Professora Cátia Oi e é bem comum também nesse início quando a gente vai se deparando com ess novos aprendizagens aprendizados a gente tem essa ânsia por querer ajudar as pessoas né aí ao longo do tempo depois da terapia que você vai tendendo calma você não pode ajudar todo mundo Não primeiro você tem que se ajudar fazer terapia que a gente vai aprendendo o que é figuração tá fazendo ali vou explicar ela o que é isso aqui Agora intelectualização você corre que explicar ela e muita das vezes nós que estamos na psicanálise aqui temos que compreender
também que nem sempre o paciente Ele busca por Se Curar às vezes ele quer apenas uma pessoa que que ouça ele mas nós temos Essa eu tenho que curar ele eu tenho que curar ele e temos que eh eh fazer a nossa análise pessoal justamente por causa da questão da contratransferência né a gente pode C Transferência nessa ância de ajudar todo mundo todo mundo exatamente não e não é só isso o que que acontece a gente eh o terapeuta seja de que linha For ele precisa se terapeuti primeiro precisa ele precisa porque você vai lidar
com situações parecidas com as suas e se você não tiver com as suas questões resolvidas vai ter a contr contratransferência sim e outra eh que eu acho muito importante é a gente ter a ideia de que a gente não vai salvar Ninguém e que a gente não pode querer mais que o paciente então e aí quando eu falo paciente eu falo de família de casal né e e você saber lidar com o momento em que aquela família tipo vai embora ou aquele casal desiste do tratamento ou a família tira a criança do tratamento enfim você
também tem que trabalhar isso dentro de você né porque muitas vezes você pode achar que você tá sendo incompetente que você não foi um bom terapeuta E aí começa a Se cobrar e que na verdade não é isso se você tá embasado na teoria se você tá fazendo se você tá seguindo aquilo que é para ser né de fato Eh ok se o pessoal se a pessoa foi embora porque realmente ela não teve eh ela chegou aonde ela queria não aonde nós terapeutas enxergávamos como o ponto bom né para ela mas é o ponto bom
para ela para ela tá bom então ela foi embora e tem uma outra coisa também muito importante é o seguinte que Que que aconteceu comigo eu tive eu tive eh três momentos da minha vida que eu fiz terapia e entre uma terapia e outra assim teve um um espaamento de anos sabe então foi um momento que eu percebo em que eu fui amadurecendo então eu fiz um tempo de terapia e para mim aquele tempo já tava Ok e na verdade até fui eu que decidi sair não foi nem A Terapeuta que me deu alta foi
a primeira terapia que eu fiz aí eu saí ela ainda ficou me Procurando um tempo Ah você precisa continuar você precisa continuar falei não tô bem tô bem não quero não quero não quero e fui seguir a vida nessa época eu não era da área Ps eu era só da área da Educação e aí o tempo passou depois de alguns bons anos eu voltei pra terapia caramba Agora eu preciso de terapia de novo e aí eu fui buscar uma outra terapeuta uma outra linha e eu fiz mais uns três anos de terapia aí essa Terapeuta
me me deu alta eu não queria ir embora foi até interessante né foi o contrário mas o tempo que eu esses anos que eu fiquei sem terapia eu fui Processando o que eu vi na primeira terapia entendeu E aí eu fui processando a terapia ela continua para além do consultório aí eu fiz essa segunda terapia aí ela me deu alta eu fui a contra gosto fui embora porque eu não queria queria continuar aí fiquei do anos aí depois ao final de dois anos eu Achei que eu tinha que voltar voltei para essa mesma terapeuta Aí
ela fez duas sessões comigo falou você tá de alta por ela tava ela tava batendo numa tecla comigo que eu não estava aberta para aceitar então não fazia sentido eu continuar lá e aí ela me deu alta ela falou não já tá ok então é isso que você acha que tá certo ok vai embora eu fui depois de muitos anos né a ficha caiu a vida mudou eu vi que ela né caramba era Isso que ela falava fui processando E aí eu fui Para uma terceira etapa de terapia já fui nessa abordagem sistêmica porque já
que eu me formei na abordagem sistêmica eu queria ser terapeuti por essa abordagem e E aí fiz por um ano e meio e pronto então assim e continua em terapia até hoje eh sem estar tendo consulta diretamente entende porque aquilo fica Tem coisas que você também só vai só vai dispertando em você tempos depois né então é esse pensamento Que a gente tem que ter por mais que a gente pense que tá fazendo pouco que fez pouco aquele para aquele paciente a gente fez o suficiente e Freud Vai dizer que não é possível a gente
se curar daquilo que a gente reconhece como sendo parte de nós né mu das vezes a gente fica dessa forma aí tentando negar que é daquela forma tem aquele Insight que minha senora teve aí F caramba é há dois anos Atrás tá acontecendo dessa forma e eu não acreditei e agora veio ciclos de repetições e a gente cai em si e v que daquela forma isso a gente passa a se enxergar a a Isabel levantou a mão mas acho que a Viviane não voltou ainda né então vamos lá Isabel Doutora eh eu fui procurada por
uma mãe de uma menina de 9 anos que a quea é a seguinte desde os 6 anos a menina apresenta muita agressiv em casa e agora Aos 9 anos a agressividade já tá Na escola e recentemente ela vem apresentando ideação suicida uhum a senhora falou que quando traz a família para pra sessão na na primeira no primeiro encontro a senhora costuma abordar o filho mais novo Só que no caso ela é a filha mais nova ela que tá apresentando esses sintomas como como eh agir nesse caso é aí nesse caso a gente já não tem
mais uma criancinha né ela tá com nove que você falou sim já está com nove anos desculpa nove nove não oito Desculpa oito oito tá com oito anos ela Ela é irmã mais nova mais nova e a mais velha tem quanto você sabe a mais velha se eu não me engano de 10 para 11 anos é nesse caso você trazendo Você já conseguiu trazer a família toda se a mãe é casada o pai mora junto como é que é não a mãe é separada o pai mora em outro estado tem até um histórico aí de
de uso de droga né E a mãe o detalhe é que a mãe mora com a mãe dela então elas moram na casa da avó Uhum E quando eu tive Essa conversa prévia com a mãe ela relatou que tem medo de sair da casa da mãe dela tem medo de estar numa casa sozinha com as filhas mulheres e acha que não vai dar conta é tem muita história aí porque tem uma questão de hierarquia mora mais alguém nessa casa não mas eventualmente vem eventualmente vem uma tia que tá doente aí a a mãe da da
garota eh vai cuidar ela se sente responsável por cuidar dos doentes da Família que sempre vão para essa casa sim então você veja que a gente tem aí uma questão de hierarquia né Tá faltando hierarquia hierarquia tá totalmente invertida eh e tem essa ausência paterna tem ausência paterna tem hierarquia a mãe e na verdade avó no caso né é que deve que comanda porque se essa filha tem medo de ir embora é porque essa mãe tá comandando eh então o que que acontece na hierarquia tá lá avó embaixo a mãe no Mesmo nível que os
filhos Então na verdade são três irmãos se a gente for olhar A Hierarquia então aí já já é outro problema outra questão que precisa ser ser eh Trabalhada Na verdade você precisava trabalhar primeiro com essa mãe para essa mãe se fortalecer porque não foi dado a ela a permissão de ser mãe não foi dado a ela ela continua como filha então como ela vai educar essa Criança né esse filho então essa menina apresentando a agressividade Possivelmente É porque ela tá se sentindo insegura quem é que traz o comando para ela quem é quem é o
suporte dela ou ela tá se criando sozinha como foi a relação dela com essa avó eh com essa mãe a gente já viu que essa mãe é que comanda essa avó que comanda essa mãe sim mas essa filha quem é que comanda essa filha é avó ou Ninguém ainda não cheguei aí Porque ainda vou fazer a primeira sessão Ah então tá então seria se você puder chama todo mundo né E aí nesse caso você realmente vai ter que começar por ela que é mais nova não vai ter jeito Ah simv queria era isso que eu
queria saber porque a senhora falou que não começa pelo sim a não ser que seja ele o paciente identificado aí não tem jeito aí tem que começar né por ela mesma não tem jeito e aí é até bom por quê Porque Antes de eu ouvir os mais velhos você vai ouvir a menina entendi teve uma coisa curiosa que a mãe comentou que a menina pede insistentemente para que a mãe a leve até a igreja no caso a Igreja Católica e a mãe se recusa não quer ir pra igreja católica eu achei muito eu achei muito
