O brasileiro gosta de ganhar dinheiro, mas não gosta de vender. Isso porque querer vender parece que você quer dinheiro. E quando você quer dinheiro, parece que você não quer o bem da outra pessoa. Parece que você quer forçar a pessoa a fazer algo que ela não quer fazer, algo que é ruim para ela, mas bom para você. E nós colocamos nessa cesta de coisas que são feitas à força, tudo aquilo que Normalmente provoca a maior parte das vendas no mundo, não só digital, mas no mundo como um todo. Vendas de produtos físicos, vendas de produtos
digitais, todas elas passam por aquilo que nós vamos comentar aqui hoje, que é a influência. E quando um mercado como o nosso rejeita esse debate, quando ele rejeita explicar exatamente o que ele faz e como ele faz, e a diferença entre fazer isso de uma maneira ruim, digo moralmente, Eticamente e boa, isso deixa todo mundo nas mãos de louos, de pilantras, de canalhas que vão usar isso contra você ou pior, vão convencer você de que você está fazendo algo bom quando na verdade é claro que você está fazendo algo ruim. Isso porque poucas pessoas explicam
para nós a diferença entre coersão, manipulação e persuasão, mas principalmente a diferença entre manipulação e persuasão, que é o tema dessa aula aqui hoje. Então, o objetivo De gravar essa aula é para, principalmente aquelas pessoas que querem crescer na internet, querem ganhar dinheiro na internet e elas se sentem muito mal, elas se sentem desajustadas, elas se sentem desconfortáveis com a ideia de ter que pedir para alguém, de ter que usar algum argumento para vender algo, de parecerem marqueteiras. Todas elas buscam formas de vender sem vender e muitas vezes elas vendem sem vender mesmo. [risadas] Elas
não vendem sem vender, né? Porque elas não estão vendendo, né? Então elas acabam ficando com uma solução fraca, uma solução tímida para o produto, para o serviço delas, porque elas não sabem como apresentar de uma maneira que dê dinheiro e não desgosto, algo que faça um algum efeito e faça sentido pra vida delas, né? Então esse é o que eu chamo de o paradoxo do marqueteiro ético, né? Ele quer vender sem manipular, mas ele aprendeu técnicas que parecem truques Sujos. E aí ele fica paralisado ali, né, entre a ética e a eficácia, entre fazer algo
que ele sabe que é correto, ele sabe que é certo, ele sabe que pelo menos ele está fazendo com a melhor das intenções para ele, para pras outras pessoas. E algo que funciona e muitas vezes ele vai se ver dividido entre técnicas que ele sabe que fariam com que as pessoas comprassem. né? Vão comprar mais, porém elas são ruins pra vida dele ou própria marca dele. Então ele sabe as Coisas que funcionam e as coisas que fazem sentido para ele. E o equilíbrio entre essas coisas é muito delicado e e faz com que muitas pessoas
ou desistam cedo demais ou nem comecem. Então espero que essa aula sirva como uma introdução a esse tipo de problema para que você saiba separar uma coisa da outra. Essa vai ser uma aula longa. Essa vai ser uma aula que a gente vai passar por muitos exemplos, porque eu gostaria que vocês fossem aos poucos pensando comigo Enquanto nós vamos desdobrando esse argumento que não é muito fácil e é um pouco delicado. Muitas pessoas evitam esse tipo de assunto porque elas têm medo de que isso afete o negócio delas. Mais uma vez, entre a ética e
a eficácia. Então, a primeira coisa que vocês precisam saber é que todo mundo sabe desses problemas, tá? Só que as tentativas de aliviar esse desconforto, elas vem três sabores. O primeiro é de que o marketing é neutro. O marketing é Como se fosse uma faca. Ele pode ser usado para cortar o bolo ou pode ser usado para cortar sua mão. Nesse sentido, ele é um tipo de ferramenta que, né, não é nem bom nem ruim, depende de quem usa. Isso não dá nenhuma resposta para aquilo que nós fazemos, tá? Mas ele pelo menos assim é
cada um por si. O segundo, a segunda tentativa é de que você só mostra o produto, que é um tipo de marketing de vitrine, em que você Coloca o produto lá, né? Ninguém se lembra, né? N se preocupa de que a vitrine também é uma escolha das coisas que você mostra e das coisas que você oculta. E aí quem comprar comprou. É isso. A gente faz um tipo de apresentação e aí a decisão é sua. A gente não está influenciando ninguém, a gente só tá apresentando o que faz. E a terceira tentativa é a de
que ninguém é obrigado. Na verdade, essa de que ninguém é obrigado sustenta todas as Outras duas, que é a ideia de que se você não obrigou ninguém, então você deve estar do lado certo da história, ou pelo menos do lado legal da história, juridicamente falando, que é o lado de que assim, bom, eu te obriguei, não se comprou porque você quis, então problema seu, não gostou, pede reembolso e é isso aí. Então, quando dá, né? Então, ninguém é obrigado. É o a barreira máxima de da moral do marketing. Quer dizer, se você não está Obrigando
ninguém, se você não está matando, não tá roubando, então é claro que você está certo. Então isso justificaria dezenas e centenas de habilidades e de produtos que são claramente eh falsos, né, que são claramente eh eh ineficazes naquilo que prometem, porque afinal você não foi obrigado a comprar, você caiu porque você foi trouxa, tá? Então, eu acho que nenhuma dessas três soluções é muito útil. E eu gostaria de mostrar porquê e Explicar um pouco com um pouco mais de detalhes, não é? Como que essas posições foram construídas no marketing e onde nós estamos hoje e
como você pode navegar aí nesse mar de persuasão que nós vivemos na internet, tá? Primeira coisa que eu gostaria que vocês soubessem é que é impossível não influenciar a ideia de que você é uma pessoa que não é influenciável, que você é uma pessoa muito autônoma, que ninguém muda a sua cabeça. Então, em geral, você É uma pessoa muito influenciável. Aquela pessoa que pensa dessa maneira, ela é bem influenciável porque ela se sente protegida, ela se sente muito autônoma, né? Ela tem essa ideia de originalidade, de que ela faz e acontece e de que nenhum
tipo de argumento vai mudar a cabeça dela, porque ela estuda. Sempre que você fala alguma coisa, ela vai tirar o livrinho dela e vai estudar. Em geral, essa pessoa faz isso com algumas coisas, mas com centenas de outras Coisas, ela não faz isso até por uma questão de tempo. Então, ela pode ser ter esse escrutínio muito específico em relação a livros, em relação a marketing, mas em relação à cueca, por exemplo, ela vai comprar aquilo que tiver mais barato. Quer dizer, ela não, ela está completamente inconsciente das forças de influência nessa pequena decisão. Ela vai
comprar, por exemplo, detergente que ela acha que não influenciou a decisão dela, ela vai Comprar, né, sem pensar muito. É difícil que ela pesquise todos os itens que ela compra ao longo da vida dela. Em geral, ela vai escolher alguns que tem mais a ver com a identidade dela, o que elas o que ela julga como as coisas mais importantes para ela. Mas a primeira coisa a entender é que é impossível não influenciar. A dinâmica da vida envolve que que as outras coisas comuniquem algo para você. Então, se você, por exemplo, se eu estivesse falando
a mesma coisa Que eu estou falando agora, mas numa caverna e uma fogueira, você perceberia a mensagem de uma maneira diferente do que se eu tivesse falando, por exemplo, no meio da rua, do que se eu tivesse no meio do mato, do que se eu tivesse com o fundo espacial atrás. você perceberia essa imagem de uma maneira diferente. Da mesma forma, se eu tivesse de regata, se eu tivesse de chapéu, tapaolho e um arco e flecha. Você, por mais que eu estivesse falando exatamente a mesma Coisa, não seria a mesma coisa, porque existem signos, existem
coisas comunicando ao mesmo tempo, né? Mesmo que eu tô falando, existem essas coisas também estão comunicando algo para você. E até quando você tenta não comunicar, você comunica. Então, se você cumprimenta alguém na, né, você cumprimenta alguém na rua e essa pessoa não responde para você, você, oi, ai, tudo bem? Essa pessoa vira o rosto e vai embora. Será que ela não ouviu? Será que Ela ouviu? Mas você não se lembra que você fez uma fofoca sobre ela? Ou talvez de que a sua irmã fez alguma coisa? O que que será que aconteceu? Por que
que ela não me respondeu? E essa forma não verbal de comunicar, ela acontece o tempo todo. Quer dizer, tentar não comunicar também comunica. Quando você tenta parecer uma pessoa, né, que não posta, que não faz nada, você também está comunicando algo para os seus seguidores. Será que ele é ocupado? Será Que ele tá com deprê? Será? O que que será que tá acontecendo que ele não está postando com mais frequência? Então, é impossível que você não consiga influenciar as pessoas, porque a influência faz parte do ar que a gente respira. A maneira como a gente
constrói a nossa identidade, constrói aquilo que a gente quer fazer na vida, envolve a influência porque envolve as outras pessoas. Aquilo que elas fazem ou deixam de fazer influencia suas decisões. Tenta Lembrar na época da escola em que você falou assim: "Ah, eu acho que eu vou fazer educação física". Aí um amigo seu falou assim: "Ah, eu acho que eu vou fazer administração". O fato de vocês decidirem coisas diferentes começam já a dizer: "Puxa, será que não deveria fazer educação física? Será que não deveria fazer administração? Será, né?" E até coisas muito simples. Por exemplo,
quando a sua mãe decide virar vegetariana, mesmo que ela não obrigue Você a ser vegetariano, ela com essa atitude acaba influenciando você. Será que eu sou certo em não tentar ser vegetariano? Será que eu não deveria experimentar? Porque eu vejo ela tão satisfeita e feliz comendo, será que não tem algo aí? Então, a natureza humana envolve a influência. Nós estamos influenciando os outros e sendo influenciados o tempo todo. A questão é que a influência não é uma determinação. O fato de sua mãe, por exemplo, ir pra Igreja e você não, não significa que você vai
pra igreja ou que você deveria ir ou de que em algum momento vai acontecer algo que você vai ou de que ela deveria, por exemplo, usar argumentos melhores para te persuadir. O que eu quero dizer é que as coisas comunicam várias coisas e você é obrigado a lidar com isso querendo ou não. A sua escolha não é tanto se a influência existe, mas como que você influencia? Se você vai fazer isso de Uma maneira consciente ou de uma maneira inconsciente. E é isso que nós vamos tratar a partir de agora. Então, o fato da influência,
o fato de que todos nós influenciamos uns aos outros é innegável. Todo mundo influencia, porque tudo influencia, né? A iluminação, o a horário do dia, os seus hormônios, todos eles influenciam. Então, quando as pessoas falam assim: "Ah, jogar videogame influencia na violência". Ah, influencia, mas assim Como qualquer outra coisa. Várias outras coisas influenciam nisso, mas há pessoas que vão jogar e não vão acontecer nada. E há pessoas que vão jogar e vão querer matar os amigos. Então, essas coisas influenciam. O que a gente quer saber é qual que é a diferença então que faz a
diferença na hora de alterar o comportamento dos outros e como a gente faz isso. OK? Então assim, a interação humana para nós, né, em resumo até aqui, é isso. A influência, toda a interação Humana envolve influência, tá? A questão não é se vamos influenciar as pessoas, mas como vamos influenciar as pessoas. Isso envolve principalmente fazer isso de forma consciente ou de forma inconsciente e recusar-se a aprender a persuasão, porque isso te tornaria uma pessoa mais ética. Ah, eu não quero aprender a persuadir os outros, a influenciar os outros. Eu quero fazer tudo da maneira inconsciente,
né? não te torna mais superior, só te torna menos Consciente do impacto que você já causa. Você não quer saber os efeitos das suas ações na vida das pessoas. você não quer assumir o controle, porque assumir o controle significa ele assumir a responsabilidade de maneira consciente. E até uma questão que a gente vai analisar aqui hoje, a influência, né, a do do influencer, ela tem uma responsabilidade, né, tem uma consequência na vida das outras pessoas. Será que isso também não deveria eh Quando as pessoas dizem assim: "Ah, eu só tô falando as coisas que eu
faço na minha vida. Você que tem que descobrir que você vai fazer na sua vida". Será que elas não, né? Não é um jeito simplesmente de lavar as mãos. Quer dizer, eu não sei o que você tá fazendo, então eu também não assumo nenhuma responsabilidade. Mas ao escolher falar disso em público, você acha que não você não tem nenhuma responsabilidade? Porque você poderia falar de outras coisas, né? Por que que você escolheu falar disso, né? Assim, ah, isso aqui não é um conselho, isso aqui não é nada, é só o que eu faço, né? Então
você vai assumir a sua responsabilidade até certo ponto. Quer dizer, eu acho que as coisas que eu ensino, as coisas que eu falo nos meus cursos, nas minha, nas minhas mentorias, elas têm um efeito na vida dos alunos, porque do contrário, os cursos seriam inúteis, as mentorias seriam inúteis. Então, você tem um efeito, existe alguma Responsabilidade da minha parte, seja por coisas positivas, seja por coisas negativas. Então, a ideia de de que o marketing, né, de que fazer marketing eh levanta questões éticas, ela é real. Porque se o marketing, se a hora que a gente
