[Música] bem-vindo ao exame infra um podcast onde discutimos o presente e o futuro da infraestrutura Brasileira Eu sou André Martins repórter aqui da exame hoje estou substituindo o Luciano Pádua na apresentação ten ao lado aqui meu co-apresentador Maurício tudo bem Maurício tudo bem André obrigado eu sou Maurício malanconi fundador da suporte uma empresa dedicada a transformar a Realidade da infraestrutura brasileira tenho o privilégio de atuar diretamente nesse setor vivenciando os desafios e as oportunidades e para mim estar aqui novamente é um prazer André ainda mais com a presença do Marco Aurélio exatamente hoje Recebemos um
dos maiores nomes aí da infraestrutura rodoviária do Brasil eu tô falando do Marco Aurélio Barcelos ele é presidente da abcr eh e ele vai falar um pouquinho sobre as como as concessões estão impulsionando o Desenvolvimento do país e também dos Desafios e do que a gente espera pros próximos anos seja bem-vindo Marco Muito obrigado André Maurício Olha uma honra est aqui né parabenizá-los pela iniciativa do exame infra esse podcast que Visa a trazer pessoas para falar um pouquinho sobre o que anda acontecendo no mercado eu tenho 20 anos de experiência em concessões em ppps minha
vida praticamente toda passei no setor público e vivenciar o que a gente tá Vivenciando Hoje não só no âmbito das rodovias mas na infraestrutura em geral é um grande privilégio então ten certeza de que a gente vai ter Boas conversas no nosso Episódio de hoje ótimo hoje o Brasil tem mais de 19.000 km de rodovias concedidas né Eh eu queria saber como você avalia esse Impacto eh tanto pro setor quanto na vida pra população pro país na verdade André fechamos 2024 com mais de 30.000 km de rodovias concedidas 12% da malha Viária eh pavimentada do
Nosso país 30.000 km faz com que o Brasil seja o líder Mundial nesse setor e a boa notícia é de que nós vamos dobrar de tamanho nós vamos dobrar de tamanho num espaço curtíssimo de tempo Nossa perspectiva é de que em 5 anos a gente alcance mais de 55.000 Talvez os 60.000 km e o que que isso representa isso representa a redução de acidentes segurança aviária isso representa geração de empregos isso representa mobilização de Capital isso Representa geração de renda geração de tributos isso representa redução do custo Brasil Brasil é um país rodoviário né todos
sabemos que 65% das cargas hoje transitam nas nossas rodovias 95% das pessoas realizam viagens no país nas nossas rodovias o Brasil é um país rodoviário Há muitas histórias né pessoas que se dedicam que vivem das rodovias e todos sabemos que essa opção né da Matriz de transportes brasileira faz com que todo investimento em rodovia Signifique virtuosidade então dizer que nós somos hoje líderes mundiais de concessão de rodovias representa significa eh traduz uma grande oportunidade pro nosso país e a gente precisa olhar isso com muita atenção e evidentemente com muito carinho Ô Marco eh o ranking
da CNT demonstra que nove das 10 melhores rodovias do país são concessionadas O que significa esse sucesso no das 10 São rodovias concedidas 18 das 20 São Rodovias concedidas 22 das 25 melhores rodovias do Brasil São rodovias concedidas e há um detalhe sobre a pesquisa CNT que às vezes passa despercebido e nós não podemos deixar que isso aconteça a pesquisa CNT ela avia basicamente três aspectos né ela valia a geometria da Via né O que significa a curvatura né as ladeiras vamos chamar assim ela Analisa pavimento do pavimento e analisa a sinalização então a gente
pode dizer de longe que as Rodovias concedidas Elas têm quanto a esses três aspectos uma vantagem uma larga vantagem comparativamente às rodovias públicas mas o que que fica de fora da pesquisa CNT eu dizia que não pode passar despercebido o serviço as rodovias públicas elas não têm serviços agregados as rodovias concedidas têm por obrigação contratual isso implica que se você tem eh um pneu furado se você se envolve infelizmente em algum acidente as concessionárias estarão lá para te Atender se a gente agregasse esses serviços na pesquisa CNT poderia afirmar que não teria para ninguém as
rodovias concedidas seriam de longe aquelas que encabeçariam a lista das melhores do país mas focando apenas né no dado que nós temos hoje na pesquisa CNT com base em geometria da via com base né em sinalização e pavimento o que que isso representa que trafegar numa Rodovia concedida é uma viagem mais segura a gente tem um dado que é muito Interessante eu gosto sempre de compartilhar que que é sinaliza uma redução nas rodovias concedidas de 55% dos acidentes uma rodovia que passa a ser gerida pela iniciativa privada ela tem em média esse nível esse percentual
de redução de acidentes as fatalidades se reduzem em 65% trafegado numa Rodovia concedida é três vezes mais seguro do que numa Rodovia pública portanto existe uma opção política e deve haver uma opção do usuário o usuário prefere pagar O pedágio e trafegar numa r rov segurem que ele sabe que vai chegar mais rápido vai chegar com mais conforto e que ele vai chegar ou ele prefere trafegar em rodovias públicas né ele não vê que tá pagando Na verdade ele paga ele paga tanto o tributo quanto paga também pelo risco que ele encre em trafegar nessas
rodovias e pelos custos que a viagem traz para ele em algumas rodovias do país algumas rodovias públicas em alguns estados são rodovias que nos lembram a Era medieval você fica completamente incomunicável se você tem algum problema alguma intercorrência não há acostamento não existe energia elétrica não existe sinal de telefone e às vezes são rodovias com baixa movimentação se você tem uma intercorrência melhor coisa a fazer é rezar isso não acontece de uma Rodovia concedida Então os números estão aí para nos dizer o qu que a opção Alternativa de investimento pela iniciativa privada em rodovias é
uma Alternativa acertada é uma alternativa que dá certo uma alternativa que traz resultados né e é uma alternativa Por isso mesmo que merece continuidade merece entrar na pauta da política pública brasileira Marco acho que antes da gente falar do Futuro né e eu queria que você eh traçasse um Panorama O que explica eh todos esses dados mostram que tá dando certo mas o que explica o que que fez a a a concessão rodoviária chegar Até aqui nesse momento que a gente tem 30.000 km concedidos a gente tem nove das das 10 rodovias melhores são concedidas
