E como [música] tudo isso começou? Com o professor Wilson Matos lá em 1990 em Maringá, [música] no Paraná. Na época com apenas dois cursos, 180 estudantes e a vontade enorme de fazer a educação acontecer. De lá para [música] cá, nós crescemos muito e a partir de 2022, com a Vitroeducação, temos início a uma nova [música] fase, tornando o ensino ainda mais acessível a todos. Hoje [música] estamos em várias cidades do Brasil, Tanto nos camps ensino presencial quanto nos polos de apoio aos estudantes da educação à distância. No ensino presencial, oferecemos cursos de graduação, [música] pós-graduação,
além de mestrado e doutorado, e programas de bolsas de estudos [música] para atletas. Nossos CAMP contam com infraestrutura completa e ambientes vibrantes que inspiram criatividade, [música] como laboratórios, estúdios de rádio e TV e Clínicas escola, com atendimento à comunidade. Em [música] uma área de 380 ha está instalada a nossa fazenda escola, onde desenvolvemos projetos de ensino, pesquisa [música] e extensão nos centros de biotecnologia e de atendimento à fauna silvestre e no hospital de equinos, um dos maiores [música] do sul do país. O curso de medicina da Unicesumar é um dos [música] melhores do Brasil, onde
os Alunos vivenciam a prática da profissão desde o primeiro ano. No laboratório de simulações clínicas, os estudantes contamins altamente [música] tecnológicos que simulam diversas condições de saúde. Além disso, [música] a Unicesumar tem convênio com instituições renomadas e oferece residência médica [música] em diversas especialidades. Temos orgulho em dizer que já formamos milhares de médicos e médicas com um olhar humanista de Acolhimento [música] e respeito aos seus pacientes. E esse mesmo orgulho em formar tantos profissionais no [música] ensino presencial nos impulsionou a realizar sonhos também por meio da educação à distância. Hoje podemos dizer que somos [música]
referência no mercado da educação digital. Na nossa EDTEC, [música] desenvolvemos recursos inovadores para que os estudantes tenham uma experiência imersiva durante todo o Curso. Aqui [música] a tecnologia atua em favor do aprendizado para formar profissionais que atendam aos desafios no mercado de trabalho. [música] Com uma metodologia flexível que possibilita ao aluno estudar no seu tempo e de onde estiver, [música] oferecemos qualificação voltada à prática profissional. Os cursos de graduação à distância [música] são focados em quem busca uma formação que cabe na rotina. E nas áreas de saúde, bem-estar e Engenharias, nós [música] contamos com a
nossa metodologia híbrida, que alia a flexibilidade da EAD à experiência prática do ensino presencial. >> [música] >> Na educação continuada, nós priorizamos o desenvolvimento constante de quem [música] passa por aqui, proporcionando novos conhecimentos a quem deseja começar ou mudar de carreira [música] ou manter-se atualizado para o mundo em constante mudança. Para quem tem pressa Em conquistar o primeiro emprego, cursos técnicos [música] e profissionalizantes. E para quem busca se especializar e dar um salto profissional, temos a pós-graduação à distância. Na Unicesumar, [música] a inovação está em tudo, inclusive nos programas de capacitação dos nossos professores. Aqui
promovemos a formação contínua do corpo docente para o desenvolvimento [música] das habilidades que vão apoiá-los em toda a trajetória profissional, por meio Da criatividade e da [música] tecnologia. Uma coisa é fato, professores bem preparados fazem toda a diferença no sucesso dos seus alunos. E quando esses alunos colocam em prática [música] tudo que aprenderam, eles se tornam nosso legado para o mundo. Porque aqui [música] a gente forma muito mais do que profissionais. Nós formamos pessoas. Unicesumar, [música] educação que muda realidades. Sabe o que [música] mais importa para Uniesumar? Gente e educação, ou melhor, gente sendo transformada
pela [música] educação. Gente que estuda aqui e gente que trabalha aqui. É por eles que nós nos superamos sempre para ser referência [música] em ensino e promover oportunidades de mudança. Quem muda uma [música] vida muda uma realidade e assim a gente muda o mundo. [música] E como tudo isso começou? Com o professor Wilson Matos lá em 1990 em Maringá, [música] no Paraná. Na época, com apenas Dois cursos, 180 estudantes e a vontade [música] enorme de fazer a educação acontecer. De lá para cá, nós crescemos muito e a partir de 2022, com a Vitroeducação, [música] temos
início a uma nova fase, tornando o ensino ainda mais acessível a todos. Hoje estamos em várias cidades do [música] Brasil, tanto nos campo do ensino presencial quanto nos polos de apoio aos estudantes da educação à distância. No ensino presencial, [música] Oferecemos cursos de graduação, pós-graduação, além de mestrado e doutorado, e programas de bolsas de estudos para atletas. Nossos CAMP contam com infraestrutura completa [música] e ambientes vibrantes que inspiram criatividade, como laboratórios, estúdios de rádio e TV [música] e clínicas escola, com atendimento à comunidade. Em uma área de 380 ha, [música] está instalada a nossa fazenda
escola, onde Desenvolvemos projetos de ensino, pesquisa [música] e extensão nos centros de biotecnologia e de atendimento à Fauna Silvestre e no [música] Hospital de Equinos, um dos maiores do sul do país. He. [música] Olá, pessoal. Boa noite, sejam todos muito bem-vindos à nossa primeira aula do ano de 2026. Para vocês que estão chegando na UnissesMar agora, sejam Muito bem-vindos à nossa instituição, sejam muito bem-vindos ao curso que vocês escolheram. A você que já está conosco, né, fazendo esta disciplina também, seja muito bem-vindo a mais um módulo a mais um ano. Para nós é um prazer
recebê-los aqui. Eu sou a professora Márcia, eu sou coordenadora de curso, coordeno curso de pedagogia, Letras Português, inglês e Letras Libras, mas em nome hoje eu estou representando todas as outras Coordenações das licenciaturas, porque a didática ela é uma disciplina que perpassa por todas as licenciaturas, porque não se forma professor sem que a gente conheça um pouco da didática. E hoje, então, nós iniciamos essa disciplina. Na verdade, vocês já estão com atividades liberadas. Professor João já vai falar disso. Eh, vocês estão com essas atividades para fazer, já estão com as aulas conceituais, já possivelmente já
leram o livro? Se não Leram, deveriam ter lido pelo menos a primeira unidade, primeiro capítulo do livro de vocês, porque quando você vem paraa aula ao vivo com uma leitura prévia, com certeza o seu aproveitamento é um pouco maior. E hoje nós iniciamos eh as a aula às às 19 horas e encerramos então às 20:30. 20:25 aí 1 hora3 de aula, OK? Bom, eu não vou me delongar, né, até porque a gente precisa iniciar. Ã, a Professora de vocês hoje é professora Cíntia Gomes. Professora Cíntia, ela é formada em educação física, é formada em pedagogia,
tem o mestrado na área de educação, tem várias especializações aí na área de educação, também tem uma vasta experiência na educação básica lá no chão da escola, né? E a gente prioriza isso também nos nossos professores, porque quem conhece a educação básica, quem conhece o trabalho da educação básica, com certeza tem Bastante contribuição aí para que vocês consigam estabelecer esta relação da teoria com a prática. Então, professora Cíntia, seja muito bem-vinda. Professora Cíntia, então, vai dar início daqui a pouco, mas antes eu vou chamar professor João para dar alguns recados para vocês que junto com
a professora Thaí hoje estão aqui nos nossos estúdios da UNICESUMAR fazendo a mediação desta aula e eu fico aqui no chat acompanhando a aula e acompanhando as dúvidas de Vocês. Um abraço pessoal e até a próxima aula. Olá, caros alunos. Sejam todos muito bem-vindos à nossa primeira aula da disciplina de didática. Eu sou o professor João, né, sou professor mediador de cursos e hoje estarei aqui acompanhando vocês no nosso chat. Desde já então peço a participações de vocês, né, que vocês encaminhem eh os comentários de vocês, as perguntas aqui no chat, que durante a aula
eu vou Chamar a professora para nós fazermos a leitura e sanando a dúvida, as dúvidas de vocês. Também quero lembrá-los que temos atividades aí disponíveis, tá? Atividade mapa e atividade de estudo um. Lembrando que a professora Cíntia gravou uma orientação para cada uma das atividades e esses vídeos estão disponíveis na sala do café. Então, assistam esses vídeos, assistem, assistem esse vídeo, assistem com muita atenção. Antes de realizar a atividade, Leiam o material, assistam as aulas conceituais, mandem suas dúvidas para o mediador, não faça atividade com dúvidas, porque depois que vocês encaminharam ali, vocês não têm
