Esse é o sétimo ano seguido que eu tento responder a seguinte pergunta: Quais serão os melhores investimentos pro ano que vem? Ou seja, os melhores investimentos para 2026. A verdade é que tem muita coisa barata, tem muita coisa cara, tem bons investimentos que não tão no radar da maioria das pessoas.
E é por isso que mais uma vez eu vou fazer esse vídeo para vocês dando um pouco da minha opinião e colocando o meu na reta. E diga-se de passagem são 7 anos papel em risco fazendo esse tipo de vídeo e acertando com certa consistência. Já já eu vou provar isso para vocês.
Mas antes da gente começar, deixa o like no vídeo e se inscreve no canal. Isso é muito importante para que o YouTube entenda que você quer receber cada vez mais vídeos de finanças e de investimentos e que eu tenho certeza que vão agregar muito na sua vida. E bom, eu dividi esse vídeo em basicamente duas partes.
Na primeira parte, eu vou mostrar pra vocês se nos últimos 7 anos postando esse vídeo e dando a minha opinião sobre quais vão ser os melhores investimentos, eu tive mais acertos ou mais erros, eu botei minha pele em risco e depois disso, na segunda parte, eu vou dar a minha opinião sobre quais vão ser os melhores investimentos do ano de 2026. Simples assim. Obviamente nada do que eu disser aqui vai ser uma recomendação.
O objetivo de fazer esse tipo de vídeo é te educar, te mostrar o que eu tô fazendo com o meu dinheiro e te dar insumos para que de alguma forma você tome boas decisões com o seu patrimônio. Vamos lá. O primeiro vídeo que eu fiz dessa série foi o Rumo ao Bilhão, episódio 10.
Eu lembro que eu tava gravando com o meu amigo Richard e eu pedi a opinião dele sobre o que esperar da economia pro ano de 2019. E o que nós dois concordamos era que além de ter uma parcela do seu dinheiro no Brasil, o ano 2019 seria um bom momento de investir na bolsa americana. O dólar tava lá na casa dos R$ 3, indo para R$ 4.
E a gente considerou diversificar um pouco mais a minha carteira em bolsa americana. E naquele ano o SNP subiu 34%. Depois o próximo vídeo que eu postei foi em fevereiro de 2020.
O título era como investir para se preparar pra próxima crise. Tava lá em Chicago, um frio do caramba. Eu lembro que eu falei de ouro e de como os preços do mundo inteiro, no geral estavam um pouco esticados.
Mas o foco do vídeo mesmo era sobre ter caixa para sobrever as grandes crises. Por um acaso, no mês seguinte veio a pandemia e a bolsa aqui no Brasil caiu 40%. Então quem escutou o que eu disse, fez caixa, conseguiu de alguma forma passar um pouco mais tranquilo por esse momento de turbulência.
E talvez tenha até usado esse caixa para fazer boas compras durante a pandemia, como eu fiz também. Um ano depois, em dezembro de 2020, eu postei o vídeo como investir com pouco dinheiro em 2021. Naquele vídeo, eu não dei foco para várias terras diferentes, mas o foco principal era o crescimento do mercado de cripto.
Então eu disse que aumentar minha posição de cripto em 2%. No meu caso, eu vou ter de 1 a 2% da minha carteira em criptomoedas, talvez um pouco mais. E naquele ano Ibovespa ficou negativo, os fundos imobiliáries ficaram negativos, o CDI estava na casa dos 4% e o Bitcoin subiu mais de 70%.
Mais uma vez eu consegui aproveitar essa alta das criptomoedas. No ano seguinte, em dezembro de 2021, eu postei o vídeo melhores investimentos para 2022. E esse vídeo aqui, ao contrário dos anteriores, foi um vídeo com uma opinião um pouco mais blazê, digamos assim.
Eu não cravei nada na pedra, mas eu disse que por conta da inflação que estava subindo, provavelmente o juro subiria e que você deveria investir de uma forma anticíclica. A taxa ser que realmente subiu, acabou que o ano de 22 foi péssimo pro mercado no geral. O Ebovespa ficou de lado, fix de lado, SNP que caiu e o Bitcoin caiu.
E o único vencedor foi o CDI, mas é difícil você apostar na alta do CDI, né? De uma forma que não seja comprar algo pósfixado. Em dezembro de 2022, de novo, eu coloquei minha pele em risco e eu postei o vídeo onde investi em 2023.
Naquele vídeo, a minha tese era da bolsa brasileira. Eu disse que o p da bolsa tava 40% abaixo da média histórica, que os fundos imobiliários estavam baratos e também tava bastante otimista com cripto. E naquele ano Ibovespa subiu 22%, o IFIX subiu 15 e Bitcoin subiu mais de 100%.
Em dezembro de 23 eu postei o vídeo melhores investimentos para 2024 e assim como o vídeo de 2022. Esse também foi um vídeo sem muitas teses diferentes. Falei da ARCK, falei sobre a diversificação, mas também falei do halving do Bitcoin.
E como historicamente seis meses depois do halving, o BTC atinge o all time high e dito e feito, o BTC atingiu as máximas do ano de 24, subiu mais de 160%. Até então eu vim acertando as coisas com muita consistência. Já no episódio no último que eu postei um ano atrás com o nome Os melhores investimentos para 225, eu basicamente dei cinco opiniões, algumas certas, outras nem tanto.