vai vender um produto, se a hora que a gente vai propor um novo serviço, uma nova campanha, isso afeta a vida das pessoas em algum sentido, significa que o nosso trabalho é eficaz, ele funciona, marketing funciona. Porque se a única Alternativa para que o marketing pudesse dizer que ele não tem nenhuma responsabilidade seria de que ele não causa nenhum impacto no mundo, logo ele seria inútil. Quer dizer, é um negócio que não fede, não cheira, né? Ele ele é completamente irrelevante. Todo mundo sabe que as coisas não são assim, porque assim que o seu conteúdo,
por exemplo, não gera engajamento, não gera comentários, não gera visualizações, não gera vendas, as pessoas começam a Entender que o marketing que elas fazem é para fazer alguma coisa, é para causar algum impacto. E se existe algum impacto, existe uma mudança. E se existe uma mudança, existe uma responsabilidade por essa mudança. Ao menos é assim que eu penso. Quer dizer, eu prefiro, né, que o marketing seja mau, a que ele seja inútil. Porque se ele é inútil significa que o nosso trabalho é só um trabalho de papelão, é um trabalho de decoração, tá? E nem
decoração, Assim, desculpa aí pessoal da decoração, nem decoração, a gente sabe que é inútil, a gente sabe que tem um efeito muito real na vida das pessoas, tá? Então, a ideia é mais ou menos essa. A, você precisa decidir se ou o seu trabalho tem consequências reais na vida das pessoas e na forma como elas decidem o que querem ou compra, ou se o seu trabalho não altera em nada que as pessoas querem, fazem e logo o seu trabalho é inútil. Não dá para ter as Duas coisas. Eu sou a favor disso aqui, né? Eu
sou a favor de que o nosso trabalho tenha um efeito real tanto na vida das pessoas quanto na nossa. Por isso, nós precisamos entender como que influenciamos as outras pessoas. Agora, se você acredita que não, que você simplesmente dá o que as pessoas querem, então você tá no trabalho de logística, no trabalho de entrega, [risadas] né? E você não altera nada, você recebe o seu Pedido, exatamente aquilo que você pediu, tá? Eu gostaria de você pelo menos tivesse a paciência de a gente chegar aos motivos de isso não ser verdade, ok? Bom, você tem vários
exemplos de influência no dia a dia que nem precisam ser exatamente de marketing, tá? Então você tem o exemplo da professora que elogia uma criança. Então tem lá na salinha a professora elogiando o comportamento daquela criança. Olha só como a Ana Ana fez todo O todas as atividades. Ela foi dormir mais cedo, ela não sei o quê. A professora está fazendo o quê? Ela está influenciando o comportamento dos outros alunos a seguirem o exemplo da Ana. Então aqui é um um exemplo clássico de influência que a gente pode e a gente vai chegar lá se
é um tipo de persuasão ou um tipo de manipulação da professora, tá? Mas seja como for, as crianças querem algo que parece muito maneiro, que é aprovação, atenção, o status da Criança modelo ali daquele daquela escola. Então, a professora está influenciando isso. Não é um trabalho exclusivo dos marqueteiros. Até quando você vai no restaurante, se a descrição do prato é algo do tipo filé minhon selado na manteiga de ervas com redução de vinho tinto e puretrufado, em geral vende mais, gera mais percepção de valor e nós temos dados para provar isso do que simplesmente felemiol
com pura de trufas. Quer dizer, o detalhe dos Ingredientes de prestígio, mesmo que eles não apareçam de uma maneira muito clara no prato, com manteiga de ervas, às vezes não vai aparecer a erva ali dentro do filéon, né? Mas isso influencia a percepção do valor do do prato. Isso é manipulação ou é persuasão? Por exemplo, se o filaminhon fosse selado com óleo de canola, óleo de soja, será que faria sentido colocar isso na descrição? Se não faz, por quê? É esse esse tipo de zona cinzenta que Nós queremos explorar, porque nós vamos perceber que a
coersão, que é o tipo de influência mais óbvio, né? que é quando você obriga a pessoa a fazer algo, ele é o jeito mais fácil de a gente evitar essa discussão. A real discussão está entre manipulação e persuasão, entre COP e debate e retórica, tá? Então, quando o supermercado, por exemplo, que é talvez um, tem um livro muito bom, chama Retail, é, que é sobre a os viés cognitivos do supermercado, tem um Especialista, psicólogo, eh, de comportamento de supermercado, que, enfim, é totalmente dedicado a esse tipo de eh montagem, né? Mas os itens de primeira
necessidade, leite, ovo, pão, eles ficam num normalmente eles ficam no fundo. Você tem que passar por pelo menos metade do mercado para conseguir comprar essas esses itens, né? Você tem que entrar ali e passar pelas frutas, né? Existe uma forma ali, normalmente é assim, carnes, né? Em geral ficam no Fundo, né? Padaria fica no fundo, né? Então, esse tipo de coisa, você tem que passar pelo mercado inteiro para fazer isso. E ao passar, é claro que muitas vezes você vai comprar outras coisas que você não compraria. O mercado está te manipulando ou está te persuadindo?
Então, por exemplo, quando eles colocam os produtos de margem mais alta na altura dos olhos e os infantis, né, do tamanho de uma criança, ali perto da altura das crianças, né, eles estão te Manipulando ou estão te persuadindo. A fila do banco ou do consultório, esse é um grande dilema comportamental. Quer dizer, ninguém gosta de ficar em filas, mas como que nós reduzimos a percepção de tempo dentro dessas filas? Nós colocamos internet, nós colocamos TV, nós colocamos revistas. Algumas pessoas colocam quadros outros aquários, mas eles estão manipulando ou estão te persuadindo? Porque o objetivo ali
é que a percepção do atraso seja menor, porque A gente sabe que consultório nunca atende na hora. Então assim, é impossível que não exista influência, porque colocando ou tirando essas coisas, elas vão influenciar a maneira como você experimenta a realidade ao interagir com outras pessoas, outros produtos e etc. Pensa num caso clássico como do Fábio Giga aqui. Então a Grove que agora tá acabando, né, assim, pelo menos o seu contrato com outros influenciadores, mas Com o Fábio Giga, eu acredito que não. Ele tá aqui com a sua creatina do lado, né, a creatina da Grove.
E aí, se você já fez musculação, você sabe que a creatina não é a maior responsável pelos resultados do Fábio. Quando você então chama alguém hormonizado para fazer propagandas de suplementos que não podem entregar esse tipo de resultado, você acha que existe um tipo de manipulação ou um tipo de persuasão? Que tipo de influência é Essa? Porque até agora vocês já notaram que nós temos três tipos. Nós vamos falar sobre cada um deles em detalhes, tá? Mas já perceberam que nós temos três tipos, né? coão, manipulação e persuasão. E aqui que vocês acham que ah,
porque eles jamais vão dizer assim: "Tome creatina e fique como Fábio Gigan, né?" Mas ao usar atletas que normalmente fazem muito mais coisa do que isso, tomam hormônios, coisas que eles não podem dizer mesmo na campanha, vocês não Acham que tem um tipo de influência no comportamento do consumidor a respeito das expectativas que eles podem ter em relação aos suplementos? Na Inglaterra, por exemplo, tem uma lei tentando banir ou tentando fazer com que as empresas deixem claro quando elas usam atletas nas suas campanhas. Quer dizer, você não vai ficar assim. Então você pode perceber, por
exemplo, que o Siban não é da Inglaterra e tal, mas assim o o Siban ele usa pessoas mais normais nas roupas Ali, porque é mais ou menos assim que você vai ficar, você como uma pessoa normal, mas outras marcas, principalmente essas de performance, vão acabar usando os maiores atletas para fazerem as campanhas deles. Que que vocês acham disso? É manipulação ou é persuasão? Eles não estão dizendo que você vai ficar com Fab Giga, mas essa associação começa a ficar, não é? o mundo fitness começa a ser uma porta de entrada para outras coisas. Então, por
Exemplo, a gente pode ir para uma empresa mais clássica, como essa campanha da Apple, né, do Penso Diferente, em que se você não sabe quem são todos os artistas, significa que você não é o público da Apple, [risadas] dessa época, né, que um público sabia quem que era o Pablo Picasso, quem que era o Edson, quem que era o Alfred Hitcock, o Milos Davis. Então, a ideia aqui era pense diferente, era isso, porque essas pessoas pensaram e a Apple Tá na tradição dessas pessoas que mudam o mundo. Só que não fica implícito de que você
ao comprar Apple de alguma maneira está vendendo a ideia de que você vai produzir coisas grandes, coisas artísticas, coisas revolucionárias usando Apple. Porque não é assim, use Apple como o Picasso usava, que ele não usava Apple. Mas não fica essa proposta, não fica essa ideia de que a Apple tem alguma coisa a ver com essas pessoas. Isso é manipulação ou é persuasão? Você Se sente mal ou se sente bem ao saber disso? E a gente tem vários outros exemplos, exemplos às vezes mais simples, né? Por exemplo, quando a uma criança, né? Então, nessa propaganda, por
que pagar mais? As crianças ficam felizes com qualquer coisa. Você vai dar uma bateria ou você vai dar uma salsicha para ela, né? Então você dá um pedaço de salsicha sadia, a gente sabe que não é a melhor coisa para a criança, mas é mais barato. A criança vai ficar feliz do mesmo jeito. O que criança gosta de ganhar coisa, não importa o que que é. Então você não precisa gastar dinheiro com presente caro, você precisa colocar qualquer presente lá embrulhado que criança adora. Tá vendo que aqui existe é um pouco diferente das outras, não
é? Existe uma certa transparência em relação à aquilo que está sendo oferecido como alternativa dentro da propaganda. Mas salsicha é melhor ou é pior do que bateria para uma criança? Tá vendo que a gente começa a entrar em questões que todo mundo que já trabalhou com marketing, né, vendendo produtos, seja dos próprios, seja de outros, já lidou, tá? E eu espero de novo, ao longo dessa discussão que isso fique cada vez mais claro, né? Por exemplo, aqui no no humor da Fredo, ah, existe o a proposta de que a criança, né, preferiu quebrar o braço,
Eh, quebrar a perna a perder o sorvete Fredo. Tá vendo que ninguém levaria isso a sério, certo? Mas e aqui você levaria isso aqui a sério? Porque muitas pessoas levaram isso aqui. Que que será que qual que é a diferença dessas campanhas aqui? Tem algo diferente nelas, né? Então, por exemplo, botar um tigre no seu tanque, ninguém espera que vai colocar gasolina e vai ter um tigre no seu tanque, né? Ou ou pior, né, que você vai sentir, né, e Assim, vai colocar gasolina que vai fazer um barulho de um tigre, coisas assim do tipo.
E a ideia realmente existe, é de associar o ronco do motor ao ronco de um tigre e de que você vai sentir meio másculo, né, dirigindo esse carro com essa gasolina. Essa era a ideia, né, do do criador disso daqui que a gente tem uma aula inteira sobre ele no Arquitetura, né, quando ele criou essa campanha, a ideia dele era de que associando animais a carros era um jeito De você recuperar o instinto animal do homem que tinha sido eliminado ali durante a industrialização, porque não não se usa mais cavalo, né? Então, até cavalos de
potência, que é um uma metáfora ali da industrialização britânica, né? eh, para vender, né, o o assim a ideia do do da máquina a vapor, né? Então, isso aqui entraria em outro vídeo, mas só para você entender que existe essa metáfora animal. As pessoas também não Achariam que isso aqui é errado, né? Eu imagino que as pessoas não achariam isso aqui errado, né? Mas existe essa questão, né, de botar um tigre no seu tanque como algo que parece manipulação ou parece persuasão, né? Então o que que eu quero dizer até aqui, né, que a nossa
indústria ela nega o que ela faz para vender. Quer dizer, a nossa ideia é nós não criamos demanda, apenas atendemos uma demanda, nós não influenciamos o desejo das pessoas, as Pessoas que querem isso e nós entregamos. E afinal ninguém é obrigado a comprar nada, né? Então a gente tem algumas soluções às vezes que em em relação a tá beleza, mas como que eu comunico isso? E uma dessas soluções é assim: "Ah, é só você ser racional, é só você explicar bem", né? Essa é a ideia iluminista cantiana que nós vamos ver daqui a pouquinho, que
se a pessoa tiver informações o suficiente, ela tomará uma decisão boa. O que ela precisa é de Argumentos, ela precisa de informação de qualidade, né? E aí a gente pode se perguntar, então por que as pessoas continuam fumando? Então assim, a ideia de que o marketing não atende demanda, eh, eh que só atende demanda para mim é falso. O marketing também cria demanda, né? E também a ideia de que se a coersão, né? Se não é coersão, se aquilo não foi obrigado, então tudo é aceitável. Se eu não forcei ninguém, eu não ameacei ninguém, eu
não Obriguei ninguém, eu também estou do lado certo da história. Também é um pouco inaceitável, né? E a ideia de que você pode convencer as pessoas com argumentos racionais, ela é assim, essa talvez seja a mais fraca de todas, né? Porque a maior parte das decisões que você toma da vida não são racionais, né? E o fato de não serem racionais não significa que elas são más, né? Que elas são injustas, ruins. Você provavelmente não decidiu de maneira racional com quem Você iria se casar ou que tipo de raça de cachorro você gosta mais, né?