interessante isso eu eu sinto que pelo que ela fala me parece que ela tem uma questão assim com com religiões Ah porque eh católica não porque a igreja Evangélica não e ela sempre encontra uma coisa que ela ela rejeita igreja S ela não tem religião ela não tem religião e não quer que a menina Tenha também só que a menina tá querendo ter né exato exato a menina quer e a mãe tá Resistindo É tem que ouvir essa criança isso que eu tô dizendo é ouvir né E essa mãe tem que tem que eh eh
a a absorver aí porque eh e tem tem porque na na verdade assim como eu falei normalmente os pais têm a A a a tendência a não ouvir a criança né e simplesmente dá o veredito Ah isso é palhaçada isso não vai fazer isso eu não quero isso mas não para não é ser permissivo mas é parar para avaliar realmente aquela necessidade que aquela criança tá trazendo o que que ela tá querendo comunicar com essa agressividade sim né então assim alum pelo pco você me falou aí eu eu eu já consigo ver essa questão da
falta paterna dessa hierarquia invertida eh o Comando que eu não sei se tá se tá eh vindo da mãe ou da da da avó da mãe com certeza não tá vindo pode tá vindo da avó não até porque a mãe tá dia trabalhando a vó tá dentro não não tem não tem a mãe é irmã a mãe é irmã das filhas eh a se e se se e se essa avó não não comanda essa criança essa criança tá sozinha tá lá largar da própria sorte ela tá se criando sozinha entende então assim deve tá com
uma insegurança muito grande Tá sem chão tá sem rumo Então Assim tá querendo ir pra igreja e a mãe não não deixa seguir uma religião então tem a questão espiritual de repente uma criança mais sensível tá nessa busca da espíritual essa questão da igreja que eu lhe falei eh vê se eu tô indo pelo caminho certo ou se eu tô viajando na maionese Será que não é uma busca inconsciente por um pai né na representação de de Deus pode ser verdade foi o que eu até porque a Relação né que você tem com o pai
Celeste eh reflete muito a relação que você tem com o pai biológico uhum foi o que eu pensei é bem possível com certeza tá gratidão nada Viviane voltou gente Vanda que que você falou aí do Freud perdi aqui oi Viviane Diga oi eh Bom dia a todos né quero dizer que eu tô amando Na verdade eu iniciei meu curso de psicanálise e eu senti um assim um Impulso muito grande em em compartilhar na verdade com vocês porque esses casos que que tu tava relatando para para nós eu me vi muito vi uma piada aí esse
caso desse desse homem né de 39 anos né eu tenho 40 anos e eu procurei análise justamente por causa disso eu senti a minha vida totalmente travada né vários sentidos profissional apesar de ter mais de uma formação já uhum e e eu identificava essas travas e a partir do momento que eu comecei a adquirir algum Conhecimento que eu via que tinha que partir eu tinha que voltar nessa relação dos Pais da minha família isso para mim foi um divisor de águas e a partir do momento que eu comecei fazer análise e comecei me resgatar novamente
né eu tenho me sentido viva e eu quero dizer assim que eu tô muito feliz de est eh compartilhando de estar participando porque se fosse até mesmo alguns meses atrás eu jamais teria coragem de Abrir a câmera imagina se eu ia falar Compartilhar né e eu tô me sentindo assim ó rica adquirindo tesouro porque é um conhecimento imenso Ai que bom é muito bom isso gente é uma sensação muito gostosa mesmo exatamente uma sensação de liberdade liberdade vida novamente vinda de uma família vinda de uma família também extremamente narcisista né então estou me resgatando aí
Ai que bom fico muito feliz e parabéns viu parabéns pela sua Iniciativa porque a gente também precisa querer né É verdade e você quis tá querendo é obrigada Parabéns nada diga Vander ah a respeito da daquilo que a senhora comentou sobre até que ponto a família ela ela não mexe no nós né ela não mexe no nosso sistêmico né fo sistêmico isso nosso sistêmico E aí eu me lembrei de uma frase contribuída Lacan né que tem o gozo do sujeito né o sujeito goza com a Situação aí dá a impressão que nesses casos a família
ela tá gozando com a situação né sim e a família não consegue ela ela consegue mexer em algumas coisas mas não em todas no caso da Helen né que a família conseguiu até se deparar com a situação tomar consciência da situação viu a importância da babá não mas aqui a gente não vai mexer isso impressionante a eu acho que acontece mesma coisa no nível da pessoalidade não é se a pessoa vai mexendo de repente el chega um ponto Aí ela esquiva da terapia ela começa né a problemas muito próxima tanto do indivíduo quanto do grupo
né da da questão familiar é isso mesmo e você sabe que na na terapia sistêmica a gente chama no grupo familiar Tem o que a gente chama de mantenedor homeostático que é justamente o membro mantenedor Homeostático homeostático que é que é justamente o membro que normalmente procura a terapia mas que quando a coisa começa a mudar ali a configuração é o primeiro a começar a sabotar e tirar o restante da terapia sabe por quê Porque aí vai tirar oi aí vai tirar a homeostase vai sair da hoste Exatamente exatamente que tem a ver com que
o Lacan fala né Isso mesmo tem mais alguém para para Perguntar não Oi Edilton Ô Cátia mais uma coisa aí por favor eu gostaria de me situar Tá certo veja bem e e eh eu me inscrevi no curso de formação que teve uma aula semana passada precisamente terça-feira com a sda E aí ganhamos esse curso aí da da sistêmica aí eu gostaria de saber o seguinte Cátia esse curso É é um curso de formação é a segunda aula é isso é outra coisa sim Então pode falar é seria bom o Welton te explicar melhor porque
eu não não saberia te dizer ele me convidou para dar esse curso para vocês então eh não entendo que seja um curso de formação porque um curso de formação na na abordagem sistêmica leva ali pelo menos dois anos do anos é e aí tem que ser com instituição reconhecida e tudo mais então eu vejo muito mais aqui um curso De extensão talvez no máximo um curso de extensão que eu tô trazendo para vocês mas depois você você Confirma com ele V só tentar ajudar Professor igual a DT clar ah essa plataforma é o Elite PC
e o Elite PC ele funciona como se fosse mesmo cursos eh com temas específicos então nós temos psicossomática psicoterapia breve nós tivemos esses a respeito da da das questões da F até o tema mas ess são vários temas espías Específicas psicanálise com crianças por aí então são vários temas cursos curtos né são cursos de de três aulas a ideia são normalmente três aulas três sábados com temas específicos complementando né contribuindo aí com a nossa formação para psicanálise é uma espécie de extensão mesmo só um minutinho gente por favor Valeu colega Obrigado aí viu ô ô
Adilton só cumprimentando aí o que o Vander falou Exatamente isso esse módulo ele não faz parte do curso de formação De psicanálise do ieb sim sim sim e eh Na verdade ele chama essa plataforma do Elite PC de formação continuada então por isso que vem esses temas avulsos vamos dizer assim que abordam vários aspectos mas ele não faz parte do curso lá de 12 módulos que o que o Elton tem tá bom ah não essa expressão que você usou educação continuada eu acho que é bem essa isso aí chave essa expressão aí valeu e para
comp obgado a vocês viu Para complementar mais ainda dor eu acredito que você não ganhou esse só esse curso entendeu Você ganhou o acesso durante um ano à plataforma do El PC Valeu muito obrigado a vocês viu nada Gilson não ktia era isso era isso era para ajudar aaar resposta lá do obrigado é então vamos lá vamos continuar eh V você consegue botar aí pra gente bom mas vamos lá o terapeuta e os Pais né como eu disse quando eu terminei o outro slide eu falei sobre eh tirar essa culpa né do dos Pais enfim
porque não pode passar pro outro por favor eh não é a intenção que esses pais entrem né numa numa situação de de culpa de culpabilidade de desespero ou de vitimismo não é o momento de reconhecer e eh escolher né Eh fazer aí essa mudança essa reorganização familiar e portanto o que que eu costumo fazer né a gente costuma Eh inicialmente assim elogiar o investimento na saúde emocional da criança ou seja poxa esse pai essa mãe tá tá trazendo né essa criança tá tá se eh Se permitindo que essa criança tenha um tratamento um cuidado eh
