das empresas. A polícia recolheu documentos contábeis e apreendeu três helicópteros. O Ministério Público de São Paulo investiga o desvio de R$ 2 bilhões deais em fraudes no recolhimento de impostos desde o fim da década de 1990.
Tentaram de tudo. Aí só tinha uma estratégia que que era a estratégia mais antiga da Coca-Cola, que é o quê? Matar concorrência, estrangular, concorrência, liquidar, concorrência brasileiro.
Não tem medo de estrangeiro. Estão me prendendo por uma empresa que não é minha. Eu tô aqui preso pela Coca-Cola.
[Música] O Dolinho é o seu amiguinho. Mas e se eu te dissesse que por trás desse bonequinho verde existe uma história cheia de corrupção, prisões e acusações pesadíssimas? A Dolly, que muita gente conheceu pelos comerciais bizarros e pelo jeitão brasileiro raiz, virou notícia novamente e não foi por lançar um novo sabor.
O dono da marca, o Laert Codon, ele foi condenado a mais de 11 anos de prisão por corrupção ativa, falsificação de documentos e crime ambiental. Mas calma, isso é só a ponta do iceberg. A marca já enfrentou acusações de sonegação bilionária, teve fábricas fechadas, entrou em guerra com a Coca-Cola e até hoje diz que tudo não passa de perseguição das grandes multinacionais.
Será que o Dolinho é só uma mascote fofa? Ou estamos falando de um dos maiores escândalos corporativos do Brasil, disfarçado de refrigerante barato? No vídeo de hoje você vai conhecer o lado obscuro da Dolly, uma história que mistura marketing, poder, justiça e muita treta.
Eu sou Marcelo Milos e depois a vinheta eu te compro. A Dolly acabou se tornando uma das marcas de refrigerante mais conhecidas e populares do Brasil. [Música] brasileiro.
Ela foi originalmente fundada em 1987 pelo empresário Laertodonho, tendo a sua principal sede localizada na cidade de Diadema, em São Paulo. A empresa conta com uma linha de produção variada que inclui desde sucos até refrigerantes, sendo esses últimos o grande destaque da marca, especialmente o famoso Dolly Dolly Dolly, o melhor. Para quem não sabe, a Dolly foi pioneira no Brasil ao lançar o primeiro refrigerante DI do país.
Isso aconteceu já na época da fundação, mas foi só no finalzinho dos anos 90 que a Dolly começou a ganhar fama em todo o Brasil e se tornar realmente conhecida no país inteiro. Um episódio que ajudou a impulsionar a popularidade da Dolly aconteceu em 2003, quando a então modesta empresa brasileira enfrentou ninguém menos que a maior e mais poderosa marca de bebidas do mundo. Esse episódio foi conhecido como o caso Coca-Cola versus Dolly.
Tudo começou quando o dono da Dolly resolveu bater de frente com a gigante americana, acusando a Coca-Cola de praticar concorrência desleal, sugegar impostos e até a utilizar folhas de Coca na fórmula do seu principal refrigerante. As acusações foram tão ousadas que ele chegou a lançar a frase de impacto brasileiro não tem medo de estrangeiro, reforçando a ideia de que uma empresa nacional podia sim enfrentar uma multinacional. Tem um momento em que ele cita aqui, Laert, estratégia de liquidar.
Eu queria que você explicasse isso depois, mas eu vou citar aqui o trecho final do que ele diz nessa fita. Então, só tinha uma coisa a fazer, que é essa estratégia a mais, que esta é a estratégia mais antiga da Coca-Cola. Comprar a concorrência, fechar a concorrência, estrangular a concorrência, combater a concorrência.
Então, imagina você ter a maior verba publicitária do mundo e a marca mais poderosa do mundo contra você. E o interessante que depois mais para frente foi eh ele coloca o seguinte: "Poxa, eu fiquei até chateado porque eu, poxa vida, fiz tudo para te quebrar, não consegui". Ele fala: "Pô, sabe que eu fiquei até chateado?
" E mostra que nós brasileiros somos competentes sim e que a Coca-Cola não consegue nos competir conosco. Que muita gente às vezes imagina, é ser produto brasileiro, não. Produto brasileiro é melhor do que os outros.
A competência do brasileiro às vezes é melhor do que os outros. E a prova é essa. Eles mesmos falam que eles não conseguimos fazer nada.
tá tendo prejuízo, prejuízo. Não sabia mais o que fazer, tentaram de tudo. E aí só tinha uma estratégia que que era que era a estratégia mais antiga da Coca-Cola, que é o quê?
Matar concorrência, estrangular concorrência, liquidar a concorrência. Isso fim. Essa história é interessante e muita coisa que aconteceu com a Dolly, até com o próprio Laert, que ele coloca na conta então dessa treta aí com a gigante multinacional.