como vocês refazer a atividade, certo? Então, vamos iniciar a nossa primeira primeira aula. Boa aula a todos. >> Boa noite a todos e a todas. Então, para mim também é uma alegria muito grande estar aqui. Como a professora Márcia já me apresentou, eu sou a professora Cíntia Gomes e estarei trabalhando então com vocês a disciplina de didática. Sejam bem-vindos a essa disciplina que vai abordar o formato, a forma, aquilo que dentro de sala de aula e dentro da escola vocês precisarão estar munidos para conseguir realizar o trabalho com excelência, escolhendo as melhores metodologias, recursos e
ferramentas, então para que vocês possam atuar dentro da escola, dentro do espaço escolar e dentro de sala de aula. Eu trouxe aqui Um pouquinho, né, da minha graduação, como a professora Márcia já me apresentou. Tenho licenciatura em educação física, fiz pedagogia. O meu mestrado também foi na área da educação e há quase 25 anos eu trabalho na gestão básica, então conheço um pouquinho, tenho um pouquinho de experiência que agora eu trago para compartilhar com vocês. Hoje a nossa aula vai tratar sobre didática abordando um pouquinho dos conteúdos e conceitos históricos que A gente pode aplicar
dentro de sala de aula, contextualizando aquilo que é uma contribuição histórica e aquilo que hoje a gente pode realizar dentro de sala de aula. É muito importante que vocês saibam que toda a construção histórica da educação, ela influencia dentro do que hoje nós temos nas escolas. Nós vamos só precisar filtrar aquilo que é importante, interessante, para que a gente possa atender esse nosso aluno. E eu gosto de dizer sempre, esse novo Aluno nessa nova escola, nessa nova sociedade que nós temos hoje, uma sociedade que é altamente digital e que nós vamos precisar adaptar as nossas
práticas para poder atender a necessidade e as particularidades que esse aluno vai nos apresentar. Então, pra gente iniciar a disciplina, eu trouxe para vocês e quero apresentar o plano de ensino. Por meio dele é que a disciplina vai caminhar pra gente entender qual é a importância da Disciplina na formação de vocês. Então, a ementa ela traz o estudo das concepções didáticas e suas influências no processo de ensino e aprendizagem, os pressupostos que orientam a prática docente em seus aspectos, o planejamento e a avaliação, e aqui nós falaremos também do plano de aula, a produção de
conhecimentos, tendências pedagógicas e modelos didáticos para atuação docente e o estudo e reflexão dos pressupostos teóricos e práticos que subsidiam a ação Docente, os elementos didáticos, processo de ensino de aprendizagem. Ou seja, a gente inicia hoje falando dessa construção histórica da didática e essa influência que ela tem hoje no espaço escolar. Vamos conhecer também as tendências pedagógicas que permeiam todo esse processo, o plano de aula, o planejamento e a avaliação, que são instrumentos tão importantes na ação do professor, ou seja, na didática que ele vai realizar em sala. E finalizamos com os modelos, os instrumentos
avaliativos que vocês poderão utilizar na ação docente dentro da escola. O que que nós vamos aprender na prática? E vocês vão perceber que a gente vai conversar um pouquinho sobre a argumentação teórica, sobre os autores, o que eles trazem para nós a respeito, né, da temática, mas sempre relacionando com a prática, porque quando você chega lá no chão da escola dentro de sala de Aula, com uma diversidade muito grande que a gente encontra hoje, você vai precisar desse recurso, né? Então são as estratégias que a gente vai utilizar para que vocês possam se instrumentalizar para
essa ação docente. Então nós vamos aprender a reconhecer conhecimentos, as tendências pedagógicas e os modelos didáticos para que eles possam ser implementados no ambiente escolar. a aplicar a ação reflexão ação sobre a Prática pedagógica mediante constante estudo do referencial teórico metodológico de cada instituição. Analisar os pressupostos teóricos e práticos que subsidiam a ação docente no contexto escolar. Comparar e validar os diferentes tipos de planejamento aplicáveis na educação básica. Quais são eles e como poderão ser aplicados? e avaliar criticamente a implementação de processos avaliativos no âmbito do ensino e da aprendizagem, Ou seja, escolher os instrumentos
avaliativos, em qual momento eles devem ser aplicados e com quais objetivos. Então, entendendo todo o nosso processo e a nossa disciplina, eu queria começar a nossa aula, então, fazendo um questionamento para você. Didática, o que é? Você saberia conceituar o que que na prática é a didática? Ah, é a forma de ensinar, é aquilo que eu faço dentro de sala de aula, é como o meu aluno vai aprender. Então, vão colocando aí no chat pra gente para eu entender aquilo que você já conhece sobre didática. Eu trouxe para vocês uma reflexão que eu gosto bastante
de trabalhar com essa disciplina e na formação de professores, que diz assim: transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Então, ensinar não é só repassar, só Transferir, só mostrar o que está pronto, mas aqui nós falaremos sobre construção, nós falaremos sobre produção de conhecimento. E a didática ela está muito relacionada a isso, aquilo que você vai fazer e da forma que você vai fazer. João, alguém já colocou aí o conceito de didática? >> Pessoal tá tá mandando aqui, sim. A a Natália falou, teoria que investiga o processo
de ensino, eh a forma de ensinar, a didática é a arte de ensinar, A maneira de ensinar, né? Eh, tá muito, a gente tá com muitas participações aqui, professora. Eh, deixa eu tentar parar aqui. É o ato de ensinar, métodos de ensinar, vai eh vai muito eh nesse sentido. Então, eu entendo a didática como uma forma de ensinar, a teoria que investiga o processo de ensino. A didática é uma teoria que investiga o processo de ensino. Estamos muito aí nesta nesta linha, né? Que ótimo. Então, por enquanto, a gente Vai falar sobre a didática de
forma geral, mas a gente vai chegar exatamente nessa nisso que vocês trazem para nós. A didática, existe uma melhor forma de ensinar? Ela é uma arte para ensinar? É a escolha que o professor faz. Então isso a gente ao longo da nossa aula a gente vai conseguir compreender. Então para iniciar esse processo e essa construção histórica que eu trago para vocês, nós vamos começar a entender esse processo da forma de ensinar e como Durante todo esse percurso os professores tiveram esse subsídio para fazer isso. Na antiguidade clássica, no período medieval já se percebia a presença
de ações pedagógicas. Então guardem esse termo, ações pedagógicas. que é exatamente isso, o ato de ensinar, mesmo que de maneira não sistematizada, mas já era observado nos mosteiros, nas igrejas e nas universidades. O termo didática vai aparecer lá por volta do século X7, meados desse período Histórico, quando se concretizou uma teoria do processo de ensino que sistematizasse o ensino e as formas de ensinar. Então aqui nós estamos falando em ações pedagógicas, em sistematização de ensino. A didática ocorre quando há intervenção do adulto no processo de aprendizagem das crianças e jovens por meio de uma ação
intencional e planejada. Então aqui a gente já começa a compreender o conceito de didática. Eu preciso pensar que a didática ela aborda Uma ação que é pedagógica, é uma ação docente, ou seja, é o ato de ensinar. Ela precisa ter uma sistematização. E o que que isso quer dizer? é um conteúdo que eu vou trabalhar lá em sala de aula, que precisa ter uma intencionalidade pedagógica, que precisa ter um planejamento. Por isso que dentro de sala a gente sempre trabalha com o nosso planejamento escolar, com o plano de aula, porque ele precisa ter os objetivos
de Aprendizagem, os conteúdos mínimos essenciais que a Base Nacional Comum Curricular nos traz e precisa dessa intencionalidade pedagógica. Então, quando a gente faz uma relação com hoje com a atualidade, a gente entende que mesmo lá no século X7 já se iniciou um movimento dessa prática e dessa ação docente. Entre os séculos X e X, a humanidade sofreu grandes transformações com o declínio do sistema feudal e a ascensão Do capitalismo. Então, foi um período extremamente marcado por um abismo entre as classes. E o que que isso tem a ver com a educação? Diretamente impactou. Por quê?
