[Música] carlos cursistas bem vindos à disciplina concepções de linguagem meu nome é marco antônio relata eu vou trabalhar com vocês durante esse período da disciplina a primeira questão a ser trazida para a nossa discussão é o que a linguagem porque língua o objetivo dessa disciplina é levantar essas questões iniciais para que vocês possam se localizar refletir criar processos de reflexão de discussão para que os conceitos que virão depois possam ser aproveitados na e constituam uma formação sólida na área de letras pra vocês bom essa questão pode parecer óbvia na verdade toda a área tem as
suas questões iniciais definem o que é aquela área de conhecimento e tal no nosso caso a dizer o que a linguagem dizer o que é língua seria esse esse primeiro momento é que pareceria óbvio mas não é tão óbvio assim depende de uma série de fatores quais são eles primeiro vamos nós vamos trabalhar com a linguagem língua o que nós vamos fazer com isso a primeira questão que nós temos que colocar em função disso para que nós possamos responder essa questão nós temos que escolher nós temos que decidir nós temos que nos situar numa determinada
teoria que tenta explicar o que é a linguagem o que língua então nós temos que fazer escolhas teóricas a teoria não são neutras as teorias vão constituir respostas a determinadas necessidades que aquela sociedade naquele momento pretendi descobrir determinadas coisas pretende fazer determinadas coisas e aqueles conceitos se prestam a isso bom se nós pensarmos num uma primeira tendência é das teorias nós vamos ter que considerar o seguinte todas as idéias que nós temos sobre a linguagem não são neutras ela vem de algum lugar só que há um conjunto de idéias que vão se propagando e vão
perdendo a assinatura não perdendo há a marcação da origem de onde elas vêm e parecem que elas mergulham uma obviedade numa certeza inquestionável elas passam a fazer parte do que a gente costuma designar por senso comum se considera que a língua possam ser desta ou daquela maneira como se fosse uma característica absoluta universal notável das línguas na própria idéia de que uma língua não devo mudar o que não possa mudar ela reflete um determinado momento determinado conjunto de pensamentos e não outra ela não é uma evidência em si mesmo então a primeira maneira é lidar
com essa essas concepções que são teóricas que vem lá de trás mas que acabam se dissolvendo nesse conhecimento geral é meio é instinto que a gente chama de senso comum em consequência disso é que a gente repete afirmações sem saber muito bem o que nós estamos utilizando aquele conceito são conceitos função não surge do nada são produzidos por pessoas em determinadas épocas com determinadas finalidades teóricas mas nós não sabemos disso e às vezes vamos simplesmente repetindo essas afirmações ouvindo falar sobre elas a segunda perspectiva e essa que nos interessa mais diretamente não só pensando na
formação de vocês no âmbito de um curso superior mas especialmente pensando que vocês estão começando essa trajetória vocês estão ainda bem no início do ano superior que é uma licenciatura você não vão apenas fazer uma discussão geral e aprender e refinar a visão que vocês têm sobre linguagem além disso que é extremamente necessário vocês vão lidar com isso dentro de um processo de ensino aprendizagem em sala de aula na educação básica alguns de vocês inclusive já atuam mas já passam por essa função de mediação que o professor tem essa segunda possibilidade é o que a
gente chama de uma visão científica da linguagem não significa que não exista uma única visão científica da linguagem existem várias teorias que também respondem a necessidades diferentes o que tem de especial é o que tem de diversos e diferentes com relação ao senso comum é que quando nós adotamos uma perspectiva de reflexão científica sobre a linguagem nós temos que saber por que que nós estamos mobilizando aquele conceito ou outro porque nós estamos colhendo aquela teoria outra o que está no nosso horizonte para que nós trabalhamos com isso bom então o que significa ter essa visão
sem ti fica da linguagem essa divisão vai remeter lá os gregos como falava pra vocês há pouco né os gregos eles tinham os gregos fizeram grandes coisas com relação à reflexão a construção do conhecimento filosófico artístico e científico embora concepção da concepção que nós temos hoje mas exatamente para fazer isso eles partiram a do seguinte princípio seguinte a seguinte observação do mundo mesmo perceberam algo que é relativamente óbvio nesse caso que o nosso contato com o mundo através dos sentidos mas isso também começaram a perceber que nem sempre esses sentidos eram confiáveis totalmente e aí