Essas coisas tendem a acontecer de maneira que estão fora da nossa capacidade decisória mais racional. Porque se você fosse racionalizar essas coisas, você provavelmente nem tomaria essas decisões, porque elas oferecem benefícios que não podem ser antecipados, tá? Essa é uma das coisas, eh, uma das limitações em relação a tomar só decisões racionais, né? Então, Nem toda influência não racional é manipulação e nem toda persuasão racional é honesta, ok? O dilema para nós, então, a partir de agora não é tanto entender a coerão, como nós vamos ver muito fácil o que é coerção, mas qual que
é a diferença entre manipular e persuadir? E principalmente se manipular é ruim, tá? Então vamos lá. Nós temos três formas de influenciar o comportamento humano. Primeira é por meio da coersão, a Segunda é por meio da manipulação e a terceira por meio da persuasão. A coersão, como vocês já sabem, é quando você remove a capacidade da pessoa decidir, de ela escolher, né? O foco da coersão é não é mudar a cabeça da pessoa, mas que ela faça mesmo mantendo a mesma opinião, né? mesmo com a mesma opinião, ela faça algo, porque ela está sendo obrigada,
tá? Essa obrigação pode ser uma força física no sentido bota arma na cabeça da pessoa, ela precisa Fazer aquilo, o roubo, por exemplo, né? Me passa seu dinheiro e tal, mas ela também pode ser feita de uma maneira que a gente chama de um terrorismo psicológico, né? No sentido de se você não fizer isso, eu vou fazer outra coisa muito ruim com você, com a sua família. Então, existe uma coação, né? Você quer coagir a pessoa a fazer alguma coisa que ela não quer fazer. Isso em texto de cópia pode aparecer do tipo assim: "Ou
você vai fazer esse curso ou você vai Ter mais um ano ruim com a sua família e todo mundo vai achar que você é um pai ruim, porque fica essa ameaça de que você só tem duas escolhas e se você não tomar essa decisão, coisas muito ruins vão acontecer. é quase como se o influenciador estivesse te ameaçando eh a piorar sua vida caso você não tome essa decisão. Então, a coerção ela relativamente fácil de distinguir, mas vamos ver um exemplo para você ver no dia a dia como que a coisa fica mais Difícil do que
parece. Então, vamos dizer que Amanda, nossa personagem fictício, tem um namorado e esse namorado é abusivo. A Amanda, assim como muitas mulheres, não têm tido forças para se livrar dele. Ela acha que ele vai mudar. Ela acha que ele precisa só ali de um tempo. Mas a Amanda não tolera traição. É a única coisa que a Amanda não tolera. Essa seria a coisa que faria com que ela largasse dele. Essa é uma situação muito Comum. Eu tenho certeza que você já viu alguma coisa parecida, não só na internet ou às vezes na sua própria vida.
Às vezes você é Amanda. E assim, as suas amigas, sabendo disso, elas vão inventar uma mentira. Elas vão forjar umas fotos com Iá, é, em que vai ter o namorado dela com outras garotas e vão levar a Amanda a terminar com ele, né? Agora, isso foi persuasão, foi manipulação? Eu acredito que a maior parte de vocês vai dizer que foi Manipulação. A as amigas da Amanda manipularam a Amanda acreditar em algo que não é verdade. Só que existe algo meio duvidoso, porque parece que a manipulação aqui ajuda a Amanda, não é? A intenção parece boa,
a intenção parece positiva. As amigas Amanda levaram a Amanda a tomar uma decisão que parece que beneficia a Amanda em longo prazo. Só que se você pensar bem, e muitas pessoas já fazem isso, né? já fizeram Alguma coisa parecido. A gente sabe que a manipulação é ruim paraa Amanda porque há uma intromissão na capacidade de Amanda decidir. Quer dizer, não foi Amanda que tomou essa decisão, foram outras pessoas que a manipularam a tomar essa decisão. E nós dizemos com toda a razão que as amigas da Amanda agiram errado. Mas e quando a mãe diz assim
pro seu filho que ela precisa comer ou tomar leite para crescer e se ela tomar leite, Né, ela vai ficar sem jogar o videogame. Tá vendo que aqui já existe, já existe uma manipulação por parte dos pais também, que não é tão ruim, socialmente falando, né? As pessoas não criticam tanto isso. E mesmo assim a gente consegue identificar essa manipulação, tá, em discursos parecidos. Porque você percebe aqui que não houve uma coção. As a a as amigas da Amanda não a coagiram a largar dele. Ao contrário, elas querem uma situação em que não houve força,
não Houve nenhuma ameaça direta das amigas, ou você larga dele ou a gente para de falar com você, mas houve uma distorção emocional cognitiva e simbólica. Quer dizer, esse tipo de atitude altera a capacidade de decisão e degrada, né, degradando negativamente, né, a capacidade da decisão da pessoa, mesmo sem violência, mesmo sem coação, tá? E é isso, né, que que para mim classifica, né, o o fato da manipulação ser diferente da da persuasão em vários Sentidos, tá? A gente vai chegar lá, vamos ver mais casos aqui. O caso do Iago em Otelo é a mesma
coisa. Então o Iago, né, no no no na peça de Shakespeare, né, o o ele ele ele o ele ah persuade, né, manipula o hotel acreditar que há ciúmes a que é Desdémona, né, que é a mulher, a a noiva do hotelo, eh, ou Traia, né? E aí no caso do do Iago, que também aparece na peça do Machado na no romance Machado de Assis, né? Você ele você sabe que ele Está fazendo algo errado, né? Que ele está usando os argumentos ali para manipular o hotelo, a tomar uma decisão que é ruim para ele,
né? E aí o hotel, o resultado é que o hotelo comete um erro que destrói a própria vida. Então aqui a gente começa a perceber que a manipulação tem algo diferente da persuasão. A gente pode usar os mesmos argumentos, vamos dizer assim, que no caso da Amanda não houvesse a manipulação com IA, mas Que as amigas de fato tivessem fotografado isso. Isso aconteceu e elas vão apresentar essas provas paraa Amanda. E daí a situação seria um pouco diferente, mas percebam que a forma como a influência aconteceu foi a mesma. O que mudou foi a capacidade
de decisão, como a gente vai ver daqui a pouquinho. Então, o que acontece aqui é que nós também temos um tipo de manipulação sem intenção, porque às vezes você pode pensar que a Manipulação é intenção, a intenção é negativa, mas no caso do Otelo, do Iago e Otelo, a intenção do Iago era negativa, mas a intenção dos das amigas da Amanda era um é uma intenção positiva, né? Ia fazer é melhor para Amanda que ela largasse do namorado dela, né? Só que a gente também tem a gente também tem uma manipulação sem intenção. Por exemplo,
como que vai classificar manipulação quando não é uma intenção Humana identificável? Pelo menos uma intenção só, né? Existe uma criação de algo e esse algo começa a tomar atitudes por si mesmo, vamos dizer assim. Quer dizer, sem a intenção clara de um criador, mas dispersa numa indústria, numa empresa, como é o caso dos algoritmos, né? Então, por exemplo, os algoritmos, o critério decisivo deles, né, não é tanto assim se você vai ver um vídeo que você gosta, é quanto tempo você ficou nesse vídeo. Então, se você Viu o meu vídeo aqui até aqui, o YouTube
vai entender que você gostou do do meu vídeo e que você vai assistir outros. Ele vai recomendar isso para você. Mas ele não sabe se você tá ouvindo isso do tipo nada a ver com o Rafael falou até agora, tudo errado, ou se você simplesmente deixou esse vídeo, foi fazer outra coisa. Ele não sabe se você tá vendo, ouvindo esse vídeo enquanto você tá andando e tá pensando em outra coisa também. Ele não consegue avaliar a Qualidade da sua atenção, apenas o quanto você ficou naquele vídeo, quanto, não é, você ficou, né, com o link
aberto vendo aquele vídeo. Por quê? Porque é uma ferramenta que foi otimizada para a retenção da plataforma e não tanto para o seu aprendizado com algo. O objetivo dele não é entregar conteúdos de qualidade, mas conteúdos que ele percebe como valiosos para ele. Porque a qualidade do YouTube depende da de quanto tempo as pessoas ficam ali Tomando atitudes, né, dentro da ferramenta e comprando, principalmente as propagandas que são oferecidas ao longo do vídeo. É assim que acontece com o Instagram, é assim que acontece com qualquer outra ferramenta. você não é melhor porque você usa o
YouTube, entende? Esse é um vídeo à parte que eu quero gravar, porque essa é a ideia de que as pessoas saíram das redes sociais, daí elas estão apenas no YouTube e elas são melhores, né? Moralmente falando, há Vários vídeos nesse sentido no YouTube, mas isso vai ficar pra próxima, tá? Mas o critério decisivo aqui é não é apenas a intenção então paraa manipulação, pra gente saber se algo é manipulação, mas se existe uma indiferença aos meios para obter o resultado com aquela comunicação. Deu para entender? Então a manipulação não pode ser determinada apenas pela intenção
se a pessoa quer fazer mal para você, como no caso do Iago, né? Porque a gente viu no caso das Amigas da Amanda que elas não queriam fazer mal para Amanda, né? A Amanda estava numa situação ruim e elas queriam melhorar aquela situação e elas usaram os meios. Então a questão é não e essas ferramentas como o YouTube, Spotify e qualquer outras, elas não têm uma intenção maligna também. Percebam? Elas não têm uma intenção maligna no sentido de eu quero que vocês fiquem aqui vegetando, né? Elas querem que você fique na plataforma, mas o que
você vai Ver se aquilo é bom para você ou não, que é indiferente. Mas não só isso, os meios que elas usam para que você fique dentro da plataforma são indiferentes, no sentido de que o autoplay, por exemplo, da Netflix, ele quer que você fique passando os filmes ali, né, os episódios, você ficar ali, né, assistindo vários e vários episódios e um atrás do outro, porque não porque aquilo é bom para você, mas porque aquilo é bom para a plataforma. você Fica mais tempo ali. Pode ser que você esteja numa boa situação, você não tá
fazendo nada, se você quer maratonar aquilo, mas aquilo é indiferente para a plataforma. Então, o meio pelo qual você obtém o resultado com a sua comunicação, se ele é indiferente, se a maneira pela qual você vai conseguir os seus likes, os seus comentários, mais pessoas na sua plataforma, se isso é indiferente, a gente tá entrando já no terreno da manipulação como um todo. Fica tranquilo Que eu vou resumir essa conversa toda aqui. É só para você ir pensando comigo, tá? E a gente tem vários exemplos. de produtos assim históricos, inclusive em relação à manipulação e
persuasão, tá? Então, a indústria do desodorante, por exemplo, aí isso volta pra nossa discussão em relação se o marketing cria ou não demandas, a indústria do do desodorante, ela criou o problema que vende. E as pessoas pensam assim: "Nossa, o marketing inventou a sua Vaqueira, então não, o marketing não inventou isso, mas ele inventou o problema de que ter cheiro fedido, né, body, bador, inclusive, né, que é uma campanha da Life Boy, eu acho que é assim que fala, né, Life Boy, que ela tinha um um produto chamado Odoreni, né? E aí era oh no
acho que era assim a campanha. Isso é começo do século XX. Porque do mesmo jeito que o Hopkins vai fazer mais tarde, já vou contar também, explicar isso aqui rapidinho, ela disse Assim que o fato, ela usava assim, o fato de você não conseguir homens, então tinha campanhas do tipo, você tem 35 anos e você ainda não rumou nem o namorado, né? E aí tinha moça assim, né, com cara de fedida olhando pro sovaco. É, ela diz assim que o fato de você não conseguir namorados tem a ver com o seu sovaco, com o seu