Primeiro eu disse que o pele da bolsa tava próximo de oito. E lembrando que o pele é o indicador preço sobre lucro. Quanto menor o pele, mais barata tá uma ação.
E depois de trazer várias informações, eu cheguei à conclusão, acho que é o contrário de muita gente, eu tava otimista com o Ibovespa e desde então a bolsa subiu mais de 30%, ponto positivo pra minha tese. Segundo ponto, eu nitidamente não tava otimista com a bolsa americana e eu continuo não otimista e já já eu explico porquê. E obviamente eu não disse para você vender, até porque eu não posso dar recomendação de investimento.
Eu acredito que a filosofia de manter uma carteira diversificada deve entrar acima do meu achismo. Mas eu diminuí minha posição em ações lá fora no final do ano passado. E desde então a bolsa subiu 15% esse ano.
A bolsa americana em reais ela tá praticamente empatada com o CDI. Mas foi um retorno que eu deixei passar. Aliás, para que fique claro, não é que eu tô pessimista com os Estados Unidos.
Eu vou dar um exemplo para ficar simples aqui. Eu acho que Ferrari é um baita carro, mas uma Ferrari ser vendida por R$ 100 milhõesais talvez seja pagar muito caro por algo que é muito bom. Isso não faz da Ferrari algo ruim, mas faz o meu preço algo não tão bom.
Nos investimentos você não controla praticamente nada, mas uma das poucas coisas que tá nas suas mãos é o seu preço de entrada em uma ação ou em um fundo imobiliário. Então eu continuo acreditando que as empresas dos Estados Unidos são ótimas, mas os preços estão chegando em patamares muito difíceis de se justificar. Então em breve eu falo mais sobre isso, tá?
Terceira opinião, eu tava otimista com fundo imobiliário. Eu disse um ano atrás que os F estavam realmente baratos, mas com uma taxa de uso elevada podia segurar um pouco o crescimento de real estate. Pois bem, o IFIC subiu 15% desde o começo do ano.
A gente nem começou a cortar a Silquia ainda. Então, um ponto positivo, levemente positivo. Quarta opinião, eu tava otimista com os títulos atrelados à inflação.
Esse aqui foi um meio acerto, porque eu continuo otimista com os IPC a mais. Inclusive, é uma das minhas maiores posições da minha carteira pública, só que na época estavam pagando IPCA mais 6,5 e hoje eles estão pagando um pouco mais por volta de IPCA mais 6. 8.
Como é uma tese de médio e longo prazo e não uma aposta pro ano seguinte, então essa eu vou dar com um ponto neutro, por mais que seja hoje uma das maiores rentabilidades da minha carteira. Nesse ano aqui eu tô ganhando mais ou menos 23% só no IPCA+ de 2065, que é a minha maior posição na carteira. E a quinta opinião do vídeo do ano passado foi o Bitcoin.
Eu disse que era impossível gravar qualquer coisa sobre Bitcoin. Na verdade é sempre bem difícil de cravar algo em criptomoeda, mas eu disse que todos os investidores deveriam ter uma pequena parte da carteira em cripto. Eu não crave se a subir ou cair, mas como composição de carteira você deveria ter uma parte do seu patrimônio.
O Bitcoin chegou a subir mais de 30% e bater as máximas históricas em 120. 000, mas logo depois começou uma sequência de quedas poderosas e desde o começo do ano Bitcoin tá numa queda de quase 10%. Mas se era 1% ou 2 da sua carteira, provavelmente não fez muitas cógas no seu patrimônio.
Dá para dizer então que mais uma vez eu acertei alguns meus pitacos. Eu acertei ações e físicos subiram, errei no S&P que continua subindo, que eu acho que tá caro ainda, e o Bitcoin em PC a mais não mudou muita coisa, mas eu sou otimista no longo prazo, então eu vou dar ponto neutro. E agora, finalmente, a gente chegou na segunda parte do vídeo que vocês estão esperando, a parte que eu sei que tem muito interesse aqui, onde eu vou falar sobre quais serão os melhores investimentos por onde 2026.
Segundo, o que eu acho. Lembrando que além do fato de eu não ter a bola de cristal, esse vídeo ele é educacional, nada disso, uma recomendação de investimentos. E para me ajudar com o começo dos meus palpites, eu juntei um monte de dados dos últimos ciclos que o nosso país viveu.
Eu montei um gráfico no Excel e vocês estão vendo aí agora na tela. E sendo bem sincero, pausa o vídeo agora, tira um print desse gráfico e cola aí na sua parede. Porque se você entender esse gráfico, eu tenho convicção que você vai entender melhor do que 90% das pessoas do mercado.
Então, presta muita atenção no que eu vou te dizer agora. Esse é amontoado de linha pode parecer meio confuso, mas calma que eu vou explicar o que elas significam. Imagina assim, tá vendo essa linha azul mais quadrada ao longo do gráfico?
Essa linha é a taxa selos de uns 14 anos. E cada uma dessas outras linhas coloridas é a rentabilidade que você teria por ter tomado a decisão de carregar uma posição específica pelos próximos 3 anos. Vou dar um exemplo para você entender melhor.
Essa linha laranja no gráfico é rentabilidade do IDIV, que é um índice da AB3 que mostra o desempenho das ações que mais pagam dividendos na bolsa brasileira. Então a linha laranja mostra o que aconteceria com seu patrimônio caso você investisse nas ações que mais pagam dividendos pelos próximos 3 anos. Por exemplo, no dia 30 de dezembro de 2015, a CELIC estava nas máximas, batendo patamares superiores a 14%.
