Eu vou comentar a partir do da parte quatro, tá? O texto que eu mandei para vocês, eu vou ir lendo e comentando, que é o texto do professor Sedinen Silveira, um texto antigo já, a metafísica e a física clássica contra a teoria da evolução. Muitos dos tópicos que eu vou aqui comentar, eles são tópicos metafísicos e vai ser uma certa introdução daquilo que a gente vai ver no próximo módulo, o módulo de metafísica.
Mas muitas coisas que eu vou ler e vou comentar aqui, eu só vou poder ler e comentar com vocês agora, porque a gente já teve várias aulas sobre muitos assuntos que aparecerão agora e acredito que vocês conseguirão acompanhar mais ou menos a minha explicação aqui, tá? A tese central do texto é a seguinte: é impossível que uma substância consiga operar, se comportar, realizar atos, movimentos para além das potências que radicam na sua forma substancial. Até vou escrever isso aqui no quadro porque eu acho que essa ideia aqui ela é central.
Voltar aqui. Tese central da aula de hoje e do texto também é ontolog. amente impossível que uma substância opere, opere, se comporte, se mova para além das pot radicam, que estão na sua forma, tá?
Então, todo texto ele vai circular sobre esta ideia aqui. E sobretudo professor Sidne Silveira vai explicar que a teoria da evolução, do ponto de vista biológico, não possui instrumentos metodológicos para tratar de um assunto que, na verdade, é um assunto de uma ciência que está para além do do mundo físico. Por o mundo físico já existe, uma planta já existe, ela existe, ela se move, ela cresce, reproduz, ela eh morre, ela eh fica mais larga, ela fica mais azul, mais vermelha, mais rosa, que são os movimentos que a gente estudou nas aulas anteriores, movimento de geração, corrupção, aumento, diminuição, alteração local.
Muito bem. Mas isso sim nós podemos ver, tocar, apalpar pela experiência empírica, mas a resposta sobre a origem da vida, a origem das espécies, que tem a ver com a origem da vida, em última instância com a origem da matéria, em última instância com relação à origem do ser, nenhumas Ciência física pode tratar destes assuntos. São noções, conhecimentos, verdades que a física dá pro pressuposto.
Já ao ser ao ente, a matéria, a os movimentos. Ela aceita isto, mas não se pergunta o que que é o ser. O que que é a finalidade, o que que é a natureza e qual que é a origem das coisas?
Então, o texto vai apresentar justamente uma crítica forte aí também, que para você responder a essas perguntas, você precisa fazer uma ciência chamada de metafísica. É preciso um grau de abstração, como nós vimos já na algumas aulas anteriores lá no módulo de lógica, é precisos, preciso estudarmos aquelas coisas que nós pensamos separadas da matéria e existem separadas da matéria. Por exemplo, a noção de ent aqui, o que tem ser?
Eu penso ele sem esta matéria ou aquela matéria, sem este corpo ou aquele corpo. E ele existe também assim, deste modo, o ente enquanto ente, sobretudo Deus, que é a causa do ente. Então, para responder a essas perguntas, nós precisamos de uma ciência muito, mas muito, muito mais superior.
ontologicamente falando do que a biologia. Quando se tenta fazer isto, você faz uma má metafísica porque você não tem os instrumentos para isto. Mas como não é possível tentar responder a essas perguntas?
Por exemplo, qual a origem da vida? Qual a origem das espécies? E qual a origem da matéria?
Quando não se tem um bom instrumental metafísico, você faz mal metafísica e acaba como que eh adentrando num campo que não é o da ciência que tu estuda. >> Isso não é contrário a Darwin. >> O o que o que precisamente >> a teoria da evolução.
Exato. O Darwin, ele é um dos ele é o grande intelectual que desenvolveu essa teoria, >> uma teoria. Eh, e o texto de hoje que a gente vai estudar é que a teoria da evolução, sobretudo da seleção natural e da mutação das espécies até progredirem e se tornarem o que elas são hoje, do ponto de vista metafísico, ontológico, é impossível.
Então, é uma crítica fer eh ferrenha ao darwinismo, tá? E se quisel tem várias indicações de livros de ex-darvinistas e inclusive darwinistas atuais que já criticam e que já põe em cheque vários e vários aspectos da teoria da evolução, tá? >> É, deixa uma indicação ou duas aí depois.
