E aí E aí [Música] a Amazônia é adversidade Velho RO Esse é o deslumbre é o encantamento é tudo muito orgulho né tudo muito grande não tem esse mistério né assim de você ver tudo muito grande muito de cima ao mesmo tempo que isso gera um encantamento você também se sente pequeno e aí você vê a diversidade de pessoas e também a diversidade é de percepção e de interesse em relação a Amazônia eu olho Amazônia como sendo 10 sistemas mais estudados do mundo você já gente tem uma uma quantidade de informação sobre a Amazônia que
é realmente fantástica ela não tem fim ela não tem fim e talvez por conta deste conhecimento a aflição dos cientistas com que acontece na Amazônia e vou te dizer que aflição não é pequena aflição é muito grande nosso passamos do ponto nosso Com certeza já desmatamos mais do que a gente podia ter se matado no Brasil na Amazônia aí no Brasil E aí e é muito difícil você ser um cientista das ciências climáticas e olhar o Brasil de hoje eu me sinto morando dentro do hospício e [Música] eu [Música] sou Joyce Ferreira só pesquisadora da
Embrapa Amazônia Oriental e Tenho 47 anos você tem muitas muitas pesquisas que são feitas com satélites claro que são muito importante a com as imagens você tem essa grande pintura nessa grande imagem do que quais são o que que tá acontecendo com a Amazônia mas você tem muito menos praticamente não tem estudo no campo onde você vai lá suja sua bota para entender Quem é que tá desaparecendo quando passa o fogo quem é que cresce a como cresce Há quanto tempo depois ela vai se recuperar em um dos estudos que foi publicado pela nossa rede
nós mostramos que o impacto dessa degradação ele pode ser ele é na verdade a tão grande quanto o desmatamento Então na verdade tudo o que é a realizado em termos de perda de biodiversidade é o dobro né é o dobro porque geralmente não se contabiliza a degradação é e a degradação ela é crítica é mais difícil porque a floresta ela continua sendo Floresta só que ela é uma floresta em que a você ela tem certas aberturas na Copa você vai vai ter um microclima diferente ali dentro você vai ter menos umidade o número de espécies
que tem ali ele é o mesmo a das florestas que são intactas maduras intactas então não faz vezes você até pode ter quase a mesma riqueza de espécies Mas você perde aquelas aquelas que são mais especialistas que tal você está perdendo esse refinamento da Floresta né [Música] e sempre que eu olho para o modelo eu penso é uma tentativa simplificada de reproduzir a realidade Pode ser que a realidade seja melhor Pode ser que ela seja pior no caso das mudanças climáticas com esses tudo eu aprendi que a realidade é pior eu sou Luciana vai negate
cientista do ímpio coordena o laboratório de gases de efeito estufa e eu tenho 61 anos e tô nesse projeto a 18 anos 18 anos fantásticos o que a gente entendeu é que o desmatamento está provocando uma grande alteração climática na Amazônia quanto mais desmatado mais perto de chuva durante a estação seca principalmente os meses de agosto setembro outubro e aumenta a temperatura como consequência dessa perda de chuva é isso promove um stress muito grande na Floresta em que reduz a fotossíntese dela então reduza a capacidade dela absorver carbono e ainda torna a floresta mais inflamável
então quando o pessoal desmate taca fogo a área de Floresta que não foi desmatada vai queimar junto Porque ela tá super seca e quanto mais desmatado mais a estação seca vai estar super seco Super Quente a floresta vai tá mais inflamável ainda hoje a Amazônia ela já está com o sofrendo um aumento uma tendência de aumento da temperatura média maior do que a média Global a gente já tem isso é com muitos resultados do ipcc Então o que se projeta para a Amazônia é do futuro é que por conta do aumento da temperatura é acoplado
a você ter períodos de seca mais duradouros e mais intensos e vai ter o que a gente tá chamando de Queimadas meteorológicas você já esta conjunção de fatores muito negativos Dias muito quentes junto com o período de cerca e que vai favorecer muito essas queimadas Olá meu nome é Telma Krug seu vice presidente do painel intergovernamental sobre mudança do clima e também fui pesquisadora titular do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais sou aposentada tenho 71 anos muito bem divididas em o que dizem que tem que ter uma comunidade inteira para criar uma criança né Eu acho
que é assim a cientista né Precisa de uma comunidade inteira de cientistas para criar um novo cientista aí eu fui a primeira pessoa da minha família tem um curso superior né da minha mãe era professora é rural Então ela era uma liderança local né ensinando em Várias escolas e eu tive sempre uma infância muito ligada com o mundo natural assim que ele chegou no momento de prestar o vestibular foi um período foi justamente da eco-92 Chico Mendes então muitas notícias nos jornais nas revistas né então acho que foi ali uma conjunção de fatores desde a