então tanto para atrair mais o privado né O que que o poder público fez o que que o privado também se adequou Então qual qual que é o mix que permitiu a gente chegar nesse momento olha vou responder sua pergunta primeiro dizendo o que nos levou a descobrir as concessões como um modelo como uma uma construção de política Pública bem-sucedida e a resposta é simples né Eh primeiro quando você tem uma via que depende do orçamento público é comum a gente vê né uma performance do tipo soluços né ou eletrocardiograma né quando tem dinheiro fica
ótimo o governo abre novas estradas promove duplicações mas quando os recursos começam a escassear e a gente vem né de crises e Picos crises Vales e Picos Vales e Picos né no âmbito macroeconômico quando os Recursos começam a escassear qual é o primeiro investimento qual é a primeira fonte a primeira linha que começa a língua é a da infraestrutura né É do investimento por óio você para de investir e às vezes você sequer consegue promover a manutenção e A Conservação porque é mais Ah e mais duro você por exemplo né deixar de pagar o profissional
da Saúde o profissional da educação o profissional da segurança do que deixar de pagar alguém para dar Conta da manutenção das suas rodovias quando a gente tem uma concessão há uma decretação de independência uma declaração de indep me permitam aqui essa alegoria do usuário daquele que usa a rodovia em relação ao orçamento público quero saber se tem ou se não tem mais recurso orçamentário eu pago pela minha Rodovia eu garanto a sustentabilidade financeira e a sustentabilidade operacional daquele trecho então uma das razões e talvez uma Das mais eh emblemáticas seja essa dissecção esse apartamento do
funcionamento de uma Rodovia concedida em relação ao orçamento com as suas Idas e Vindas com as suas agruras por outro lado o que nos fez chegar a 30.000 km o que nos fez ter nesses últimos 5 6 anos uma reviravolta na agenda de concessões né e agora em 2024 um recorde de leilões em todo o país o que que qual foi o caminho crítico né a gente Eh deu a mão à palmatória a gente reconheceu ah algumas disfuncionalidades alguns problemas aprendemos a lição e hoje nós temos contratos muito mais bem estruturados do que no passado
uhum contratos melhores contratos que garantem eu vou sintetizar né o adjetivo aqui desse contrato em uma única expressão contratos que garantem sustentabilidade e não vamos confundir essa terminologia sustentabilidade que Eu utilizo agora com a sustentabilidade por exemplo a sustentabilidade sócioambiental Também também tá lá nos contratos hoje Se você olhar né eu consigo demonstrar isso mas para além do elemento socioambiental eu tô falando em sustent financeira sustentabilidade jurídica sustentabilidade operacional todo mundo consegue sair ganhando no longo prazo consegue sair ganhando o concessionário por Óbvio Porque ele entende que aquilo é um modelo de negócio que para
de pé e é um modelo de negócio que tem uma matriz de risco mais bem elaborada nenhum concessionário quer entrar no negócio para e para perder e cuidado eu não tô dizendo aqui perder só no sentido financeiro porque fica parecendo algo capitalista para perder significa eu não quero errar não quero que meu negócio não dê eu quero que dê certo eu quero entregar um bom serviço é isso que a Gente observa dos atores que hoje povoam o mercado de concessões mas ele precisa garantir que as intercorrências um ou tenham sido bem previstas por ele Ele
olhou Olha tem esse risco aqui tem esse risco a colar Então eu preciso me preparar para isso eu preciso ter né Eh alguma contingência para isso Ou no caso de alguma intercorrência futura que era imprevisível que ele obtenha uma resposta regulatória célere então isso tem a ver com a sustentabilidade Negocial isso tem a ver com o elemento com a dimensão o concessionário ganha quem mais ganha o usuário ganha o usuário também quando ele paga o pedágio o que que ele quer um serviço de qualidade Ele tá corretíssimo em exigir isso ele não quer buraco ele
quer a rodovia com nível de serviço adequado ele não quer ficar parado em engarrafamentos né mas para que isso aconteça você também tem que garantir a tal da sustentabilidade negocial por se Existe vou usar de novo a questão aqui de um risco ou de uma intercorrência se existe algum aspecto algum evento da realidade que se impõe ao funcionamento daquela concessão que afete a capacidade operacional de aquele projeto avançar e nada é feito você começa a ter uma depreciação do investimento concessionária ela começa a agachar ela não começa a dar conta do recado quando ela começa
a não dar conta do recado o usuário paga mais ele não percebe que Paga mais mas ele paga mais porque ele tem eh uma piora do serviço Então ninguém quer isso usuário não quer piora do serviço a concessionária não quer piora do serviço o poder concedente não quer piora do serviço e portanto que é que nos fez chegar onde chegamos com os píncaros né com e o clímax do nosso mercado de concessões com encerramento agora de 2024 Esse é amadurecimento essa ideia de que os contratos precisam ser bem Elaborados eu preciso gerar uma sustentação esse
negócio até o final para que toda a cadeia que orbita em torno da concessão do projeto saia ganhando usuário concedente o governo concessionária o trabalhador né os fornecedores todo mundo ao fim e ao cabo sai satisfeito é uma relação ganha ganha Ô Marco e complementando um pouco a pergunta do André eh o Brasil completou esse ano 30 anos da Lei das concessões que é exatamente um período normal de Uma concessão então esses avanços regulatórios né como a BCR entende como foi o passado e como pode ser os próximos 30 anos muita coisa aconteceu né a
gente teve por exemplo o mercado de concessão de rodovias no seio nascedouro um mercado que foi ali alicerçado estruturado por empreiteiras e nada contra absolutamente nada contra enxergavam ali um negócio mas qual é o business né de uma construtora fazer obra que é o coração de um contrato de Concessão não é a obra não é a obra a concessão é um projeto de longo prazo é a operação que importa tanto é que você tem hoje operadores você tem Fundos bancos que t ingressado no mercado de concessões e eles não fazem obra eles subcontratas obras né
