[Música] Eu estou dando aula desde 2014, aqui mesmo no município de Diadema. E aí em 2015 eu comecei a trabalhar eh com alfabetização e foi onde eu me encontrei como professor. É um uma área que a gente percebe a aprendizagem da criança de uma forma bem clara e aí venho desenvolvendo esse trabalho desde então.
Então hoje a gente vai fazer a leitura e hoje, ó, todo mundo tem que participar, mas na hora certa, lembra dos combinados da leitura? Qual é os combinados na hora da leitura? Não falar.
Quando for falar, faz o quê? Levantar. levanta a mão e lá levanta e aguarda o esperar isso.
Tá bom. O professor pode começar então. Uma coisa.
Eu já inicio o ano é falando com as crianças justamente do que vamos ler. É um trabalho que a gente faz toda semana. A minha turma tem uma agenda de leitura na qual na segunda-feira eu apresento para ele quais serão os livros que serão lidos durante a semana.
Eles trazem alguns livros às vezes aí a gente verifica se aqueles livros eh estão adequados. se dá para fazer a leitura ali em sala de aula. Outros são de minha escolha.
Qual o critério que eu utilizo para isso? Geralmente são autores que é referência importante para mim, assim como pessoa. Eu sempre analiso também trabalhando com eh vários gêneros.
O primeiro ano tem a questão é que eles gostam muito dos contos de fada. Esse não pode faltar ali no repertório deles, mas também aí a gente traz todos os outros gêneros e de acordo também com aqueles gêneros que a gente tem que colocar dentro ali de uma situação para que a criança desenvolva algum conteúdo eh em sala de aula. A leitura de hoje é os músicos de brem.
Mas antes de iniciar a leitura, a gente vai fazer a retomada de algumas leituras que a gente vem fazendo ao longo da semana e na na semana anterior. Fala, Estela. A gente já leu da Chapeuzinho Vermelho e da Bela Adormecida.
E da Bela Adormecida. Qual outra leitura que nós fizemos? Da Chapeuzinho Vermelho.
Da Chapeuzinho Vermelho. Eu posso falar? Fala, Ivânio da Branca de Neve.
Da Branca de Neve. Bota. Oi.
Gato de bota. Gato de bota. João e Maria João e Maria e os três lobinhos é bela domicila e os três lobinhos e o porco ma é bela domicida a bela adormecida que lemos ontem não é na sexta-feira geralmente a gente senta em roda num primeiro horário e a gente discute as quatro leituras que a gente fez durante a semana nesse dia a gente pega organiza em roda ali, a gente conversa, retoma as leituras que foram feitas seleciona algum algum dos livros que eles gostaram mais e faz o registro escrito do nome do livro, do nome do autor ou alguma passagem, um comentário que eles eh gostaram naquele daquela leitura.
A leitura pelo professor é uma atividade que a gente ela tem um antes, um durante um depois. Ela é planejada a partir da escolha de uma obra e quando o professor lê, o professor é um leitor experiente. A partir da leitura do professor, a criança vai adquirindo, é o perfil leitor, né?
Então eu apresento um livro, né, mostrando, por exemplo, a editora, a capa, quem é o autor, falo quem é aquele autor. Isso cria pra criança a referência de como ele vai ter que escolher essas obras. Depois a criança já sabe quando ela pegar um livro onde ela vai olhar para eh saber quem é aquele autor, que de que fala aquela obra, se é adequada para ela ler ou não, né?
E os alunos já vai adquirindo desde pequeno isso mesmo. Aqueles que não leiam, quando eles pegam um livro lá, que eles sentam, eh, a gente percebe que, embora não leia convencionalmente, ele já tem os procedimentos, ele já sabe eh que se lê da esquerda pra direita, já pega um livro ali, já senta, já passa as páginas com cuidado, entende que um livro, mesmo que ele não tem uma função específica para fazer uma atividade, é um objeto de prazer também, né? Ele senta ali, faz a leitura dele e vai diferenciando um tipo de leitura de outro.
E o professor traz isso à medida que eu chego para ele e vou fazendo essas leituras diariamente, apresentando diferentes gêneros com diferentes temáticas. Hoje a gente vai fazer a desse daqui, ó, os músicos de Brem, que é um conto também dos irmãos Green. Green.
Nós lemos vários contos dos irmãos Green, não foi? Sim. Então, eh, nós vimos que quem fez o livro aqui, a editora responsável pela edição do livro, é editora.
