[Música] Olá gente boa e vamos adiante nesse nosso caminhar nessa busca de uma maior vivência e compreensão do Mistério que celebramos passo a passo nós vamos tentando então melhor compreender para também melhor Celebrar esse mistério agora neste percurso nós vamos dar um passo além depois de olharmos a vida é a própria dinâmica da comunidade primitiva e os dois primeiros séculos eu queria então com vocês mergulhar num numa realidade ainda mais rica é que nessa história nesse Panorama histórico né da liturgia nós vamos ver surgir ali no século 4 até o século vi uma riqueza principalmente
após a dinâmica em que Constantino acolhe a igreja também né O cristianismo como uma das religiões no império e com isso todos os desdobramentos que nós vamos ver então acontecer mas vejam vocês que ali no século 4 vamos ter também uma grande formação das famílias litúrgicas no Oriente e também no Ocidente que é isso vem por influxos dos grandes centros eclesiais mas também desta dinâmica vem um desenvolvimento teológico lógico disciplinar e litúrgico dessas comunidades e tem ainda influência surgem também os diversos grupos de ritos que podem ser divididos desta forma né Então a partir de
controvérsias cristológicas ou controvérsias trinitários mas também componentes étnicos culturais e ainda componentes políticos de tudo isso é que nós vamos ver então surgir essas famílias com essa grande riqueza como se fosse um verdadeiro labirinto de formas litúrgicas seja no Oriente como no ocidente Então as liturgias da área oriental nós podemos dividir assim são aquelas liturgias por um lado Diferentes né daquilo que nós temos aí simplesmente as pessoas dizem é uma liturgia oriental mas a gente precisa conhecer um pouco né mas eu quero chamar a atenção de que também existe uma diferença no Nesse contexto entre
o que é liturgia E também o que é rito nós precisamos distinguir uma coisa da outra porque o rito propriamente está ligada àquela ação litúrgica que nós estamos realizando a liturgia como todo então dá uma identidade por exemplo a partir das famílias litúrgicas que vão então depois se formando e assim nós temos duas famílias litúrgicas quando nós olhamos os grandes centros de difusão que é an e Alexandria três famílias litúrgicas quando olhamos a estrutura a partir das anáforas ou seja aquilo que nós chamamos de orações eucarísticas a partir das anáforas de tipo anti das anáforas
de tipo Alexandrino e também das anáforas de tipo Ciro oriental por exemplo o o grupo antioqueno neste grupo ele vem se quer dizer pode se dividir em no Ciríaco ocidental que com compreende justamente o siríaco de Antioquia o rito Maronita e o rito Bizantino e ainda o rito armênio São esses os ritos né então enquanto que a liturgia tem uma particularidade Nesse contexto já do outro lado nós temos também o o siríaco oriental Se temos o siríaco ocidental o siríaco oriental que compreende o rito nestoriano o caldeu o da o rito da mesopotâmia e também
o malabá na Índia Então são esses que constituem essa outra esse outro Ramo do grupo antioqueno já o grupo Alexandrino abrange o rito copta né E também o rito etíope tudo nesse contexto da ação é presente nas liturgias ali no Oriente depois então as liturgias ocidentais são elas primeiro a Romana que era própria da diocese de Roma a africana desenvolvida principalmente a partir dos escritos de Santo Agostinho a ambrosiana própria na Diocese de Milão tínhamos também a hispânica que era peculiar ali na Espanha a liturgia galic também na área das galas e a Celta elaborada
entre os povos celtas ali no ambiente geográfico que compreende hoje a Irlanda a Escócia e também País de Gales então eram essas as liturgias que nós tínhamos também no lado ocidental se no Oriental a gente fala de dessas liturgias no ocidente também nós falamos falamos de uma variedade né de várias formas assim então as liturgias ocidentais hoje né atualmente nós podemos falar que conserva-se apenas os seguintes ritos aqui no ocidente no Oriente esses ritos permanecem se desenvolveram ainda mais já no ocidente por vários motivos Então hoje nós temos o romano celebrado em todo o ocidente
muitas regiões também no Oriente o ambrosiano no território da diocese de Milão depois a liturgia hispânica ou mossor abica celebrada na Catedral de Toledo o rito de Braga o Bracarense celebrado então na Diocese de Braga mas H se a gente pode refletir direitinho podemos dizer de que dentro do rito romano é cinco formas se apresentam deste mesmo rito mesmo que se forem formas colocadas em níveis diversos da natureza e também de difusão temos por exemplo a forma ordinária que é celebrada segundo os livros litúrgicos promulgados por Paulo VI e também por João Paulo I há
