e aí e diz que eu nasci a até o acho que caiu é o que o meu primeiro contacto com a língua portuguesa também não foi muito longe da da fase materna mas aquilo de aprender as primeiras palavras alencar ouviria repetir tudo foi claramente em o contato mais intenso com a língua portuguesa deve ter começado a partir dos 34 anos começar também perceber alguma coisa em termos da da leitura e ainda mais de alguma conversa que vai intercalando entre o e o português a e a língua furada que também é uma das minhas línguas porque
os familiares dos meus pais frequentava muito a nossa casa aliás uma casa de família grande a moda africana não é e tudo isso vai acontecendo e vou tendo o inter o pagamento com essas três língua aqui ó língua portuguesa e depois sim a língua fura eu ainda apanhei uma estrutura escolar a nesse sentido mais mas rígida eu não fiz a pré-primária eu fiz a entrar logo para a primeira classe e a transmissão todo o processo de aprendizagem da aquisição de ferramentas da aprendizagem tudo isso foi em português era muito rígido no sentido de que a
teríamos que deixar o criou a porta da sala de aula e foi muito muito assim durante todo percurso todo o primeiro ciclo a todo o segundo ciclo a interação com a língua com o criou na escola basicamente aconteceu mais no 3º ciclo que professor já não eram tão rígido em termos de de interdição da introdução da utilização de criar a sala e mesmo assim era completamente proibido a utilização de na sala de aula então a língua portuguesa foi a língua de um ensino e da aprendizagem desde a primeira classe até ao 11º ano na altura
nem tínhamos 12º ano é uma das nossas maiores riquezas é o facto de praticamente todas todas todos os grupos étnicos na guiné-bissau são representados também com a sua própria língua significa que o último recenseamento geral da população aponta a 30 32 32 grupos étnicos e todos os grupos tem a sua língua então podemos assumir que temos pelo menos 30 duas línguas a línguas maternas sendo que o criou a acaba por representar no início creio eu que foi muito uma língua urbana entretanto foi ganhando terreno e foi se transformando numa língua nacional hoje de acordo também
com o senso com o último censo de 99 à 7/98 por cento da população da guiné-bissau comunica em língua criam a isso significa que basicamente temos os exercícios na altura da população que não comune cava a ou que não que não comunique do dia a dia sem problemas que não utiliza crioula na sua no seu processo de publicação entretanto basicamente toda a gente percebe toda a gente se comunica teve a gente se entrar às vezes na língua criol por isso mesmo a nossa a nossa satisfação mas a satisfação com base também nos reconhecimento de que
este é o pilar identitário ser um pilar identitária se ele não se património identitário devemos tratar disso de forma justa então a ideia tudo que vai a volta de questão de reconhecimento desse patrimônio tem a ver também com esse reconhecimento uma espécie de justiça social para o povo da guiné-bissau é importantíssimo que nós é isso que nós estamos a trabalhar e isso que brevemente iremos apresentar no concelho a ser batido e tenho a convicção de que vai ser aprovado no conselho de ministros e depois de uma proposta de lei que irá ser levada à assembleia
nacional popular para se ampliar o debate na questão de reconhecimento deste património por isso transformao uma língua oficial porque faça isto passo que já é língua nacional já é língua de namoro já língua de transação econômica já é língua até do trabalho só falta essa oficialização e essa oficialização nos trará depois o reconhecimento o reconhecimento oficial que o estado da guiné-bissau eu reconhecimento também dos nossos parceiros como um património imaterial que mizuno enquanto conhece eu costumo dizer com convicção de que não conheço um outro elemento identitário tão forte quanto o criou por isso mesmo merece
ou por isso também merece esse reconhecimento tô fazendo uma uma uma leitura a também por profissional voltando as estatísticas que é importante não é de acordo com os dados de de 99 a maioria da população do grupo étnico dominante da guiné-bissau é balança acredito que pela pelo dinamismo da procriação mas também da imigração nós temos aqui muitos grupos étnicos que são transfronteiriça transfronteiriços a acredito que esse valor ou está em pé de igualdade com os folhas ou a uma ascendência em termos numéricos fundos bom o próximo próximo censo irá nos comprovar essa questão mas maioritariamente
