Olá, terraquos, como é que vocês estão? Sou Rogério Vila, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. sempre tro com pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais artificialmente inteligente do que a mim, do que a sua. >> Bom, se é mais inteligente já é mais do que a minha. Se é artificial ou não. >> Não, eu acho que é naturalmente inteligente. Artificialmente é a nossa inteligência. É, eu não tenho inteligência nenhuma. >> A gente usa o Google, a
gente usa ferramentas de busca. >> É, eu ainda, eu sou antigo, eu usava o pai dos burros ainda, né? >> Ah, o dicionário. >> Dicionário. >> Enciclopédia. episódio do Friends que o que o Joey ele queria se enturmar, só Que não sabia de nada. Então tava ele ele comprou só uma eu tinha dinheiro para esse colopédia e ele comprou, sei lá, a letra G, aí ele ficava puxando tudo que tinha a letra G, né? [risadas] Ah, vocês sabem que o gelo é formado, não sei o quê. Aí os caras fala: "Ah, é, não sei". Ele
ele se sentia mal bem. Aí os caras iam para uma palavra que era F. Aí ele ficar quieto, ele só sabia coisa coisas com a palavra G. E hoje temos na palma da mão aqui no celular todo o Conhecimento do mundo e mesmo assim a galera fica no TikTok e vendo dancinha, não é? >> Pois é. Ainda falando umbigo, mortandela, né? Não dá, né? >> Exatamente. Mas ó, o pessoal que tá em casa, se tá assistindo esse programa, quer saber, quer aprender alguma coisa, como que eles podem participar? >> Já começa já deixando o seu
like, se inscrevendo no canal, tornando-se membro e também compartilhando essa live Maravilhosa aí para o seu amiguinho, né? >> Tá certo? Então vamos lá, você aí de casa já deixa o like que hoje promete. Quero falar com você também, Terráqueos e Terráqueias, porque o feriadão do carnaval tá chegando e eu preciso saber, vocês seguiram o meu conselho e já reservaram uma acomodação no arbbi para não passar perrengue? Eu já contei aqui que já curti o carnaval de Floripa em Recife, em Ouro Preto e em todas elas. Fosse para curtir a festa ou para Descansar, a
regra sempre foi a mesma, ficar em um arbimbi. Porque quando a galera tá bem hospedada, o carnaval flui, cada um tem seu quarto. Dá para tomar café da manhã sem hora para começar e sem hora para terminar. A piscina disponível, liberdade total. Então faz o seguinte, ó. Entra no AirbnB, salva suas acomodações favoritas que façam sentido paraa sua galera e já manda no grupo aí os argumentos que funcionam de verdade, né? casa inteira Pros amigos, todo mundo junto, sem desencontro e sem dor de cabeça. E para facilitar ainda mais a sua vida, dá para pagar
em até seis vezes sem juros no cartão ou pagar no Pix. Assim você divide o custo com a galera e todo mundo fica tranquilo curtindo a parada do jeito que deve ser, não é, Homer? >> É isso aí, >> ó. Porque no final das contas o que fica são as histórias e quase sempre elas começam escolhendo bem onde ficar. Você Também vai pro Unidos do Airbnb, que é o meu grupinho que você não está porque você é casado. R >> Sou casado, né? >> Eu e o Len estamos lá, os velhos solteiros. [risadas] >> Ó,
quero falar também para você sobre a contabilizei. Quando você era pequeno, você sonhava em ser o quê? Médico, engenheiro. Que que você sonhava, Homer? Eu era jogador, jogador de futebol e astronauta. >> Hoje aqui ser tanta coisa. piloto, piloto de rally, piloto de caça, piloto de helicóptero, sempre piloto >> sempre piloto. Olha só. Então, tem gente que quer ser médico, engenheiro, arquiteto, consultor. Você acha que tem vocação para alguma coisa? Porque tem muita gente que tem gente boa no que faz, que estudou, se preparou e virou profissional. Mas quando chega na parte chata, que é
formalizar, emitir nota, cuidar de imposto, trava. Não porque a Pessoa é desorganizada, é porque sempre venderam essa ideia de que para abrir uma empresa é caro, burocrático e dá dor de cabeça. Só que hoje não é mais assim. A contabilizei existe justamente para tirar essa parte do caminho e deixar você focado no que sabe fazer. Com eles você abre e cuida do CNPJ. >> É isso aí. >> Você tem CNPJ também, né? >> Todo mundo aqui, né? É tudo online, sem sair de casa, resolve no seu tempo, sem Papelada, sem ir no cartório, sem complicação.
E o preço é simples e direto, R$ 195 por mês. É isso mesmo? >> É isso mesmo. >> Olha só, sem taxa escondida, sem pagar abertura, sem pagar certificado digital. Então, ó, depois disso, o dia a dia fica fácil. Você emite nota quando quiser, vê seus impostos, impostos num lugar só e sabe exatamente o que tem de pagar. Sem surpresa. Não é à toa. Mais de 100.000 1 clientes confiam na contabilizei e para Quem acompanha inteligência tem condição especial, não é? >> É isso aí. >> O que que é? Dois meses de contabilidade grátis. >>
Tem dois meses de contabilidade grátis. >> Ó, é só usar o cupom inteligência. Aponta a câmera pro QR Code que tá na tela e começa com a contabilizei agora mesmo. É a forma mais simples de tirar sua vocação do improviso e colocar no lugar certo. >> É isso aí. E para finalizar, vamos falar que hoje a gente tá aqui também com a com o G4, a maior plataforma de educação e soluções para o Brasil aqui para o pequeno e médio empresário. Fundado por Tales Gomes, Alfredo Soares e Bruno Nardon, o G4 se tornou um ecossistema
que ensina, apoia e entrega soluções reais para quem move esse país. São mais de 77.000 alunos aplicando estratégias validadas e mais de 756.000 Empregos. É isso mesmo, Homer? >> É isso aí. Ó, números que traduzem a essência do G4. Construir um Brasil melhor a partir do empreendedorismo. E para fazer parte dessa jornada e transformar o seu negócio com G4, escaneio o Qcode que tá na tela ou link na descrição. >> É isso aí. >> E para e também aqui é o a falar da Insider, >> é nossa parceirona, né? >> E eu tô aqui hoje,
eu tô até com calça, cueca e camisa da Insider. No site Insider tá cheio de promoções. Compre e ganhe. Compre uma Tech T-shirt e ganhe uma cueca performance, que é a que eu tô usando aqui, né? Compre uma maxi saia e ganhe um perfect top. Aproveite com o nosso cupom. >> Isso aí, com o nosso cupom, hein? >> Exato. Vamos aos convidados agora. Eh, Cobori, para quem não te conhece, se apresenta para essa câmera aqui. Que bom Ter vocês dois juntos aqui. Que a gente queria muito ter reunido vocês há mais há um tempo atrás
e deu certo agora. >> Bem, bom, para quem não me conhece, sou o José Cobori. Agradeço o meu amigo Vilela, >> o cara da portaria. Não, não sabia falar seu nome, >> não sabia. falou: "Tá aqui o >> Colori." Ele falou um teu nome. Falei: "O quê?" Falou uns três nomes aí. Cobor, só escutei você falou. Aí falou cobor Falei pode deixar entrar. [risadas] >> É uma satisfação tá aqui novamente. Agradeço o convite e principalmente para estar junto com dos meus ídolos da ciência, o professor Miguel Nicoleles, né? Que >> palmeirense, né? O único palmeirense
que eu adoro. >> Eu também. É o único palmeirense que eu respeito também. Esse palmeirense eu respeito. >> Na verdade, meu pai, eu falei pro Nicolé Já, meu pai era palmeirense e meu filho mais velho é palmeirense, né? >> Mas o e tenho grandes amigos, a gente amigo em comum, professor Belusa, foi presidente do Palmeiras, né? Inclusive vou jantar com ele amanhã. >> Então assim, tirando, né, as brincadeiras do futebol, nada a ver. O professor Nicoles é uma um cientista que eu muito admiro e tive o prazer de estar com ele na semana passada e
e agradeço o convite dessa oportunidade estar Novamente com o professor Nicoleles. >> Pois é, Nicolelis. Então, o genial Nicoleles aqui sua câmera se apresente pro povo. >> Bom, meu nome é Miguel Nicoleles, eu sou neurocientista. Bom, o meu currículo, a parte mais importante já foi dita palmeirense, né? Eu acho que isso tem que ser uma das primeiras coisas que a pessoa tem que falar, porque já, né, já crio assim, né, somos corintianos. >> Um dia, onde dia mandaram uma um e-mail pro presidente da Duke, né, onde eu fiquei 30 anos >> e o e-mail começava
assim, não aquele inglês macarrônico da não sei da onde, daqui do de São Paulo. >> Não, nós gostamos de conversar com um professor de vocês que é palmeirense. Aí o presidente da Dila, você tá trabalhando em outra universidade porque o que que é isso? [risadas] palmeirense, ele não entendeu. >> Ele não entendeu. [risadas] A universidade palmeirista pal é palmeirista, né? Eu falei, não é é a universidade palestrina, né? Professor Beluso não é palmeirense, ele é palestrino. É muito importante que esse erro não seja cometido por academia. Exato. Mas enfim, eh, sou neurocientista, muito obrigado pelo
convite. É uma grande prazer retornar junto com o meu mais novo amigo economista. Eh, e é sempre um prazer estar aqui conversar sobre todos os assuntos mais diversos possíveis. >> E o Cobori também fala muito sobre geopolítica, sobre a situação no mundo e e a gente vai e esses dois assuntos, a a tua expertise e a dele vão se completar nesse assunto, né? já a gente já fez muito programa aqui sobre sobre eh a inteligência artificial e e eu tenho visto agora eh essa essa eh esse platô, né? Parece que a Gente chegou no platô
e muito muito se fala, né? É sobre essa bolha da Yá que vai estourar e e e o pessoal compara um pouco com a bolha da internet que estourou no começo dos anos 2000. >> 2000 >> que é aquilo, né? Empresas eh site sendo vendido por milhões e tipo não tinha por, né? Era simplesmente uma página, né? Só tinha uma ideia. >> Só tinha uma ideia. >> Ah, mas hoje é muito pior. >> É pior. Você acha que o rombo vai ser pior? O rombo vai ser pior. Ah, >> eu é muito >> muito maior.
