Então vamos lá. A gente vai falar hoje de diarreias agudas, tá? É um tema bem importante para vocês como clínicos, né, gerais quando terminarem a faculdade, principalmente se forem dar plantão ali em pronto socorro, tá?
Porque é uma das coisas que a gente mais pega em pronto socorro na parte abdominal. Então, para começar, o que é uma diarreia aguda? A diarreia, na verdade, ela é definida clinicamente pela alteração do hábito intestinal.
Isso pode ser caracterizado pela consistência, que é quando eu tenho uma diminuição na consistência das feeses, as feeses pastosas ou líquidas, né, pela frequência, que é o aumento do número de evacuações, geralmente maior que três evacuações em 24 horas, ou peso das feeses, pesos maior que 200 g por dia. Na prática, a gente não usa muito a questão do peso, né? Isso aqui é mais para paciente que tá internado em UTI, que fica de fralda, a gente acaba pesando a fralda, tá?
Mas na prática a gente usa a consistência e a frequência. Só que assim, vamos eh de uma forma mais profunda, tem paciente que ele evacua uma vez a cada dois dias. Então, se esse paciente começa a evacuar todo dia umas fezes mais pastosas, a gente também já pode caracterizar ali como uma alteração na frequência das feeses de acordo com aquele paciente, tá?
E quando é que ela é aguda em relação ao tempo, a diarreia aguda é aquela que tem duração de até 14 dias. Geralmente são diarreias de caráter, de etiologia infecciosa, tá? Quando a diarreia dura entre 14 e 30 dias, ela é chamada de persistente.
Quando ela dura mais que 30 dias, ela é chamada de crônica. E aí uma é muito importante a gente diferenciar essa questão do tempo, porque a investigação e a etiologia desses pacientes é diferente, tá? Quanto a característica, essa diarreia também pode ser inflamatória ou não inflamatória.
A inflamatória, geralmente o paciente tem sangue, mucopos nas feeses, ele tem febre, dor abdominal, pode ter sinais de toxemia, malestar, cala frio, letargia, aquele paciente que já tem uma alteração de sinais vitais e pode ter leucóitos nas feeses. A não inflamatória já é uma diarreia cosa, sem sangue muco, não tem leucosto nas feeses e tende a ser autolimitada. Em relação à altura da diarreia também, ela pode ser alta quando ela é ali originada do intestino delgado ou baixa quando ela é originada dos colons do intestino grosso.
E o que que diferencia uma da outra? O volume, geralmente na diarreia alta, é o paciente que tem uma diarreia de grande volume, né? Uma vez que ele evacua, ele evacua muito.
Por quê? Porque o intestino delgado é o principal, é a principal parte do intestino em relação à absorção, né, de água e nutrientes e de eletrólitos. Então, se o intestino delgado tá com problema, se a diarreia, o problema da diarreia é lá, ele vai ter uma dificuldade de absorção e o paciente vai ter uma diarreia de grande volume.
Já a diarreia baixa é um volume menor. Paciente vai várias vezes, mas evacua menos. Em relação da frequência, a diarreia alta tem uma frequência menor, mas é de grande volume.
Enquanto a baixa tem um volume pequeno, mas ela é mais constante. Aquele paciente que toda hora tá indo no banheiro. O tenesmo sempre é mais específico de intestino baixo, então ele vai est presente na diarreia baixa.
E os achados da diarreia alta às vezes tem restos alimentares porque o paciente não tá conseguindo ter uma absorção boa. já diarreia baixa, paciente já tem aqueles sintomas de colite que vai ser sangue, muco e pus nas feeses. Em relação à causa das diarreias, elas podem ser de causas infecciosas, que é a maior causa de diarreia aguda, tá?
A nossa aula é de diarreia aguda, então daqui paraa frente a gente vai falar de diarreia aguda. Crônica vai ser outra aula. Então as diarreias agudas geralmente são infecciosas.
Essas infecções podem ser por vírus, bactérias, parasitas ou fungos e podem ser não infecciosas, geralmente relacionada a intolerâncias alimentares ou medicamentos. Geralmente as infecciosas têm a via de transmissão fecal, oral ou infecção direta, tá bom? através de alimentos contaminados, eh, por pegar nas coisas e depois passar a mão na boca, enfim, esse tipo de de transmissão.