então dizia que lá nos primórdios nós tínhamos ali uma mobilização de construtoras que entendiam na concessão oportunidade negócio tava correto mas eram projetos Com um um baixo grau de sofisticação ninguém falava em distribuição de risco em Matriz de risco ainda havia uma confusão entre lei 8666 a exigência de projeto né vamos dizer projeto de engenharia para as obras pouca capacidade inventiva né das concessionárias e isso foi sem dúvida alguma mudando ao longo do tempo foi mudando né de um lado pelos avanços e Ah regulatórios pelos amadurecimento daquilo que é necessário trazer para um Contrato e
e volto a dizer erros do passado nos ajudaram em relação a isso e mostram que somos inteligentes que nós conseguimos aprender com o passado há uma evolução evidentemente natural que decorre do próprio processamento da agenda né quando você vai você tem uma agenda que vai acontecendo você tem projetos que vão se desenvolvendo é muito natural que a gente detecte aqui pontos de aprimoramento né então você teve esses aprimoramentos sobre o prisma Regulatório houve o avanço tecnológico nós não podemos nos negar a isso né e eu imagino que pros próximos 30 anos se bem que antes
de aqui completar o raciocínio né Deixa eu completar o raci antes de avançar aqui para os próximos 30 anos houve amadurecimento institucional Esse é um outro ingrediente que a gente não pode se negar a reconhecer que que eu quero dizer com amadurecimento institucional o papel de cada um dos atores do Ecossistema foi sendo revigorado e foi sendo revisto para uma concessão funcionar né o pessoal brinca que uma concessão é como se fosse um casamento né dizer isso todo mundo diz isso e e é verdade eu quero dizer que se você trabalha num ambiente de antagoniza
um odeia o outro né um é contra o outro nós somos competidores a tendência é não dá certo a tendência é que todo mundo acabe perdendo então é importante a gente Trabalhar com a ideia de parceria as agências reguladoras por exemplo elas já tiveram determinado momento Essa visão de inspetoria é claro que as agências reguladoras elas cumprem um papel de fiscalização precisam disso é a segurança que o usuário tem mas qual é o modelo de fiscalização que a gente quer é modelo de fiscalização né do algos modelo de fiscalização que nós vamos enforcar Esfolar essa
concessionária ou é um modelo que tenta entender os desafios e ser é um modelo de construção de soluções modelo propositivo e o que a gente observa hoje em face de algumas agências reguladoras a ntt especialmente é que há essa preocupação em tornar viável o negócio a uma viabilizadora Então ela entende Onde é que estão os desafios e vai tentando corrigir a rota por Óbvio quem não quer ser corrigido não merece segunda não merece terceira Chance mas a gente tem impactos sobre o contrato que transcendem a capacidade gerencial das concessionárias então tô trazendo aqui uma ilustração
um exemplo do que seria o amadurecimento institucional a gente migra do antagonismo e da confiança e embarca numa relação de parceria de confiança de Eh vamos dizer apoio mútuo para que haja tal sustentabilidade que a gente comentava agora a pouco né e pros próximos 30 anos acho que a tendência é Esse amadurecimento ele eh se aprofundar e talvez no curto espaço de tempo se eu for focar de novo em amadurecimento institucional existe mais um ator que trouxe uma mudança de comportamento muito expressivo que chamou a atenção de todos Tribunal de Contas da União os órgãos
de controle sempre tiveram Essa visão de né auditagem né de Olha eu tô aqui para ver onde é que tá o pelo novo e eu vou achar né o Tribunal de Contas durante muito Tempo ele foi inclusive apontado como alguém que usurpa a capacidade regulatória das agências federais das agências reguladoras e há 2 anos 2 anos e meio atrás O que que a gente tem visto do TCU sem prejuízo da função fiscalizatória não é isso que estamos defendendo aqui que ela deixe de existir mas paralelamente o adicionalmente a essa visão Eu também quero ser um
viabilizador perfeito eu também quero Construir soluções e eu penso que esse testemunho que tivemos nos últimos 2 anos e meio ele tende Pelo menos eu torço Pode ser aqui né um um wishful Thinking né O que seja mas eu quero acreditar que isso também vai se aprofundar também vai se desenvolver e o tribunal de contas vai ser mais um ator que coordenado com as agências reguladoras coordenados com poder concedente coordenado com as concessionárias coordenados com os Usuários coordenados com a opinião pública o que que eles querem o que que ele vai querer que dê certo
o projeto né e vai trabalhar para que isso aconteça então nos próximos anos acho que a gente deve seguir com amadurecimento institucional e há eh outras duas pautas que são muito importantes para o nosso setor eh primeira pauta tecnologia e vai haver uma explosão tecnológica nos próximos 5 10 anos é difícil falar né o horizonte Tecnológico porque tudo pode mudar num curtíssimo espaço de tempo mas aqui eu me refiro e já vem se tornando realidade vou citar o free Flow mas há algo além do free Flow que transcende o free Flow Free Flow já está
acontecendo não é mais se vai acontecer mais quando ele vai acontecer mas é como agora a gente vai amplificar e vai universalizá-lo então tá bom o usuário agora vai parar Vai parar de né de enfim de fazer o pagamento ali na praça física Ele não vai ter mais as interrupções né O que a gente chama de atrito na viagem dele ele segue o fluxo costumo dizer que o free Flow vai eh consolidar o efeito Sei lá o efeito Netflix né eu nem sei quanto que eu pago chega lá na fatura do cartão né então isso
até ajuda a percepção porque é muito irritante mesmo M desconfortável antipático você tem que parar baixar o vidro né BL te bloquear para pagar e outro outro Outra vantagem que a gente Tem do free Flow é a possibilidade de você fragmentar os pontos de cobrança em né nos trechos rodoviários e eh impelir ao que a gente chama de Equidade tarifária né você reduz a tarifa porque mais pessoas vão pagar e vão pagar menos né e pagar proporcionalmente ali maior proporcionalidade A queou tá tá bom free Flow é um indicativo da tecnologia mas o que que