>> Ele é muito maior. >> Vamos dar um contexto então. >> Ordens de magnitude maior. >> Vamos dar um contexto. Eh, falo muito dessa quebra de paradigma, né, da gente viver uma nova era a partir da da de computadores quânticos e e de inteligência artificial e outras Pesquisas que estão tendo correlacionadas. E isso era real ou era aquela coisa de o pessoal tentando valorizar o passe para ter mais investidores e tal? Porque era um negócio, a gente vai chegar em, sei lá, dois anos na na inteligência, como que é a >> é genérica genérica geral
genal melhor termo em português, >> geral, né? E agora eu vi, não sei se foi O o tim alguém falando que não, não, isso quer dizer que a gente vai futurar não sei quantos eh trilhões e isso vai ser a geral, não era isso, né, que >> não. Uma a gente conversou isso semana passada, né? A ciência virou um dos componentes mais >> centrais da geopolítica moderna, >> né? O próprio, >> acho que o próprio professor Beluso falou isso outro dia, eu tava lendo. Antigamente você falava de geopolítica, Economia, finança, política em si, né? as
políticas dos países, o a o como se diz, o eh e a disputa política, né, por mercados tal. Hoje e eu a minha eu tenho 44 anos de carreira e nunca imaginei que a ciência ia ser tão central no debate e político mundial. >> É, >> hoje em dia, né? >> Sim. A ciência e e tudo relacionado a ela, né? Até as terras raras estão relacionadas às tecnologias novas, né? É Por isso que é é bem interessante acompanhar o professor Nicoléges e a gente tem conversado, né, sobre o assunto que acho que hoje todos os
conhecimentos assim estão tão se encontrando para explicar o que que a para onde a humanidade tá caminhando, né, com com esse foco central hoje que é a inteligência artificial, né, porque na realidade é uma é uma característica, né, do do capitalismo. Ele a crise é uma o capitalismo não existe sem crise, né? Acho que eu já até falei com vocês aqui, né? Então, eh, nesse novo >> nesse novo ciclo depois da >> do capital industrial, né, do capital financeiro, dessa financierização da economia, né, do dos financistas hoje que que mandam no mundo, né, com com
os seus derivativos, né, que que foi inclusive a última crise de 2008. Eh, e hoje na realidade tá tudo embarcado nessa ciência que eles estão aí, obviamente, né, todas as crises, Inclusive o professor Nicoleles tem, é, da inteligência artificial, que é na realidade uma nova crise de você ter um foco de uma super produção que não tem como realizar, né? Então, a gente tá caminhando justamente nesse sentido. Todo o capital acumulado eh da financierização tá migrando até ao longo do do programa, a gente deve entrar no detalhe, mas tá migrando de uma forma até passiva,
né? Porque a gente está chamando a bolha de ar, é, >> né? Pelos mecanismos que o próprio mercado financeiro criou de gestão de ativos, de derivativos. Esse capital tá migrando e tá ajudando, obviamente embarcado na em toda a retórica, né, do você citou aí o Sultim, o pessoal da IAT tem toda essa essa narrativa, essa retórica para continuar atraindo o capital, porque é uma espécie de pirâmide, né? Enquanto eles precisam que continuem entrando dinheiro, porque a hora que parar de entrar não é uma Espécie, não é uma pirâmide, >> não deixa de ser, né? Porque
eles são obrigados a vender coisas impossíveis para sempre manter o hype, né? Não. E veja, a é a primeira vez, eu eu só posso dizer porque eu tô há 36 anos nos Estados Unidos, é a primeira vez que uma área da biologia, neurociência foi literalmente sequestrada, porque as palavras que você hoje deep learning, é >> eh inteligência, né? E os caras Equacionaram para montar toda uma indústria de trilhões, né? um palavras para dar uma uma casa, não. Eu tava lendo um livro muito interessante ontem do de um matemático muito famoso, eh, que trabalhou com o
Bertron Russell, né, eh, no começo do século XX, falando que o ser humano ele sequestra palavras e cria novos símbolos com essas palavras e, eh, transmuta, né, ele ele faz uma transcendência do do do termo original. por uma nova abstração e capitaliza Isso, monetiza isso. Ele, imagina isso, o cara escrevendo isso nos anos 20, >> tá? Northhead, né? Alfred North e o que que o que aconteceu aqui? Os caras equacionaram a sequestraram a palavra inteligência nos anos 50, né, quando criaram a área, porque era uma palavra naquele momento era os computadores digitais estavam aparecendo, eh,
e era um termo que tinha muito peso, né, porque tava se discutindo, evidentemente, qual é a raiz da Inteligência, qual é a base neurofisiológica da inteligência. Só que eles equacionaram inteligência com número de elementos, com número de processadores. >> Ah, tá. Quanto mais processadores, mais inteligentes. >> É, e a e a essa última fase dos últimos 10 anos do deep learning, né, do cara que ganhou inclusive o prób de física, que é um absurdo inaceitável, mas enfim, o Jeffrey Hinton, eles equacionaram que Se eles escalassem, se eles conseguissem produzir chips que o GPU custo muito
baixo e um número muito grande deles, eles iam chegar nessa inteligência geral, tá? Só que mais ou menos dizer que se o cérebro humano não tivesse 100 bilhões de neurônios, mas tivesse o triplo ou dobro, nós seríamos mais inteligentes. Bom, as baleias azuis têm muito mais neurônios que nós e você não vê baleia azul construindo foguete, montando cidades, escrevendo poesia, Sinfonias. Inteligência não é simplesmente definida pelo número de unidades processadoras. No nosso caso é neurônios, né? Claro, >> mas no caso deles é chips. E o que você falou foi o que aconteceu, >> que eles
não previam, mas que todos nós que estamos de fora >> tínhamos certeza que uma hora ia bater no muro, eles iam aumentar aumentar o número de chips. E uma hora a performance ia começar a decair, não é? Não é só que ela não é que ela atingiu um platô, ela atingiu o platô e começou a ir para baixo, >> tá? Então o chatpt 5, por exemplo, foi uma tragédia, né? Os usuários que eu nunca usei, nunca encostei, mas os usuários que estavam usando o quatro, vai versão quatro, quando apareceu o cinco, foi >> foi um
horror, porque primeiro que não cumpriu as promessas da Open Ai, que ia ser muito melhor, que ia ser um passo no Futuro, toda todos os absurdos, né? >> Então, qual a minha conclusão? As abstrações na mente de um par de pessoas, de um par de sociopatas, eh c tá custando a humanidade até o momento alguns trilhões de dólares. Vai custar muito mais. Quando a bolha explodir, vai levar economia real com ela. >> Guerras, né? Guerras que >> guerras, nossa, toda não dá para prever, né? Eu a gente tava conversando antes de começar aqui. >> Hoje
o ouro chegou a c mais de 5400 >> cresceu 6% em um dia. Se você for olhar na história, >> o governo agora vendeu muito, muito dólar para comprar ouro, né? O governo não só do Brasil, China, tá tendo uma corrida pro ouro, >> tá corrida, toneladas de ouro estão sendo vendid e prata porque é a o último recurso, né, no na véspera do pânico é você ter algo metal, >> material e metal, né? >> É, o ouro é um é tem liquidez, né, rápida, né? Então, o que eu curioso como cientista e como neurocientista
é ver como a nossa área foi literalmente os termos chaves da área, cognição, memória, >> ã, inteligência, eles foram sequestrados e o sentido biológico, orgânico, foi modificado para se adequar ao business plan da loucura, porque é um business plan da insanidade, porque a hora que explodir, >> é, >> e a coisa mais divertida, nós estamos até a semana passada, isso, semana passada lá em Davos, o CEO da Microsoft literalmente ameaçou o mundo inteiro. Ele chegou e falou assim: >> "Olha, é o seguinte, se vocês não consumirem o pilot, né, o copilot, que é o produto
deles, vai virar uma bolha especulativa, querendo dizer, vai explodir, né?" >> É. >> E o Sátima falando, olha, se explodir, o governo é o nosso fiador, o governo americano, >> cara, é o piramideiro falando, piramideiro falando, ó, continua mandando dinheiro senão a pirâmide a minha >> é o Fornox vai garantir, né? O, e a e tem a lenda urbana nos Estados Unidos que é sensacional. Quando o Nixon e tirou a o dólar com do do ouro, né? Tirou o >> o pareamento, >> o pareamento no começo dos anos 70, 71, se não me engano. É,
>> o Fort Nox era considerado o onde guarda o ouro do governo americano, né? Era considerado o depósito da riqueza americana. E depois ninguém quando como o ouro >> não dava lastro mais pro dólar, ele sumiu da E o mito urbano nos Estados Unidos recentemente, os últimos dois anos, é que não tem ouro mais lá. [risadas] Então as pessoas ficam falando é um depósito vazio, >> é um baita de um lugar que não tem nada porque eles gastaram todo >> não? E o mais diverti, claro, eu não tenho a menor ideia do É, mas só
que assim, você começa a ver memes ou nas redes sociais, né? O ano passado eu eu apareceu o meme lá, tem que abrir o Fortnx, >> tem que ver o que tem lá dentro. >> Você tá brincando, tem essa discussão, >> não? E o mais divertido para você ver o poder das redes sociais no mundo atual, vários países, eh, se eu não me engano, Alemanha é um deles, né? Guarda o ouro no Fortnx. >> Sério? >> Aí o ministro alemão vai na televisão outro dia, eu quase morri de rir, o cara vai na televisão e
fala: "Precisamos fazer uma auditoria do ouro alemão e um Fortnx". >> Queremos saber se o ouro tá lá para lá. Estés com a Groenlândia, países europeus estão preocupados porque a Alemanha, inclusive todo ouro da Alemã, a reserva de ouro da Alemanha, ele tá no Fornox. >> Aí os caras falam: "É, agora que tá tá assim há 50 anos eles acham que tá, né? Eles eles acham que tá, mas eu pro ministro e alemão ir na televisão e levantar a dúvida, meu, aí explodiu, >> aí explodiu, né? Porque o banco, o banco de da Inglaterra, que
é o banco central mais antigo do mundo, tem todo o ouro da Venezuela. Todas as de ouro da tão lá no banco, mas ninguém sabe se tá ou não, entendeu? Que absurdo. >> É uma promessa. Tá [risadas] lá. É, >> mas eu queria saber de vocês assim e o o pessoal que tá à frente dessa corrida do uma nova corrida do ouro, na corrida da inteligência artificial, eles fazem isso por sinismo ou eles realmente acreditam que eles vão conseguir o que eles estão falando que vão conseguir? >> É, é, é, é, é cinismo. A gente
tava até Comentando que eles sabem o que eles fazem. Sabe aquele negócio, ó, eu sei o que você tá fazendo. Eles sabem o que eles estão fazendo, só que a narrativa pro mercado é outra, a narrativa pra sociedade é outra, né? >> É essa própria corredora, porque sempre em crises existe economia que a gente chama o fly to quality, né? É voo para segurança, voo para a qualidade. >> O que que era? Então, inclusive, a última, 2008, eh, muita gente me Questionava na época assim, pô, mas a crise suprime surgiu nos Estados Unidos, foi ele
que fez a merda toda, ele espalhou a crise pro mundo todo e todo mundo correu pros Estados Unidos, né, para se proteger com títulos de tesouro americano e dólar. Então, desde o pós-guerra, esse é um movimento que a gente chama de voo para segurança, porque o ativo considerado livre de risco no mundo inteiro é o título tesouro americano e a moeda mais forte é O dólar. Então, mesmo nas crises, inclusive na que foi provocada por ele em 2008, todo mundo foi para lá. >> Eles provocam a crise e eles ganham com isso. Aí ganó que
esse movimento que o o a gente tá vendo o ouro tá tá se mostrando diferente, que essa crise vai ser diferente. Por quê? >> Porque se você desconsiderar o você começa a desconfiar que o tiro tesouro americano e o dólar já não são os ativos mais seguros, o próximo passo é comprar Ouro. Por isso que nas crises geralmente o ouro sobe um pouquinho. A diferença é que agora ele tá disparando, não é? para todo mundo. >> E além disso é um cara como Trump, que é um cara totalmente imprevisível, né? >> E tem um impacto
geopolítico também, né? Porque as ações dos Estados Unidos tá obrigando os países a diversificar as suas reservas que estão em ativos denominados em dólar. Então, como o Nicolas citou 2025, dos bricks a Brasil, China e Índia reduziram as suas reservas em ativos denominidades de dólar. Reduziram bastante. >> Isso significa o que pros Estados Unidos? Como ele sente isso? Na verdade é o seguinte, o mercado do tesouro americano tá diminuindo e tá indo na contramão da necessidade dele. Por isso eles estão agressivos. Qual que é a necessidade dos Estados Unidos? Eu tô fechei 2025 com 39
