Meus professores explicavam Primeira Guerra Mundial na base de Michel Teló e Gangnan Style. Rapaz, aí eu fiquei interessado, né? Hoje a explicação não vai ter esse tipo de malemolência, não, né?
Mas a gente vai falar de um tema tão importante quanto esse, que é o seguinte. No dia 8 de maio de 1945, um dos maiores acontecimentos da história da humanidade aconteceu. Esse acontecimento foi a vitória da União Soviética, que marchou sobre a capital do terceiro raich alemão, Berlim, e ali fincou a bandeira do seu país, né?
ficou ali a bandeira do estado operário dos trabalhadores no hashtag, no prédio do parlamento. Então, faz 80 anos que a Segunda Guerra Mundial acabou em solo europeu. E esse dia ele é sempre muito rememorado pelos russos, né?
Tem uma parada que é muito grande, que tem vários desfiles militares, tem um dia de rememoração muito grande e isso tem uma significação muito forte para esses povos, especialmente pros russos. Mas já faz algum tempo, né, que essa data e a sua importância t sido colocadas de lado pela historiografia geral e consequentemente pela cultura em geral. E por que isso, né?
Isso por um motivo óbvio. A partir dos anos 90, com a queda do socialismo real, foi muito importante para o campo capitalista, para o campo liberal distorcer e destruir a verdadeira história sobre a Segunda Guerra Mundial. Então, quando a gente fala sobre Segunda Guerra Mundial, né, e a gente pensa em desfechos e a gente pensa verdadeiramente ali no momento resoluto, né, no momento ali que o bagulho tá andando, que vai acontecer o final da guerra, a gente lembra do quê?
A gente lembra de dia, a gente lembra de desembarque na Normandia e a gente lembra disso muito atrelado a alguns produtos de cultura que foram sendo desenvolvidos nos anos 90 e nos anos 2000, como o filme do Resgate do Soldado Ryan, Band of Brothers, que é uma série animal. animal, diga-se de passagem, mas por videogames como eh Battlefield, Call of Duty e vários outros e produtos de cultura, né, da indústria cultural que acabaram moldando a opinião geral em torno da importância do dia D, do desembarque dos aliados ocidentais e tirando essa relevância do que foi o papel da União Soviética. Então, na no nosso vídeo de hoje aqui, eu pretendo explicar para vocês de maneira muito breve, de maneira muito suscinta, porque esse dia foi tão importante, o que que estava em jogo nesse momento e por que a gente precisa comemorar o dia 8 de maio como um dos dias mais importantes da história da humanidade.
Não tô exagerando porque eu sou comunista, não tô falando da história da humanidade. que o que os soviéticos fizeram é assim, acho que são poucos eventos, poucos esforços que podem ser comparados no mesmo nível, tá? Então, a gente vai falar sobre isso hoje.
Mas antes da gente falar sobre isso hoje, eu quero mais uma vez convidar você que está assistindo esse vídeo a se inscrever aqui no canal de dar o like, se você gostar, tá? Se não gostar, não precisa dar o like, não, tá tranquilo, tá bom? Se inscreve aqui no canal, dê o like se você gostar e se você gostar desse conteúdo e quiser ter mais acesso a ele, torne-se membro desse canal clicando seja membro aqui embaixo.
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A no nosso vídeo. Vamos lá, vamos começar. Então, aqui a gente tem a famosa foto que eu descrevi no começo do vídeo para vocês, o momento em que um soldado soviético finca a bandeira da União Soviética no topo do hashtag, que era o Parlamento da Alemanha, tá?
Eh, essa foto aqui icônica, né? e ela marca a vitória final do soviético sobre Berlim. Essa fotinho aqui é a fotinho histórica, né?
A fotinho que foi aí pro mundo e que até hoje simboliza essa vitória. Mas a pergunta central é justamente a gente pensar como se chegou até aqui, né? Por que essa foto chegou até como até onde ela chegou e chegou até nós dessa maneira.
Para isso, a gente tem que dar uma contextualizada um pouco antes, certo? a gente precisa sair de 1945 pra gente poder entender o que estava acontecendo em 1939, ali nos anos 30, certo? Que que tava acontecendo ali nos anos 30 da Europa, né?
a gente tava vendo um processo muito grande de ascensão das forças nazi fascistas em vários países. Então, tanto na Itália, que havia eh ascendido nos anos 20, em Portugal, na Espanha, onde a gente vai ter a guerra civil espanhola, que vai ser o laboratório da Segunda Guerra Mundial, e, é claro, a Alemanha nazista, tá bom? Aqui tem um detalhe muito importante, gente, que é o seguinte.