Esse é o esse esse professor que eu indiquei, o Rômulo, ele era um evolucionista, ele fez doutorado nisto, tá? Ele foi um darwinista de carteirinha, um dogma de fé, né, o da o darwinismo. E ele depois, hoje ele estudou muito, então ele critica e mostra porque o darvinismo ele ele é equivocado, ele não é correto, tá bom?
Mas eu vou mostrar esse ponto de vista filosófico, tá? Como que para Aristóteles, já para Platão, uma evolução das espécies, como propõe o Darwin, não é possível ontologicamente falando. Vamos ver o texto aqui.
Então, a ideia central é essa, tá? é ontologicamente impossível que uma substância opere para além das potências que radicam na sua forma. Já vimos o que que é forma, tá?
Vamos pegar aqui esses dois plásticos aqui, tá? O que que faz isso aqui ser uma caneta e isso aqui ser uma mesa digitalizadora? Não é a matéria, correto?
Porque a matéria é igual, certo? é um outro princípio que nós chamamos de causa formal ou causa material. Só que no momento em que a forma especifica a matéria, fazendo isso aqui ser mesa digitalizadora e isso aqui ser caneta, vocês concordam que isso aqui só vai poder operar conforme caneta e isso aqui conforme mesa digitalizadora e isso aqui não poderá operar como caneta e isso aqui o contrário?
Então, a forma, seu Luiz, ela põe limites na operação. Um avião só pode operar segundo as potências de um avião. Ele não pode operar como um navio ou vice-versa.
Essa é a tese central aqui. Então você dizer que um rptil, sendo rptil, passou a operar segundo potências que estão acima da forma dele, como um pássaro ou algo superior. Isto é impossível de ser demonstrado.
Não há como demonstrar isto. Não há como isso acontecer. E este é o chamado elo perdido presente na teoria da evolução.
Eles simplesmente dizem: "Ó, isso aconteceu, mas como aconteceu? Não há nenhum dado fóssil, nenhum dado antropológico, cultural, ancestral que mostre, que comprove este período que se deu. Ó, eu sou um rptil e me tornei um ave.
" simplesmente aconteceu. Então, a tese é esta que não tem como uma uma cobra, um lagarto se tornar um dia um gavião ou uma ave. É impossível.
Por quê? Ele não possui potência para operar como um ser que está acima da natureza dele. Caiamos no texto agora.
Bom, então agora eu já eu estou aqui no quarto capítulo já, tá? Do texto que eu mandei para vocês. Eu vou entrar aqui porque muitas das coisas que ele disse até então, a gente viu aqui nesse módulo já.
Eu vou entrar nesse aqui, vou ler esse aqui e vou comentar esse aqui. O problema dos evolucionistos em geral não diz respeito apenas aos métodos de que se valem os seus propugnadores inapropriados para a hipótese que pretendem provar cientificamente. Levadas à suas premissas às últimas consequências, observa-se que a teoria da evolução é uma mal disfarçada espécie de deificação da matéria.
Pois ainda que os naturalistas não saibam sequer o que seja propriamente a matéria, o fato é que com a hipótese da evolução acreditam creditam a ela um tipo absurdo de onipotência, como veremos. O irônico de tudo isso é verificar que se trata de materialistas que desconhecem a natureza da matéria. O que, no entanto se explica, notem bem essa frase aqui agora, tá?
Notem bem. Por quê? A tese central do evolucionismo é de que a matéria, em um momento, ela não teria forma, ela seria sem espécie.
E ela foi evoluindo, evoluindo, as espécies foram se formando por seleção natural e nós temos aí o mundo como ele está posto hoje. Só que veja uma frase que ele põe aqui. Quem conhece o que é a matéria deixa no ato de ser materialista, pois a matéria, mesmo quando organizada por uma forma, não dá conta de explicar a ordem do ser ou da sua existência.
Vamos voltar aos três princípios da natureza lá. voltar o meu quadro aqui. os três princípios da natureza: forma, privação e matéria.
A forma é o que faz a matéria ser algo. Uma matéria sem forma, ela é potência. A forma é como que o ato ato do quê?
da matéria. Então eu pego o plástico aqui e esse plástico com relação a forma de, por exemplo, esse aqui de caneca, ele está em potência. Ele pode ser uma caneca, vai ser a forma de caneca que vai fazer esta potência passar do da potência para o áto.