eles começaram a tentar construir maneiras de pegar essa informação pegar esses dados com os sentidos dos hornets sobre o mundo e organizar isso de uma tal maneira essa informação esses dados é que a gente pudesse confiar que aquilo não estivesse é diferente de como o mundo realmente então a questão da verdade muito presente a filosofia grega ela se estendeu para hoje campos do conhecimento região geografia e história de linguagem ciências físicas e naturais que os gregos também praticavam com outra configuração então eles desconfiavam eles criaram uma desconfiança necessária para o projeto de construção do conhecimento
deles só que esse esforço foi um esforço tão grande que às vezes eles exagerar um pouco dentro da nossa perspectiva hoje com relação a essa desconfiança então isso fez com que muitas das formulações com os gregos tinham sobre a linguagem acabassem rejeitando a aquela que aquele ato de verificar se realmente aquele modelo aquela descrição do mundo funcionava exatamente daquela maneira então e os gregos acabaram chegando num processo que eras e à formulação mental não é isso respondeu o nome de coisas que a gente já conhece com uma lógica lógica do sistema e internamente como ideia
isso quem a validade eles consideravam um verdadeiro vale certa forma eles olhavam claro uma maneira mas secundária ou menos confiável para essa comprovação prática dos conceitos com relação à linguagem em alguns casos vai ser vai estabelecer diferenças extremamente importante então é claro que se nós vamos discutir aspectos sociológicos filosófico da linguagem não vai ser muito diferente do que os gregos faziam tem é essa comprovação tão material mas quando se trata de um sistema de sons de certas propriedades mais formais das línguas materiais das línguas às vezes é perigoso às vezes se corre risco se não
se adotar essa perspectiva de verificar né tentar comprovar se realmente aquele processo acontece daquela maneira bom essa tradição nós estamos falando de uma tradição não falei de 2.400 2.500 anos ela chega até hoje ela ainda está muito presente entre nós e muitas vezes causam descompasso do acordo com outras áreas do saber atual do conhecimento atual quanto na física na química geologia em várias áreas já existe essa preocupação na astronomia a preocupação de verificar se um dado o modelo descrição matemática por exemplo funciona se tem um fenômeno que o comprove que possa inclusive validar esse modelo
muitas vezes a determinadas na determinados conceitos sobre a linguagem que ficam como que suspensos como que imunes a essa esse desejo de verificação é bom então é isso muitas vezes não paramos para pensar aquilo que eu falei da questão do senso comum nós aceitamos como conceito como verdade estabelecida e não paramos para pensar que aquela é uma possibilidade de descrição da linguagem acontecendo inclusive nós vamos passar a trajetória da disciplina pela questão da gramática que nós encontramos na sala de aula da educação básica prioritariamente estudos gramaticais bons tudo gramatical é importante necessário sim mas nós
temos que pensar que não existe só uma teoria gramatical então por que de repente nós estamos utilizando aquela teoria nós somos herdeiros uma mesma teoria que vem sendo utilizada há aproximadamente 2.000 dois mil e trezentos 2.200 anos essa é uma pergunta válida se nós deslocá los para outro campo nós poderíamos dizer sentar porque se usa hoje essa teoria física e não a teoria física dos gregos utilizar o que se usa por exemplo um ateu e astronômica não é newton e ana copernicana e tal e não aquela lá do dos ptolomeus né do dos astrônomos os
matemáticos etapa então é são perguntas que nas outras áreas são cruciais são importantes e muitas vezes nós não fazemos perguntas vão investigar um pouquinho de maneira rápida esse percurso é bom então que acontece esse conhecimento dos nossos gregos eles num dado momento na não na grécia mas nas cidades gregas mais nojento sociedade de influência disse utilizar se de uma civilização uma cultura que vinha da cultura grega mas que já não estava mais não num território das cidades gregas em alexandria eles começaram a perceber que eles sentiam falta de entender melhor os textos fundamentais da cultura
grega e de conseguir manter um nível de produção sobre esses textos de produção escrita de produção filosófica ou medo mesmo de produção literária que conversasse com esses textos que fosse que mantivesse aquele nível mais sofisticado de trabalho com a linguagem repare tem uma cara de vista uma característica importante que a gente tem que considerar que a grande maioria daqueles sábios daqueles estudiosos que não andre era um grande centro de estudos altamente qualificados no mundo antigo mas a grande maioria falava todos falam grego mas não falava grego como língua materna falar um branco segunda língua então