Esses regimes que a gente tá vendo aqui, que a gente tá colocando aqui, eram regimes que de fato tiveram uma governança orientada por um partido fascista, né, por um líder fascista, né? Então aqui o Mussolini, Salazar, general Francisco Franco e Adolf Hitler, tá? Só que aqui tem um detalhe importante que é o seguinte.
A maior parte dos países da Europa via o fascismo como uma via de uma via de escape diante da ascensão das organizações comunistas. Então esse detalhe aqui é muito importante, tá? Porque quando a gente olha pra historiografia e para aquilo que o liberalismo, né, convencionou chamar, né, e contou essa história, né, porque é isso, quem vence a história conta a história, né?
Quem vence conta a história. Eh, o que acontece é que vários países vão ter uma simpatia muito maior pelo regime fascista ou pelos fascistas como uma alternativa ao comunismo, né? Então a gente tem aqui, por exemplo, né, uma ação muito grande na Grã-Bretanha, que tinha organizações fascistas abertamente.
A gente tinha na própria França, né, e mais tarde com a invasão de 1940, né, com o governo de Vichi, você vai ter colaboracionistas nazistas, né, fascistas em todo lugar. Mas você vai ter também a Polônia com o general, com o governante polonês que era o Pilzuski, acho que é assim que fala, Pzusk, assim que fala, que era um nacionalista ferrenho, anticomunista ferrenho, tá? Você vai ter, né, você vai ter na Áustria, você vai ter nos próprios países bálticos que você tem uma formação de conjunto fascista que é muito forte na própria Ucrânia com Stepan Bandeira, mesmo a Ucrânia sendo uma república soviética, etc, etc, etc.
Então, esses países, por mais que eles não tivessem regimes fascistas às vias de fato, não tinha ali um regime fascista da maneira como a gente conhece, como a gente estuda, eles eram muito mais simpáticos ao fascismo, porque havia essa possibilidade de saída, né, do comunismo. Então, o que acontece é o seguinte, nos anos 30 a gente vai ver que esses países, né, eles ficam numa política que a gente chama de política de apaziguamento. Que que era essa política de apaziguamento?
Era uma política que vai ser tocada, né, pela Inglaterra e pela França todo dia, né, todo dia, ó, que vai buscar não gerar uma guerra contra a Alemanha. Mas qual, com qual o objetivo, né? Por que que eles não queriam levantar uma guerra com a Alemanha?
por um motivo muito simples, porque para eles era mais interessante fomentar uma guerra entre Alemanha e União Soviética por alguns motivos. Primeiro, porque isso seria uma contraposição à ascensão soviética e aí você mata depois dois coelhos com uma caja dada, né, com uma caixa d'água. E a segunda vai ser assinado, por exemplo, o tratado de Munique em 1938, em que basicamente a os sudetos da Czeecoslováquia, que é um um país ali também, será cedido para a Alemanha com a anuência, ou seja, a aprovação eh do Chamberlin, que era o primeiro ministro inglês, e do presidente da França, que agora eu esqueci o nome, tá?
mas com a anuência da Inglaterra e da França, porque o objetivo central era justamente eh não provocar essa guerra nesse exato momento. Tem uma questão aí, né, que é o segundo ponto, aliás, né? Então vou até tirar aqui tratado de m que vira outra coisa porque tem uma outra questão, né, que é o seguinte, na obra principal do Hitler que é Mimpf, né, que é a obra em que ele vai de fato ter uma determinação ali da teoria nazista de uma maneira mais eh lúcida, né, mais direta, ele vai defender a teoria do espaço vital.
O que que era era essa teoria do espaço vital? era uma justificativa para a expansão dos territórios alemães em nome da necessidade, em nome da necessidade, em nome da justificativa, né, da necessidade de um povo, que nesse caso era a raça ariana, né, de um povo em ter precisar, na verdade ter uma determinada quantidade de território. Então, a teoria do espaço vital, né, basicamente ela vai dizer isso.
Ela vai dizer para que esse povo pudesse se desenvolver, ele precisava ter uma área de espaço vital. E no MKM já existe abertamente essa defesa da necessidade de colonização, tá? A gente tá chamando aqui de colonização das terras orientais, ou seja, em breve uma invasão à União Soviética.