fedor, né? Até o começo do século XX, não é que não existia suor, mas é que ele não era necessariamente um problema social, um Problema que envolvia ser assim, ter isso classificava você como alguém bonito ou feio, desejável ou indesejável. Não existia tanto essa classificação. Claro que existia do tipo assim, né? Perfumes masculinos são mais assim, femininos são mais assados ou algo que para homens em geral é mais nessa direção e para mulheres em geral na outra direção. Mas perfume masculino feminino é um negócio que não é meio assim, né? Não existe nenhuma ciência em
Relação a isso, tá? assim, isso ficaria para outro vídeo também, mas o que é importante é que a ser uma boa ou má a ver com você ter suor, tá? Então esse foi um problema aproveitado pelo marketing para vender mais sabonete. Então se você te cheirar bem, você vai atrair mais homens. Essa foi a campanha. Então o o de novo, o Marx não inventou o SW, mas ele inventou a ideia de que o suor é um problema para você conseguir ter parceiros sexuais. O outro problema que eu comentei do Hopkins é o o no caso
do sovaco, você ainda consegue sentir o fedor do sovaco, né? Só que daí imagina, é como se você sentisse e falasse assim, não é não é que a pessoa não sentia aquilo como um como fedido ou cheiroso, né? Não é como se, por exemplo, cheiro de canela não fosse melhor que cheiro de sovaco fedido, né? É questão é que aquilo não era um um impedimento para você conseguir alguém, entendeu? Não era como Se aquilo fosse um problema eh de relacionamento, tá? E hoje tenho certeza que é, né? Se a mulher fed, por exemplo, se ela
tem fedor. Então a gente sabe que já tem vários vídeos nesse sentido de pessoas ela não consegue se ficar cheiroso e tá tá tá. Existe toda uma ideia de que as pessoas precisam sentir cheirosas porque isso vai atrair pessoas, né? Cheiro de rico, por exemplo, né? Cheiro de príncipe e todas essas fantasias, né? Porque a gente sabe Que o cheiro comunica algumas coisas, mas a questão é que o sinal que aquilo comunicava, voltando pro começo dessa aula, não era esse. Então o market pegou essa comunicação, esse sinal e associou a outro benefício que é muito
mais concreto, que é conseguir um homem, né? Então o ficou assim, você não consegue homem porque você fede. Se você usar life boy, você vai ficar cheirosa e daí você vai conseguir um homem. As campanhas eram todas nessa direção. Depois vocês podem procurar isso no Google. O Hopkins, que eu comentei, né? Ele ele inventou a litose, que era o fedor da boca. Só que no sovaco de novo você consegue cheirar. Mas o bafo é difícil você cheirar o próprio bafo, né? Então era até um produto melhor, porque diz assim: "Não, as pessoas não falam para
você que você tem bafo porque elas têm vergonha e você não consegue sentir porque não dá. Você se acostumou com o Seu cheiro, tá? Então você tem um Listerine que mata os aletos, mata, tira a placa dentária da sua boca e aí você vai conseguir eh ter novos homens, você vai conseguir casar. Tanto que a campanha dele era always, né? Always the brides made never the bride. Então, sempre a dama de honra, nunca a noiva. Que era que era para dizer assim: "Poxa, você tá sempre vendo outras mulheres se casarem e você nunca consegue casar
porque você é bafuda". De novo, o marketing inventou o bafo. Não, ter bafo é é algo negativo. Pode indicar problemas intestinais e outras coisas assim, mas não tinha essa associação, tá? Então, boa parte do mercado dependia dela. O outro caso que a gente tem um vídeo aqui no canal que é o do diamante. Então, o diamante não era algo feito para, digamos, casamentos, né? Então, não era nenhuma pedra valiosa assim, tá? O diamante era uma pedra meio sem graça, Tinha muita pedra no mundo, muito diamante no mundo e ainda tem, tá? Não é uma pedra
escassa, não sei se isso te entristece, mas não é escassa, não é raro. Diamante, diamante raro é um oxímoro, tá? Não existe diamante raro, tá? Eh, você tem outras pedras raras, mas o diamante não é uma delas. Então, a The Bears conseguiu, é o The Bears, né? Conseguiu criar essa associação de casamento e diamante, né? a transparência, o brilho de diamante ao Casamento. Então aqui tem uma aula específica sobre isso, então não vou me alongar, tá gratuita aqui no disponível no YouTube, mas a ideia de você ter uma aliança com diamante que eles usavam ainda
assim um mês de salário para durar para sempre, então era o equivalente a um mês de salário da época que hoje daria mais ou menos uns R$ 10.000, mais ou menos, né? R$ 12.000 um salário mínimo da época, né? Eh, é para você ter algo que vai durar para sempre, né? Essa Era a grande vantagem do diamante. Ele dura para sempre, assim como o casamento que é feito para durar para sempre, tá? Mais uma vez um mercado que o marketing não inventou o diamante, mas inventou a ideia de diamante como um presente de casamento. A
indústria do café da manhã também é outro do do americano, né? Mas eu acredito até no Brasil a gente acabou adotando isso. É a outra invenção do Edern começo do século XX. A gente também tem uma aula específica dele aqui Nesse canal. que ele foi contratado para ajudar uma empresa de bacon a vender mais. E o café americano na época era aveia, era leite, maçã. E ele mudou isso para ovos e bacon, que é claro que é uma combinação deliciosa, mas a questão é que a empresa contratou ele para mudar o comportamento de uma nação
em relação ao café da manhã e funcionou. Ele conseguiu. Tanto que nós até hoje sonhamos com o cheiro, né, de bacon e ovos pela manhã, né? É até Engraçado, né, quando as pessoas falam assim: "Ah, qual cheiro o homem gosta?" E aí ficam falando de perfume e tudo mais e é bacon, né? Esse é o cheiro que homem gosta, é bacon. E aí o bacon do Edward Bernet é outro exemplo de uma grande empresa, né? De uma um grande mercado sendo inaugurado pelo marketing, né? Porque ele contratou vários médicos cardiologistas para dizerem que poxa, a
gordura do bacon, né? Principalmente gordura Saturada na época faz bem para você. Então, do autoplay da Netflix, eu já comentei. Ah, outras outros outras formas de você ver a manipulação, né, digamos, o comportamento, a influência no comportamento, eh, de uma maneira indiferente aos meios. Quer dizer, como que a pessoa conseguiu aquilo, se aquilo é indiferente aos meios, é a questão do da Netflix. Então, o autoplay, né? Então, a questão é manter você na plataforma Independentemente de como. Mesma coisa com as thumbnails. A gente quer aumentar os cliqus nas thumbnails, né? Então, a ideia não é
que ela seja uma representação fiel do conteúdo, mas que faça com que as pessoas cliquem e recebam algo que está naquela naquela thumbnail, né? Então, não é uma representação literal ou ideal daquele conteúdo, é uma representação que chama atenção a um ponto daquele conteúdo. Então, esse é o tipo de jogo que a gente Acaba jogando na internet, né? Mas ainda também tem outras questões eh do A, né? Então, por exemplo, esses aplicativos de eh de de de GPS, né, eles são otimizados para o caminho mais curto. Então, quando o caminho é o mais curto, significa
que ele vai passar frequentemente pelas mesmas ruas. E aquelas ruas que talvez não tivesse, não tinham trânsito antes, começam a ter. Então, em São Paulo, em Lisboa, em vários outros lugares, há até protestos, né, e e processos, né, em Relação a esse aplicativos, porque eles tornaram algumas ruas assim, eh, impossíveis de você, eh, dirigir ou assim, aquilo que era o mais rápido acabou não se tornando o caminho mais rápido por causa disso, porque mais uma vez a intenção da plataforma não é ser má, entende? a intenção dela não é nem te obrigar a seguir aquele
caminho, porque você poderia, por exemplo, escolher um outro caminho, mas você escolhe o mais rápido porque a Plataforma foi otimizada para mostrar o mais rápido, porque o tempo é um dos seus ativos, dos seus ativos mais valiosos. E e de novo, não existe uma obrigação, mas existe uma indiferença em relação aos meios, né? Então não é que eles são malignos em si, tá? O dono supermercado quer vender mais, a Netflix quer que você fique mais tempo da plataforma, o A quer que você chegue mais rápido, o WhatsApp quer que você use mais um aplicativo. Todos
esses Objetivos são objetivos, digamos assim, vai assim, OK, né? É o objetivo de uma empresa. Uma empresa tem como objetivo vender, né? é uma, então é assim que o negócio funciona. Mas isso, então isso não é necessariamente ruim, mas a maneira pela qual isso é atingido é que pode ser ruim para o usuário, mesmo que seja bom para a empresa, né? Então o problema estrutural de todos esses problemas que a gente comentou até aqui em relação à manipulação, né? Então a Coerão ficou clara ali que é só quando aquilo é forçado e que esse não
é um bom jeito de abordar esse problema, porque o fato da pessoa não ser obrigada é pouco, porque esse não é o grande problema. Nós não estamos sendo obrigados a fazer essas coisas, nós estamos sendo manipulados a fazer essas coisas de formas que se confundem muito com persuasão, tá? Então, quando o sistema, né, eh, é otimizado por uma única métrica, com indiferença aos outros Efeitos que produzem na vida das pessoas, a influência que exerce que exercem, né, tende a se desalinhar progressivamente dos interesses reais de quem é influenciado. Tá? A pergunta não é se eu
assim não estou usando influência, mas sim para onde a influência que estou construindo aponta, no sentido de que essa pessoa fica numa posição melhor ou pior para tomar decisões que servem aos interesses dela invés dos interesses da plataforma. Então, quando você vai produzir um conteúdo no YouTube ou um conteúdo no Instagram, no TikTok, você quer produzir, normalmente essa é a inclinação inicial, conteúdos que você goste, você ache que são úteis. Você quer falar para as pessoas que são apaixonadas pelos temas e e pelos problemas e e pelas soluções? Claro que você então você provavelmente vai
encontrar pessoas que também gostem de moda, pessoas que gostem de tecnologia, Que gostem de desenho, que gostem de, enfim, tudo aquilo que você imaginar. existe um outro ser humano, né, em algum lugar que estaria pronto para assistir o seu conteúdo caso ele soubesse que existe. Só que até isso acontecer e até para você manter essa audiência, existe um certo jogo para você jogar, que não é um jogo que você escolheu jogar, é um jogo que é necessário jogar muitas vezes para que outras coisas aconteçam, porque você precisa servir aos aos interesses Da plataforma para que
ela sirva os seus interesses, tá? Então isso acontece em qualquer eh eh produto, em qualquer negócio, enfim, né? Então, normalmente acontece eh que a gente se perde nessa nessas métricas. É muito comum você começar a produzir conteúdo com algum objetivo e terminar produzindo por outro objetivo. É o que a Diana Flashman chama de falsificação da aptidão. Quer dizer, você, por exemplo, quer postar cada vez mais, você quer cada vez mais likes, Cada vez mais seguidores e acaba se esquecendo de porque que você começou a produzir conteúdo, de que por que você tá ou porque você
quer um um negócio na internet, né? Então, a gente começa a perseguir métricas que interessam as plataformas enquanto acreditamos que estamos progredindo. Então, você vê o seu perfil crescendo e muitas vezes você não vê o seu negócio crescendo. Você vê visualizações e o seu CTR ótimo aqui no YouTube, sua thumbnail excelente, mas Você não vê as pessoas interagindo, você não vê as pessoas comprando seus produtos, você não vê as pessoas contratando seus serviços. Então nós começamos a perseguir os números mais fáceis, aqueles que a a plataforma diz para você que você está progredindo ao invés
de usar a sua forma, os seus critérios de progressão na vida. Então essa é um dos problemas em relação à manipulação eh dentro do meio digital como um todo, né? Então o meio eh que a Gente pode usar aqui agora pra gente destrinchar isso tudo, pra gente pensar e eu vou deixar uma conclusão clara, tá? que eu queria que vocês pensassem comigo, porque não é um problema fácil, né? Talvez seja um vídeo bem difícil para acompanhar, mas é que o meio de influência ele é manipulador quando ele não, aqui eu acho que eu eu escrevi