Porque nem todos tinham acesso na educação escolar. A educação escolar ela era restrita a esse grupo que era mais privilegiado, destinada à burguesia e de caráter religioso. E a metodologia utilizada, ela era rígida, desordenada e distante da realidade dos alunos. Uma metodologia rígida, desordenada e Distante da realidade dos alunos atende a nossa a nossa sala de aula hoje, atende o nosso aluno hoje, com toda a transformação que a sociedade passou e aquilo que a gente observa dentro dos espaços escolares. Então, é uma reflexão que a gente precisa fazer. Mas nesse período, com toda essa eh
esse período histórico de ascensão da burguesia, de uma educação restrita que privilegiava, né, os eh os mais ricos, essa classe privilegiada, Nós temos aqui um nome muito forte de um estudioso, filósofo, João Amos Comênio, que vocês, quem fez a leitura lá do material já conheceu um pouquinho da proposta que esse educador trouxe e o que que ele pensou diante daquilo que ele observava e diante da necessidade que se apresentava, Comênio fez uma proposta. Então, considerado fundador da didática, ele traz uma ação de reforma. Essa educação que existe, ela já não cabe mais. E nós Vamos
precisar, então, fazer uma reforma educacional para apresentar então um novo modelo. E o que que ele traz de proposta? Amós Comênio é um reformador educacional que apresenta essa proposta de oportuno ao novo contexto produtivo daquele período. Então ele faz toda essa reforma, mas ele também pensa nessa questão social que acontecia e política também. As características principais que ele traz era uma abordagem Pedagógica, mas que considerava os aspectos da aprendizagem com o divino, com as questões espirituais. E aí, pensando nessa reforma, pensando em todo esse processo, Comênio nos traz a proposta que ele intitula de didática
magna. Esse documento, essa proposta que é uma ação, aquilo que acontecia naquele período, vem então com o objetivo de atender as exigências daquele mundo de produção que ele observava no período, que desenvolvesse a capacidade e os Interesses dos indivíduos para experimentarem a libertação da ignorância e do sofrimento. Então, a proposta de comênio era tirar ou permear a educação para todos, que todos tivessem acesso, para que ricos e pobres, todas as classes pudessem então ter acesso à educação. E ele cita aqui para experimentar a libertação da ignorância e do sofrimento. Para o estudioso, a didática é
um processo que consiste tanto no ato de Ensinar como na arte de ensinar. como vocês colocaram aí no chat, a arte de ensinar que forma seres humanos, envolve professor e aluno, tornando ambos diferentes do que eram antes. Então aqui comoo diz assim para nós: didática é o ato de ensinar, é a escolha que o professor vai fazer para essa ação docente, mas também é uma arte de ensinar. Por quê? Se hoje a gente transporta esse pensamento de comênio Para as escolas de hoje, no ano de 2026, nós pensamos que as escolas estão todas salas de
aulas com uma diversidade muito grande. Então, são alunos, são crianças e jovens que apresentam diferentes eh níveis pedagógicos, a educação inclusiva que também está presente nas escolas. Então o professor ele vai precisar sim colocar isso que Comero nos traz em prática. A arte de ensinar que ele diz o que que significa? Qual é o melhor modelo? Qual é o método mais adequado Para eu atender uma turma com 25 alunos, cada um com a sua história, com a sua necessidade pedagógica, com a sua defasagem, muitas vezes e com as suas necessidades que são muito particulares. É
um grande desafio. E comênio diz mais que essa didática, quando o professor faz essa escolha pela metodologia, ele transforma o aluno, mas ele também se transforma como profissional, porque ele começa a entender esse processo da sua ação docente. E aí, qual é a proposta que ele traz para a didática magna? o que que ele pensou da escolarização e onde cada eh aluno ou cada criança ou cada ser deveria estar respeitando a faixa etária. Ele faz uma proposta de organização didática dividida em quatro etapas. A escola materna para crianças de 0 a 6 anos, a escola
venácula de 7 a 12 anos, a escola latina para alunos de 13 a 18 anos e as universidades e viagens a partir dos 19 anos. E aí o que Que ele pensa sobre essa organização didática? Então, na escola materna, que é de 0 a 6 anos, Comênio traz para nós o seguinte: a criança precisa permanecer com a família. A criança vai ter esse convívio, então é nesse período que ela tem o convívio familiar e vai aprender a partir das suas próprias observações, a partir das suas próprias vivências, a partir daquilo que ela consegue realizar no
espaço familiar. Quais as atividades então que essas crianças poderiam Realizar com o auxílio do adulto, mas em casa? Atividades de contos de fadas, de jogos, atividades manuais, músicas, fábulas, literaturas, mas dentro do espaço familiar, bem diferente do que hoje a gente encontra, né? com o advento da lei da nova legislação, as crianças de 6 anos já estão inseridas dentro do ensino fundamental, eh, já com conteúdos sistematizados, então, muito diferente da proposta que ele traz aqui. Porém, quando a gente fala da escola vernácula, Que é de 7 a 12 anos, aqui a proposta de comênia, então,
é que as crianças precisam aprender de forma coletiva. A gente traz aqui uma reflexão de que a aprendizagem vai acontecer quando as crianças estiverem todas juntas de forma básica e completa. Quais as atividades então que elas poderiam realizar para para desenvolver essa aprendizagem? As crianças deveriam treinar os sentidos, a memória e a imaginação. Quando a gente fala treinar, nós Precisamos relacionar esse termo com padronização, memorização, realizar repetidas vezes, ou seja, repetição, que foi aquilo também. E é o que a gente percebe numa educação mais tradicional de ensino. Quando a gente vai paraa escola latina, que
são alunos de 13 a 18 anos, aqui já existe uma potencialização de conteúdos e de aprendizagens. É a fase final ali da formação para que esse Aluno possa alcançar então níveis mais elevados na sua condição de aprendizagem. E as atividades aqui já são um pouquinho mais eh elaboradas. Então, nós temos atividades que trabalham lógica, atividades que trabalham gramática, retórica, ciências e artes. E para finalizar, a universidade e as viagens, que daí destinada para alunos de maiores de 19 anos. Aqui a gente verifica que existe Uma escolha para participar da universidade dessas viagens. Comênio faz uma
proposta de seleção. Então aqui o acesso era somente para alunos dedicados e com ótimo desempenho. Então numa espécie de meritocracia na fase escolar por meio de exame público para a avaliação dos alunos. Então, o acesso à universidade era também por eh um por um processo de seleção e aqueles que se destacavam, que Tinham ótimo desempenho, então conseguiam essas essas vagas para eh a universidade para participação dessas viagens. Fechando essa organização que Comênio nos traz, a gente precisa fazer uma reflexão. Tudo isso, essa organização didática dividida em etapas, em séries, em faixa etária, no pensamento de
uma convivência familiar na primeira infância, num pensamento de uma eh escola mais sistematizada de 7 a 12 anos, com a potencialização desses conteúdos eh entre 13 e 18 anos e depois a universidade, a gente faz uma relação muito forte com o que hoje nós temos na nossa organização. A diferença é que hoje a educação infantil ela é sistematizada, claro, dentro do espaço escolar para crianças, né, de z0 a se o ensino fundamental depois que vem nessa faixa etária de 6 a 12 anos, a potencialização eh de conteúdos no fundamental dois e Médio e depois as
universidades. Porém, hoje nós temos uma organização didática muito diferente. E por isso que eu trouxe aqui para vocês, e quero agora que vocês prestem muita atenção, que esse essa organização do método didático que Coméio nos traz, classificada sim por etapas, mas aqui ele vai apresentar uma ordem e essa ordem hoje a gente consegue relacionar diretamente com tudo aquilo que vocês vão encontrar dentro da escola. E como a gente vai fazer essa Relação? Então, Comênio traz assim para nós: Todo conhecimento historicamente acumulado deve ser ensinado. O que que para você significa todo conhecimento historicamente acumulado? Esse