a mudança da língua o tempo na diferença de tempo em que aqueles textos fundamentais tenham sido escritos e o fato deles não terem o grego como primeira língua provavelmente constituiu esse conjunto de dificuldades e aí eles pegaram esse conhecimento anterior com o filósofo tenham produzido durante algumas décadas alguns séculos e começaram a aplicar aos estudos desse desses textos na e aí que nasce o que a gente chama de gramática na gramática é tal como os gregos entenderam e em grande parte constituição os estudos que a gente tem até hoje estão presentes na educação básica se
propuseram um estudo conjunto de estudos que se propuseram a analisar textos escritos literários e fundamentais para aquela cultura o que ocorre é que esse conjunto de estudos que lhe dava uma outra visão de ciência numa outra visão de produção do conhecimento que é bastante diferente daquela que nós temos hoje então é por exemplo teve uma idéia muito criativa muito elegante do som da fala e da perspectiva do falante ele achava que quando se dizia o nome é claro que ninguém usava isso pensava com as palavras life porque falava latim mas vamos adaptar o português seria
o mesmo hoje alguém pensasse assim quando alguém diz eo pedindo a própria pessoa o ar entra quando produz o som e não sai e quando diz você esse ar sai dirigindo para fora para outra pessoa é uma ideia elegante é uma idéia interessante que combina e na oa necessário para produzir o som com a perspectiva do falante só que é uma idéia absurdamente errada a grande maioria dos sons produzidos um total de dezenas de milhares de línguas hoje nós temos quase 10 mil línguas 7 mil e tantas quase 8 mil línguas mas já foram mais
línguas são raríssimos os casos em que o som é é lá dentro e não é produzir para fora então não tem nada a ver com os pronomes que desenham a pessoa que está falando ou a pessoa para quem está falando só que ele ficou com essa idéia durante muito tempo porque ele não conferiu a ele poderia ter usado o recurso disponível na época que era pegar lhe um cilindro de metal que os médicos usavam para saber se o doente estava respirando ou não estava morrendo estava morto e verificar se quando ele fala assim eu por
exemplo se o ar entrar se não iria dar aquele vapor e embasar o espelho ele perceberia não puxa a ideia muito elegante muito bacana mas não não corresponde à realidade acontece que estão se colocava eles com que a ideia se construísse uma maneira que fosse enquanto ideia quanto sistema lógico válido para eles né o sistema o sistema de conhecimento deles para nós hoje isso não é suficiente nós somos mais exigentes com relação a um modelo de dentro o modelo que nós temos não são mais exigentes com isso seja com qualquer fenômeno inclusive com a linguagem
então no caso de uma a concepção científica sobre o processo da língua nós estamos interessados na beleza de uma construção de um texto mas o que o que a linguagem o que é texto o que faz com que aquele texto circule dessa ou daquela maneira seja entendido não seja entendido qual o que acontece em função do que está dentro um texto o que acontece em função do que as pessoas fazem contexto ao escrever o texto ou ler o texto a fazer o texto circular não é essa uma visão científica uma visão acadêmica atual de linguagem
é muito diferente daquelas necessidades que os gregos tinham com relação à linguagem se desloca é bastante o inclusive o objetivo dos estudos de linguagem outra questão importante também para nós hoje nós sabemos que outros animais não somos animais também mas existem outros animais com sistemas extremamente sofisticados de comunicação bom o que diferencia o nosso sistema alguns autores chamam exclusivamente linguagem autores que chamam também o sistema de comunicação animais linguagem o que diferencia o nosso sistema dos sistemas dos outros animais nós temos insetos com um sistema de trava sofisticados abelhas fazem uma dança para designar o
local aonde existe o o pólen de maneira que as abelhas que não foram lá sejam capazes de localizar ea dança designa a posição do sol à distância uma série de coisas não estão falando de michelzinho de dois centímetros de tamanho é então tem um sistema de comunicação sofisticado bom o nosso também é sofisticado e nós tendemos a achar que o nosso seja mais sofisticado com os outros animais está então o que torna isso é possível de ser dito a respeito da nossa linguagem do nosso tempo comunicação o que torna o nosso sistema propriamente nosso e
mais sofisticado essa é uma questão que cabe que é importante ser discutida no âmbito mais científico embora os gregos já tivesse se preocupado com isso é eles não tinham alguns alguns mecanismos alguns algumas ferramentas que hoje nós temos inclusive com essa preocupação de verificar e aí nós vamos cair na questão das concessões de linguagem dependendo de como nós vamos abordar isso nós vamos tomar decisões nós vamos entender que a linguagem seja dessa ou daquela maneira por exemplo se nós formos pensar no aspecto puramente comunicativo da linguagem desse contato entre os elementos que estão é presentes