trilhões, aumentou 2 trilhões na dívida. >> É 100% PIB. >> Ele já tinha aprovado que ele podia aumentar mais 5 trilhões. Só que tudo isso, beleza. Enquanto ele tinha mercado era legal. Só que agora o mercado para ele colocar esses ti tá diminuindo. >> Quem vai comprar >> é >> quem vai comprar? Entendeu? Você tem que negociar, acho que é 9 trilhões de dólares nesse ano aqui, 202. E você quer ver o que vai acontecer, você olha pro Japão. >> O Japão tem uma dívida, né, de 200 e poucos por do PIB, 10 trilhões de
dólares. E de repente os títulos da dívida do Japão, que eram 0,1%, foram para quase 5%. >> E aí >> é, imagina quem emprestou, >> isso vai, isso vai gerar um que a gente chama do sistema financeiro global. Esse é o grande o grande gatilho da da crise vai sair no Japão. >> Ah, é? Não tava sabendo. >> É porque no pós-guerra o Japão se tornou o grande provedor de liquidez pra economia mundial. >> O que significa isso? >> Você imagine que pós-guer é, teve o pós-guerra, >> pógra, >> a Europa destruído, o Japão destruído,
precisava ser reconstruído, os Estados Unidos liberou a reconstrução eh dos países, né? Plano Marshall, Mac de Breton Woods, não costumo brincar, não porque ele é bonzinho, porque ele precisava de mercado, né? Ele ele emergiu do final da Segunda Guerra Mundial como uma única potência econômica industrial. >> Ele já era uma potência industrial. A próprio esforço de guerra fez com que a a indústria Estados Unidos ficasse mais potente ainda. Só que putz, agora eu destruí o mundo, vou vender para quem? >> Então ele precisou reconstruir o mundo Para ter mercado para vender. >> Ex. >> Quando
ele fez isso, ele precisou permitir que existissem déficites comerciais com os outros países. Os países tivessem superá de comercial com os Estados Unidos. E eu sempre falo, a forma dos Estados Unidos de colocar dólar no mercado mundial é tendo déficit comercial, não tem outra forma dele colocar. E aí quando esses esses superává comercial dos países em dólar Precisou ser depositado. Então sei lá, o Japão teve 200 bilhões de superavit, são 200 bilhões de dólares. É. >> Aí eles criaram o sistema financeiro que que é conhecido como sistema euroólar. Então imagina, o Japão depositou no um
banco no Japão, depositou uma par num banco em Londres e aí o próprio mercado interbancário mundial que começa a gerar crédito em cima desse cria moeda, assim como o nosso mercado bancário cria moeda, né? Em economia o sistema Bancário cria moeda. E aí criou-se um sistema gigantesco de de dólar no no mercado mundial. E o o Japão até o acor de plaza em 85 era a segunda maior economia do mundo e ia ultrapassar os Estados Unidos quando eles fizeram o Acor de Plaza para barrar o crescimento do Japão, da Alemanha, da França e do Reino
Unido. >> O que fizeram para barrar? >> Bar eles não contavam com um lugarzinho chamado China. >> Exatamente. E a China quietinha cor de plaza era sobrevalorizar a moeda desses quatro países. >> Ah, porque era para eles deixarem de ser competid e barreira comercial, que é barreira tarifária que ele tá fazendo agora, né? E aí esses países pararam de crescer. Só que o Japão já como era uma grande economia e ele tinha muito dólar, ele ele criou essa operação que hoje todo mundo conhece como carry trade. Então o Japão com taxa de 18 zero, os
Estados Unidos com quatro. >> É, >> não precisa ser muito gênio do investimento falar: "Eu tomo dinheiro prestado a zero, invista a quatro, ganha o spread". Japão no Japão pegar dinheiro. O Japão passou a ser o grande centro de de distribuição desses carry trades para se investir no resto do mundo, né? e passou a ser o maior detentor da da dívida americana. Hoje é O Japão tem 1.2 trilhões de dólares em tiros do tesouro americano. Só que isso tudo faz sentido com esse diferencial de taxa de juros. Como a taxa de juros no Japão começou
a subir e o IN tá inclusive se desvalorizando, ele vai, ele tá criando eh um gatilho. A Break Rock tirou quase 2 trilhões nos Estados Unidos, né? Ele tá criando um gatilho para começar a desmontar essas operações. >> Imagina, você pega dinheiro a juro zero, >> tá? na, né, no banco de toca. >> Aí você vai no mercado de ações e compra ações, sei lá, da Nvidia, >> né, a que vai te dar um rendimento médio aí, sei lá. Só que assim, você tem que ter o dinheiro ali, né? Se a ação cair, se ação
subir e tal, você tem que ter o o cash. De repente, o dinheiro que você pegou seu empréstimo no Japão era o juro zero, agora você tem que pagar 5%. Aí o seu cash lá nos Estados Unidos, você some o seu dinheiro, o cara fala: "Não, não, agora você tem que pagar aqui o o margem call entrar no, né, no no de onde o cara vai tear o dinheiro?" Não, não estamos falando de R$ 100, nós estamos falando de bilhões, né? O cara ia, é como supermercado, né? Você ia lá, comprava o Ien por nada,
emprestava em Yen e jogava. Você não jogava na produção, você jogava no mercado financeiro. >> E o que eu nunca imaginei que eu ia viver para ver essas coisas que eu tô Vendo nos últimos dois dias. Qual a moeda que mais valorizou no mundo nas últimas semanas? >> Semanas >> é ou meses? Eu não me lembro de você sabe qual é? >> Não. >> O real. >> Ah, o quê? >> Em relação ao dólar. >> E qual a explicação? Porque o dólar tá, não é porque o real, o dólar tá indo pro Fundo do poço.
>> Ah, segundo ontem eu tava vendo o analista da Bloomberg falando o seguinte: "O mercado de ações do Brasil é um paraíso, porque as ações ainda valem muito pouco, tem um espaço enorme para se comprar ações aqui da Vale, da Petrobras, sei lá, da das empresas que estão aqui, né?" Aí eu olho na estatística de quais as moedas que mais valorizaram com essa última crise. E outra estatística, >> o dólar era a maior os títulos da dívida americana eram a maior fonte das reservas estratégicas dos países. O ouro tá segando e a o gráfico que
eu vi algumas semanas passou pela primeira vez em 40 anos ou em 50 anos. Ou seja, o imposto imposto que os Estados Unidos cobrava do mundo inteiro para financiar o bem-estar da classe média americana sumiu. Tá sumindo, né? O mundo não vai mais pagar pela pelo pela pelo desenvolvimento, pelo consumo, vamos Dizer assim, americano, né? Isso tá se refletindo em todas as atividades, as atividades mais fundamentais da do business plan americano, inovação, desenvolvimento tecnológico, produção de conhecimento, as universidades, os institutos de pesquisa, sumiu dinheiro, tá? Então tem a Nature, que é uma das maiores revistas
de ciência do mundo, publicou um artigo a semana passada devastador. 25.000 1 cientistas americanos pularam fora da do mercado de Trabalho porque não não tinham mais dinheiro. E lá se você não tem dinheiro, a universidade dá duas dois meses se você não aparece com a grana, entendeu? É, tu teu laboratório inteiro, tua equipe inteira, mesmo você sendo professor, corre risco, porque você paga o seu salário. Boa parte na sociedade de medicina, todo mundo paga o seu próprio salário de um grant do governo federal, ou seja, o governo federal americano subsidia a pesquisa de ponta. Nós
Estamos falando de, né? E quem assumiu esse papel no mundo atualmente? >> As Big Techs, >> não, a China. >> A China. >> Ah, mas >> a China olhou pro modelo americano, e falou: "Gostei". >> Como que eles fazem lá? jogaram bilhões e bilhões em Á, >> mas também teve o lance de trazer os chineses para estudar nos Estados Unidos E na Europa. Teve todo esse trabalho, né? >> Não, não, eles, mas foi por 40 anos. Eu tive vários alunos chineses, né? >> Não é, eles fizeram esse trabalho quietinho lá. >> Fui pra China agora,
encontrei vários alunos meus que estavam lá. Mas o que eles fizeram? Eles perceberam que desde o do pós-guerra, do Segunda Guerra Mundial, o crescimento, a explosão econômica americana, industrial Americana, se deve ao subsídio do governo federal americano para pesquisa de ponta. Então você desenvolve novas ideias, você tira o risco, você chega num protótipo, aí vem um cara, pega e faz uma empresa e em dois anos ele tá no mercado. A China falou: "OK, >> é, >> vou fazer o barato, vou fazer isso, né?" Eu, a gente contou isso semana passada, o próprio professor Beluso conta
para me contou 40 e poucos anos atrás, nos anos 80, veio uma delegação da China ver o que que tava acontecendo no Brasil, porque o Brasil tava se industrializando rapidamente. A China tava atrás do Brasil em tudo, tudo. Hoje eles estão na frente da gente em tudo. 40 anos depois. muito à frente. >> Muito à frente. Exatamente. Então, veja que curioso, nós vamos viver agora a talvez a primeira grande crise da história da humanidade, onde uma narrativa Completamente absurda criar inteligência em silic em silício, não em silicone, em silício, ah, pode levar a economia mundial
pro fundo do poço num nível nunca antes visto, entendeu? Porque os caras prometeram. Eh, isso é curioso porque o um cara, um cara que vocês conhecem bem, um tal de Jung, dizia o seguinte: "O grande drama do ser humano é dominar o seu inconsciente, as suas fantasias de poder, de violência, de crueldade." E de Certa maneira, quando quando eu li esse trecho outro dia, >> só uma coisinha, o o nosso Fábio, que trabalha aqui com a gente, que é palmeirense também, falou para avisar para você que tá 1 a 0 pro Palmeiras. Ô, graças ao
bom Deus, tem um um palmeirense que me aliviou a atenção aqui. Tá bom. É, ele mandou aqui no grupo aqui de >> Não, eu já fiz coisas do Arco da Velha com esse dia eu tava no voo, o voo per Não perde a linha do >> vou não, mas essa eu preciso contar porque essa é demais. O meu grande amigo >> eh os carolices, narrador da, né? Bom, um dia eu peguei um voo, o primeiro Dream Liner saindo de CU para Munique, no meio da madrugada, né? E tava tendo um jogo do Palmeiras e tinha
internet muito boa no avião. >> Eu pus meu fonão de ouvido. Ouv do Oscar Ulisses narrando o jogo [risadas] do Palmeiras na business class do voo Porque eu tinha um monte de milha conseguir fazer o upgrade. Meio 3 da manhã o Palmeiras faz o gol, eu dou um berro. Eu acordei, eu acordei metade [risadas] do avião. >> Aí veio moça, o senhor tá bem? O senhor tá bem? Eu falei: "Não, eu tô ótimo. Meu [risadas] meu time acabou de marcar um gol. >> Pensei que você inventar. Não, não tive uma, eu tive um pesadelo aqui,
acordei [risadas] de repente, meu. Se você a Cara dos coreanos olhando para mim, >> ninguém entendendo nada da manhã. [risadas] Tem maluco tá gritando aí, cara. >> Não, mas foi um foi um mega não, eu gritei do jeito no estádio. Não, >> não é como se tivesse lá. Eu conto essa história. Eu contei essa história para os carices. Ele falou: "Vou pôr uma medalha no peito, acordei todo o avião, >> né?" É, então muito obrigado a ele. Muito obrigado. >> Mas vamos vamos voltar então a linha aqui. >> Não, então o que eu tava falando
o que o Jung fala que é muito interessante com a Jung, né? que o o grande drama do ser humano foi conseguir dominar o seu inconsciente racionalmente, criar um uma forma de racionalmente pôr para baixo todos os atavismos, todos os arquétipos de de poder, de dominação, de violência, né, do inimigo, arquétipo do inimigo, Né, >> que vem desde da pré-história, tal. Só que aí eu comecei a pensar, meu, o que tá acontecendo no mundo atual é que uns sete ou oito caras não não conseguiram controlar isso e isso tomou conta da e como eles têm
um poder de persuasão muito grande, >> sim, >> se comunica muito bem, tem dinheiro, né? Eles começaram a convencer milhões de pessoas que a visão de mundo deles >> é inevitável na São fala isso. A inteligência artificial é inevitável. >> Ele fala isso. >> Não fala todo processando é que é parece os Borgs, lembra? >> Putz >> resistência. Resistance. Eu adorava essa parte, né? Porque aí >> coloca aí a foto do [risadas] Não, não, isso é antes do picar. Isso vem do capitão Kirk. Meu Deus, >> o o grande Leonardo Nimi, Mr. Spock, >> né?