conhecimento é um conhecimento científico ou esse conhecimento é aquele conhecimento que você traz da sua ação, da sua experiência, da sua vivência, daquilo que você estudou na escola? O que que significa esse conhecimento Historicamente acumulado? Coloquem aí no chat que a gente quer saber. Tudo que se ensina deve ser ensinado relacionando com sua aplicação prática e com o seu uso social. Aqui até parece que a gente tá fazendo uma repetição na frase, mas é exatamente isso que Comênio traz para nós. A gente precisa trabalhar com o nosso aluno a teoria e a prática. Então hoje
os nossos alunos eles desejam participar das aulas. A gente não consegue mais trabalhar uma aula Totalmente expositiva, explicando pro aluno os conteúdos, repassando aquilo que é pronto. Por isso que eu sou muito a favor, falando em didática e escolha de metodologias da pedagogia dos projetos. Porque a pedagogia dos projetos, ela traz exatamente isso. Ela traz a oportunidade da participação ativa do aluno, que é aquilo que a gente fala de tornar o aluno protagonista do seu processo de aprendizagem. Então, a teoria ela é muito importante pra gente Trazer os argumentos, os autores que falam sobre aquilo,
dar um cunho científico nas aulas que vocês executarão lá na escola. Mas a prática ela é muito importante, dada principalmente às faixas etárias e respeitando o desenvolvimento de cada nível e etapa de ensino. O ensino deve ser direto e claro. Se nós relacionarmos hoje com a atualidade, nós estamos falando aqui sobre os objetivos de aprendizagem que são elencados na Base nacional comum curricular. Toda ação, toda escolha de método, todo planejamento, ele precisa ter os objetivos de aprendizagem muito claros. Essa aula eu vou fazer para quê? Qual é o meu objetivo com ela? Essa aula se
aplica para esse terceiro ano, para esse oitavo ano, para o ensino médio, aonde for a atuação de vocês, mas ela é aplicável? E qual é o objetivo que eu tenho com isso? Por isso que o planejamento e o plano de aula, ele é Específico para cada realidade e para cada turma. Deve ser ensinado a partir da verdadeira natureza das coisas, ou seja, a partir do conhecimento científico. Então nós, como professores, nós não podemos ter uma ideia e achar que aquilo dá certo e realizar sem trazer o cunho científico paraas nossas aulas. É importante que os
alunos tenham conhecimento sobre isso. E onde a gente vai buscar? Nos documentos norteadores educacionais brasileiros. É Lá que a gente precisa nos pautar e numa lógica de organização, né, com a base nacional, com os as diretrizes curriculares, com os planejamentos, com os documentos oficiais de cada município, de cada secretaria de educação ou das escolas privadas, enfim, mas uma organização documental que a gente precisa respeitar, mas que tenha esse cunho científico. ensinar primeiramente de forma geral e Posteriormente adentrar para o estudo das partes. O que que isso significa? que nós precisamos sempre começar do simples para
o complexo. Então, quando eu vou trabalhar com o meu aluno, eu preciso apresentar de forma generalizada e aí sim a partir disso, trazer a importância desse conteúdo na sua particularidade. João, foi colocado aí a opinião dos nossos alunos sobre esse conhecimento que é tão importante, Historicamente acumulado? >> Vamos lá, professora. Sim, nossos alunos aqui, eles estão muito participativos. né? Quero parabenizá-los, inclusive pelas participações deles. Tem colocado assim, a Juliana, ela falou assim que é todo tipo de conhecimento, não apenas pela ciência, mas também por vivência ao longo do ano. Ah, eu dei falou, disse assim:
"Tudo o que você aprende, não necessariamente só o que vimos na escola". A Paula Taiane falou: "Todo que É tudo que aprendemos com a experiência. A Eduarda ela traz que é científico, pois o método de de comênio apenas o conhecimento científico era válido. Lucas Gabriel falou que todo conhecimento adquirido com o passar dos anos deve ser passado adiante. O João Vieira falou assim, ó: "Seria o conhecimento que estão catalogados historicamente com acontecimentos e fatos ocorridos e entre outros. Temos muitos aqui. >> Que bom que vocês estão participando. Vão colocando aí as eh sugestões de vocês
sobre aquilo que nós estamos abordando. As perguntas, as dúvidas podem colocando que eu vou respondendo aqui, a gente vai conversando para construir esse conhecimento, tá bem? Então, o tudo aquilo que é historicamente acumulado é exatamente isso que vocês trouxeram. é aquilo que é conhecimento que ao longo da história eu vivenciei, eu experienciei. É aquilo que A gente chama que Demerval Saviani chamaria de prática inicial, prática social inicial. É aquilo que eu aprendi, é aquilo que eu sei sobre determinado conteúdo. Então é bem importante que isso seja trabalhado dentro da escola para que você também conheça
o seu aluno. Então, quem é esse meu aluno? Nós vamos falar lá quando eh a gente chegar em avaliação sobre a importância da avaliação diagnóstica. Aí vai est muito linkado e e relacionado a isso, quando a Gente entende quem é o meu aluno, quem é a turma, o que que eu preciso trabalhar, né? Ensinar até a compreensão perfeita do conteúdo. E aqui eu chamo a atenção de vocês. Nós estamos na disciplina de didática. vocês estão aí se preparando, né, para esse para essa ação docente, para esse fazer do professor, que é uma missão e um
desafio muito grande. Mas quando a gente trabalha com um aluno e ele consegue construir esse Conhecimento, a gente se sente assim: "Fiz o meu papel". E quando eu falo de compreensão perfeita do conteúdo, eu estou falando da importância de retomada e avanço. Existem muitos estudos falando sobre eh professores conteudistas que trabalham o conteúdo. Então, dentro do espaço escolar existe uma organização que é própria, que precisa cumprir os conteúdos. Isso é fato para aqueles que já têm uma experiência de vivência em Escola, sábia que eu tô falando. Mas quando vocês chegarem no chão da escola e
perceber essa organização de conteúdos para determinada série, existem os conteúdos mínimos que são essenciais e devem ser trabalhados. Porém, esses conteúdos, eles precisam considerar aquilo que o aluno já aprendeu e aquilo que ele ainda não aprendeu. E o que que o professor precisa pensar e fazer? aquilo que meu aluno já construiu, eu pulo uma casinha, eu avanço, eu consigo Trabalhar o conteúdo avançando na complexidade. Lembra do simples para o complexo. Agora, quando eu percebo que o meu aluno não construiu aquele conhecimento, ou seja, ele não tem uma compreensão perfeita do conteúdo, eu preciso fazer retomada.
Então, eu não posso avançar em um conteúdo em que o meu aluno ainda não construiu aquilo que ele precisa. Eu sempre gosto de dar o exemplo das quatro operações. Ela tem uma sequência lógica de aprendizagem. Então, eu não consigo trabalhar com um aluno a multiplicação se ele ainda não tem uma compreensão perfeita da adição e da subtração. Então, isso é muito importante eu avançar no conteúdo quando meu aluno construiu aquele conhecimento e eu retomo no processo quando ele ainda apresenta alguma defasagem e dar a devida importância às diferenças que existem entre as coisas. Assim, o
ensino será universal. E aqui eu quero dizer para vocês, hoje, Dentro dos espaços escolares, independente de nível de etapa de ensino, nós vamos encontrar muitas diferenças. diferenças que são sociais, culturais, pedagógicas, defasagens que são diferentes, alunos que precisam de atendimento individualizado, alunos que vocês precisar precisarão dar uma atenção pedagógica e muitas vezes emocional. Então, a diversidade em sala de aula hoje está muito grande. Então, Quando eu escolho ser professor, eu preciso ter isso para mim. E aí, o que que eu vou fazer com isso? Ah, professora Cíntia, mas não é fácil, não é mesmo. É
um grande desafio. Mas quando eu estou em sala de aula, eu identifico aquela defasagem ou aquela necessidade ou aquela particularidade, eu consigo organizar o meu trabalho, organizar o meu planejamento para atender essa demanda para que o ensino seja universal. Nós já temos a lei que Garante que a educação é para todos. E é uma legislação constitucional. Então, nós precisamos dar a oportunidade para que todos aqueles que estejam lá na escola, no espaço escolar, tenham esse acesso, mas tenham um acesso para aquela necessidade que ele tem. Fechando isso, então nós podemos entender que o método didático