bem, obrigado, Rafael, que é assim, um mês de influência manipulador quando não pode ser revelado ou Influenciado sem perder eficácia, seja porque humilharia, seja porque é ilegal. Vamos pegar um exemplo aqui, ó, o exemplo do sabor energético, né? Então, quando você tem o sabor energético aqui do Toguro, né, você tem, você percebe que ele tá dizendo para você, tá dizendo para você que não é energético, que é apenas um sabor energético, né? Que a coisa tem um sabor de energético, mas não é um energético. Aqui não existe. Ah, e tá vendo que a coisa começa
a Ficar cinzenta, né? Você pode até comprar o sabor energético aqui, a essência, e fazer o seu em casa. Mas o que acontece? Ele está dizendo para você que aquilo não é energético, se parece com energético, mas ele conta que você não vai se importar com isso ou de que você sabe o que isso significa. Assim, por exemplo, quando você diz assim, eh, sobremesa sabor chocolate, né? Ou por exemplo aqui, né? sobremesa gelada sabor chocolate e não sorvete. Quer dizer que Você não se importa tanto com a determinação técnica, porque existe uma determinação técnica para
o que que é sorvete. Existe uma quantidade de gordura que precisa ter, assim como no chocolate, precisa ter uma quantidade de chocolate real, de cacau real, para que aquilo seja considerado chocolate. Ele acha assim: "Você não vai se importar com isso. Você só quer o sabor, você só quer a parada, você não quer a coisa real, né? A questão é, ele está te manipulando? Na minha opinião, não, tá? Porque ele pode revelar a estratégia para você. Esse é o teste. Ele pode revelar essa estratégia para você e você não vai se sentir humilhado ou enganado,
né? Ou por ser algo ilegal. Aí a pessoa não pode revelar mesmo. A gente vai ver outros exemplos já. Mas entendem, na manipulação, a pessoa que está influenciando não pode revelar os meios de influência. Ela não pode revelar como Que aquilo funciona, porque do contrário, você vai se sentir mal, você vai sentir humilhado. Ai que lazarento. Então ele tá fazendo isso, né? Então se você ao saber que não tem nenhum energético, aquilo que a gente considera energético, que normalmente é cafeína e taurina, né? Algumas vitaminas complexo B, não tem nada disso aqui. Ou pelo menos
não tem a cafeína, né? que seria a coisa mais energética ali do do da energia, o que classifica o energético, Né? Não tem cafeína aqui. Você sente, como que você se sente em relação a isso? Você comprou energético por causa do sabor ou porque você queria energia? Porque a energia você não vai receber a da cafeína pelo menos, né? Então como que você se sente? Se você sente que ele está te enganando, tá vendo que aqui é uma zona cinzenta que, né, do do da manipulação e da persuasão? Porque eu, por exemplo, ao ver esse
tipo de comunicação, eu sei que ele está Contando com a ideia de que você não vai se importar. Tanto que ele tá deixando bem claro, olha, isso aqui é sabor energético, não é um energético real, não tem nada daquilo que seja um energético específico. Você pode misturar com a sua bebida, com o whisky, porque essa foi a ideia dele, né? Então aqui todo mundo inclusive faz piada com essa questão. Quer dizer, é peronomil, mas as pessoas continuam comprando, elas não se sentem Trouxas por fazerem isso. Então para mim não há essa intenção de manipular as
pessoas, né? Nesse sentido de elas não podem saber como que a gente faz isso, tá? Vamos ver algum alguns outros exemplos aqui. Acho que vai ficar claro, né? Então, a a até aqui, né, no caso do sorvete é a mesma coisa, né? A gente não tem essa mesma a a apreensão, né, em relação a se a pessoa vai compreender isso como um sorvete ou como uma sobremesa gelada, né? E um influenciador que alogou um carro de luxo para parecer bem-sucedido e vender o seu curso, ele pode revelar essa estratégia sem que a outra pessoa se
sinta manipulada? Ele pode dizer assim: "Ah, tá vendo esse carro? Não é meu. Eu só aluguei para que você ache que eu sou rico e assim eu poder vender o meu curso de enriquecimento fácil e rápido na internet. Eu, na verdade, enriqueci de outra forma, principalmente enganando otários como você. Tá fim. Então, tá vendo que esse tipo de comunicação todo mundo sabe que é falso, todo mundo sabe que é mentiroso, né? Todo mundo sabe que é manipulação. Porque mais uma vez um dos critérios da manipulação e no final vou dar todos para vocês, é que
a pessoa não pode revelar as próprias estratégias sem que a outra pessoa recue, sem que ela, opa, pera aí, eu não sabia que era isso, tá? a pessoa não pode revelar os meios de obtenção de sucesso com aquela Comunicação, tá? E antes da gente falar disso, vamos falar de persuasão. A gente falou bastante de manipulação, vamos falar também de persuasão. A primeira ideia de persuasão é de que ela deve ser racional. Essa é a proposta principal da persuasão de que você está argumentando com a pessoa. Tanto que a principal escola de cópia cópia de Reason
Why, a escola aí que tem como fundador, o não é bem o fundador, mas talvez a pessoa Principal ainda é o Claude Hopkins, né? é o cara que se propôs a, digamos, ajustar a a manipulação, a o oferecimento de argumentos racionais para que a pessoa compre. Não era bem argumentos racionais, mas fatos. O Hopkins achava que ele não estava persuadindo ninguém. ele estava oferecendo fatos que são úteis para que a pessoa tome uma decisão qualificada, o que, como nós vemos, a Escolha dos fatos em si já é um tipo de escolha. Você deixa umas coisas
de fora e deixa e coloca outras coisas. Então, é claro que isso influencia a pessoa de uma maneira diferente do que apresentar todos os fatos possíveis, né? E a apresentação de todos os fatos possíveis, ela é falsa. Não tem como você apresentar todos os fatos possíveis de qualquer produto, tá? Você pode falar, por exemplo, que ele é feito de plástico. Mas de qual plástico? De onde Que ele é? É chinês? É americano? E se você, por exemplo, falar assim: "Ah, eu vou dar 10% de desconto". Mas por que que você fez 10% de desconto, Rafael?
Por que que você não oferece 9.99 ou 10.123% ou 11% ou 12%? Então, o fato de você oferecer mais opções, mais fatos sobre o produto, não quer dizer que você é mais honesto ou mais sincero, tá? Mas somente quais fatos você deixa de fora? né? A gente já vai falar disso daqui a Pouquinho, mas a ideia de que a persuasão tem que ser racional é uma ideia do Kante, né? Ah, principal não do Kante, mas é a gente tem isso desde Aristóteles, a gente vai passar por isso, mas ela ganha ganha força mesmo assim no
no modernidade, né? Eh, desde o Kant, né, desde o luminismo, né? que essa ideia de que olha, eh, a ideia dele é mais ou menos essa, senta aqui, fica calminho, que se você pensar bem no que eu tô falando, você vai ver que eu tenho Razão, que para ele era assim de que as pessoas racionais, as pessoas princialmente como eles, né, eh, que eram pessoas com tempo de estudar, enfim, pessoas, digamos, da burguesia ali, da aristocracia, né, pessoas com alguma inteligência, elas sabem reconhecer a verdade. Então você simplesmente precisa mostrar para elas o que é
verdadeiro, dar os argumentos de porque aquela melhor atitude a ser tomada e as pessoas Tomarão essa atitude. São pessoas razoáveis, pessoas com razão. E o Kant teria dificuldade de explicar porque que as pessoas continuam fumando. Porque para eles eles diria, poxa, eh, as pessoas continuam fumando porque elas são irrazoáveis, né? Quer dizer, e elas não têm razão, elas não têm bom senso para tomar decisões. Você pode dizer: "Nossa, é verdade". Eh, mas então por que que a gente Continua fazendo propagandas, dizendo os manefícios do cigarro e elas não funcionam? Aliás, por que que a gente
fica até aterrorizando as pessoas com o que vai acontecer caso elas fiquem eh eh continuem fumando na embalagem do cigarro e elas ainda continuam fumando? Significa que a persuasão então não é mais capaz. ou de que a influência, alteração de comportamento por meio da persuasão não é nem a forma mais eficaz, porque do contrário, se fosse apenas Argumentação, então bastaria dizer: "Olha, esse carro faz mal por causa disso, disso, disso". E a pessoa pararia, tá? Então a gente percebe que nos meios e influências que nós temos à nossa disposição, nem sempre a persuasão racional é
a melhor de todas. E a questão é: Mas isso não deixa a pessoa pior? Quer dizer, você gostaria que todo mundo parasse de fumar? usando um argumento, né, um tipo de manipulação mental ou de que todas as Pessoas devem ter a liberdade de um dia pararem ou não de fumar porque e quando elas quiserem, né? A questão é, as pessoas vão fazer várias coisas, mas nem sempre pelos motivos corretos, né? E o Kant, ele via aí nisso, né? O fracasso, né? De convencer as pessoas de uma forma racional como resultado da imaturidade do público, né?
Então para ele, né, a verdadeira razão, né, deveria obrigar o consentimento por Si só. Quer dizer, aquilo que eu falei, as pessoas razoáveis reconhecem a verdade, né? Então, basicamente, né, a ideia aqui é de que você é uma pessoa plenamente racional, satisfeita consigo mesma, né, bem bonitona. Se você é livre de paixões e afetos, quer dizer que se a sua razão é cristalina, se ela não é afetada por nenhuma outra forma de influência suja, quer dizer, de que você gostaria de ver aquela pessoa bem ou de que você pode Ganhar algo com aquilo ou de
qualquer outra coisa que envolva a emoção. Pro Kante, o homem ideal é o homem sem emoções. Por isso que pessoas mais históicas assim t uma atração muito grande para esse tipo de persuasão. E claro que elas não conseguem fazer isso porque é impossível, né? Não conseguem persuadir as pessoas só com argumentos racionais, né? E aí há várias pessoas que têm uma desconfiança em relação a todas as outras formas de persuasão, né? Eh, que não a racional, porque elas, por exemplo, a gente, elas sentem que perderam algo, que elas foram vencidas por um texto ou por
um copywritter, tipo, ah, você me convenceu, droga, eu nem sei como, eu nem sei por a pessoa se sente derrotada, como se vocês estivessem num combate de argumentação e a pessoa tivesse perdido, como se fosse uma batalha, né, de rap e a pessoa tivesse perdido para você, né? E aí várias pessoas tentaram dizer que a Persuasão ela é neutra, né? Ela pode ser usada pro bem ou pro mal, dependendo do objetivo. Aquilo que a gente viu lá no começo da aula, né, de que a persuasão marketing é assim, ah, pessoal, eh, assim, a persuasão racional
existe, mas a é assim, ela é meio neutra, né? Tem gente que faz um bom uso, tem gente que faz um mau uso, né? O Aristóteles, por exemplo, ele já era, tinha uma opinião um pouquinho mais radical, é dizer assim que a persuasão ela é boa porque é um Dos principais meios pelos quais a verdade se torna conhecida, tá? Então, a persuasão é uma apresentação de argumentos e evidências para que o público possa aceitar ou rejeitar livremente. O Aristóteles tem muito daquilo que eu considero a boa cópia, o bom texto, a boa influência, tá? Mas
a verdade é que o fato de ser racional ou não é, infelizmente a a melhor maneira de fazer isso, a melhor maneira de determinar isso. A formas racionais de Você fazer com que de persuadir as pessoas a tomarem atitudes ruins, inclusive, tá, para o restante do mundo, né? Então, a a muitas vezes e a maior parte das vezes a os argumentos racionais ou positivistas, como a gente fala, eles são piores para você. Quer dizer, se você dizer assim, cara, eu eh não faz sentido para um homem, por exemplo, dividir a eh assim, eh não, né?
