Olá, [Música] eu sou o Zé Vicente, editor chefe da Forbes. Para esse episódio da lista The Founders, o podcast e em torno da lista The Founders Brasil, eu vou conversar com Flávio Augusto, meu amigo, nosso colunista, fundador da WSAP, Wier. Depois você >> você me conta como é a melhor maneira de de te apresentar.
Tá tudo bem, Flávio? >> Zé, é um prazer estar contigo aqui. Uma honra receber esse convite.
>> Prazer é todo nosso, porque essa lista é é uma homenagem a pessoas que, como você, empreenderam ali e passaram vários perrengues que eu sei já que você passou, né, e que hoje eh são pessoas de sucesso e inspiram tantas outras, né? Então, Flávio, vamos começar do começo. Me conte onde você nasceu, onde você cresceu, quantos anos você tá.
Então vamos começar com a notícia triste. Então eu tô com 53 anos, ah, mas com muito brilho no olho e vontade de viver e de fazer coisas, de empreender. Ah, mas eu vim da periferia do Rio de Janeiro.
Sou um cara da periferia, um cara que estudou escola pública e que gosto de sempre lembrar eh dessa época quando só para ir voltar do trabalho eram 5 horas por dia num ônibus lotado, né, cheio, já chegava lá cansado e para começar o meu dia. Então, essa min essa é a minha origem e o empreendedorismo me encontrou muito cedo, não é? Muito cedo, porque com eh 19 anos de idade eu comecei a trabalhar numa companhia, mas na área de vendas, numa empresa na área de vendas.
Ah, e trabalhando nessa empresa na área de vendas era uma relação totalmente informal, onde eu era remunerado 100% no variável. Ou seja, se eu vendesse, eu ganhava alguma coisa. Se eu não vendesse, eu não ganhava nada.
>> Que que você vendia? >> Curso de inglês. >> Ah, já era cursos de inglês.
Olha só, >> curso de inglês. É, é. E olha, interessante é que eu era bom aluno, sabe?
Na escola eu era bom aluno, mas a matéria que eu não era muito boa era inglês e não gostava muito de inglês. Acho que porque todo ano era verbo to be, repetia sempre, né? E ninguém nunca aprendia a falar nada de inglês na escola e não gostava de inglês.
Mas quando eu atendi um anúncio para trabalhar, eu nem sabia que era um curso de inglês. O a o anúncio de emprego não dizia isso. E quando eu cheguei lá, é que eu fiquei sabendo que era uma escola de inglês.
Acabei sendo selecionado e comecei a trabalhar por uma mera casualidade numa escola de inglês. Mas essa empresa tinha uma proposta de ensino que me chamou muita atenção, porque era um método muito diferente, onde as pessoas aprenderiam inglês de uma forma mais rápida. E eu acho eu como um cliente insatisfeito das aulas de inglês, eu comprei a ideia de que daquele jeito uma pessoa pode aprender a falar inglês.
E na década de 90, ah, o inglês não era assim tão importante. Se a gente for lembrar, no início da década de 60 as pessoas estudavam latim na escola. Depois ali na década de 70 era francês e a partir ali da década de 90 que o inglês entrou na escola, mas só que ninguém aprendia.
Então, o que se dizia naquela época é que no futuro vai ser fundamental falar inglês. Na década de 90 se falava isso. E eu comprei essa ideia e comecei a trabalhar.
Trabalhei por 4 anos nessa empresa. E aí nessa empresa eu fui vendedor, fui supervisor, fui gerente, fui diretor comercial, ou seja, eu cresci muito rápido. Então, entre os meus 19 e os meus 22 anos, eu escalei muito rápido naquela empresa.
E daí dessa empresa, eu saí para fundar a minha primeira escola, que foi no dia 3 de abril de 1995, ou seja, nasci a WSAP e no dia 3 de abril de 1995. >> E nessa época você continuava sem saber inglês, >> nada. Não falava inglês.
Ah, fiquei 10 anos na Wap sem ainda saber falar inglês. Ah, e essa é a beleza do empreendedorismo, né? Porque eu abri uma escola de inglês sem saber falar inglês, comprei um clube de futebol sem ter nunca jogado futebol profissionalmente.
Ah, e posso, podemos até abrir uma clínica e sem ser médico, ou seja, o empreendedorismo te permite eh, a partir do momento que você desenvolve o seu projeto a criar e desenvolver. Mas com 10 anos, já com 100 escolas, cerca de 3. 500 funcionários, eu comecei a aprender inglês em no ano de 2005.
