Olha, eu vou começar esse vídeo com uma pergunta muito direta para você. Por que é que você consegue passar 3 horas rolando feed no Instagram, assistindo série, vendo vídeo atrás de vídeo, mas não consegue sentar 15 minutos para estudar aquilo que você sabe que vai mudar a sua vida? Por que que você consegue ficar horas no sofá, mas não consegue levantar para fazer exercício?
Por que que o seu cérebro parece que foi programado para te sabotar justamente nas coisas que você mais precisa fazer? Se você já se fez essa pergunta, fica comigo até o final desse vídeo, porque eu vou te explicar do ponto de vista da neurociência, por cérebro funciona assim e mais importante ainda, como você pode reprogramar ele para desejar fazer as coisas difíceis. E quando eu digo reprogramar, eu não tô falando de fórmula mágica, de pensamento positivo, de decreto, não.
Eu tô falando de entender como o seu sistema nervoso funciona e usar isso a seu favor. Então, respira fundo porque esse vídeo vai ser longo, vai ser profundo e vai mexer com você. Eu sou Ana Beatriz Barbosa, psiquiatra, e há mais de 30 anos eu atendo pessoas no consultório.
E sabe o que eu mais escuto? Doutora, eu sei o que eu tenho que fazer, mas eu não consigo. Eu sei que preciso estudar, mas na hora eu travo.
Eu sei que preciso cuidar da minha saúde, mas eu não tenho força de vontade. E eu sempre respondo a mesma coisa. Não é sobre força de vontade.
Força de vontade é um recurso limitado. Ela acaba. O que você precisa entender é como funciona o sistema de recompensas do seu cérebro, porque é ele que decide o que você deseja fazer.
e o que você evita. E a boa notícia é que dá para hackear esse sistema. A má notícia é que isso exige esforço, consciência e repetição.
Não tem atalho. Então, se você tá esperando uma técnica milagrosa que vai resolver tudo em dois dias, pode fechar o vídeo agora. Mas se você tá disposta a entender de verdade como isso funciona e fazer o trabalho necessário, continua comigo.
Deixa eu te contar uma história real do consultório. Nomes trocados, obviamente. Chegou no meu consultório a Márcia, 42 anos, professora, mãe de dois filhos, casada.
Ela veio chorando, completamente exausta. Ela me disse assim: "Doutora, eu não aguento mais. Eu acordo todo dia com vontade de fazer exercício, de cuidar de mim, de estudar para fazer aquele concurso que eu sempre quis, mas quando chega a hora eu não consigo.
Eu sento no sofá e fico lá. Eu abro o celular e perco duas, tr horas. E no final do dia eu me odeio, eu me sinto fraca, eu me sinto incapaz.
E aí eu perguntei para ela: "Márcia, me diz uma coisa, o que você sente quando você pensa em fazer exercício? " Ela respondeu: "Ah, Dr. Eu já sinto um cansaço, uma preguiça, uma vontade de desistir.
E aí eu perguntei: "E o que você sente quando você pega o celular? " Ela pensou e disse: "Eu sinto um alívio. É como se eu tivesse merecendo aquele descanso.
Pronto, tá aí o problema. O cérebro da Márcia associa exercício físico com dor, esforço, desconforto e associa o celular com prazer, alívio, recompensa imediata. Enquanto essas associações não mudarem, ela nunca vai conseguir fazer exercício de forma consistente, porque o cérebro humano é programado para buscar prazer e evitar dor.
Isso não é preguiça, isso é biologia. Agora vem a parte que eu preciso que você entenda profundamente. O seu cérebro tem um sistema chamado sistema de recompensas, que é regulado principalmente por um neurotransmissor chamado dopamina.
A dopamina não é exatamente o hormônio do prazer como muita gente pensa. Ela é o hormônio da motivação, da antecipação, do desejo. Quando o seu cérebro libera dopamina, você sente vontade de fazer alguma coisa, você sente motivação.
E o que que faz o cérebro liberar dopamina? Coisas que ele aprendeu que são recompensadoras. Comida gostosa, sexo, likes nas redes sociais, Netflix.
chocolate. Todas essas coisas liberam dopamina. E aqui tá o problema.
O cérebro não diferencia entre recompensas saudáveis e recompensas prejudiciais. Ele só quer a dopamina. Então, se você passou os últimos anos treinando o seu cérebro a liberar dopamina com Instagram, com comida industrializada, com procrastinação, adivinha o que que ele vai querer fazer?
Exatamente isso. E quando você tenta fazer algo difícil, algo que exige esforço, como estudar, como fazer exercício, como ter uma conversa difícil, o cérebro não vê recompensa imediata, então ele não libera a dopamina. E sem dopamina você não sente desejo, você sente resistência.
Pergunta para você agora com sinceridade: "O que que você tem ensinado o seu cérebro a desejar? Porque tudo que você faz repetidamente vira um padrão neural. Se você pega o celular toda vez que sente um desconforto emocional, você tá ensinando o seu cérebro que celular é a solução para desconforto.
Se você come doce, toda vez que tá estressada, você tá ensinando o seu cérebro que açúcar resolve estresse. Se você evita conflitos, evita conversas difíceis, evita responsabilidades, você tá ensinando o seu cérebro que evitar é seguro. E aí o cérebro cria utopistas neurais.
Quanto mais você repete um comportamento, mais forte fica essa autopista. É por isso que é tão difícil mudar, porque você tá tentando criar uma estrada nova num terreno onde já existe uma avenida pavimentada. Mas aqui vem a parte boa, neuroplasticidade.