Nesse mesmo dia, 30 de dezembro de 2015, você tivesse comprado o IDV, você teria um retorno de mais de 150% carregando essa posição por 3 anos. E cada uma dessas linhas são os principais ativos aqui do Brasil. Então a gente tem Ibovespa, que é a Bolsa do Brasil, e div ações de dividendos, CDI, que é a nossa renda fixa, pós-fixada, e fix, que são os fundos imobiliários e PCA+ 2045, que nessa janela que a gente tá olhando era a renda fixa atrelada a inflação de longo prazo do Brasil.
O que que a gente pode reparar aqui? É algo que eu venho martelando na cabeça de vocês há quase 10 anos, só que agora eu decidi mostrar com números para provar de uma vez por todas para vocês. Em momentos do nosso ciclo, onde a Selic maiores patamares, quais foram os ativos vencedores nos próximos 3 anos?
Ações de dividendos, Ibovespa, fundos imobiliários e IPC a mais de longo prazo. E quem foi o grande perdedor, por incrível que pareça, foi o CDI. Ou seja, quando a CELIC tá alta e pagando mais de 1% ao mês, a maioria das pessoas fogem dos ativos de risco e migram pra renda fixa pós-fixada.
Mas ao fazer isso, elas deixam de ganhar uma valorização bizarra nos ativos de risco do mercado. E quando a CELIC tá baixa, que que as pessoas começam a fazer? Elas correm para comprar renda variável.
Mas ao contrário do que se imagina, o grande vencedor de momentos de Selic baixa foi o CDI, não os ativos de risco. E se você não acredita no que eu tô falando, dá uma olhada nesse outro gráfico aqui. Essa é a evolução da participação do investidor pessoa física na B3.
Em 2017, a gente tinha por volta de 20% do volume negociado na nossa bolsa sendo feita pelo investidor pessoa física. Depois em 2019, um pouco antes da pandemia, a gente chegou a quase 30% e hoje a gente tá no menor patamar com quase 10 anos, com somente 14% do volume negociado. E sabe o que que é o mais engraçado?
O menor valor foi ali em janeiro de 2025, antes de toda essa alta debovespa. E depois que a bolsa subiu mais de 30%, a participação do investidor pessoa física voltou a subir. E geralmente é isso que acontece.
A pessoa física tá sempre atrasada. Quando a Selix sobe, o investidor sai da bolsa e migra completamente pra renda fixa. Só que aí a bolsa começa a reagir e o investidor se desespera e corre de volta pra bolsa.
É por isso que eu sempre falo, você precisa fazer o inverso, fazer o contrário, fugir da manada. Quando todo mundo quer uma coisa, você precisa fugir dessa coisa. E quando todo mundo tá desesperado para vender alguma coisa, tem uma chance de ser um bom negócio.
Obviamente não é porque aconteceu dessa forma no passado que sempre vai continuar sendo assim, mas existe um ditado no mercado financeiro que diz mais ou menos assim: "O passado não se repete, mas ele rima". E o que a gente tá vendo acontecer nesse exato momento diante dos nossos olhos é que a SELIC tá nas máximas. É a maior selique desde 2006.
É um ciclo parecido com o que aconteceu ali entre 2014 e 2016. São mais de 10 anos atrás. E o que que isso significa?
Então, que você precisa ter uma carteira diversificada, mas que você deveria ter uma posição relevante na sua carteira em ações, fundos imobiliários, título de renda fixa de longo prazo e uma posição ainda existente, mas ligeiramente menor em renda fixa pós-fixada. Você quer um outro dado que prova esse ponto? Esse gráfico que você tá vendo na sua tela é o Ibovespa e o Ebítovespa, ou seja, é basicamente o desempenho da bolsa comparado com o lucro operacional das companhias.
E fica bem fácil de ver que desde 2006 até mais ou menos final de 2021, as linhas andam praticamente lado a lado. E no longo prazo deveria ser isso mesmo. Quanto maior o lucro das empresas, maior deveria ser a cotação delas.
Mas houve um descolamento e hoje o lucro das empresas é bem maior do que o preço que elas estão sendo negociadas. Isso não significa que essa curva vai fechar rápido. Talvez nem feche no ano de 2026, mas o fato é que a bolsa tá barata em relação ao preço que ela negocia e que no longo prazo esses números andaram sempre muito próximos.
Esse é mais um ponto que me deixa otimista com a bolsa brasileira nos próximos meses e anos. Mas antes de eu continuar falando sobre a bolsa brasileira, eu preciso explicar uma coisa muito importante. Você sabe o que que é o PL?
Comecendo o vídeo, eu disse que no vídeo anterior, em 2024, o PL da bolsa estava próximo de oito. E esse era um dos indicadores que me deixava otimista com a bolsa. PL significa preço sobre lucro.
Então imagina que você tem uma padaria, essa padaria gera R$ 100. 000 de lucro por ano. Então alguém te oferece R 1 milhãoais para comprar essa padaria.
Quanto tempo você levaria para recuperar seu investimento? 10 anos, porque 1 milhão dividido por 100. 000 de lucro é igual a 10.
Esse é o PL. A padreia ter um PL de 10. E quando você compra uma ação, você tá comprando um pedacinho de uma empresa.
E o PL te diz quantos anos você levaria para recuperar o seu dinheiro através dos lucros daquela empresa. Quanto menor o PL, mais barata a empresa tá. Quanto maior o PL, mais cara.