As causas medicamentosas, a gente não vai se ater muito, não é o foco da aula, mas alguns medicamentos específicos e comuns do nosso dia a dia, eles causam podem causar diarreia, como a metiformina, que é usada nos pacientes com pré-diabetes e diabetes, principalmente no início do tratamento. Orlistática inibe a absorção das gorduras. Prosinéticos como didona, metoclopramida, diuréticos como furosemida, antibióticos como clindamicina, eh quimioterápicos no geral e os antiinflamatórios não hormonais.
Todos podem causar diarreias, tá? Mas o foco da aula mesmo é a diarreia infecciosa. Então assim, para entender, a gente precisa entender a fisiopatologia.
O normal é a mucosa do nosso intestino, tá aqui bonitinha e liberar uma deixar uma quantidade de água no intestino, né, a reabsorver eletrólitos e reabsorver a água e deixar uma quantidade menor de água no intestino. Só que em relação à fisiopatologia, a diarreia ela pode ser secretória ou osmótica. O que que é aquela diarreia secretória?
É a diarreia que ocorre, principalmente a secreção ativa de íons, por exemplo, íons cloro. Os íons vão sair aqui da mucosa intestinal e vão pra luz intestinal, como cloro, sódio, potássio. E esses íons, quando eles ficam muito intensos aqui, eles puxam a água junto, tá?
Esses pacientes, eles não melhoram da diarreia mesmo quando ficam sem comer. Então, mesmo em jejum, eles têm diarreia. E geralmente é causado por toxinas produzidas pelas bactérias.
Então, algumas bactérias produzem toxinas que vão aqui nas células intestinais e essas toxinas fazem com que essas células liberem íons para dentro do lum intestino. E esses íons, cloro, sódio, potássio, puxa a água também. Por isso que é secretória, porque secreta íon para dentro do intestino.
E aí o paciente fica com essa diarreia intensa secretória, tá? Já a diarreia osmótica, que geralmente é a mais comum, o mecanismo, a infecção vai levar a uma destruição dessas células aqui, das microvelosidades, né, pela ação direta realmente do agente infectante. E aí o que acontece?
Essas microvelosidades, essas esses enterócitos são células que produzem enzimas, como por exemplo, a enzima que degrada carboidratos, como a lactase, por exemplo. Então, quando eu tenho a destruição dessas células, eu tenho uma destruição da capacidade delas de produzir essa enzima. Então, quando o paciente come, o paciente não consegue ter uma boa digestão, esse soluto, essa comida fica aqui presa no intestino e isso vai fazer com que o meio dentro do intestino fique hiperosmolar.
Então, a água ela vai sair daqui do meio intracelular para o extracelular, que é o dentro da do intestino. É o que é a diarreia osmótica. dentro do intestino fica hiperosmolar, puxa a água e o paciente vai ter essa diarreia principalmente associada à alimentação, porque quando o paciente tá com jejum, não, o meio não fica hiperosmolar e a diarreia acessa, tá bom?
Então, como ele também não tá tendo uma digestão direito aqui do que tá comendo, eh, as bactérias aqui que estão dentro do intestino começam a digerir esse alimento que não tá sendo absorvido pelo intestino. E essas bactérias, quando elas digerem esse alimento que tá aqui, elas produzem muitos gases. Então, o paciente tem uma diarrea acosa com excesso de gases e explosiva, tá?
A diarreia invasiva é quando a gente chama diarreia invasiva, é aquele que tem desenteria. O que que é desenteria? É quando a gente tem uma diarreia que causa sangue nas feeses.
É uma diarreia geralmente mais grave, tá? Quais são os germes principais das diarreias invasivas? É o que a gente chama de cesse.
Coloquei um memônico aqui para vocês, tá? Campilobacter. A ecolle tem quatro tipos de ecolle, né?
Mas a cole que causa desinteria, causa sangue nas feeses, é a enteroemorrágica e a enteroinvasiva. Chiguela, salmonela e íniha, tá? são as diarreas que geralmente podem causar desenteria, que são sangue nas feeses.
O estafiloco ele pode causar uma situação diferente, que é intoxicação. Paciente come alguma coisa contaminada por estafelococos, geralmente essa coisa não tá com cheiro ruim nem nada, porque o estáfilo não faz essa alteração na comida. E depois de algumas horas, uma, duas horas, o paciente já apresenta muita diarreia ou vômito também associado.