O os borg chegavam resistancese. É. >> E o >> Você vai ser assimilado. >> É você. You are going to be assimilated. E o, e o Mr. Spock dizia: "No way, [risadas] o cara era de Volcan, né, meu? É, não, eu não consigo fazer isso. É geneticamente determinado. >> Tem uma tem uma tem uma foto do do Spock fazendo assim e o pessoal falando: "Não Brinque com Super Bonder". >> É, [risadas] não, mas tinha na na Califórnia, na Califórnia, 40 anos. Eu cheguei nos Estados Unidos, nunca tinha visto um episódio do Star Trek velho em
inglês, né? >> Ah, é porque com a voz dos caras. Então, a primeira coisa que eu fiz foi achar na antigamente não tinha YouTube, não é disso? televisão. As as no meio da Madrugada tinha os canais isso, do William Chatter e do Leonardo Nemói. É, >> né? Aí um dia meu filho que era, né, pequenininho, chega para mim: "Pai, o que você tá fazendo?" Eu tô falando, assistindo Star Trek. Ele olha para mim, you are sick. [risadas] 3 da manhã, né? Tr >> só para poder ouvir os caras. Não, eu gostava demais. >> Não, eu
adorava. Mas enfim, >> se eh o que que aconteceu? Os caras Criaram, tiraram da cabeça deles essa fantasia dessa pirâmide, né, que chama nos Estados Unidos, chama Ponzi Pon >> esquema PK foi o cara que que originou essa ideia, né? >> Ó lá, >> esse esse mesmo. Esses são os borgs. É. >> Ah, só que o não tem nem comparação, né? K não. Capitão Kirk é imbatível, né? Ele ia, ele ia eh lutar com os com os com os eh com os aliens na porrada, né? >> Na mão. >> Os cara tinha um laser fez,
cara na porrada mesmo. >> Não, mas eu [risadas] pass eu pensava isso, meu. Você chega do outro lado do universo, você entra numa nova galáxia, cai num planeta alienígena e você sai na mão com os caras. [risadas] >> Na mão com cara >> e aquelas lutas mal feita, né? >> Não. E era e era sensacional porque era no meio da Guerra Fria, certo? >> Verdade. >> O Leonard Moy é descendente russo. >> Ah, é? >> É. A família dele é russa e o o tinha o Mr. Sulo, né? Então era quase que uma Tekov. O
Tekov era o russo do do o piloto copiloto, né? >> Então você tinha quase que uma uma ONU ali, né? E foi feito de propósito. >> Foi feito de propósito. >> Foi o primeiro beijo interracial da televisão, né? >> Exato. Não, foi um choque nos Estados Unidos foi, né? Mas foi chocante, né? Eles nunca tinham vindo no carnaval no Brasil, então não tinha menor ideia. [risadas] Mas e veja, tudo que a gente viu nos anos 60 de eh bad science fiction tá acontecendo agora. >> É, >> esses caras assistiram esses filmes, eu imagino isso, né?
>> Claro, claro. Ficou no inconsciente. >> Isso ficou no inconsciente deles e eles falaram: "Não, eu quero ser imperador do mundo, eu quero, né, o Samman não?" E o Peter Ti botou o nome da empresa dele da Palantier, que é do Senhor dos Anéis, né? An, >> que é aquela aquela esfera mágica lá que, >> né? É, é. Não, e o >> com certeza eles ficam vendo essas, >> eles ficam vendo esses baratos. Esse barato internaliza, >> claro, >> e faz com que essas essas eh arquétipos mesmo, né, essas visões de dominação de de alfa
monkey, né, saem para fora e como eles têm muito dinheiro e tem muita, né, a gente conversou isso a semana passada, a Open AI no último trimestre perdeu 14 bilhões. Que startup no mundo perde 14 bilhões em 3 meses e continua funcionando? E ele foi questionado por um investidor da Open Sim. >> Sobre esse número que ele tinha o planejamento de investir 1.4 trilhão. Isso. >> E aí o investidor perguntou para ele, mas como que você vai 21.4 trilhão se você teve 14? Aí ele não, ele não respondeu, ele atacou o investor. >> Ele atacou,
ele falou: "Ó, se você quiser vender suas ações, eu compro de você as suas ações." Porque, ou seja, eles jogam com esse barato nos Estados Unidos que se perpetuou no mundo, né? Que se você é um é esse cara, né, carismático, fala bem, eh, você vai capaz de fazer qualquer coisa, >> é, >> você é capaz de desafiar as leis da física. E eles não pensaram, eu acho que o termo correto é, né, as externalidades, né, do Sim, >> de que você construir data centers pelos Estados Unidos, você precisa 10 vezes 30 vezes o a
quantidade de energia do grid Americano atual, >> água para refrigerar. A última vez água também, água potável, a propósito, tá? Tem que ser potável porque senão você pode destruir a GPU. É, é. Não é, não é água do qualquer água não. Por isso que tá causando maior, >> o maior foala nos Estados Unidos, né? Para você ter uma ideia, até 2030 e poucos, 2035, os Estados Unidos precisaria pôr uma Califórnia de produção de energia a mais no grid Americano, que é para >> caindo os pedaços para suportar os data centers que eles estão planejando. >>
Não tem como. É, é, é literalmente impossível, tá? Só que falar é fácil, né? Eh, você cria essas fantasias, você os americanos não, >> vamos até não sei que anos criar mais não sei quanto data cent fala como, né? >> É bom. Você fala na TV que você precisa de 10 GW. Ninguém entende nada do que você tá falando, não tem, ninguém tem a Menor noção. E coisas e são e coisas que assim, um investimento monstruoso que não vai dar retorno, né? >> É o Ri, né? Não tem o retorno do investimento, né? E outra
coisa, esse é >> por que tanta gente investe? Ah, porque >> sabendo que não, >> cara, eu tava lendo um um artigo do engraçado, o Peter tá em todas. Esse cara, o Michael Green, é um gestor de de um fundo chama Simplify Asset Management. Ele, depois eu vi o artigo Dele, ele foi gestor do tio Macr, que era do Peter >> que era a empresa dele, >> que fazia a gestão do capital do do Peter Till da Palantir. Eh, e nesse artigo dele, que eu acho interessante, na década de 90, meados da década de 90,
eh no mercado financeiro como um todo, eh, 80 85% da gestão era ativa. É o que o no mercado chama de stock pickers, né? O cara escolhe, analisa as ações e tal. hoje já tá em 55% de todo o dinheiro que circula no mercado financeiro é de uma gestão passiva. >> E aí o professor vai entender o raciocínio dele lá que eu eu li, e vi as formas e faz muito sentido. Ele tá falando que vai existir um momento que se chegar próximo de 80% for de gestão passiva, o mercado eh vai deixar de existir.
>> Sim, >> porque tem vários problemas aí, tem vários conhecimentos aí, inclusive que a gente tava comentando de demografia, né? Porque a gestão passiva, que que é gestão passiva? Você vai lá e depositou R 1 milhão deais. Esse R 1 milhão deais vai numa ITF, num fundo de índice do Standup 500 e eles compram exatamente a composição da carteira do Stando Pos 500. É uma gestão passiva, o cara não fica escolhendo ações, ele vai. Aqui no Brasil também tem isso com com índice Bovespa. >> Então ele tá dizendo que já passou de 55% que é
de gestão passiva. Então o dinheiro entrou, compra. O dinheiro entrou compra. Então ele falou, quando chegar próximo de 80% o mercado não vai funcionar, porque na gestão passiva você precisa dar contraparte de um alguém fazendo uma compra ativa. Então ele não pode ter um vendedor passivo do outro lado, ele tem que ter um vendedor ativo para senão você não acha comprador, né? Se você tiver só gestão passiva. E aí ele tava mostrando que além de tudo isso, o que ajuda a inflar a bolha de internet, de inteligência artificial é justamente essa parte da gestão passiva,
porque ele provou lá com isso, é, na realidade o mercado sabe disso, tá? O impacto que existe no preço das ações depende muito do da do que ela representa no índice por 500, esse estudo ele fez lá nos Estados Unidos e da volatilidade dessa ação. Então ele Tem uma fórmula lá que o impacto é igual a volatilidade da ação em relação ao mercado vezes a raiz quadrada da quantidade sobre o volume total negociado. E ele provou que a vanguard ela movimenta quase um só esse fundo >> no total ele movimenta mais de 1 bilhão por
dia no stand por 500. >> Então toda vez que ele faz um aporte por dia de 1 bilhão, Esse 1 bilhão pra ação mais valorizada, acho que ele fez isso em setembro, outubro, era na época era a época, hoje é a Nvidia, né? A ação que tem a maior representatividade, >> dois PIBs do Brasil. É no stand up 500 >> é 4 trilhões. >> Então ele falou de cada 1 bilhão que entra 70 milhões vai para na época Apple e aí ele pega a última lá das 500 vai 100.000 pra pra última. Então a primeira
e a a última 500 é 700 vezes mais que Vai pra empresa maior. Só que quando ele ele que ele fala que a liquidez na realidade depende da ordem e do volume da ordem sobre a em relação à volatilidade da ação. >> Sim. Mas aí você matou >> que ele fala que tem um impacto muito grande. Eh, e aí ele provou ao longo do ano que toda vez que entra, mesmo de forma passiva, ele impulsiona essa ação maior 23 vezes mais do que a menor. Então, Além de tudo, qual que é o raciocínio? É um
dinheiro que tá entrando no passivo, que tá ajudando a infrar a bolha das sete magníficas. >> Mas aí você matou o a o raciocínio do porque esses caras ficam prometendo o infinito e o impossível. é para aumentar o valuation das empresas e para se transformar na empresa que tá no topo dessa lista. >> Todo mundo todo mundo querendo escalar. >> Então, quando eu conversei com um >> vocês falam da sete, quem são? >> É, não, as as Feb Seven, elas dominam, varia a estimativa. Tem gente que fala que as as FEB S, né, >> dominam
de 25 a 45% no mercado de ações de Nova York, >> tá? Quando eu conversei com um dos caras venture capitalists lá em Nova York há anos atrás, ele me falou: "Olha, ninguém sabe o que tá acontecendo no mercado porque são supercutadores batalhando um contra o outro". Esses fundos Fidelity, Vangard, todos esses caras, eles têm, né, supercutadores definindo estratégias e segundo a segundo. E o que que isso faz? Isso gera a razão pela qual a narrativa de dizer que você vai criar uma inteligência geral que vai suplantar o ser humano. Por isso que eu se
falar isso pra empresa dele quando ele fizer o IPO valer 170 bilhões do nada, sem ter produto, sem ter nada, né? Então, só que Tem um outro lado, esse é o lado econômico, financeiro, mas tem o lado do ser humano. O que isso tá fazendo com a cabeça, com o cérebro das pessoas, tá? Então tem pessoas nos Estados Unidos, chama-se síndrome do chatt elas falam com você como se elas tivessem falando com o chatpt, como se elas estivesse escrevendo um prompt, tá? >> Dá um exemplo, >> não a línguaajar, o inglês, o inglês que elas
falam, porque >> é, não, ele tá sendo comprimido, né? Porque quando você digita lá o prompt, você tem uma estratégia, tem uma técnica, né? >> E e tem engenheiros de prompt >> é >> eu tinha um aluno meu no último no, né, quando saiu o chat pt que falou para mim que ele ia largar neurociência, ele eu falei: "Mã, o que você vai fazer? do PhD. Obrigado. Que que você vai fazer? Ele falou: "Não, você é engenheiro de Prompt". Falei: "Não, não é possível que tem uma profissão chamada E tem. E tem e tem tá