o outra coisa oxigenar a atenção da criança como o único problema como eu falei né que sempre no final eu pergunto Ah se não fosse essa questão com a fulana com Fulano qual outro problema que essa família Gostaria de resolver nesse momento eu tô tirando né essa essa essa essa a todos os olhares somente para essa criança e fazendo com que essa família comece a se olhar e olhar o seu próprio funcionamento eh entendendo que a criança não é o problema a família qu é quem tem problemas a criança não está com defeito ela está
a serviço da família para Protegê-la e adoece e traz todos pro consultório como eu já falei também traz os pais para a terapia entendendo que o processo é de todos e chegar no foco sistêmico escondido sobre o sintoma infantil então isso aqui é só um resuminho de tudo que a gente veio falando até aqui né então a gente eh elogia esses pais a gente tira o foco dessa criança a gente amplia a visão para a família e a gente Eh trabalha para que esses pais percebam que o processo é de todos porque gente tem o
seguinte se você entende trabalhar com essa família se você não fincar o pé para que essa família venha toda na primeira consulta eles não virão mais sabe se você permitir porque acontece muito isso né o pai ou a mãe faz contato aí você diz olha na primeira consulta tem que ser toda a família ih mas o fulaninho não pode por causa disso Ah meu marido não pode porque tá trabalhando a fulana não pode aí você diz assim então quando todos puderem nós marcamos se você arredar o pé dis ser assim Ah tudo bem então quem
é que pode vir Ah só eu e a criança Ah então tá bom se você fizer isso no momento em que você precisa de todo mundo de novo e que e você vai precisar durante o processo né nessa abordagem sistêmica você precisa você não consegue trazer não Consegue além além de ter uma visão embaçada da situação né porque você não tá vendo todos você não tá vendo aquele movimento aquela dinâmica familiar então assim não arreda o pé alguns terapeutas até aceitam eu não aceito eu perco o cliente eu eu nem Começo porque eu já sei
que esse tipo de resposta já me demonstra que essa família não está aberta à terapia e já me demonstra que Possivelmente isso não vai adiante então se você tem o Bergman Bergman é um autor bem interessante dessa área sistêmica que ele fala o título do livro dele é pescando barracudas barracudas é um tipo de peixe que eu na verdade não conheço mas pelo que eu li do livro dele é um peixe correga muito então Eh esse tipo de família né a gente chama de barracudas que são famílias que Escorregam muito então se você parece que
o peixe tá ensaboado sabe então se você eh e aí Ele diz também que você tem que colocar dificuldade o terapeuta Na verdade ele precisa colocar dificuldade para que essa família venha até o consultório ele não pode facilitar porque se ele facilitar ele não tem essa família e essa família logo vai embora agora se essa família está disposta ela vai fazer de tudo para estar ali naquele dia Naquele horário sabe eh É parece até meio cruel isso mas não é isso é estratégia mesmo de atendimento de trazer o cliente para o consultório e é muito
interessante porque no início eu ficava muito insegura em fazer isso sabe eu dizia Poxa mas eu poderia né ir ali comendo pelas beiradas não é que nem casar achando que vai mudar o o cônjuge não funciona não funciona ou você traz essa família na primeira consulta ou você nem Inicia E aí como eu tô dizendo aí você dá um horário você dá um dia ah não posso não sei o quê Tá bom então quando puder volta a fazer contato que com certeza se essa família tiver disposta ela vai se organizar e ela virá o consultório
naquele horário que você marcou naquele dia que você marcou eh pode passar Vander por favor E aí com Que recursos né a gente costuma trabalhar porque tem o seguinte como é que eu trabalho com criança eu Falei para vocês família com criança Às vezes a gente percebe a necessidade desculpa gente Às vezes a gente percebe a necessidade de eh já de início começar uma terapia que seja familiar mesmo porque tá tudo muito difícil muito muito o nó tá ali enfim você precisa trazer pai e mãe irmãos todo mundo e fazer realmente uma terapia de família
às vezes você percebe que dá Para você trabalhar um pouco com a criança trabalhar um pouco com a família sabe vai numa vai intercalando numa semana você atende a criança na outra você traz a família com a criança vai depender muito dessa demanda né Eh mas normalmente no consultório Eu costumo trabalhar com a criança de uma forma muito lúdica o tempo todo né porque a a a a a A forma lúdica né E aí eu trabalho com jogos eh trabalho com brinquedos isso ajuda na comunicação simbólica porque através do simbolismo através das metáforas a criança
traz muita coisa que ela não consegue nem tem condições de verbalizar né el não tem maturidade emocional para verbalizar muitas vezes e aí aí eu uso muitas metáforas né eu tenho aqui nessa estante de vidro que vocês estão vendo né Eu tenho algumas metáforas ali são são vários bichinhos Várias nos consultórios também eu tenho eh então assim essas metáforas elas falam muito não só com criança mas com adultos e adolescentes também muitas vezes o adulto ou adolescente ou a própria criança não consegue identificar o que ela tá sentindo mas quando ela bate o olho num
personagem né num num num símbolo em alguma coisa ali daquele conjunto de metáforas ela se pega naquilo é muito interessante tem um paciente que eu atendo de 7 anos que ele Quando chega no consultório né aquela cristaleira lá bem grande assim cheia de metáforas bem maior do que essa ele chega e ele vai direto assim ele chegou no consultório com a queixa de agressividade eh e aí no primeiro dia ele chega no consultório Ele olha para aqueles bonecos ele ficou parado assim olhando olhou olhou olhou olhou falou assim posso abrir eu falei Pode aí ele
abriu aí ele foi lá e pegou um Caixão pegou uma caveira pegou um fantasma aí ele sentou né no tapete assim e montou né botou o caixão aberto com a caveira dentro ele botou a caveira dentro e botou um ao lado do caixão E aí eu olhei falei bom qual o significado disso né O que que ele tá querendo me comunicar com isso E aí eu perguntei para ele eu falei assim P O que que o que que é isso aí que você colocou Me explica aí ele Ah é um caixão Um fantasma uma caveira
eu falei Ok mas eh mas o que que você tá querendo me conta uma história sobre isso né e a E aí ele não conseguiu contar história nenhuma e falou ah não tem história é isso falei ok a coisa mais subjetiva ainda né E aí fomos passando a cada sessão ele fazia questão de entrar pegar esses três objetos colocar em cima do tapete e só depois a gente começar a fazer as atividades propostas e até então eu tava no escuro Gente totalmente no escuro aí cheguei a perguntar a mãe Fi ah e tem alguma situação
de puto né Vocês falam muito sobre morte em casa não sei o que não não não OK foi vida que seguiu até que chegou um dia que eu disse assim para ele vamos ele disse assim eh a gente brincando né com argila que é outra coisa também que eu gosto de brincar muito com argil minha é a argil minha não é argila pura ela é uma argila com com massinha Então ela é boa porque Ela é bem maleável e depois que você faz o que você quer né nela ela Com o tempo ela seca ela
fica durinha e que é diferente da massinha né a massinha não não fica durinha ela fica então é muito legal porque depois você pode pintar e tudo mais fazer umas cultura bacana eu gosto muito de trabalhar com arilin e eles também gostam muito e conforme eles estão trabalhando eles estão falando e aí ele vira para mim e diz assim você sabia que hoje eu tô com muita saudade Da minha avó Rosa da minha bisa rosa aí eu falei assim ah sua bisavó é o nome dela é rosa é eu falei ah você tá com saudade
dela porque já tem muito tempo que você não vê a bisa aí ele a bisa morreu ele fez assim para mim sabe como se eu já soubesse né Aí ele a bisa morreu aí eu falei a bisa morreu quando que ela morreu porque eu tinha perguntado pra mãe né há pouco tempo se alguém tinha morrido na família a mãe falou que não aí ele morreu já tem muito Tempo eu não era nem não é morreu já tem muito tempo eu falei Ah é E o que que você sente saudade da bisa do mingal que ela
fazia Ai como eu gostava daquele mingal aí eu falei É mesmo poxa mas tem quanto tempo que a bisa morreu aí ele disse não sei eu não era nem nascido Olha aí sabe o que que eu erci ou sejaa Chorando morte da bisa era avó queha perido a mã antes mesmo dessa Né hoje ela moress mãe e esse menino de 7 anos estava absorvendo esse luto dessa avó Olha que interessante e mais um dos um dos um dos dos estágios do luto é a raiva e por isso ele apresentava tanta agressividade porque ele estava ali