tá por detrás do free Flow que essa é uma tendência pra gente buscar é A transformação do usuário da figura do usuário na figura de cliente não entendi explico quem é o usuário da sua Rodovia hoje esqueça o free Flow voltemos há 1 ano e meio atrás quando não havio o free Flow quem é o usuário da sua Rodovia hoje aquele usuário que passa na praça física né que tem algum embarreira o cartão ou coloca o dinheiro ali ele é um usuário anônimo ele é só um número eu não sei quem ele é eu não
sei de onde ele veio para onde ele vai eu Não sei quais são as preferências dele eu não consigo contactá-lo não consigo comunicá-lo eu não consigo fidelizá-lo ele é um número é curioso que o usuário dentro dessa perspectiva né mas eh eh analógica né Essa perspectiva antiga ele se assemelha muito ao contribuinte eu não sei contribuinte porque é o cara que paga o pedágio com o free Flow e na medida em que eu consiga entender identificar quem é esse usuário né e é fundamental a identificação do usuário Para que haja a cobrança né Eh automática
eu consigo trabalhá-lo dentro da minha Rodovia E aí quais são as oportunidades que isso abre eu não sei agora eu sei é que haverá muitas oportunidades dá pra gente trabalhar cashback eu já tenho uma espécie de cashback hoje né que é o desconto do usuário frequente Mas eu posso personalizar is éto sim né eu posso entender Qual é o perfil né Eh comportamento na rodovia comportamento Até para bonifico rapaz hoje qual é né se você olhar bem qual é o o incentivo que nós temos hoje do bom condutor é o selo que você tem na
carteira digital de trânsito a gente pode ampliar isso de forma exponencial então poxa esse usuário aqui nunca me trouxe problema esse usuário não se envolve em acidente esse usuário respeita os limites de velocidade mas eu sei quem ele é por outro outro lado eu posso identificar E aí não quero né não quero saber o CPF eu Sei que existem veículos eh que T hoje um comportamento inadequado Poxa eu posso colocar as minhas equipes operacionais em alerta porque eu tenho uma chance de acidente muito maior Então abre um campo muito grande a possibilidade da gente trabalhar
o usuário como cliente não como um contribuinte como um ser anônimo dentro das rodovias então eu vejo a tecnologia como uma grande tendência eu vejo o amadurecimento institucional como uma Grande tendência e vejo a possibilidade de a gente ampliar a agenda das concessões não só pros grandes eixos troncais mas pros trechos economicamente menos viáveis no modelo da concessão comum tô falando aqui da parceria público-privada dos trechos né dos entes infr nacionais ou né Como o próprio Ministério dos transportes vem anunciando que se tem denominado de concessão Light né então acho que essa também vai ser
uma tendência né e o Usuário ao fim e ao cabo ele vai entender de uma vez por todas que será sempre melhor estar numa Rodovia concedida do que numa Rodovia pública Vai haver a naturalização desse sentimento de que por ali aquele é o caminho melhor Ô Marco dentro desse contexto de futuro e de melhorias e necessidades regulatórias né Nós estamos diante aí de uma provável repactuação tá sendo tá avançando a pauta de repactuações de algumas concessões que Tiveram seus problemas de performance e tivemos aqui na semana passada né na gravação o Rafael Benini eh o
secretário de parcerias aqui do Estado de São Paulo e ele comentou como um dos grandes ganhos eh ou dos principais objetivos deles que eles conseguiram concretizar recentemente no Estado de São Paulo foi a lei das agências regulatórias então eu entendo que o aprendizado após 30 anos está acontecendo o que que a BCR vê em relação a essas duas questões né a lei Da repa e com relação lei da repactuação não desculpa com relação a a repactuação das concessões que não performaram e a lei das agências reguladoras recentemente aprovada no Estado de São Paulo São dois
temas quentes Maurício e temas muito importantes da gente e dialogar né o Benine o secretário aqui de parcerias em investimento de São Paulo é um cara genial e tá né tocando o terror aqui na agenda de concessões um bom sentido ele Tá entregando muito né o cara P com muita capacidade e ele junto com o Governador Tarcísio vou aqui me focar né sobre o aspecto da sua pergunta relativo às agências reguladoras eles eh viabilizaram ou deram os primeiros passos para uma revolução regulatória no Estado de São Paulo essa revolução regulatória ela passa pela seguinte percepção
rapaz é muito projeto que nós estamos colocando na rua tanto em São Paulo quanto no Governo federal em outros estados quem é que vai tomar conta disso lá na frente não só fiscalizar lembre-se né mas tornar um viab ador acompanhar Tutelar né ao longo dos 30 anos quem é que vai em última instância eh e seguir com o que a gente poderia aqui chamar de pós-venda né porque quando você tem um leilão você tá vendendo ali um fluxo de caixa tá vendendo um ativo no bom sentido né entre aspas não tô vendendo porque não tô
vendendo a rodovia depois Ela volta depois de 30 anos mas ainda assim didaticamente eu acho que esse é um essa é uma boa forma de entender o fenômeno Eu vendi e depois eu tenho pós-venda né pô o pneu furou o motor não tá funcionando né o sujeito não tá fazendo a viagem direito né quem é que vai dar conta de todas essas questões que naturalmente vão acontecer a resposta hoje é uma resposta duvidosa a gente acha que há uma baixa capacidade de promover o que eu tô chamando aqui de Pós-venda ou de promover a regulação
desses contratos menos pela capacidade técnica e mais pela capacidade numérica a gente precisa prover as agências reguladoras de musculatura de envergadura mais técnicos mais orçamento Ah mas isso aí é contra a ideia de estado liberal não pelo contrário isso aqui é o casa com a ideia de estado liberal o estado Deixa de ser O Executor e passa a ser o regulador perfeito poxa se ele não investir na regulação tá Capenga né ele só deixou de ser O Executor mas esqueceu da regulação e voltando para o caso da tesp da da revolução aqui os primeiros passos
paraa revolução regulatória a lei da artesp que foi aprovada em 2024 4 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo adveio ah dessa preocupação e da tentativa de prover uma resposta o que que tem de bom na lei da artesp paraa lei né de reformulações internas de estruturação Há Um item na lei que Precisava ser reproduzido em todas as demais agências reguladoras que é a autonomia orçamentária então aquilo que artesp arrecada vai para artesp e aquilo que artesp arrecada é suficiente para que ela consiga realizar as suas ações nas demais agências reguladoras elas compartilham do