Então, em 38 é assinado o tratado de Munique, que vai conceder esses territórios, né, para eh paraa Alemanha nazista, porque o objetivo da Inglaterra e da França era de deixar a Alemanha e a União Soviética se matarem. Esse era o objetivo. E depois de sucessivas tentativas de assinaturas de pacto de não agressão com eh de alianças militares unidas em frente com a Inglaterra e a França, a União Soviética viu esse movimento do tratado de Munique como um presságio para o que viria acontecer, que seria justamente a invasão da Alemanha ao território soviético.
Então, o que acontece é que a União Soviética vai assinar um pacto de não agressão com a Alemanha. E aí vem a literatura, né? Vem aquele historiador, né?
vem aquela pessoa ali que vai ter uma determinação liberal e vai dizer, né, que, ó, a União Soviética assinou um pacto de não agressão com a Alemanha e isso, portanto, colocaria a Alemanha e a União Soviética no mesmo patamar, né, de moralidade, né, de reconhecimento, etc, etc. Mas a verdade é que o que acontece é que a União Soviética vinha tentando assinar pactos de unidade militar com a Inglaterra e a França durante toda a década de 30. E a própria Inglaterra e a própria França assinaram pacto de não agressão com a Alemanha nazista.
Essa justificativa, né, da posição da União Soviética e da Alemanha no mesmo patamar é um instrumento que é muito utilizado pelos teóricos da, não teóricos, né, mas pela linha que se convencionou chamar de teoria da ferradura. Tanto que vocês podem observar que a grande o grande foco desses canais aí de bolinha de história, né, de revisionismo pesado, qual que é? é tentar colocar Stalin e Hitler como semelhantes, como mais parecidos do que diferentes, né?
Por quê? Porque isso ajuda a criar uma linha argumentativa, uma coesão para eh xingar as duas coisas e aí se voltar pra democracia liberal como a melhor alternativa, né? Então, de um lado você tem um totalitário de esquerda e do outro totalitário de direita.
E nenhum dos dois totalitarismos, né? O ideal é o centro, extremo centro, foguete do centro. E isso vai tá eh isso foi capitalizado, né, de maneira aí mais eh geral pela produção teórica da Hana Arent, né, em as origens do totalitarismo, que enfim é um livro que tem outro, os dois capítulos, o capítulo sobre imperialismo é interessante e tal, mas o de totalitarismo ela cagou na cabeça.
Cagou na cabeça. Então o que acontece é que a União Soviética assina um pacto de não agressão com a Alemanha. Por quê?
assinou o pacto para ganhar tempo. Isso aqui é muito importante porque, como o próprio Mimf já trazia, né, na sua nas suas nos seus escritos, a teoria do espaço vital era uma teoria que abarcaria justamente o Leste Europeu, porque na visão da ideologia nazi-fascista, que era uma ideologia colonial, não muito diferente do que era a ideologia colonial da Inglaterra, da França, de Portugal, da Espanha, da Itália, etc, etc, etc, eles têm uma ideia de que é necessário eles expandirem o seu território. para poder adquirir recursos e adquirir um espaço, esse espaço vital.
E esse espaço que eles estavam objetivamente querendo, querendo ocupar era o espaço do Leste Europeu e da União Soviética. Então, os soviéticos sabiam, né, tiveram ali uma leitura estratégica de que a invasão da União Soviética seria uma questão de tempo. Seria uma questão de tempo.
Nesse sentido, né, a União Soviética, ela vai fazer um uma um cordão de contenção da Alemanha e aí a Alemanha vai se ocupar do fronte ocidental, né? E aí é aquela velha história que a gente já ouve falar, né, que a gente escuta nos videogames, enfim, tudo aquilo ali que é a blitz grig, né, a dominação da Bélgica, de Luxemburgo, da Holanda e um tempo muito rápido, a o a piaba que a França toma, né? E aqui até interessante dizer que nessa época existiam muitos soldados, muitos batalhões que eram colaboracionistas, batalhões que optaram por lutar ao lado da Alemanha fascista, do lado da Alemanha nazifascista, porque a ideologia fascista é uma ideologia que era muito presente, era uma política que era muito presente e era muito popular entre as pessoas da Europa.