O cérebro pode mudar, você pode criar novos circuitos neurais, mas não é fácil e não é rápido. Exige repetição consciente, esforço intencional e, principalmente, tolerância ao desconforto. Porque olha só, eu preciso que você entenda uma coisa fundamental.
Não existe mudança emocional sem desconforto. Não existe. Se você quer reprogramar o seu cérebro, você vai ter que fazer coisas que são desconfortáveis e vai ter que repetir essas coisas até que elas se tornem automáticas.
No começo vai ser horrível. Você vai sentir resistência, você vai querer desistir, você vai se sentir desconfortável. Mas é exatamente isso que tá criando os novos circuitos.
Cada vez que você faz algo difícil, mesmo sem vontade, você tá fortalecendo uma nova estrada neural. E cada vez que você cede a tentação, você tá fortalecendo a autopista antiga. É uma guerra e você precisa escolher qual lado você vai alimentar.
Então, vamos ao que interessa. Como é que você força o seu cérebro a desejar fazer coisas difíceis? Primeiro passo, você precisa entender que o cérebro responde a recompensas.
Então, se você quer que ele comece a desejar algo difícil, você precisa associar esse algo a uma recompensa. E não, eu não tô falando de se presentear com chocolate depois de estudar. Eu tô falando de criar uma recompensa neural interna.
E como você faz isso? Celebrando pequenas vitórias. Deixa eu te explicar.
Quando você termina uma tarefa difícil, por menor que seja, você precisa parar por um segundo e reconhecer isso. Pode ser só um conseguir, pode ser bater palma para você mesma, pode ser um sorriso. Isso pode parecer bobagem, mas não é.
Quando você celebra, mesmo que sutilmente, você libera a dopamina e o cérebro associa aquela ação difícil com a liberação de dopamina. Com o tempo, o cérebro começa a antecipar essa recompensa e aí ele começa a liberar dopamina antes mesmo de você terminar a tarefa. É aí que nasce o desejo.
Eu atendi uma paciente, a Silvia, 51 anos, que tinha pavor de academia. Ela tinha sobrepeso, pressão alta e o médico tinha mandado ela fazer exercício, mas ela simplesmente não conseguia. Toda vez que ela pensava em ir paraa academia, ela sentia uma angústia.
uma ansiedade. Aí eu propus o seguinte para ela: "Silvia, você vai na academia, coloca o tênis e volta para casa". Ela olhou para mim e disse: "Doutora, só isso?
" Eu falei: "Só isso, mas você vai comemorar como se tivesse corrido 10 km. " Ela achou estranho, mas topou. No primeiro dia, ela foi, colocou o tênis, voltou para casa e mandou mensagem paraa filha, dizendo: "Fui na academia hoje.
" A filha elogiou, ela se sentiu bem. Segundo dia, mesma coisa. Terceiro dia, ela colocou o tênis e pensou: "Já que eu tô aqui, vou caminhar 5 minutos na esteira".
Fez. Comemorou. Uma semana depois, ela tava fazendo 30 minutos.
Dois meses depois, ela tava indo quatro vezes por semana. O que que aconteceu? O cérebro dela começou a associar a academia com vitória, com dopamina, com sentimento de realização.
E aí ele começou a desejar. Segundo passo, você precisa diminuir as recompensas fáceis. Olha, eu sei que isso é difícil de ouvir, mas se você quer que o seu cérebro deseje coisas difíceis, você precisa parar de alimentar ele com dopamina barata.
redes sociais, doces, Netflix em excesso, tudo isso é dopamina fácil. E quanto mais dopamina fácil você consome, mais o cérebro se acostuma com esse nível de estimulação. E aí as coisas normais, as coisas que exigem esforço, parecem chatas, sem graça, desinteressantes.
É como se você estivesse viciando o seu cérebro em estímulos rápidos. E aí quando você tenta ler um livro, estudar, fazer algo que exige concentração, o cérebro tá em abstinência, ele quer a dopamina rápida. Então você precisa fazer um detox de dopamina.
Não precisa cortar tudo de uma vez, mas precisa reduzir. Estabeleça limites. Uma hora de rede social por dia.
Nada de celular antes de fazer a tarefa importante. Nada de série antes de terminar o estudo. Você precisa treinar o cérebro a esperar, a tolerar o tédio, a suportar o desconforto.
E aqui entra uma coisa que ninguém quer ouvir. Você vai ter que sentir tédio, você vai ter que sentir desconforto, porque é justamente nesse espaço entre o estímulo e a recompensa que o cérebro aprende a desejar. Quando você preenche todo o vazio com distração, você não deixa espaço pro cérebro criar novos desejos.
É no silêncio, no tédio, na espera que o cérebro começa a buscar outras fontes de dopamina, fontes mais profundas, mais sustentáveis, como aprender, como criar, como se conectar de verdade com as pessoas, como cuidar do corpo. Mas para isso você precisa esvaziar o copo primeiro. Você não consegue encher um copo que já tá cheio de porcaria.
Terceiro passo, reinterprete o desconforto. Isso aqui é fundamental. O cérebro evita dor.
Então, se você interpreta esforço como dor, você vai evitar. Mas se você reinterpreta esforço como crescimento, como sinal de que você tá evoluindo, o cérebro começa a processar diferente. Tem um estudo super interessante que mostra que quando as pessoas entendem que o desconforto muscular durante o exercício é sinal de fortalecimento, elas toleram melhor a dor e até começam a gostar.
