente está trabalhando num nível inconsciente e a gente está olhando pras nossas questões mais internas, né, os nossos problemas talvez mais profundos, a gente consegue englobar e olhar para diversos assuntos específicos.
Então, a gente consegue olhar, por exemplo, a questão dos vícios. Tem um vídeo aqui no canal falando sobre isso. É pra questão da compulsão alimentar, que vou falar hoje, ou para a prosperidade, ou para a saúde, ou para a carreira.
Enfim, porque tudo, né? A base é a gente entender que temos os nossos processos inconscientes. Tudo está funcionando em outro nível de informação, em outro nível de consciência, e que, na superfície, a gente não percebe.
Na superfície, a gente tem resultados. Então, se os resultados aqui na superfície não são satisfatórios, por exemplo, não tenho uma carreira que eu gosto, ou não tenho um relacionamento que eu gostaria de ter, ou tenho problemas com alimentação, a gente vai sempre buscar a raiz dessas questões. E a raiz dessas questões é emocional, do ponto de vista, claro, do nosso entendimento do que eu falo nesse canal, tá bom?
Então, falando especificamente sobre esse tema, quando a gente discute, quando a gente fala, né, sobre questões alimentares principalmente, elas têm muito a ver com a nossa energia de nutrição, a nossa energia de vida. É preciso da nutrição para ter energia para viver. Eu preciso me alimentar, eu preciso receber o alimento para ter a energia da vida.
Representativamente, assim, na constelação familiar, esse é o papel da mãe dentro do nosso campo de energia. Como isso funciona? Então, nós, dentro de nossa energia de vida, vemos nosso pai e nossa mãe, né, pela concepção dos dois.
Existe uma concepção ali e nós nascemos. Isso significa que dentro de nós temos energia, metade do pai, metade da mãe. Se por algum motivo meu pai não esteve disponível ou minha mãe não esteve disponível, a gente pode ter algumas consequências, alguns resultados disso.
Por sentir falta da mãe nesse processo, não estou julgando a mãe nem jogando a culpa no pai. Eu estou muito mais olhando para dentro de mim e percebendo que eu achei que não era suficiente, que não recebi. Então, esse processo é meu: entender que meus pais, da maneira como eles são, são os pais perfeitos para mim.
Como foi, foi o que eu precisava ter para eu crescer. Só que às vezes eu acho que aquilo é pouco. Aí entra essa reserva de explicação, né?
Minha mãe às vezes não estava disponível emocionalmente, fisicamente. Para ficar mais claro, então fisicamente a minha mãe me teve e aos meus irmãos e não conseguiu lidar com tudo isso. Acabou nos deixando.
A gente foi criado pela avó, foi criado pelo pai sozinho e, nesse processo, eu senti que não tinha minha mãe. Comecei, então, a sentir falta dela. Um outro aspecto é a gente não ter a mãe emocionalmente presente.
Às vezes, a mãe está lá, ela faz tudo, né? No racional, no dia a dia. Ela alimenta, leva para a escola, cuida, faz um papel, mas emocionalmente ela está envolvida em questões muito profundas, olhando para trás, para a família, avós, pais dela, o sistema familiar de origem dela, ou envolvida com problemas no próprio relacionamento com o pai ou com o companheiro.
E, então, emocionalmente, não está disponível para os filhos. E os filhos sentem essa ausência da mãe dentro da constelação familiar. Então, o papel da mãe é a energia de nutrição.
Se a gente não sente que recebemos essa energia de nutrição da mãe, a gente vai buscar essa energia em outro lugar. E essa energia em outro lugar vem na alimentação. Então, eu sinto falta de algo porque eu sinto falta da minha mãe.
Lembra que eu falei no começo? Dentro de mim, eu sou feito de metade da minha mãe, metade do meu pai. Se minha mãe não estava disponível, eu sinto que tem um buraco ali dentro.
Então, aquele pedaço meu não estava ali disponível pra mim. Esse pedaço está vazio e eu vou, então, colocar algo ali pra tampar esse buraco. E, algumas vezes, isso se reflete em distúrbios alimentares, em compulsão alimentar.
Eu quero comer, eu quero trazer minha mãe pra perto. De mim, de outra forma, já que do jeito que é, e eu não aceito do jeito que é. Não consigo entender que aquilo que eu consigo da minha mãe eu quero mais do que ela pode me dar.
Então, com a explicação que eu tô dando nesta sessão, dois pontos importantes da ida: a gente perceber uma, que é realmente uma ligação direta na nutrição com a mãe, ou seja, da alimentação, da compulsão, dos distúrbios ligados a isso. Mas outro ponto que talvez é o mais importante, que eu quero deixar como recado, é que a gente não olha pra isso, pra essa explicação, como a culpa da mãe. Então, é nossa responsabilidade olhar para o que é, como é, como foi dentro da constelação familiar.
Não tem certo nem errado, é com o que existe na nossa vida que a gente vive. A gente aprende a viver, às vezes por concepção, por amor, e muitas vezes por amor incondicional. A gente fala: “Eu queria mais, eu quero mais da minha mãe.
” Só que aí essa nossa decisão, mesmo que inconsciente, é o que faz com que a gente sinta falta; é o que faz com que a gente busque em outro lugar a resposta. Mas a resposta está sempre dentro de cada um de nós, né? Não é a mãe que é o problema, é nossa visão com relação a isso.
É a gente aprender a tomar a nossa mãe. A gente fala muito essa expressão "tomar os pais", que é receber e aceitar a símile da maneira que foi, da maneira que é. E é muito bonito quando a gente entende esse processo.
Quando a gente pode então tomar os nossos pais, né? E, falando especificamente da mãe, entender a nossa mãe como uma mulher normal, uma mulher comum, que tem as suas dores, tem os seus problemas, tem os seus emaranhados, tensos emaranhados com a mãe dela, também com a nossa avó, com o pai dela, e com o nosso avô. Então, às vezes ela também não recebeu, por isso ela não é capaz de dar.
Quando a gente olha que ela é uma mulher normal, comum, a gente pode entender que isso é o que é certo nesta situação; é o que é nesta situação. E aí eu aceito, recebo, e eu agradeço. Agradeço a vida que eu recebi da minha mãe, porque sem ela eu não teria vindo.
Eu estou falando especificamente da mãe, mas isso também vale para o pai. É exatamente o que eu falei pra mãe, vale para o pai, né? Então, eu, sem nenhum dos dois, eu não estaria aqui.
Então, eu olho com amor para o que é e recebo, e agradeço pela vida que eu recebi dos dois. Tá bom? Espero te ajudar e espero ter respondido a dúvida da nossa colega.
E se você tem dúvidas, pode colocar aqui embaixo. Se você tem sugestão de outros temas, também coloca aqui. Nesse sempre gravando vídeos novos, têm vídeos novos toda terça e quinta aqui no canal.
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Um beijo, a gente se vê no próximo vídeo. Tchau, tchau!