Então, notem uma outra pergunta. Se essa mesa aqui não tivesse a forma de mesa digitalizadora, seria uma mesa digitalizadora? Não seria um plástico.
Mas se não tivesse a forma de plástico, seria a forma de quê? Daquele elemento mais básico do que o plástico é feito. Mas esse elemento tem a forma deste elemento, não tem?
O que que isso quer dizer? Se nós formos regredindo, nós vamos chegar à ideia de matéria pura, sem forma nenhuma, ou matériapra. Só que este conceito, uma matéria informada, matéria sem forma informada, ela é apenas um ente de razão.
Por quê? O que dá o ser às coisas é a forma. forma dat.
Então, a matéria sem forma, ela não pode existir. Então, notem, um sujeito que considera bem isto, ele deixa de ser de ser materialista no próprio ato de considerar isto, porque ele percebe que para explicar a matéria sempre temos que ter uma forma e que pra forma existir temos que ter um intelecto que pensou ela. Pronto.
ele entender bem isto, ele tem que abandonar na hora o seu materialismo, na hora, porque é impossível explicarmos a existência da matéria sem uma forma. E a forma também para existir tem que ter recebido o ser de alguém que é uma inteligência que a pensa. Isso é muito bonito, porque a gente pode aplicar isso a qualquer coisa que existe na realidade.
Só que esse conceito aqui de matéria sem forma, notem pessoal, um biólogo nunca vai se perguntar isso aqui. Para chegar a essa reflexão, você tem que abstrair, abstrair, abstrair até chegar a uma ciência chamada de metafísica. Por analogia, ainda comparando, olha, eu vejo que isso aqui tem fórmula, é, tem a forma de mesa, mas se eu tirar a forma de mesa de utilizador terá forma de plástico.
E se eu tirar a forma de plástico, essa matéria terá forma de, sei lá, de mineral. E o mineral que tem forma de mineral e por isso essa matéria é alguma coisa. Se eu tirar a forma de mineral, ah, chegamos a uma matéria sem forma.
Não, meu filho, não chegamos porque não há uma matéria sem forma. Isso é só um ente mental. A ideia de matéria sem forma só existe na sua cabeça, porque nós chegaremos aos elementos mais básicos, minerais, a terra, o ar, o fogo e assim por diante.
E esses têm forma de mineral, terra, ar, fogo. Não são matérias sem forma. Então, uma matéria sem forma só uma ideia que nós, por semelhanças, por analogia, chegamos a pensar, mas não existe, de fato, é impossível que exista uma coisa material que não tem uma forma que faça ela existir.
Por quem dá, quem dá o ser é a forma da ser, tá? Tá bom. Então, alguma dúvida aqui?
>> Não, não. Eu tô, eu tava extrapulando aqui quando você falou do tablet, depois você chegou na o plástico e na molécula do plástico, quando você vai na tem uma fórmula química que você faz, você chega a molécula dele, mas ele não tem forma, não tem nada, é só uma molécula que pode se transformar até em plástico ou não. Até isso também.
>> Então, nesse sentido, é a menor partícula, vamos falar assim. E nesse não tem forma, não tem nada, né? Então por isso que >> Mas aí que tá, tem uma forma sim.
>> Qual? >> É a forma de molécula, [risadas] entende? Uma coisa sem forma ela é inteligível.
>> Uhum. >> O átomo ele tem forma de átomo. A subpartícula atômica mais elementar, tu vai dividindo, dividindo, dividindo, sempre terá uma forma que distingue essa coisa das outras coisas.
Sem a forma nada seria inteligível. E sem uma forma aqui, seu Luiz, nunca não confunda forma com figura, tá? >> Sim, sim.
>> A forma é o princípio que especifica, que diz o que a coisa é. Se eu digo que isso aqui é uma partícula atômica, ela tem uma forma de partícula atômica. Então, uma matéria sem nenhuma forma é somente um ente de razão.
É uma pura potencialidade, mas não é nada. Fala, Co. >> Essa essa isso que você falou é interessante, né?
A gente tem a molécula, o átomo e as partículas subiatômicas. Chega-se até a um a um a uma chamada partícula de Deus, eu não me lembro o nome dela agora, que é um um uma partícula subatômica >> que chega Bosson, né? Boson de Higgins.
>> Bosson de Higgins. Então é o que chega mais perto no mundo material do conceito do ente de razão, né? Mas assim, mesmo assim >> é, mas não é distinto, mas é distinto, né?