Enfim, né? Depois fui morar nos Estados Unidos, comprei um clube de futebol nos Estados Unidos, enfim, aí o inglês é par da minha vida, né? >> Hoje você conjuga o Verbo Tubi que é uma beleza.
>> Opa, hoje eu sou um especialista em verbo tub. >> E esse eh espírito empreendedor eh é só seu na família ou você teve alguma inspiração? >> Olha, minha avó era uma empreendedora, né?
>> Sua avó? >> Minha avó >> que ela fazia? >> Ela era lavadeira.
>> Hum. e sustentou três filhos quando foi abandonado pelo marido lavando roupa. O negócio dela era lavar roupa.
Não tinha, ela não tinha máquina de lavar, mas lavava na mão até ficar esfolado. Ah, e a família, os três filhos dela, dentre eles minha mãe, eh, nunca passou necessidade, os três se formaram. Eu acho que ela foi uma empreendedora, eh, que venceu dentro do tamanho dela, mas acho que esse esse lado guerreiro dela me inspirou.
Minha mãe era professora de escola pública e eu sempre vi também minha mãe com livros, ela vendia livros, né? Então ela ela gostava de vender. Então com 18 anos, quando eu me apaixonei pela Luciana, que eu tô casado com ela até hoje e eu tinha 18 anos, ela tinha 15.
Ah, foi a primeira vez que eu pensei que precisava ganhar dinheiro. Se que uma mulher faz com homem, não é? Primeira vez que eu pensei, preciso ganhar dinheiro.
Tinha 18 anos. Aí comecei a vender relógio. E aí eu comecei a vender a experiência de vender relógio.
Eu tava no terceiro ano do ensino médio e acho que eu vendi uns 150 relógios daquela época, mas eu tive uma experiência assim de ganhar um dinheiro e e teve um mês que eu ganhei mais do que o meu pai e a minha mãe juntos, né? Meu pai era sargento do exército, minha mãe professora. E eu tive assim uma sensação de que, cara, esse negócio de vender, ele te dá o um uma espécie de super poder, porque poxa, eu tô fazendo ensino médio e vendendo relógio aqui do meu jeito, ganhei um dinheiro razoável para mim, muito dinheiro naquele momento.
Ah, então a venda ela me cativou nesse ponto. Então, quando eu fui trabalhar na escola de inglês, e foi uma casualidade, eu não eu nem pretendia muito eh arrumar um emprego naquele momento, que eu tava começando minha faculdade de ciência da computação na Universidade Federal Fluminense. Ia começar em agosto e quando foi em fevereiro eu pensei, não, eu vou ter uma experiência de uma entrevista de emprego e caí naquela escola de inglês e o inglês entrou na minha vida, né?
Eu nunca imaginaria que aquela aquela circunstância me levaria depois a abrir uma escola de inglês em 1995. Enfim, depois o resto da história a gente conhece. >> Então, mas para quem não conhece, qual é o resto da história?
>> É o resto da história que eu abri. Eu abri a primeira escola. Eu, meu capital inicial foi talvez uns 5 a 7.
000 dólares que eu tinha economizado. Não tinha apoio, não tinha herança nem apoio de família, enfim, era eu, Luciana, para começar e tinha um sócio que ia começar ia ser dono de 50% na WSAP e tava tudo certo. Ele ia vender um Voyage 86 que ele tinha para ser meu sócio.
Então, uma semana antes de precisar do aporte dele, eu liguei para ele e falei: "Ô, fulana, tudo bem, cara? Tá na hora, agora é a hora. Então deposita aí que a gente vai começar.
E ele nunca mais atendeu a minha o meu o meu meu telefonema, entendeu? >> Deve ter se arrependido muito. >> Acredito que sim.
Ah, ou seja, ele deu aquela amarelada no no no na reta final, acho que ficou com medo e sumiu, desapareceu. Eu nunca mais consegui falar com ele. E aí eu me vi tendo já pedido demissão, prestes a começar e o cara pulou fora, meu sócio.
Aí e eu me forcei naquela ocasião a usar meu checão especial, né, com juros com juros amigáveis de 12% ao mês. Caramba, já era essa paulada. >> Já era essa paulada.
20. 000 R$ 20. 000 que na época valor de hoje 20.
000 10. 000. 10.
000 da Luciana e a gente começou ali. Esse foi o meu capital total inicial para começar a Wasap. Então abrimos a primeira escola no centro do Rio de Janeiro, um bom endereço ali na esquina com a Avenida Rio Branco e tal.