também aquela forma extraordinária celebrada segundo os livros litúrgicos em vigor em 1962 e que o próprio Papa Francisco já procurou rever então a aqui isso que nós tínhamos lá porque era permitida a celebração do rito é que alguns preferem chamar eh de rito de Pio V mas na verdade não é propriamente o rito de Pio V né mas aquilo que nós já encontramos no Missal ali até 1962 eh a essas duas formas se acrescenta uma terceira Ainda não bem definida nos livros constituída pela tradição litúrgica da comunidade anglicana acolhida na comunhão com a Igreja Católica
segundo aquela constituição Apostólica eh anglican norco etibo de Bento x promulgada em novembro de 2009 e que permite a tradição alguns eh membros da tradição anglicana celebrarem participarem também das da Eucaristia da liturgia romana ainda finalmente existem outras duas formas dessa mesma liturgia Romana uma é ligada a algumas famílias por exemplo igrejas particulares africanas e reconhecida como como rito zairense mas precisamente se trata de uma significativa adaptação do Missal Romano para as dioceses do Zaire ou do Congo hoje a outra propriamente é por si mesmo eclesiologia por outros inclusive até mesmo senão eh transcurrio sentido
de comunhão com o Missal Romano no período medieval né Depois de uma riqueza o desenvolvimento tão grande da liturgia nós vamos ver então no período medieval o surgimento dos livros litúrgicos principalmente ali a partir do final do século vi início do século vi aqui a época das relações de trocas entre as liturgias ocidentais ou seja intercâmbio entre a liturgia gálica e a liturgia Romana aí na tentativa de fusão Por parte dos Reis franceses principalmente com a chegada e a conclusão ali já iniciado com pepino breve o pai e levada a cabo e a conclusão com
Carlos magn aí nós vamos ver chegar Principalmente nos séculos seguintes Então o que é chamado de uma liturgia Romano Franco Germânica Então os monges eles procuravam estudar e reagrupar as diversas ordens né ou seja os ritos também a própria arquitetura litúrgica ela foi incrementada Especialmente na época românica dentro deste processo ali de 750 a 800 depois 900 a 1000 então todo um processo de riqueza de troca trocas de de experiência litúrgica que vai formando aquilo que nós temos por isso eu gosto de destacar e dizer de que propriamente o que nós temos ou que nós
recebemos nas Américas com a colonização não foi a liturgia Romana mas já foi uma adaptação então era muito mais uma liturgia com influência galic do que propriamente a liturgia Romana porque a liturgia Romana era ela muito simples Desprovida de toda essa forma cerimonial tão carregada tão pesada e que depois isso foi pouco a pouco então se incrementando e crescendo ainda nós temos nesse período de trocas né de experiências o cânone é pronunciado em voz baixa Ou seja a oração eucarística porque até um longo período no ocidente no ocidente no no ocidente e no Oriente nós
vamos encontrar várias orações eucarísticas mas depois vai se resumir unicamente ao cano romano e o cano Romano já tem uma estrutura muito Imperial é feito para a Corte e é essa a oração eucarística que vai permanecer Então ela depois passa a ser ali principalmente a partir do do século 9 a ser pronunciada em voz baixa como interpretação alegórica de toda a liturgia né Por exemplo aquilo que era muito comum na liturgia galic é uma época marcada também pelo sentido de dignidade e culpabilidade que começa a surgir aí os monges Def fundem também a próprio sentido
da da confissão privada algo que antes era sempre uma confissão Comunitária agora também isso se perde e começa a cair no outro extremo os livros litúrgicos também se tornam principalmente para as as regras chamadas ordens como que ordenamentos para se seguir e vamos ver multiplicasse os livros litúrgicos né com a variedade mas também com a densidade de rúbricas nasce ali em 1900 nasce em 1900 não nasce em 950 chamado pontifical Romano germânico que chega a Roma como autêntica liturgia Romana mas que na verdade não era liturgia Romana e que passa a ser a liturgia da
