[Música] [Música] [Música] Boa noite me chamo Jairo Lacerda Tenho 38 anos e moro em Teresópolis no estado do Rio de Janeiro eu tenho meu próprio negócio junto com minha esposa meu irmão e sua mulher e com muito esforço conseguimos realizar alguns sonhos dentre esses muitos sonhos um era visitar o estado do Amazonas e conhecer aquele belo lugar e conseguir realizarem meu aniversário de 30 anos e junto com meus sócios de trabalho Fom passar 15 dias por lá Nós já tínhamos visto a parte de viagem pousadas passeios e alimentação sem falar nas compras e tudo que
poderíamos fazer e aproveitar por lá só que o destino nos reservou algo mais mas essa parte eu preferia não ter conhecido nós tínhamos pego uma balsa que nos levou até uma pousada onde iríamos passar a primeira semana lá era muito bonito com passeios comidas típicas além de Belos lugares para fotografar os primeiros três dias foram incríveis e nós mal podíamos esperar o que aquele belo lugar ainda nos reservava só que naquela manhã nós nem imaginávamos a história que estávamos prestes a conhecer nós sempre acordávamos muito cedo PR ver o nascer do sol e nessa manhã
vimos o dono da Balsa que tínhamos chegado Colocando vários metros de uma corda grossa para dentro de seu transporte e eu corri para ajudar o homem parecia nervoso e eu perguntei se estava tudo bem mas o homem mal conseguia falar de tão cansado foi quando ele me olhou e perguntou Você tem filhos Eu respondi que não e ele continuou pois eu não consegui dormir essa noite cuidando do meu essas cordas são para ver se ele se acalma um pouco eu me assustei com as palavras do homem mas não disse nada e ele continuou peguei meu
filho essa noite abrindo a porta de casa e andando pro rumo do Rio eu chamava seu nome mas ele parecia não escutar minha voz então começou a correr e se jogou nas águas e eu fui atrás para tentar salvá-lo eu o puxava para fora da água e ele se debatia e gritava querendo ir para o fundo novamente ele dizia que uma voz o chamava e ele tinha que ir pois era como um grito alto dentro de seus ouvidos eu consegui tirá-lo da água e ficamos essa noite quase toda o segurando dentro de casa até agora
a pouco só depois que ele adormeceu eu consegui vir aqui pegar algumas coisas para o impedir ao menos por enquanto dele sair de casa Pode parecer loucura minha mas vocês não viram o que eu vi essa noite Havia algo nas águas que chamava por meu filho e ele teria morrido afogado se eu não tivesse acordado nós nos oferecemos para ajudar e fomos até a casa do homem ver com nossos próprios olhos o que ele acabara de contar descemos o rio por uns minutos e Chegamos em umas casas Humildes na beira do rio onde a família
do homem vivia e ao entrarmos Vimos um menino Dormindo com uma corda amarrada na perna e a outra na ponta da cama com ele havia uma senhora mais idosa e uma mais jovem que era a mãe do menino ajudamos a levar as cordas e tentamos ponderar com a família que esse não seria o melhor modo de lidar com a situação foi quando a senhora que estava sentada nos olhou e disse quando eu era criança de vez em quando sumiam pessoas conhecidas nossas eram em sua maioria pescadores acostumados com o Rio e seus perigos que saíam
de suas casas e nunca mais voltavam alguns diziam que era coisa de onça que os pegavam quando eles saíam dos barcos para fazer comida já outros falavam que era coisa de cobras ou jacaré mas a verdade era que a pessoa que sumia nunca mais era vista e nenhum sinal do que poderia ter acontecido Era encontrado então naquele tempo começou a sumir criança e criança que ia deitar na segurança de suas casas mas quando amanhecia a rede estava sem ninguém e ela havia sumido não eram muitas uma ou duas por ano nenhum animal tinha invadido a