gerando, táando." Então, o que que tá acontecendo? O cérebro humano tá sendo impactado pela fantasia dessas narrativas, porque ele tá influenciando as decisões das pessoas, tá influenciando como você pensa, como você calcula. >> Tem gente já muito dependente do CHGPT, >> não? para tudo, tem gente fazendo análise, tem gente que se trata, >> dependendo do de uma forma assim, o cara não consegue mais começar um texto sem sem se basear no chat GPT. Não. E teve um estudo recente mostrou que que o no MIT, eu até cito ele toda vez, porque é o primeiro grande
estudo que mostra as pessoas que usaram, os alunos que usaram chatt e não conseguiam lembrar uma frase. Eles eles não é que o chatpt deu o texto inteiro, eles usaram o chatpt para, né, ao término, quando comparado com quem Escreveu a redação da sua própria cabeça, >> eles não lembravam o que o que >> 30 minutos depois eles não lembravam de uma única frase. Não tem o processo mental, não tem nada. >> Aí não, mas o pior de tudo é que esses caras mediram a atividade cerebral desses meninos que usar chat, >> chatt, Google e
um grupo controle que era da cabeça deles. >> O pessoal do grupo do chattinha 54% Menos interação de áreas corticais. >> Sim. >> Tá. E e os estudos estão saindo um atrás do outro. Agora acabou de sair um estudo mostrando as vantagens de você escrever a mão. >> É >> o outro estudo. As vantagens de você pegar um livro e ler um romance. Eu não, eu não sabia disso. Eu imaginava que o resultado era possível, mas eu nunca tinha isso. Fente no Kindle e na, e no Físico. >> É. Então o o que saiu agora
é que quando você lê um romance, >> se uma história de aventura, vamos dizer assim, >> o seu córtex motor começa ser ativado em paralelo a o que você tá lendo, o cara escapando do monstro, >> o cara subindo no avião para voar, o cara, sei lá, >> o seu córtex, você tá lendo, né, visualmente essa informação, imaginando >> e o seu cortex motor começa a ativar como se você tivesse correndo, ou seja, você tá de certa maneira >> dando experiências novas tá tenda, não, tá tendo uma ativação global do seu CTEX, tá? E o
que é curioso é que os caras estão começando a analisar os meninos que que saem da engenharia, saem e vão direto pro mercado financeiro e viram autôm, né? Porque eles eles não têm poder de decisão com nada, >> eles estão simplesmente seguindo regras Que já estão pré-definidas. >> É como o Deira, né? Nós estamos falando >> jornada das Estrelas, né? >> Qual data? O data, é a gente lá chamadeira, mas ah ele sonhava em ter emoções, ele sonhava em poder sentir tristeza, felicidade, ódio, né, que é o que é o Pinóquio, né? >> É, mas
é igualzinho, se você for ler, é igualzinho. Quando você lê a Ilíada ou a Odisseia de Homero, dos gregos, de 1700 anos antes de Cristo, na guerra de Troia, por que que os deuses vinham pra Terra? Porque ser imortal era uma chatice, fadonho. >> Você queria sentir o que os mortais sentiam, >> entendeu? Então essa fantasia de imortalidade, de poder infinito, de riqueza infinita, >> super força, super. Então, mas isso tá conosco desde da pré-história. >> É >> só que agora se você tá no lugar certo Com um botão que se você apertar você consegue
mover bilhões de dólares numa fantasia, você influencia a mente das pessoas nesse instante, tá? E e o que tá acontecendo no limite e daqui a 20, 30 anos, você pode ter gente que não sabe fazer nenhuma operação aritmética. >> Mas é, >> já tá começando, >> já já tem isso, né? Só, só pegando esse exemplo que o Nicolas deu, eu lembrei de de uma pesquisa, eh, acho que o Professor deve conhecer, eles sempre fazem aquela pesquisa porque que lá no Japão eh existe um uma longevidade maior, né? Ah, é porque come, só come legumes, só
come peixe. Tem vários estudos. Tem pesquisadores que chegou, chegaram à conclusão que não tem nada a ver com a alimentação. Obviamente é uma alimentação mais saudável, mas a longevidade do povo japonês é porque eles têm o costume de mesmo depois de aposentado, eles continuam escrevendo a Mão que vai de encontro com o que falou. >> E eles têm mais uma grande vantagem porque eles não não é o nosso alfabeto aqui, né? É ideogramas, pictogramas. Então, além da da da função motora >> que ativa no cérebro, então ele tá escrevendo, ah, fui passear na montanha, como
se ele tivesse realmente na montanha. E outra, e a capacidade de identificar o ideograma, >> porque são >> porque são dezenos que representam Palavras, né? >> Milhares, >> dezenas de milhares, >> dezenas de milhares. >> É um um erudito e japonês ou chinês, que é é origem a mesma, né? é >> um erudito chinês, um scholar, vai, um professor de literatura eh chinesa, vamos supor, ele ele identifica 30, 50.000 pictogramas. Para você ler o jornal, você precisa saber por volta de 3 a 5.000. >> Nossa. >> Então, a a sua memória visual, né? Eh, e
outra coisa, quando a gente a gente acabou de publicar um trabalho enorme em dezembro do estudo que a gente fez na China, usando o protocolo que a gente desenvolveu pra Copa do Mundo aqui de reabilitação de pacientes com lesão medular, né? Nós reproduzimos eh num dos maiores hospitais de Pequim eh da China, em Pequim, o Hospital Chan, que é o Hospital do cérebro. Qual que é a conclusão? Os pacientes voltaram a andar, tem metade dos pacientes conseguiram reganhar autonomia depois de 9 meses treinando com o protocolo, tudo não invasivo, né? Primeira conclusão do do trabalho,
o movimento corpóreo é um dos fatores mais essenciais paraa manutenção da saúde mental, porque nós tínhamos um grupo de pessoas que nos movia por 20 anos. É, >> nós tínhamos pacientes com 20, 25 anos, Né? Uma das pacientes de 20 anos se recuperou, ela voltou a ter a possibilidade de andar com com órtese, né, e com apoio daqueles carrinhos. Hum. >> Aí a gente olha no olhou no cérebro desses pacientes com com lesão medular de muitos anos, o a atrofia que tinha sido produzida pela lesão, por falta de movimento, se reverteu. Ou seja, você, como
nós somos, o nosso cérebro é da pré-história e na pré-história você tinha que se virar, Você tinha que caminhar, você tinha que correr, você tinha que escapar do tigre dentro de sabre, tinha que, né, achar comida o dia inteiro. O nosso cérebro ele ele foi moldado pelo tipo de dinâmica corporal que nós tínhamos na pré-história. Só que agora nós passamos boa parte do nosso da nossa vida eh parados, sedentários, né? E isso começou a afetar e começou a a induzir distúrbios como atrofia cortical, que é o que aparece no Alzheimer, no Parkinson, nas demências, né?
E o que nós vimos é que é reversível. E o que que era que esses pacientes faziam? Eles usavam uma interface cbom máquina não invasiva para imaginar movimentos que eram reproduzidos ou em realidade virtual ou num exesqueleto artificial, >> né? E com isso, fazendo isso todo dia, uma hora por dia, durante 9 meses, a gente conseguiu eh reabilitá-los, né? Só que talvez a conclusão mais importante Do estudo é que quando você tem uma lesão medular, você acelera o processo de envelhecimento do cérebro, o cérebro começa a envelhecer mais rápido, >> perder neurônios. >> É, você
começa, exatamente, você começa a atrofiar, o volume, a espessura do córtex começa a diminuir, >> atrofia, >> atrofia em áreas, por exemplo, como o o lobo temporal, >> tá? que são áreas importantes pra Memória, pra aquisição de memórias, processamento pneumônico. Bom, o o que que a gente descobriu que o uso dessa interface acer máquina pode diminuir a velocidade desse envelhecimento ou reverter esse essa atrofia, né? Então, à medida que nós vamos envelhecendo, você vai ficando cada vez mais imóvel, né? Eh, na cultura ocidental, pelo menos, né? Eh, você vai na China, no Japão, principalmente na
China, 5 da manhã, a praça tá cheia de Gente fazendo taituan e os os idosos, né, se relacionando >> com os vizinhos, né, é uma coisa quase que em qualquer lugar que você vai, você vê. E o que acontece, o pessoal >> você vê isso em Nova York também >> é agora, né? Porque os >> Não, não, o a colônia japonesa >> oriental passando lá e cara, maió bonito láinho lá. Mas você vê, olha, você vai numa praça em Pequim, você tá vendo milhares de Pessoas fazendo isso e é espontâneo, não é algo >> uma
coisa forçada, >> não. Não. Então o movimento corpóreo >> é fundamental pra sua saúde mental, tá? >> E o que que nós estamos fazendo? Nós estamos criando toda uma civilização imobilizada, imóvel, >> né? >> A tecnologia fazendo de tudo. É tecnologia, >> tecnologia te ajudando a não se movimentar, >> cada vez mais. E aí o que acontece? Antigamente a gente tinha que, você lembra, a gente tinha que trocar o canal da televisão. [risadas] Se >> eu era o controle remoto do meu pai, >> filho. Coloca na Globo. Tá. >> Não. E o mais divertido é
quando apareceu o primeiro controle remoto. >> Não, não, sem cabo. O controle, >> mas tinha um com cabo, lembra? >> Não, tinha um com cabo. Mas eu me lembro até hoje quando a televisão A chegou no Brasil, né, meu? Foi um a foi um negóci. >> Não, antes disso tinha aquela televisão que tinha aquela casa, em casa tinha aquela telefunk. >> A telefunk foi essa mesmo, né? >> Vocês lembram daquela, daquela tela que colocava na frente que era azuis? embaixo degradê aí era aí [risadas] >> para fingir que era pr exato. Era >> eu nunca
entendia que >> só funciona se for um um céu de fund >> não, mas bom você deve lembrar da antena que você põe o bombril em cima para melhorar, né? Bom, eu sou da época que você ia para Santos, não pegava nenhum canal em Santos, >> você só viu o rádio, >> você passava dois meses de féria de verão sem poder ver um jogo de futebol na televisão e só o cara narrando. Então eu adquiri o hábito e o e o Oscar Lisco, meu amigo, né, que é um dos maiores Narradores do Brasil, eu sei,
eu ia na cabine com Oscar Alice durante um período aqui, né, que uns 15 anos atrás, eu ia e ficava lá, só que de repente ele falou: "Não, agora você vai ser meu comentarista científico do jogo, né, no meio da narração." Um dia eu tô lá Palmeiras e São Paulo, fazem uma falta uns 5 m da entrada da área. O Oscar e aí Miguel pênalti claríssimo. [risadas] Me tiraram da narração. Jogo não Aparecido. >> Ele é cientista, mas também é torcedor. A gente esqueceu desse [risadas] detalhe. >> Fo o ponto alto da minha carreira científica
foi esse, dar o parecer científico, né? Aí tinha um escanteio pro Palmeiras Ocar. E aí, o que que você acha? Escanteio perigosíssimo. [risadas] Pro Palmeiras, né? >> Mas enfim. A gente o que eu o que eu tô vendo nessa nessa bolha que tá é a mudança do discurso, porque os caras estão ficando apavorado também, os caras estão estão vendo, por exemplo, semana passada o Jeff Bezos vai num encontro de tecnologia lá e fala o seguinte: "Ah, não, esse negócio de ter o seu laptop é é demoder, passou. Vocês vão ter o seu laptop na nuvem,
na minha nuvem. >> Vocês vão pagar por minuto para para usar o seu laptop na nuvem da Amazon. Imagina escrever um e-mail para navegar na web, você não vai ter o seu hardware. Eles não querem que você tenha o hardware mais. Por quê? Porque as memórias, os chips de memórias estão desaparecendo. >> Eles estão tendo que usar o chips de memórias no data centers, né? >> As empresas estão produzindo memória, não estão conseguindo dar conta >> de gerar chips de memória pro seu laptop da Windows, da Apple, sei lá, da IBM. A Dell a Dell