Não é a toa que o marechal Yukov, né, um dos grandes mareais aí do processo da grande guerra patriótica da União Soviética, vai dizer: "Nós libertamos a Europa do fascismo e eles nunca vão nos perdoar por isso, né, o Estado tá aí pra gente ver". Então o que acontece é que a União Soviética assinou um pacto de não agressão, visando justamente ganhar tempo para poder se armar e para poder deslocar toda a produção industrial para a indústria bélica, né? Vale lembrar aí que a União Soviética ela não era um país que tinha o mesmo processo de desenvolvimento da Alemanha.
Como? Como assim, né? A Alemanha que havia se formado como estado capitalista punjante forte é do século XIX, uma indústria já bem desenvolvida, com exportação de capitais, participando do imperialismo, né, de uma maneira geral.
E por mais que nos anos 20, 30 a República de Veimar tenha colocado a o país da Alemanha em risco, né, e cagou muito, muitas coisas, a Alemanha ainda tinha um parque industrial, tinha ali um desenvolvimento técnico científico muito avançado, né? Não é à toa que ela disputou a hegemonia do capital contra a Inglaterra na Primeira Guerra Mundial. É que a E aí é o que acontece é que a União Soviética ela tinha uma história totalmente diferente.
Por quê? Porque até 1917, ah, o Império Russo, né, que antes de se tornar a União Soviética era império russo, não tinha maquinário, não tinha indústria, era um país que fazia parte da periferia capitalista da Europa. Então ele era um país que ainda estava em um certo estado de desenvolvimento das suas forças produtivas nesse misto de transição do feudalismo pro capitalismo.
Então o negócio ainda, né, desse jeito. E aí, com a revolução bolchevique de 17 até 1938 39, a União Soviética já havia feito avanços significativos, como a eletrificação de toda a Rússia que foi realizada aqui, como a criação de várias indústrias eh de indústria pesada, né, aço, petroquímica, combustível, isso que seriam os recursos necessários pro desenvolvimento industrial. E ainda que isso tivesse caminhado muito, ainda tava muito a quem do mesmo sentido tecnológico que os alemães tinham.
Então o pacto de não agressão, pacto Ribentrop Molotov, foi assinado justamente para poder dar tempo. E os soviéticos fizeram uma leitura correta da situação, porque em 1941 começa a operação de invasão da União Soviética. No dia 22 de junho de 1941, os alemães, a Alemanha nazista abre um novo fronte, o fronte oriental, a partir de uma operação de guerra, que é a operação barbarossa.
A operação barbarsa foi a maior operação militar da história da humanidade. Sem sacanagem. Sem sacanagem.
No dia 22 de junho de 1941, os alemães, não só alemães, perdão, não eram só alemães, né? Porque a Armasta, o exército alemão, ele vai contar com o apoio e a colaboração de soldados de vários países, da Ucrânia, da Romênia, da Polônia, da Hungria, de vários lugares, porque de novo, o fascismo ele era uma linha política preservada e cultuada na Europa. E mesmo os países que mantinham um certo discurso nacionalista, né, evitando se aproximar tanto da Alemanha, porque via essa aproximação imperialista, preferiam se aliar com a Alemanha, preferiam se aliar com esses países do que com eh os comunistas, né?
Porque, enfim, os comunistas eram uma ameaça muito maior nesse sentido do que os alemães. Então, na operação Barbarosa, o exército alemão vai se dividir em três frentes principais. A primeira delas com o objetivo de tomar Leningrado, que hoje é São Petersburgo, aqui ao norte, um eixo de invasão em direção a Moscou, aqui ao centro e um outro centro de invasão que buscava dominar tanto a Ucrânia, como foi conseguido parcialmente, quanto o Cáaso.
O Cáaso, né? Esse aqui é a região do Cáaso. O que que acontece?
Essa região do Cáaso, né? Georgia, Armênia, Azerbaijão e essa partezinha aqui da Federação Russa, ela é uma região estrategicamente muito, muito, muito, muito, muito importante, porque ela tem um grande volume de produção de petróleo. Então, o que acontece?
Os esforços de guerra alemães dependiam do quanto de recurso o exército alemão conseguia pôr suas mãos ao longo do caminho. Então, era uma pilhagem verdadeiramente. E o objetivo dos alemães era chegar até o Cáucaso, porque chegando até o Cáaso, você teria acesso praticamente ilimitado às principais fontes de petróleo que abasteciam a União Soviética e poderiam abastecer também, né, a Alemanha.