>> Sim. >> É bem interessante esse exercício de regressão. >> Esse não, mas ele é assim porque veja, é um exercício mental de fato.
Não existe uma matéria prima >> sem forma, >> pura, sem nenhuma forma. totalmente informada. Depois leiam o texto, quem não leu, tá?
Porque isso vai ficar muito claro no texto. Ele vai seguir numa ordem lógica até mostrar como que o evolucionismo ou o materialismo ele é impossível, não tem como ele ser verdadeiro, tá? Então, uma matéria-pra totalmente sem forma é impossível, porque a forma é o ato.
Forma tá o ser. É por meio dela que Deus atualiza a matéria. Só que, claro, na hora que Deus criou a matéria, ele criou já com uma forma.
No mesmo instante que Deus criou, inventou a partícula subatômica de Bon, Bron, Bon, >> Bosson, >> Bos já tinha >> Boson de Rigs, >> Rigs já tinha ali >> junto com aquela matéria a forma especificando ela, fazendo ela ser algo específico e não um milhão ou mil milhões de outras coisas, tá? Eh, >> isso. >> Veja, nós aqui não estamos dizendo que a biologia não tenha descobertas boas, não.
Nós estamos por eles terem entrado em um âmbito que não compete a eles, que é o âmbito metafísico. E tratando sobre essas questões, a gente precisa mostrar qual que é a metafísica verdadeira e boa por trás da origem das espécies, da origem da matéria, da origem do mundo, tá? Então, eh, aqui já dediquei 15 minutos para explicar aquela frase dele ali.
A frase foi essa, tá? Quem considera de fato natureza da matéria entende isso aqui que a gente viu agora que ela sem a forma não é nada, é potência, deixa no exato instante de ser materialista. >> Me permita ler o conceito do bosson de rig.
>> Sim. Eh, o boss de rigir massa as partículas elementares, funcionando como um componente central que permite, olha só, permite a existência da matéria estruturada no universo. Ou seja, o algo imediatamente antes dela é o que a gente tá falando.
>> Exatamente. >> Tem o padre Álvaro Calderon, que é um físico nuclear, né? Ele eh muitos dizem, professor Noguer, por exemplo, que é o maior tomista, comentador de Santo Tomás vivo atualmente, né?
E ele tem trabalhos, tem um curso de física dele que eu tenho em PDF, depois eu mando ali no grupo, aonde ele faz algumas essas comparações, porque é um físico nuclear, então ele conhece tudo isso aí, né? Eh, só que eu não me atrevi, não entendi muito bem muitas coisas, porque tem para estudar isso aí tem que dedicar uns 3 anos ou mais somente a estudar física, né, para entender. Mas tem pessoas, biólogos, como esse professor Rômulo, físicos, advogados, economistas das mais diversas áreas que tão pegando esses princípios gerais aqui e aplicando as suas ciências.
pedagogos, psicólogos, né, aplicando. Então, nós estamos aqui estudando os princípios gerais da realidade. Cada um depois terá que aplicá-los à neurociência, cardiologia, a pedagogia nas suas áreas e dialogar com o mundo moderno, com o que é de bom dito e o que há de ruim também, tá?
Então, voltamos ao texto aqui. Pois bem, comecemos por um axioma escolástico muito simples e de valor universal. Oar executor, o operar segue o ser.
Então, aquela frase que eu falava antes lá, o agir, o comportar-se, o atualizar-se segue a natureza, segue o modo de ser, segue a forma da coisa. Ora, dizer isso significa o seguinte: nada opera senão enquanto é, pois o não ser não pode operar. Portanto, o ser é a raiz primária das operações.
Notem, um rptil não é ainda um animal superior. Veja, ele não é, veja, não é aquilo que não é não pode operar. Como que ele passou a operar como um animal racional, macaco, sendo que ele era macaco, ele não era ainda animal racional.
Não havia nele a forma substancial dando o ato de ser animal racional. Como que ele passou a operar? Este é o grande ponto que eu digo para vocês, não há resposta.
Portanto, o ser é a raiz primária de todas as operações e, por conseguinte, de todas as potências. Nas palavras de Santo Tomás, ele é o ato de todos os atos e a perfeição de todas as perfeições. O seu primado é, portanto, absoluto na medida em que o ser é o ato primeiro subsistente, na expressão precisa e concisa de do aknat.