A Apple, por exemplo, tem um pele de 36. Isso significa que se levaria 36 anos do lucro atual da empresa para recuperar o seu investimento. O Google tem um pele de 27, a meta tem 26 e o Ibovespa, o pele médio das empresas da nossa bolsa hoje, tá perto de 10 vezes o lucro.
A gente tá nos aproximando da nossa média histórica, mas a gente ainda tá muito abaixo do último pico que a gente teve lá em 2018. Então, não todas, mas várias empresas brasileiras estão baratas, estão sendo negociadas com muito desconto. E sabe o qual é o mais interessante?
As empresas brasileiras não pararam de crescer. desde 2018. Muito pelo contrário, as empresas estão lucrando mais, mas as ações estão sendo negociadas por menos.
Isso não faz sentido, né? Mas na verdade sim, faz sim. Por quê?
Porque quando a SELIC tá em 15% ao ano, muita gente prefere deixar o dinheiro rendendo na renda fixa do que arriscar na bolsa. É só se olhar para as manchetes que t saído por aí de recorde de captação dos fundos de renda fixa. E é exatamente por isso, historicamente, quando a Selic tá no topo, quem compra ações costuma ter retornos excelentes nos anos seguintes.
É aquele famoso ditado, passarinho que chega cedo bebe água limpa e no mercado quem chega antes da festa acaba surfando uma onda muito maior depois. É por isso que eu estou sim otimista com o Ibovespa pro ano de 26 e também pros próximos anos. E você lembra que logo no começo do vídeo eu falei que ao contrário da bolsa aqui do Brasil eu não tava tão otimista assim com a bolsa americana?
Esse gráfico prova um pouco do meu ponto. Esse é um estudo do Bank of America, que é um dos maiores bancos do mundo. E quem compara o preço das ações dos mercados emergentes contra o preço do mercado das ações americanas.
Mercados emergentes somos nós junto com a Rússia, Índia, África do Sul, México e mais alguns países. Então quanto mais para baixo aquela linha do gráfico, mais caro tá o mercado americano e mais barato tá o nosso mercado. E quanto mais para cima, mais caro o emergente e mais barato o americano.
E mais uma vez fica muito claro nesse gráfico que o mercado de emergente tá completamente esmagado em relação ao americano. É o menor valor em mais de 20 anos. E três coisas podem acontecer aqui.
Primeiro, os emergentes podem continuar esmagados e desvalorizados frente aos Estados Unidos. Segundo, o mercado americano vai desvalorizar esse gráfico, vai corrigir pra média. E terceiro, o mercado emergente vai valorizar esse gráfico, vai corrigir pra média.
Ninguém tem bola de cristal para prever o futuro, mas tá ficando impossível de justificar os preços do mercado americano. O próprio Warren Buffettriou um indicador que provou o quão bizarro tão os preços lá fora. Esse a sua tela é o Buffet Indicator.
Deixa eu te explicar o que que é isso de forma bem simples. O Buffet Indicator compara o valor total das ações de um país com o tamanho da sua economia. Nesse caso, um PIB americano.
Por exemplo, se as ações todas juntas t um valor de mercado de 10 trilhões de dólares e a economia gerou 10 trilhões de dólares no ano, então o buffet indicator é de 100%. Não é um indicador perfeito porque ele compara fluxo com estoque. Então são conceitos diferentes na economia, mas em momentos que as ações valem muito mais que o PIB, é sinal de que a bussa pode tá cara.
E olha onde que a gente tá agora, 224%. Isso significa que o valor de todas as empresas listadas na bolsa americana vale mais que o dobro de toda a economia dos Estados Unidos. Isso daqui é um recorde histórico.
É maior que a crise da bolha. com no começo dos anos 2000, maior que a crise de 2008, maior que a pandemia. E para você ter uma ideia, quando esse indicador passou de 120%, o próprio Buffet considera que o mercado tá caro e hoje a gente tá em 224.
Cara, olhando para esses números, eu começo a ficar, começo, não, já tô, né, bem preocupado. Tem algo aqui que não tá cheirando bem. E não é somente o Buffet Indicator que tá apontando para uma recessão na economia americana.
Além de tudo que eu trouxe até aqui, tem outro indicador que me deixa ainda mais preocupado. Esse indicador historicamente nunca falhou em prever recessões dos Estados Unidos. Eu tô falando da inversão da curva de juros americana.
É um indicador bem técnico, mas vou tentar mastigar para que você possa entender com 100% de clareza. Pensa no seguinte, a curva de juros é basicamente um gráfico que mostra quanto o governo americano paga de juros para quem empresta dinheiro para ele em diferentes prazos. Normalmente, quanto maior o prazo, maior o juro.
Por exemplo, se você empresta dinheiro pro governo por 3 anos, ele te paga 4% ao ano. Se você empresta por 10 anos, ele te paga 5% ao ano. Isso faz sentido, não é?
Porque quanto mais tempo você fica sem o seu dinheiro, maior o seu risco. Então você exige um juro maior. Então prazos curtos geralmente pagam menos, prazos longos pagam mais.
Essa é a curva normal. Mas de vez em quando algo estranho acontece. Os juros de curto prazo ficam maiores que os juros de longo prazo.
Aí a curva inverte. E sabe o que acontece historicamente? Toda vez que a curva inverte, vem uma recessão.