Fora que você tem uma posição estratégica aqui, né? Eh, essa essa região ela faz fronteira com Mar Negro, ela dá ela tem um acesso mais facilitado aos mares da Europa. Enfim, então tá aqui o objetivo dos caras era entrar no Cálcaso nesse eixo sul.
Beleza? Então o que acontece é o seguinte, vamos falar de números. Vamos falar de números.
Vamos falar de números. A operação Barbarossa mobilizou 3. 8 milhões de soldados.
3. 8 milhões de soldados, mais de 3. 500 tanques de guerra, 2.
700 aviões, 600. 000 veículos motorizados. foi o maior ataque terrestre da história até então.
O avanço sobre a União Soviética num primeiro momento foi bem-sucedido, porque a máquina de guerra na Ásia, ela era muito, muito potente e ela conseguia, junto com a ajuda dos colaboracionistas avançar muito rápido. Então, a União Soviética foi devastada. Só para vocês terem eh uma uma noção, né, pra gente poder entender isso melhor.
Só para vocês terem uma noção, as forças da Alemanha eh nessa região a gente tinha a mobilização de 65, entre 65 e 80% das forças militares alemãs haviam sido mobilizadas contra a União Soviética entre 1941 e 1944. 80%. Então os outros 20% das forças alemãs estavam no fronte ocidental, estavam ali na Itália, estavam na África, estavam nesses pontos aonde a guerra também estava acontecendo.
Para vocês novamente, né, pra gente ter novamente essa eh noção, a União Soviética mobilizou para a operação barbarosa, né? Mobilizou no momento que a operação Barbarosa se inicia, mobilizou 5 milhões de soldados. 5 milhões de soldados.
Quando a operação barbarossa começou a avançar mais e aí foi necessária uma rearticulação e uma reorganização dos exércitos soviéticos, esse número de tropas soviéticas subiu para 11. 3 milhões de soldados. Só para vocês terem uma noção, uma noção.
No dia de que é o dia que todo mundo fica, ó, né? O dia que a Alemanha perdeu, né? O dia que os americanos foram lá e ganharam, né?
Eh, a operação Netuno, era o nome da operação do dia, a operação Netuno mobilizou 156. 000 soldados. 156.
000 soldados. Ou seja, é um número descomunalmente menor. Descomunalmente melhor.
A União Soviética sozinha mobilizou duas vezes mais exército que os Estados Unidos e quase seis vezes mais exércitos que o Reino Unido. Então, a contenção do avanço do Fronte Oriental foi o maior esforço de guerra de todos os tempos, uma resistência brava e que sofreu, sofreu e muito. E aí o que acontece a partir disso, então, é que os alemães eles vão avançando, né?
Eles vão avançando no Fronte Oriental e vão conseguindo ter conquistas importantes por seu objetivo de guerra. E aí, nesse avanço que a Alemanha vinha fazendo, acontece uma batalha em especial, que é uma batalha de muita, muita, muita, muita importância, que é a batalha de Stalingrado. E era a maior cidade da União Soviética antes da chegada ao Cáaso.
Antes da chegada ao Cáucaso, então era o último grande checkpoint que precisava chegar. E aí os soviéticos para essa batalha 17 vai de 17 de julho de 42 a 2 de fevereiro de 43. Hoje essa cidade se chama Volgogrado, né?
Porque ela fica às margens do rio Volga e ela foi uma batalha fundamental e muito importante para poder eh garantir a virada da Segunda Guerra Mundial. Os alemães, né, com o seu exército e os seus colaboracionistas vão mobilizar para essa batalha. Só para essa batalha.
Sozinho. Mais de 1 milhão de soldados, 500 tanques e 1200 aviões. Muita gente.
As forças soviéticas vão resistir a essa invasão e vai ser aqui o grande, a grande pedra no sapato da Alemanha nazista. Porque conforme os alemães faziam um esforço de guerra no Fronte oriental cada vez maior, os seus recursos iam acabando. Existia no pensamento alemão, né, no pensamento nazista.