O mesmo vale para qualquer coisa. Se você tá estudando e sente aquela dificuldade, aquele cansaço mental, ao invés de interpretar como eu não consigo, interprete como o meu cérebro tá criando novas conexões, porque é exatamente isso que tá acontecendo. Quando você força o cérebro a pensar, a se concentrar, a resolver problemas, você tá literalmente criando novos neurônios, novas sinapses.
Mas para isso acontecer, você precisa do desconforto. Não existe crescimento na zona de conforto. E eu sei que você já ouviu isso mil vezes, mas você realmente internalizou?
Você realmente acredita nisso? Porque se acreditasse, você não estaria evitando desconforto. Deixa eu te falar de uma paciente, a Renata, 38 anos, que veio no consultório com síndrome do Pânico.
Ela tinha crises toda vez que precisava dirigir. E aí ela parou de dirigir, ficou dependente do do marido, de aplicativo, de todo mundo. E quanto mais ela evitava, pior ficava, porque o cérebro aprendeu assim: dirigir igual a perigo, evitar igual a segurança.
Aí eu expliquei para ela que o único jeito de reprogramar isso era enfrentando. Ela ia ter que dirigir sentindo medo. Ela ia ter que tolerar a ansiedade porque enquanto ela evitasse, o cérebro ia continuar interpretando direção como perigo mortal.
No começo foi sofrido. Ela dirigia dois quarteirões e voltava. Mas toda vez ela comemorava e toda vez ela reinterpretava ansiedade, não como sinal de perigo, mas como sinal de que ela estava desafiando um medo antigo.
Seis meses depois, ela estava dirigindo normalmente. O cérebro dela aprendeu que dirigir não mata e aprendeu que ela é capaz de tolerar desconforto. Quarto passo, crie rituais de preparação.
O cérebro adora rituais. Quando você cria um ritual antes de uma atividade difícil, você tá sinalizando pro cérebro que agora é hora daquilo e com o tempo o próprio ritual começa a liberar dopamina. Por exemplo, se toda vez antes de estudar você faz um café, senta na mesma cadeira, coloca uma música instrumental, o cérebro começa a associar aquele ritual com estudo.
E aí quando você começa o ritual, o cérebro já entra no modo estudo, já começa a liberar os neurotransmissores certos. Isso diminui a resistência inicial, porque o maior desafio não é fazer a coisa difícil, é começar. A resistência maior tá sempre no início, então você precisa diminuir a fricção do início.
E ritual faz isso. Pode ser simples, pode ser só colocar roupa de ginástica na cadeira na noite anterior, pode ser deixar o livro aberto na página, pode ser acender uma vela. O que importa é que seja sempre o mesmo.
Repetição cria padrão e padrão diminui resistência. Agora vem a parte que eu sei que você não vai gostar de ouvir, mas que eu preciso falar. Você precisa parar de negociar com você mesma.
Sabe quando você pensa: "Hoje eu tô muito cansada, amanhã eu faço". Ou só hoje eu vou pular, amanhã eu volto? Isso é o cérebro tentando te sabotar, porque ele sabe que se você ceder uma vez, vai ceder de novo.
E cada vez que você cede, você tá enfraquecendo o circuito neural novo e fortalecendo o antigo. Então você precisa ter uma regra inegociável. Não importa como você tá se sentindo, você vai fazer, pode fazer menos, pode fazer mal feito, mas você vai fazer, porque o que tá em jogo não é a qualidade da execução naquele dia.
O que tá em jogo é o padrão neural. Se você combinou que vai estudar todo dia às 7 da noite, você estuda, mesmo que seja 10 minutos, mesmo que você não absorva nada, porque você tá treinando o cérebro a obedecer, você tá mostrando para ele que você tá no comando e isso é poder. Reflete agora comigo.
Quantas vezes você já começou algo, foi super bem nos primeiros dias e depois parou. Quantas vezes você já disse: "Dessa vez vai ser diferente" e não foi? Não é porque você é fraca, é porque você não entendeu que mudança de comportamento não é linear.
Você vai ter dias ruins, você vai ter dias que vai querer desistir. E nesses dias você não pode confiar no seu sentimento, porque o sentimento mente. O sentimento quer conforto.
Você precisa confiar no seu compromisso, no seu sistema, na sua decisão prévia. É por isso que atletas de alto rendimento não treinam quando tão com vontade. Eles treinam porque tá no cronograma.
A vontade não importa, o sistema importa. E olha, eu preciso te falar uma coisa que é muito importante. Você não é culpada por ter chegado até aqui com esses padrões.
Ninguém te ensinou isso. Ninguém te explicou como o cérebro funciona. Você foi criada numa cultura que valoriza resultado imediato, prazer constante, facilidade.
Você foi bombardeada com estímulos o tempo todo. Então, não se culpe, mas entenda daqui pra frente você é responsável. Você não é culpada pelo passado, mas é responsável pelo que faz com a sua dor, com a sua frustração, com os seus padrões daqui pra frente.
E isso é libertador, porque se você é responsável, você tem poder. Você pode mudar. Quinto passo, associe a atividade difícil a algo que você já gosta.
Isso é hacking cerebral puro. Se você gosta de música, escuta música enquanto faz exercício. Se você gosta de café, toma café enquanto estuda.
Se você gosta de um lugar específico, vai para esse lugar fazer atividade difícil. O cérebro vai começar a transferir o prazer de uma coisa para outra. Isso se chama condicionamento clássico.