E aí eu coloquei aqui uma questãozinha pra gente discutir, tá? Na diarreia aguda causada por infecção gastrointestinal com número elevado de evacuações líquidas e com possibilidade de desidratação, qual seria o mecanismo fisiopatológico provável? Qual é a diarreia que geralmente vai causar mais diarreia líquida e desidratação?
>> Osmótico. >> Osmótico. >> A secretória, né?
Eu falei para vocês que, por exemplo, osmótico, se o paciente para de comer, ele melhora a diarreia porque o meio não fica hiperosmolar. A secretória, ela não depende de alimento. Todo tempo tá tendo secreção ali de eletrólitos para dentro do intestino.
Esses eletrólitos puxam água. Então aqui a resposta seria secretória, tá? Existem alguns outros tipos, por isso que eu coloquei essa questão para vocês, alguns outros mecanismos fisiopatológicos, como por exemplo, a fisiopatologia motora.
O que que é isso? É aquele paciente que tem o intestino muito rápido, ele tem muito movimento peristáltico, às vezes por próprias alterações eh neurológicas do paciente, tá? E a funcional é o tema da nossa próxima aula, que é síndrome intestino irritável.
É um tipo diarreia funcional que o mecanismo também é neurológico. Eu vou explicar para vocês na próxima aula. Aí vamos agora paraas infecções de cada tipo mais importantes, tá?
As infecções virais são as infecções que mais causam diarreia. Vocês vão ver muito comumente paciente com diarreia tomando um monte de antibiótico. Não é o certo, tá?
Porque a maioria das infecções que causam diarreia são as virais, não são as bacterianas. O vírus e o mecanismo principal aqui das virais é o mecanismo fisiopatológico osmótico e o secretório também, principalmente rotavírus. Por isso que o rotavírus, eu não sei se vocês já ouviram falar, mas é aquele paciente, principalmente criança, que tem muita diarreia, a gente já pensa em rotavírus.
Os principais agentes causadores existem vários vírus que causam diarreia, tá gente? Inclusive o Covid-19, eu não sei se vocês lembram, né, já faz alguns anos, mas vocês devem ter conhecido alguém que tem teve COVID. E na e na época tinha algumas pessoas que elas só tinham manifestações gastrointestinais, não tinham manifestações respiratórias, evoluíam só com diarreia e vômito mesmo, tá?
Alguns só com inclusive com vômitos. Eh, e aí é um tipo de vírus, por exemplo, que causa eh infecção intestinal, mas principal vírus que causa principalmente no adulto é o norovírus. Paciente tem vômito persistente, além de diarreia acosa.
Quando o paciente só tem vômito, a infecção geralmente é por vírus, tá? Eh, quando ele tem vômito e diarreia, pode ser tanto vírus quanto bactéria. O rotavírus é também muito comum, mas é mais comum em crianças, principalmente não vacinadas.
A clínica dos dois é pode causar desidratação grave e acidose metabólica, principalmente rotavírus, porque tem o mecanismo de secretor, tá? As feeses, geralmente é uma diarreia não invasiva, então acuosa sem sangue, mucous. O diagnóstico é clínico, tá?
A gente vai conversar com o paciente, vai ver o que ele comeu, vai conversar se mais pessoas que que participam do convívio dele também apresentaram, né? O diagnóstico é clínico. Em alguns pacientes a gente pede pesquisa de rotavírus nas feeses, né?
Ou pesquisa de neurovírus nas feeses, mas é quando a gente realmente precisa do diagnóstico etiológico, né? paciente monosupprimido, enfim, que não tá melhorando. Tratamento é de suporte, reidratação oral, principalmente precoce.
Se o paciente tiver muita diarreia, a gente vê se o eletrólito tá bom, potássio, magnésio, eh sódio, tudo ele perde nas fées, né? Então, às vezes, a gente precisa fazer essas reposições. bacterianas.
As calusas bacterianas são menos comuns que as virais, mas quando que a gente vai eh suspeitar quando ele tem o início súbito de febre alta, principalmente febre acima de 38,5, presença de diarreia invasiva, né, sangue, mucopus nas feeses, muitas evacuações, mais de seis evacuações por dia e dor abdominal persistente. Eh, algumas diarreias elas são toxigênicas. O que que isso quer dizer?