Mas por meio do que vem a o ser, a coisa, a coisa corpórea, sobretudo, quem dá o ser a matéria? A forma. Então, Deus dá o ser a forma, unindo ela à matéria.
E assim dá o ser a matéria, certo? Dá para até fazer um esqueminha aqui, ó, diferente aqui. Deus, que é o próprio ser, dá ser a forma.
E a forma ao se unir à matéria dá ser a matéria. Só que isso aqui se dá o dar ser de Deus à forma se dá no exato momento que ela se une à matéria. Não há uma forma de jacaré existindo fora da matéria de Jacaré.
Somente uma ideia, isto sim, o modelo na mente de Deus. Mas a forma subsistente mesmo de jacaré, ela só existe no exato momento em que o que se une a matéria. Porque a existência é do composto, do sínolo da composição, matéria e fórmula, a não ser no que tange a alma humana.
que veremos no módulo 4 e c depois o cinco sobretudo. Ela pode existir sem a matéria, mas as demais coisas não. Então Deus dá ser a forma porque sem a forma, sem receber o ser a forma de nenhuma coisa corpórea existiria.
que dá este ser, dando ser também à matéria, quando une a forma a matéria. Mas o ser tem outra característica marcante. por estar pressuposto em absolutamente todas as coisas, ele é a atualidade de todas as formas existentes.
Noutras palavras, toda forma é o princípio de especificação, ou seja, é o que distingue os entes em espécies. Está para o ser, como a potência está para o ato. Então, a forma em si, ela precisa também receber o ato de ser, assim como a potência precisa receber o átomo.
E a matéria, por sua vez, está em potência para a forma. E ao unir-se a ela, demarca um princípio e também um princípio, um limite operativo para o ente. Então o ente ele vai operar segundo os limites da sua matéria e da sua forma.
É assim que as coisas são. Nenhum ente pode operar para além da matéria que ele tem e da forma que ele tem, porque existem potências que são consequências da matéria e outras da forma. Então, eh, o fogo não pode fazer o que a água faz, porque ele tem uma matéria de fogo e a forma de fogo.
Assim que um jacaré consiga ficar até 2 horas debaixo da água, decorre do fato de que a matéria está nele organizada pela forma. exatamente para operar assim. E não há como tirar aqui um um coelho da cartola e fazer de uma maneira natural.
Bom, de uma hora para outra, o Jacaré começou a poder passar dias e dias e dias debaixo da água. Não dá. Ele não tem potência para isto.
Por mais que ele se esforçasse, por mais que viesse 20. 000 jacarés bravos e fizessem ele se forçar por seleção natural a operar assim, ele nunca conseguiria tirar esse coelho da cartola. Ela não tem como, porque essa essa potência para ficar todo tempo debaixo da água não existe na forma substancial dele.
Não é possível isto. Agora ele desenvolver acidentalmente uma cor mais preta, mais cinza, por estar dentro de uma água mais preta ou mais cinza durante muito tempo, aí tudo bem, é uma evolução acidental, mas uma evolução substancial formal não é possível. Isso não tem como.
A sua cuididade completa, sua essência completa, cuididade é igual a essência, tá? Em elevado grau, um tipo de respiração anaeróbica, ao passo que a forma entitativa humana não possui tais potências. Nós não temos essas potências, tá?
Fixemos bem isto. O ser é o que de mais perfeito há em todas as coisas, né? Sem o ser nada existiria.
E é também a atualidade de todas as formas. Sem o ato de ser, nenhuma forma existiria. Em resumo, não há forma sem ser.
E mais, a forma enquanto essência é o limite do ato de ser de um ente. Veremos isso mais à frente. Então, o ente ele existe segundo os limites da sua forma.
Então, quando Deus criou Adão no ato de ser, no ato de criar Adão, o criou dando a ele o ato de ser, participando a ele o ato de ser, segundo os limites da forma substancial humana, animal, racional. Então, a forma dá limites para o ente, somente em Deus. O ser é tudo em nós.
O ato de ser o ser, ele é limitado por uma forma. Neste contexto, o grau de nobreza ontológica de um ente corresponde ao grau de ser que é atualizado nesta ou naquela forma. Que bonito isso aqui.
O coração tem o grau de nobreza. ontológica, segundo a forma de coração e o corpo segundo a forma de corpo, a forma humana, sobretudo a alma. Note como a forma de coração, por fazer ele ser um órgão do corpo para bombear o sangue, veja, órgão do corpo que está a serviço do corpo e o corpo da alma.