É o mesmo princípio que fez o cachorro do pavilov salivar ao ouvir o sino. Você pode usar isso a seu favor. Eu tive um paciente, o Fernando, 45 anos, que odiava ler.
Ele precisava estudar para uma prova, mas não conseguia. Aí eu perguntei: "O que você ama fazer? " Ele disse: "Tomar cerveja".
Eu falei: "Perfeito. Toda vez que você ler 10 páginas, você toma um gole de cerveja". Ele achou engraçado, mas fez.
E funcionou. Depois de algumas semanas, o cérebro dele começou a associar leitura com prazer e ele não precisava mais da cerveja. Obviamente isso não funciona com todo mundo e com tudo, mas o princípio é válido.
Encontre uma forma de tornar a coisa difícil, minimamente prazerosa. Sexto passo, visualização com ativação emocional. Isso não é lei da atração, isso é neurociência.
Quando você visualiza você mesma fazendo algo e sente a emoção associada, o cérebro ativa os mesmos circuitos neurais que ativaria se você estivesse realmente fazendo. Tem estudos com atletas que mostram que só de visualizar o treino, a pessoa já ganha força muscular. Então, antes de fazer a atividade difícil, fecha os olhos, respira fundo e se vê fazendo, se vê terminando.
E sente o orgulho, sente a satisfação, sente a vitória, ativa a emoção, porque o cérebro não diferencia muito bem entregida e realidade. Então, quando você faz isso repetidamente, você tá criando uma memória futura e o cérebro começa a buscar realizar essa memória. Eu lembro de uma paciente, a Cláudia, 54 anos, que queria escrever um livro há 20 anos e nunca começava.
Ela tinha mil desculpas. Aí eu pedi para ela fazer o seguinte exercício. Todo dia de manhã, antes de levantar, ela ia fechar os olhos e se imaginar escrevendo.
Ia sentir as mãos no teclado, ia ver as palavras. aparecendo na tela e sentia a satisfação de terminar um capítulo 5 minutos. Só isso ela fez.
E sabe o que aconteceu? Três semanas depois, ela começou a escrever porque o cérebro dela já tinha criado o circuito, já tinha a memória de escrever. E aí ficou mais fácil transformar aquilo em ação real.
Ela terminou o livro em um ano e meio e me disse que aquele exercício foi o que mudou tudo. Agora eu quero que você entenda uma coisa sobre dopamina que é crucial. Dopamina não é só sobre prazer.
Dopamina é sobre motivação, sobre querer, sobre ir atrás. E tem uma diferença enorme entre querer e gostar. Você pode querer algo sem gostar e pode gostar de algo sem querer.
O viciado em cocaína quer a droga, mas não gosta mais dos efeitos. A pessoa que come compulsivamente quer a comida, mas não gosta da sensação depois. O sistema de dopamina é sobre querer.
Então, quando você reprograma o seu cérebro para desejar coisas difíceis, você tá mexendo no sistema de querer. Você tá fazendo o cérebro querer estudar, querer fazer exercício, querer ter conversas difíceis. E no começo você pode não gostar, mas você vai querer e eventualmente com a repetição você vai começar a gostar também, porque o cérebro libera endorfina durante e depois de atividades desafiadoras.
E endorfina é prazer. Então, no final das contas, você vai querer e vai gostar, mas precisa começar pelo querer. Sétimo passo, entenda o papel do cortisol e do estresse.
Muita gente pensa que precisa estar relaxada para fazer coisas difíceis. Não. Você precisa de um nível ideal de estresse.
Estresse em excesso paralisa, mas estresse de menos também. Você precisa de ativação e um pouquinho de ansiedade, de nervosismo, é bom, é energia, é foco. O problema é quando você interpreta isso como sinal de perigo.
Então, quando você sentir aquele friozinho na barriga antes de fazer algo importante, não tente eliminar, reinterprete. Isso é o corpo se preparando. É adrenalina, é foco, é poder.
Atletas olímpicos sentem isso antes de competir. Atores sentem isso antes de subir no palco. Não é medo, é ativação.
E você pode usar isso a seu favor. Eu tive uma paciente, a Beatriz 36 anos, que tinha pavor de falar em público. Ela tremia, suava, passava mal.
Aí eu expliquei para ela que aquilo que ela chamava de medo era, na verdade, o corpo dela se preparando pra performance. Era adrenalina, era cortisol. Era o sistema nervoso simpático ativado.
E isso é bom. O problema era interpretação. Então eu pedi para ela, sempre que sentisse aquilo, dizer em voz alta: "Meu corpo tá me preparando.
Isso é poder. " No começo, ela achou ridículo, mas experimentou. E funcionou, porque quando ela mudou a interpretação, o corpo reagiu diferente.
A adrenalina deixou de ser inimiga e virou aliada. Ela fala em público até hoje e sempre antes sente aquela ativação, mas agora ela sabe o que é. Oitavo passo, consistência é mais importante que intensidade.
Muita gente quer mudar tudo de uma vez. Quer acordar cedo, fazer exercício, meditar, comer bem, estudar, trabalhar em projeto paralelo, tudo junto. E dura 3 dias, porque o cérebro não aguenta mudança radical.
Ele entra em modo de sobrevivência e sabota tudo. Então você precisa começar pequeno, muito pequeno, ridiculamente pequeno. Um minuto de exercício por dia, 5 minutos de estudo, uma página de livro.