orçamento geral uhum do orçamento público enfim né ou da União ou dos demais estados Ah E aí de novo né quando você tem um orçamento Muito bom Ótimo você vai lá faz concurso pra agência quando não tem além de drenar os recursos para investimento para manutenção da infraestrutura você começa a tirar também recursos das agências porque é menos doloroso pro político tirar um recurso de uma agência reguladora cujos efeitos vão ser sentidos no médio e no longo prazo do que tirar recurso de um hospital sim perfeito só que os efeitos do não investimento numa Agência
reguladora embora venham a ser sentidos no médio e no longo prazo às vezes são irreversíveis Você joga fora todo o investimento que você fez e começa a trabalhar em meio ao caos porque ninguém consegue trazer respostas para tal da sustentação sustentabilidade dos contratos então autonomia orçamentária foi uma sacada genial do Governador Tarcísio do secretário Benine e isso precisava ser observado no âmbito das demais agências se não se quiser né Fazer uma mudança Legislativa eu entendo desafios aqui de cunho político que pelo menos se não quisesse garantir recursos vinculados para as agências que pelo menos se
Garanta algum recurso capaz eh de eh dar de guarnecer as agências reguladoras das funções que elas vão exercer o caso da ntt é um caso crítico o caso da ntt quando a gente observa né o planejamento orçamentário ele vem decrescendo ano a ano decresceu em 20224 em 2025 Então a gente tem que promover o Inverso disso né a gente tem que promover a o fortalecimento o revigoramento das agências reguladoras pelo menos em relação aos orçamentos para que elas possam contratar pessoas e essas pessoas consigam realizar as suas funções regulatórias muito bem Então esse é um
comentário sobre o aspecto regulatório né no no âmbito do Brasil com essa menção a artesp lembrando que para além da artesp nós temos uma nova lei em Minas Gerais da emig Minas Gerais Tem se tornado um cluster de concessão de transportes de rodovias também não tinha agência reguladora e passa a ter uma agência reguladora é claro situação orçamentária de Minas ainda é crítica então é uma agência né que ainda vai dar os seus primeiros passos não tem o mesmo dispositivo o mesmo mecanismo da test mas a gente quer acreditar que o governo vai ter a
consciência de levar os recursos necessários para TR eu diria até mais aqui fica uma provocação eu Torço para que alguém nos escute aqui sejam reguladores Vocês que são reguladores estão nos escutando cuidem de construir uma rede regulatória no Brasil a gente precisa cada vez mais disso Vira e Mexe tem ali alguém né uma criatividade mais exarcebada que diz olha a gente precisa mudar o âmbito das agências reguladoras precisa criar controle não é essa discussão as agentes precisam se fortalecer precisam se fortalecer entre si então fica a Provocação eu tô muito né Tenho certeza de que
os reguladores estarão nos escutando unam-se juntem-se formem a rede reguladora aqui no Brasil nós precisamos disso de as agências trocando experiências trocando ideias trocando melhores práticas se defendendo entre si o setor os setores de infraestrutura querem reguladores fortes Nós também estaremos aqui para poder apoiar na construção dessa rede regulatória é melhor você ter uma rede Ela é difícil de desmantelar do que você tem uma agência que é muito boa sim maisos outra não se conversam tão isoladas ninguém sabe essas iniciativas da artesp e as iniciativas da ntt que fez uma revolução regulatória nos últimos 3
4 anos precisam ser conhecidas pelas outras pessoas Esse é o ponto da agência reguladora e sobre repactuação Maurício que tem hoje né um nome que acabou caindo no jargão de otimização Contratual e que está sendo liderado no âmbito do TCU né veja que ironia o TCU mencionava né com o papel de antagoniza ele falou olha eu quero agasalhar esse problema eu quero entender esse problema e construir um fórum paraa resolução desses problemas houve diversas eh mal interpretações e algumas interpretações até forços e eu diria até maliciosas sobre o que o Tribunal de Contas vinha fazendo
e o trabalho do Tribunal de Contas é extremamente Nobre é bent Mark Uma referência é revolucionário disruptivo Tribunal de Contas não virou balcão de negócio Teve gente que saiu por aí alardeando isso não Tribunal de Contas criou um locos de discussão entre as partes para que as partes pudessem avaliar consensualmente a construção de uma solução Solução essa que pelo método tradicional o que que é o método tradicional eu encaminho um papel mal educado né pra agência reguladora com todos os meus advogados com meu Juridiques bem afiado agência reguladora me responde depois eu caminho um novo
papel e a gente vai trocando papel para lá papel para cá e quando você vê uma discussão ela consome aí 10 anos né e nada vai paraa frente tri falou olha senta e conversa vamos ter um uma abordagem mais dinâmica aqui propositiva de parceria e eu estarei aqui monitorando estou fazendo o controle concomitante e eram contratos sobretudo os contratos que a gente chama de Terceira etapa ou de segunda etapa os contratos aí de 2005 2012 2013 que de fato não deram certo não deram certo Por que que não não deram certo por várias razões sim
que são razões que a gente não quer repetir hoje né entre as razões que a gente pode apontar foco na tarifa né os critérios de licitação baseados estritamente na tarifa a tarifa baixinha uma tarifa que não aceitava desaforo então se você tinha alguma turbulência no fluxo de Caixa você desmantela a concessão e há um problema grave que a gente precisa evitar que é quando o negócio ele está à beira de um colapso ele ainda não colapsou mas ele tá à beira de um colapso E aí você começa ver empreendedora eu não tô falando só de
uma concessão de rodovia uma concessão de rodovia tanto pior que o cara começa a vender o almoço para comprar janta para ele sair desse ciclo é muito difícil é muito difícil E aí vem a Agência e fala cara mas esse almoço seu saiu atrasado e saiu sem o bife pau agora nós vamos te dar mais uma multa ele já nem consegue mais vender o almoço para comprar janta sim ele vende o almoço para pagar multa e a janta sei lá para onde é que vai os contratos de segunda etapa tiveram esse problema n um problema