casa e os pais normalmente dormiam perto então vocês devem estar se perguntando como a criança sumia a não ser que ela tenha saído Por sua conta abrindo a porta e ido embora e era isso que acontecia certa vez Meu pai chegou em casa dizendo que tinha visto algo ele escutou de longe com outros homens alguém cantar era uma voz de mulher e todos eles a viram se banhando entre as pedras mas quando chegaram mais perto viram uma longa cauda de cobra que se balançava nas águas transparentes fazendo pequenas ondas foi quando a mulher virou e
eles viram que a longa cauda era dela e de dentro de sua boca saí uma língua dessas como de uma cobra grande em segundos a coisa mergulhou nas águas e sumiu deixando todos em pânico com medo dela surgir de qualquer lugar e puxar Algum deles do barco para as águas mas todos que estavam ali conseguiram voltar para casa naquele dia meu pai me contou essa história muito assustado e eu me assomi por daquele jeito ele até falou que passaria alguns dias sem entrar no Rio só que o perigo daquele dia ainda não havia acabado naquela
noite eu acordei com a voz de minha mãe gritando do lado de fora da casa ela gritava e eu corri para ajudar quando vi ela segurava sozinha desesperada no braço de meu pai que estava andando na direção das águas do rio e falando a mesma coisa que meu neto falou na noite passada que uma voz o chamava e ele tinha que ir pois era como um grito dentro de sua cabeça e não tinha como dizer não a ela ele tinha sido Encantado pela criatura e só ele ouvia a tal voz foram precisos muitos homens para
segurá-lo naquela noite e eles por Deus ouviram nossos Gritos e vieram em nosso socorro o impedindo de se jogar nas águas ele ficou enfeitiçado por três noites amarrado com cordas grossas e com várias pessoas ao redor e na quarta noite ele estava bem o encanto havia acabado ninguém sabe que demônio é esse eles têm vários nomes e várias formas o chamam de Mãe D'água cobra grande e sereia de água doce ou mulher cobra mas não importa que nome a coisa Tenha ela tem sempre a mesma vontade levar suas vítimas até a água onde ela nunca
mais será achada quando meu pai se livrou da voz em sua cabeça ele nos contou que via uma mulher dançar nas águas ela tinha o corpo de uma cobra e seus olhos brilhavam mas ele não sentia medo pelo contrário senti uma vontade gigante de ir até ela mesmo que isso arriscasse sua vida a criatura não leva só homens leva crianças animais e qualquer um que que consigu encantar Não Foram poucos os casos de grandes animais que se jogavam nos rios e Iam até o fundo se afogando nas águas os donos dos bichos não sabiam explicar
o porquê de seus animais fazerem isso mas era ela a criatura que os chamava para as profundezas eu olhava para a senhora ali sentada no contando a história e me sentia em um terrível filme de terror pois tenho certeza que ela não fazia aquilo para nos meter medo e sim para que nós pudéssemos entender que amarrar o menino era a coisa certa a se fazer quando o homem da Balsa nos deixou na pousada encerramos Nossa estadia e decidimos ir para outro lugar de um que fosse bem distante da história que tínhamos acabado de escutar quando
voltei PR casa eu pesquisei que nem um louco sobre a história que a senhora havia nos contado e foi justamente como ela havia falado a criatura tem vários nomes mas o que chega mais perto da descrição é cobra grande ou mulher cobra muito comum no folclore amazonense já fizemos algumas outras viagens Depois dessa mas não ouvimos nada nem parecido com a história da mulher cobra do Amazonas que dança nas águas escuras enfeitiçando suas vítimas e os atraindo para as Águas Profundas onde encontra seu fim Boa noite me chamo Maurício Alencar tenho 27 anos e sou
neto do dono de Uma das Histórias mais sinistras que já aconteceram aqui no interior paraibano uma frase que meu falecido avô sempre falava era Nunca confie em ninguém principalmente em mulher bonita eu sempre ficava rindo quando ele falava isso só que a história que Ele viveu quando era moço não tem nada de engraçado como vocês poderão confirmar e assim ele me contou naquela época não tinha gar de cozinha como tem hoje as coisas lá em casa eram feitas em um fogareiro grande que meu pai tinha feito quase todos os dias eu entrava na mata atrás