O que importa não é a quantidade, é a consistência. Porque cada dia que você cumpre, você tá fortalecendo o circuito neural e cada dia que você pula, você tá enfraquecendo. Então, melhor fazer um minuto todo dia do que uma hora uma vez por semana.
O cérebro aprende com repetição diária, não com esforço esporádico. E aqui eu preciso te falar uma verdade dura. Você tá cheia de crenças limitantes sobre você mesma.
Eu não tenho disciplina. Eu sou preguiçosa. Eu não consigo acordar cedo.
Eu não sou boa com números. Eu não tenho memória. Isso tudo é mentira.
Isso tudo são crenças que você criou baseada em experiências passadas. E essas crenças viram profecias autorrealizáveis. Se você acredita que não tem disciplina, você não vai ter, porque você nem vai tentar.
Então você precisa questionar essas crenças. Pergunta para você: "Isso é verdade mesmo ou é uma história que eu contei para mim mesma tantas vezes que virou verdade? Porque a verdade é que você é capaz de tudo que qualquer outro ser humano é capaz.
A diferença é treinamento, é prática, é repetição. Ninguém nasce disciplinado, ninguém nasce focado. As pessoas treinam e você pode treinar também.
Seja honesta com você mesmo agora. Quantas vezes você já desistiu de algo antes mesmo de tentar de verdade? Quantas vezes você já boicotou a si mesma porque tinha medo de falhar?
Porque olha, o medo do fracasso é uma das maiores causas de autossabotagem. Você não tenta, porque se tentar e falhar, vai confirmar a sua crença de que você não é capaz. Então é mais seguro nem tentar.
Aí você não precisa enfrentar a possibilidade de falhar. Mas sabe o que tá acontecendo? você já tá falhando, você já tá perdendo, porque não tentar é a maior das falhas.
Então você precisa ressignificar o fracasso. Fracasso não é o fim, é informação, é aprendizado, é parte do processo. Toda pessoa de sucesso que você admira já falhou mil vezes.
A diferença é que ela continuou tentando. Nono passo, ambiente importa muito. O seu ambiente físico influencia diretamente o seu comportamento.
Se você quer estudar, mas o seu quarto tá cheio de distração, você não vai conseguir. Se você quer comer bem, mas a sua geladeira tá cheia de porcaria, você vai comer porcaria. Então você precisa projetar o ambiente a favor dos seus objetivos.
Tire da vista tudo que te distrai. Deixa à vista tudo que te ajuda. Se você quer ler mais, deixa o livro na mesa de cabeceira.
Se você quer fazer exercício, deixa o tênis na porta do quarto. Se você quer comer salada, deixa a salada já pronta na geladeira. Facilite o comportamento que você quer e dificulte o comportamento que você não quer.
É simples, mas funciona porque o cérebro é preguiçoso. Ele vai pelo caminho mais fácil. Então, torne certo mais fácil que o caminho errado.
E olha, eu sei que você tá cansada, eu sei que você já tentou antes, eu sei que você já se decepcionou com você mesma, mas escuta bem o que eu vou te falar agora. O passado não determina o futuro. O fato de você ter falhado antes não significa que você vai falhar de novo, porque agora você tem informação, agora você entende como funciona, agora você pode fazer diferente.
E fazer diferente não significa fazer perfeito, significa fazer melhor que ontem. Um passo de cada vez, uma escolha de cada vez, uma repetição de cada vez. Décimo passo, tem um porquê maior que você.
Isso aqui é fundamental. Se o seu único motivo para fazer algo difícil é porque eu quero, você não vai sustentar, porque querer é flutuante. Tem dia que você quer, tem dia que você não quer.
Mas se você tem um porquê que é maior que você, que toca em valores profundos, você vai conseguir continuar mesmo quando não quiser. Por exemplo, se você quer fazer exercício só para ficar bonita, você vai desistir no primeiro mês. Mas se você quer fazer exercício para ter saúde, para ver seus netos crescerem, para ser exemplo pros seus filhos, para honrar o seu corpo, que é tempo sagrado, aí você vai continuar, porque o porquê é maior que o desconforto momentâneo.
Então você precisa se perguntar por eu quero isso de verdade e não aceita a resposta superficial. Vai fundo, porque quando é forte, o como aparece. Eu atendi uma paciente, a Lúcia, 62 anos, que fumava há 40 anos.
Ela já tinha tentado parar mil vezes. Aí descobriu que ia ser avó. E o filho pediu para ela parar de fumar, porque ele não queria que a criança convivesse com fumaça de cigarro.
E foi isso. Ela parou. Depois de 40 anos, ela parou porque o porquê dela mudou.
Não era mais sobre ela, era sobre a neta, e isso foi mais forte que o vício. Então, encontre o seu porquê e escreva. Coloca num lugar que você veja todo dia, porque nos dias difíceis, e vão ter dias difíceis, você vai precisar lembrar porque você começou.
Agora eu quero te falar sobre um conceito que é muito importante, identidade. As suas ações vêm da sua identidade. Se você se vê como uma pessoa preguiçosa, você vai agir como pessoa preguiçosa.
Se você se vê como uma pessoa disciplinada, você vai agir como pessoa disciplinada. Então você precisa mudar a narrativa interna. Pare de dizer: "Eu sou preguiçosa.
" Comece a dizer: "Eu sou uma pessoa que está desenvolvendo disciplina. Pare de dizer: "Eu não consigo". Comece a dizer: "Eu ainda não consegui, mas estou aprendendo.
