vais encontrar o mundo meu filho disse-me meu pai a porta do Ateneu Esse é um trexin inicial de O Ateneu de Raul Pompeia e é um trechinho que tá na minha mente desde os meus tempos de escola e justamente porque para mim era muito claro aquilo aquela visão da escola enquanto microcosmo de uma sociedade então essa escola ela vem aqui não simplesmente com o melhor das nossas relações da nossa criatividade da nossa expressão da nossa compreensão de m mundo do nosso conhecimento e da nossa construção de aprendizagem a escola também Chega aqui com várias manifestações
de violências com conflitos que a gente que tão ali mas parece que não tão ao mesmo tempo que a gente não consegue enxergar muito bem com várias questões que estão ali de diferenças mesmo de percepções de mundo de Convivência de maneiras de estar no mundo completamente distintas entre si ela também vem com um tanto de expectativas um tanto de responsabilidade ou em algum aspecto também de irresponsabilidade de sujeitos a escola ela chega aqui com um pouquinho desse mundão que a gente tem e ela chega também com realçando em algum aspecto também trazendo uma dança muito
difícil Entre várias das violências e das tipos de segregação que a gente tem na nossa sociedade isso acontece porque a escola é um espaço por Excelência intergeracional a gente tem profissionais a gente tem pessoas que T algumas responsabilidade por essa por criança a gente tem crianças a gente tem adolescentes a gente tem necessariamente pessoas de várias faixas etárias no mesmo espaço convivendo entre si direta ou indiretamente a gente tem ainda não só questões relacionais e geracionais mas também várias questões que são diversidades múltiplas de pessoas no mesmo ambiente e tudo isso vai despontar o melhor
e o pior que a gente tem no mundo então Justamente por isso a gente não consegue pensar uma satisfação de necessidades humanas voltada a construir potencialidades e possibilidades de relação de construção de comunidade de existência mesmo de transformação de conflitos sem pensar nisso tudo que eu tô falando aqui e é por isso que várias questões que são estruturais como raça gênero acessibilidades em relação a capacitismo em relação a pessoas com deficiência por exemplo E tantas outras coisas is vão aparecer aqui como questões essenciais desse cotidiano escolar cumplas muitas das pessoas que estão ali naquela escola
elas não têm o seu córtex préfrontal profundamente desenvolvido ainda já que é uma coisa que a gente só termina de desenvolver por volta dos 21 25 anos e além disso as próprias questões de neuronais dessas pessoas elas ainda não tão ali toda formadinha a ponto da gente poder compreender uma situação e como se portar em uma situação com a mesma excelência talvez eu possa dizer assim ou pelo menos qu a gente não pode pressupor que vai ter uma performance semelhante a de um adulto e Justamente por isso é que a gente vai ter que ter
tantas delicadezas e cuidados e sutilezas nesse contato nessa convivência no especto escolar E aí a gente ainda vai ter questões como sexualidade como identidade de gênero como também questões raciais Então a gente vai ter tanta tanta coisa nesse espaço então é importante que eu traga para vocês que pra gente pensar um espaço escolar restaurativo a gente não vai conseguir olhar simplesmente para relações interindividuais ou seja entre uma pessoa e outra simplesmente isso também vai ser muito importante mas eu vou precisar entender e construir uma escola que enquanto uma comunidade enquanto um coletivo se proponha a
entender que às vezes ela erra mas ela ainda assim quando erra não fica no lugar de justifica ela fica no lugar de tentar entender impactos tentar agir diante deles e cuidar daquilo que aconteceu ela olha para conflitos Ela escuta conflitos e ela consegue colocar palavras onde até então eu tava vendo silenciamentos a gente para falar de uma escola restaurativa muitas vezes vai estar falando de uma escola que tem Fontes diversas do conhecimento e que reconhece na sua própria comunidade escolar mas em livros vários e em Fontes diversas esse pluralismo que companha nossa sociedade ao invés
de pensar que tem uma forma única de se portar no mundo e Justamente por isso eu queria deixar uma referência de um livrinho que é simples mas ao mesmo tempo tem várias suas profundidades que é o livro raça e justiça restaurativa uma autora chamada fânia Davis e esse livro ele não é voltado especialmente pra escola e mas eu gosto dele justamente pelo fato de que a fânia Davis que é a pessoa que escreve esse livro talvez você a conheça pel da sua irmã a Angela Davis a fânia ela é uma pessoa que tem um trabalho
de um movimento racial e de igualdade racial de muito tempo de igualdade também de gênero mas muito mais recentemente né pensando no no seu percurso de vida do sua trajetória ela faz isso muito voltado para escolas em outro momento desse curso a gente vai falar com isso mais calma mas ela tem hoje feito várias práticas e trazido tanto projetos piloto quanto até uma vastidão maior de escolas restaurativas que trabalham diversidade a partir de práticas de justiça restaurativa em oakland na Califórnia Então eu queria deixar essa referência porque eu acho que é um livro que vai
tangenciar um pouquinho desse lugar de violências de nível estrutural ou seja aquelas que atingem o sujeito pelo simples fato dele ser quem é e eu acho que essa vai ser uma referência que pode contribuir bastante quando a gente pensa no nosso espaço escolar mas eu não queria deixar de dizer que pensar e construir e inclusive t mencionar ter uma escola restaurativa é também pensar Como que essa satisfação pode acontecer hoje na vida do sujeito nesse nosso espaço escolar considerando tudo isso que a gente tem de potencialidades Mas também de pontos mais frágeis e de contexto
e ainda como que a gente pode fazer isso criando novos começos de uma maneira que relações e aconteçam de forma mais justa e também aconteça de uma maneira com mais potencialidade nesse espaço Então essas são algumas considerações que eu queria trazer ainda pensando numa Justiça restaurativa nas escolas que considere o a diversidade eh que as escolas efetivamente têm