que Comênio nos traz tem forte influência naquilo que a gente vai observar hoje dentro da escola. Claro que com uma organização e uma realidade Diferente. E aí nós vamos precisar também adaptar o nosso trabalho para essa realidade diferente. Eu chamo atenção aqui que a lei de diretrizes e Bases da Educação, ela preconiza que o nosso planejamento ele vai estar vinculado aos conteúdos essenciais, aqueles conteúdos mínimos para determinada série, mas que precisa considerar também a realidade de cada turma, de cada aluno, de cada escola. A gente não consegue trabalhar com Excelência, atendendo somente as as condições
pedagógicas. Por isso que cada escola tem o seu projeto político pedagógico. Por isso que cada escola tem um documento norteador que vai exatamente colocar a realidade em que vive. Exemplo, você vai trabalhar uma atividade e planeja lá. Você pensa em trabalhar uma atividade num espaço grande, em um espaço que você quer sair da sala de aula, uma proposta de um projeto, enfim, a sua escola tem esse Espaço, você consegue realizar isso, é a realidade ou até mesmo passeios para fora da escola. Eu preciso vincular aquilo que eu quero trabalhar com aquilo que é realidade que
eu tenho. Muitas vezes a realidade, o real é muito diferente do ideal. E nós, como professores, muitas vezes sonhamos com uma aula eh diferente, uma aula que vai despertar o interesse dos nossos alunos, mas a nossa condição estrutural, por exemplo, não vai contribuir. Então, aí Que você vai entender o que é a didática, o que é o ato de ensinar e o que é a arte de ensinar. na escolha da melhor metodologia, na escolha do melhor recurso, atendendo também a realidade que você encontra ali no espaço que você vai realizar o seu trabalho. E aí
eu trouxe aqui para vocês uma reflexão. Você acredita que a proposta de comênio, ensinar tudo a todos, tem relação com desafio, desafios atuais da educação? Então, comênio traz essa proposta para nós, ensinar tudo a todos. Todos têm direito à educação. A proposta de Comen está superada, pois defendi um ensino expositivo que não dialoga com as demandas atuais. É isso que Comênio traz para nós, um ensino expositivo sem participação dos alunos, em que o professor transmita os conteúdos, repasse aqueles conteúdos prontos, acabados, inflexíveis. Letra B. A ideia de organização gradual Do ensino proposta por Comênio mantém
relação com as práticas contemporâneas que respeitam o desenvolvimento e os ritmos de aprendizagem. Vocês concordam com essa afirmação? Comênio traz essa proposta para nós, respeitar o ritmo do aluno, respeitar o seu desenvolvimento, o seu momento de aprendizagem. Lembrando que cada aluno tem o seu. Letra C. As ideias de comênio defendem que a aprendizagem ocorre exclusivamente por meio da memorização mecânica. É isso que Comênio fala e que contribui ou que influencia hoje dentro de sala de aula. Para que o aluno construa esse conhecimento, ele vai precisar memorizar, repetir várias vezes. Você concorda com isso? E letra
D, a didática magna, que é a proposta de comênio, rejeita qualquer forma de planejamento sistemático do ensino, priorizando apenas a experiência espontânea do aluno. Então, o Comênio traz para nós que aquele conhecimento Historicamente acumulado, ele é o único que será utilizado no processo de aprendizagem e que nós não vamos trabalhar então com um planejamento sistematizado, ou seja, com intencionalidade pedagógica e de forma planejada. Então, observando as quatro alternativas, relacionando com a proposta de comênio e também com o que hoje nós encontramos dentro da escola, eu gostaria que vocês escolhessem aí a alternativa que mais se
aproxima daquilo Que você compreendeu e responda aí no chat para nós. João, já tem respostas aí >> já. Sim, professora. Assim, é quase que unânime a letra B. Tá todo mundo colocando B. Tá chovendo letras B aqui no no nosso chat. >> Será Será que comênio e será que hoje nas escolas a gente ainda não eh tem momentos de memorização, de repetição de conteúdos que não são sistematizados? Será que o método expositivo ele não é importante? A gente vai trabalhar com Outros métodos, mas vai excluir o método expositivo. O que será que a gente vai
fazer? As ideias de comênio não defendem isso. Então, se vocês colocaram se é unânime a letra B, exatamente, a letra B ela é a estrutura daquilo que nós estamos conversando aqui. É uma educação voltada, sim, é uma proposta voltada sim às práticas contemporâneas que hoje nós observamos em sala de aula. E aí, como eu gosto sempre de trazer para vocês Aquilo que é teoria e aquilo que é prática, a partir dessa relação que nós fizemos, que nós fizemos essa reflexão a partir daquilo que Comênio traz como contribuição, a partir do que a gente vê em
sala de aula, agora a gente precisa fazer uma reflexão de compreensão daquilo que nós vamos usar. e daquilo que nós não vamos usar. Então, primeiro ponto, não existe melhor método, não existe melhor recurso, não Existe melhor ferramenta. E aí vocês podem pensar: "Nossa, professora, então como que eu vou escolher?", né? E eu vou explicar para vocês por que não existe a melhor ferramenta ou o melhor recurso. Olha só a reflexão que nós vamos fazer então a partir dessa questão que a gente acabou de responder. Pensa assim: "Eu preciso trabalhar com o meu aluno a defasagem
pedagógica de um conteúdo específico? Como eu vou escolher o método? Eu tenho uma turma de 30 alunos que apresenta conflitos constantes em sala de aula e eu não consigo nem realizar o meu trabalho. Eu tenho uma turma dividida 50% com o nível pedagógico mais avançado e o outro e a outra metade da turma com o nível que eu vou precisar retomar. Eu tenho uma turma com 25 alunos e cinco alunos com transtorno do espectro autista. como eu vou trabalhar na individualidade desses alunos. Muitas vezes eu vou ter um professor de Apoio para me ajudar, outras
vezes não. E o professor regente é o responsável pela turma. Então, sobre a reflexão que nós fizemos em relação a comênio, ao ensino de tudo para todos e a realidade que nós vivemos hoje, eu quero trazer para vocês três reflexões muito importantes. A primeira eh fala sobre o ensino expositivo. O que que é o ensino expositivo? É aquele ensino em que o professor fala, o aluno ouve. Acabou a aula, acabou tudo. Então, tudo que o professor falar é uma verdade absoluta. Aquilo, aquele conceito, aquele conteúdo, aquele conhecimento que ele tem, o aluno, ele não tem
participação nesse processo. E aqui eu trouxe para vocês a seguinte reflexão. O ensino exclusivamente expositivo já não responde às demandas contemporâneas, pois os estudantes atuais exigem práticas pedagógicas mais interativas, Significativas e centradas na construção ativa do conhecimento. Então, o aluno que você vai encontrar hoje em sala de aula precisa participar. Ele tem desejo de ser o protagonista. Ele quer entender e quer fazer parte do processo. Esse é o aluno que nós temos hoje dentro das escolas. Só que eu coloquei aqui para vocês que o ensino exclusivamente expositivo ele já não responde mais, mas Nós podemos
utilizá-lo. Muitas vezes vocês vão precisar usar um ensino expositivo para apresentar um conceito de um conteúdo, para apresentar algo que é pontual, para mostrar aquilo que você vai trabalhar naquele dia, até mesmo naqueles modelos de roda de conversa. Então, o ensino expositivo, que é muito eh falado, muito discutido, né, até nos congressos da educação, ele não é uma metodologia proibida. A gente só precisa saber usar e dosar Equilíbrio, porque esse aluno ele vai te ouvir, ele vai entender o processo. Mas aí, aí nós vamos, esse conteúdo, eu estou falando sobre, por exemplo, o ciclo da
água, OK? conceituei, expliquei. Agora eu quero saber na prática, eu quero participar disso. É essa necessidade que esse aluno contemporâneo vai apresentar para você. A outra reflexão que já continua aquilo que nós estamos eh conversando, o aluno como protagonista. O aluno como protagonista, ele tira do professor aquela autoridade única de construção do conhecimento. O aluno como protagonista, ele é o centro do processo. Ele o professor aqui tem uma ação e uma função facilitadora de mediação, de construção do conhecimento. Entende que nós estamos falando de construção e não de transmissão. Então, nós construímos conhecimento na prática.