Que a bactéria, ela libera toxinas que vão colonizar o epitélio, né? A bactéria coloniza o epitélio, na verdade, e libera algumas toxinas que são como se fossem venenos liberados por essas bactérias que vão machucar a mucosa. Exemplos de bactérias que liberam toxinas são os outros tipos de ecolóle, como ecole enterotoxigênica, que é a chamada diarreia do viajante.
E a cólera, né? A clínica geralmente dessas bactérias toxicênicas é uma diarreia aqua intensa, sem febre alta, mas com risco de desidratação muito rápido. Aqui eu deixei algumas características específicas, né, de cada eh infecção bacteriana, principalmente daquelas diarreias invasivas, né, como a chiguela, é um protótipo de diarreia invasiva.
Aquela diarreia invasiva é que causa sangue mucos nas férias são diarreias mais graves. Aguela, ela tem uma alta virulência, ou seja, um pouquinho de bactéria já causa muita infecção. Ela causa destruição do epitélio do colon, leva diarreia com sangue moquipus e geralmente é acompanhado de fer alta.
A salmonela, ela é frequentemente associada a à ingestão, né, de alimentos contaminados, como ovos, queijo, aves. Ela pode causar desde quadros leves até colites mais graves e, enfim, sepse, né? O campilobacter jejún é uma das causas mais comuns de diarreia bacteriana no mundo e tanto o campilobacter quanto a hiercínia podem eh eh colonizar ali o o seco e fazer um quadro sugestivo de apendicite, que na verdade não é apendicite, é uma infecção intestinal, tá?
pode ser confundido com abdômen agudo. A ecoleroinvasiva, ela possui mecanismo patogênico muito parecido com da chiguela. E a interhemorrágica possui essa toxina, né, que pode causar síndrome hemolítico urêmica, ou seja, o paciente tem anemia hemolítica e síndrome urêmica que pode ficar muito grave, precisar de diálise, enfim, alto risco de mortalidade, tá?
O clostrídium é uma bactéria, na verdade é um grupo de bactérias chamado clostridioides difícil, tá? Pelo nome vocês já vem que não é fácil de tratar, né? Uma bactéria de difícil tratamento.
Como que essa infecção acontece? geralmente associado a cuidados com a saúde. Ou seja, paciente que usou antibiótico recentemente, nos últimos 3s meses, ou é de asilo ou ficou internado ou está internado.
Esse tipo de paciente imunosuprimido, pacientes com câncer que usam quimioterápicos, eles podem ser infectados por essas bactérias que às vezes estão ali de uma forma comensal, mas se tornam patogênicas e começam a produzir toxinas. E aí também vai ter esse mecanismo de toxinas. Eles produzem as toxinas que a gente chama de toxina de A e B.
E essas toxinas vão causar diarreia, muitas vezes também com sangue muco. E é interessante porque nas questões de prova, quando eles querem que vocês pensem em clustrídeo, eles vão falar: "Paciente internado com necessidade de antibiótico, evoluiu depois de um mês com diarreia, tem que pensar em clustrídeo, tá? Clostrídium também ele pode formar, ele pode chamar, pode ser chamada a infecção por clustrídeo de colite, porque é no colon, tá?
Pseudomembranosa. Então essa colite pseudomembranosa é porque ela começa a formar membranas aqui no colon, tá? E aí ela fica com esse aspecto aqui amarelado que eu falo pro meu filho que parece fine para ele não comer fine amarelo de banana pra gente fazer um susto na criança, né?
Mas essas, isso aqui faz com que o paciente comece a ter diarreia, porque ele não vai ter uma boa absorção e lesa a mucosa a ponto de fazer sangue nas feeses também. Como que a gente faz o diagnóstico? A gente pede toxina nas feeses.
Então, solicita toxina A e B nas feeses. O tratamento ele antigamente era feito com metrôidas oral, tem que ser oral, mas os últimos consensos já indicam vancomicina, que é um antibiótico que a gente usa muito nos hospitais. Mas a gente usa venoso, tá?