né de uma exposição S alta do fluxo de caixa os contratos de terceira etapa também de segunda etapa lances extremamente Arrojados terceira etapa iden O que que a gente vivia na terceira etapa em 2011 2012 cenário extremamente positivo extremamente né promissor cultura ainda era cara a gente vai dar os lances e vamos ganhar e vamos ver depois o que dá acabou não tem mais isso né tanto que o que a gente vê hoje nos leilões atuais os leilões de 2024 são bastante ilustrativos lances ali orbitando na casa de de 15% não tem mais 40 50%
de desconto nos leilões mas bem Esses são Contratos né os que a gente chama de segunda etapa de terceira etapa que por diversas razões deram errado mais motivos a gente poderia ficar aqui rezando a cantilena dos diversos motivos igual queda de avião são múltiplos motivos que acabam convergindo para um sinal desastroso né para um final desastroso mas para não achar aqui que ah que foi só os lances arrojados foi só o super otimismo que havia a gente tinha algumas exigências editalícias que eram Irreais dup de ponta a ponta em 5 anos não tem engenharia que
suporta Isso é uma exposição do fluxo de caixa muito grande também adicionalmente né para coroar com chave de ouro né a gente teve em 2016 a maior crise econômica do Brasil a gente não pode negligenciar isso as pessoas se esquecem disso não não teve teve olha os dados você olhar os dados você vai ver que houve no caso das concessões de rodovias uma frustração enorme de demanda eu achei Que ia passar tantas e não passar eu abri uma padaria achei que tantas pessoas comprariam pão porque era um bairro muito promissor eu não posso fechar a
padaria porque é assim que funciona nas concessões de rodovias uma padaria normal eu fecho a padaria mando todo mundo embora e transformo a padaria num salão né não posso fechar a padaria e mais eu não posso diminuir a minha fornada porque eu não posso reduzir os os meus Investimentos a minha qualidade só que não tá passando o mesmo número de pessoas os mesmos adquirentes os mesmos clientes daquela padaria para comprar o pão inevitavelmente o que você tem é uma fragilização do fluxo de caixa e aí aí é aquilo vendi o almoço para pagar janta agora
eu tô vendendo almoço para comprar a coxinha agora tô vendendo almoço para comprar a bala eu tô vendendo almoço para não ser preso né no caso aí de um devedor né na padaria para trazer o Exemplo aqui muito bem as otimizações elas trouxeram uma solução para is Então tá bom tem fragilidade no fluxo de caixa tem anomalias tem disfuncionalidades no projeto vamos ajustar isso vamos consertar isso mas é igual acho que há uma passagem bíblica né agora eu não me lembro mais se é Cristo com a mulher adúltera eu não lembro mais enfim me perdoem
por isso mas que ele diz vá e não pe e não peques mais então há todo um aparato jurídico regulatório hoje que Está sendo está sendo colocado em marcha para evitar que nessas otimizações contratuais na primeira derivada na primeira esquina o pessoal não vem a cumprir o contrato então há uma perspectiva muito grande a associação o setor também tem essa expectativa de que agora a coisa vai dar certo porque tá todo mundo trabalhando para que a coisa dê certo eu eu di que é um algo eh Positivo né e e a gente precisa ser otimista
em relação a esses movimentos Que a gente tem esses sinais de que a regulação tem avançado e esses sinais de que a gente tem maturidade institucional para resolver problemas que de outra forma não seriam resolvidos e Marco nesse 2025 eh só de rodovias federais devemos ter 17 leilões Pelo menos é a previsão eh do Ministério dos transportes com investimento previstos de mais de 100 bilhões eh Quais são as os desafios que a associação vê eh qual a atratividade o apetite do tanto do Investidor Nacional quanto do investidor internacional a gente teve leilões no fim de
2024 disputados né com quatro eh eh empresas Tentando ganhar TV a nova Raposo e a rota Sorocabana que eram estaduais né eu nem tô citando as as concessões de 2025 estaduais que também é aí eh deve passar de 20 leilões eh porque muito muito se discute algumas pessoas que que tenham conversado sobre eh teremos muitos leilões teremos muitos investimentos eh só que e as outras Áreas que são envolvidas também na infraestrutura nessa questão de rodovia então desde Construtora até de mão de obra Então como que vocês vem você você vê que o setor tá preparado
para essa enchurrada de investimento que vem por aí olha a gente vai ter muito leilão mesmo em 2025 a estimativa nossa é de que a gente vai ter mais de 20 leilões em 2025 a gente tem 12 meses no ano então você pode ver que é quase dois leilões Por mês por mês é muita coisa é muita coisa O que é um problema bom sim a gente precisa de investimento né mas é um problema em que aspecto que é um problema porque você bem antes pondre a gente precisa entender que para Além de olhar o
dia da da B3 que bate o martelo né e tem a felicidade o alvoroço a gente tem que compreender que há um um ecossistema que orbita em torno daquele projeto que tá sendo leiloado né que tem lá o evento de Batida de martelo na B3 que são os fornecedores que são os prestadores de serviço que é a regulação Hum E como é que tá isso a gente tem hoje capacidade instalada para isso otimistas dirão que sim eu quero me aderir a eles né Mas isso não nos permite sermos E como eu vou dizer sermos negligentes
em relação a Esse aspecto a gente precisa monitorar todo momento a quantas anda a capacidade instalada da Engenharia no Brasil e verdade seja dita lava-jato dizimou a nossa engenharia então pessoas técnicas Preparadas e que não tinham nada a ver com o que aconteceu na lava jato trabalhadores foram desmil e foram cuidar da vida fazer outras coisas a gente precisa resgatar esse pessoal e de outro lado para cargos seniors executivos né para cargos de alta liderança a gente vai começar a ter uma demanda muito grande e você não consegue Formar esse pessoal no curto espaço de
tempo né então fica aqui a dica para quem tá nos ouvindo comece a se capacitar comece a se formar porque vai haver uma demanda enorme de executivos e de cargos seniors não só nas concessões de rodovias mas na estrutura do Brasil Então a gente precisa estar monitorando isso ações do governo né e a gente percebe que o governo tem viabilizado algumas ações junto à engenharia liberando linhas de crédito para por Exemplo né capital de giro né a gente vê eh algumas entidades já cuidando da capacitação lá da ponta do chão de fábrica o Sesi o