no nível da raiva né o momento porque tem A negação depois vem a raiva a raiva da pessoa ter morrido a raiva daquilo ter acontecido né Eh então essa vó ela tá nesse estágio da raiva ainda né um luto Não elaborado um luto que não fluiu estacionou e passou para esse menino Olha que interessante e aí a gente tá nesse trabalho aí né mas eh o que eu eu trouxe esse caso para mostrar para vocês como é que o uso das metáforas ela elas são importantes né E como comunicam e como trazem então eu tava
tentando descobrir o motivo dessa agressividade Então esse menino agora ele e detalhe a raiva dele era tanta que ele batia no rosto das outras crianças Ele mordia ele batia ele dava soco no rosto e soco no rosto é sinal realmente de eh de raiva né Cristiane sim convive com essa avó não é diariamente Tá mas podemos dizer que pelo menos no sempre no final de semana ele tem contato com essa avó com esses avós eh e aí agora eu tô trabalhando para ver se eu consigo trazer essa avó pro consultório que é algo né um
pouco mais difícil uma certa resistência mas eu tô Tentando ver se eu consigo trazer essa avó pro consultório pra gente trabalhar um pouco mais aí esse luto dela junto com ele porque uma coisa tá ligada à outra né os pais até estão evitando de alguma forma assim porque antes os pais até deixavam ele lá para ele dormir de sábado para domingo os pais já não estão mais deixando tão evitando né porque essa essa avó materna realmente fica o tempo todo falando da mãe dela inclusive ela tem até um altarzinho em casa sabe Com foto com
vela então assim fica ali velando né o essa bisa então o o desenho também né é algo que eh que expressa muito aquilo que a criança tem para trazer eu disse para eu na na aula passada eu falei sobre um paciente que eu atendo com eh com questões de hierarquia familiar né E aí eu pedi lembra que eu falei que o que o o principal papel dos Pais é a definição de papéis hoje quando A gente iniciou a aula então Eh isso tem a ver com a hierarquia e esse essa criança de de 7 anos
ela tá tá com eh tá assim tá apresentando apatia e tudo mais e chegando no consultório eu percebi né Consegui mapear essa questão da hierarquia familiar e h pedi para ela desenhar a família dela até mostrei no no na aula passada eu mostrei até o desenho que ele fez ele desenhou ele e o cachorro É a família dele ele e o cachorro aí depois eu perguntei de novo falei assim mas não tem mais ninguém nessa família só tem você e o cachorro né disse o nome do cachorro aí ele é tem o Fulano e o
beltrano aí desenhou a avó e o tio mas o pai e a mãe de fato ele não desenhou E como eu disse é uma família que realmente tá com a hierarquia bem invertida ali né a gente tá trabalhando isso mas eh o desenho ele comunica né Muito eh eh fantoches bonecos livros de História gente livro de História então com esse menino mesmo eu tive uma experiência com ele tem 15 dias ele ele foi parar na emergência porque ele estava com nível de ansiedade muito alto olha isso com coração acelerado aí a mãe foi com ele
PR emergência e aí ela chegou me contando ela você acredita um menino de 7 anos com crise de ansiedade eu não sei o que que tá acontecendo e tudo mais aí Tá ele entrou no consultório eu pensei assim bom hoje eu Não vou forçar muito a terapia com ele sabe eu vou fazer vou trabalhar ali com ele porque ele também tá com um pouco de dificuldade aí entra psicopedagogia né ele tá com um pouquinho de dificuldade em consciência fonológica então eu tava focando muito essa questão já que ele tá na alfabetização eu tava focando muito
com ele essa questão da consciência fonológica aí nesse dia ele chegou a mãe trouxe esse dado Deixa estar que eu já Tô trabalhando também a reorganização de hierarquia tá com a família mas aí ele chegou no consultório e eu tava ali preparada para trabalhar continuar trabalhando com ele a consciência fonológica Quando a mãe trouxe esse dado eu falei bom tem alguma questão emocional aí rolando na na na situação eu preciso descobrir o que que é e eu falei assim poxa eu vou deixar ele livre hoje vamos vamos trazer os brinquedos vamos trazer a a a
a parte lúdica né E Ali eu fui dei papel para ele desenhar canetinha figurinha argil inha fui dei tudo para ele e a gente foi trabalhando foi conversando aí nisso eu resolvi contar uma história para ele né peguei o livro de História enquanto ele desenhava e comecei a contar uma história e tudo mais e era a história de um menino que era dono da bola e ele não queria dividir a bola com os outros amigos quando ele tava perdendo no jogo e aí determinado o momento da História ele se vê sozinho jogando bola no quintal
dele batendo a bola na parede nesse momento ele para de desenhar olha para mim e diz assim e você sabe que eu fico na sala de aula sozinho jogando bola com as cadeiras aí eu disse é mesmo eu tô igual a esse menino aí da história eu eu fico jogando bola com as cadeiras eu falei é mas por quê ele falou assim Ah porque eu não consigo fazer amizade porque os os meninos não me chamam para jogar com Eles não me deixam jogar com eles e não sei o qu e ali ele começou a falar
né E ae começou a trazer a dificuldade que ele tá tendo de se inserir no grupo dos meninos lá da escola e aí ele tava cheio de estratégias porque ele falou que na hora do recreio ele tem um menino lá que manda né o o líder ali da história e e ele fazia uma brincadeira assim eh os 10 primeiros que conseguirem tocar na minha mão e vai Fazer parte do meu time quem não conseguir vai ficar fora da brincadeira só que ele nunca consegue chegar a tempo de tocar na mão desse menino por qu porque
ele lancha na outra mesa porque essa mesa os outros meninos tomam conta não deixam eles chegar aí ele já tinha se preparado para naquele dia ele não lanchar ele ficar em pé perto dessa mesa para na hora que esse colega fizesse assim com a mão ele pudesse correr lá E botar a mão né conseguir chegar ser nos 10 primeiros a colocar o dedinho lá na mão do colega para ele poder participar do jogo então aí eu percebi que toda a ansiedade dele Possivelmente tava vindo dessa relação social lá na escola que não está boa não
está favorável né E aí eu conversei com a mãe e tudo mais dei lá uma orientação feedback eh fato é que na semana seguinte ele ficou muito doente com uma gastroenterite Acho até Que por conta dessa tensão e enfim e ele ainda não conseguiu voltar ao consultório deve voltar agora nessa próxima terça-feira E aí eu vou ver como é que estão as coisas mas o que eu quero dizer a vocês que como o livro de História né a a a a parte lúdica Ela traz né ela revela coisas que a própria criança em si não
consegue externalizar não consegue apontar como causa Então o meu foco maior quando eu tô trabalhando com criança é sempre a parte lúdica Nesses vários recursos aí que nós temos né os joguinhos dominó vários tipos de jogos enfim Lego que eles gostam muito Eh cara a cara cai não cai enfim alguém tinha levantado o dedo e eu perdi aqui quem foi fui eu professora glus Oi glus Fala querida não em relação ao L deixa eu abrir minha câmera aqui só um pouquinho pra gente falar Tá ótimo Deixa eu ver se eu fui então foi Só em
relação ao luto que a senhora tava falando anteriormente a minha família viveu uma um episódio desse com uma tia sempre foi aquela que voltava pra mesa de Natal eh por causa da minha avó né sempre em Natal os filhos que moraram que foram para outro município outro estado tal sempre no Natal nós nos reuníamos na mesa com a minha avó e daí os netos né também fomos acostumados a isso e aí a minha avó morreu desde que a minha avó morreu tivemos uma tia Específica que viveu o luto eterno e não admitia que nós não
vivêssemos esse luto e nós não CONSEG consu imos mais fazer o Natal porque virou velório sim aquela alegria ela não existia mais e o que aconteceu ela afastou a família porque ninguém suportou e até os aniversários né porque eu tenho primos que fazem em dezembro e eu faço em janeiro então a gente sempre como era férias tal a gente sempre fazia os nossos aniversários junto com a minha avó porque ela sempre Ela foi senhora ela morreu bem idosa mesmo graças a Deus a gente teve a nossa vozinha Aproveitou bastante né né e a gente fazia