O que isso significa? Vou dar o exemplo do ciclo da água mais uma vez. O que Você conhece sobre isso? Alguém já ouviu falar sobre isso? Na sua casa você eh se preocupa com o desperdício da água? Então, claro que independente do conteúdo que você vai trabalhar, né, na no curso que você escolheu, é só um exemplo, mas aquilo que o aluno já conhece, aquilo que ele já sabe. E aí eu faço o quê? Eu faço esse vínculo com aquilo que é científico e aí o aluno começa a participar desse processo. Eu contribuí, eu dei
a minha opinião, a Minha sugestão e aí você faz esse conceito que é científico e aí após isso você consegue então realizar uma atividade na prática. E hoje os alunos eles gostam da prática porque eles colocam a mão na massa, né, como a gente diz. Então, aluno como protagonista, memorização e padronização são técnicas que já não cabem mais no mundo atual, pois os alunos de hoje desejam participar, problematizar e construir sentidos para Aprender. Em relação a isso, João, tem alguma coisa aí no chat pra gente colocar aqui como dúvida? >> Temos sim, professora. Eles trouxeram
algumas considerações aí que vai ao encontro do que você tá comentando aí, né, quando você fala do aluno protagonista, o aluno ativo, né, no processo de aprendizagem. E aí nós temos algumas participações. A a Ilma, ela fala assim que professora, eh, mas Sempre retornamos ao conteúdo, não? Eh, ensino exclusivamente positivo já não funciona mais. Hoje temos outras crianças já que eles têm acesso a muitas informações e precisam desenvolver as próprias ideias, né? A Andresa vai falar: "Hoje em dia com a tecnologia todos querem aulas mais diversificadas e rica em conteúdos atualizados para prender atenção. A
Isabela vai dizer ali que a educação infantil pode esquecer o método do expositivo porque não aprende, Não prende, né, a atenção das crianças. >> O método expositivo é exatamente isso. Nós precisamos equilibrar. E por mais que a gente não queira ou que pareça ser o método ultrapassado, em muitos momentos a gente acaba utilizando, porque nós precisamos conceituar. Então, se eu vou fazer um conceito de um conteúdo, eu preciso usar esse método, eu preciso mostrar para o aluno aquilo que ele ainda não conhece. Então, eh, quando eu vou formatar a minha aula, eh, Como eu sempre
digo, o ensino expositivo ele não é mais adequado para o aluno que nós temos hoje na escola, mas ele não é exclusivamente adequado. Em alguns poucos momentos, nós podemos utilizar o ensino, o método do expositivo para atender, principalmente conceituando conteúdos. E trazendo isso que o João nos trouxe eh sobre o novo aluno, o que a gente precisa fazer para manter esse interesse desse aluno. É importante também que a gente pense no uso de Tecnologias educacionais para aquela escola. E, né, quando nós temos a estrutura, muitas vezes o uso de equipamentos, de tablets, de aplicativos, de
plataformas educacionais são muito interessantes nesse processo, desenvolvem essa capacidade do aluno e também traz pro mundo deles da realidade que eles vivem, né, em casa e na sociedade. Muitas vezes a escola não tem essa estrutura, mas também quando possível é importante que seja utilizada Para que esse aluno tenha interesse em estar dentro da sua aula, dentro da nossa aula. Eu me incluo nisso porque também sou professora. Então o a sociedade está mudando, a escola se transformando, o nosso aluno, uma transformação muito rápida e muitas vezes a gente ainda usa giz e quadro negro. Então, em
algum momento, o aluno vai pensar: "Nossa, a escola tá interessante para mim". Então nós como professores, precisamos pensar também em Ações inovadoras, em novos modelos para atender essa necessidade desse aluno. Quando eu falo aqui, então, só retomando do aluno como protagonista, ele quer participar, problematizar e construir sentidos para aprender. Tudo aquilo que não tem sentido, que não tem significado pro aluno, ele não quer, ele não tem interesse nessa aprendizagem. Por isso que quando ele participa ou quando ele tem a oportunidade de resolver uma situação problema, por Exemplo, aquilo faz mais sentido para ele e fazendo
mais sentido, consequentemente a aprendizagem acontece. E a terceira reflexão a partir da proposta que nós lemos de comênio, relacionando com a a os dias de hoje, é a importância do ensino na teoria e na prática. Independente também do nível da etapa de qualquer sala de aula que você estiver inserido, inserida, a teoria importante Na mesma proporção que a prática também é. Tudo aquilo que a gente vivencia, que a gente tem oportunidade de experienciar, corrobora com esse com essa construção de conhecimento completa. O aluno de hoje tem a necessidade de vivenciar e experimentar na prática aquilo
que aprendem na sala de aula para que o conhecimento tenha sentido e significado. Eu tenho formação em educação física, gosto sempre de dar Esse exemplo, né? Por que que a aula de educação física é tão atrativa? O que que tem lá que os alunos que chama a atenção dos alunos, né? Então, o espaço diferente, as atividades que são realizadas e isso pode acontecer independente da série que você atua. Então, eu trabalho dentro de uma sala de aula, como vocês trouxeram aí o o método expositivo já o que a gente precisa repensar. E aí eu trabalho
dentro de sala de aula em uma sala, né, com 20, 25 M², com alunos enfileirados, que existe uma ordem para esse aluno protagonista. Então eu preciso pensar, eu vou conceituar, eu vou trabalhar esse conteúdo, mas as minhas ações precisam estar permeadas também em uma ação prática. Por isso que eu gosto da pedagogia dos projetos. O projeto quando você estrutura, ele pode ser trabalhado para um trimestre, ele pode ser trabalhado para um semestre, pode ser um projeto anual, a depender do seu Objetivo, a depender daquilo que você tem como objetivo de aprendizagem, né, para essa turma
e para esse aluno. E ele constrói um processo além de ter a possibilidade de trabalhar na interdisciplinariedade. Então, eu consigo trabalhar diferentes componentes curriculares quando eu escolho a fazer a construção de um projeto. Por isso que eu gosto muito e é um exemplo e um modelo que eu trago para vocês quando a gente fala de teoria e prática. Eu Acredito que seja um modelo que mais se aproxima quando nós falamos da importância de se trabalhar teoria e prática. E aí, lembra que eu falei para vocês qual que é o melhor método? Hoje nós temos vários,
né, dentro da escola nós temos vários e podemos utilizá-los. Só que comen ele fez mais. Ele com a proposta da didática magna e tudo aquilo que ele influenciou no que nós temos hoje dentro, né, dos espaços escolares, Dentro da metodologia histórica educacional brasileira, nós tivemos também outros métodos. Será que eles influenciaram também? Será que eles trazem modelos que hoje nós podemos e e dentro da realidade desse aluno protagonista a gente pode utilizar? João, tem alguma coisa aí falando sobre isso, >> prof? Eh, eu vou pedir aqui pra professora voltar um pouquinho eh enquanto a questão
do método expos e eh Expositivo que ficou algumas dúvidas, tá? Eu vou colocar duas questões aqui que eu acho que contempla as dúvidas que os alunos estão colocando aqui no chat, tá? O método dispositivo, um exemplo, seria uma aula onde o professor explica o conceito e o aluno apenas ouve e escreve em seu caderno sem nada prático. A Jaqueline fala, ela coloca assim: "E se o método expositivo for adaptado para a realidade atual?" É exatamente isso. O método expositivo Por si só é quando o professor pega um conteúdo, trabalha um conteúdo naquela série, naquela etapa,
e vai repassar aquilo para o aluno. O aluno vai ouvir aqui o que o professor está falando sobre determinado conteúdo e vai assimilar aquilo. Ele não tem a oportunidade de participação. Isso é um ensino expositivo. Porém, eu como professor, como professora, posso adaptar esse ensino expositivo. Exemplo, eu quero fazer um conceito de Um conteúdo. O que que é conceituar? é iniciar um conteúdo novo, por exemplo. Então, eu preciso mostrar para esse aluno qual é esse conteúdo. Só que nesse processo eu posso permitir a participação do meu aluno, eu posso perguntar o que ele já sabe
sobre isso. Então, a gente tem que entender que aqui nós não estamos falando daquele ensino expositivo para utilizar, claro, aquele ensino expositivo de uma educação tradicional, tecnicista que nós Conhecemos de muitos anos atrás. E mais que isso, muitos professores, e hoje eu observo isso, ainda dentro dos espaços escolares, ainda apresentam esse modelo. Mas isso é uma culpa do professor ou da professora? Não. É porque na formação daquele professor o ensino, a metodologia era daquela forma. Então, por exemplo, no meu caso que fiz, né, o curso há tantos anos atrás, eu tive professores que utilizavam dessa
metodologia. Então, a principal Característica dessa, desse método é não permitir a participação do aluno. Eu simplesmente repasso um conteúdo e o aluno ouve, muitas vezes escrevendo, muitas vezes registrando. Eu já vivenciei situações de avaliação da ação docente de professores que trabalham com slides, por exemplo, igual aqui na nossa aula. E aí depois os alunos precisam fazer a cópia, né, desse slide. Então, se nós estivermos falando de um processo de alfabetização, faz Sentido. Agora, se eu estiver trabalhando, por exemplo, com uma turma de oitavo, nono ano, ensino médio, não faz sentido uma repetição de algo que
já está pronto e que o conhecimento está sendo construído ali na oralidade. Então, nada é proibido, nada é eh quando a gente fala é melhor, é pior. Isso a gente tem que desmistificar. Eu preciso adaptar o meu processo, eu preciso adaptar o método. Então eu posso sim utilizar em determinados momentos da Minha aula, eu posso sim utilizar. E claro que quando eu monto a minha aula, eu já tenho o meu objetivo. Se eu não quero utilizar desse método tão tradicional, eu posso adaptá-lo e adequá-lo pra realidade que eu tenho. Eu faço o conceito, eu faço
