Bom dia, meus amigos! Tudo bem? Sejam bem-vindos de volta!
É um baita prazer tê-los aqui hoje, 31 de janeiro. Hoje, faremos meditações históricas diárias. Como tem sido prazeroso seguir aqui com vocês!
Espero que estejam gostando, hoje com uma meditação de Marco Aurélio, para fecharmos bem os 31 dias do mês, com uma reflexão intitulada "Filosofia como um remédio para a alma". Tenho recebido mensagens legais do tipo: "Eu não imaginava que filosofia era algo impenetrável, algo a que eu nunca conseguiria ter real acesso. Eu ficava intimidado diante das coisas da filosofia.
" Mas que bom ver que eu consigo não só aprender filosofia, mas também trazer a filosofia para o meu dia a dia. A filosofia helenística, de modo geral, e essas correntes, né? O estoicismo, o epicurismo, o ceticismo, o cinismo.
. . Essas correntes filosóficas helenísticas estão muito próximas de nós, especialmente na medida em que são filosofias aplicadas ao cotidiano, que buscam a felicidade do homem, o Bem Viver do homem.
Então, essa transposição da reflexão filosófica para o nosso dia a dia. . .
Que bom que vocês estão gostando e estão aqui comigo! Bom, sem mais delongas, passo à leitura de Marco Aurélio em suas meditações: "Não retorne à filosofia como um capataz, mas como os pacientes que buscam alívio num tratamento para os olhos inflamados, ou em um curativo para uma queimadura, ou em um unguento. Vá, filosofia!
Como quem busca tratamento para uma queimadura, como quem busca tratamento para os olhos inflamados. Vá, filosofia, para curar males aos quais todos nós estamos sujeitos! Encarando-a dessa maneira, obedecerá à razão sem a exibir, sem querer ostentar esse modo de vida interessante.
" Quando a gente fala dos sábios históricos, quando a gente fala dos sábios epicuristas, quando a gente fala dos sábios cínicos, né? Como Diógenes, o cínico, Diógenes, o cão. .
. Esses caras tinham uma profunda preocupação em serem a representação encarnada daquilo que defendiam, das ideias que defendiam. Hoje em dia, se vocês repararem, nós estamos, e eu insisto muito nesse ponto: cuidado ao educarem os vossos filhos.
Nós estamos muito focados nas falas das pessoas, né? Nos discursos das pessoas. "Olha, você viu o que o Fulano disse?
Você viu que o Fulano falou? Você viu no vídeo o Fulano dizendo aquilo? Você viu no áudio o que o sujeito fez?
Você viu a gravação do. . .
? " Mas a gente destreinou o olhar para o que as pessoas fazem, o modo como elas vivem, coisas que dizem muito mais do que emissões vocais. E esses filósofos, especialmente os estóicos, desejavam ser e eram íntegros nesse sentido: inteiros.
"Pensar, dizer e agir em uníssono", a coerência do sujeito de cabo a rabo. O que mais existe nos dias de hoje é incoerência, né? Os caras fazendo preleções sobre ética, os caras mais antiéticos; os caras fazendo preleções sobre humildade, os caras mais arrogantes; os caras falando de simplicidade, os mais vaidosos.
Enfim, encarando a filosofia dessa maneira, obedecerá à razão sem a exibir e repousará tranquilo aos cuidados dela, como quem teve uma vida tranquila, teve uma vida pacificada. "Torquem-se naquilo que você defende. Torne-se aquilo que você defende.
Chega de fraude, né? De gente arrotando virtudes quando essas virtudes não são contempladas pela própria pessoa. " Quanto mais ocupados ficamos, quanto mais trabalhamos, aprendemos as práticas do trabalho, lemos as coisas cotidianas, maior a chance de ficarmos à deriva, né?
Quanto mais a gente passa pelo mundo, com as coisas que o mundo tem exigido de nós, mais a gente vai se perdendo nessas armadilhas do mundo, nessas armadilhas que tiram a nossa energia, que nos sugam, que nos trazem desconforto, que nos tiram de uma condição de tranquilidade desejável. Não de letargia, mas de tranquilidade desejável. Não de um ódio à vida da sociedade, mas uma frequentação criteriosa da sociedade.