Não faz sentido o homem querer pagar a conta da mulher, porque racionalmente Você não tem nenhum compromisso com aquela mulher, né? E aí pensando bem, você vai dizer: "Poxa, é verdade". Mas esse não é o tipo de coisa que você faz de forma racional. você faz de uma maneira abundante, no sentido de uma maneira irracional para demonstrar o quão comprometido você está. É a mesma coisa acontece com eh o casamento, né? Quer dizer, quando você decide casar com alguém, você não coloca ali todos os prós e contras para você chegar a uma Decisão de se
vale a pena ou não fazer aquilo. E nem por isso é uma decisão pior. Do ponto de vista racional e biológico, é o o próprio casamento. É um negócio muito ruim de justificar, muito difícil de justificar. E é nisso que se apoia a boa parte do discurso Redpill como um todo, de que a evolução como um todo vai na direção de não é um um assim, o casamento é um problema, né? Porque faz muito mais sentido você ter mais mulheres do que menos mulheres do Que se envolver com apenas uma só e tentar fazer aquilo
dar certo. Do ponto de vista lógico, racional, faz total sentido, né? Quer dizer assim, faz muito mais sentido. Sempre que sua mulher envelhecer, você troca para uma mais jovem. Eh, faz total sentido, né? Mas não é esse tipo de coisa que sustenta uma sociedade. Ela não é, a sociedade não é feita apenas de argumentos racionais, né? Então, o o a essa concepção, né, de que a a a persuasão Racional é a coisa mais importante que nós precisamos ter na vida, ela nem faz muito sentido, porque até para justificar algumas coisas que você gosta, que você
faz, tá vendo? É difícil que isso a dure, né? Então, o Aristóteles a gente ficou três tipos de elementos de toda persuasão que todo mundo já viu, né, que é o persuasor, os fatos e a audiência, né? E aí o o problema no na hora de a gente falar de marketing, na hora de a gente falar de Influência, é que a gente tende a absolutizar apenas um desses elementos. Então algumas pessoas vão falar que o que importa é só o público, outros que é só, né, que no caso é audiência, né, outro que é só
os fatos, então são as técnicas, os mecanismos, outros que é o persuasor, então é o expert, né, o especialista, é só ele que conta, né? Então isso acaba simplificando muito a forma como a gente trabalha e faz com que fique fácil de vender, mas isso Acaba facilitando mais para quem vende do que para quem compra, porque a pessoa acredita que se ela tiver a melhor audiência do mundo, isso não tem nada a ver com ela ser um bom especialista, ela tem uma boa oferta, essas coisas são, eh, digamos pequenos problemas, né? São coisas que a
gente não tenta resolver, são coisas que, tipo, não importam tanto e elas não tm uma noção do sistema completo do negócio, né? Então o alguns autores até vão nessa direção, né? Eh, De como o Brian Garst e tudo mais. Então, esse PDF eu acabei não falando, mas ele vai ficar disponível para quem faz parte da newsletter, né? Mas o ponto cego dessas abordagens é aquilo que eu já comentei algumas vezes durante essa aula, que é assumir que apenas algumas decisões racionalizadas são legítimas. E mais uma vez, muitas de nossas decisões mais verdadeiras são total, não
são totalmente racionais e nem por isso são injustas, né? Então não é injusto que Você goste mais de uma pessoa do que de outra, mesmo que não haja muitas razões para que você goste mais dela do que da outra, né? Isso não chega a ser injusto na maior parte dos casos, né? Então, a questão ética aqui eh para nós, né? No caso da persuasão é entender que há várias formas de persuadir outras pessoas, né, que não envolvem manipulação, mas que também não envolvem, né, não exigem que algo seja racional, algo que seja, não é, digamos,
Justificado de uma maneira factual paraa coisa acontecer. Por exemplo, na campanha da sneakers, né, você não é você quando você está com fome. É, esse é um argumento perfeitamente plausível. É verdade. Quando você não está com, quando você está com fome, o açúcar no sangue desce, né, cai. E aí você fica mais irritado, você fica mais estressado. Agora, a solução da Sneakers é oferecer uma barra de, né, de de amendoim aí, caramelo, etc., chocolate, Etc. Isso provavelmente vai funcionar. Eu já comi várias vezes, posso dizer que funciona sim, mas ele não tá dizendo que matar
a sua fome com sneakers é a melhor coisa do planeta, racionalmente falando. Mas muitas vezes comi um sneakers é a melhor coisa que você pode fazer, [risadas] né? Então aqui, por exemplo, eh, a influência parece, né, então a persuasão parece racional. Existe um argumento, né, muito mata sua fome. O Sneaker de fato mata sua fome, né, ou parte dela, né? Mas de onde que vem a ideia de que devemos matar essa fome apenas com sneakers ou, né, de que chocolate com amendo é a melhor alternativa entre as, como diria o Aristóteles, né, de que existe
uma comparação ali, entre outras coisas para que você saiba o que é melhor para matar a fome, né? Então, a propaganda o discurso do seu produto, é claro que se você criou um produto, você quer vender Esse produto de que ele é a melhor alternativa para aquele problema que você oferece. Não teria como ser diferente a não ser que você falasse assim: "Ah, eu queria esse produto aí, mas tem melhores." Você compra aí se você quiser, né? a não ser que você venda desta forma, eh, e daí, claro que você em pouco tempo vai deixar
de vender também, eh, vai sustentar esse negócio. Quer dizer, nem você acredita muito na superioridade em algum sentido do seu Produto. Quer dizer, seu produto não tem nenhuma desvantagem, não tem nenhuma vantagem, né? Ele só tem desvantagem em relação a todos os outros, né? Ele não é nem mais fácil de comprar, não é nem mais barato, enfim, não tem nada mesmo assim, é igual a todos os outros, né? Então, a a o fato de a gente ver esse tipo de de propaganda, eu acho que a gente não se sente manipulado vendo isso daí, né? Assim,
o Sneaker de fato mata sua fome, ele é gostoso, ele vai fazer Aquilo que ele promete, ele vai, digamos, trazer um pouco de paz para você, vai comer algo e vai voltar a raciocinar como uma pessoa normal e em paz. Mas ele não está dizendo que sneakers é a única coisa. Tá vendo que aí a gente entraria num terreno um pouquinho mais cinzento, mais movediço, que é de que o sneaker seria a única coisa que pode fazer isso por você, tá? Então, para até para finalizar essa primeira parte, essa sei lá que parte Que eu
tô já agora, mas para quem não pegou, a manipulação aqui, ela consiste em usar a influência para degradar a capacidade de tomar decisão da outra pessoa. Não é o formato, não é o fato de ser cópio, não é o fato de ter uma propaganda, não é o fato de não, não é isso que classifica uma manipulação, não é a intenção necessariamente, porque há algoritmos e há ferramentas de de software que não tem necessariamente uma Intenção maligna, mas sim uma coisa pior, que é a indiferença aos meios obtidos para alterar esse comportamento. Quer dizer, o manipulador,
ele pode ter uma intenção negativa, que é ele tenta fazer com que alguém adote uma crença, emoção, atitude que o próprio manipulador sabe ser, né, inadequada ou falsa. Em que sentido, né? O a mesma coisa com a mentira, né? A questão da mentira é que o falante, né, a pessoa que o mentiroso faz com que a pessoa que Ouve a mentira adote uma crença que o mentiroso sabe que é falsa, tá? Então essa intenção pode ser maligna, mas de novo ela não é determinante. Há formas de você influenciar outra pessoa a fazer isso, usando meios
que são indiferentes. A questão maior é, você pode ainda argumentar que o Facebook ou essas ferramentas redes sociais, eles têm uma intenção maligna, né? E aí, de qualquer maneira cairia dentro dessa desse contexto aí em que daria na mesma. Quer Dizer, as empresas sabem que isso faz mal para vocês, para nós, né? E elas são indiferentes as formas de obter esses resultados e de qualquer maneira eles seriam manipuladores. Então eles tendo ou não uma intenção boa ou maligna, e eu acho que nem todos têm, tá? Eles ainda t essa indiferença em relação aos meios para
obter aquilo que eles querem, que é uma crença que no fundo privilegia mais eles do que nós, né? Então o critério para nós até aqui não é se houve ou não Coersão ou houve ou não manipulação, mas se essa influência respeita ou degrada a capacidade de decisão de outra pessoa. Então o cerne da manipulação, eu acho que essa é a questão principal, caso você tenha achado essa aula um pouco difícil, eu acho que ela é um pouco difícil porque a gente tá lidando com, digamos, filosofia de comunicação e ética, né, da ética da comunicação. Não
é muito fácil, tá, decidir e analisar essas coisas, mas o certo da manipulação É criar uma situação em que uma parte oculta ou altera informações necessárias para que outra parte tome uma decisão pior para ela, mas melhor para quem manipula. Então, por exemplo, é difícil entender o que que é necessário, né? A o a parte em que todo mundo vai ficar eh pensando é altera, oculta ou altera informações necessárias, né? Quer dizer, que que é necessário falar? Não dá paraa gente ter uma regra que sirva sempre para tudo nesse caso, tá? Mas o Burger King
foi processado, né? Porque ele vendeu um hambúrguer de costelinha. E a questão é, um hambúrguer de costelinha, você espera que tenha o quê dentro do hambúrguer? Costela, né? Só que não tinha nenhuma costela. O que tinha uma paleta com sabor costela. E essa informação ao ser ocultada gerou uma humilhação, gerou uma insatisfação por parte de consumidor bem Diferente da do caso do Toguro, que é olha, eh, eu comprei costelinha e vocês estão vendendo outra carne que não é costela, mas que tem sabor de costela. Então o Burger King foi processado porque os consumidores ao a
estratégia ser revelada, quer dizer, o que estar por trás do produto ser revelado, as pessoas se sentiram manipuladas como elas deveriam, porque aqui existe a intenção de que você não, né, você não vai ligar, de que você tipo tanto faz, Tem sabor de costelinha e é isso aí, né? Então, a campanha inteira foi criada em cima disso, né? Então, mais uma vez vamos refazer a pergunta. Não é se você influencia, é como você influencia e o que acontece com a capacidade de decisão da outra pessoa depois disso. Então aqui a gente tá tentando influenciar as
pessoas acreditarem que algo é considerinha quando na verdade não é. E ao fazer isso, a gente tá dizendo assim: "Ah, você não deveria se importar tanto Em saber do que as coisas são feitas". Tá vendo como isso degrada a capacidade de decisão da outra pessoa, né? Então assim, escolher o que você vai mostrar é influência. Escolher o que você vai omitir também. Mostrar como você mostra muda tudo. Quer dizer, a ordem, o enquadramento, se você faz comparação, o timing, tudo isso altera a decisão das pessoas porque a influência acontece o tempo todo, né? Então a
ideia aqui é entender então que a manipulação ela age Desta forma, querendo degradar a capacidade de decisão da outra pessoa. No caso da persuasão, pelo menos da persuasão que eu defendo, é você criar uma situação em que ambas as partes possam se beneficiar ainda que em graus diferentes. Quer dizer, muitas vezes a o o que a gente espera criar no no marketing é que a pessoa receba um benefício muito maior do que o que ela pagou, o custo que ela teve. Então, se você cobra R$ 5000 R$ 1.000 num curso Por ano, como é o
meu caso, eu espero que meu aluno faça pelo menos 50.000 por ano, né? É assim, é assim que eu me sentiria satisfeito com o meu trabalho. É claro que isso depende da aplicação dele, depende do esforço dele. Eu não posso fazer essas coisas por ele, mas eu gostaria de dar todos os recursos e contextos possíveis para que isso acontecesse e acontecesse de uma maneira razoavelmente fácil, tá? Então, o objetivo do marketing para mim, pelo Menos do bom marketing, é fazer isso, com que a pessoa se sintem enorme vantagem em relação a quem vende, tá? É,
é isso que eu acredito, tá? Então, diferente da persoa da manipulação, né, que oculta a informação relevante, que vai explorar o medo, a culpa, a identidade, que vai beneficiar quem vende, mesmo que prejudica quem compra, que não pode ser explicada, né, não pode ser explicada sem perder a eficácia, né? Então, a a persuasão não, ela pode ser Explicada. Eu posso explicar tudo que eu vou fazer, tudo que eu quero fazer, como que já vários no meu canal dizendo o que que eu vou fazer, por que que eu vou fazer, porque eu acho que isso não
degrada a capacidade da pessoa. Ao contrário, eu acho que ela entende que eu estou fazendo essas coisas, né, de uma maneira transparente, tá? E e é isso que eu exijo das pessoas que entrem, né? Há outras pessoas que não, elas prefeririam ser, elas gostam da ideia de Ser enganadas. [risadas] Então, assim, quais são as perguntas que normalmente a gente faz, tá, nesses casos? A primeira é, ela entende melhor o custo real. Depois que eu eu faço, eu crio essa comunicação, ela entende melhor o custo real? Ela entende melhor o esforço envolvido para ter esses resultados?