Não foi isso? Nós também vimos que esse livro aqui, ele fala a nossa língua ao escritor. Não, não, ele não fala a língua portuguesa.
Então, eh, tem duas moças que fizeram a tradução e também a ilustração dos livros, não é? que essa primeira tem até um nome difícil que o professor às vezes quando vai falar se atrapalha um pouco, que é Anastasisa Achipova e quem fez os desenhos foi Maria Eloísia Penteado, tá? É, o que que vocês acham?
Eh, quem são esses músicos? Animais. Oi?
Animais? Será que são animais? Por que você acha que é animal?
Porque porque tem o tem a galinha, o o gato e esse aqui, ó. E o cachorro. O que que vocês acham que é breme?
Não sei. Parece break. Parece o quê?
Break. Break. Tá parecendo break.
Mas será que é break? Acho que é. Por que será que tem tem alguma coisa a ver break com música?
Mas tá, mas tá. Mas será que esse brame é break? Não, porqueão porque eles estão fazendo uma música, eles estão fazendo uma tá?
Então a gente vai fazer a leitura e depois a gente vai ver se o que vocês estão falando se confirma ou não. Posso eh continuar e começar a leitura? Sim.
Todo mundo vai prestar atenção? Sim. Tá.
Que é isso? É o poney, eu acho. Será que é um poney?
Não é, é um burro. Os músicos de Brêm era uma vez um burro que durante anos e anos serviu ao moleiro seu dono, carregando pesadas sacas de grãos. Nessa faina, foi envelhecendo, suas forças enfraquecendo, até que um dia pensou: "Esse aí não serve mais para nada.
O melhor é matá-lo, vender sua pele e arranjar um burriquinho mais jovem". O burro não ficou sabendo disso, mas percebendo que a situação estava perigando e decidiu: "Vou para Bremen, lá poderei ganhar a vida como músico. " E saiu pela estrada, descansando aqui, comendo um capinzinho ali, até que encontrou um cão de caça estirado no caminho, ofegando como se tivesse corrido quilômetros e quilômetros.
Que é isso, companheiro? Por que está assim tão esbaforido? Ai, ai, gemeu o cão.
Meu dono resolveu acabar comigo porque estou velho e não posso mais tomar parte nas caçadas. Fugi e não sei o que vai ser de mim. Venha comigo.
Estou indo para Brem e lá vou ser músico. Nós dois podemos formar uma dupla. Eu toco a la Uud.
E você, bumbo. Gostando da ideia? O cão acompanhou.
Mais adiante encontraram um pobre gato com a cara mais triste, como uma semana de chuva. "Que cara é essa, meu amigo? ", exclamou o burro.
"Por que está assim tão surumbático? Que cara queria que eu fizesse? " E o gato contou.
Minha dona resolveu me afogar porque estou velho. Meus dentes estão gastos e prefiro ficar ronrolando ao pé do fogão em vez de caçar ratos. Então fugi.
Não sei mais o que fazer. Tenho uma ótima ideia. Venha com a gente.
Vamos para Brem, onde poderemos ganhar a vida como músico. Você que é especialista em serenatas vai ajudar muito. O gato entusiasmou-se e acompanhou-se.
Mais adiante passaram por um sítio e viram um galo empolerado na porteira, cantando desesperadamente em com quantas forças tinha. Pare com isso", pediu o burro. Seus gritos vara a alma da gente.
Por que canta assim? É meu jeito de profetizar. Bom tempo, explicou o galo.
Hoje é dia da minha dona lavar as fraldinhas do bebê e tem que ter só para secá-las. Mas amanhã, amanhã é domingo, ela vai receber convidados para o almoço. E pobre de mim.
Você servio, assado. Estou cantando pela última vez, porque hoje à noite você degolado. Deixe disso, Crista Vermelha.
E o burrico convidou, venha com a gente, vamos para Brem. E lá com sua voz podemos formar um conjunto musical que vai ser um sucesso. O galo aceitou a proposta.
Agora era quatros a caminho de Brem, mas não era possível chegar lá num dia. Quando a noite veio, eles se acharam numa floresta. e resolveram acampar ali.
O burro e o cão deitaram-se ao pé de uma grande árvore. O gato e o galo acomodaram-se nos seus galhos. O galo escolheu um bem mais alto, onde se sentiu mais seguro.
Antes de dormir, olhou a sua volta em todas as direções e descobriu uma luzinha brilhando à distância. Alvoraçado avisou os companheiros. Estou vendo uma luzinha brilhante ao longe.