Todas as recessões dos últimos 50 anos nos Estados Unidos foram precedidas por uma inversão da curva de juros. A recessão de 90, a curva inverteu antes. A de 2001 com a bolha.
com, a curva inverteu antes. A de 2008 subprime, a curva inverteu antes. A de 2020 na pandemia, a curva inverteu antes.
Sem exceção. Sabe quando a curva inverteu dessa vez? Em outubro de 2022, ou seja, há mais de 2 anos atrás.
Esse gráfico que vocês estão vendo aí é a taxa de juros de 10 anos dos Estados Unidos menos a taxa de juros de 2 anos. que em 2022 a taxa inverteu, o mercado passou a exigir um juros maior no curto prazo em relação ao longo prazo e historicamente a recessão costuma chegar entre 6 e 18 meses depois dessa inversão. Só que dessa vez a recessão não aconteceu.
Pelo contrário, a economia americana continuou crescendo, o desemprego continuou baixo, as empresas continuaram lucrando e mais bizarro ainda, a curva permaneceu invertida por mais de 2 anos. Isso é algo inédito nos últimos 50. Então, surgem duas teorias.
A primeira teoria, dessa vida é diferente. O indicador falhou, a inversão da curva não funciona mais. E a segunda teoria, a reão ainda tá vindo, só que tá demorando mais que o normal.
E sinceramente não dá para saber qual das duas teorias tá certa, mas olhando pelo preço do mercado americano pro buffet indicator em 220%, isso somado a inversão da curva de juros há mais de 2 anos, parece que a situação tá realmente azedando por lá. Eu não tô dizendo que você deve vender tudo, sair correndo, mas eu tô dizendo que é hora de ter cautela e não ficar overposed no mercado americano, de não colocar todo seu patrimônio lá achando que vai subir para sempre. Eu acho que não é somente eu que tô achando tudo isso estranho.
A Berkshire Hattoy, a empresa do Warren Buffett acabou de fazer o maior valor de caixa da história, 388 bilhões de dólares. Deixa eu colocar isso em perspectiva para você. Isso é equivalente ao PIB inteiro da Dinamarca.
E sabe o que é mais interessante? O Buffet não parece tá acumulando esse dinheiro porque ele simplesmente quer. Ele tá acumulando porque ele não tá encontrando nada muito descontado para comprar.
No ano passado ele vendeu mais de 134 bilhões de dólares em ações. Ele comprou apenas 9 bilhões. Ele reduziu 67% da posição em Apple, que era a maior posição dele.
Ele vendeu grande parte das ações do Bank of America que ele tinha. Ele vendeu ações da Coca-Cola, da Chevron, do American Express, enfim, de várias empresas. O homem que construiu uma fortuna de 150 bilhões de dólares comprando empresas quando elas estavam baratas, que sempre defendeu que ações eram o melhor caminho para se construir riqueza, simplesmente parou de comprar.
Isso deveria, ao menos, te fazer refletir um pouco sobre o caminho que o mercado de ações americano tá seguindo. E não é só o Buffet que tá preocupado. O Bank of America faz uma pesquisa todo mês com gestores de fundos, pessoas que administram bilhões de dólares.
E sabe o que que a pesquisa de novembro de 2025 mostrou que 53% dos gestores acreditam que existe uma bolha em ações de inteligência artificial. E 54% dizem que estar comprado nas sete maiores empresas de tecnologia, que são Apple, Microsoft, Google, Amazon, Meta, Tesla e Nvidia, é a aposta mais lotada do mercado financeiro. Todo mundo tá comprando suas ações a todo.
Vocês terem uma ideia do nível que a gente tá chegando, essas sete empresas chamadas de Magnificent 7 representam 35% de todo o SNP 500. Há 10 anos, elas representavam apenas 11%. Praticamente todo o crescimento do SNP esse ano foi dessas sete ações.
Inclusive, muito tem se especulado sobre a formação de uma bolha das ações de A lá nos Estados Unidos. Eu fiz um vídeo completo explicando detalhe por detalhe dessa possível bolha. Eu sugiro que você assista aquele vídeo com calma para se preparar para 2026.
Mas o fato é que o mercado inteiro tá apostando num crescimento desenfreado das ações lá fora. E basta um resultado abaixo do esperado, um trimestre que as coisas não saiam com o planejado. A gente vai ver aqui uma correção que pode arrastar o mercado americano inteiro para baixo e pode acabar levando junto também o nosso mercado.
Muito do que acontece nos Estados Unidos acaba refletindo por aqui também. É um pouco por conta desses dados que eu trouxe até aqui que eu tô com uma posição relevante da minha carteira pública aqui no Brasil. Eu tô com um pé atrás em relação aos Estados Unidos.
E de novo, são ótimas empresas, são as melhores do mundo e ninguém consegue viver hoje sem usufruir dos produtos que elas construíram. Mas até mesmo um ótimo negócio comprado pelo Precerrato vai se tornar um péssimo negócio. E por mais que eu não veja hoje a bolsa americana com muito espaço para crescimento, como eu vi alguns anos atrás, a minha filosofia de investimentos sempre tem que tá acima da minha opinião.
Então eu preciso ter uma parte da minha carteira dolarizada de alguma forma. E se vocês acompanham o rumo ao trilhão, o quadro onde eu mostro publicamente toda segunda que eu tô fazendo com o meu dinheiro, vocês devem ter visto que ao invés de ações americanas, a parte dolarizada da minha carteira tá em renda fixa americana. Basicamente o que eu fiz foi comprar um ETF americano chamado VCLT a uma taxa de dólar mais 6% e que historicamente rendeu mais que a bolsa, mais que CDI e mais que o IPCA+ aqui no Brasil.