Estamos ganhando dinheiro, sendo criativos, nos sentindo estimulados e atarefados. Parece que tudo vai bem, contudo, nos afastamos cada vez mais da filosofia. Por isso que você vê por aí pessoas que desprezam a forma de pensamento um pouco mais profundo.
Esses dias eu vi uma propaganda maravilhosa. . .
Bom, seria maravilhosa se não fosse trágica. "Não precisa ler a Ética Nicômaco, eu tenho aqui para você um vídeo de 15 minutos. Ouvindo, você vai extrair o essencial da Ética Nicômaco de Aristóteles.
Aprenda Platão em 5 minutos por meio desse livro aqui. " Você tá de brincadeira comigo, né? Tem um menino, um influenciador da filosofia, que estava selecionando livros por complexidade.
Você vê, um menino influenciador de filosofia, até com uma certa audiência. Aí ele fala assim: "O livro Fulano não, isso é muito complexo. " Não sei o quê.
Aí, lá pelas tantas, ele cita os Diálogos de Platão e considera os Diálogos de Platão bastante simples, uma leitura bastante tranquila. "Como, cocô? Velho, você tá de brincadeira comigo.
Você tá de brincation with me! " Os caras são loucos, são loucos! Filosofia, especialmente filosofia desse nível, exige meditação, negão!
Exige parar e refletir. Se tá fácil, tá errado! Se tá fácil, tá errado!
É o que é bom! Como é que é? Eu tenho uma tatuagem aqui que é uma frase de Platão, né?
É uma frase de Platão: "O que é belo é difícil. " As coisas belas são difíceis. Então, se vale a pena, vai dar um trabalhinho.
A vida refletida, a vida da filosofia, fica aí. Sua coisa preta maravilhosa, essa negligência com as coisas da filosofia acabará acarretando um problema. O estresse se acumula, nossa mente fica confusa, esquecemos o que é importante e isso nos causa um mal: gente que tem tudo, mas não tem nada.
Que enriquece materialmente, mas se empobrece interiormente. Olha, eu frequento uma galera embriagada; de vez em quando, frequento em ambiente profissional. Eu não aguento ficar 2 minutos conversando com os caras, é o vazio!
Se você abrir a boca do cara e jogar uma moeda lá dentro, bate lá no fundo dele assim: vai TIM, tiim, tiim. . .
E não tem nada dentro! Nada! É milionário, é milionário, tem nada dentro!
Nunca parou para refletir 2 minutos do porquê daquela correria, do porquê daqueles valores. E a conversa é sempre assim: "Ô, Denão, me explica em 30 segundos isso aqui, isso aqui, isso aqui! " Porque ele não quer aprender, ele só quer regurgitar a mesa do jantar uma coisa que ele ouviu da boca de quem estuda.
Quando algo desse tipo acontece, é importante pisarmos no freio, pormos de lado todo o ímpeto e o momento. Calma, calma, retornemos aos modos operandi, às práticas que sabemos estarem enraizadas na clareza, no bom julgamento, nos bons princípios e na boa saúde. O estoicismo foi concebido para ser um remédio pra alma; esse é o propósito do estoicismo.
Por isso que vocês gostam tanto, porque é uma filosofia prática, uma filosofia que, se você aplica, ela nos livra das vulnerabilidades da vida moderna. Ele, no caso, estoicismo, né? Ele nos restaura com vigor do que precisamos para prosperar na vida.
Cuidado com o conceito de prosperar, né? A gente já viu isso numa reflexão anterior: o que muita gente chama de prosperar é, na verdade, um mergulhar num cipoal de problemas e em tranquilidade. Entre em contato com essa filosofia hoje e deixe-a curá-lo!
Deixe-a curá-lo! Que é o que nós estamos fazendo aqui, diariamente, nos banqueteando. Para usar aquela primeira reflexão do cênica, né, que abre o livro: é para nos banquetearmos com o que a filosofia nos oferece de melhor, para que aproveitemos da melhor maneira possível esses tantos bons alimentos que foram deixados à mesa para todos nós.
Beijão para vocês, gente! E até o mês de fevereiro. Só faltam 11!
Imaginem vocês que nós passamos janeiro inteiro falando de filosofia. O quanto de filosofia ainda não vem por aí! Será um ano glorioso.
Beijão para vocês!