Só pode ser uma casa. O burro levantou-se prontamente. Vamos para lá, minha gente, que esta pousada é bem ruinzinha.
Quem sabe lá se vou encontrar um osso com um pouquinho de carne, disse o cão. E um calorzinho ao pé do fogão ajuntou o gato. E andando em direção à luz, chegaram a uma casa toda iluminada.
O burro, que era o mais alto da turma, aproximou da janela e espiou. "O que está vendo, mestre? ", perguntou o galo.
"O que estou vendo? " pois umaa coberta de deliciosas comidas e bebidas e ao redor dela um bando de ladrões se regalando. "A gente é que devia estar ali", observou o gato.
"Já vamos cuidar disso. " Assim dizendo, o burro reuniu os companheiros para discutir a melhor maneira de expulsar os ladrões. Depois dos coxichos e tudo combinado, entraram em ação.
O burro apoiou as patas dianteira no petorio da janela. O cachorro subiu nas costas dele, o galo, o gato pulou nas costas do cachorro e por último, o galo voou para a cabeça do gato. Depois, a um sinal, começou a fusão.
Miados, latidos e cocoricóis romperam numa barulheira infernal, fazendo tremer a vidraça que foi se abrindo de supetão. Os ladrões fugiram de cabelo em pé, acreditando que um bando de almas penadas tivesse invadido a casa. A pressa foi tanta que num piscar de olhos estavam no meio da mata de olhos arregalados a tremer como folhas.
Donos do terreiro. Os quatro amigos sentaram-se à mesa, devoraram tudo que restou, como se estivesse em um jejum de há mais de um mês. Depois apagaram as luzes e foram dormir, cada um de acordo com o seu gosto.
O burro se deitou numas palhas, num pátio, o gato ao lado das cinzas do fogão, o cachorro atrás da porta e o galo empulheirou-se numa viga do telhado. Cansados de tanta tropelia, adormeceram na hora. Nesse interirim, os ladrões perceberam que não havia mais luz na casa e tudo parecia em paz.
O chefe achou que se havia assustado sem motivo algum e mandou um de seus homens ir lá investigar. Encontrando tudo tranquilo, o enviado foi confiadamente até a cozinha, acendeu uma luz e aproximou um fósforo de duas brasinhas que luziam num fogão. Estas, porém, nada mais eram do que os olhos chamejantes do gato, que não gostou da brincadeira e pulou na cara dele, arranhando-a com fúria.
O coitado tratou de fugir pela porta dos fundos, mas não passou por ela sem levar do cachorro uma boa mordida na perna. E lá fora o burro ajudou a fugir mais depressa com um belo coice. Então o galo, que acordou com a confusão, voou para o telhado e cantou muito bem disposto: "Kiriqui!
" Em desabalada carreira, o ladrão foi parar diante do seu chefe e quase com desmaio contou: "Ai, meu chefe, uma bruxa horrorosa está morando lá. Mal entrei, saltou sobre mim e me arranhou a cara toda. Depois, um homem enorme saiu de trás da porta e me espetou a faca na perna.
Corri para o pátio e um monstro negro que lá me esperava me deu uma bordoada que me fez voar longe. E um juiz sentado no telhado, começou a gritar: "Peguem esse patife, pegue esse patife, pegue este patif! " Nem sei como cheguei aqui.
Depois do que ouviram, os ladrões perderam toda a vontade de retomar a casa. preferiram se estabelecer em outras paragens, mas os músicos, ah, gostaram tanto do lugar que desistiram de ir para Brem. Pelo que eu sei, ainda estão morando lá.
Fim, fim. Gostei da história. Gostou?
Eu gostei da parte que a casa iluminada. Você gostou da da parte? Eu gostei da parte que que tava que essa foto aqui, que foto essa aqui.
Sim, é a parte final. Então agora a gente vai conversar sobre a história, tá? Qual parte a gente mais gostou da história?
Falar um pouquinho. Sim, pode falar. Eu, a parte que eu mais gostei foi a parte que o Bruno tava falando sobre a história do Não, os animais tava falando sobre a história deles.
Você falou que gostou dessas partes. Você consegue eh relembrar alguma delas, dessas falas? Vou ler um essas falas para você lembrar.
Por que que o burro queria ir? Porque o burro o burro decidiu ir. Queria vir porque ele queria ir uma você falou o gosto da parte onde é eles falavam é porque eles iam pra breme e aí eles contavam a história.
