Muitos dizem que a cop 28 vai ser a mais importante de todas o aquecimento global não é alo que vai acontecer no futuro ele tá acontecendo agora bem na nossa frente as temperaturas de 2023 já são apontadas por muitos como as mais altas da história nesse encontro os países vão tentar chegar a um acordo sobre o dinheiro necessário para tentar combater esse problema urgente e sobre fazer a tão falada transição energética mais rápida nos encontros anteriores a gente viu uma polarização grande entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento estudos indicam que Europa e Estados
Unidos são os principais responsáveis pelo aquecimento que a gente tá vivendo agora mas em 2021 quem mais poluiu foi a China responsável por quase 1/3 das emissões de dióxido de carbono de todo mundo nesse vídeo eu vou te falar sobre o xadrez político por trás da cop desse ano o que que tem travado as discussões e quais são as [Música] perspectivas a cop desse ano vai acontecer em Dubai o que é visto por muitos como um grande paradoxo e tem sido alvo de críticas o Emirados Árabes Unidos são um dos maiores produtores de petróleo do
mundo e como a gente sabe combustíveis fósseis são o maior causador do aquecimento global Mas além disso o presidente do encontro vai ser o Sultão al Jaber que é ministro da indústria dos Emirados e é CEO da estatal de petróleo do país ativistas ambientais reclamaram e chegaram a fazer uma abaixo assinado pedindo o afastamento dele da presidência Esse é o clima da conferência ao mesmo tempo é o grande desafio é conseguir trazer pra mesa pessoas e países com interesses contraditórios e mesmo assim construir compromissos a transição energética precisa da particip ação de todos incluindo os
países exportadores de petróleo e os maiores emissores de carbono ao todo vão ser mais de 70.000 Delegados de 197 países diferentes além de representantes de ONGs empresas políticos e outros grupos esse ano já estão confirmadas as presenças por exemplo do Papa Francisco do Rei Charles i e de vários chefes de estado entre eles o presidente Lula nessas conferências todos os acordos são feitos por consenso que torna as negociações complicadas e duras inclusive com muitas trocas de acusações na lista dos maiores emissores de CO2 aparece a China em primeiro lugar e os Estados Unidos em segundo
mas para entender melhor essa questão a gente precisa voltar um pouco no tempo desde a revolução industrial no século XIX que os nossos modelos de desenvolvimento passaram a ser movidos a combustíveis fósseis e a emissão dos gases do efeito estufa disparou mas esses gases ficam estocados muito tempo na atmosfera então A melhor forma de medir o impacto de cada país é vendo as emissões acumuladas desde 1850 e nesse caso Os Estados Unidos são o maior poluidor disparado e é nessa conta que os países desenvolvidos aparecem como os grandes responsáveis pelo aquecimento de hoje esse é
o argumento dos países em desenvolvimento de que são aqueles que se enriqueceram aquecendo o planeta com a emissão de CO2 que tem que pagar a conta mas a questão é complexa muita gente ganhou e ainda ganha muito dinheiro com indústrias e outras atividades econômicas que implicam na emissão de CO2 Então existe sim um componente da ganância de alguns ricos que é o argumento que muitos ativistas usam mas tem também muitos empregos em jogo tem o fato de que existem bilhões de pessoas ainda vivendo na pobreza e gerar crescimento econômico para conseguir mudar isso requer algum
tipo de emissão de gas do efeito estufa aqui é importante ressaltar que as mudanças climáticas são marcadas pelas desigualdades tanto na origem do problema como a gente viu quanto pelo fato de que os mais afetados pelo aumento das temperaturas vão ser os países mais pobres por isso que a palavra de ordem de muitos nesse caso é essa na conferência de 2009 foi feito um compromisso que os países ricos repassaram 100 Bilhões de Dólares por ano para projetos de ações climáticas em países em desenvolvimento mas muitos estudos mostram que isso nunca foi cumprido na sua totalidade
a cada conferência climática é comum a gente ouvir pessoas frustradas porque as medidas são insuficientes existe sempre uma dissonância entre o que os cientistas dizem que é preciso ser feito urgentemente e o que se consegue alcançar nas negociações Um Bom exemplo disso foi o acordo de Paris em 2016 lembra foi assinado um acordo histórico no qual os países se comprometeram a reduzir as emissões de de CO2 para não ultrapassar a meta de 2 GC e perseguir a meta de 1,5 embora os cientistas sempre tenham afirmado categoricamente que a meta que não pode ser ultrapassada é
a de 1,5 mas esse foi o acordo possível e na ocasião cada país criou metas para si mesmo para reduzir as emissões tendo como base os anos 90 e uma das maiores novidades da cop desse ano vem exatamente daí o Global stock take ou o balanço Global A ideia é Fazer uma avaliação de como cada país tem avançado nas próprias metas ele foi previsto no acordo de Paris vai funcionar como uma ferramenta de Transparência cada país mas também empresas vão poder ajustar as ações feitas até agora o desanimador é que todo mundo já sabe que
os resultados vão ser ruins Olha esse estudo que mapeia as medidas contra o aquecimento global nele nenhum dos 39 países que juntos somam 85% das emissões de CO2 de todo o planeta estão fazendo o necessário ao mesmo tempo as temperaturas já subiram 1,2 GC Ou seja a gente tem se aproximado rapidamente de 1 g me tão temido e isso todo mundo tem sentido na pele seja no calor como na nas catástrofes climáticas Daí vem outro tema chave na COP de Dubai Perdas e Danos um assunto que já era discutido desde os anos 90 e esquentou
nas últimas conferências a ideia de que países vulneráveis recebam recursos financeiros para se protegerem contra eventos climáticos extremos na última cop teve um acordo histórico da criação de um fundo de Perdas e Danos mas não conseguiu se chegar a um acordo sobre o funcionamento dele agora em Dubai deve se anunciar os detalhes desse fundo que nos primeiros quro anos vai ser administrado pelo Banco Mundial com sede em Washington foi uma vitória dos Estados Unidos e uma derrota dos países em desenvolvimento que queriam um fundo mais independente Mas provavelmente um dos pontos mais polêmicos vai ser
a proposta de tentar acelerar a transição energética alguns países pedem uma diminuição mais rápida do uso de combustíveis fósseis outros vão além querem acelerar não a diminuição mas a eliminação como a união europeia os europeus dizem que essa é a posição defendida pelos cientistas e que a questão é urgente do outro lado tão os países produtores de petróleo como a Arábia Saudita e Rússia a China também tá nesse grupo por ter um alto grau de emissões os chineses defendem que slogan vazios Descolados da realidade e soluções iguais para todos não resolvem o problema e argumentam
que os países desenvolvidos são responsáveis pelas mudanças climáticas e ao mesmo tempo tem os recursos para lidar com o problema enquanto isso os cientistas são objetivos na mensagem o mundo precisa de mudanças drásticas o carvão precisa ser eliminado sete vezes mais rápido do que tem acontecido o desmatamento quatro vezes mais rápido e o transporte público tem que ser construído seis vezes mais rápido todos os país Estão atrasados em praticamente todas as políticas de redução de emissão de CO2 a gente vai continuar acompanhando esse assunto a Vel é a rede internacional de notícias da Alemanha para
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