Ah, ito mes depois a gente abriu a segunda escola aqui em São Paulo. >> Mas e aquela foto que você me mostrou uma vez que >> sentado no chão, >> sentado no chão, dando treinamento pros caras lá, não tinha nem cadeira. >> Então, mas ali era interessante o seguinte, a nossa cultura comercial era essa, porque ali a escola estava em obra, a primeira escola estava em obra e aquela ali era minha equipe de vendas.
Eh, era o meu primeiro time de vendas. Então, a gente eh ocupou aquele espaço que seria a nossa sala de reunião, o pessoal sentava no chão. O pessoal sentava no chão e a gente já entrava no clima, né, no clima ali da da da construção da primeira escola nossa.
E essa foto foi tirada pelo Édio, que hoje é é o CEO da WSAP. Ah, e a gente falava: "Olha, essa foto um dia vai ser histórica". E foi mesmo.
>> Que legal. Bom, aí o bicho cresceu para caramba. muit aí, cara, a gente abriu 24 escolas próprias em tr anos.
>> Nossa, >> todas com capital próprio, sem sócio. Ah, e em 15 capitais diferentes do Brasil, os primeiros 3 anos. Então, eu tinha 23 anos quando eu fundei a WAP.
Então, aos 26 anos, a gente já tinha 24 escolas, tinha cerca de 1000 funcionários, já faturava aí acima de 20 milhões de dólares naquela ocasião. >> Gestão você que fazia, >> Luciana? >> Ah, é?
É, a Luciana era diretora administrativa financeira. >> Ela tem tinha formação para isso. >> Olha, só de nós fimos formação para nada.
Eu tinha 23 anos, >> é, >> tinha largado minha faculdade de ciência da computação para me dedicar à área de vendas, ou seja, a minha formação prática era na área de vendas. E Luciana trabalhava do anos na área administrativa e financeira de uma escola. Essa era a experiência dela.
Então, e ela foi brilhante porque você administrar uma empresa com dinheiro é muito mais fácil do que administrar sem dinheiro e pagando 12% do cheque especial. Então, a ela que fez a gestão financeira ah da nossa empresa nos primeiros 15 anos. E, enfim, a gente abriu 24 escolas eh em 15 cidades, em 15 capitais do Brasil.
E no final desse desses três anos, a gente estruturou a companhia para fazer eh franquia. Nós vendemos a primeira franquia em 2000, foi em Volta Redonda. E essa jornada, essa primeira fase dessa jornada finalizou em 7 de fevereiro de 2013.
7 de fevereiro, eu me lembro bem que é o dia do meu aniversário. Eh, eu completava ali 41 anos e nesse dia a gente assinou a venda da WSAP para um grande grupo de comunicação na época por 500 milhões de dólares, valor da época. >> E aí depois você recompraria, né?
Fazia, faria que >> lá. Pois é. E aí depois, três anos se passaram, três anos depois, hã, vamos lembrar quem comprou a nossa nossa empresa foi o grupo Abril na ocasião, Abriu Educação, Braço de Educação.
Infelizmente, Dr Tipu 3 meses depois da aquisição. >> Nossa, >> não é? E a a parte sucessora ficou um pouco complicada na companhia.
Depois a abriu, foi colocada a venda e um ano depois abriu, a educação, foi vendida. Então você imagina, né, minha minha rede de franquias que que foi eram quase 400 escolas, eram 396 escolas. Ah, a venda por si só já era um um uma variável, né, na, ou seja, todo mundo pelo que se adaptar e tava todo mundo bem, feliz, eu preparei bem as pessoas, mas aí houve a falecimento do Dr Depois abriu a educação foi vendida um ano depois ficou aquele limbo.
Depois veio a a 2014 a 2015 o impeachment da da presidente Dilma. ah, aquela instabilidade toda política, econômica, houve aquela recessão, ou seja, a combinação do limbo da da venda da empresa, enfim, houve todo uma situação, acabei recomprando a WSAP por 80 milhões de dólares. Então, vendi por 500 milhões de dólares e recompre >> caramba.
>> Pois é, >> que negocião, hein? >> Foi bom. Dois anos depois, eu vendo eu vendo uma duas parcelas minoritárias, uma para o Carlos Wizard, ah, que é nosso sócio até hoje, e a outra pro pro grupo Itaú do Fundo Kineia.