Mas no caso do clostrídio, a gente pega a ampola, já que a gente não tem a formulação oral no Brasil, pega a ampola, dilui na água e faz tomar, tá? Eh, pera aí que eu tô tentando passar aqui a intoxicação alimentar. Achei interessante colocar isso para vocês também, porque é muito comum que o estáfilo faça aqueles sinais de intoxicação, porque geralmente essas bactérias, esses vírus, eles têm um período de incubação ali 2, 5 dias.
Já o estáfalo, ele tem um período de incubação de algumas horas. Então, o paciente comeu alguma coisa no almoço, quando há 3 horas da tarde, ele já tá no pronto socorro com você, tendo muita diarreia e falando que sentiu mal desde que comeu tal coisa no almoço. O estáfalo, ele libera algumas toxinas, principalmente infecta principalmente ovos, presunto, maionese.
Paciente começa a ter muita dor abdominal, náuseas diarreia, mas não, geralmente não tem febre, tá? Coloquei uma questãozinha pra gente. Homem de 35 anos iniciou o quadro de dor abdominal de forte intensidade associada a vômitos e diarreia após ingestão de comida suspeita 7 horas.
Nesse caso, o germe responsável mais provável e seu tratamento, respectivamente, são. Vê que eu sempre coloco questões para você residência e são coisas que a gente fala na aula, tá? vocês verem como tudo é importante.
Mas nesse caso a resposta é estafiloauros, tá bom? E a gente geralmente assim como vem rápido, a infecção passa rápido, precisa dar suporte clínico para esse paciente. As diarreias também podem ser de causas parasitárias.
Geralmente quando é viral ela melhora em até três dias. Geralmente quando é bacteriana ela melhora em até 7 dias. Essas diarreias mais persistentes ali que duram duas semanas, mais de duas semanas, elas geralmente são por parasitas, tá?
As principais são a geardíase, a amebíase e a criptosporidíase, tá? a amebíase, eh, a geardíase, desculpa, um tipo de parasita que adere ali no intestino delgado, principalmente no intestino alto. Então, faz diarreia alta, ela adere no doeno, jejuno, faz atrofia das velosidades, então causa diarreia desabsortiva.
Na diarreia vai ter esteatorreia, que é aquela gordura nas peses, muita flatulência, distensão abdominal, perda de peso. Paciente, inclusive pode ter uma intolerância secundária à lactose. O que que isso quer dizer?
É que o paciente com geardíase, ele come leite e se sente mal porque como se tivesse intolerância real, porque ele não tá conseguindo absorver a, ele não tá conseguindo produzir lactase, que a velocidade do intestino tá atrofeada. E aí, se eu faço um teste de tolerância lactose nesse paciente, esse teste dá positivo, como se ele tivesse intolerância. Aí eu trato a geárdia e ele não tem mais intolerância à lactose.
A amebíase é uma causa comum, né, principalmente aqui na nossa região. E ele tem um mecanismo vai mais invasivo. A mea, ela começa a fazer ulceração de colo.
A clínica pode dar diarreia desde leve até diarreia com sangue, muco, dura abdominal. Uma das complicações da ameba é a infecção do fígado, né, que é o abso hepático. Ela sai ali do intestino e chega ali no fígado e faz uma colônia de obsesso hepático.
E o criptosporídeio é uma das principais causas de diarreia em pacientes imunocprometidos. Então, pacientes com HIV, aides transplantados, tem que pensar em parasita criptosporíum, tá? É uma diarreia também acuosa, volumosa.
Em pacientes que não são imunosuprimidos, ela é autolimitada, mas nos imunosuprimidos ela é crônica. Hum. Aí eu coloquei esse quadrinho que eu achei numa aula que eu fiz recente e gosto muito dele porque ele dá algumas coisas que caem em residência, mas por exemplo, diarreia do viajante geralmente é causada por quem?
Vírus, né? Sempre. e có é interotoxigênica.
O campilobacter também é comum, mas principalmente a cólle é interotoxigênica. Quem causa síndrome hemolítico que é a anemia molítica, insência renal, plaquetopenia, também a ecolli interotoxigênica e a chiguela. Quem causa pseudoapendicite?
Que o paciente tem dor ali em fossilíaca direita, mas é por infecção intestinal. Icinha e campilobact. Quem as diarreas geralmente pegadas de água e alimentos deteriorados?