minha história pessoal de ter crescido nesse universo das fazendas não é do campo a paixão pela natureza e esse momento até do Brasil mesmo aqui e também me incentivado e eu sempre fui uma pessoa muito estudiosa né Aliás com a minha mãe sendo uma pessoa que vinha de uma gema educação primária ela tinha como meta que todos os filhos fossem doutores que estudassem ela vinha na educação a forma de lembrancinha de independência próprio o INPI né É que eu entrei em 1982 é você inclusive não tinha nenhuma mulher na área de de direção por exemplo
eu acabei sendo a primeira mulher na área de sensoriamento remoto sem ser da área sendo mulher e e acabei sendo a primeira mulher que foi convidada para assumir um cargo de direção no Instituto na época que eu entrei no INPI já se fazia o monitoramento né mas era um monitoramento Amazônia era feita de uma maneira muito eu diria complexa Porque nós não tínhamos computador Oi gente tem hoje né Ou seja é tudo feito manualmente o que a gente olhar Amazônia como um todo ela é recoberto para mais de 230 imagens e todas elas tinham que
ser analisadas e eu trabalho que se fazer é colocar papel vegetal sobre as imagens né você acumulava nesse papel vegetal todo desmatamento que tinha acontecido nos anos anteriores EA partir dali dente ficava nas imagens os novos desmatamentos [Música] E aí Não façam que eu vejo que foi introduzida depois que eu entrei e depois me tornei chefe de divisão e depois fui também coordenadora da área de da área de observação da terra né que daí pegava área de processamento de imagens e a parte de sensoreamento remoto foi a gente sair do do que a gente chamava
de um prod esquece sistema de monitoramento da Amazônia é analógico ou seja feito sobre os overlays para uma fase digital entendido como o projeto sensoriamento remoto mais ambicioso do mundo eu estudei química e e foi na época da ditadura militar me envolvi com o movimento estudantil acabei me desinteressando passei alguns meses pensando até ter outro rumo na vida aí resolvi voltar em 1999 teve a primeira campanha do LB a né do grande experimento da Amazônia é para entender as interações entre a biosfera e atmosfera e foi uma iniciativa científica que o Carlos Nobre cor denor
para responder né para criar um estudo muito grande interdisciplinar para responder afinal de contas o que a amazônia representa para o planeta Aliás ela faz alguma diferença no planeta ou é só a nível Regional E qual é o balanço de carbono da Amazônia foi a partir de 98 a trabalhar no lbh e nunca mais parei o o pão dos maiores experimentos que o Brasil é teve na Amazônia é foi um experimento que contou com muita experiência de de várias pessoas do eu diria basicamente dos Estados Unidos né em várias áreas do conhecimento da Europa também
de alguns institutos específicos com a parte de hidrologia por exemplo também dos Estados Unidos mas é como eu falo para você não era só olhar para Floresta era olhar para o todo olhar para a questão de um sistema EA implicação de por exemplo algumas ações de desmatamento por exemplo como é que isso impactaria o sistema como um todo E foi com o passar do tempo que a gente conseguiu pela primeira vez responder Afinal o que a amazônia representa para o planeta infelizmente nessa última década uma fonte de carbono quando eu falo Amazônia e eu tô
falando da floresta mas todas as emissões antrópicas né das atividades humanas que acontecem dentro dela fim de 2010 a 2018 a gente observou que a floresta consegue remover da atmosfera um terço do que as emissões humanas colocam atmosfera a e o machismo na ciência é muito velado muito disfarçado né você olha para uma mulher e você já dá menos crédito para ela você já respeita menos o que ela fala de mim PC ser hoje esse painel intergovernamental sobre mudança do clima tem um grupo de trabalho de forma justamente nessa questão de gênero que ele não
é somente no Brasil é uma questão que você vê que afeta mais os países em desenvolvimento em uma escala maior ou menor né é a maternidade é vista como eu não diria um entendimento mais uma barreira para a gente tem uma comunidade de mulheres que se dedicam muito assim fique produzem conhecimento de altíssima qualidade mas ao mesmo tempo tendo um olhar sensível para os diferentes públicos se público de cientistas mas também esse público externo é o agricultora Né são os fazendeiros é o a tua prefeita então assim nós temos um público muito diverso com quem
nós temos que lidar quando a gente fala em que trabalhar para conservação da Amazônia né é um problema complexo e a gente só vai resolver a com uma diversidade de olhares e de capacidade de ação que eu acho que a mulher ela tem um papel muito importante aí nessa transformação é E aí [Música]