" Isso pode parecer autoajuda barata, mas não é. É neurociência. O cérebro acredita no que você repete e age de acordo.
Então, cuide das palavras que você usa para se descrever, porque você tá literalmente programando seu cérebro. E tem outra coisa importante, você precisa de um sistema de responsabilização. Fazer as coisas sozinha é muito mais difícil, porque quando você só presta contas para você mesma, é fácil se enganar, se justificar, se sabotar.
Mas quando você tem alguém que tá acompanhando, que tá cobrando, que tá torcendo, é diferente. Pode ser um amigo, pode ser um grupo, pode ser um profissional, mas precisa ser alguém. Então, se você quer de fato mudar, encontre alguém para caminhar junto.
Não precisa ser todo dia, pode ser uma vez por semana, mas precisa ter. E precisa ser alguém que não aceita desculpas, alguém que vai te confrontar quando você tiver se sabotando, porque você sozinha não vai se confrontar. Você vai se consolar e consolo não gera mudança.
11º passo, celebre o processo, não só o resultado. Muita gente só comemora quando atinge o objetivo final. Emagrecer 20 kg, passar no concurso, conseguir o emprego.
Mas isso tá errado, porque o objetivo final pode demorar meses, anos. E se você só comemora no final, o cérebro não recebe reforço positivo durante o caminho e aí você desiste. Então você precisa comemorar cada pequena vitória.
Estudou hoje, comemora. Fez exercício mesmo sem vontade, comemora. Resistiu à tentação, comemora.
Pode ser só um eu consegui, mas precisa ser consciente, porque cada celebração libera dopamina e dopamina reforça o comportamento. Então, celebre o processo, celebre o esforço, celebre a consistência, o resultado vai vir como consequência. Agora vem uma parte que eu sei que vai doer em muitas de vocês.
Você precisa parar de viver no automático. A maioria das pessoas vive no piloto automático. Acorda, pega o celular, toma café, trabalha, volta, assiste TV, dorme, tudo no automático, sem consciência, sem intenção.
E aí no final do dia, no final da semana, no final do mês, olha para trás e pensa onde foi que o tempo passou, porque passou no automático. Então você precisa trazer consciência pro presente, precisa fazer escolhas intencionais. Toda vez que você for fazer alguma coisa, pergunta: "Isso me aproxima dos meus objetivos ou me afasta?
Eu tô fazendo isso porque eu escolhi ou porque é hábito? Eu tô vivendo ou só sobrevivendo? E dependendo da resposta, você muda a ação.
Consciência é o primeiro passo paraa mudança, porque você não pode mudar o que você não percebe. E olha, eu preciso te falar sobre o papel da espiritualidade nisso tudo. E eu sei que nem todo mundo é religioso, mas quando eu falo de espiritualidade, eu não tô falando necessariamente de religião.
Eu tô falando de conexão com algo maior que você. Pode ser Deus, pode ser o universo, pode ser a humanidade, pode ser a natureza, mas é aquela sensação de que você faz parte de algo maior. E isso é importante porque quando você se conecta com algo maior, você sai do egocentrismo, você para de pensar só em você, nos seus problemas, nas suas limitações, e aí você consegue acessar uma força que você não sabia que tinha.
Eu já vi pacientes que eram completamente sem esperança encontrarem força na fé, encontrarem propósito, encontrarem sentido. E isso mudou tudo. Então, se você tem alguma prática espiritual, usa, reza, medita, agradece, reflete, conecta, porque a gente não é só cérebro, a gente não é só corpo, a gente é também espírito.
E quando você alimenta o espírito, tudo fica mais fácil. Agora eu vou te falar sobre algo que quase ninguém fala, a importância do descanso. Muita gente acha que para mudar precisa estar o tempo todo em ação, precisa estar sempre produzindo e não, você precisa descansar.
O cérebro precisa de descanso para consolidar o aprendizado. É durante o sono que o cérebro organiza as informações, fortalece as conexões neurais, elimina toxinas. Então, se você tá dormindo mal, você tá sabotando todo o processo.
Você pode fazer tudo certo durante o dia, mas se não dormir bem, você não vai conseguir sustentar. Então, priorize o sono. Não é luxo, é necessidade biológica.
Durma pelo menos 7 horas. Evite tela uma hora antes de dormir. Crie um ritual de sono, porque o sono é o resete do cérebro e você precisa desse resete para continuar.
12º passo, tenha compaixão por você mesma. Olha, eu sei que eu falei muita coisa dura nesse vídeo. Eu sei que eu cobrei, que eu confrontei.
Mas eu preciso que você entenda uma coisa. Tudo isso que eu tô falando é porque eu acredito em você. Porque eu sei que você é capaz, mas eu também sei que você é humana.
Você vai errar, você vai falhar, você vai ter dias ruins. E tudo bem, isso faz parte. O problema não é cair, o problema é ficar caído.
Então, quando você errar, não se martirize, não se xingue, não desista. Levanta, sacode a poeira e continua. Porque o que define uma pessoa não é quantas vezes ela cai, é quantas vezes ela levanta.
Então, seja gentil com você mesma. Fale com você como você falaria com alguém que você ama, porque você merece o mesmo amor e a mesma compaixão que você dá pros outros. Eu tive uma paciente, Adriana, 49 anos, que era extremamente dura com ela mesma.