E tudo isso com risco bem seguro de empresas de nível corporativo lá dos Estados Unidos. Essa tem sido a minha tese pro mercado americano nos próximos meses e anos. Agora falando sobre renda fixa brasileira, eu preciso te explicar uma coisa que tá acontecendo nesse exato momento e que muita gente não tá prestando atenção.
Como eu já te disse, a gente tá na maior selic dos últimos 20 anos. E quando o juro sobem, que que acontece com a renda fixa? Ela fica mais atrativa.
Mas tem um tipo de investimento de renda fixa que fica especialmente atrativo quando os juros estão altos. os títulos atrelados à inflação de longo prazo. Se você é novo nesse mundo de investimentos, talvez você não saiba, mas existem basicamente três tipos de investimento em renda fixa.
Os pós-fixados, que acompanham a CELIC ou CDI, por exemplo, um CDB que paga 100% CDI, um pré-fixado onde você sabe exatamente quanto vai ganhar, por exemplo, um título que paga 12% ao ano e os indexados em inflação, também conhecidos como IPCA+, que te protege da inflação, ainda te dá um ganho real ainda por cima, por exemplo, IPCA mais 7% ao ano. E hoje os títulos IPCA+ longo prazo estão pagando taxas que a gente não via há anos. Por exemplo, o tesouro IPCA+ 2050 que vence daqui a 25 anos, tá pagando IPCA + 6.
9. Esses números são números raríssimos. A última vez que a gente teve uma taxa dessas foi em 2016, 9 anos atrás.
Vocês terem uma ideia, eu peguei todas as taxas do IPCA mais 2050. Desde 2010 até hoje, eu fiz algumas contas para saber quantos por c das vezes a gente teve essas taxas que a gente tem hoje. E só em 10% dos dias, nesses últimos 15 anos, a gente teve uma taxa tão boa quanto essa.
A maior parte do tempo, o IPCA mais longo prazo teve taxas próximas a IPCA mais quatro ou seis. Então, ter a possibilidade de investir no tesouro com taxas próximas a sete não é algo que você encontra todo dia no mercado. Tem mais, historicamente, comprar IPC a mais de longo prazo quando a SELIC tá alta foi uma das melhores decisões que o investidor poderia tomar, porque conforme a SELIC vai caindo nos próximos anos e ela vai cair, esses títulos valorizam e muito.
Mas aqui eu preciso fazer uma pausa e explicar um conceito importante que é a marcação a mercado. Eu vou tentar ser o mais breve possível. Se vocês quiserem, eu posso fazer um vídeo dedicado somente à marcação mercado, é só deixar aqui nos comentários.
Quando você compra um título IPCA mais 2050, hoje a IPCA mais 7%, por exemplo, você travou essa taxa. Se você segurar até 2050 você vai receber PCA mais 7% ao ano, garantido. Mas e se você precisar vender antes?
Aí entra a marcação mercado. Se daqui a 2 anos a S que cai e os novos títulos IPCA+ tiverem pagando só IPCA + 4%, o seu título que paga IPCA mais 7% vai valer muito mais, porque todo mundo vai querer comprar o seu título que paga 7% ao invés de comprar os novos que pagam 4%. É como se o seu título se tornasse raro, então o preço do seu título sobe e você tem um ganho de capital.
Por outro lado, se a C que subir ainda mais e os novos títulos passarem a pagar IPCA mais nove, o seu título que paga sete vai desvalorizar. Ninguém vai querer pagar o preço cheio por um título que rende 7%, quanto dá para comprar um novo que rende nove? Mas sabe quantas vezes nos últimos anos a gente teve uma taxa de nove?
Nunca. A maior taxa que a gente já teve em títulos indexados em inflação de longo prazo foi de 7,5%. E é por isso que eu te digo, ter uma parte da sua carteira em títulos EPC a+ de longo prazo é uma das coisas mais convexas que existem hoje no mercado.
Agora, deixa eu te dar um exemplo real de como isso funciona na prática. Vamos supor que você tinha R$ 100. 000 em dezembro de 2015, quando a CELI que tava em 14.
25, bem parecido com hoje. Naquela época o Tesouro IPCA mais 2045, que era o título de longo prazo da época, pagava IPCA mais 7. 3.
Se você tivesse comprado esse título e segurado até hoje, 10 anos depois, você teria mais de R$ 380. 000. Isso dá uma rentabilidade de mais de 280% em 10 anos.
E o CDI no mesmo período rendeu cerca de 165. Então quem comprou o IPC a mais longo prazo, quando a SIC tava alta, ganhou muito mais que quem ficou somente no CDI. Esse é o tipo de oportunidade que aparece uma vez a cada década.
A gente tá vivendo uma delas agora. Mas tem um detalhe importante que eu preciso te contar. Quando você investe em PC mais de longo prazo, você precisa estar preparado para ver o seu investimento oscilar no futuro.
Tudo indica que no começo de 2026 a gente vai ter o início do ciclo de cortes da CELIC, só que em 2026 vai ser ano de eleição. E aí se as coisas começarem a desandar mais e a CIC voltar a subir, aí seu título vai desvalorizar muito. Mas se você tem um horizonte de longo prazo, essas oscilações não importam, porque no vencimento você vai receber IPCA+ 7.