Isso aqui é bem interessante também, né, pra gente poder ver como, enfim, é importante analisar as coisas de uma perspectiva ideológica geral. Os alemães, os nazistas tinham uma percepção de que eles eram uma raça superior, né, como os ingleses achavam, como os franceses achavam e tal. E essa percepção de se ver como uma raça superior acabou fazendo com que esses grupos do exército alemão vissem os soviéticos como o quê?
vissem a soviéticos como inferiores e, portanto, fizeram aquilo que você nunca deve fazer, subestimar o seu inimigo. Então, sob essa justificativa, né, de superioridade e tal, os alemães começaram a achar que tava tudo bem, tava tudo certo e que eles naturalmente seriam vencedores. O que acontece é que os soviéticos dão uma resistência gigantesca em vários episódios, em que você tem registro disso em vários livros, em artigos, tal.
Vou deixar umas recomendações que o Rodrigo também já me indicou aqui embaixo na descrição para vocês. Mais de cenas como soldados soviéticos chegando à margem do rio Volga e sendo mortos com segundo de batalha. Inclusive tem uma história muito muito boa que eu vou falar mais sobre ela especificamente em um outro momento, mas que foi a história da casa de Pavilove.
A casa de Pavilove foi uma guarnição militar que tinha um total de 25 homens. E aí ela era toda uma casa cheia de armadilha. Eh, calcula-se que só pela casa de Pavilov, só pela casa de Pavilov se matou, se impediu a mobilização de mais soldados nazistas do que vários momentos de batalhas inteiras na França, por exemplo, né?
Olha aqui. O que nunca fazer? Atacar a Rússia no inverno.
Então, Víor, vamos lá. Uma outra narrativa que se hegemonizou, né, paraa gente poder contar essa história da União Soviética, foi justamente a questão do inverno. Os alemães não tinham acesso à meteorologia em 1941.
Eles sabiam que fazia frio. Eles tinham noção do quanto de frio fazia. O inverno não foi um fator determinante paraa derrota dos alemães.
Não foi, não foi igual à guerras napoleônicas, que o inverno foi realmente um marco mais decisivo. Esse inverno não mudou nada da situação. Não foi o marco de derrota.
Não foi, não foi, gente, não foi o que foi o fator determinante foi a disposição de soldados, de equipamentos e de bravura, de coragem dos soviéticos. Porque a galera em Stalingrado morria aos montes. Aos montes.
O soldado durava dois dias, durava três dias no campo de batalha. A União Soviética para essa batalha, né, para para esses esforços constantes que eram mandados paraa batalha de Stalingrado, mobilizou mais de 1. 1 milhão de soldados durante uma opera durante a chamada operação Urano, que vai mobilizar 900 tanques, 14.
000 peças de artilharia e 100 aeronaves. Então era isso, né? Uma operação gigantesca e que foi contida graças à batalha de Stalingrado.
Depois da operação Urano, que foi lançada como uma contraofensiva em 19 de novembro de 1942, os soviéticos passam a avançar cada vez mais. Então, a derrota em Stalingrado vai ser um dos momentos chave para o recu das forças fascistas, porque ainda tinha essa questão. O exército alemão, ele eh não conseguia produzir tudo que ele precisava produzir e enviar pro fronte.
Então, o que que ele ia fazendo? Ele ia pegando equipamentos, carros, armas, aviões, tanques, eh maquinários em geral de outros países. Só que qual que era o problema?
Quando um carro da Tzechoslováquia, que era muito era uma era, enfim, uma um país que tradicionalmente fabricava carros há muito tempo, quando um carro da Tzecoslováquia quebrava, eles precisavam pegar a peça na Tzecoslováquia, então você precisa voltar o caminho tal. problema logístico. E fora aqui tinha uma outra questão que os alemães tinham dificuldade em levar suprimentos.
Por quê? Porque as bitolas de trem, a peça que faz o encaixe do trem no trilho que existia nos países do Leste Europeu e principalmente na União Soviética, eram diferentes das peças que tinham na Alemanha. Então o que que eles tinham que fazer?
Bater o trilho todo de novo para conseguir fazer esse transporte. Então assim, foram várias dificuldades foram enfrentadas, principalmente pela disposição heróica dos soviéticos nesse contexto, só para vocês terem uma ideia, os dados dos arquivos soviéticos falam que os soviéticos tiveram 1. 130.
000 baixas e mais de 650. 000 feridos. Foram 438.
000 1 soviéticos, soviéticos mortos e 650. 000 na área geral, né, da cidade, do perímetro geral, esse número subia para 750. 000 mortos oferidos.