Nós vendemos duas parcelas minoritárias por cerca de de 90 milhões de dólares. >> Foi quando mudou o nome para Wier. >> E aí a Wiser Educação virou a holding, porque a partir daí a gente ter tinha planos de fazer aquisições de outras empresas.
Então eu tive nesse nessa nessa transação eu tive a possibilidade de vender duas parcelas minoritárias, portanto, mantendo o meu controle da companhia e recuperando o meu capital de investimento da recompra, não é? Então, a, e aí a gente preparou tudo para fazer um IPO em 2020. 2020 a gente tava pronto para fazer um IPO.
O mercado tava maravilhoso, pagando múltiplos incríveis. Ah, acho que a gente estava avaliado o o que o banco, o sindicato de bancos nos davam de previsão, era uma avaliação entre 5 a 8 bi de real naquele momento. E aí veio a pandemia e aí com 420 escolas, com a companhia performando super bem, crescendo super bem, já valendo bem mais do que naquele momento.
>> E aí você rebolou para botar tudo online. Esse foi um grande desafio, porque naquele momento eu tinha duas duas grandes empresas na minha mão, né? Uma o clube de futebol nos Estados Unidos.
A gente tinha car. >> Quando é que você comprou o >> 2013, >> Orlando City, né? >> É, alguns meses depois do que eu vendi a WSAP.
Eu fiquei pouco tempo desempregado e aí fui lá e compramos o clube de futebol. Isso aí contratamos o Kaká em 2014. 2015 a gente estreia.
Estreou 62. 500 pessoas no estádio. Que legal.
E aí, pô, 62. 000 pessoas inauguramos o clube bombando. Agora você imagina o seguinte, entrou a pandemia eu tive que ficar com 420 escolas fechadas, um estádio fechado.
>> Vixe Maria, >> né? num estádio fechado. Então, realmente, foi um grande desafio, foi um momento bem desafiante.
A gente sai da euforia de uma, a gente sai de uma euforia de uma empresa que poderia ser feito IPO, uma avaliação multibilionária para uma realidade que a gente poderia simplesmente fechar as portas, não abrir nunca mais. Então, a gente tinha dois planos. Primeiro plano, quando a pandemia acabar, a gente vai começar a abrir as escolas de novo.
Esse era o plano padrão. Mas o outro plano foi o seguinte, vamos agora começar a fazer aquisições. A gente começou a comprar empresas no meio da pandemia.
Então, a primeira empresa que nós compramos foi a escola Conquer. Eh, foi uma uma excelente aquisição que a gente fez. Depois nós compramos o Aprova Total, que é uma empresa que faz preparação para Enem.
Eh, em seguida, fundamos o Vendice e compramos a Medcof, que também é um fenômeno. E a gente comprou essas empresas todas e formamos juntamente com a Wise Up, a Wiser Educação, ah, que que fatura esse ano 650 milhões com 40% de margem. >> O nascimento oficial da Wiser é em que ano?
>> 2018, >> tá? 2018, na época da aquisição de da das duas parcelas minoritárias do Carlos e do Itaú. Isso.
Da do fundo Quineia, >> tá? O Orlando City você também passou pra frente, né? >> Opa, sempre.
Todos os meus negócios são feitos para serem vendidos, né? Todos sem exceção. Wasap, todos eles, todos eles.
Essa é minha, essa é a minha política, entendeu? >> Você vendeu quando? >> Eu vendi em 2021.
>> 2021. >> 2. 2.
>> Deu tempo do seu filho jogar lá ou não? Cara, meu filho, o meu filho assinou o contrato como Benfica na Europa, na em Portugal, eu tava morando. Eh, e ele sempre dizia para mim: "Olha, pai, o último lugar do mundo que eu vou jogar é no Orlando City.
" >> Para não falar que é proteção. >> Ah, é muito ruim ser filho do Dono, né, cara? >> Como você definiria as características ideais de um cara que vai fundar um negócio e vai ter sucesso nesse negócio?
Que que ele tem que ter? Olha, nenhum sucesso acontece rápido, da noite pro dia. Então eu penso que no início para ele fundar um negócio, ele tem que ser meio louco, >> maluco, né?
>> Maluco, porque estatisticamente ele tem que ser, ele ele tem que ele não pode acreditar na estatística, senão ele não saia de casa, porque ele >> ele já sai com 9 a 0 contra >> 9 a 0 contra. É porque assim, 80% das empresas quebram antes de completarem 10 anos. É muito desfavorável a estatística.