temos os valentes os furos os maninhos depois há os papéis que estão a par e passo com os bens vagos esses são os grupos e a maioria os grupos maioritários significa que também em termos da sua utiliza e a fazendo aqui uma organismo devem ser as línguas mais faladas mas pela questão das fronteiras acredito que mesmo que o número do sul das residentes na guiné-bissau seja menor em relação as plantas mas por questão da fronteira que nós fazemos com a guiné-conacri deve falar mais fula da guiné-bissau do que a língua acredito que sim porque temos
as duas fronteiras a tanto da parte da guiné-conacri que é claramente a língua mais falada mas também na zona de senegal é muito falada língua funda acredito que a seguir ao criof hoje a língua furei a língua mais falada a a seguir devo ir sim a língua valente e a língua mandinga também que a outra língua transfronteiriça são se tivermos que eleger três línguas mais faladas a seguir o criou e eu diria que a língua fulana lenta e maninho não existe há muito tempo materiais didáticos que podem e que às vezes uma experiência bubaque já
muito há muito tempo o padre luigi está a fazer essa experiência hemobac existem todos experiências também com as missões católicas dos seus a missionárias não é da tanto da igreja católica quanto da da evangélica que tem também impulsionado o certo processo de ensino e aprendizagem da do mas eu aqui separo dos mundos uma coisa é o reconhecimento patrimonial identitário da guiné-bissau como no seu valor como nosso patrimônio como nossos elementos hereditário mais forte isso deve acontecer e deve depois ajudar a desencadear um outro processo que o processo de ensino e aprendizagem mas tem um outro
campeonato é um campeonato que deve ser imensamente estudado em termos estudado para ser muito bem estruturado para depois darmos o faço a aprendizagem é um campeonato diferente embora existe todos os dias todas essas ferramentas quando falo na questão do estudo falo na questão da normalização que existem expressões existem formas de escrever e formas de comunicar que são diferentes de acordo com mesmo dentro de um grupo encontra-se essa essa variabilidade de forma de escrita em forma de uso verbal precisa ser normalizar isso leva o seu tempo eu diria que após o processo após consolidar o processo
de reconhecimento da formalização de curió como nossa língua oficial iremos precisar no mínimo de uma década para tratar de toda a parte da normalização e sim avançar pelo processo de ensino e aprendizagem o luan uma pressa a questão do ensino e aprendizagem porque tem que ser um processo muito bem feito e não tem que pedir porque nunca pulido deve fazer esse reparo essa desmistificação de que o pode pode ser uma espécie de impecílio a aprendizagem da língua portuguesa quer também a nossa língua não é de tudo aliás a as crianças da guiné-bissau costumo dizer porque
eu acredito plenamente nisso eu sou das crianças mais feliz do mundo porque o para além da língua materna aquelas que não vivem na zona urbana tem a tendência de aprender logo a língua materna que pode ser um dos grupos étnicos é uma das línguas dos grupos étnicos a seguir aprenda criou a seguir aprende a língua portuguesa quando vai à escola mas antes disso é capaz de ter acesso a uma segunda língua materna porque nós somos fruto de muita mistura é e há muitos pais que não são da mesma do mesmo grupo étnico podem ser por
exemplo um pai que é mandinga e a mãe que é que é o janot então a criança tem contato com essas línguas todas e depois ainda tem a língua oficial significa que eu faço elemento uma criança aprende quatro línguas e isso não e nos com no seu processo de aprendizagem eu com todas as limitações que possa ter questão de da compreensão e da expressão em língua portuguesa sou um bom exemplo minha geração é uma geração com muito bom exemplo e nessa questão concreta de que o criou não serve como impossível ou o processo de aprendizagem
se por exemplo o sumiço dos tem 14 línguas oficiais e nada os impede de materializar isso em termos concretos não estou a ver como é que isso pode ser um processo complicado ou alguma barreira de aprende e na guiné-bissau por isso mesmo temos que fazer as coisas bem feitas se tem que ser bem estudado temos que ir recolher boas experiências temos fazer uma um investimento muito forte muito sério nesse sentido e teremos daqui a 20 anos provavelmente jovens mais feliz do mundo não tenho dúvida não sei se é e aí