de lenha para queimar quando vinha da Roça com meu pai Por falar em meu pai ele era daquele tipo turrão que não levava desaforo para casa e eu acabei herdando esse gênio dele não era de passar a mão em cabra sem noção na maioria do tempo sempre fui bem calmo mas eu não era de correr de quem se metesse à besta comigo e foi justamente por causa de uma briga que eu quase me lasquei todo fim de semana tinha um forró que é o povo de onde eu morava ia para dançar e tomar cana eu
sempre ia com meu primo era a única diversão daquele lugar e o Forró ia até o dia amanhecer eu tinha dançado com algumas moças e reparei que do outro lado do salão tinha uma mulher que ficava direto me olhando fiquei reparando se ela estava com alguém mas não vi nenhum homem perto dela todos ficavam olhando ela no canto da parede mas ninguém chegava perto a moça era tão bonita que ninguém se atrevia a falar com ela a beleza dela intimidava qualquer um logo pensei essa aí com certeza deve ser filho de fazendeiro rico e não
deve estar aqui sozinha desse monte de homens aqui no mínimo uns três devem estar tomando conta dela a mã do pai por isso ninguém chega perto nem para chamar para dançar a festa continuou e eu nem lembrava mais da moça eu tinha dançado com várias e parei para tomar alguma coisa então Olhei pro canto onde tinha visto ela há um tempo atrás e lá estava ela no mesmo lugar a me olhar foi aí que levantei e fui até onde ela estava perguntar por me olhava tanto ela me olhou e disse te achei bonito e tava
esperando você me chamar para dançar nessa hora eu dei uma risada que quase não consigo mais parar eu posso ser tudo nesse mundo moça menos bonito Bora dançar Então ela veio e começamos a dançar até de madrugada meu primo de longe fez um sinal que estava indo embora mas eu nem liguei só fiz um sinal para ele ir e fiquei conversando com a moça um pouco mais a noite foi passando e já era bem tarde e nada dela falar que estava indo embora foi quando dois homens que estavam na festa se aproximaram e um deles
disse eu quero dançar com ela agora só que a moça falou que não iria e o homem partiu para cima puxando ela pelo braço Eu puxei ele e começamos a brigar foi uma confusão outras pessoas começaram a se meter e a brigar também e no meio da briga a moça me puxou para fora do clube e corremos no rumo da estrada naquele tempo ainda não tinha calçamento nas estradas e luzes dos postes no município onde eu morava era tudo escuro mesmo e eu estava preocupado com os dois que poderiam me seguir para me matar a
única coisa que tinha para me defender era uma faca na cintura e muita coragem mas se eles tivessem armados eu iria precisar um pouco mais que isso depois de uns 10 minutos andando eu percebi que a estrada que tinha que ir para minha casa era totalmente o oposto a que eu estava indo a moça e perguntei onde ela morava e ela respondeu eu moro na cidade vizinha mas só vou para casa pela manhã essa noite eu quero passar contigo na hora eu já fiquei logo com o pé atrás com a moça e falei então estamos
indo no caminho errado eu moro pro outro lado e nessa estrada nem casa tem se você quiser mesmo podemos ir paraa minha casa e pela manhã lhe levo onde você queira ir só que ela me olhou e perguntou Você mora sozinho não eu respondi então eu quero passar essa noite sozinha contigo eu cresci aqui me mudei faz pouco tempo estou aqui na casa de uma tia minha e ela já sabe que vou passar a noite na festa indo aqui direto mais lá na frente tem uma casinha abandonada a gente pode ficar lá olha eu não