Então o cara tem que acreditar. Olha, eu sou diferente. Eu sou esses 20% aí.
>> Então é 8 a 0. >> Tá, então é 8 a 0. >> Melhorou.
Melhorou. >> Melhorou. 8 a do, né?
>> 8 a do é 8 a do >> 8 a do 8 a do. Eh, bom, é, acho que é tão ruim quanto o 7 a 1, né? Mas enfim, fizemos alusão aí 7 a.
Mas o ponto é o seguinte, então esse cara ele já tem que ele tem que tentar contrariar a estatística. Ele não é um cara que que vai aceitar a estatística e tudo bem. Então ele ele precisa ser um cara muito inconformado.
Em geral, eh eu tô percebendo que atualmente, certo, tá muito claro paraa nova geração que o modelo que a sociedade oferece até pro cara que vai ser bem-sucedido no mercado, quando ele olha pro INSS, ele não fica encorajado. O teto do INSS são R$ 8. 000.
É um >> por enquanto, né? Porque a tendência é cada vez >> é cada vez se deteriorar. Então essa conta não fecha.
>> Detor. Daqui a pouco a idade mínima para se aposentar vai ser 80 anos. Então o prêmio final de uma carreira eh que o modelo convencional oferecido pela CLT oferece é um prêmio cada vez menor e o risco cada vez maior.
E as novas gerações percebem isso com muita facilidade. Elas já nasceram e no meio da tecnologia. Então tá, para encerrar uma mensagem para quem quem quer ser um founder daqui paraa frente.
Então você que tem algum incômodo dentro de si, você que acha que o mundo tá meio esquisito e de repente você acha que o problema é você, eu vou dizer para você que o problema não é você, meu amigo. Olha que tem gente que é rotulado como problemático desde a escola. Tem problema.
Eu fui expulso duas vezes da escola, né, Zé? Expulso duas vezes da escola. Não acredite no rótulo que tentaram te colocar.
Primeiro lugar. Segundo, tenha personalidade para sustentar a tua visão e aquilo que você deseja conquistar, independentemente das chacotas que você vai ouvir naquele momento. Lá no início, quando você tava começando.
Você pode ter certeza de uma coisa. Depois você, depois que você der certo, todo mundo que fez chacota com você vai voltar, te dá tapinha nas costas, ainda vai dizer assim, ó: "Sempre acreditei em você". Essa fase é assim que funciona.
E segundo, segundo ponto, se você deseja ter o seu negócio, entenda que empreender é resolver um problema. Empreender é empacotar uma solução que você criou e vender isso para o maior número de pessoas possível. Então, não eh pense que, ah, o Brasil tá com muito problema.
Que bom, quanto mais problema, mais oportunidade. E eu digo para você, de repente você tá olhando aí essa confusão política, essa confusão que o Brasil vive hoje, algumas ameaças econômicas. Sempre foi assim, cara.
Sempre foi desse jeito. O Brasil sempre teve entre uma treta política, entre um impeachman, sempre teve um problema internacional, uma guerra, né? Apesar de nunca ter se envolvido em guerra, mas tudo repercute na economia no Brasil.
Então, não vivemos uma novidade. Se você vê muitos problemas no Brasil, eu te afirmo, aqui existem muitas oportunidades, porque empreender é resolver problema. Tem muito problema, muita oportunidade.
E por fim, se você acredita no seu produto, acredita na sua solução, entenda que vender esse produto é fundamental. Produto bom não se vende sozinho. Isso é um mito.
Produto bom não se vende sozinho. Você precisa de processos de vendas. você precisa eh entender os processos de vendas, eh entender as estatísticas de conversão, entender que isso é muito técnico, é muito mais técnico do que dom.
Vender não é um dom. E para você crescer no seu negócio, você tem que ser bom em vender, meu amigo. Tem que ser bom em vender.
Eu sei que vender sempre foi uma coisa que olhada com preconceito na história do da nossa sociedade. Mas o real é que se a Apple não vender, ela quebra. Se o McDonald's não vender, ela quebra.
Qualquer empresa que não vende, quebra. Logo, vender é uma atividade fundamental, chave para quem quer crescer e vencer na nesse campo de batalha dos negócios. Então eu desejo muito sucesso a você e aqui na FOBS a gente tem a oportunidade de se inspirar com muitas histórias.
Amplie suas referências e é por isso que eu sou fã da FOBS. Obrigado. Este é Flávio Augusto, fundador da WSAP e de mil outros negócios.
Obrigado, Flávio. >> Obrigado.