cúria Romana né que é muito mais densa carregada né com cerimônias vamos ter então a chamada reforma de Gregório vi e a vigília do fenômeno de Lutero que é esse percurso que nós fazemos nos séculos seguintes então com o Papa Gregório vi inicia uma fase de consolidação da vida eclesial e litúrgica porque agora o Gregório vai exigir que se busque seguir as normas então pede-se aos bispos para ater-se a liturgia da cúria agora mais centralizada não mais cada um com a sua liturgia tem uma grande obra dos franciscanos né pregadores que começam a difundir e
principalmente desenvolver todo o trabalho com ação litúrgica com na no no serviço de evangelização no século XI a gente vê surgir a arquitetura por exemplo o modelo gótico mas também no contexto espiritual a época do gótico Então o que é que tem um estilo arquitetônico né hum Sublime depois o estilo de pensamento também da própria sociedade que agora passa a ser mais sofisticado e um estilo espiritual que aí demanda toda uma visão Mística se experimenta algo que depois nós vamos ver se chegar Justamente a imitação de Cristo o grande helan neste período do medieval é
o chamado individualismo e o próprio subjetivismo presente na vida da igreja uma espiritualidade mas que também na liturgia a liturgia também será marcada por essa realidade aqui nasce as chamadas missas privadas apenas do padre torna-se também uma liturgia apenas do clero há uma divisão arquitetônica onde Separa né o clero dos leigos e não existia não existe mais a única comunidade de Cristo né isso vai se perdendo pouco Pouco a Pouco né o sentido de se Celebrar em comunidade e as pessoas simplesmente iam à igreja para ver e assistir então se começa a se distanciar porque
as pessoas nem mais participam da comunhão então a liturgia das horas se resume simplesmente para um momento de oração eh nos Mosteiros o povo já não faz mais e por isso se desenvolve toda a questão das devoções né e os terços Marianos vamos ter ainda o ano litúrgico que vem enriquecido com as festas de Maria dos Santos há uma centralidade da Paixão de Cristo e do culto das relíquias e não mais do Mistério Pascal com isto há um desenvolvimento da Mística Intensa como intensa experiência né Eh mais interna ou seja uma interioridade exacerbada é o
que nós vamos ver surgir há também por outro lado principalmente com as controversa sobre Eucaristia uma certa predileção pelo Realismo pelo concreto das ações isso leva a um grande desejo de ver o santo e o Divino ou seja querer ver com os olhos aquilo que a fé anuncia e promete então muito mais é esse desenvolvimento que nós teremos eh e por isso tem que erguer a Eucaristia as grandes procissões Neste período né Principalmente a procissão com o Santíssimo Sacramento então nas catedrais góticas elas se tornam como que um chocante uma chocante simbolização da Jerusalém Celeste
há uma elevação da hóstia consagrada para adoração Imaginem vocês que na Inglaterra se chegava a pagar para que o padre segurasse e mantivesse então a hosta erguida por mais tempo a grande festa Corpus domine que se torna então a mais Ampla festa e amada por todos não é mais a Páscoa a festa principal da Igreja missas com o Santíssimo Sacramento exposto ou seja querer ver Cristo desde o início da celebração formas de piedades isoladas da própria do próprio mistério que se celebra se rezavam terços enquanto estava acontecendo a missa ou as suas novenas Talvez hoje
a gente teria que repensar essas tantas quaresmas que nós estamos criando aí se isso também não desfigura o próprio mistério que celebramos diminui a comunhão até a redução de uma vez ao ano que o Concílio de eh lateranense é quarto vai existir confessar-se comar ao menos uma vez ao ano o pensar e o agir que vem marcado então pela quantidade não pela qualidade e por isso aí numerosos números de missas tantos padres multiplicação de Altares ao mesmo tempo uma difusão da devocio moderna Ou seja a devoção a crista e a imitação dele isso cresce mas
não tanto ligada à própria liturgia a fé dos Legos buscava alimentos apenas em setores periféricos porque se distanciaram por completo eh da liturgia porque parecia que era coisa de padre é só do clero infelizmente E aí nós vamos chegar de alguma forma então Neste período do Concílio de Trento até o Concílio Vaticano II então o Concílio de Trento e a liturgia nós podemos dizer que ali quando em 1500 eh se explodem Então as diversas aspirações de reforma e se falava da cabeça e também dos membros isso já bem antes de Léo e alguns teólogos da