O professor tá aí o burro. Qual era a história do burro? Por que ele resolveu ir para brem?
Por causa que o golo dele queria matar ele, queria matar ele a pele dele por causa que ele tava ele carregar. Agora nessa parte tá falando, nessa faina foi envelhecendo, suas forças enfraquecendo até que um dia o moleiro pensou esse aí não serve mais para nada. O melhor é matá-lo e vender a sua pele e arranjar um burrico mais jovem.
É isso, essa parte tá falando, né? durante ali a leitura, algumas leituras, às vezes a gente faz alguma pergunta a partir de algum comentário, acolhe o que a criança diz e a partir daquele comentário discute e aí vai surgindo ali, como também é planejado, a gente já conhece, já fez a leitura daquele livro que é essencial que se faça isso, eh, para que ao final a gente possa fazer algumas boas perguntas, porque algumas crianças às vezes ela tem um comentário ali, só que ela não sabe como pôr e nem onde que hora colocar. a partir das perguntas que a gente vai fazendo, a mediação, ela começa a desenvolver e o professor é responsável por isso, por fazer essa interlocução de levar palavras para que o aluno eh desenvolva essa criticidade, oralidade ali através do que tá sendo posto para ele.
Então vocês falaram a parte de vocês favorita, agora eu vou falar qual que eu mais gostei também, tá bom? E assim saiu pela estrada, descansando aqui e comendo um capinzinho ali, até que encontrou um cão de caça estirado no caminho, ofegando como se tivesse corrido quilômetros e quilômetros. Que é isso, companheiro?
Por que está assim tão esbaforido? Ai, ai, gemeu cão. Meu dono resolveu acabar comigo, porque estou velho e não posso mais tomar parte nas caçadas.
fugir e não sei o que vai ser de mim. Então, olha só, eu gostei dessa parte e a parte que mais me chamou atenção é quando ele diz assim, ó: "Por que está assim tão esbaforido? " Vocês sabem o que quer dizer esbaforido?
Não. Cansado. Oi.
Cansado. Cansado. Como é que você pode identificar que é cansado?
O que a gente consegue observar aqui que ele quer dizer que tá cansado, que esbaforido é cansado. Momento que vai responder aqui. Oi.
Hein, Leonardo, por você acha que é cansado? Esbaforido é cansado. Como você identificou?
Vou ler de novo para ver se você consegue ver como você identificou essa parte aí que é cansado. E assim saiu pela estrada descansando aqui, comendo um capinzinho ali, até que encontrou um cão de caça estirado no caminho, ofegando como se estivesse corrido quilômetros e quilômetros. Que é isso, companheiro?
Por que está assim tão esbaforido? Como você identificou que era cansado? Por que K?
Aí ele cansou porque ele estava correndo e ficou cansado. Olha só, o Leonardo falou que ele estava cansado e a Estela falou que porque ele tinha andado, né? Porque ele estava correndo e cansou.
Então vamos retomar aqui, ó, para ver como onde o texto apresenta isso aqui, ó. e saiu pela estrada, descansando aqui e ali, comendo um capinzinho ali, que até que encontrou um cão de caça estirado no caminho, ofegando como se tivesse corrido quilômetros e quilômetros. Isso mesmo, Késia.
A criança vai lendo e a partir do que a gente vai indicando ali, ela vai fazendo inferências, percebendo eh uma palavra tá ligada a outra. E aí quando a gente desenvolve esse esse aspecto paraa criança, mostrando como ela trabalhar isso dentro da leitura, não é? Como ela seleciona partes daquela leitura para algum estudo ou até mesmo para falar alguém depois fazer uma tirar um trecho e fazer: "Ah, eu gostei desse livro".
Fazer uma recomendação literária ela vai se apropriando disso, né? Qual trecho, qual parte, né? descrever aquela parte até com a própria linguagem dela.
E aí a gente percebe os avanços da criança. No momento que ele coloca um registro ali, a gente percebe o quanto ele tá avançando ali dentro do aprendizado dele ali durante a alfabetização ali do processo de alfabetização. As crianças geralmente tem um professor como exemplo.
E aí nesse momento, quando o professor apresenta uma leitura que ele gosta, a criança sempre se aproxima mais daquele autor, daquela obra. Ele quer ver aquele livro. Esse é o livro que o meu professor gosta.