Vai ser a partir dessa resistência que os soviéticos vão conseguir lançar a operação Urano, que vai ser essa contraofensiva. Também para vocês terem uma ideia, a União Soviética segurar a invasão de 200 divisões do exército alemão, enquanto no fronte ocidental houve a defesa de 16 divisões do exército alemão. Então a União Soviética teve realmente um papel fundamental, fundamental nesse aspecto.
Os alemães vão perder na batalha de Stalingrado mais ou menos 147. 000 soldados e 90. 000 capturados.
Os soviéticos tiveram mais de 1 milhão de mortos. A derrota de Stalingrado foi a primeira grande derrota da Warmasht, que era o exército alemão. E vai ser esse momento que vai marcar a virada da Segunda Guerra Mundial, em que aí a partir daí a União Soviética começa a avançar contra as conquistas alemães e libertando todos os países que haviam sido dominados pela Alemanha nazista, pelos seus colaboracionistas.
até que um determinado momento, quando em 44, né, aí a gente já tá falando de 2 anos de operação, você tem alguns recusos e tal, mas pós estalingrado, a União Soviética avança cada vez mais forte, cada vez mais eh aprofundadamente. E aí que tá o pulo do gato. O que acontece é o seguinte, os ocidentais, né, o lado ocidental dos aliados, os ingleses, franceses, estadunidenses e tal, estavam com medo da União Soviética, estavam com medo porque conforme ela ia avançando nos lugares para poder liberar da dominação nazista, ela ia fortalecendo os trabalhos políticos realizados por entidades comunistas, sindicalistas, etc.
e tal. Então, é impedir com que os soviéticos liberassem toda a Alemanha foi central, absolutamente central, para evitar que a Europa caísse nas mãos dos comunistas. Esse era o grande medo.
E aí, quando a Alemanha já está capenga, já está fuleira das ideias que a gente vai ter em 1944, a operação Netuno, que é a operação que vai desembarcar, fazer um desembarque anfíbio nas praias da Normandia, que é justamente o lugar aonde a gente mais escuta as histórias da vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Mas só para vocês terem uma noção, vou puxar um dado aqui. No dia D, 6 de junho de 44, a gente teve um total de soldados desembarcados que foi de 156.
000. A União Soviética só em Stalingrado. Só em Stalingrado, porque ainda tem Kursk, ainda tem o terror que os nazistas tocavam na em Belarus, o que tocavam e na Ucrânia, que tocavam na Polônia, enfim, tem tudo isso.
Só em Stalingrado foram mais de 1 milhão de soviéticos mortos. Só em Stalingrado. E aí no dia D, 156.
000 soldados. Os aliados quando desembarcam no dia D não tem muita resistência das tropas alemãs porque elas já estavam capengas, né? Já estavam ali e exauridas tanto de recurso quanto de moral.
E a maior parte das tropas estava justamente mobilizada no Oriente, né, no Fronte Oriental. E aí você tem essa movimentação que vai algum tempo depois, né, terminar com a tomada de Berlim pelos soviéticos. O objetivo do dia D, além de não deixar a Europa, né, passar por essa influência comunista, era principalmente ter medo de que os comunistas marchariam sobre Paris.
Aí, meu amigo, aí é aí seria difícil imaginar a França comunista. Aí é né? Então eles se esforçaram nessa direção para evitar isso, né?
Aí depois, enfim, dia D, né? Aí acaba, a gente volta aqui, né? Como chegamos até aqui, voltamos para o início, né?
dessa pequena e breve exposição. Mas pra gente poder terminar o tema, eu quero fazer aqui um exercício de imaginação com vocês e de conferência de informações pra gente poder ter ideia do tamanho e da importância que é o dia da vitória. Vamos entender aqui um pouco mais.
Eu queria apresentar para vocês alguns números que eu acho que eles são muito significativos pra gente poder ver qual foi o tamanho da importância da União Soviética na derrota da Alemanha nazista e por a gente tem que lembrar o 8 de maio como um dia de toda a classe trabalhadora mundial. Os Estados Unidos vão ter perdas militares em torno de 416. 000 1000 soldados, a grande maioria no teatro do Pacífico, né, contra o Japão.
O Reino Unido vai ter um número aí mais ou menos de 380. 000 soldados mortos e mais de 65. 000 civis mortos, né?
Gerando aí um total de 450. 000. Na França são 217.