vou mentir eu tava gostando de passar a noite com a moça mas algo me dizia que eu deveria deixar ela ir embora e quanto mais eu andava naquela Estrada mas eu sentia que deveria sair correndo ali a moça segurou em minha mão e ficou olhando pra frente e foi nessa hora que o terror começou era uma no de lua e eu vi quando bem rápido a moça colocou uma língua bem grande para fora a língua foi quase na testa dela parecendo uma cobra Provando o ar eu soltei rápido sua mão e falei que foi isso
mulher Isso o quê ela falou sua língua prova no ar Então ela me olhou e começou a rir Tá com medo de mim é ou está com medo de ficar comigo em uma casa abandonada eu não estou com medo de nada só achei ter visto algo deve ser por causa do escuro Chegamos em uma casinha abandonada e ela falou quando eu era criança sempre brincava aqui com minhas amigas Faz muitos anos que o dom daqu morreu e como era afastada ninguém ninguém mais veio morar aqui podemos ficar ilos pois ninguém vai vir nos perturbar essa
casa vai cair em cima de nós eu falei rindo mas ela me olhou e disse que ficaríamos bem entramos em uma casa abandonada Mas até que por dentro estava meio Limpo tinha uns móveis velhos na sala e até uma cama em um quarto pequeno a moça começou a me beijar e disse me espera lá no quarto que eu já vou então fui e sentei na ponta da cama e a moça ficou mais na entrada da casa sabe quando você quase consegue escutar uma voz dizendo para ir embora de um lugar por ser perigoso pois era
essa voz que gritava dentro de mim ela não parava vai embora corre daí vai embora foi então que escutei Unos est fado como se al como de algo quebrando e um gemido baixo de dor Passei a mão na cintura e peguei a faca já esperando o pior levantei e fui devagar até a entrada do quarto então coloquei a cabeça para ver no rumo onde a moça tinha ficado e foi quando eu vi vi perfeitamente ela virando um bicho o teto tinha uns buraco Grande que entrava a luz fraca da lua que deu para ver bem
ela abriu a boca que dava para ver presas gigantes e aquela língua de cobra dançando para fora ela tinha garras agora e ficava puxando os cabelos como se tentasse não fazer barulho comecei a andar para trás e me aproximei de uma velha janela que tentava a todo custo Abrir sem fazer barulho o demônio tinha feito a Tocaia para mim e eu tinha caído direitinho consegui abrir a janela e pulei para fora mas estava muito longe de qualquer ajuda então andei um pouco sempre olhando para trás e subi em uma árvore ficando lá em cima eu
tinha uma visão da casa mas provavelmente ela não me veria Foi então que escutei um grito que quase me fez cair da á árvore com um susto o demônio saiu da casa e Vi bem o que era a moça bonita que eu vi na festa tinha sumido e no lugar dela tinha um demônio com grandes dentes que lembravam muito uma cobra ela foi correndo na direção da estrada com uma velocidade fora do comum se eu tivesse continuado na estrada Ela tinha me pegado passei aquele resto de noite atrepado na árvore e só quando já era
dia desci ainda com medo de ver aquela diaba voltei para casa e contei a meus pais o que tinha acontecido Minha mãe quase infartou depois de me ouvir até hoje depois de velho eu não faço ideia do que era aquela moça lembro de perguntar várias pessoas se alguém conhecia a moça que estava sozinha naquela festa mas ninguém soube dar notícia passei meses com medo daquilo vi atrás de mim mas por Deus não veio minha mãe me levou até para conversar com o padre na época e lembro do Olhar dele ao me ver contando a história
é o mesmo olhar que a maioria das pessoas fazem Ao me ver contar pode me chamar de louco e achar que estou mentindo mas só eu sei o medo que Vivi naquela noite eu saí com uma moça e ela era um monstro e teria me devorado se eu não tivesse sido mais esperto que ela cuidado com belos olhos e sorriso bonito Pois por trás deles podem se encontrar a própria morte boa noite [Música] C [Música] [Música]