Então, essa questão da recomendação literária é muito significativa pra criança quando ela tá iniciando. E aí a gente percebe isso também quando tem uma criança na sala que já lê e aí ela começa a referenciar as obras para outra criança. A gente desenvolve esse gosto também porque a gente diz o que a gente gosta, qual é o significado daquela obra, o que ela significou pra gente, né?
o que ela marcou pra gente e a criança busca, porque ela é afetiva, a alfabetização é afetiva, a criança busca elementos ali para que ela se constitua também, né? E o professor é esse exemplo de leitor. Hoje é a nossa última atividade de das escolhas dos livros para o empréstimo, tá?
A gente vai pegar os livros hoje, levar para casa e devolver que dia? Segunda. Segunda-feira.
Então, antes da gente fazer a escolha, ó, vou mostrar para vocês três livros, é, que eu gosto e que vocês podem também escolher e levar para casa e pode gostar, tá? Tem esse daqui, ó, que é o menino e o jacaré. É uma história, é um conto indígena.
Esse você já leu alguém já levou esse professora de Ah, por que professora leu? da minha escola antiga. Ah, da sua escola antiga.
Então eu vou ler aqui, ó, na quarta capa, o que tá, qual a indicação que aparece, o que que o autor fala desse livro, ó. Nesse livro você vai encontrar a história de um de Nati, um induzinho que costumava zombar de um jacaré açu e que acabou se metendo em apuros. É uma adaptação de um mito tradicional dos Caiapó, um povo guerreiro e artista que gosta muito de pintar o corpo e de enfeitar com peles de com penas de animais.
Esse aqui é um livro de mito indígenas, tá? Também a gente pode levar um desses livros também hoje. Eu posso levar esse?
E esse daqui, o mundo black power de tarô. Você sabe o que é black power? Ah, que nem é o nome do personagem que é o ônibus.
O nome dele é Taio. É Taio. Então, mas Taio aqui, ó.
Que imagem é que a gente tá vendo aqui? É o cabelo. Uma coisa que o Pro não tem, ó.
Uma pessoa. É tipo o cabelo do Léo. Como é o cabelo do Léo?
Meu cabelo enrolado. Enrolado. Mas lembra que você veio enrolado, lembra que no início do ano você tava com black power, cabelo assim mais para cima?
Lembra? Muito mais pr cima. Então é um Black Power.
Então esse é um livro, é uma história hoje africana. Eu sempre vou com cabelo black power. Na sala de aula a gente tem uma seleção de algumas obras.
Eh, mesmo na escola tendo uma biblioteca, uma sala de leitura, tem um acervo específico de cada sala de aula. a gente apresenta, seleciona eh textos originais, né? Texto que o aluno se aproprie da história por completo.
Outra coisa nessa seleção também é a diversidade, diversidade dos gêneros com as temáticas diversas, né? Para que ele tenha um acervo. E esses livros a gente expõe durante eh os momentos ali.
É também um momento planejado em que os alunos sentam e fazem aquela leitura. Durante essas leituras a gente solicita do aluno alguma coisa. Neste momento não.
Eles sentam e leem eh por prazer para dividir um com o outro. Eles sentam em dupla. Um que já sabe ler, senta ali ler com outro.
Tem aqueles ainda que, embora não leiam ainda convencionalmente, eh, pega o livro, explora, não é? Eh, vai ali, eh, apresentando o comportamento leitor, sabendo o que tem que fazer com o livro. Essa atividade é realizada duas vezes por semana, né?
Geralmente as quintas-feiras a gente pega eh um eh durante uma hora eles sentam e fazem isso. E na segunda-feira, no primeiro momento também eles entram, que aí eles já estão trazendo o livro que eles levaram na quinta, eles leram com os familiares e eles já trazem com eh construindo ali algumas eh fala daquele livro que ele gostou, que não gostou. E aí já acontece da de acontecer a recomendação, porque eles começam a falar: "Ai, agora quem vai levar sou eu esse livro".
E aí acontece fatos importantes, porque às vezes na próxima quinta-feira ele leva e ele volta e aí já faz outra discussão e aí eles entram em contraponto. Aí ele fala: "Ai, mas eu não gostei". E aí eles começam a discutir sobre aquela obra.
Isso a gente vê que é muito importante em uma discussão. Aprende a ter opinião, né? Aprenda a desenvolver uma argumentação, porque não é porque o outro gostou que eu vou também gostar daquela obra, que é um comportamento litor também muito importante, quando cada um coloca um ponto ali sobre um livro [Música] lidos.