Ela entende melhor se isso serve para ela agora? E principalmente eu poderia explicar minha estratégia sem constrangimento, tá? Então, em resumo e depois vou dar um guia para vocês bem prático, tá? A influência ela é inevitável. A a nossa única escolha é se você se nós vamos assumir isso de maneira consciente ou de maneira inconsciente. A persuasão e manipulação são diferentes em alguns critérios. O primeiro está claro na intenção, no sentido de o um o manipulador realmente tem uma intenção de beneficiar mais a ele mesmo do que a outra pessoa. Ele induz a pessoa a
Acresar algo que ele sabe que não é possível, mas caso aquela pessoa tome essa atitude vai beneficiá-lo. É aquele negócio, né? Quando você quer ajudar as pessoas, você diz a verdade. Quando você quer ajudar a si mesmo, você diz o que elas querem escutar. Você sabe que elas querem escutar isso e ao dizer isso, né, que o que elas querem escutar, elas vão tomar uma decisão que no fundo vai ser ruim para elas, né? Então, por exemplo, eu não eu sei o que o que as pessoas Querem escutar no mercado digital. Elas querem escutar que
é muito fácil, de que elas vão ganhar dinheiro em uma semana, de que elas precisam de investimento muito pequeno, de que elas podem manter os cinco trabalhos diferentes que elas têm, que elas vão passar mais tempo com a família dela em um mês, elas querem ouvir mentira. É isso, né? Elas acham que tudo isso vai acontecer, assim, para algumas pessoas vai acontecer por causa de outras coisas que a gente oculta na Comunicação, né? Mas paraa maior parte das pessoas é um trabalho como os outros, é um bom trabalho. Existem muitas oportunidades. Eu jamais trocaria isso
por qualquer outra coisa. Mas ainda é um trabalho, é um esforço, né? Então quando a gente vai removendo o esforço ao longo da comunicação, a gente vai dizendo o que as pessoas querem escutar, que é a sua situação trágica, ruim que você tá aí hoje, pode ser revertida num passo de mágica, que é isso que as Pessoas querem escutar. Então o critério definitivo, caso toda essa aula seja ultra confusa para você e eu entendo que ela seja difícil sobre vários aspectos, é o seguinte: se você pode revelar suas táticas e elas ainda funcionam e as
pessoas se sentem bem com isso e elas compram e falam bem de você, não se sentem enganadas, não se sentem humilhadas, elas sabem, tem clareza daquilo que vocês estão vendendo, persuasão. Se você pode, se você revelar, se revelar, né, então a sua estratégia destruiria a eficácia dela, a gente tá falando com manipulação. Então esse é o critério, esses são os critérios essenciais para mim. OK? Agora, para você que chegou até o final e quer saber o que que eu faço agora que eu cheguei até aqui e como que eu aplico isso na minha comunicação, no
meu negócio, que que eu faço com isso tudo. Então, eu sei que na internet a gente Tem que tirar todas as conclusões para as pessoas e e eu acho que esse é o meu objetivo com esse vídeo. [risadas] Então, primeira coisa é, a gente precisa aceitar que a gente tá nesse negócio de mudar comportamento, que isso exige um compromisso, isso exige uma responsabilidade e que a gente não tá no negócio de informar as pessoas, a gente não tá no negócio de ajudar as pessoas a descobrirem o que já queriam, a gente tá no negócio de
mudar comportamentos, tá? É isso. OK? Isso não torna a gente vilão, tá? E mudar comportamento também são entre aspas aqui, né? Mudar computab não quer dizer mudar a vida da pessoa, mas você quer às vezes coisas simples, como por exemplo, que ela apareça nas suas aulas invés de não aparecer. Você quer que ela comente nesse vídeo se ela gostou em invés de não comentar. Então você quer provocar algo no comportamento delas. Pessoas que nunca comentaram, você quer que elas passem a comentar. Por que que vocês não estão comentando, né, de graça. Então a gente quer
mudar algo. A gente a gente chama de impacto, né? Mas é no fundo mudar o comportamento. A pessoa faz uma coisa e você gostaria que ela fizesse outra, né, ou mais coisas, né? A outra coisa de é distinguir aqui entre fantasia, né, de fraude, né, que eu acho que é a parte mais difícil, né? Então, pensa assim, o tigre da ele não quer provar nada sobre gasolina, né? É, o que Que ele faz? Ele quer descrever com precisão algo que o motorista ou sentia, né, ou sente quando usa esso, né? Eh, basicamente eu acho que
a metáfora ela é a fantasia é uma metáfora de algo real, no sentido de que depois de usar o produto, o consumidor vai sentir que a fantasia escreveu algo verdadeiro ou vai sentir que foi enganado. É isso que é importante, né? A a fantasia ela melhora a experiência real do produto. Todos nós ao Concebermos uma campanha estamos criando um tipo de mundo de fantasia no sentido de ser uma experiência metafórica, subjetiva pro cliente. E é só que isso é feito para melhorar a experiência da pessoa, no sentido de que a embalagem da Apple não precisava
ser desse jeito. Percebam o o o se você vai comprar um brownie na num café, se ele vem num copinho de, né, num copinho de plástico, no num no num num tal com talher de plástico ou com não não Pratinho de plástico de aniversário ou num pratinho de cerâmica, isso não alteraria tanto assim o sabor do brownie, mas altera a experiência dele. Então essa experiência ela existe no caso de marketing, né, para melhorar a experiência do produto, paraa pessoa gostar mais de usar o produto. Então, por exemplo, eu passei janeiro inteiro mexendo na nova área
de membros da minha empresa de infoprodutos e não mudou em nada a aula, as aulas são as mesmas, mas Melhorou a experiência do aluno ao ver as aulas. Eles eles valorizam mais o produto, eles acham que vale mais a pena, ficou mais fácil, né? Então essas coisas melhoram a fantasia, né? Melhoram a experiência do produto, que é um tipo de fantasia de imaginação, no sentido de uma criação metafórica mesmo para que a pessoa queira estar ali consumindo o produto, né? Então a fantasia ela não altera algo que o produto não entrega, ela Amplifica algo que
o produto entrega, tá? Então, a Coca-Cola, por exemplo, ela nenhum aústa coca diz que ela vai resolver a depressão, mas ela vai dizer que quando você tomar Coca você vai sentir um pouquinho melhor, né? Então, eh, normalmente você vai estar em momento de celebração, vai ter uma reunião familiar, um churrascão, né? Então, a Coca é esse lugar que todo mundo é esse produto que todo mundo traz para quando vai se reunir com outras Pessoas. É um dos poucos refrigerantes que tem até, né, eh, restaurantes de três estrelas Michelã. Então, a Coca, ela não está prometendo
que vai resolver todos os problemas da sua vida, mas de que ela tem uma, né, ela não cria a felicidade, mas ela participa de contextos onde ela ocorre, tá? Então, o princípio aqui é a fantasia que nós criamos na persuasão. Então, de novo, a gente tá falando disso porque a persuasão não acontece apenas de maneira Racional, dando argumentos racionais para as pessoas comprarem os produtos. Elas acontecem de outra forma também, como um tipo de promessa de experiência melhor com aquele produto. A fantasia, ela a promessa de que o produto pode cumprir na experiência subjetiva do
usuário, mesmo que aquilo não possa ser verificado objetivamente. Quer dizer, eu não tenho dados ali, a Coca também não tem, de quanta felicidade você recebeu ao provar Coca, mas eu acho que as Pessoas em geral se sentem melhor tomando Coca do que tomando água, por exemplo, tá? [risadas] É mais gostoso, né? Agora, a fraude na fantasia, ela funciona exatamente como uma boa persuasão. Ela usa o mesmo mecanismo, ela cria o mesmo triângulo mimético. A gente tem uma aula sobre isso, tá? Então eu não vou entrar em detalhes aqui, mas tá no YouTube. Mas tem uma
diferença, o modelo é fabricado e o manipulador sabe que o Objeto não vai entregar a fantasia que ele promete. Então, por exemplo, o cara lá do carro alugado, né, o influenciador do carro alugado, ele sabe que ele é a mesma mecanismo, por exemplo, da Harley Davidon. Tem um modelo, no caso, né, o cara usando Harley Davidson é um tipo de pessoa da classe média, eh, com mais de 30 anos buscando liberdade, né? buscando algum tipo de experiência selvagem na vida adulta. Eh, ou, né, princialmente alguém de escritório, né, querendo, né, Ou com algum trabalho como
o meu, né, de computador, querendo algum tipo de experiência um pouco mais física, né, o seu jeito bem inserido no carro de luxo é esse mesmo modelo e ele associa o objeto, que no caso é o curso, no caso da Harley Davison é a moto, a possibilidade de você ser parecido com aquele cara, né? Só que no caso da Harley Davidon, ela não aluga a liberdade, né? O o que ela tá vendendo, né? A no influenciador ele Aluga, né? Ele empresta esse sucesso que ele prometeu que o curso vai dar, mas ele sabe que essa
premissa aqui é falsa, né? Então, nesse sentido, assim, a metáfora nesse caso, ela é a construção de uma ilusão que a própria pessoa não acredita. O cara quando faz lá um anúncio com a Ferrari dizendo que você pode ficar rico com L ticket, por exemplo, ele sabe que ele não ficou rico com L ticket. Ele sabe que não foi o L ticket, um produto de R$ 97 que fez com Que ele comprasse uma Ferrari de 1 milhão. Ele sabe disso. Então, tá vendo que tem uma, né, uma questão de tipo, ah, ninguém liga, tipo assim,
depois eu falo para ele e tal, né? tem existe essa, né, essa de essa área sinzentre de manipulação e persuasão que a gente diz assim, é o que as pessoas querem, né? Então o jogo do tigrinho é é basicamente isso. Quer dizer, os influenciadores mostravam aquelas contas viciadas, né, que tipo você ganha, né, um vídeo Gravado que mostrava ele ganhando, né? Então o modelo que era a pessoa aparecia ali como alguém que recebia essa recompensa, assim como você. Se for um cara como você que também não gosta de trabalhar e quer ganhar dinheiro fazil. E
aí o desejo, né, era acionado. Se funciona para ele, funciona para mim. Então o manipulador, ele sabia, né, ele sabe, né, que a conta era uma fraude, que a conta era falsa, né? Então, o o a experiência, né, de Você ganhar era impossível. Então, mas ele sabia que isso era uma fraude. Do mesmo jeito da manipulação. Tá vendo? Na fantasia todo mundo se beneficia. Tanto quem vende quanto quem compra na fraude não, só outra pessoa compra, né? Então o o o se a pessoa comprar o curso e descobrir que, né, que o influenciador, por exemplo,
alugou o carro, que ele nunca aplicou o que ele ensina, ele foi enganado. É isso que acontece, né? Então, na o que que eu Acho que é interessante você se perguntar, se eu pudesse acompanhar meu cliente 30 dias depois da compra, o que ele diria sobre a distância entre o que a comunicação prometeu e o que ele viveu? Para mim isso é melhor do que qualquer outro teste do tipo, ah, será que isso é errado? Se isso é, né, é certo, né? Então, a boa persuasão para mim, ela não vai prometer, ela não vai prometer
uma plenitude permanente de que você vai Comprar, sabe, o último curso para você não comprar mais cursos, a última solução para acabar com todas as soluções, né? Mas uma experiência genuína e limitada. Quer dizer, olha, eu não vou resolver todos os problemas da sua vida, mas eu vou resolver esses aqui, tá? Então eu não posso te ajudar a fazer isso, aquilo, mas isso aqui sim, né? Então eu posso não te ajudar a fazer um negócio de 10 milhões, mas eu posso te ajudar a fazer um negócio de 1 Milhão, tá? Então o chocolate aqui ele
não vai curar a depressão, mas ele vai, como no caso do Sneakers, né, reverter 15 minutos de mau humor por queda de glicose. Ele vai fazer isso, tá? Então as promessas aqui elas são menores, mas elas são mais honestas. E quando você consegue fazer isso, você constrói o ativo mais difícil de do marketing, que é confiança. Quer dizer, a pessoa, você vai vender para menos pessoas, porque de novo, ó, a maior parte das pessoas quer Eh acreditar num tipo de fraude, né? Ela elas têm essa essa questão de, né? Eh, coisas que são mais fáceis
de acreditar, elas vão querer isso. Porém, as pessoas comprarem vão ter mais confiança em você, porque assim, olha, ele falou que ia entregar isso e entregou mesmo. Eu sei que é simples, mas é é [risadas] exatamente isso. Porque se você falar assim, olha, você vai entrar no meu curso, vai aprender a escrever. Ah, mas eu vou ficar rico com isso, não sei. Eu Prometo que você vai aprender a escrever. Ai, eu queria que você falasse que eu ia ficar rico e tal. Não tem como você falar isso para eu entrar, sabe? As pessoas no fundo
às vezes acabam pedindo isso pra gente, né? O segundo teste é o segundo teste é você pode usar o teste de revelação, não aquele do ratinho, né? Mas esse aqui, você poderia explicar sua estratégia de comunicação para o seu público sem perder eficácia, sem que Eles sentissem usados? Esse é o segundo teste na hora de você eh criar campanhas, né? E tá em dúvida se entre fraude e fantasia, o que que você tá fazendo ali, né? Isso não significa, claro, não significa claro que você tem que revelar tudo, tá? Tudo assim, nossa, meu Deus, né?