época chegar chegaram Inclusive a sugerir uma reforma da igreja partindo de uma reforma da liturgia particularmente propondo a explicação da liturgia ao povo mais simples n e assim ele dizia que dessa forma o povo que murmurava ficaria satisfeito porque sentiriam que agora na igreja que é desprezada se possui e se mantém também uma coisa tão boa que é a liturgia e torna se sempre mais forte essa aspiração pelos livros litúrgicos e também a renovação né o renovados e a única eh única liturgia da igreja era esse o desejo que começava a brotar ali no Concílio
de Trento Então nós vamos ver de que 1945 a igreja inicia o Concílio de Trento e isso para a liturgia são importantes as últimas sessões que são aquelas sessões de 1562 e 63 tem uma comissão que é é encarregada para agrupar os abusos existentes na missa os chamados abusos missa eh o Concílio tendo pouco tempo também não pôde ocupar-se da matéria de modo profundo Mas tomou uma decisão importante o papa e uma comissão se ocuparam então de preparar um novo catecismo e reeditar os livros litúrgicos E aí nos anos sucessivos nós vamos ver o surgimento
do catequista mos Romanos Depois temos também o breviário romano o Missal romano em seguida e estes livros seriam obrigatórios para toda a igreja e a congregação dos itos deveria então vigiar a atuação é uma só liturgia a partir deste momento com isto nós vamos ver que assim era prescrita para todo o ocidente uma liturgia unitária não se tratava da antiga liturgia Romana mas de um misto depois daquilo que nós já vimos lá entre os séculos 8 e 10 a liturgia das horas não correspondia ao antigo ordenamento dos Padres a missa também foi modificada a liturgia
permanece em continuidade com o período medieval porque nada mudou o povo só assiste e não participa a língua é o latim incompreensível mas ela permanece permanece também pobre atenção ao povo que apenas observa assiste a missa e na Alemanha assume grande importância o canto litúrgico evidentemente por influência também das igrejas da reforma período barroco os livros litúrgicos mostram uma unidade litúrgica da Europa e observada de forma oficial pelos rubricas o sentido Barroco da vida leva a celebrar a liturgia oficial da igreja como força ainda maior com muito mais exigência e assim graças ao espaço sempre
maior das igrejas Barrocas que favorecia Então essas celebrações solenes o polifônico E aí nós vamos ter principalmente no contexto do Brasil muitos órgãos barrocos né ainda hoje a música instrumental que é a tônica principal neste modo então este profundo esforço aparece de forma Evidente principalmente especialmente nas grandes procissões de Corpus Domini mas eu quero destacar que também Neste período nós vamos ver surgir a ciência litúrgica com Manuel Azevedo um Jesuíta pês que então inicia duas cátedras de ciência litúrgica uma em Coimbra e outra em Roma quanto ao subjetivismo pouco foi modificado em comparação com o
período medieval aí também nessa época barruca e durante a missa as pessoas continuavam recitando o seu Rosário ou rezando a sua novena permanecem também as diversas devoções da missa e o abuso crescente também com a distribuição de Eucaristia fora da missa porque praticamente ninguém comungava durante durante a missa comungavam antes ou depois da missa há um devocion ismo em direção ao Tabernáculo ou seja ao Santíssimo a devoção ao Sagrado Coração de Jesus que cresce cada vez mais e também a sua paixão a Maria e também nos seus inumeráveis títulos que vão sendo desenvolvidos e criados
em relação a Maria no período então do Iluminismo se vê então o desenvolvimento da ciência litúrgica que encontra um novo impulso aí nessa época eh Pois então a liturgia que é vista sobre o aspecto da utilidade para Pastoral e não de se Celebrar há uma acentuação do caráter comunitário que já é uma coisa positiva dando maior simplicidade também às ações e dando racionalidade ao mesmo tempo e aí a liturgia dessa forma vai pouco a pouco sendo reduzida também a um mero e aspecto pedagógico moral né dentro daquilo que a corrente luminista Então procura é trazer
para a liturgia ou seja esse desenvolvimento foi pouco a pouco então nos distanciando daquilo que era liturgia Inicial e nos levando a uma forma uma expressão de liturgia distante do próprio mistério que era celebrado onde as pessoas não compreendiam nada nós veremos então nos próximos na nas próximas aulas como todo esse processo nos levou Então à chegada do movimento litúrgico e também da reforma litúrgica