Então, quanto mais alta a forma, mais nobre ontologicamente ou mais participa de mais graus no ser a coisa. Um coração tem uma graduação ontológica por ser coração, por ter a forma de coração menor que o corpo, correto? E o corpo menor que a alma.
Então, a responsável por delimitar ontologicamente uma coisa na sua estatura ontológica, na sua eh hierarquia no ser, é a forma, é por meio dela. OK? Alguma pergunta, dúvida aqui?
Então, Então, recapitulando, neste contexto, o grau de nobreza ontológica de um ente corresponde ao grau de ser que é atualizado nesta ou naquela forma, a qual dá ao ente tais ou quais possibilidades de operar. A forma além de dar o ser, ela dá o ente tais ou quais possibilidades de operar e pronto, ela limita, dá a ele, portanto, a espécie. Então, o princípio que constitui a espécie, a diferença específica é a forma.
Nós temos lá, vamos lembrar da lógica, vamos definir aqui o que que é um homem, uma substância. Isso é muito genérico, não é? Na árvore de porfírio.
Substância corpórea, muito genérico ainda, não é? Substância corpórea, eh, natural, muito genérico ainda. Substância corpórea natural vivente, muito genérico ainda.
Abaixo de vivente, vegetal ou animal? Animal. Ah, muito bem.
Chegamos ao gênero, o gênero próximo do qual o homem faz, a espécie humana é uma espécie que é o gênero animal. Aqui neste caso, o gênero animal é como a matéria, precisa ser especificado pela forma para distinguir o homem dos outros animais. Qual é esta diferença específica?
A racionalidade, a razão, tá? Assim que o macaco de Darwin não possa resolver um problema de física quântica ou compreender as teses evolucionistas, radica no fato de que a sua formas forma entes, a forma do ente ser macaco, não possui potências intelectivas capazes de assimilar imaterialmente as formas das coisas. Ademais, pressupor que tal símio possa um dia, macaco, né, por meio de um complexo processo evolutivo natural, transcender as notas individuantes da matéria sem ter, contudo, potências que o habilitem a tal, é estabelecer um abismal salto na natureza.
Ou seja, para pensar intelectualmente, já vimos isto, eu penso a ideia de maçã, substância corpórea, vivente, vegetal, fruta cítrica, que nasta macinheira. Muito bem. Eu não tô falando dessa maçã ou dessa, mas da maçã, da ideia universal de maçã.
para fazer, para conhecer isto destituído das notas individuantes da matéria concreta, desta maçã e desta, eu tenho que ter uma potência espiritual e imaterial que me permite realizar essa abstração. Ora, até hoje nenhum macaco fez isto. Então, é preciso, como ele diz aqui, eh, dar um salto na natureza muito grande.
E isso não se pode fazer e nenhum livre evolucionista demonstra esse salto, tá? Vale neste ponto relembrar que na integração da forma com a matéria compete a forma fixar a substância de um ente num gênero ou numa espécie. Então é a forma que põe a coisa dentro de um determinado de uma determinada espécie sobretudo.
Não é a matéria. A matéria é o princípio potencial passível de ser fixado. Quem faz isto é a forma.
Ora, vimos que a matéria não pode ser princípio de especificação, porque se o fosse, todos os entes compostos de matéria e forma seriam de uma mesma espécie, o que é absurdo. Ah, então, se a diferença específica, se o princípio de especificação das coisas é a matéria, não faz sentido nenhum distinguirmos isso disso aqui. Nem isso e isso disso aqui, nem isso, isso, isso e isso, porque todos têm matéria.
Todos serão matéria. Notem, caímos aqui aonde? no nominalismo que surrupeia, que nega que hajam diferenças essenciais, substanciais nas coisas e diz que são somente nomes, palavras, porque só o que existiria seria a matéria.
Então, não é a matéria o princípio de especificação. E volto a dizer, uma matéria sem forma não é nada. Então, quando começou a seleção natural, meus queridos, também quando começou a origem das espécies, as distinções, se tudo é só matéria e não havia formas anteriores pensadas por alguém, de onde começou essa diversificação entre as formas, a seleção das espécies, tá?
Essa aula aqui, pessoal, ela é só uma aula provocativa, tá? Ela não é, ela é o início do estudo, tão fim, mas é algo provocativo para vocês.