SENAI na BCR a gente queria trabalhar né também com as entidades do sistema s a gente enxerga a CNT como um grande parceiro para essa finalidade mas para Além disso né como é que a gente vai formando os quadros de alta liderança então é desafiador é um problema bom mas é um Problema e ele demanda a nossa cautela né para que a gente de repente não tenha um bum de investimentos e não consiga ninguém a gente tem uma Ferrari né em termos de investimento não consiga o piloto da Ferrari acho que essa restrição e essa
demanda de mercado esse pico de mercado você tem ideia além de 2025 como é que tá o pipeline Olha eu imagino assim eu diria que a gente deve ter aí o pico em 25 26 você ainda tô olhando aqui carteira Federal né Carteira Federal 25 e 26 você tem bons projetos saindo ainda projetos de maior envergadura saindo então 25 26 a gente deve ter e deve sobrar ainda algum rescaldo em 27 então é 3 anos de leilão 3 anos de leilão leilão leilão leilão quando é que os investimentos desses leilões vão começar a sair nos
5 6 7 anos né que você tem a formação da SP Você tem o recrutamento da mão de obra você tem a mobilização Dos fornecedores a mobilização dos construtores né então a gente pode dizer que Poxa acho que até o final de 30 né chegando ali em 2030 a gente vai est vivendo o assim o alvoroço dos investimentos da demanda e da mobilização muita coisa vai acontecer e e acho na minha pergunta como eu fiz uma pergunta longa você acabou respondendo mais sobre a preocupação Mas como você vê o apetite do setor para esse Boom
de de leilões que teremos bom a gente Também pode enxergar copo meio cheio meio vazio ruim né Não dá para falar pô fala só que é meio cheio fala só que é cheio vazio mas é porque você tem eh distintas visões distintos atores então a gente observa que alguns atores mais consolidados muito natural isso eles começam a ficar mais seletivos né Por quê Porque tem muito projeto né então eu vou trabalhar numa seletividade e outros atores que querem entrar eles precisam entrar para se consolidar ganhar escala Buscar sinergias né botar o pé de uma vez
por todas no país e esses eles estão extremamente animados né então exemplos Fundos os Fundos estão aí entra leilão e sai leilão a turma tá ali tá dando lance né alguns têm conseguido outros ainda não chegou a vez mas eles estão se preparando e a gente vê que os Fundos T buscado uma estratégia de articulação com as empresas de engenharia O que é bom também porque você tem ali possibilidade de harmonizar né Interesses eh múltiplos interesses sinérgicos Então por que que o copo é meio cheio porque pode haver uma tendência de quem já está consolidado
de ser seletivo Mas por outro lado ter um grande pipeline é um atrativo para quem ainda não entrou o ator internacional se ele vê só um projeto lá no Brasil e falar mexer com isso não seguir minha vida aqui quando ele vê 1 dois 15 projetos eu fala cara não aí justifica justifica eu montar um escritório Justifica eu formar parcerias porque tem um custo afundado muito grande pro ingresso e não por outra razão a gente tem testemunhado como 2024 brindou eh para todos nós nos brindou com uma diversificação dos atores né e atores sérios atores
estrangeiros operadores estrangeiros Fundos novas empresas de engenharia se associando por isso que eu vejo que nesse aspecto o copo tá meio cheio aliás tá mais do que meio cheio né então a gente deve ver sem dúvida alguma Uma Ah uma ampliação da diversificação desses atores né com novas oportunidades de negócio oô Marco qual qual seria no seu entendimento os próximos passos necessários eh para melhorar ainda mais o ambiente regulatório das concessões Olha antes de falar de ambiente regulatório eu vou falar do ambiente de negócio e aí eu vou apertar uma tecla que tá todo mundo
apertando tecla tá até desgastada coitado mas não tem jeito nós temos que falar do que precisa ser Falado taxa de juros taxa de juros tá alta a qual o problema da taxa jur alta porque é melhor você pegar o dinheiro e investir em título do que você ser um maluco e investir em uma concessão de 30 anos né Então esse é um fator que pode que pode atrapalhar a atratividade dos projetos né se a gente tem uma ascendência na taxa de juros é muito natural que para você atrair o capital pros novos negócios você vai
ter que aumentar a taxa de E aumentar a taxa de retorno significa por exemplo aumentar a tarifa né então é um círculo vicioso que a gente precisa romper Então vou apertar a tla a tecla da taxa de juros para deixar aqui a mensagem de que esse é um ponto importante para infraestrutura precisamos de alguma forma trabalhar quanto a esse item relativamente agora a questão regulatório O que que a gente precisa fazer para melhorar a regulação S ponto de vista de Sofisticação a regulação anda bem A modelagem dos projetos ela anda bem a gente teve vários
avanços em 2024 e a ntt de novo liderou essas avanços importante D mérito para quem tem o mérito vários avanços de ferramentas regulatórias do pós-venda então Poxa hoje a ntt de forma inédita nunca Vie nenhuma agência reguladora do Brasil se houver alguma basta me enviar o e-mail que eu volto aqui e retifico nenhuma agência reguladora até Então havia previsto prazo para si própria para para analisar um pedido de reequilíbrio econômico financeiro a ntt instituiu uma instrução normativa né dizendo que olha agora nós vamos nos dar um prazo para isso surpreendente que que ele tá indicando
que que ele tá mostrando responsividade regulatória eu consigo responder mas ainda assim a despeito de a gente ter experimentado visto vários avanços de algumas ferramentas algumas tecnologias Regulatórias como essa que eu mencionava no geral a idade regulatória ainda é baixa por que que é baixa eu atribuo isso a dois elementos primeiro elemento ainda é a dificuldade o desafio operacional das agências reguladoras de lidarem com todos os assuntos então a gente precisa fornecer mais musculatura para essa turma e o outro aspecto ainda é um aspecto cultural Por incrível que pareça em pleno século XX virada de