tava com não tava conseguindo ter chip para para pôr, né? Então o que que eles já estão pensando? nesse >> na estratégia de extrair mais dinheiro, quer dizer, e amassar um pouco mais o consumidor para você não ter mais uma máquina que custa, um preço caiu muito, né? Os laptops hoje são acessíveis, né? >> Não, você vai pagar por minuto de uso na nuvem. >> Como era música, você tinha o seu CD e o seu LP, agora você tem que pagar um serviço, tem que pagar um serviço, né? >> Que de nuvem não tem nada,
né? Tudo músico, né? Tem, é tudo exato, né? E tem outra, né? Os músicos estão em pé de guerra nos Estados Unidos porque a o Spotify tinha permitido música de AI, né, feita por AI, não? Um número absurdo de músicas começaram a ser consumidas >> e caiu >> o o o faturamento dos artistas reais Reais. Então, >> qual é o ponto? >> É isso que eu sempre falo. As pessoas falam: "Não, mas você fala, você trabalha com ciência, trabalha com tecnologia, por que você critica esse barato?" Porque na realidade a estatística da inteligência artificial todos
nós usamos. Tudo bem, não tem problema nenhum, ajuda, é muito importante, tal. Não é esse, é a Ideologia dos proponentes da IAI que me que que me causa eh grandes preocupações, porque é uma ideologia de dominação e controle. >> Sim. >> Falar em dominação e controle >> 100% do e 100% do valor do do Porque o grande problema do capitalismo é essa importância que vai saindo do trabalho indo pro capital, né? E eu acho que a inteligência artificial ele eles estão levando isso pro limite de tanto que Eles falam que não vai mais existir trabalho,
né? Ou seja, 100% do valor vai estar no capital. >> É. E as pessoas trabalho a gente vai precisar mais. >> E as pessoas não param para analisar historicamente a importância do trabalho. Não é a gente, né? A gente fala de trabalho, todo mundo fala: "Ô, não quero trabalhar, eu quero viver de pé pro ar". Você não dura 10 anos. >> Pois é. >> Se você ficar de pé pro ar, cara, >> não. Ficar arranjando coisa para fazer. As pessoas aposentam e começam a ter decaimento cognitivo, começa a ter toda sorte de problema. E o
trabalho, >> a noção do trabalho não é para você produzir para alguém ganhar uma fortuna e você ser receber uma merreca, entendeu? >> É o quê? É ter uma atividade cerebral, >> é ter é ter um propósito. As pessoas perguntam, >> é resolver problema. >> É, não, as pessoas perguntam para mim, não, você é neurocientista, qual é o significado da vida, né? Eu f [ __ ] Nossa, >> aí eu falo, eu falo o seguinte, veja, o signáo da vida é viver, >> é, >> é criar o seu propósito, é criar a sua a sua,
né? Você pode até não chegar lá, mas o o a busca pelo seu propósito de vida é o que faz você viver até os 80, 100, né? Porque você tem algo para olhar pro dia de amanhã. Então, quando os caras ameaçam acabar com o trabalho, não é só acabar com a fonte de renda, não é acabar só com o valor pecuniário da da venda do poder produtivo do ser humano, é literalmente sufocar a sua perspectiva de vida, porque nem todo mundo trabalha porque precisa >> o futuro, >> não é o futuro do >> o, lembra
lá daquele a animação do do Robozinho ass >> que o sero tem robô para fazer tudo e os caras vivem Só se comendo. >> Mas, mas aconteceu no Japão. As casas de pessoas de idosas que não tem familiares que vão para casas de repouso. O o Japão é o país que mais investe per capita em robótica, tá? >> É, começaram a por enfermeiras robóticas nos quartos e na nas residências dos idosos. Os idosos entraram em revolta. Não, não quer eu não quero uma enfermeira robô, eu quero um ser humano. >> Claro. >> Eu quero conversar
com a enfermeira. estavam relacionando só pegando esse gancho porque o eh o Japão em termos per capital é onde tem mais >> robótica e também é o país que tem o maior índice de suicídio. >> Isso do mundo. >> Então tem e já tem pesquisa fazer ligação. >> Quando teve a crise lá da tsunami da usina nuclear, lembra? >> O Japão jogou todos os robôs que eles tinham no começo para tentar desativar o reator. Sobrou um. Não conseguiram nenhum dos bilhões de que foram investidos de robôs não. Eles eram destruídos pela radiação. Sabe quem salvou?
>> Ser humano? >> Foram técnicos que entraram. Exatamente. Foram, vários Morreram >> que entraram e desativaram o barato porque o robô não fez o o que era suposto para fazer. Não tinha um um robô capaz de eh resistir à radiação. >> Caramba. Então, a a questão que ninguém analisa nessa nessa área de EAI, eu não vejo nem aqui, nem nos Estados Unidos, em lugar nenhum, é a questão humana, literalmente, porque todo mundo acha que tecnologia é sempre positivo. >> É, >> né? Todo mundo equaciona novas tecnologias com progresso. E o progresso, você não pode dizer
não pro progresso >> é vai voltar, você tem que ir para sempre paraa frente. >> Isso é, mas por quê? Nós abandonamos várias coisas da pré-história que nos fizeram chegar aqui. >> É, >> que nos fizeram, né, gente? Coletor e Caçador para se fixar e agricultura. >> Tem estudos neurofisiológicos não aparecendo em tudo que é lugar. Eh, de que o contato com a natureza, que era absolutamente total na pré-história, >> é fundamental paraa nossa saúde mental também. Claro, >> existem árvores, plantas que liberam químicos que o nosso, >> o fato de você não andar com
pé descalço faz uma diferença absurda, né? >> Quando você vê o mar, né? Teve um estudo Que saiu no meio da pandemia, eu até tava aqui em São Paulo, decidi fazer o meu lockdown em Santos, porque eu vi, li o estudo os caras mostrando o que era a sua a pressão arterial. Só de você olhar o mar toda manhã, não. Você não entrar, só de você abrir a janela e ver o mar e ouvir, a calma, te dá uma sensação de uma conexão, né? Então, e psicológica, cognitiva, né? Então, a questão não é você ser
contra o progresso, ser contra a tecnologia, não é nada disso. É que Ninguém para para ninguém tá parando para medir no como se fosse um economista mesmo. >> É, a gente simplesmente aceita, né? É, é, é tecnologia, é progresso, então deve ser bom. E não é, né? >> As pessoas não estão parando para medir o impacto humano >> de um futuro que não é inevitável. É o futuro dos caras para ganhar uma fortuna. O Samtim fala que é inevitável porque ele quer ganhar uma grana, >> mas não é inevitável de forma alguma. >> Mas eu
quero saber então do Cobori essa parte de geopolítica, essa parte global, né? Como tá essa corrida? A gente vê quero Groenlândia, quero o Canadá, que quero o Venezuela e e aí você vê o que tem lá, né? são terras raras, é água. Qual que é a corrida tá sendo pelo que hoje em dia? O que que tá movimentando o cenário mundial? >> É porque é e junta todo tudo isso que a gente tá falando é uma coisa só quando Você começa a ligar os pontos, né? Então o que que é a corrida geopolítica? É uma
corrida imperialista, né? Principalmente do sistema imperialista americano, né? Atualmente >> sempre foi assim na história, né? Mas desde a revolução industrial, que aí foi a primeira revolução industrial foi na na no na Inglaterra, >> eh que existiu o imperialismo, né? o imperialismo, da forma que a gente conhece, eh, chegou ao mundo. Eh, e o Imperialismo desde o início tá ligado com as corporações, com as grandes corporações. O imperialismo surgiu com o Império Britânico, com a Companhia Britânica das Índias Orientais, Companhia Holandesa das Índias Orientais, que era explorar uma grande corporação com ajuda do estado, né,
explorar outros territórios, outros que eram uma forma da revolução industrial na Inglaterra de você buscar novos mercados, porque o seu mercado já não Era suficiente. É. entra nesse nessa discussão que a gente fala da superprodução, né? Eu preciso ir para outros territórios, explorar e aí veio o imperialismo e o colonialismo, né? Mas sempre por trás disso esteve os interesses econômicos das grandes corporações no grande capital, de uma elite, uma classe dominante que sempre existiu e continua existindo hoje muito mais, né? Eh, de lá para cá, na realidade, a gente só aumentou a o nível De
concentração de riqueza. Teve alguns períodos em que, principalmente depois do do pós-guerra, né, o que que causou a Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, foi uma guerra do capitalismo, né, do da superprodução, sem ter como ter a realização. O que deflagou a Primeira Guerra Mundial foi isso. Depois a Segunda Guerra Mundial foi a mesma coisa, grandes potências, eh, tentando tomar, né, outros territórios através do colonialismo. E teve essa essa fase que Eu até comentei com Nicoles que veio, né, até ali sobre a batuta do do Keires, né, que foi o acordo de Bretton Woods, eh,
e que se estabeleceram, foi a única fase do capitalismo que ficou muito parecido, que eles chamam hoje de socialdemocracia, de que o estado ia prover, pegar parte dessa riqueza e prover bem-estar social, >> eh, para, pra civilização toda. E aí, mas veio o Nixon padrão ouro, acabou a convertibilidade do dólar em ouro, veio As a queda da União Soviética, ascensão eh do neoliberalismo, né, a revolução neoliberal. Eh, e aí ali a história começou a mudar, né, começou a mudar porque do lado do sistema imperialista britânico, agora achando que tava sozinho, né, o Francisco Fukoyama, o
fim da história, né, o capitalis venceu. >> Esse quebrou a cara, né? >> Eles quebrou a cara. >> Nossa Senhora. E aí, eh, com a ascensão do neoliberalismo, o sistema imperição Americano capturou boa parte do mundo desenvolvido para seguir as suas regras, que é o consenso de Washington. Quem não seguiu, que foi a China, foi a Coreia do Sul, por interesses geopolíticos, que os Estados Unidos tinha interesse que a Coreia do Sul fosse uma potência econômica para fazer frente à ascensão da China. Mas a China não seguiu, tá naquele livro da Isabela Weber, né? Como
a China escapou da terapia de choque. Terapia de choque é o consenso de hoje, Então o neoliberalismo. E aí de lá a história começou a mudar, porque a China, como disse o professor, veio inclusive na década de 80 no Brasil aprender como se industrializa um país. >> Entender Braer, cara, >> eles vieram visitaram Itaipu para saber como é que construiu uma hidrelétrica daquela tamanho. >> Aí eles têm o Treegard, né? É a maior hidrelétrica do mundo. >> Aí o que eu brinco assim, eles vieram e Aprenderam. >> É, >> [ __ ] e seguiram. A
gente pegou tudo que a gente aprendeu e jogou no lixo para seguir os Estados Unidos, seguir o modelo neoliberal. Abrimos nosso mercado, livre mercado, livre fluxo de capitais, né? Eh, austeridade fiscal, né? >> Teto de gasto, >> teto de gasto, arcabolso. Agora, porque que que é sempre brinco, que que é o Discurso da austeridade fiscal? Ninguém tá dizendo que você tem que gastar dinheiro igual um louco. A gente tem que dizer o seguinte, eh, você tem que gastar bem. >> É, >> o problema é quem gasta mal, a gente gasta mal. Que que é gastar