Eccol, tiguela, vírus, enfim, incubação curta, estáfiloaurios, síndrome de glambar re pósdiarreia, campilobacter é mais comum. Geralmente pega em piscina, jardíase, criptosporidíase, tá? Então é só e o clostrídium aqui em pacientes internados e com uso recente de antibióticos, só para vocês terem uma noção ali de agente infeccioso associado a algumas causas específicas, tá?
Como é o diagnóstico, gente? O principal ponto pro diagnóstico é a história clínica. É ver se essa diarreia é aguda, se é persistente, se é crônica.
Eu avalio sempre se o paciente tá diz, se tá com algum sinal de gravidade, né? mucosa, tá? Com anemia, mucosa hipocorada, nível de consciência, se tá urinando bem, porque se ele não tá urinando bem, ele tá desidratado.
Qual é o volume das feeses, se tá conseguindo comer, se tá conseguindo beber água, se tá conseguindo reporovia oral? Os sinais de gravidade principais são desidratação, febre alta, dor abdominal intensa intensa e idade avançada, comorbidades. Idade avançada e idade pequena também, né, crianças.
Os exames laboratoriais a gente não solicita para todo mundo, tá? A gente solicita principalmente em pacientes que são imunosprimidos, idosos, crianças ou quem tem tá tendo muita diarreia, porque ele pode estar com alguma alteração ali nos eletrólitos também ou que tem sinais de gravidade, tá? Então, paciente com desidratação, instabilidade, potenção, diarreia intensa, diarreia invasiva, sintomas persistentes, uso recente de antibióticos.
Eu peço exames, os exames que eu geralmente solicito sempre hemograma, veleos, vinófilo. Oxinófilo geralmente sobe quando a causa é parasitária. Vê os eletrólitos, sódio, potássio, magnésio, função renal, porque se tiver muito desidratado, ele pode fazer uma insuficiência renal, prenal, PCR, que é proteína de fase aguda para ver a inflamação, leucóitos e lactoferrina fecal, a gente pede menos porque tem menos mesmo disponível.
Coprocultura é o padrão ouro paraa identificação dos bactérias, tá? Mas não é tão sensível. Então a gente pede a cultura das feeses e aí vem lá se cresceu campilobactiguela, mas não é tão sensível.
Pra pesquisa de clustrídium é a toxina A B nas feses e o EPF principalmente paraardias e amebias, tá bom? Pelo Ministério da Saúde, eu coloquei o tratamento aqui para vocês pelo Ministério, como é que a gente faz? Existem os planos.
Plano A é o tratamento domiciliar. Para quem a gente vai fazer o plano A? Para aquele paciente que começou um quadro de diarré, mas não tem nenhum sinal de desidratação, que tá conseguindo beber água, tá conseguindo comer.
Então eu aumento a ingestão de líquidos, principalmente soro de reidratação oral. Por quê? Não adianta ser você só dar água, né?
No soro de reidratação, a gente tem uma quantidade de cloro, de potássio, de sódio, de glicose que repõe o que o paciente realmente tá perdendo, tá? manter a alimentação habitual desse paciente, pedir para ele comer coisas leves e saudáveis e orientar para ele sinergia alerta. Olha, se você viar da diarreia, dor abdominal intensa, começar a ter vômito, não conseguir beber mais soro vioral, tiver febre, volta no hospital.
Esse é o plano A. O plano B é aquele que o paciente, assim tá mais ou menos, tá mais desidratado, uma desidratação já leve, moderada, mas ele pode piorar, mas ele ainda consegue beber ali soro vioral, então eu não preciso fazer hidratação venosa. Eu realizo na própria unidade de saúde, vendo esse paciente tomar o soro, o soro de reidratação oral, tá?
Eu calculo 75 ml por kg num período de 4 horas e vou oferecendo conforme a tolerância do paciente e fico reavaliando ele constantemente. Então o A tu manda para casa, o B tu fica dando soro pela boca, B de boca. E o C é o paciente que está chumbado, tá?
É aquele paciente que tá ruim. Eh, o paciente ele tá com sinais de desidratação mais grave. Eu ele não tá urinando bem.