os aniversários eh na casa da minha avó e desde então nós não podemos mais fazer isso porque a minha tia não aceitava que a gente não vivesse esse luto eterno F chorando né Isso é como pode eh com uma avó morta com uma mãe morta vocês fazendo festa desse jeito e daí foi piorando de acordo com as irmãs dela falecendo cada vez que Morria uma irmã o luto aumentava porque ela não admitia fazer festa e festejar mediante as mortes na família e a gente Alegre Alegre de quê então ela viveu uma vida infeliz né nesse
Possivelmente né não ficou doente é ficou ficou sim e até assim atraiu uma uma raiva para ela das pessoas né claro que acabou mesmo mesmo a gente não querendo a gente ficava meio que com raiva dela sim porque não permitia que a gente vivesse a felicidade e afastou a família Eh para ficar dentro de um Natal dentro de uma mesa de ano novo dentro de uma ceia de aniversário chorando e quando a gente insistia né não a gente vai fazer sim porque nós somos maioria a gente quer fazer aí ela anda dizia assim faz só
para vocês verem se eu não me tranco dentro do quarto e não e não e não saio para lugar nenhum e todo mundo vai ver que eu tô aqui dentro do quarto Então se tornou uma situação muito apertada o que Aconteceu ninguém mais voltou depois que a minha avó né faleceu as outras irmãs algumas também foram falecendo a mesa ficou vazia porque nós fizemos nas nossas famílias né os netos nós tivemos os os nossos filhos né E a gente não celebrou mais na casa delas né que acabou que elas ficaram como ela não tinha casado
ela ficou na na casa da família nós deixamos ela ficar por lá mesmo na casa da da mãe ó isso que seria da mãe dela ela ela e uma outra tia Ficaram lá e a gente deixou elas lá a vida inteira né não teve problema enquanto a isso sim e e ela não faleceu mais ainda ela não sair do luto né isso e Elas acabaram ficando sozinhas porque a gente não quis mais voltar cada um ficou na sua família os que casaram que tiveram seus filhos começaram a fazer os seus o Natal né as suas
ceias de Páscoa de natal os eventos festivos festivos de família né que cada um cultuou o seu eh e daí a gente não voltou mais cada um Ficou na sua casa e e perdemos a ligação que nós tínhamos dos primos também que era muito unido acabou que a gente se apartou um pouco não com inimizade mas assim cada um faz da sua casa sim ninguém volta mais pro pro seio familiar nesse sentido ficou cada um com a sua individualidade então eu obrigar a gente a se faz sentir um luto eterno talvez essa mãe dessa da
avó dessa criança eh ter esteja querendo que a família né lá entre eles viva esse luto eterno também Como ela não consegue sair ninguém pode sair exatamente e talvez ela só esteja encontrando Eco nesse Neto mais novo sim pois é foi Da onde ela sentiu eh compatível colida isso exatamente fo só esse ponto para trazer tá ótimoo ele nunca acaba dependendo não é muito difícil para algumas pessoas permite não quer que você seja feliz porque alguém da sua casa foi é e a morte é uma coisa que vai acontecer independente né a gente vai Caminho
para esse lado gente querer ou não né Pois é e não pode querer que os outros não vivam porque o eu fui é is ou alguém próximo de mim foi é muito complicado esse é verdade mas era só isso um ponto tá ótimo muito obrigada viu Tá um calor no Rio de Janeiro mesmo hein Ah tá terrível Obrigada alguém mais levantou a mão não né então e assim a gente termina essa parte eh de terapia de família com crianças tá O próximo slide agora Vander Tá no tá no outro Eh tá no outro powerp que
é sobre os adolescentes aí agora a gente vai entrar no assunto né agitado de intensidade falar sobre os adolescentes então assim enquanto o Vander vai nos ajudando aí eu vou fazendo a introdução que é o seguinte gente adolescência né Eu costumo dizer que é o que é o período aí eu até botei Uns foguetinhos por a a a adolescência é o seguinte vocês Imaginem alguém que não é mais criança mas também não é adulto tá então a gente já parte aí de um indivíduo que está em desenvolvimento que deixou de ser criança mas que também
não chegou na fase adulta então ele é um ser que está em Transição é um ser que ora demonstra comportamentos infantis ora demonstra comportamentos um pouco mais maduros e isso numa como eu posso dizer numa Agilidade de tempo muito grande então assim no mesmo dia é comum né um adolescente demonstrar essa parte infantil E daqui a um pouco daqui a um segundo ele demonstrar uma parte mais madura e Vice-versa e ficar oscilando né nisso pode passar pro próximo por favor E aí vocês vão entender porque que eu usei eh tô usando essa essa esses slides
com foguetinhos Pode falar kéia Posso só ajudar numa parte técnica aí vandergleison vai aí em apresentação aí você vai apresentar do slide atual que a gente consegue visualizar ele mais ampliado porque tá pequenininho aqui pra gente ah é verdade Qual é a ideia vai Você é apresentação de slide aí você vai eh do slide atual apresentar acho que é o terceiro um Você tá no página inicial tem 1 2 3 4 no quinto na quinta abinha apresentação de slides aí você vai em apresentar do atual que aí ele vai ampliar Total pra gente apresentação de
slides isso do slide a põe do slide atual o segundo ícone apresentação de slides apresentação de slide atual ali ó mais na Frente per não o atual isso viu não Você clicou Obrigada que que aumentou Não aumentou não clica de novo é dou slide atual Uhum é isso jeito hein goog O slide atal para você ficou maior não para você f mim tá tela Cheia ele fica na tela cheia né fica na tela cheia tela cheia aqui não ô ô ô Vander Gleisson eh você não talvez seja que você está abrindo ele no PowerPoint eu
não tô vendo aqui você tem que abrir ele no Google e aí depois quando você clicar aqui para abrir a a no Google Drive por exemplo na hora que você clicar aqui para apresentar nessa setinha para cima aí você vai Selecionar do Google Não do PowerPoint no Google como é que eu vou fazer esir no Google A Laila botou aqui a Laila botou aqui vai lá embaixo canto inferior direito lá do lado do 13% 13% Ah aqui do lado não é na forma de apresentação que ela tá falando é mas não não faz o quando
eu tô saindo e e colocando na tela cheia aí eu perco o contato visual Aqui aí eu fico só ouvindo né antes tava tava dando certo antes estava maior eu não sei se você tiver Abrindo o Google aqui isso eu não sei como é que tá aí pro pessoal tá muito ruim para vocês acompanharem assim para mim para mim aqui está ótimo dá para enxergar bem dá né então mim também dá para enxergar Direitinho um pouquinho mais é E aí e como eu falei né vamos ver por por que eu botei esses foguetes porque na
verdade lembra que eu falei que a tarefa da Família com crianças é a definição de papéis já a tarefa de famílias com adolescentes é ajudar o adolescente a fechar a identidade e ser base de lançamento para a vida Então essas são as duas tarefas dos Pais de de família com com com adolescentes ajudar esse adolescente a fechar a identidade dele e a gente vai ver como isso se processa e ser base de lançamento para a vida muitas vezes o que que a gente percebe né no no na na nessas relações a gente percebe eh dependendo
do tipo de educação que é dada né a gente percebe os pais de adolescentes eh assustados porque num dia Ele dorme criança no dia seguinte ele acorda adolescente então é um susto né aquela criança amorosa que ficava ali perto né que a maior felicidade dela era ter o pai e a mãe perto tava sempre junto não queria largar e tava querendo sempre fazer alguma coisa ali juntos e brincar esse essa pessoa acaba de um dia pro outro essa criança né já não quer mais sair do quarto não quer mais interagir fica enjoada não quer mais
Papo então isso já assusta eh eh os pais porque é de uma hora para outra e aí os pais começam a se questionar o que que eu fiz de errado o que que tá acontecendo com o meu filho por que meu filho não me ama mais e enfim e aí ao mesmo tempo esse filho começa a ficar mais agressivo irritado chateado e e começa a fazer coisas que são tudo o contrário daquilo que foi ensinado para ele até ali Eh aí os pais começam a ficar muito Assustados e começam e o adolescente assim ele ele
ele começa a querer desbravar né El ele começa a querer sair a encontrar com os amigos o mais importante para ele passa passam a ser os amigos não são mais os pais eh e tudo isso vai gerando uma uma mistura de sentimentos né dentro dos pais que é uma coisa absurda quem passou aí por por essa fase né Acredito que esteja se identificando porque eh é uma mistura de Eh é é é uma dor né porque eles levam pro coração que o adolescente tá sendo ingrato que o o a Danda tá ali chorando né Deve