bem? é investimento público em ciência, em >> infraestrutura, >> infraestrutura, em em coisas que a gente julga que são improdutivas so ponto de Vista capitalista, que é saúde, educação. O capitalismo acha isso improdutivo. Isso aí e e cobor o que o o ponto que eu sempre toco, né, quando eu vou pra China, em 40 anos, desde que os caras vieram pro Brasil, os caras tiraram 700 milhões de pessoas da miséria. >> 700 milhões. >> 700 milhões. São dois Estados Unidos. É. E aí quando eu pergunto, né, como que foi, né? Porque é um negócio, é,
os Caras falam, é, >> os Estados Unidos eles pensam a cada três meses, >> nós pensamos 50 anos, os caras definem o que eles vão fazer e fazem, né? Então isso todo mundo ria. Quando eu era criança, todo mundo ria dos planos quintenais, lembra disso? >> Hoje os caras, todos os analistas de mercado do mundo inteiro olham pro que tá no plano quinquen o próximo da China, que acabou de fechar em dezembro agora Para ver >> que estão is que estão chegando hoje, cara. O dengin fez isso aí lá em 79. >> É 79 ele
já estava imaginando como eles estaria em 2025 que fechou agora. Senzin era uma era uma vila de pescadores, tá? na na quer dizer, o cara chegou lá, vou fazer o primeiro a primeira transformação do país na na bacia, né, que do que eles têm lá do de Guanz. Eh, era uma era uma vila de pescadores, virou a primeira zona de livre comércio. 40 anos depois, hoje você vai em Senin, você não acredita que você tá no É uma coisa fora do do esquadro, né? todas as grandes empresas de eletrônica, todas as empresas digitais, todas as
grandes, né? E eles vão criar outras agora, eles vão criar outras dessas, porque o experimento, eles esperaram 40 anos para para ver que o experimento funcionou, tá? >> E aí você vê o ranking da que saiu h algumas semanas das 10 mais citadas Universidades do mundo. Antigamente eram 10 universidades americanas até 5, 6 anos atrás. Esse ano aqui foram oito chinesas. Só tem a Harvard, o MIT e a Harvard número três. Quase se mataram, quase pularam da ponte lá na Harvard, né? Porque caíram pro número três. E a universidade que tá no número um é
de Hanzo, tá? Não é nem PKIN University, não é, é uma universidade menos tradicional, mas que investiu, né, na Produção de ciência de alto nível. Então esse é o aspecto. E ah, quando o Keis, eu tava lendo o livro do Kees, que o professor Belo me há muitos anos atrás me recomendou, né? O cara fala claramente lá, a ciência econômica é uma ciência que vem das humanidades, das ciências humanas. É, >> ela existe, né, para promover o bem-estar humano. Ela não existe para transformar tudo em commodity ou, >> né, o o começo do declínio americano,
>> na minha opinião, e eu peguei isso a minha vida inteira, porque eu cheguei lá bem no pico do começo desse barato, é quando eles começaram a criar esses derivativos de tudo. Então, antigamente você pediu um empréstimo para comprar sua casa, o banco te dava o dinheiro, né? E ele basicamente recebia seus juros e talvez fizesse outros empréstimos, tal. Não, de repente a sua casa começou a fazer parte ou sua hipoteca, né? Começou a fazer parte de instrumentos Que as pessoas não conseguiam nem entender. Quando, né, quando explode em 2007, 2008, tinha gente em Wall
Street que não entendia o que essas derivativas significavam, >> né? e começaram a usar as hipotecas da parte mais humilde da população, >> né, que tinha o maior risco de a pessoa não poder pagar a casa. E essas pessoas foram induzidas a dizer que elas podiam comprar outra casa ou comprar mais duas casas como investimento. >> É. >> E de repente colapsou tudo, né? >> Colapsou. E o cara que apostou contra isso foi o Michael Burray, né, que fez os bancos criarem os CDSs, né, que é o Cred Swap, é o cara que tá apostando
agora contra >> que tá na televisão toda hora. Ele tá falando que a coisa vai despencar, >> ele já tá apostado, ele já tá vendo, >> ele pôs uma fortuna, né? E ele até fechou o fundo dele, >> né? Porque ele ele falou que não tinha mais sentido ele ter um fundo do no mercado de ações, porque ele acha que tudo vai derreter, né? Então, eh, e tem um filme, né, teve um documentário, né, Shore. É o The Big Short. Short, >> grande aposta. É. Então, e tudo isso vem da onde? Tudo que nós estamos
falando daqui a 1 hora, 1 hora e meia, tal, vem daqui. São todas criações da mente humana, são todas abstrações que se transformam em coisas maiores do que a Própria vida. Você falou, eu sei que você já falou aqui eh sobre isso, mas é legal porque tem gente assistindo aqui o programa pela primeira vez sobre esse assunto, esse lance desse nome, por que que foi escolhido inteligência artificial? Se como você diz, não é nem [risadas] inteligente não. >> Esse é meu livro que eu tô escrevendo agora. >> Exatamente. E não é artificial. >> É o
o John McCart, que é o criador desse Nome, era um pesquisador e ele já tinha ele tinha criado vários termos para essa área, né? cálculos automáticos, tem uma série e nada deu certo. Eu não tinha conseguido um tstão do >> quem é que vai investir em cálculos >> não, cálculos automáticos. Meu Deus me livre. E ele tava tentando o Departamento de Defesa, o Pentágono, pagar pela conferência, >> que foi a conferência original, né, que deu origem a ao à área. E ele tentou com Esse cálculos automáticos, outros nomes lá, saí e de repente ele teve
o estalo, né, e falou: "Não, vou chamar de inteligência artificial meu, foi na hora. >> Na hora mudou". na hora mudou o perfil. Eu até conto essa história. Eu pus no meu livro de neurociência a uma fotografia da capa do New York Times 1958, logo depois da conferência de Dartm, uns dois anos depois. Tá assim: "Marinha Espera para as próximas semanas o seu cérebro eletrônico." A Marinha tá esperando até hoje. >> O cérebro [risadas] chegou. >> Não chegou nunca. Só que eles pagaram nem vai chegar. E eles pagaram a vista, entendeu? E na época uma
área que não existia, você ganha milhões de dólares do nada. Então eu me lembro, nunca vou esquecer isso, >> eu ainda era estudante de pós de Doutorado da USP e o Marvin Miskin veio aqui falar sobre teria social no no centro Rebolsas, centro convenções Rebolsas e custa uma fortuna. Eu falei: "Pai, eu preciso que você me patrocine, eu não tenho a menor condição. Um aluno de de doutorado, meu pai pagou uma fortuna para eu assistir a palestra, né? Porque tinha o livro dele que eu eu tinha visto no o programa de doutorado. Aí eu fui
assistir a palestra do cara e o cara falou: "Não, é amanhã. Isso é nos Anos 80, tá? Final dos anos 80, 86. O cara aqui falando, não, amanhã, amanhã nós vamos ter robôs que pensam por si só. Ele era o o Elon Musk sem grana, tá? O professor do MIT dos anos 80, meu. E eu fui aprender linguagens que ele falou nessa palestra, Prolog, Lisp. Eu fui aprender essas linguagens porque eu achei que, né, talvez eu tinha que, como eu ia ser um pós-doutorado nos Estados Unidos em neurociência, melhor eu chegar lá sabendo programar. Meu,
eu chego no Laboratório do meu chefe lá na Filadélphia, >> ele falou: "Que você programa em que linguagem?" Falei: "Ah, bom, programa em basic que ninguém mais usa, programa em Pascal, mas o programa assim, falei todo, né, cheio de programa em Lisp e Prolog, o meu chefe que era um [ __ ] neurocientista famoso, isso serve para quê mesmo? [risadas] Ninguém sabia programar em Lispog. Eu nunca mais encostei no nessas linguagens. Fui fui aprender, né, o que ele usava. Fortran >> C, não, C para cálculo. É, é. Ou seja, ele deu risada de mim, né?
Porque eu gastei um tempão aprendendo algo, porque eu ouvi o cara falar que esse era o futuro. E daí eu fui descobrir que o Macarthy era o inventor dessa linguagem do Lisp, né, que me deu uma dor de cabeça e e não foi para lugar nenhum porque aí apareceram as redes Neurais. >> É, >> apareceram as redes neurais artificiais. Muda tudo porque >> neural também é um nome que que remete a a >> é outro estelionato. >> É >> porque >> tem [risadas] a ver com a nossa rede neural. Parece >> [ __ ] tem
a ver no sentido mais abstrato Possível. >> Qual é a relação? >> Que tem elementos conectados que computam, >> só que o cérebro computa em analógico, não computa em digital. O potencial de ação, você pode modular o a zona de disparo, ela ela é sim ou não, tá? Mas o potencial é uma onda elétrica e ele cria um campo eletromagnético. E além do que agora mais do que nunca estão saindo vários trabalhos mostrando que não são Só os neurônios que são importantes pro funcionamento cerebral. Existem células de suporte, astrócidos, glia. >> Você falou aqui no
no último programa que você veio que pra gente entender o que que é inteligência humana, você vai falar é a memória, é é o pensamento, é é o que que é. E você falou que é biológico também, não é só senão você pega um cérebro, era capaz de de em algum momento a gente vai conseguir fazer ele exatamente e não vai funcionar Igual. >> Não, não. Veja, mas esse que é o meu meu outro querela. >> Não é só capacidade de computação, >> não. E não é só inteligência. E não é as pessoas usam essa
palavra como se fosse uma poção mágica, entendeu? >> O cérebro não sabe o que é inteligência. O cé não tem a menor ideia. Porque o que acontece que é é difícil de explicar, mas é muito importante. Agora é complicado você Eh traduzir o que o que acontece com a gente pra gente formular as ideias e e e como o computador vai fazer isso. >> Porque o que o Nicolas fala é que você pode tirar, se você tirar o seu cérebro, pelo que eu entendi, você tirar o seu cérebro aqui, colocar aqui, fazer um monte ligação
para ele continuar funcionando, não é a mesma coisa. Ele recebe informações do corpo, né? Eu eu hoje em dia, depois de 40 anos nisso, eu digo que a pele é o térno do cérebro, >> tá? >> Tá? O cérebro se se comunica tátilmente com o mundo através disso aqui. Só que isso tá conectado com o cérebro. >> É, >> tá, tem nervos, tem nervos. Isso não, isso. As emoções, >> você tem uma sensação de prazer, você tem uma sensação de dor, de medo. >> Você tem medo, o que acontece? A sua pele inteira >> reage,
né? E vem de dentro para fora. >> De dentro para fora. >> É, você tem o medo aqui dentro, né? Você gera o medo aqui na sua cabeça, né? >> Você vê o Everton saindo no cruzamento, no jogo do Palmeiras, você [risadas] >> e depois ela aí ele aí meus amigos que, né, me escrevem amigos em Porto Alegre, fal bom que presente de grego que você mandou para cá. Não quer que ele tomou correndo coitado. É, não, ele vai correndo pro juiz. É, >> mas eu eu perguntei de de fora para Dentro porque sensação >>
para pensar, para para pensar. Todo mundo chega e fala: "Não, mas o meu coração, o amor da minha vida mora no meu coração". Não, ele mora aqui. >> Tudo é >> o seu amor mora aqui, o seu medo, seu ódio, seu desejo, seu prazer, sua seus sonhos, suas ambições, vem tudo aqui. Só que quando você sente, né, uma emoção muito profunda, o seu sistema cardiovascular é acionado pelo sistema Nervoso. Você tem que escapar de um, é, você tem que escapar de um predador, >> os vasos, né, abrem para você sair correndo. >> Então, nós criamos
toda uma, >> tem gente que que urina para para reduzir peso, sei lá, né? Não tem, tem tudo que é possível, mas o o que eu quero dizer é o seguinte, nós >> quase que poeticamente nós criamos metáforas, né, para descrever nossas emoções e esquecendo quem é a fonte, >> da onde vem tudo isso, entendeu? E não é só então, por isso quando os caras falam inteligência, eh, e eles usam linguagem para reproduzir inteligência, sendo que a linguagem, a explicação mais simples é o seguinte: >> "O seu cérebro é um sistema multidimensional, ele funciona em
