Olá aqui é o professor Charles do Oficina estudante E hoje nós vamos falar um pouquinho de Literatura e a opção de hoje é falar um pouco da história da literatura vinculando Então essa história da literatura com períodos históricos comecemos então com o surgimento da língua portuguesa lá na idade média na baixa idade média para ser exato e enquanto trovadores portugueses então faziam cantigas de amor e cantigas de amigo me parece que essas cantigas de amor e amigo que fazem parte do período trovadoresco são sempre um reflexo ou uma tentativa de criar o discurso semelhante aos
outros discursos que se faziam na Idade Média por exemplo o discurso religioso muito importante na Idade Média que falava por exemplo de um culto Marial da relação do homem e Deus sendo o homem o servo de Deus e o senhor o Deus o senhor olhando pro mundo feudal via-se aquelas relações também semelhantes entre senhores e servos olhando pra cavalaria víamos a cavalaria considerando uma importância ao ser masculino e às vezes levando esse ser masculino para Aventura o mundo pertencia esse ser Aventureiro que era o Cavaleiro medieval muito bem religião aprendemos ainda um conceito bastante importante
que é o conceito de amor e já que cantigas de amor e amigo que precisamos comparar são discursos lírico líricos amorosos é preciso entender o conceito de amor que a religiosidade propunha na Idade Média primeiro amar é servir sofrer morrer por quem se ama é isso que demonstra o Cristo na atitude que teve então na via dolorosa vejamos Então como relacionar esses discursos medievais eh com o discurso literário das cantigas de amor e amigo As cantigas de amor elas refletem de alguma maneira ou tentam produzir um discurso semelhante aos outros discursos feitos pela idade média
falar de amor numa cantiga que tem um ser masculino como sujeito um eulírico masculino é falar de como é capaz esse ser masculino de servir sofrer e até morrer por quem se ama essa atitude do eu lírico se assemelha à atitude do Cristo na via dolorosa ao mesmo tempo aprendeu esse ser masculino a falar de amor idealizando o objeto Amado em outras palavras aprendeu também no discurso religioso o culto Marial o culto que se prestava então a figura de Maria como uma mulher idealizada aprendeu-se a fazer isso na igreja e se reproduz isso também no
discurso amoroso medieval então um eu lírico masculino que fala do seu sofrer da sua Coita de amor a uma mulher idealizada a gente diz sempre Uma cantiga de amor Poesia Cantada assim na Idade Média já As cantigas de amigo que refletem então no texto uma voz feminina um pouco diferente disso falam de amor de uma maneira também servil como nas cantigas de amor por assumido então a voz feminina esse ser feminino acaba eh se posicionando diante da natureza diante então do ambiente tranquilo das vilas diante do ambiente então Eh simples e cotidiano para reclamar um
pouco da ausência do Amado que abandonou Onde está esse Amado se fôssemos então a cavalaria se fôssemos a atividade entenderíamos esse Cavaleiro está ausente pois está nas Cruzadas está nos jogos cavaleiresca figura feminina Então ela reclama a presença desse Cavaleiro ela sente saudade ela sente desejos ela sente essa espera como uma ansiedade É nesse sentido então que de alguma maneira aquele mundo cavales aquele mundo religioso esse mundo eh feudal medieval acaba interrelacion ionado nos seus discursos sociais políticos econômicos com o discurso amoroso das cantigas de amor e cantigas de amigo é só entendermos por exemplo
que por último a linguagem mais culta das cantigas de amor está nos castelos no palácio e também por outro lado As cantigas de amigo com sua linguagem mais simples propõe uma voz também mais simples de uma figura camponesa a voz do homem mais culta a voz feminina mais simp isso tem a ver com aquela ambientação que propõe o mundo medieval enfim parece que discursos amorosos na Idade Média feitos em forma de Poesia Cantada são interseccion ados sempre com os discursos políticos do feudalismo discursos econômicos do feudalismo o discurso cultural da religião católica e o discurso
cavaleiresca idade média um abraço até a próxima h