000 soldados mortos e civis mortos são 350. 000, dando aí 560, 565. 000.
Eh, a Ucanad teve 45. 000, a Austrália teve 40. 000, né?
Então essa totalidade de aliados ocidentais, então a gente tá incluindo Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Austrália, tiveram de 15 milhão e a 2 milhões de mortos somando tudo, somando tudo, somando todos. A União Soviética, durante a sua resistência à invasão nazista, 8. 6 6 milhões de militares mortos.
Militares já é quatro vezes mais. E um número de 13 a 15 milhões de civis. Se estima algo entre 25, 27 milhões de mortos do lado soviético.
É mais de 10 vezes mais do que do Ocidente. O Fronte oriental foi muito mais determinante pro desfecho da guerra do que o fronte ocidental. mesmo porque, né, como Maria Yukov já nos alertou, nós livramos a Europa do fascismo e eles nunca vão nos perdoar por isso.
Falando em perdas materiais, né, perdas materiais, os Estados Unidos não teve nenhuma cidade destruída, a não ser alguns ataques eh pontuais no Havaí, né, em algumas ilhas do Pacífico, mas cidades assim do seu território continental. O Reino Unido teve cidades bombardeadas. A gente tinha, né, até aquela história do que lembra?
Daquele cartaz do eh keep calm e como é que é? Quero o nome desse cartazinho mesmo. Carry on.
Carry on. Obrigado. Vocês lembram daquele cartazinho, né?
Keep CN Carry on. Essa palavra foi uma palavra de ordem dita pelo Churchill numa transmissão de rádio. Porque uma das maneiras que a Alemanha encontrou de retirar o moral do exército britânico era de bombardear Londres à noite, né?
Então isso acabou levando na destruição de milhares de prédios no país. A França também passou por um volume de destruição considerável, etc, etc. Na União Soviética se estima que 1700 cidades, vou repetir, se estima que 1700 cidades tenham sido afetadas pela operação Barbarosa.
Se estima que 70. 000 1 vilas e aldeias mais remotas, mais isoladas tenham sido destruídas nesse processo. Então, eh, e fora, né, as casas, prédios, hospitais, tudo, tudo, né, o esforço de guerra realizado pela União Soviética foi um dos maiores feitos da história da humanidade.
Porque ainda que não dê para saber o que teria acontecido depois disso, foi essa ação e essa contraofensiva soviética que permitiu que a Alemanha nazista perdesse a guerra. toda a mitologia em torno da importância do dia D, do desembarque da Normandia, etc, etc, resultado da produção de uma história, né, de uma mitologia para poder retirar o tamanho da importância que a União Soviética teve nesse processo, no processo de uma verdadeira guerra anticolonial. essa guerra, né, a Segunda Guerra Mundial, que os soviéticos também chamam de grande guerra patriótica, né, foi uma guerra que serviu principalmente para poder se levantar contra o colonialismo explícito da besta fascista.
Sempre muito importante relembrar e rememorar o esforço implacável feito pela União Soviética. sobre isso, sobre esse tema, eu quero deixar para vocês algumas indicações de leitura, livros que eu li faz algum tempo, mas são bem interessantes para poder ter essa abordagem geral. Eh, tem o livro do Iclis Rodrigues, que é o proprietário, né, do projeto História FM, em que ele tem um livro chamado Di, né, e é uma pesquisa dele tal sobre como se construiu a mitologia do dia d.
Muito bom. Tem o livro do Domênico Lou Surdo, dois do Domênico Lurdo, na verdade, né, que é Stalin, história crítica de uma lenda negra, que fala sobre essa equivalência do totalitarismo, né, paraas figuras de Stalin, de Hitler e que mostra também um contexto importante da Segunda Guerra Mundial. Tem um outro dele que se chama a Revolução Russa e a Revolução Chinesa, eh, vistas de hoje.
E tem um outro que é o Stalins Wars. É o Stalins Wars do Josffrey Roberts, tá? Joffrey Roberts.
Ficam aí as indicações de leitura e lembrando, se você gostou desse vídeo, dessa apresentação, comente aqui embaixo o que que você achou. E é isso, obrigado por ter assistido até aqui. Não se esqueça de se inscrever, de dar o like se você curtiu, de comentar se você curtiu ou se você não curtiu e também não deixe de se tornar membro deste canal ou apoiador através do apoia-se.
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E glória à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. na ve velica rus.