Mas, por exemplo, a Nike, ela pode dizer: "Asociamos nossos produtos a atletas de elite para que você sinta que o produto pertence ao universo da excelência, mesmo que você Use para caminhar no parque." A Nike pode dizer isso que as pessoas vão continuar comprando, tá? Mas ela não pode dizer assim: "Ah, a gente a gente coloca atleta de elite e promete que você vai ter uma performance de elite, mas na verdade você não vai ter, porque isso aqui é mentira. Você não treina todo dia e você não é atleta. Você você é um cara de
50 anos que trabalha em contabilidade, você entendeu? Se ela não ela não pode Fazer is ela não pode falar isso porque não é isso que ela faz mesmo, tá? Mas um influenciador tentando criar isso e vendendo eh essa ideia de que todo mundo pode ser um atleta de elite, né? e tudo mais, ele sabe que ele tá mentindo, não é todo mundo que pode, tá? Então, o o influenciador de carro lá, né, o influenciador de que alugar carro, ele não pode dizer assim: "Alugamos esse carro para que você associe meu sucesso ao resultado que terá
com o meu curso, Sabendo que esse carro não é meu e que nunca apliquei esse método fora do contexto de vender o método, né? Então isso aí destruiria a campanha se ele fizesse. Ninguém acreditaria nisso, tá? Ah, mas isso é alguém acreditasse. Ah, essa pessoa é trouxa mesmo, né? Então assim, ela tá no caso do Kant, né, é uma pessoa irrazoável, então ela tá pronta para acreditar em coisas irrazoáveis, né? Aqui identificar qual a informação é Necessária e qual é secundária, né? Então a gente aquilo é é bem complicado, né? Eh de de dizer assim
o que que é necessário e desnecessário, né? Algumas coisas podem ser muito simples, mas outras são meio, né, confusas, né? Então, por exemplo, a Ford, se ela vai fazer, né, a Ford, se ela vai fazer uma campanha eh de carro, né, você vai fazer uma campanha de carro, ela não precisa avisar que é perigoso dirigir no vulcão, tá lá o vulcão no carro, né? Porque essa Não é a informação necessária para comprar um carro. Agora, o Burger King precisava, né, o Burger King precisava eh eh oferecer uma uma informação, né, em relação ao costela, porque
as pessoas que vão comprar eh costela, né, carro de costela, é o cal, né, hambúrguer de costela, é a elas esperam comprar um hambúrguer de costela e não outra coisa. Então essa não é informação necessária, né? A distinção mais fácil que eu acho Que é de aplicar é isso mudaria a decisão de de compra de uma pessoa de forma razoável. Então, se sim, né, você vai omitir aquilo, né? Se você omitir, se você não oferecer aquilo, você vai mentir, né? É uma manipulação. Senão é uma limitação que talvez seja irrelevante, talvez é algo que o
cliente já conheça, né? Então, a missão aqui é apenas um tipo de comunicação. Quer dizer, eu não acho que isso aqui é útil para você saber agora. Eu não acho que isso é significativo para você agora. Ou assim, esse é o tipo de problema que aparece depois, não tem porque eu trazer agora, tá tranquilo. Eh, eh, é assim, isso não vai frustrar a experiência inicial da promessa desse produto, tá? Então, é, é, por exemplo, é difícil prometer do z0 a 10 milhões com low ticket. A gente sabe que é mentira, não vai acontecer isso, tá?
Então, uma informação necessária para isso é: "Poxa, você vai ter que criar outros Produtos, você vai ter que rodar tráfego, você vai ter que ter uma equipe comercial". Então existem vários outros problemas, é por isso que esses produtos acabam sendo divididos, né? Pessoas que já faturam tanto vão ter outros problemas, fica mais fácil de comunicar do que algo que serve para tudo, né? Então, a a questão eh eh sobre a construção do produto, né? Eu eu acho que é suficiente aqui, né? Em relação a ao ao Que ele poderia vender, né? A quinta e última
eh a quinta tô achando que eu pulei a quarta. Não, tá certo, tá certo, né? Então acho que em principal isso aqui, ó. Não é a transformação que você gostaria de vender, não a transformação converte melhor, mas a transformação que de fato acontece para a maioria dos seus clientes, né? A quinta seria assim, pergunte para onde sua influência aponta, não apenas se ela existe. Quer dizer, depois disso, depois que essa Influência acontece, né? O o o que que faz com essa pessoa, né? Quer dizer, a pergunta é: a influência que eu estou construindo, deixa meu
cliente em posição melhor ou pior para tomar decisões que servem os interesses dele, né? Então tudo isso eh eh para mim, né, envolve deixar claro o que vai acontecer para outra pessoa, né? Então nós temos também essa questão, acho que é a última dica, né? Penúltima dica aqui que a gente pode dar eh a Pessoa, o consentimento formal é a pessoa pode comprar se quiser, né? E aquilo, essa é uma barreira moral muito baixa, qualquer pessoa pode fazer isso, né? Então qualquer produto passa nesse teste se estiver dentro da lei, né? A o consentimento que
a gente quer, que a gente busca, né? É essa pessoa está tomando essa decisão com acesso à informações que precisaria ter num estado afetivo que reflete a realidade da situação. Quer dizer, você não está Exagerando aquilo para parecer ultra urgente, né? sem ter sido conduzida artificialmente um estado de urgência, medo euforia que distorce o julgamento, tá? Todas essas coisas são bem difíceis de fazer, mas são muito fáceis de reconhecer quando a pessoa faz e pisa fora da língua, né? Então, se você quando a gente sabe que esses eventos presenciais funcionam porque você conduz a pessoa
de fato a um momento em que Tomar uma decisão favorável a você, pelo menos, é muito mais fácil, né? Porque a pessoa está, ela foi conduzida para esse momento por causa de todo, tipo, ela já pegou um avião, ela pegou um ônibus, ela tá lá dois dias, três dias, ela quer mais coisa, ela quer mais transformação na vida dela, né? Então existe essa distorção, por assim dizer, tá? Mas eh você pode pensar em coisas simples do tipo contadores regressivos falsos, sabe Aquele negócio que a pessoa entrou na tela e começou, né? O negócio é isso
é manipulação porque cria um estado de urgência falso. Ué, quer dizer, o contador ou é regressivo real ou não é. É simples assim, tá? Então, mesma coisa com a a a digamos assim vagas, né? Essas coisas, essas coisas são meio óbvias, mas a gente deixa passar, né? A outra coisa, mostrar apenas os melhores, eu acho que é assim, uma questão que eu tive muito Tempo, né? Eh, se mostrar resultados depoimentos é uma é certo, né? Porque quando você mostra depoimentos, as pessoas ficam com a impressão de que aquilo vai acontecer para elas, né? Eh, porque
aconteceu para outras pessoas também. E não é nem verdade, nem mentira isso, né? Quer dizer, é verdade que aconteceu para essa pessoa, mas não é verdade que vai acontecer para você. Eu não sei, eu não te conheço. Então, claro que quando a gente seleciona os Depoimentos, normalmente a gente seleciona os bons depoimentos, né, a gente tá criando essa ideia de que, poxa, isso pode acontecer para você também. E aí, assim, qual que foi o onde que eu cheguei até aqui, né, assim, eh, eu tô pensando e falando com vocês ao mesmo tempo, assim, né, com
falando com a câmera, na verdade, né? Mas assim, quando os produtos têm uma variação baixa, quer dizer, caneta, café, roupa, Quer dizer, ou serve ou não serve, serve bem ou serve mais bem ou menos bem, sabe? que não não tem uma variação muito grande nessas coisas, né? Se a pessoa não gostou, ela devolve, etc. Ah, produtos de transformação, como mentorias, cursos, não são assim. Existe uma variação alta, porque a pessoa precisa assistir, ela precisa entender, ela precisa aplicar, ela precisa dar um tempo para aquilo acontecer, né? Então, diferente de um sapato que você compra Em
dois, três dias, você já sabe se você vai ficar com ele ou não. Um curso, quando a pessoa vê uma aula, ela não pode tirar nenhuma conclusão muito razoável daquilo, né? porque ela não fez nada, ela não viu ainda, ela não progrediu, ela não adquiriu o necessário ali para fazer o negócio acontecer. Então a o quando a gente posta depoimentos positivos, as pessoas ficam muito ansiosas para que aquilo aconteça para elas também naquela velocidade. Então quando você passa assim, nossa, eu entrei ontem e já faturei 100.000, poxa, será que a gente esqueceu? E a gente
não conta às vezes, né, que é assim, é que essa pessoa já tem um negócio de 300.000 1000 por mês. Então para ela um ajuste ou outro foi muito rápido. Para você que tá começando vai ser mais lento e e é claro que vai ser assim, né? Assim, tem como não ser assim, né? Então foi essa mais ou menos a solução que eu cheguei, né? Assim de que a produtos de variação, De variância baixa, a gente posta todos os positivos, mas produtos com alta variação, a gente tende a dar mais contexto, né? Olha, essa pessoa
fez isso, ela trabalha com tal coisa, ela entrou, a gente tende a fazer isso, né? A escassez artificial é a mesma coisa, né? Se é um negócio, se ela é real, beleza. Se ela não é, tira. Então assim, essa é uma parte bem difícil, sinceramente, até para eu dar uma solução universal, mas espero que dê Alguma dica, tá? Alguma luz, né? Então, a última dica que eu dou é tentar construir para o cliente de 30 dias e não para o momento o cliente do momento da compra. 30 dias, talvez seja pouco, mas eu acho que
é mais do que a maior parte das pessoas estão acostumadas a fazer. Quando a gente pensa em vender um produto barato, a gente quer que a pessoa compre logo para testar. E normalmente isso faz com que a gente crie produtos ruins e rápidos pra gente Saber se vende, né? Só que ao fazer isso, a gente não consegue, né? A gente otimiza para conversão rápida, mas a gente não otimiza, não é, para a qualidade do resultado, né? para quanto aquela pessoa vai atingir ao longo do tempo, né? Então a gente, eu acho que pensar em clientes
que vão ficar com você por pelo menos 30 dias pode ajudar você a criar produtos melhores em que você vai colocar coisas reais que permitam que aquela transformação que Você promete aconteça, tá? Então, todo esse material aqui, ele tá disponível para quem faz parte da newsletterer, né? Então, essas dicas mais específicas você pode ler depois, né? custar R$ 9 para participar no ler, enfim, não precisa nem fazer propaganda disso. O último problema é reconhecer quando o problema não é marketing, tá? Então, muitas de nós eh às vezes estamos com esses problemas aqui, com essas dilemas.
Você às vezes viu essa aula, Você falou: "Mas eu acho que não é bem isso, eu concordo com você em tudo, né?" Quando é assim, em geral o produto não entrega mesmo. Às vezes o problema é o produto. O produto é ruim, não entrega aquilo que você promete. Então você tem forçado a mensagem de marketing porque o produto é ruim. Ele para aquele para aquela promessa ele é ruim, tá? não dá mesmo, tem que fazer outro produto e aí a sua mensagem vai ser melhor, vai vender com mais facilidade. Às vezes a transformação não é
suficientemente significativo. Quer dizer, a assim, a você quer prometer que a pessoa vai fazer 100.000, mas o seu curso tem 40 minutos, 30 minutos. É um e-bookzinho, um vagabundo. Então esse tipo de coisa também não vai acontecer. O seu produto pode ser bom, mas ele está incoerente com a promessa. Quer dizer, precisaria ser outra coisa maior, melhor, mais rápido, enfim. Tá? E às vezes, então, A diferença está entre o que você pode prometer e o que o mercado quer ao vivo, que eu acho que é o maior dilema de da maior parte de vocês aqui,
que é a promessa, né? É assim, é a diferença é grande demais para ser resolvida com criatividade COP. Então, você tem um produto que é bom, mas o mercado não quer ouvir isso daí as pessoas sabe não há pessoaso bastante para ouvir essas coisas. E aí você fica com esse dilema do tipo assim, que que eu eu crio, né? Então talvez eu eu tenho que mudar o produto, o modelo de negócio ou até mudar de mercado, né? Então essa é uma decisão que eu não consigo tomar por vocês. Teria que analisar casa a casa, mas
muitas vezes é isso. Você vai mudar de mercado por causa disso, n? Você vai mudar de mercado por causa do seu produto, porque aquele mercado não quer ouvir esse tipo de promessas, tá? Eu espero que tenha sido claro, espero que essa aula longa tenha sido útil para Vocês. Esse é um assunto bem difícil, eh, é um assunto que envolve filosofia, que envolve sociologia, que envolve marketing, né? Mas eu gostaria que vocês pensassem nisso, porque eu sei que esse é uma um obstáculo muito frequente para quem trabalha com negócios, para quem trabalha com marketing. Eh, a
gente não sabe o que é certo fazer, né? A gente quer fazer alguma coisa genuína que a gente possa contar pros nossos filhos. Ah, você vê outras pessoas mais sacanas Fazendo muito dinheiro com várias coisas e que não são ilegais, mas são manipuladoras e você não quer jogar esse jogo. Então, espero que isso pelo menos dê uma geografia moral da persuasão. você ter uma noção de como que elas se diferem e você ter um tipo de código de ética pessoal de trabalho ali na hora de aceitar trabalhos e na hora também de construir mensagens para
esse mercado, para esse produto que você receber. Fechou? Acho que essa é uma aula que tem Que ser revista ou o material tem que ser lido para absorver melhor, OK? Até mais. M.