Caro acadêmico, neste tópico, abordaremos a atuação do psicopedagogo na área institucional, de modo a promover a aprendizagem. Seu trabalho se pauta em analisar minuciosamente o sintoma manifesto pelo grupo, a fim de analisá-lo e buscar compreendê-lo. Para isso, é preciso atentar-se a inúmeros fatores do contexto social e histórico.
Não se limita à atuação do psicopedagogo a instituição em que fará a intervenção, pois Independentemente do tipo de instituição, ele fará uso do processo de avaliação psicopedagógica institucional. É a partir dele que ele identificará se existem fatores que estão atravancando os processos de ensino-aprendizagem, além de ter subsídios para escolher quais serão as ações ou estratégias que ele irá empregar para promover a aprendizagem no grupo em questão. Psicopedagogia organizacional empresarial.
Ressalta-se, acadêmico, que muitos empresários e líderes de ambientes corporativos têm solicitado mudanças no sistema educativo. Parte deles alega que as demandas de competências e habilidades do mundo dos negócios, hoje, não têm sido contempladas a contento pelo sistema de ensino. Então, a psicopedagogia tem colaborado com as instituições, no sentido de ampliar formas de capacitação, formação profissional e treinamento.
Por isso, no dia a dia, o psicopedagogo que trabalha em organizações se assemelha mais a um consultor, a alguém que presta assessoria, do que a um profissional de cunho clínico. Como outro exemplo, o psicopedagogo pode participar na implantação e no suporte a um sistema de avaliação de desempenho, direcionado ao desenvolvimento pessoal ou profissional . Compete salientar que, nas organizações ou empresas, o psicopedagogo ainda pode realizar as seguintes atividades, de acordo com Tonet: • Estimular mudanças necessárias.
• Reduzir a manifestação de erros. • Induzir novos e criativos desempenhos. • Colaborar para a melhora de resultados (em temos pessoais ou profissionais).
• Avaliar métodos anteriormente estabelecidos pela instituição para a avaliação de desempenho. • Sugerir, propor e/ou implantar novas alternativas e metodologias. • Recomendar maneiras para documentar, estimular e avaliar o desempenho profissional (por exemplo, o portfólio de desempenho).
• Auxiliar os profissionais a selecionar, documentar e apresentar suas realizações pessoais, visando à avaliação do desempenho. • Trabalhar como um consultor interno – vinculado diretamente à instituição/empresa. • Atuar como consultor externo, sendo contratado para esse fim em caráter temporário, por empresas ou por profissionais que queiram organizar um portfólio de sua trajetória profissional.
• Traçar objetivos gerais e específicos. Psicopedagogia em hospitais. Acadêmico, até aqui é possível perceber a importância do psicopedagogo nas instituições.
Pois bem, o âmbito hospitalar demanda que ensino e aprendizagem sejam aderentes às suas condições especiais, e, consequentemente, uma intervenção psicopedagógica que seja um pouco diferente daquela realizada nos espaços educativos. Assim, faz parte da atuação psicopedagógica ajudar, reforçar e apoiar o paciente a lidar com a doença e com a internação hospitalar, em termos emocionais e educativos. O psicopedagogo vai auxiliar o paciente que está internado a adaptar-se a sua nova ou temporária condição relativa à saúde.
Esse auxílio se estende também aos familiares. Para melhor enfatizar a intervenção hospitalar, observa-se as palavras de Daltro e Ponde: “Neste universo, aprender e ensinar realizam-se como uma unidade dialética processual e psicopedagógica que coloca em circulação a construção do conhecimento articulado à construção de identidades”. Note que, independente da instituição em que o psicopedagogo irá trabalhar, seja uma empresa, um hospital, ou uma entidade educativa (com ou sem fins lucrativos), sua atuação irá incidir no processo identitário do sujeito aprendente.
Instituições asilares, casas de repouso, lar para idosos, grupos de idosos. Ressaltando o papel e a importância da psicopedagogia institucional, abordando os aspectos das casas de apoio a idosos, é certo que nem sempre a velhice chega com a diminuição significativa de poder aquisitivo. Nem sempre ela vem associada da invalidez e da solidão.
Ainda assim, em maior ou menor medida, o idoso precisa se adaptar com a perda da força, e/ou com o enfraquecimento do corpo. De qualquer modo, não são raros os idosos que passam a ter menor participação em atividades que antes faziam parte do seu cotidiano. Por outro lado, há manifestação dos idosos em poder seguir os estudos e dar oportunidade de aprender algo novo pautado em desejos antes esquecidos, tendo em vista as limitações por causa das responsabilidades com a família e trabalho, que não foram possíveis em sua juventude.
Então, o psicopedagogo pode auxiliar o idoso das seguintes formas: • A aprender. • A aprender a aprender. • A reaprender.
• Promovendo interações no grupo. • Conduzindo interações com o grupo. • Fazendo uso de oficinas psicopedagógicas.
Prezado acadêmico, as funções do psicopedagogo se fazem necessárias em diversos lugares, sejam elas empresarias, escolares ou hospitalares. Prezado acadêmico, encerramos aqui. Bons estudos e até a próxima!