tá passando por isso ou passou eh porque eles não reconhecem o o o que você fez por ele até hoje porque eles não te amam mais porque Cadê a educação que eu dei eh Por que que tá sendo agressivo o tempo todo tá tá se envolvendo com pessoas que não são boas enfim e ao mesmo tempo tem medo né porque como é Que eu vou te deixar is sozinho em tal lugar como é que eu vou fazer enfim é um momento de muita crise de muita briga e tanto de um lado quanto do outro e
a gente vai entender ali porquê quando eh os pais entendem o que é adolescência Com certeza esse período ele passa de uma forma menos tensa e os pais conseguem cumprir com a tarefa que é ajudar o adolescente fechar a identidade e ser base de lançamento para a vida Tá pode passar pro outro por favor E aí eu eu digo o seguinte que a palavra que define a adolescência é intensidade Então tudo é muito intenso tudo é muito intenso tudo é exagerado né então se um adolescente diz que tá com raiva ele tá com muita raiva
se ele diz que tá alegre ele tá muito alegre se ele diz que tá com depressão ele tá com muita depressão e é algo até que eu chamo atenção porque eh quando um adolescente entra em depressão é urgente Procurar um tratamento para esse adolescente é urgente porque um adolescente ele não consegue lidar com a depressão como os adultos a depressão em adolescente é uma coisa perigosíssima porque pode levar facilmente ao suicídio tá então eh se um adolescente ele ele aponta que ele está eh eh com depressão se ele né dá algum sinal de depressão ou
se ele verbaliza isso não pode Minimizar né não pode Minimizar tem que Urgentemente buscar ajuda profissional seja de psiquiatra seja de terapeuta dependendo do grau aí da essa depressão é preciso entrar sim com uma medicação por um tempo e a terapia óbvio né Eh vai ajudar a a equilibrar essa situação e aí sim os pais e com certeza essa depressão Ela tá vindo por causa desse movimento familiar que não não está bom né Possivelmente os pais não estão sabendo e não não estão conseguindo lidar com esse momento e aí pode nesse adolescente A depressão e
é o momento que a gente vai aí trabalhar eh essa orientação parental para que esses pais se fortaleçam e saibam agir de uma maneira mais adequada com esse adolescente Ana pode falar bom dia professora bom dia só tirar uma dúvida assim por exemplo no seu consultório passa muitos adolescentes que com um problema já quer se matar já tenta se cortar Eh qual é o nível que que el tá um nível muito alto tá um nível médio como que a gente vê o nível desses tipo da adolescência porque vê uma situação em casa vê uma uma
uma algo que que tá acontecendo que tá contrariando parece que a família tá tudo bem tranquila mas a a a jovem já tá já pensou em suicídio já Pensa em se cortar tem sonho projeto já de de de tirar vida eh como que fica nesse nível assim só poderia dar um orientação Eu só não Entendi assim eh eu Eu não entendi a sua pergunta no sentido de como é que fica esse nível Como assim não entendi porque hoje a gente hoje a gente conversa com as pessoas né Ele tem muito isso né a as os
adolescentes e E aí aí eu penso assim será que é é é na cidade ou tá um pouco geral que a senhora consulta muitas pessoas é um modo geral da Juventude ou é só uma fase que vai passar ou é algumas pessoas eh eh é poucas pessoas Não é sempre assim você dá conseguiu me entender entendi vamos lá eu acho que sim eh eu eu atendo um grupo de adolescentes viu eu acho que eu devo estar atendendo hoje uns seis adolescentes pelo menos uhum nenhum deles com ideação suicida tá nenhum deles tem uma só que
quando chegou a meu consultório já tinha passado por essa fase de ideação suicida já tinha sido tratada com psiquiatra e com uma outra Psicóloga eh então quando ela chegou no meu consultório podemos dizer que ela já não estava mais trazendo isso como questão tá eh mas eles trazem outras tantas questões e normalmente as questões que eles trazem t a ver com esse movimento familiar né Eh principalmente desses pais que não conseguem lidar com essa fase Sima a palavra chave para lidar com Essa fase é a sabe é muito difícil pro pros pais de adolescentes pararem
para ouvir o adolescente porque como eu disse Eles são muito intensos né as emoções intensas tudo é muito intenso e aí quando eles chegam pros pais para falar algo Normalmente eles vão falar algo que os pais não concordam né Vão levantar alguma bandeira que que não tem a ver com as regras da Família com o pensamento da família mas eles fazem Isso depois eu vou explicar porque tem a ver com a fechamento da identidade deles eh e os pais não sabem lidar com isso então já entra no num num nível de embate né então o
filho abre a boca Ah porque eu acredito Em tal situação eu acho que tal coisa deveria ser assim não assado e que normalmente é contra aquilo tudo que a família pensa e prega e e sempre ensinou E aí a reação dos Pais na hora é de continuar eh eh tentando educar como se ele ainda fosse uma Criança e aí o embate vem porque ele não se cala ele vai contra aquilo que os pais estão dizendo os pais vão contra o que ele tá dizendo então fica uma comunicação muito violenta muito ruim e a tendência desse
adolescente ou ele vai ser um adolescente muito rebelde muito agressivo que vai est sempre questionando muito esses pais brigando muito com esses pais ou ele vai para um outro Polo que é de se calar e se fechar e quando ele vai para esse Polo de se Calar e se fechar aí é que vem essa questão né da ideação suicida do Cut né de ficar se cortando eh de de de de ficar se se menosprezando né porque a voz dele não é ouvida não é aceita eh ele ele não é olhado ele não é visto nas
suas necessidades ou as necessidades dele são como eu posso dizer minimizadas como eu disse é tudo muito intenso Então você imagina um adolescente chega e diz que quer ir no show vamos falar da Taylor que tá aí né Agora esse final de semana Teo tá no Brasil tá esse vuc vuco todo e a e esse esse esse adolescente que quer porque quer ir para esse show só que não tem condição financeira para ir no show os pais dizem Olha você não vai não tem condição de você ir ponto acabou e aí esse adolescente vai chorar
né rios de Lágrimas porque não conseguiu ir ir nesse show E aí se esses pais chegam e dizem assim para de para assada fazendo escândalo por causa de uma cantora e que Não sei o quê você tá minimizando aquela dor Nossa ISO vai tristeza né pro adolescente é que aconteceu aqui na minha cidade dois casos assim que adolescente queria realmente um p show sim e e o pai não deixou uhum porque também eh ela tava sendo muito rebelde tava dando nota baixa na escola então tava de castigo e também para parte religiosas né que não
tenha nada a ver com que o ensinamento desde novoa sim tá aí o que aconteceu o o pai chega em casa Um dia ela tá pendurada no no no banheiro meu Deus el matou e por isso que eu eu tô perguntando porque tá eh Quando parece que é um ciclo Quando começa aí a outra adolescente é a mesma coisa uhum pouco namorado depois escreveu um texto um namoradinho que os pais não estava aceitando porque o menino é muito eh em situações eh que a pessoa tá levando com mal por exemplo que ele mexe com droga
essas coisas e os pais já sabem nem o pai quer que os Filhos se envolvam com pessoas assim né sim então que tem aí tem o a correção aí eh Tenta abrir a mentalidade da da daquela adolescente aí simplesmente ela escreve uma carta que ninguém ama ela e a única pessoa que ama ela o pai não não aceita E aí com isso o namoradinho começa namorar outra aí ela pega e tira vida mata tira vida então eu eu tô perguntando porque tem uma uma jovem que também que era nossos relacionamentos assim que a gente tem
um ciclo da igreja A gente sempre se conversa né e ela se abre e eu tento orientar os pais o máximo possível para conversar mas conversar não brigar a entender as pessoas entender a a a jovem e aí essa jovem né que é uma menina que é é de dança é uma menina muito alegre muito feliz e quando ela vem no meu particular comigo ela tem uma ela fala que ela sonha de se matar ela sonha se cortando né e e e aí eu não sabia como lidar mais com essa situação porque eu eu orientava
Dentro da palavra eu orientava na escuta mas eh Aí Eu chamei os pais e ela não queria porque se eu falasse PR os pais ela disse que nunca mais falaria comigo Uhum aí não ia ter aquela pessoa para ela poder se abrir porque a única que segurava ela era eu a conversa entre mim mas eu falei assim eu precisei mudar da cidade chamei os pais orientei tudo o que que tava se passando né Uhum E e aí os pais tinha fechado ela no no lugar porque ela tava fugindo as noites e era Uma menina muito