no ato de linguagem fica mais difícil diferenciar a comunicação com uma abelha faz com a outra dúvida a nossa comunicação por exemplo será que as abelhas metem será que as abelhas trabalha com contrainformação campo mano nós temos isso os militares é o inimigo tenta confundir o outro com informações falsas é bom isso não é exatamente comunicar no sentido clássico que com certeza em comunicar a gente pensa em partilhar determinadas informações determinados conteúdos a linguagem entre os participantes daquele a linguagem de maneira que as pessoas presentes nem todas as pessoas presentes ao final tenham nem a
mesma quantidade da mesma natureza lhe do que está sendo feito em conjunto com a linguagem ora no caso de uma mentira no caso do boato no caso de uma contra informação nós temos um pouco o processo contrário é uma recusa e compartilhamento disse então já não pode falar exatamente em comunicação em que aparece uma concepção de linguagem então o que daria conta com que nós temos que pensar a linguagem para dar conta de questões como esta então pode parecer banal mas em cima de um boato uma conta informação pode ser uma guerra que acabe com
1 milhões dezenas de milhões de pessoas por exemplo então é não é banal não é uma questão puramente teórica especulativo que apesar que bacana vamos estudar o boato vamos nos pensar na questão da contra-informação por um mero exercício intelectual não isso repercute profundamente na vida das pessoas no decorrer de toda a história humana bom então de uma maneira geral nós podemos também localizar né na linguagem e desse ponto de vista das concepções algumas tendências eu vou situar aqui duas tendências uma é prestar atenção na estrutura é prestar atenção nos elementos mínimos que constitui a linguagem
da mesma maneira que a gente pode pensar um tecido vivo com as suas células bom tão esquecido livro é composto de células pá o que seria então o que seriam esses componentes da língua ou da linguagem outra possibilidade é pensar em como que a linguagem funciona não despreza necessariamente esses componentes mínimos mas tenta pensar como que esses elementos da linguagem da língua ocorre o que o que acontece com eles para que eles exerçam determinados papéis determinadas funções então essas são duas escolhas importantes e esta segunda escolha sobre a qual nós vamos nos deter um pouquinho
mais é ela implica que não dá pra pensar língua separadamente ou a linguagem da história da cultura e da vida diária do falante e veja que isso já dá para perceber que dialoga muito fortemente com a condição da nossa sala de aula da educação básica um dos grandes problemas que existem para o ensino aprendizagem para o trabalho com a linguagem da educação básica é essa desconexão do que nós trabalhamos com a vida das pessoas é claro que nem sempre essas ligações serão grandemente óbvias mas é possível e teorias existem formas de linguagem que permitem já
olhar pra isso já pensar na linguagem relação isso ou seja muitas vezes essa dissociação e se essa desconectam que existe na sala de aula pode não ser por desinteresse daquele aluno daquele adolescente que está ali né que geralmente explicação mas eles são desinteressados e tal isso tem de ser casado pode ser conseqüência a causa muitas vezes pode ser que nós estejamos trabalhando com o modelo teórico que não está preocupado ele não foi feito pra fazer essa conexão então nunca vai acontecer ou nós vamos ter que nos desdobrar fazer coisas mirabolantes que muitas vezes não vou
dar certo aqui inclusive a teoria não não tá feita pra isso i dizendo popularmente nós vamos viver de fazer gambiarras que nunca vão garantir ao tentar garantir suficientemente que essa conexão seja feita ao contrário se nós paramos e entendemos de uma maneira que é necessário estabelecer esta conexão e se nós buscamos a esse buscar hoje não é uma assim uma actividade heróico que o professor individualmente eu fazer isso já existem materiais inclusive na internet em portais do mec em vários locais em vários locais físicos e virtuais que trazem condições de acesso praticamente imediato a esses
materiais então se entende que essa conexão necessária o professor pode não vocês informação já podem olhar a partir desse modelo bom que é o que explica determinado processo textual o que explica determinado processo de leitura como eu lido com isso que eu tenho que fazer se o processo vai nessa direção e para que aprendam a ao ensino-aprendizagem acontecesse ele deveria em outra direção bem esse é o início da nossa discussão para que vai continuar no próximo veremos então na próxima de do álbum empregado [Música] ah [Música]