Olá, moçada! Tudo bem? Bom dia!
Sejam bem-vindos de volta! Baita prazer reencontrá-los aqui. Espero que estejam em paz hoje com mais uma meditação estóica.
Hoje, que dia? Dia 19 de março, dia 19 de março, com uma meditação de Epicteto. Mais uma meditação do nosso filósofo ex-escravo.
Que homem esse, Epicteto, hein? Que homem esse, Epicteto! Hoje, com uma meditação intitulada "Sabedoria Atemporal".
Não se esqueçam de seguir o canal, curtir a publicação e comentar. Agradeço muito a todos vocês que fazem isso; isso nos ajuda a manter, até o fim, a qualidade, chegando a mais pessoas com as nossas reflexões históricas. Vamos direto à meditação de Epicteto.
Cito o filósofo, pois há duas regras a manter de prontidão, duas regras que não devem sair do nosso horizonte nunca. Todos os dias, acordei. Eu já aciono isso: primeiro, que não há nada bom ou mal fora da minha escolha racional.
Não há nada de bom ou de mal fora da minha escolha racional! O que ele quer dizer com isso? Nós temos que entender que a vida tem a sua dinâmica própria, que o mundo tem a sua dinâmica própria e que o mundo não está nem um pouco preocupado com você.
E que a dinâmica própria da natureza não está nem um pouco preocupada com você. As coisas acontecem; é impossível controlá-las, é impossível evitar que elas aconteçam. Amigos morrem, mães, pais, filhos, os nossos cães, os nossos gatos que nós amamos, nós mesmos, enfim, adoecem.
Nossos sonhos não são realizados, a vida acaba antes do que nós imaginávamos. São coisas da dinâmica, não existe mal ou bem nisso. Entende?
Você não é importante a ponto de o mundo parar e dizer assim: "Vou lá castigar o Denis. " O mundo não tá nem aí para mim. Não existe um Deus que acordou um dia e falou assim: "Vou aplicar um castigo no Denis.
O avião dele vai cair e ele vai ficar tetraplégico. " Isso é um pensamento idiota, isso é um pensamento cretino. Há muitos voos todos os dias.
E aí você tem que dar a sorte de, de repente, não estar nesse voo. E se der o azar, paciência. São coisas que acontecem; não há um bem ou mal nisso.
Isso não é fruto de escolha de ninguém, de nada. Coisas que sucedem não há nada. Agora, o que é o mal?
O mal é aquilo que eu posso dominar racionalmente e cedo. Aí está o mal, está a me esperar quando eu posso controlar. Está em eu ser movido por sentimentos e não pela razão.
Quando eu posso me controlar, isso é um mal, porque eu poderia fazer diferente. Agora, em relação ao que eu não poderia fazer diferente, não tem bem nem mal. Então, essa é a primeira regra.
A segunda regra é que não devemos tentar conduzir os acontecimentos, mas segui-los. Segui-los! Adianta gritar?
Adianta espernear? Adianta dar chilique? Vai trazer a vida de volta do seu ente querido?
Vai trazer a sua saúde de volta? Dar chilique? Mas você pode lidar com isso de maneira digna.
Você pode lidar com isso de maneira temperada, prudente, sensata. E como falta sensatez nesse mundo! O mundo está tomado de pessoas que reagem emocionalmente a tudo.
Por isso está essa desgraça! Por mais pessoas racionais, sensatas. Deixa as paixões de lado, deixa a irracionalidade.
Quantas guerras, quantas guerras, quantas tragédias infligimos sobre nós mesmos por causa de crenças, bobagens, sentimentos, emoções, por incapacidade de sermos racionais. Comentário dos nossos autores: Anthony de Melo foi um padre jesuíta indiano. Eu nunca ouvi falar que viveu no século XX, nascido em Mumbai quando ainda estava sob domínio britânico.
De Melo era um amálgama de diferentes culturas e diferentes perspectivas Oriente-Ocidente, tinha até uma formação como psicoterapeuta. E daí é interessante quando vemos a sabedoria atemporal desenvolver-se por meio de escolas, épocas e ideias. Entendi!
Aqui está uma citação do livro de Anthony de Melo, "The Way to Love", que soa quase exatamente como Epicteto: "A causa de minha irritação não está nessa pessoa, mas em mim. " Falávamos sobre isso ontem. Lembre-se: todo indivíduo tem uma escolha.
É sempre você quem está no controle! A causa da irritação ou nossa noção de que algo é nocivo vem de nós, de nossos rótulos e expectativas. É interessante, né?
Nós rotulamos as coisas: "Isso é bom, isso é mau, isso é mais ou menos", etc. Mas o que nós muitas vezes não percebemos é que nós podemos trocar os rótulos para nossa saúde, para o nosso bem. Podemos mudar esses rótulos com facilidade.
Podemos mudar nossa prerrogativa e decidir aceitar e amar o que está acontecendo à nossa volta. E essa sabedoria foi repetida e descoberta de maneira independente em todos os séculos, em todos os países, desde o início dos tempos. Eu gosto muito dessa coisa de mudar os rótulos.