24 2025 a Gente ainda tem um problema cultural na regulação que não tem nada a ver que contra a ideia de parceria re equilíbrios econômicos financeiros são vistos Como pecaminosos são vistos como algo extremamente errado alguém fez bobagem e agora a gente tem que dar conta desse reequilíbrio econômico na seria eu não vou decidir isso não deixa isso paraas calenas daqui a 5 10 anos ou vai pro Judiciário Entra com uma ação o que juiz mandar eu faço não senhor você É o regulador você tem que dar conta disso e rápido então a responsibilidade regulatória
É sobre o prisma né do ambiente regulatório aquilo que eu diria que a gente precisa atacar de forma mais imediata Ô Marco só pra gente pro nosso público entender o volume de investimento que nós estamos falando aí dos últimos leilões né um indicador da própria Associação é que em 27 anos a associação investiu 255 bilhões em rodovias quantos bilhões Tem na mesa pros próximos anos olha em 24 a gente bateu recorde de timentos histórico histórico o recorde tinha sido em 2013 lembra Brasil otimista o germe da terceira etapa dos contratos que foram problemáticos por contratos
com muito capex com duplicação mercado respondeu só que depois ele não aguentou uhum 2013 tinha sido recorde 2023 a gente suplantou esse recorde 2024 é o recorde dos Recordes e nós avançamos para além de 20 bilhões de reais de Investimentos est falando mais Estadual então foram R 20 bilhões de reais mobilizados para as rodovias no Brasil 25 a tendência é aumentar então é muito factível que 2025 2026 2027 2020 2029 os próximos 5 anos a gente coloque aporte algo próximo a r50 bilhões de reais só no setor deer 5 anos o que foi feito em
metade do que foi feito em 27 Exatamente exatamente e e acho que antes da gente encerrar eu gostaria de perguntar pro pro Marco como Que o setor viu a aprovação da regulamentação da reforma tributária que aconteceu no fim de 2024 como isso impactou o setor a gente sabe que alguns setores eh tiveram vitórias outras derrotas né cito aqui o setor de saneamento eh Então como que como que vocês olham a reforma e quais são os impactos para vocês a gente tem impactos né como a maioria dos setores né de infra terão hum mas a gente
tinha Impacto a gente Chegou a elaborar um estudo ainda nas discussões da PEC chegamos a figurar entre aqueles setores veja Que irônico ao lado de saneamento na PEC como os que teriam regime específico e portanto poderiam Se valer de alíquota diferenciada e qual que era a nossa proposta não é que a concessionária não queira pagar imposto ela vai pagar se ela pagar mais nós vamos ser reequilibrado eu faço pass through só que isso vai reverberar no usuário então A gente tá aumentando o custo a gente tinha um estudo que apontava aí algo próximo a 11%
de aumento tarifário era um estudo né que extrapolava evidentemente não é um dado de todas as concessões mas ele era um dado ilustrativo nós chegamos a figurar na PEC do lado de saneamento e no último instante né esse texto foi eliminado no Congresso tudo bem qual que era a nossa preocupação Então tá bom o que vai acontecer é que o aumento da alíquota né Que sobretudo os contratos mais amadurecidos eles vão sofrer porque os novos contratos eu já modelo ele com a Nova AL alícota né o aumento da alícota ele vai ser transferido para usuário
porque esse é o clássico fato do príncipe juridicamente constitucionalmente isso D em seja ao reequilíbrio quanto tempo vai demorar esse reequilíbrio 10 anos então eu vou ter um aumento do meu custo né o meu custo tributário minha carga fiscal e eu Vou te suportar isso por quanto tempo lembre-se do terror que é da maldição que é vender a janta para comprar o almoço não dá para entrar nessa nesse fio da navalha a gente precisa de uma resposta rápida então já que eu vou pagar mais preciso uma resposta rápida para isso e conseguimos né um projeto
de lei aprovado ele prevê tratamento prioritário para os vamos dizer eh para as respostas regulatórias aos efeitos da reforma tributária nos contratos de Infraestrutura então no âmbito das agências reguladoras elas vão ter primeiro que tratar as questões dos impactos regulatórios e o projeto ainda prevu prazo para que isso acontecesse então isso foi positivo Por que razão não dá para você tomar choque no seu fluxo de caixa um agachamento no seu fluxo de caixa e ficar lá por muito tempo porque aí a coisa ela desmantela e aí para voltar lá na frente é muito mais tortuoso
não fomos portanto beneficiados Com regime específico Mas por outro lado acho que a resposta quanto ao reequilíbrio né quanto a ao rebalanceamento dos contratos e a celeridade garantida por lei Esse foi um aspecto positivo não sei se você gostaria de fazer mais alguma pergunta mas eu acho que é isso agradecer você Marco Foi uma a gente poderia ficar aqui sempre brinco que a gente poderia ficar horas conversando sobre infra sobre rodovias e o convite Trouxe ótimos apontamentos pra gente discutir até nos próximos episódios do nosso podcast também agradecer agradecer o Maurício novamente deixar o espaço
para ele também poder falar obrigado André gostaria de agradecer Marco primeiramente parabéns pelo trabalho vocês têm sido essencial aí para no inv infraestrutura O Brasil precisa de Capital privado para melhorar a condição da infraestrutura brasileira Então parabéns pelo trabalho eh agradeço a sua Presença aqui tenho certeza que esse episódio vai vai ter várias insights e vai inspirar muitas pessoas obrigado pela tua presença Muito obrigado foi uma grande honra parabéns a exame acho que essa junção da infraestrutura né com a exame ela é fundamental a gente precisa de veículos tratando disso colocar isso na cabeça das
pessoas né na fala das pessoas e eu tenho uma mensagem final né de otimismo sejamos otimista com a infraestrutura do Brasil acho que agora É a nossa vez né acho que temos aí condições precisamos nos acautelar em diversos aspectos em diversas dimensões mas a infraestrutura do Brasil tem tudo para ser transformadora né e a gente tá com a faca e o queijo para que nos próximos anos a gente cumpra aquela antiga Promessa de que o Brasil vai ser o país do futuro será Obrigado de novo Marco Obrigado Maurício e agradecer você que nos acompanhou até
aqui siga exame curta acesse o nosso site e fique ligado Para o próximo episódio do exame infra até mais [Música]