a apresentação do conteúdo, mas meu aluno vai participar desse processo, tá? E aí, então, eu estava falando para vocês sobre os métodos de ensino que durante aí todo o percurso da história Educacional brasileira eles apareceram sempre dentro de um processo histórico. Então, algo também que nós precisamos pensar, toda a transformação que acontece dentro das escolas, dentro das dos espaços escolares, das instituições educacionais, elas acontecem em meio a uma situação social, econômica, política, alguma transformação que está acontecendo na sociedade e que a educação é diretamente impactada. E muitas vezes é lá dentro da escola que Os
métodos aparecem para atender uma demanda que é da sociedade ou daquela transformação que está acontecendo. Então eu trouxe para vocês aqui três modelos daquilo que eh se destaca como método durante todo esse processo histórico, acompanhando então aquilo que nós conversamos de estrutura de organização didática, o método individual. Será que hoje a gente usa isso ainda nas escolas? O método individual consistia Na relação direta entre professor e aluno. O professor atendia cada aluno nas suas necessidades específicas com atenção ao desenvolvimento individual. Aqui eu faço duas perguntas para vocês. Hoje nós conseguimos dentro de sala de aula,
como regente de turma, de toda a turma, realizar esse atendimento individualizado? E a segunda pergunta, de quando a gente pensa nas necessidades Específicas dos nossos alunos dentro da sala de aula, como que eu faço para realizar esse atendimento individualizado? Podem ir colocando aí no chat que a gente já olha as respostas de vocês. Então, o método individual, o atendimento individual do aluno é aquilo que todo professor deseja realizar, porque nós conseguimos compreender o aluno, nós conseguimos entender a necessidade que ele tem e de forma Individual chegar naquela construção do conhecimento que nós tanto desejamos. Durante
todo esse período histórico, esse método individual, ele era muito utilizado dentro dos espaços escolares. Como que esses professores faziam? O que que era diferente lá atrás que agora a gente consegue fazer ou não consegue fazer? Ou de repente em alguns momentos vai conseguir fazer dentro de sala de aula, mas pensando que nós temos outros Alunos com outras especificidades. O que que tem aí no chat para nós, João? Eh, a maioria falando que não, que não é possível fazer esse atendimento de modo individual, né? E a Eduarda coloca ali que não, eh, hoje não é possível,
principalmente pela quantidade de alunos que temos em sala de aula. E aí eles citam, né, o ensino público, esse ensino individual só é possível se for uma eh um ensino particular, né, a pessoas que têm condições aí eh contratar um Professor para fazer esse atendimento individual. Pessoal, ensino individual é o seria o ideal. Como eu disse, eu atendo a dificuldade, a defasagem, a necessidade daquele aluno, mas hoje dentro das escolas nós só conseguimos fazer esse entendimento individualizado quando nós temos um outro professor que vai assumir a nossa turma. Então, a gente encontra em algumas escolas,
eu já eh vivenciei isso, públicas e privadas, alunos com Necessidades especiais, alunos com defasagens pedagógicas que são atendidos de forma individual, mas quando existe uma um outro profissional que fica como regente da turma. A diversidade que hoje nós encontramos dentro das escolas não nos permite fazer esse atendimento. Muito se fala sobre isso nesse desafio que o professor tem de atender já diferentes demandas dentro da escola. E um atendimento individualizado, ele é muito específico. Quando nós falamos em planejamento, nós temos um documento que se chama planejamento educacional individualizado, que é o PEI. vocês vão ouvir falar
muito sobre esse documento. O PE é aquele planejamento que é específico, mas é ele é realizado exatamente por aquele profissional que atende de forma individualizada os alunos que apresentam algum tipo de dificuldade. Então hoje é muito complicado e muito difícil a gente Realizar aquilo que seria o ideal, mas que nós, enquanto professores, não damos conta de fazer, né? O outro método é o Lancaster. esse já se aproxima mais daquilo que a gente realiza hoje, porque ele traz uma proposta de o ensino em forma hierarquizada e coletiva, onde os professores trabalhavam com um pequeno grupo de
alunos e estes se tornavam monitores dos demais, custo baixo. Lembra que eu disse para vocês, toda Todo toda a transformação que acontece na educação, ela provém de algo que aconteceu na sociedade? Então aqui nesse método, o que que eh qual é a proposta? Hierarquizar o ensino e fazer ele de forma coletiva. Então é assim, os professores trabalham com pequenos grupos de alunos e depois esses alunos transmitem isso entre os pares. Isso acontece ainda hoje dentro das escolas. Então, educação entre pares. Aquele aluno que em determinado conteúdo Conseguiu já construir aquele conhecimento perfeito, como nós temos
lá atrás, ele repassa ou ele ajuda o seu outro coleguinha naquele conteúdo. Então, isso acontecia muito lá atrás. Nós estamos falando aqui, né, de séculos atrás. E agora dentro da escola, muitas vezes a gente observa resquícios desse método. Vocês vão observar também que, por mais que hoje as escolas apresentem uma característica diferente, um aluno diferente, como eu já comentei com Vocês, protagonista, participativo, muitos resquícios ainda da educação tradicional, de métodos eh mais antigos, ainda permeiam o espaço escolar. E nós precisamos cuidar com isso, principalmente, né, vocês que estão adentrando nesse universo da docência, é importante
retomar para que esses comportamentos ou que essas escolhas das metodologias não se repitam, porque nós não realmente não conseguimos atender a demanda desse novo aluno. E o outro método que eu trago para vocês aqui é o método simultâneo. O que que é isso? é o ensino que acontece com alunos divididos em turmas de acordo com a sua aprendizagem, com conteúdos e métodos padronizados, onde o professor avalia todos ao mesmo tempo. O método simultâneo, ele se aproxima do que hoje nós temos dentro de sala de aula. Aqui nós estamos falando de uma turma toda que vai
construir a aprendizagem de forma coletiva, mas aqui Eu chamo atenção para duas palavrinhas, a memorização e a padronização. E aí eu faço mais uma pergunta para vocês. Se nós estamos falando desde o início da nossa aula que a nossa turma apresenta uma diversidade enorme, como eu consigo trabalhar com uma avaliação, por exemplo, padronizada? Como que eu consigo construir conhecimento sobre determinado conteúdo de forma padronizada em uma turma ou em uma sala de aula com Uma diversidade enorme? Quando eu assumo a minha sala de aula e percebo, começo a conhecer os meus alunos, começo a conhecer
a realidade posta ali naquela turma e percebo essa diferença entre eles, como eu consigo fazer isso? Trabalhar de forma padronizada, um planejamento padronizado, uma avaliação padronizada, a escolha de um método padronizado. Isso é possível ou isso é permitido ou a gente não deve fazer? vai colocando aí Para nós. A partir então dessas três metodologias e desses três métodos elencados nessa construção histórica, eu trouxe para vocês aqui uma indagação. E para os dias de hoje, qual seria o método que mais se aproxima da necessidade dos nossos alunos? considerando a transformação da sociedade e consequentemente dos espaços
escolares. Então, pensa um pouquinho nessa reflexão, responde aí Pra gente no chat. Mas antes da gente falar sobre essa questão, João, alguém respondeu aí sobre a padronização e como a gente vai conseguir atender os nossos alunos nessa diversidade tão grande da sala de aula. Professor, nossos alunos ainda estão discutindo sobre o método individual. Eles ainda estão trazendo algumas alguns questionamentos a respeito disso aí. Eles estão perguntando, né, se o a IAD não encaixa nesse método individual, mesmo que seja Online, estamos sozinho, cada um na sua casa. Então ainda eles ainda acho, acredito que tá com
um pouco de dúvida nessa questão. O método individual realmente a gente não vai conseguir realizar. Em sala de aula hoje a gente não consegue realizar quando nós estamos com a regência da turma. Então nós precisamos pensar assim: nada é definido, pronto e acabado. Depende Muito da organização da escola, da organização institucional. Então, de repente, eu estou falando aqui, olha, isso não vai ser possível em sala de aula e você chega lá na escola, você vai atender um aluno que apresenta uma necessidade diferente ou uma necessidade de atendimento individualizado. Mesmo com alunos da educação especial, não
são todos eles que precisarão desse atendimento individual. E eu digo mais para vocês, eu sou a favor de um Atendimento que seja sim de fato a inclusão e que esse aluno construa essa autonomia, falando agora da educação especial, que ele construa essa autonomia para o acompanhamento junto com a turma. Muitas vezes isso não será possível, não será. depende muito desse desenvolvimento, depende muito do nível de cada aluno. Então aqui eu quero deixar muito claro para vocês, o ensino individualizado na defasagem pedagógica de um aluno, por Exemplo, se eu tenho 2, 3, 4, 5 ou 10
em sala, humanamente eu não consigo fazer. Mas para atender uma demanda específica, se eu tenho um professor que me auxilia, se eu tenho um professor que assume a minha turma para eu trabalhar de forma individualizada com esse aluno, claro que isso é permitido e possível. Tá bem, João, sobre a nossa questão aqui, atendendo essa realidade de hoje, tem alguma questão? >> Tem. Eles estão colocando aí que é o Método simultâneo, né? Eu vou ler a resposta da Andreia que ela coloca assim: "É uma junção de métodos dependendo do local e o que pode proporcionar no