querida mas ela tava comendo duas personalidad na frente de nós era uma coisa e por trás eu me surpreendi porque ela nem para mim ela contava que ela fugia a noite ela saía para ter outra vida aham tinha uma menina tão jovem e tinha duas personalidad e só que ela nunca me contou a outra personalidade Uhum Ela me contava das coisas mas não me contava que ela fugia que ela se encontrava com os meninos ela nunca Tinha me comentado aí quando quando eu fiquei sabendo que o pai dela ficou sabendo e acabou contando para mim
foi que ela foi se abrindo para mim e aí eu fui mostrando para eles que não é brigando não é não é eh botando ordem leis que vai resolver e sim ter diálogo e tem uma abertura só que dentro da família eles acreditavam que eles tinham esse diálogo eles tinham essa essa esse comunicação Uhum aí ela foi dizer que a mãe dela só chegava trabalhar muito Cansada em casa ela não tinha paciência de ouvir porque ela tava tão cansada ela queria descansar levantar as pernas para cima e dar um descanso né E ela não tinha
tempo de compartilhar a a o que a filha sentia uhum e aí ela só sabia criticar você não limpou a casa você não fez isso você não fez aquilo mas é o normal de uma mãe porque a mãe também precisa ser cuidada né a mãe precisa o quê ser cuidada também né se euv nesse sentido assim que Ela na realidade ela se sentia sufocada de Can de casa disso daquilo queera aqu mas a filha a filha que tinha que cuidar da mãe não você não tá entendendo eu falei assim que muitas vezes a a a
mãe não conseguia ouvir a filha porque também tava precisando ser cuidada porque ela não se cuidava também Ah sim é dois tratamento aí não di também julgar porque ela não ouve a filha porque é errado mas também ela não tava com Não vale assim você é ruim porque Você não ouve ela também precisava de um tempo para ela e ela não conseguia compartilhar tudo uhum né então a gente não tem onde quem tá errado nessa história ninguém tá errado precisa de um tratamento precisa de uma terapia precisa de um cuidado né Precisa de um tratamento
ISS isso exatamente mas só que quando vai estourar e chegar até o profissional chegar até a pessoa já tá numa situação que é difícil de de De porque fica cristalizado né aí aonde eu peguei eu não queria falar por causa com medo de perder a a a o contato da filha de julgar a mãe se sentir já mais deprimida porque por tá não dando atenção pra filha que ela achava que dava então e a mãe era uma mãe adotiva Não era nem a mãe verdadeira porque mas era eh eh desde pequenininha ela pegou e ninguém
nem dizia que não é mãe que era mãe adotiva de tão parecida que era Uhum mas a a adolescente depois de de de uma Certa idade ela já acredita assim ah ela não me dá atenção porque eu não sou filha dela sabe né porque essa questão da adoção também não foi trabalhada não foi trabalhada Então nada foi trabalhado Na sentido isso Mas qual que começa a Florescer isso aí quando começa a chegar na adolescência por isso que eu tô falando sempre sempre na adolescência porque enquanto é criança é tudo amor n exatamente e a a
adolescência essa fase como eu tô dizendo de intensidade tudo Fica mais intenso e aí aonde eu precisei me ausentar da cidade eu tô em outra cidade e passei tudo aquilo que eu que eu sabia os pais uhum falei para dar mais atenção mas sempre eu tava falando dá mais atenção paraa fulana dar mais atenção né Deixa ela é porque é isso que você tá dizendo né Eh eles pensam que dão atenção mas mas mas a atenção é muito mais do que isso né o diálogo é muito mais do que isso o diálogo ele tem que
vir do coração ele ele ele tem que Ser Genuíno né Principalmente quando você tá lidando com o adolescente porque o adolescente ele já não é mais criança como eu disse e ele percebe sim a hipocrisia ele percebe sim se você de fato está olhando para ele e acolhendo ele percebe sim porque assim o pai e a mãe podem amar o filho mas será que eles gostam daquela pessoa daquele adolescente que tá toda hora fazendo e acontecendo e Aprontando então eles sentem isso e eu vou explicar Porquê tá é é é um momento do Adolescente por
isso que é importante os pais entenderem O que é a adolescência Porque se os pais conseguirem entender o porquê desses comportamentos os pais conseguem encontrar uma flexibilidade para educar o adolescente e ajudar esse adolescente a definir a identidade dele e a ir para vida como um adulto maduro porque na verdade o que que ocorre se você e eh tá O tempo todo no embate com esse adolescente e querendo tratar o adolescente como você tratava ele quando era criança você não vai chegar a lugar nenhum não adianta não adianta você só vai arrumar embate confusão e
Mentiras então você pode ter certeza que esse adolescente vai mentir quanto mais você tenta ionar o adolescente mas ele vai mentir o que tem que ter não é permissividade né mas também não pode manter a rigidez que você tinha quando Ele era uma criança mas no decorrer aqui da palestra você vai entender eh você você vai conseguindo eh lapidar um pouco mais essa ideia do que é o adolescente e como os pais precisam agir tá sim e e adolescente ele faz muita fantasia também né É isso que eu tô dizendo é muito intenso tudo é
muito intenso é está certo tudo é muito intenso a ao ponto de se matar né porque Não foi um show ao ponto de se matar Porque os p não deixou namorar com fulano e ele arrumou outra pessoa é isso né tudo muito intenso mas a gente vai desenrolando aí no decorrer OK obrigadoa fala Cátia tá sem som Continua sem som ktia probleminha no áudio aí no microfone Talvez não não tô te ouvindo eu tô ouvindo ela tá ouvindo você tá ouvindo tamb ouvindo eu também estou ouvindo a Cátia eu tô ouvindo também ué eu não
eu também não fala a gente não tá ouvindo e eu tô ouvindo eu ouço um pouco baixo mas tô ouvindo bem eu tô ouvindo ela e Vander então a o problema com a Gente também tô ouvindo bem aqui também tô ouvindo aqui também mas eu tô ouvindo você não a Katia a Cátia baer sim eu tô ouvindo você tá ouvindo ela falar estou ouvindo aa sim gente eu não tô ouvindo nem eu nem Vander ó bem ouv ela falar Kátia tenta tenta tenta sair voltar a Flávia também disse que não tá Conseguindo alguém eh levantou
a mão depois da Cátia se quiser ir fazendo a pergunta é posso falar um pouquinho é glus né que levantou o dedo pode falar GL sim é com relação ao ao suicídio daí do adolescente como também perceber que ele não tá manipulando os pais na dependência emocional para que as coisas sejam eh favoráveis a ele por medo de perder é fácil identificar isso é difícil a gente não não não é fácil não Não é fácil não inclusive não é fácil você perceber que uma pessoa está com ideação suicida tá Ah é então você não consegue
perceber se ele tá manipulando ou não tudo tudo não pode sair não pode tirar por isso tem que na terapia você até consegue mas os pais em si não conseguem não Ah entendi tá OK obrigada tá mais difícil viu e também não pode relativizar né Não pode Não pode e é bem perigoso como eu tô dizendo a gente nunca sabe né E e Essa e essa situação é difícil Professora porque a gente pensa que é BF e pode não ser exatamente por isso que eu tô dizendo que nesse momento tem que ter ajuda realmente de
um profissional tá qualquer qualquer sinalzinho de fumaça tem que procurar tem que correr tem que correr OK obrigada nada Cátia abre seu microfone e aí será que agora você me escut eu saí e Entrei novamente assim aproveitando toda essa exposição de Vocês aí eu acho que é interessante compartilhar porque eu trabalhei como professora 28 anos que ótimo gente aí toda a minha vida profissional Ela foi com adolesc sente então mesmo na época não é eu não tendo Porque eu já sou aposentada há do anos mesmo na época que eu estava na escola eu não tinha
esse conhecimento o pouco conhecimento da psicanálise mas inconscientemente eu acabava contribuindo né Para para que a vida Desses adolescentes fosse menos dolorosa E aí o que eu percebia as angústias deles né que acabavam respingando na na escola na sala de aula na questão de aprendizagem deles e aí eu sempre procurei ir em busca desse desses gatilhos não é dessas situações que eles passavam e sempre me veio em mente que a questão era familiar E aí OK quando eu quando eu buscava a família né quando eu tentava Resgatar a família para conhecer um pouco mais da