Ele tá hipotenso, ele tá toxêmico, ele tá pode estar sonolento, torporoso, com sinais assim já de choque. A gente faz eh hidratação, pode ser com soro fisiológico, ring lactato. O fisiológico a gente tem que ter cuidado pro paciente, para não fazer muito soro, fisiológico e o paciente ter acidose por excesso de cloro nesse soro.
Então a gente faz geralmente 20 ml por kg de volume. Eh, e fica avaliando esse paciente, né? avalia, pede os exames, avalia a reposição de sódio, potássio, magnésio e fica ali em avaliação constante.
Paciente monitorado, monitorizado, fica avaliando nível de consciência, perfusão periférica, né, pelo enchimento capilar, pulso periférico e a pressão arterial e a frequência cardíaca. Quando o paciente está desidratado, a pressão pode baixar e a frequência aumentar de forma compensatória e aí a gente vai hidratando, ele vai melhorando. Eh, de tratamento adicional, o que que a gente faz em crianças até 5 anos?
É recomendado o uso de zinco, diminui muito a o tempo de diarreia, zinco vioral. Nos adultos, assim, dependendo do caso, eu faço, mas não tem isso em consenso não, tá, gente? Aí existem aqueles remédios que é para diminuir a diarreia, como a loperamida que é o imosec e a racecadotrila, que é o avid.
A racecadotrila é melhor. Por quê? Porque ele só é um antisecretor.
Ele reduz a diminuição da perda de água sem afetar a motilidade. Já a loperamida, ela diminui a motilidade intestinal para melhorar a diarreia, além de alterar água. Então, quando ele diminuiu a motilidade, se o paciente tá com uma infecção com muita toxina, ele pode meio que explodir o colon, tá?
Então assim, a gente não indica fazer remédios para prender diarreia, principalmente sem saber a causa. Se for uma causa viral é mais tranquilo, mas se for uma causa bacteriana, uma causa mais grave, colite infecciosa, sangue, opus nas feeses, não pode fazer. e probiótico, principalmente em criança, a gente tende a usar porque elas reduzem o tempo de infecção em até um dia por consenso, mas assim, na prática, eu acho que o que eu vejo é que reduz mais, sim, reduz mais rápido.
Existem cepas de probióticos específicas, tá? Proiótico tem para diarreia, tem para constipação, tem para modulação intestinal, então não é qualquer probiótico, tá? Geralmente na diarreia aguda a gente usa o sacaromis bai antibiótico.
Quando que eu vou prescrever? Não é rotina. Vocês viram que a principal causa de arrego é vírus, mas a gente, isso aqui vai depender da avaliação do paciente.
Paciente que tem desinteria grave, ou seja, diarreia com sangue muco ou pus, cólera, siguela, imunossuprimidos, idosos com comorbidades, viajantes, né, porque pode ser a diarrea do viajante, paciente com sinais de gravidade e sinais de infecção. eh intensa assim, diarreia invasiva e sinais de gravidade, a gente prescreve antibiótico, tá? O antibiótico mais comum de utilizar é o ciprofloxacino, porque ele pega a maioria das cepas.
Alguns conscientes indicam também as tromicina. E é isso a nossa aula, tá gente? Na prática existe esse negócio do A, B, C, mas assim, isso aqui é o que tem no Ministério da Saúde para vocês.
Eh, em relação à prova, eu não vou cobrar isso em relação a ABC, muito provavelmente, porque não é o que a gente faz na prática. Eu acho isso importante também, a gente correlacionar a prática. Por quê?
Porque na prática tu não vai deixar um paciente lá do teu lado internado para fazer soro vioral, né? A gente vai fazer um soro endovenoso se o paciente já tá no hospital e tá desidratado, moderado, né? a gente não espera ele piorar na prática, tá bom?
Antibiótico só para quem tem sinais de infecção invasiva ou para quem é imunosprimido, ou para quem é idoso, para quem tem maior chance de evoluir com gravidade. E sempre o que é mais importante na diarreia aguda não é nem o diagnóstico, porque o o diagnóstico, gente, geralmente eh por copura, tá? Cultura das feeses.
Mas o mais importante não é o diagnóstico, é você dar suporte pro paciente não piorar. Tá bom? E é isso.
A nossa aula hoje foi mais tranquila sobre diarreia aguda. Eu espero que vocês tenham gostado. Qualquer dúvida só mandarem para mim por telefone, tá?
Tenham uma ótima semana.