momento." Então os alunos estão eh informando aí que é o método simultâneo. Qual seria, né, a a o método que mais se aproxima da necessidade dos nossos alunos. >> Quando eu trago aqui para vocês qual é o método que mais se aproxima da Necessidade dos nossos alunos, eu faço uma retomada com vocês daquilo que eu disse lá no início da nossa aula. Qual é o melhor método? Qual é o método que se aproxima da sua realidade, da minha realidade? Eu vou utilizar o expositivo, eu vou colocar o meu aluno sempre no processo de eh ele
como protagonista, no processo, no centro do processo da aprendizagem. Eu vou trazer o método simultâneo, que é aquele que eu consigo organizar melhor dentro daquilo que eu Tenho hoje. Não, eu preciso de um suporte. a minha realidade é diferente, a minha turma tem uma diversidade enorme, eu preciso de um suporte de um outro profissional para me auxiliar. Então, a reflexão aqui é que o método que mais se aproxima daquilo que você precisa está vinculado com a realidade que você tem, com a necessidade que a sua turma apresenta. Então, como nós estávamos falando e para não
ser repetitiva, mas pra gente fechar Essa o pensamento, se eu preciso conceituar algo, eu posso usar o método expositivo. Se eu tenho uma turma agitada e não consigo trabalhar determinado conteúdo, primeiro eu preciso retomar esse processo comportamental. Se eu estou falando de um aluno que hoje precisa dessa participação, precisa ser ativo nesse processo, eu preciso eh escolher um método que atenda essa demanda. Se eu tenho uma turma com Alunos que não são participativos, que eu percebo neles eh um comportamento mais passivo, a minha função de ação docente também é estimular nesse aluno a importância dessa
participação. Então, tudo é muito aproximado da realidade que você vai encontrar. Professor, então esse ano eu assumo uma turma, é um formato. O ano que vem a turma é totalmente diferente. Eu não vou conseguir utilizar aquilo que eu usei o ano passado aqui. Às vezes sim, às vezes Não. Então vai precisar adequar. Vocês vão precisar entender qual é a realidade para poder escolher a metodologia, os recursos, as ferramentas que vocês vão utilizar nesse planejamento. Dada a importância dessa realidade escolar, olha lá, não existe o único método, mas é necessário considerar alguns pontos importantes. Então nós
podemos aqui, né, fechando a nossa ideia, não existe melhor método. Qual que é o método que eu vou escolher? É aquele que eu vou Atender a minha realidade. Mas para a escolha desse método, tem alguns pontos que são importantes pra gente avaliar. Olha só, o mundo mudou, a sociedade transformou, com o advento da pandemia tudo se modificou e a gente pensava e tinha uma esperança de que dado tempo, passado esse tempo, as coisas iam voltar ao normal, mas as consequências de um período de crise histórica, ela perpassa durante muitos anos e a defasagem pedagógica eh
foi observada nesse Sentido. Então, quando eu escolho hoje um método para trabalhar dentro de sala de aula, eu preciso entender que o mundo mudou. E com isso o perfil do meu aluno também. Eu tenho um novo aluno na sala de aula. Esse aluno que a gente vai encontrar dentro da sala de aula, ele está imerso em na tecnologia, ele tem acesso fácil às informações, aos estímulos, ao uso de tela. Ele tem acesso rápido a todo tipo de informação. Então, muitas vezes o aluno Questiona hoje aos professores: "Por que que eu tô aprendendo isso? Por que
que isso é importante na minha formação? Por que, professora, que eu preciso aprender esse conteúdo que não tem nada a ver com a minha realidade?" muitas vezes eles vão eh questionar isso para vocês. Esse aluno ele precisa desenvolver o pensamento crítico porque muitas vezes como ele tem esse acesso muito fácil à informação e essa informação é algo pronto, ele tem dificuldade em tomar Decisão, ele tem dificuldade em se expor, ele tem dificuldade em falar o que ele pensa sobre algo e aí entra a nossa ação. ele deseja participar ativamente. Se eu sei que eu tenho
um aluno com esse perfil, o que que eu vou fazer em sala de aula? Que metodologia eu vou utilizar? Qual vai ser a minha ação docente efetiva para realmente atender esse aluno? Se eu tenho um aluno imerso em uma sociedade Tecnológica altamente digital, com acesso a recursos tecnológicos, eu não posso privar eles disso. Eu preciso equilibrar essa utilização. Claro que naquelas instituições que permitam na sua infraestrutura o uso. Se ele tem acesso rápido à informação, muitas vezes ele vai chegar com uma informação para você que às vezes nem você tinha conhecimento ainda, porque é tudo
muito rápido e eles aprendem tudo muito rápido com a informação que é muito livre hoje Para eles. Precisa desenvolver o o pensamento crítico. E aqui vocês podem trabalhar sim com atividades que desenvolvam esse pensar e essa tomada de decisões. Eu gosto muito de trabalhar, independente da etapa, com os jogos cooperativos e colaborativos, em que os alunos precisam eh tomar decisões rápidas e ele deseja participar ativamente. Então, ao mesmo tempo que ele tem medo de se expor, ele tem insegurança por eh não compreender um Conteúdo ou não conseguir se expressar, ele quer participar. Então, que a
gente possa permitir essa participação, né? Hoje a gente não consegue mais ter uma ordem em sala de hoje você não vai falar, olha, agora é a vez da professora. Claro que nós precisamos de uma organização em sala de aula, mas a participação desse aluno é muito importante nesse processo que ele vai desenvolver de aprendizagem. Como que nós vamos fazer? Como que nós Vamos ensinar? Apresentando problemas para que eles possam resolver. É uma forma, uma metodologia que vocês poderão utilizar nesse processo. Mostrem problemas, perguntem o que eles fariam diante de determinada situação. Pode ser relacionado ao
conteúdo, mas também pode ser com atividades da vida deles, da vida diária, da vida escolar. Não importa. A ação é na resolução dos problemas. E aí vocês podem pensar em Diferentes formatos, né, para trabalhar com os problemas. A sala de aula invertida é muito bacana também, porque permite ao aluno o conhecimento prévio daquele conteúdo que você vai trabalhar. Qual é a ideia da sala de aula invertida? Você oportunizar para aquele aluno o conteúdo que será trabalhado e ele tem acesso prévio para uma leitura para ele entender o que que você vai conversar na aula que
vem, por exemplo. E aí ele já traz também a sua Contribuição pra aula. A aprendizagem baseada em projetos, já falei aqui para vocês, eh, que é mão na massa. Gosto dos projetos porque os alunos vão efetivamente executar aquilo que se foi proposto, aquilo que de forma interdisciplinar nós conseguimos trabalhar. Então, é muito bacana. Exposição de painéis, apresentação de Trabalhos. Por na exposição de painéis, na apresentação de trabalhos, os alunos precisam se expor, apresentar aquilo que eles aprenderam, que eles construíram. E aqui nesse momento de exposição de painéis e apresentação de trabalhos, os alunos desenvolvem também
muito a sua criatividade, eles trazem ideias inovadoras. Então, que nós como professores, possamos ouvir essas demandas, acatar aquilo que eles trazem também nesse processo Sobre o modelo, o perfil do nosso aluno e sobre as ações de ensinar. Tem alguma dúvida ainda aí, João? Professora, eh, é só assim fechando com entend diante de tudo isso que você trouxe, né, dos métodos de ensino, eles chegaram uma conclusão que tá aparecendo bastante aqui no chat, que na realidade temos que conhecer nossos alunos porque os métodos vão variar, então vamos usar somente eh não vamos usar apenas um Método,
né? Eles falam também, precisamos conhecer nossa turma para então saber qual método usar. Ainda assim, poderemos utilizar mais de um método em uma única turma. O professor deve orientar, provocar reflexões e ajudar o aluno a avançar, respeitando sua zona de desenvolvimento. O Jair vai finalizar ali falando que o desafio é ter a sensibilidade para o uso do método mais adequado para a turma e para aquele momento. Então assim, eh, eles estão, Eh, compreendendo que não há um único método, né, que o professor precisa entender as necessidades da sala de aula, né, as diferenças ali, e
ele vai utilizar diferentes métodos de ensino. E já quero, né, eh, pedir para vocês participarem agora do chat, do do da enquete que está disponível aí, tá? E aí vou passar pra professora paraos nossos minutos finais. Então, fechando, como o João disse, claro que nós podemos utilizar Diferentes métodos, claro que nós podemos escolher diferentes ferramentas, recursos, é tudo permitido, é tudo possível. O que eu gosto de frisar sempre, considere os conteúdos que precisam ser trabalhados, considere a necessidade da sua turma, ouça os seus alunos, eh, deem a oportunidade deles trazerem para dentro do espaço escolar
aquilo que eles já conhecem, aquilo que eles têm de dúvida. Permitam também rodas de conversa onde os alunos que já Têm aquele conhecimento sobre o conteúdo possam se expor e aqueles outros também se motivem a isso. É importante essa troca de experiência entre os alunos. Então, tudo é permitido, tudo é possível, mas lembre-se, considere sempre a realidade da sua escola, a realidade do seu aluno, a realidade da turma, para que vocês possam chegar o mais próximo possível do desenvolvimento cognitivo desse aluno, mas também além, né, para além do Pedagógico, todas as outras questões que completam
esse aluno, porque o nosso objetivo também é formar esse aluno na sua integralidade. Eu agradeço a participação de vocês e espero vocês então para a nossa próxima aula. Até lá. [música]