Qualquer erro, qualquer deslize, ela se punia psicologicamente e isso gerava mais ansiedade, mais culpa, mais autossabotagem. Aí eu pedi para ela fazer um exercício. Toda vez que ela errasse, ela tinha que escrever uma carta para ela mesma, como se estivesse escrevendo pra melhor amiga, com carinho, com compreensão, com apoio.
No começo, ela achou difícil. Ela não conseguia ter compaixão por ela mesma, mas insistiu e aos poucos ela foi mudando a relação com ela. E sabe o que aconteceu?
Ela começou a errar menos, porque ela não tinha mais medo do erro. Ela sabia que se errasse ela ia se acolher, não se punir e aí o erro perdeu o poder. Então agora eu quero te fazer algumas perguntas para você refletir e eu quero que você pare e realmente pense, não passa por cima.
o que você quer de verdade na sua vida, não o que os outros querem, não o que você acha que deveria querer, o que você quer e por você quer. Qual o seu porquê e o que te impede de ir atrás disso? É medo?
É preguiça, é autossabotagem? É crença limitante? Identifica, porque você não pode mudar o que você não identifica.
E depois que identificar, pergunta: "O que eu posso fazer hoje e agora para começar a mudar isso? " Não, amanhã, não, segunda-feira, agora. Porque mudança começa sempre no agora.
E olha, se você chegou até aqui nesse vídeo, eu já sei uma coisa sobre você. Você quer mudar? Você tá procurando, você tá tentando.
E isso já é mais do que a maioria das pessoas faz. A maioria das pessoas aceita a mediocridade, aceita a vida no automático, aceita o sofrimento como se fosse inevitável, mas você não. Você tá aqui, você tá assistindo, você tá aprendendo e isso já te coloca na frente.
Então, honra esse desejo de mudança. Não deixa ele morrer. Não deixa a rotina, a preguiça, o medo, a ansiedade eh eh matarem esse desejo, porque esse desejo é a sua alma pedindo evolução, é o seu espírito pedindo crescimento e você tem obrigação de atender, não pelos outros, por você.
Agora vamos falar de algo prático. Como é que você começa? Porque eu sei que você pode estar se sentindo sobrecarregada com tanta informação.
Então, vou te dar um passo a passo simples. Primeiro, escolha uma coisa, não 10. Uma pode ser exercício, pode ser estudo, pode ser um projeto, mas só uma.
Segundo, comece ridiculamente pequeno. Tão pequeno que você não consiga usar desculpa, tipo 2 minutos. Terceiro, faça todo dia no mesmo horário.
Todo dia, sem exceção. Quarto, celebre cada vez que fizer. Quinto, aumente gradualmente.
Uma semana, 2 minutos. Semana seguinte, três e assim vai. E só depois que isso virar automático, você adiciona outra coisa, porque o cérebro aprende melhor com mudanças graduais.
Mudança radical gera resistência. Mudança gradual gera integração. E eu vou te dar uma ferramenta poderosa, rastreamento.
Pega um calendário, pode ser de papel mesmo, e todo dia que você cumprir a atividade, você marca um X e aí você vai criando uma corrente de Xs e o objetivo é não quebrar a corrente. Isso funciona porque é visual, é simples e gera um senso de progresso. O cérebro adora progresso.
Então, quando você vê aquela corrente crescendo, você sente orgulho e aí não quer quebrar. Parece bobagem, mas funciona. Jerry Seinfeld, o comediante, usou essa técnica para escrever piadas todo dia e funcionou tão bem que ele virou um dos maiores comediantes do mundo.
Então, usa, rastreia e não quebra a corrente. Agora eu preciso falar sobre a importância da paciência. Vivemos numa cultura de gratificação instantânea.
A gente quer resultado para ontem. A gente quer emagrecer numa semana, ficar rico em um mês, mudar de vida em um ano. Mas mudança real, mudança profunda, leva tempo, leva anos.
E tudo bem, porque você vai viver esses anos de qualquer jeito. Então, melhor viver progredindo do que viver estagnada. Então, tenha paciência, confie no processo, continua fazendo o que você sabe que precisa fazer, mesmo quando não vê resultado imediato, porque o resultado tá vindo, você só não vê ainda.
É como plantar uma árvore. Você planta semente, rega, cuida e por semanas você não vê nada. Mas lá embaixo as raízes estão crescendo e um dia de repente brota e aí cresce rápido.
Com você é a mesma coisa. Você tá regando as raízes, confia. E tem uma coisa que eu preciso te alertar.
Você vai ter resistência interna. O cérebro vai sabotar. Ele vai criar desculpas, vai gerar ansiedade, vai fazer você se sentir mal, porque ele tá com medo.
Medo da mudança, medo do desconhecido, medo de sair da zona de conforto. E aí ele vai tentar te convencer a desistir, vai dizer que você tá cansada, que tá doente, que não é o momento certo, que amanhã você começa. E você precisa reconhecer quando isso acontecer e precisa falar com essa parte de você.
literalmente fala em voz alta. Eu sei que você tá com medo. Eu entendo.
Mas nós vamos fazer assim mesmo, porque é importante e aí você faz mesmo com medo, mesmo com resistência, porque coragem não é ausência de medo, é ação apesar do medo. Olha, eu vou te contar uma última história. Eu tive uma paciente, a Marta, 57 anos, que passou a vida inteira sendo capacho dos outros.
marido, filhos, patrão, todo mundo pisava nela e ela achava que era amor, achava que era bondade. Até que um dia ela teve um ataque de pânico tão forte que foi parar no hospital. E aí ela veio no consultório e começamos a trabalhar.