Essa sim uma posição extremamente volátil. Em alguns casos, a volatilidade é maior até mesmo que a volatilidade do Bitcoin. Mas se você tem estômago, travar uma taxa de 7% hoje é excelente.
Inclusive eu mesmo venho fazendo isso com parte do meu patrimônio. E se você me acompanha no rumo ao trilhão, você deve ter visto que eu vim investindo bastante no renda mais de 2065, que hoje é o título indexado a inflação, um maior vencimento disponível no tesouro. Quanto maior o prazo, mais volátil se torna aquele título e maior se torna o efeito da marcação ao mercado caso dê tudo certo.
Agora, se você quiser um conteúdo ainda mais profundo e mastigado, eu te convido a conhecer o do mil ao viver de renda. Pela primeira vez eu e meu sócio, Bruno Perini, a gente se uniu para oferecer o maior pacote educacional da história do grupo Primo e agora você pode comprar 17 produtos pagando apenas o preço de um. Então você vai ter acesso à minha mentura do meu milhão, ao curso verde de renda do Bruno Perrini e ainda leva outros 15 produtos do grupo Primo.
E o melhor, você ainda pode presentear alguém que você ama para que você possa construir o seu legado e ajudar os seus filhos a investir também, porque você vai comprar um acesso a tudo isso e ainda vai ganhar de graça um segundo acesso a todos os produtos digitais desse pacote. Então você paga um e leva dois. em um PS.
Se você entra no dom de renda, você vai ter acesso a um ano de FIN Class. Na Finclass, você tem acesso a uma carteira completa de fundos imobiliários que te diz exatamente quando comprar, por qual preço e quando vender. É literalmente copiar e começar a receber dividendos.
Agora vamos falar de outra coisa que eu venho comprando com bastante frequência na minha carteira nos últimos meses, que são os fundos imobiliários. O IFIX, que é o índice dos FIS, subiu 17% em 2025. Foi o melhor ano desde 2019.
E sabe por quê? Por dois motivos principais. Primeiro, os FS muito baratos no final de 24, tão baratos que mesmo com a sériic alta eles subiram.
E segundo, os fundamentos do mercado imobiliário melhoraram muito. Os fundos imobiliários de logística, aqueles que investem em galpões, estão com vacância de apenas 7%. É a menor taxa de vacância da história.
A vacância dos fundos de laje corporativa também estão melhorando. Para vocês terem uma ideia, a vacância das lajes corporativas em São Paulo tá no menor nível desde 2020, antes da pandemia. Parece que as empresas estão abandonando um pouco o modelo home office e elas estão voltando pro escritório.
Os fundos imobiliários dos shoppings continuam resilientes e com uma vacância bem controlada em torno de 4%. E pelo menos no curto prazo, parece que esse cenário não vai mudar. O brasileiro realmente gosta de ir no shopping, não só para comprar, mas também para passear, comer e se divertir.
E tem os fios de papel, aqueles que investem em crises, que são recebíveis imobiliários. Esses são mais arriscados, mas pagam dividendos maiores, justamente porque eles investem em dívidas de incorporadoras e construtoras e quando você empresta dinheiro, você recebe juros. Só que tem um risco, se a incorporadora quebrar você pode perder parte do dinheiro.
Por isso, esses fundos pagam mais para compensar o risco. Mas se você escolher fundos bem administrados que investem em boas empresas, o risco diminui bastante. E aqui tem um detalhe importante.
O dividendio de média do IFIX está em 11. 6% 6% ao ano. E talvez você olhe para esses números e pense: "Pô, primo, vale mais a pena deixar esse dinheiro no CDI rendendo 15% ao ano e sem risco?
" E é verdade, eu concordo. Mas quem garante que essa taxa vai permanecer assim por muito tempo? E se a Selicar para baixo de 10%?
Você vai ter comprado fundos imobiliários que estão pagando praticamente 12% isento de imposto de renda. E tem mais, né? Os FIS estão sendo negociados com desconto.
O IFIX está negociando a 0,86 vezes o valor patrimonial. Isso significa que você tá pagando 0,86 por cada R$ 1 de imóvel que o fundo possui. É um desconto de 14%, então você tem FIS pagando quase 12% de dividendos negociando com 14% de desconto e com fundamentos da economia com como um todo melhorando.
Não dá para ter absoluta certeza de como a CELI que vai se comportar em 26. Ninguém tem bola de cristal e a CELI que talvez seja o principal fator que vai ditar o desempenho dos fundos imobiliários ano que vem, mas eu continuo comprando bons fundos imobiliários, tem um bom potencial de valorização para 2026. Só que eu preciso te alertar sobre um risco que pouquíssimas pessoas estão falando, mas deveria estar no radar de todos os investidores de fundos imobiliários.
A reforma tributária. A partir de 2026, os fundos imobiliários vão começar a ser tributados pela CBS e pelo IBS, os novos impostos que vão substituir PIS, COFINS, ICMS e ISS. Isso pode reduzir a rentabilidade dos FIs em aproximadamente 10%.
Então o FI que hoje paga R$ 1 por cota pode passar a pagar 0,90. Mas isso daqui não é o fim do mundo. Obviamente esse imposto é algo ruim pro investidor de fundo imobiliário, mas mesmo com esse cenário eu continuo achando os fi no geral em preços bem atrativos.