Eu até separei aqui para vocês no meu super quadro. Na meditação do dia de ontem, nós falávamos sobre rolps, como um modo de assumir uma compreensão mais elaborada daquilo que acontece conosco. Os filósofos estóicos, mesmo romanos, eles escreveram em grego.
Vários dos seus textos foram escritos em grego. Marco Aurélio escreveu em grego. Eles usam três palavras gregas para indicar uma espécie de hierarquia de compreensão da realidade.
E é o que nós estamos fazendo aqui com essas meditações históricas. O primeiro ponto, mais primitivo, do nosso modo de ler a realidade é prolepsis. Prolepsis, então, é o ponto, vamos dizer assim, mais baixo: são preconcepções que nós trazemos da realidade.
São preconcepções, concepções que nós trazemos da convivência familiar, da convivência com a sociedade, com os filminhos da Xuxa que a gente assistiu na infância, que show da Xuxa é esse! Aquelas coisas do programa de domingo do Gugu que você assistia, dissolvendo no seu cérebro. Daí vieram as.
. . Certas concepções da convivência com seus avós na fazenda do seu primo, essas coisas foram juntando uma série de percepções em você, e você trouxe isso pra vida.
Isso é prolepsis. Aí eu coloquei aqui, com a minha letra extraordinária, esse do meio. Primeiro, prolepsis.
A sua avó te levava pra igreja; você ajoelhava lá com 4, 5 anos de idade. Você não tinha nem condição de entender por que que eu tô ajoelhando. Não ajoelha aí, aí repete essas palavrinhas aqui.
Ah, então eu tenho que ajoelhar e repetir. Por quê? Não, só faz, vai te fazer bem.
Ah, vai? Então tá. Você vai decalcando, você vai colocando rótulo, mas aí, de repente, você começa a fazer uma investigação mais precisa sobre a realidade e passa para hipo psis, sobre a qual nós falávamos na meditação de ontem.
Você assume uma concepção diversa porque faz um julgamento moral barra racional dos seus princípios e valores. No meu caso, aconteceu isso, né? Na dimensão religiosa, chegou um determinado momento em que minha avó me colocava de joelhos, quando eu ia dormir na casa dela, ao lado da cama, todos os dias, para fazer uma oração.
Nunca entendi muito bem o porquê de eu ter que ficar de joelhos. Aí, em um determinado momento, eu falei. Eu era molequinho e pensei assim: bom, se existe um Deus, acho muito pouco provável que ele tenha algum tipo de gozo em colocar alguém que acredita ou não nele de joelhos.
Logo, pra mim, isso não faz sentido. Esse é um momento de hips; você faz um julgamento de valor racional. Oi, Alissa!
Bom dia, minha filha! Um julgamento lógico, um julgamento instrumentalizado pela sensatez. E depois, Alissa, obrigado, filha.
Já tá bom, obrigado, mamãe! Em terceiro ponto, quando você atinge um grau superior de compreensão, e vamos dizer assim, entende como a banda toca, entende como a realidade se dá, você vai pra catalepsy. Catalepsia é por isso que muitos me escrevem assim: Denis, eu tenho muita dificuldade em trazer isso pra vida e tal.
Por quê? Porque muitas vezes você tá vivendo nas suas pré-compreensões, você tá vivendo na sua inscrição, na sua versão mais primitiva de valores preconcebidos que você nunca parou pra examinar. E aí, na hora que você para e fala assim: pera aí, deixa eu agir como uma pessoa sensata e racional, e racionalizando, você diz: puxa, tem um punhado de coisas que eu trago, um punhado de bagagem que eu trago comigo, de peso extra, que não faz o menor sentido eu carregar.
E aí você começa a se livrar disso e fica com aquilo que você realmente precisa carregar. Todo indivíduo tem uma escolha; é sempre você quem está no controle desse mundo das escolhas que nos dizem respeito. O resto são coisas que acontecem independentemente da nossa escolha.
Sofrer com coisas que são independentes da nossa escolha é de uma burrice sem tamanho. Então, é o modo como nós lidamos com isso. Quando já aconteceu que alguma pessoa de quem eu gosto, né, que eu ame, se vai, eu, naquele momento, aquilo se abate sobre mim, isso me afeta, eu sofro.
E a trabalhar esse sofrimento, entendendo que faz parte dessa existência que tem essas características. Quando algo ruim se abate sobre mim, uma doença, eu preciso entender que, mesmo que eu tenha margem de controle sobre isso, me alimentando melhor ou fazendo exercício e tudo, nada disso é garantia de coisa alguma. Tá cheio de gente que tem uma vida super saudável, se alimenta bem, faz exercícios diários, etc.
, e aparece com uma doença e fala: eu não merecia isso, como se fosse o umbigo do mundo, né? Como se fosse o umbigo do mundo. Não se trata de merecimento; se trata de viver.
Juízo: façam boas escolhas e a gente se encontra aqui amanhã para mais uma reflexão. Históric beijo, beijo!