E ela percebeu que ela não tinha limites, ela não sabia dizer não, ela não sabia se respeitar e que isso não era amor, era medo. Medo de rejeição, medo de abandono. E aí começamos a trabalhar os limites.
No começo foi muito difícil. Ela se sentia culpada toda vez que dizia não, mas insistiu. E aos poucos ela foi recuperando a vida dela, recuperando o tempo dela, a energia dela, o respeito dela.
E sabe o que aconteceu? As pessoas que realmente amavam ela continuaram e as pessoas que só usavam ela foram embora. E ela percebeu que isso era bom, que ela não precisava de gente que só queria explorar.
Hoje ela é outra pessoa, firme, segura, respeitada, mas para chegar aí ela teve que enfrentar o medo, teve que sair da zona de conforto, teve que fazer coisas difíceis e você também vai ter que fazer. Então agora eu quero que você tome uma decisão aqui, agora você vai continuar na mesma ou você vai mudar? Porque olha, ninguém vai fazer isso por você.
Ninguém vai vir te salvar. Você é a heroína da sua história. Você é a única que pode mudar a sua vida.
Então, decide. Decide que daqui paraa frente você vai ser diferente. Decide que você vai honrar o seu potencial.
Decide que você vai fazer o que precisa ser feito, mesmo quando for difícil. E depois que decidir, age, porque decisão sem ação é ilusão. E olha, se depois de tudo que eu falei, você ainda tá pensando: "Ah, mas eu não sei se consigo".
Eu vou te dizer uma coisa. Você não precisa saber se consegue. Você só precisa tentar, porque é tentando que você descobre, é fazendo que você aprende.
Não existe garantia, não existe certeza. Existe tentativa e persistência e fé. Fé em você mesma, fé no processo.
Fé em que você é capaz de mais do que imagina, porque você é. Mesmo que você não acredite, agora você é. Então, pega tudo que eu falei nesse vídeo, anota, relê, aplica.
Não deixa isso virar só mais um vídeo que você assistiu e esqueceu. Deixa isso virar o ponto de virada da sua vida, porque é possível, mudança é possível, mas depende de você. Ninguém mais, você.
Então, assume a responsabilidade, assume o poder e vai. E se você gostou desse vídeo, se isso tocou você de alguma forma, compartilha, porque tem muita gente por aí precisando ouvir isso. Tem muita gente sofrendo, achando que não tem saída, achando que não é capaz.
E você pode ser o instrumento para levar essa mensagem para essas pessoas. Então, compartilha, marca alguém que precisa ouvir e se inscreve no canal, porque eu tô aqui para te ajudar. Toda semana tem vídeo novo com conteúdo profundo, verdadeiro, que pode mudar a sua vida.
Ativa o sininho para você não perder e deixa um comentário me contando qual foi a maior sacada desse vídeo para você. O que que você vai começar a fazer diferente a partir de agora. Eu leio todos os comentários e às vezes eu respondo: "Então, participa.
Faz parte dessa comunidade de pessoas que querem evoluir, que querem crescer, que querem viver de verdade. E antes de terminar, eu quero te deixar com uma última reflexão. A vida é curta, mais curta do que você imagina e ela passa rápido.
E quando você chegar no final, você não vai se arrepender das coisas que tentou e não deu certo. Você vai se arrepender das coisas que não tentou, das oportunidades que deixou passar, dos medos que te paralisaram, dos sonhos que você deixou morrer. Então, não deixa isso acontecer.
Não deixa a vida passar sem você ter vivido de verdade, sem você ter tentado, sem você ter dado o seu melhor, porque você merece. Você merece viver uma vida plena, uma vida com propósito, uma vida que vale a pena. Mas isso só vai acontecer se você fizer acontecer.
Ninguém vai fazer por você. Então, levanta, sacode a poeira, para de reclamar, para de se vitimizar, para de esperar o momento perfeito e vai, faz, erra, aprende, tenta de novo, cai, levanta e continua. Porque é assim que se constrói uma vida, é assim que se constrói resiliência, é assim que se constrói caráter.
E é assim que você vai se tornar a melhor versão de você mesma. Não para agradar ninguém, não para provar nada para ninguém, mas para você mesma, porque você vai ter que viver com você pelo resto da vida. Então, torna essa convivência a melhor possível.
Se torna alguém que você admira, alguém que você respeita, alguém que você ama. E lembra, você não tá sozinha nessa jornada. Eu tô aqui, tem milhares de pessoas assistindo isso junto com você.
Tem gente torcendo por você, tem gente acreditando em você, mesmo sem te conhecer, porque a gente faz parte da mesma humanidade. E quando um de nós cresce, todos nós crescemos, então cresce, evolui, se transforma e ajuda outras pessoas a fazer o mesmo. Porque esse é o nosso propósito aqui, evoluir, crescer, amar, servir, fazer diferença.
Eu espero de coração que esse vídeo tenha sido útil para você, que tenha trazido clareza, que tenha trazido esperança, que tenha trazido força e que daqui pra frente você seja diferente, que você aja diferente, que você viva diferente, porque você pode, você sempre pode, você só precisava acreditar. Um beijo no coração de cada uma de vocês. Obrigada por estar aqui.
Obrigada por me assistir. Obrigada por confiar. E lembra, você é capaz, você é forte, você é merecedora e você vai conseguir.
Eu acredito em você. Agora você precisa acreditar em você também. Até o próximo vídeo.