Querendo ou não, toda essa polêmica acabou ajudando a Dolly a ganhar visibilidade, pelo menos no curto prazo. Lembro que a marca tava presente em vários merchans, né, principalmente nos programas da Rede TV, como Pânico, Bonita agora no verão, Energia do Verão, todo brasileiro gosta e Dolly para completar essa estação. Então, você já experimentou Dolly?
Ainda não? Então não perca mais tempo. A relação entre a emissora e a Dolly era tão próxima que a Rede TV foi a que mais deu o espaço para divulgar essa treta com a multinacional, ajudando a reforçar a imagem da empresa junto com o público.
Foi depois dessa briga que aconteceu outro marco pra empresa que foi a criação de uma das maiores mascotes de todos os tempos, né? O Dolinho, seu amiguinho. Sou Dolinho, seu amiguinho.
Vamos cantar. O boneco verde foi ideia do próprio dono da empresa. Segundo Laet, a personagem foi inspirada no Teletubs, já que a sua filha era fã e de tanto assistia o programa com ela, acabou surgindo a ideia então do Dolin.
Só que com o passar dos anos, o Laet acabou se tornando alvo das autoridades e com isso um lado pouco conhecido da simpática marca acabou vindo à tona, o lado sombrio da Dolly. Em 2018, o Laet foi preso junto com seu ex-gerente financeiro, acusado de envolvimento em um esquema de fraude fiscal. Na época, algumas das fábricas da Dolly chegaram a ser fechadas, mas pouco tempo depois acabaram sendo reabertas.
En entrevistas a Folha de São Paulo e a revista Isto é Dinheiro, Codonho atribuiu a sua prisão a uma armação da Coca-Cola e da Ambev, alegando que as multinacionais adquiriram uma empresa de tecnologia, a Nelway, usada para fazer com que procuradores estaduais e da Fazenda Nacional introduzissem informações erradas no processo que resultou a sua prisão. Ele também alegou que foi roubado por contadores de confiança. Enfim, nessa ocasião a situação já tinha virado um rolo bem pesado mesmo para ele.
O Don na ocasião entrou com ações indenizatórias contra os procuradores. Um dos argumentos foi de que atribuíram a ele a existência de uma empresa num paraíso fiscal para ocultação de patrimônio. Só que a empresa citada nunca pertenceu ao empresário, o que foi e reconhecido então judicialmente.
Na época, os procuradores acusaram a empresa de segar mais de 4 bilhões em impostos, né? O que levou aí ao congelamento das contas da Dolly. Isso, é claro, provocou uma reação imediata na empresa que passou a correr um sério risco de falência, além de enfrentar a ameaça de liquidação de seus ativos e passivos.
No entanto, em 2020, a justiça reconheceu que a acusação era falsa e acabou anulando a decisão. De quase R bilhões deais sem poços que a empresa DOI era acusada pela Receita Federal de Segar, foi considerada nula pela justiça. Pela decisão publicada recentemente, a fabricante de refrigerantes é, na verdade, credora de mais de R milhões deais.
Já na esfera estadual, a dívida também chegava a quase R$ 4 bilhões deais, só que o valor reconhecido é de 26 milhões deais. Eu tô irritado, tô irado, mas tô calmo. Por quê?
Porque eu tenho eu tenho eu sabia que eram 26 milhões. Poucos dias depois, com os bens bloqueados, a empresa pediu recuperação judicial através de processos movidos por diversos credores e controladores da companhia. O pedido foi aprovado e a empresa entrou no processo de recuperação.
O fato é que esse caso quase que levou a empresa à falência. Se a situação tivesse se arrastado por mais algum tempo, muito provavelmente a Dolly teria ido pro espaço e o Dolin junto com ela. Durante esse rolo, a empresa fez até um comercial que ficou marcado, que foi junto ali, né, ele e o mascote, é, fazendo um breve pronunciamento sobre o caso.
Oi, pessoal. Estou fazendo de tudo para acabar com a gente. Por Deus e pelas pessoas do bem, a Dolly ainda existe.
Muito obrigado pelo seu carinho e preferência. Sem vocês, não teríamos sobrevivido. Mais que nunca, precisamos do seu apoio nessa luta.
A Dolly tem orgulho de ser brasileira e brasileiro não tem medo de estrangeiro. Só que apesar de terem saído dessa com vitória, né, na justiça, o estrago já estava sendo feito, né? Várias fábricas da empresa foram fechadas e milhares de funcionários acabaram sendo demitidos.
No fim das contas, a empresa conseguiu aos pouco se reerguer depois de tudo isso. Mas, mas, mas recentemente a empresa levou outro golpe pesado. O dono da Dolly, o Laert Codonho, ele foi condenado a 11 anos e 10 meses e 4 dias de prisão por corrupção ativa, falsificação de documentos e crime ambiental.