história desses adolescentes eu acabava percebendo que era justamente isso as frustrações dos pais a falta de conhecimento a falta de informação de não saber como realmente lidar no dia a dia com esses adolescentes Uhum eu tentava e eu a tentava amenizar eh como acolhendo uhum sem julgar tentando me aproximar cada vez mais deles sim tentar perceber né pelo menos Ajudar de alguma forma e aí eles eles se abriam eles se tornavam amigos eles se aproximavam de mim como professora Mas também como amiga e aí eu percebia isso e muitas famílias elas se recusavam elas eram
resistentes de vir à escola por quê Porque mesmo sem sem ter o conhecimento de como lidar com adolescente mas eles também sabiam que as questões estavam na família estavam na família então alguns aceitavam né esse esse esse Resgate se aproximavam da escola mas Tinha uma outra questão eu procurava eh aprender também a lidar com a família Porque dependendo do meu discurso esse adolescente ele ia continuar sendo castigado ele ia continuar sendo julgado ele ia continuar sendo incompreendido né dentro da da família e aí em vez de ajudar eu poderia estar piorando muito mais a situação
deles porque o que eu sentia nesse adolescente era uma uma necessidade de autonomia uhum Como você falou eles não se sentiam criança mas também não tinham A maturidade suficiente para agir como adulto então eles queriam eles queriam eh eh essa autonomia que a família não conseguia dar não por maldade muitas vezes por falta de conhecimento mesmo ou imposição né ou imposição de chegar e dizer não Aqui quem manda sou eu tem que ser da forma que eu acho que deve e não sentar para escutar esse adolescente então daí inúmeros problemas surgiam o Que vocês falaram
aí eh adolescente se cortando e quando eu percebia que eles vinham pra escola sempre de de roupas bem fechadas casacos né manga comprida sempre aqui próximo a ao pescoço não para não deixar transparecer todo aquele sofrimento deles não só psíquico mas também físico sim então er eu eu eu senti isso de perto né eu eu convivi 28 anos com essa situação conviv ISO mesmo E hoje como psicanalista e essa convivência com esse adolescente na sala De aula me ajudou bastante embora no momento eu não tenha nenhum paciente adolescente mas essa essa Minha Vida próxima deles
eu tenho certeza que me ajud está me ajudando e vai me ajudar bastante em alguma atendimento que surja Com certeza como adolescente com certeza Cátia e você vai ver no decorrer Então precisamos ter um olhar diferenciado exatamente você vai ver que não deu correr aqui da palestra a gente vai tocar em todos esses pontos aí que Você colocou perfeito é isso mesmo você já tá com uma bagagem muito boa viu então esse curso esse curso né me chamou muita atenção e eu tô cada vez mais radiante aqui com o que eu tô escutando com o
que eu tô adquirindo dos conhecimentos que eu tô adquirindo isso aí ajuda muito e muito mesmo e me deixa muito feliz né Por est em busca de conhecimento para eh eh levar nãoé um um um uma palavra de conforto um tratamento adequado com mais Com mais confiança Com Mais confiança sabendo que você tá no caminho certo né sim sim com certeza obrigada aí pelas informações Flávia Flávia Silvério levantou a mão Olá bom dia tudo bem bom dia tudo bem Tô aqui meio uma organização doméstica e tentando assistir um pouquinho da aula também mas é esse
pouco que eu assisti Já abri um leque assim bem grande eu gostaria de partilhar com vocês uma situação uhum eh Eu atendo mulheres e só que como um trabalho voluntário que eu sou católica eu já participo de um grupo com os jovens já há 3 anos numa missão que nós fazemos no Pantanal uma missão de evangelização Sim porém os nossos bastidores é com os jovens né porque geralmente eu estou ali com eles e sempre assim em observação de como que é a atitude o comportamento Eu também sou mãe de dois jovens um de 20 e
um de 16 Uhum E esse ano o meu de 20 teve um Surto Psicótico e me preocupou bastante mas assim com um pouco de conhecimento que eu tenho eu consegui identificar auxiliar ele para não entrar em desespero por isso que a que a dona Cátia tava falando agora né quea a gente vai adquirindo ao longo do tempo também eh essa sensibilidade para acolher embora nem sempre nós possamos acolher os nossos por porque aquela frase né que Santo de casa não faz milagre então assim para eu poder Acolher o meu próprio filho se tornou bastante difícil
pelo fato também é de uma desestrutura familiar e ele não aceitar digamos assim eh o meu acolhimento de uma forma mais efetiva enfim hoje eu faço um trabalho voluntário como eu falei atendo mulheres mas na igreja eh Já faz um mês que eu estou atendendo os jovens e esse processo da escuta é tudo isso eu atendi uma jovem que tentou suicídio eh eu atendi uma outra jovem que ela se coça Tanto quando ela tá ansiosa que ela chega a ferir a pele dela Uhum E a mãe fala que é frescura essa outra jovem que tentou
suicídio ela já tentou várias vezes eh e Mas eu sempre assim me informo para ver a situação o acompanhamento que ela tá tendo porque a gente precisa sim né Eh tomar algumas medidas eu ali na na na igreja com essa escuta eu não consigo fazer muita coisa mas assim eh qual que é o meu papel ali eh é tentar ver a situação que ela se Encontra também em relação aos pais porque a gente vê que tudo isso também tá interligado à família uhum né é a família o meio que ela vive como que ela é
acolhida Quais são os traumas o que que ela vivenciou desde criança e isso se torna cada vez mais assim é claro para mim ali nas escutas que vem vem ali da às vezes da gestação sim então Eh essa semana atendia um rapaz que ele ficou gago devido a um trauma uhum e e e vem assim repercutindo porque agora ele Vai fazer a prova fase da OAB e tá super inseguro Então como que é importante esse nosso olhar pros jovens né e tendo assim quando a gente não tem muita estrutura mas pelo menos o acolhimento o
ouvir exatamente então eu gostaria de de partilhar aqui essa experiência Obrigada pela oportunidade e isso é agora falando do do meu lado profissional que eu também tô em pensão de carreira uhum eh atendendo os jovens me dá Ainda Mais forças para focar nas Mulheres porque uma mulher edificada ela conhecendo ela mesma ela consegue ajudar o filho o esposo uhum eh né tudo a volta dela se transforma É verdade Flávia E e essa escuta como eu falei ela tem que é um exercício né Eh muitas vezes o adolescente como eu falei el tendo um um grupo
né bom de adolescentes e um deles há 15 dias chegou no consultório e ele disse assim Kátia Hoje eu só quero falar eu eu você não precisa me falar nada eu só quero que você me Ouça eu falei tá bom E aí fiquei quieta e ele falou falou falou falou falou muito fal falou muita coisa muita coisa e eu fiquei quieta e ao final eh ele simplesmente falou assim tá eh você quer fazer algum comentário sobre o que eu falei eu achei tão bonitinho porque ele tava querendo realmente assim só ouvir ele quer dizer só
ouvir ele queria que alguém o ouvisse só mas aí por fim ele resolveu né Acho Que ele já tava ali satisfeito E aí por fim ele falou você quer fazer algum comentário mas eu acho até que você nem consegue né porque eu falei tanta coisa ele falou então assim você nem precisa se preocupar e me dar um feedback eu só queria realmente que você me Ouvisse eu falei então tá bom combinado não vou te dar nenhum feedback é isso né e e foi interessante como é que isso deu uma virada nele de chave porque essa
semana a gente nós estivemos Juntos ontem eh não anteontem e e e foi muito interessante como ele eh trouxe questões mais elaboradas das coisas que ele tinha falado na sessão anterior entende então as coisas que ele trouxe assim que ele veio trazendo ele elaborou aquilo de uma forma Ele trouxe a situação exatamente a fala organiza o pensamento né e a sensação de que eu estava sendo que tava sendo ouvido de fato então foi muito bom Foi foi ótimo e a gente percebe essa necessidade mesmo né as partilhas são ricas demais né é a Kátia Kátia
é verdade escutar é uma arte né escutar é uma arte ouvir é diferente de escutar muitas vezes no sei familiar o jovem é ouvido e não escutado é exatamente isso queridos então meio-dia Oi é não eu digo assim com isso também né só para fechar aqui com essa escuta lá com os jovens aí vem facilitando também agora no meu seio Familiar porque hoje também mesmo que um pouco mais distante também ouvir os meus sim Exatamente porque você tá nessa prática de fora né E aí fica mais fácil fazer praticar isso como mãe na verdade obrigada