Agora vamos falar de Bitcoin, que é o investimento mais polêmico e até mesmo imprevisível de todos. Em 2024, Bitcoin subiu 121%. Foi o ativo que mais subiu no ano.
Ele saiu de aproximadamente 42. 000 no começo de 24 para 12$2. 000 em julho de 25.
Só que depois começou um show de horrores, o Bitcoin caiu quase 40% nos últimos meses. A gente tá na casa dos 80. 000.
Então a pergunta que todo mundo quer saber é: será que ainda vale a pena investir em Bitcoin agora? E para tentar responder essa pergunta, vamos olhar para alguns fatos. Em 2024 aconteceu o halving do Bitcoin.
O halving é quando a recompensa que os mineradores recebem por validar as transações é cortada pela metade. De 6. 25 bitcoins por bloco, passou para 3.
125 bitcoins. Isso acontece a cada 4 anos. Historicamente, entre 12 e 18 meses depois de cada halve, o Bitcoin atingiu novas máximas históricas e no primeiro Halve em 2012, o Bitcoin subiu 8.
000% nos meses seguintes, né? No segundo halve em 2016 subiu 284, no terceiro em 2020 subiu 559. E o quarto halvin foi em abril de 24.
E mesmo com a queda recente, o Bitcoin já atingiu a máxima histórica acima de 120. 000 000 em julho de 2025, cerca de 15 meses depois do halving. Então, nesse sentido, o ciclo já cumpriu o esperado.
Só que tem um fator novo nesse ciclo que não existia nos anteriores e pode mudar a forma como o Bitcoin vai se comportar nos próximos anos, e a adoção institucional. Os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos acumulam mais de 54 bilhões de dólares em investimentos. O ETF da Black Rock Ebit sozinho tem 86 e 100 bilhões de dólares.
Isso é muito dinheiro. E não é só ETF. Grandes empresas estão comprando Bitcoin.
A MicroSategy, que mudou o nome para Strategy, tem 649. 000 bitcoins. Isso é 3% de todo o Bitcoin que vai existir, porque só vão existir 21 milhões de bitcoins.
É impossível ter mais que isso, já que o Bitcoin tem uma oferta limitada. Então, uma única empresa tem 3% de toda oferta e com essa queda dos últimos dias, ela não tá vendendo, ela tá comprando mais. Recentemente ela anunciou que vai comprar mais 42 bilhões de dólares em Bitcoin nos próximos anos.
Isso cria uma pressão de compra enorme, que a oferta de Bitcoin é limitada. E se tem mais gente querendo comprar do que gente querendo vender, o preço automaticamente sobe. É a lei da oferta e demanda.
E se você tem medo de investir em Bitcoin por conta do risco que existe no mercado de cripto, eu tenho duas soluções para você. Primeiro, você pode comprar Bitcoin por meio de uma corretora segura. E segundo, você pode expor uma parcela menor da sua carteira ao Bitcoin.
Uma solução para você. As criptomoedas são o que a gente chama no mercado de ativos convexos. Você coloca 1% da sua carteira em Bitcoin e ele vai para zero se perder 1%, mas se ele multiplica por 10, você ganha 10% no total da sua carteira.
É uma aposta assimétrica. O lado positivo é muito maior que o lado negativo. É por isso que eu sempre tenho algo entre 2 e 5% da minha carteira em Bitcoin.
Isso não é de hoje. A primeira vez que eu comprei Bitcoin foi lá em 2012, depois em 2018 eu voltei a comprar com mais consistência e eu realmente não sei o que esperar para 2026. Qualquer opinião aqui seria um chute do que poderia acontecer, mas eu venho sim comprando mais bitcoins recentemente, não para 2026, mas para longo prazo.
Então, resumindo as minhas opiniões até aqui, eu tô muito otimista com ações brasileiras. Tem muitas empresas que estão descontadas, as empresas lucrando mais. Historicamente, comprar com a C tá alta foi um excelente negócio.
Eu tô otimista com fundos imobiliários. Eles estão baratos, pagando dividendos altos, fundamentos melhorando e se tudo der certo e ocorrer um ciclo de queda na taxa de juros em 26, os fundos podem acabar valorizando mais. Eu tô muito otimista com IPC a mais de longo prazo, então travar IPC a mais 7% é uma oportunidade rara historicamente.
Comprar esses títulos quando a série que tá alta gerou retornos excelentes. Obviamente eu não sei se eles vão começar a dar frutos em 26, mas com certeza nos próximos anos é uma tese que eu acredito. Em relação ao mercado americano, continuo cauteloso.
São ótimas empresas, mas os preços estão esticados. Buffet 388 bilhões em caixa, não é coincidência. E Bitcoin continua sendo Bitcoin.
volátil, imprevisível e um ativo assimétrico que eu venho comprando. Você não tem Bitcoin na carteira, talvez seja uma boa janela para você começar a se expor e manter pro longo prazo pelo menos um pouquinho. Enfim, esse foi o vídeo de hoje.
2026 vai ser um ano daqueles. A gente vai ter corte juros, eleição, Copa do Mundo, enfim, vai ser a doideira, né? Deixa aqui nos comentários as opiniões de vocês pro ano que vem.
Que que vocês acham das minhas teses? Vocês concordam? Vocês discordam?
Daqui um ano a gente volta para ver quem acertou e quem errou nas previsões de investimentos. Um grande abraço, até o próximo vídeo e tchau.