A sentença foi dada pela quarta vara de Itapecirica da Serra. Além de Codonho, outras sete pessoas também foram condenadas na primeira instância, lembrando que a sentença ainda cabe recurso. O juiz Dalma Moreira Gomes Júnior rejeitou o pedido do empresário para substituir a prisão por medidas alternativas, como a tornozeleira eletrônica, e determinou que ele pague uma multa de R$ 500.
000. Essa denúncia no Ministério Público contra o Laest foi recebida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em abril de 2019 e o caso envolve aí danos ambientais causados por sua empresa, a Stock Bank e um terreno localizado aí na rodovia Réges Bitencur em São Lourenço da Serra. O terreno, de acordo com o processo, é uma área de preservação permanente e qualquer modificação no local exigiria aí a autorização ambiental responsável.
Além disso, a acusação afirma ainda que Laerton teria oferecido subornos a servidores públicos para evitar punições pelo desmatamento da área. O processo menciona que os envolvidos no crime foram avisados com antecedência sobre uma operação policial na região, sendo orientados a suspender o desmatamento temporariamente. Ouvindo agora a defesa do Laet, eles argumentam que o processo deve ser anulado por violação dos direitos do acusado e por falta de evidências sobre a sua participação nos crimes.
Segundo os advogados, as acusações são baseadas em uma abordagem genérica e não comprovam a ligação de Laertos atos ilegais. A defesa já informou que vai recorrer da sentença e acredita que o Tribunal de Justiça de São Paulo deve revisar a condenação. Segundo os advogados de La acusação de falsificação de documentos seria indevida, já que a perícia grafotécnica não comprovou que ele fosse mesmo então o autor das assinaturas.
Eles também contestam a acusação de crime ambiental, afirmando que as obras no terreno estavam devidamente autorizadas em andamento aí com o aval do Ministério Público. Já o Laércodonho disse recentemente que ele irá contestar a sentença e explicou os pontos do porqu é inocente. Segundo ele, quando adquiriu o imóvel, já havia autorização para a exploração de uma lavra de água.
E na mesma escritura também estava permitida a construção do galpão para a produção de água mineral. Codonho afirmou que ao comprar a propriedade, a CETESB já havia emitido uma pré-autorização para o ato. Nós compramos um terreno em São Lourenço da Serra, isso em 2013, 14, como você tem os documentos, a escritura fala que tá autorizado a implantar uma indústria de água mineral com uma lavra e autorizada a fazer um galpão.
Então, nada foi feito irregularmente. Sobre as acusações de falsificação de documentos, o empresário questionou a decisão judicial, afirmando que as assinaturas presentes no documento não eram suas. De acordo com ele, um laudo grafocitado pelo juiz responsável pela sentença confirmou que a assinatura não era dele, chamando a situação de absurda.
Nós pedimos um exame grafotécnico porque eu disse que aquela assinatura não era minha. foi feito o exame com autorização desse juiz e mesmo assim eu tô sendo condenado. O empresário também mencionou que obteve permissão da comarca de Itapecirica para acelerar a conclusão aí das obras e que a própria justiça havia confirmado que tudo estava em ordem para finalizar a construção, mas mesmo assim ele foi condenado por crime ambiental.
E por outro lado, eu tenho na mesma comarca o juízo cívil falando para eu concluir logo a obra. Se eu tivesse uma obra com problemas, obviamente que o juiz não iria pedir para concluir a obra. Quanto à condenação por corrupção, Codon se defendeu entrevista CNN, alegando que as mensagens usadas no processo surgiram após a apreensão e perícia de um celular.
Agora, o mais interessante é o seguinte: em 2018 foi aprendido esse celular que na ocasião estava comigo. Em esse processo ambiental de Itapirica é de 2019. Então, em 2018 foi periciado e nunca existiram essas mensagens que foram alegadas.
Então, realmente, eu desconheço o que tá acontecendo. Em comunicado, a defesa de Codões solicitou a anulação do processo, argumentando que a investigação foi conduzida pelo Ministério Público sem respeitar os direitos fundamentais do acusado e do seu advogado. Enfim, pelo jeito, esse caso ainda vai longe e só o tempo vai dizer se Lahert vai conseguir sair dessa mais uma vez como inocente ou se dessa vez a coisa vai realmente pegar mal aí pro lado dele, pro lado do Dolinho.
Bom, no final das contas, quem diria que por trás o seu amiguinho existia tanto BO, não é? A Dolly pode até ter enfrentado gigantes, criado uma das mascotes mais icônicas da TV brasileira, mas também coleciona processos, prisões e tretas dignas de séries da Netflix. Será que o Dolinho vai visitar o Laet na cadeia ou será que vem aí mais um comercial emocionado explicando tudo?
Comenta aqui embaixo o que que você acha disso. Quero saber a sua opinião. Até o próximo vídeo.