em um número gigantesco de dimensões. Aí você projeta essas dimensões para falar. Só o que que você tá dizendo? Você tá Reduzindo a complexidade do que acontece aqui dentro. Há uma série de símbolos que você, nós enquanto sociedade conferimos significado para o alfabeto, os números, matemática, tá? Só que o que você tá fazendo é uma redução dramática do que você tá sentindo aqui. Eu sempre falo isso, por isso que a gente admira os grandes poetas, os grandes pintores, os grandes músicos, porque eles conseguem se expressar através da linguagem ou da música, né? Emoções que Nós
não conseguimos pôr em palavras. E um dos filósofos mais famosos do século passado, Vig Einstein, o austríaco, dizia isso. Tem certos momentos que a única coisa que eu consigo fazer para me expressar é ficar quieto, porque não há como eu colocar em linguagem o que eu tô sentindo nesse instante, entendeu? Esses doidos do Silicon Vale acharam que eles iam criar um sistema estatístico de previsão de próxima palavra de uma Sentença. >> Que é isso, né? >> Que é isso? Não é nada o chat PT, ele não, ele não tem compromisso nenhum com a acurácia, >>
com a eficiência, com a verdade. Nada, nenhum. Ele simplesmente pegou bilhões de e-mails, eh, livros, textos, inclusive os meus, que eu descobri outro dia. Tô, tô no, eh, no Law Suit, o Class Action Suit, que tem na Open AI, meu nominho tá lá agora, pô. Meus, todos os Meus livros foram usados para treinar a porcaria do negócio lá. >> Danropic também. Eu tô em todos os suits agora. Agora eu vou só tô esperando receber agora. Mas enfim, os caras pegaram, sugaram toda a produção de textos, né? Bilhões e trilhões de sentenças e criaram um sistema
estatístico. Agora, se você fizer uma frase do Alians Park, vai do torcedor palmeirense falando uma bobagem qualquer lá na torcida, >> ele não consegue fazer. >> Ele não consegue ou Mas ele não vai dizer para você que ele não sabe. >> Ele vai inventar, >> ele vai alucinar. >> É, >> ele vai procurar, >> ele tem que cuspir uma resposta. Pi uma resposta é mandatória. É mandatório. Ele não sabe falar não sei, né? [risadas] >> Ele não sabe falar não sei. >> Era tão mais fácil, né? Não. Então o Cara fala, mas você né? O
Ron chega na porta do gol e perde o gol. Nunca o chatpt vai conseguir conectar de forma inteligente o que você houve na arquibancada do estádio de futebol, >> tá? Porque ele não tem, ele não tem semântica, ele não ele não entende o símbolo, né? Não, ele sofre ele os caras reduziram inteligência. a síntese, a síntax, perdão, e criar uma máquina de produzir síntax. E as pessoas, porque nós temos essa tendência, né? A gente Antropomorfiza tudo, a gente, os nossos cachorros, a gente pensa que é gente, os nossos pets, né, e os nossos, os nossos
as nossas ferramentas tecnológicas. Então, as pessoas começam a falar com o chat PT como se fosse um parça, é, >> né? Os caras têm relações amorosas agora as pessoas, mulheres, homens. Filme fizesse tiro her não her. É, é não, aquilo é perfeito. >> E parecia uma coisa tão distante e não é tão >> não. O qu 5 se anos atrás tá acontecendo agora. As pessoas estão se matando. >> O adolescentes que em depressão chegam pro chatt. Olha, minha vida é uma isso, não consigo nada, não tenho namorada, não consigo sair. O chat, talvez você devesse
considerar a possibilidade de se matar. >> Nossa, >> não aconteceu várias. Acho que passou Até no Fantástico esse caso aí. >> Não, mas tem processos, tem famílias processando a Open AI e outras empresas porque os seus adolescentes se mataram com instruções de como se matar, >> entendeu? Então os caras primeiro é uma afronta a verdadeira inteligência orgânica. Os caras chamarem isso de inteligência. >> É um insulto. É. >> Tá. E nós estamos aceitando porque nós já estamos condicionados A aceitar toda e qualquer tecnologia como sendo positiva. E não é verdade. >> Eu acho que esse
movimento até >> é é isso aí mesmo. Esse filme é muito bom. >> É muito bom. >> Até assim trazendo um pouquinho para esse lado da política, né? Todo esse movimento mundial que a gente tá vendo ali da ascensão da extrema direita. Eu fico tentando filosofar porque eu estudei filosofia. Inclusive, foi um que Me deu muito prazer, porque meu curso inteiro de pós-graduação em filosofia, eu escrevi, preenchi vários cadernos escrevendo. >> E isso me e isso chego à conclusão que me ajuda a sempre lembrar de tudo. Eu nem preciso consultar mais porque eu já eu
já lembro, né? Mas trazendo para esse para esses esses campos assim essa da política dessa ascensão da extrema direita e a gente vê eles que apoiam muito, né? esses loucos aí do Vale do Silício, esse movimento do Donald Trump, você vê que eles têm eles têm uma coordenação eh de tentar simplificar o que é o ser humano. >> Sim, >> né? Esse discurso do Sen do Peter Till, você vê que é um um discurso muito reducionista de simplificar o que a gente, porque pra inteligência artificial >> ela nunca vai eh por isso talvez a extrema
direita ataca muito isso e tira A gente essa capacidade que o ser humano tem de sentir empatia, sentir compaixão, >> né? e discordar, >> sentir é discordar de tira essas capacidades que é do ser humano, né? Não é, a inteligência nunca vai chegar ao ponto de sentir empatia por alguém, sentir compaixão. >> Eh, esse que é muito característico nossa, né, do ser humano. Então, você vê esse movimento, quando você olha de uma forma geral, ele é um movimento Coordenado. Quando eles tentam esse reducionismo e simplificar o discurso, eh, capturar as pessoas, eh, pelo lado ruim,
né? Eu, acho que eu já até falei para você aqui, né? Captura você pelo que você tem de pior, né? que pelo que o ser humano tem de melhor, >> o ódio, inveja, >> é bem é bem nesse e a inteligência artificial é justamente isso, né? Reduziu a capacidade do ser humano ao que ela consegue fazer, esquecendo que o Ser humano é muito mais do que isso. >> Até porque a a inteligência artificial ela é medíocre, né, na no sentido da palavra. Ela ela pega a média, ela faz a média do ser humano. Ela não
consegue ser nem o pior do ser humano, nem o melhor. Isso que eu falei é bem a verdade, né? Falar não ser é uma coisa do ser humano, né? Fal não vai te falar, não sei nunca, porque ela sempre vai te dar uma resposta. >> E e você veja as contradições que estão surgindo. Por exemplo, mataram esse jovem na em Minneápolis, né? Esse esse moço que tava lá tirando foto. >> Sim, sim. Ah, tá falando do do Isso >> todos os apoiadores do republicanos que votaram no Trump apoiam a segunda emenda americana, que é o
direito de carregar armas, tá? Esse moço tava com uma arma aqui atrás, só que ele tinha um porte de arma legal e ele não sacou a arma. Toda a evidência de vídeo, >> tem tudo, >> de todos os ângulos, mostra que ele tava com telefone na mão, ele foi ajudar uma moça que foi empurrada. Aí eles começaram a espancar ele, desarmaram ele porque um dos caras lá viu >> e aí eles atiram pelas costas no cara, 10 tiros nas costas do cara. Tá bom. No momento que ocorre e o a a secretária de imprensa do
presidente lá do Trump vai lá e fala: "Não, esse cara era um terrorista. Ele tava armado, ele nunca Poderia estar armado. Meu, os caras contradizem uma das coisas que foi a plataforma mais importante dos republicanos 50 anos, que todo mundo tem que estar armado, todo mundo tem o direito de armado. Ou seja, o cara tinha uma arma legal, ele tinha um porte de arma legal, ele não usou, ele não chegou nem perto do da arma que ele tinha e agora tão dizendo que ele não devia estar armado lá. os próprios caras que defendem a segunda
emenda da Constituição Americana que te permite andar armado, >> tá? É, é uma, é uma, ou seja, as pessoas estão estão alucinando, elas estão começando a alucinar para se manter dentro das normas de controle que o sistema tá impondo a elas. Por isso que quando o o Larry Ellot lá da Oracle vai na televisão americana e fala: "Não, nós temos que ter câmera em todo lugar, até dentro das casas". Nossa, >> porque a quando as pessoas estão sendo Vistas, elas se comportam e aí a inteligência artificial vai ser capaz de prever qual é o próximo
comportamento criminoso que elas vão realizar. >> Isso. >> Minores reports, lembra do filme? Cobormente. >> Então, >> pera aí, é preing, né? Exato. É, >> vamos prender a pessoa antes dela comet, >> antes do crime ser cometido. Ou seja, é na realidade, por trás da tecnologia e Por trás dos ganhos financeiros que eles querem ter, >> tem um preconceito absurdo, >> não tem uma visão ideológica. Ah, sim. >> De homogeneização da espécie humana. >> Sim, sim. >> Homogenização e controle. Não, não tem dissidência. >> É como você >> ser humano é assim, >> ele vai
ter que se comportar dentro das minhas normas. É >> e ele não vai ter mais >> a margem para >> a margem para escolher quem ele quer como governante, como presidente, como >> e evitar revolta. Eh, >> isso. Dissência. >> Dissência e tudo mais. é o maior gul da história. Ninguém tá fazendo essa analogia, mas é é o >> é o grande irmão lá inteligência artificial. >> O George Or escreveu uma história pra Criança do jardim da infância. 1984 é uma história para criança, se você comparar com o que nós estamos presenciando na vida real,
>> tá? Então, como a tecnologia sempre é muito sedutora, eles usam essa sedução tecnológica para convencer você a virar o produto. >> Como assim? você é o produto deles. Quando você consome o TikTok, consome o produzo gratuitamente para eles. Então, >> você produz conteúdo para eles que eles Usam para treinar os sistemas deles que eles vão vender para você. >> É, >> então quando um cara assina um chatt, paga lá $ para >> e analisam minhas atividades e e e o nas redes sociais para vender coisas para mim, >> para vender para você. Você forneceu
a mão de obra intelectual de graça, >> só que você paga pelo produto final. E outra coisa que ninguém parou para Pensar, tem uma cláusula agora na opening a no termo de compromisso que ninguém lê, né? Porque aquele barato que você olha, buma, e se você usar o chat PT e tiver uma ideia que vira uma um produto comercial, eles têm direito >> a essa ideia, >> a essa ideia. >> Não sabia disso. >> A propriedade intelectual é deles. Você faz uma pesquisa lá. >> A propriedade intelectual é uma coisa Que o pessoal tá tentando
abolir, né? Acabar com ela. Os grandes amigos do, eu chamo eles dos overlords, né? No meu livro de ficção científica, eu chamei ele de overlord, que eu gosto do nome da >> Qual que é a tradução? Seria os senhores do É, é, é o Varo Vasque, que foi o ministro da fazenda da Grécia, chama isso de eh líderes tecnofeudais, né? >> Os senhores tecnofeudais. >> Tecnofeudalismo é um livro dele, né? É um livro muito bom, é um livro muito Interessante. >> Ah, mas eles conseguiram fazer algo que no limite se o Carl Marx tivesse sentado
aqui, ele ia falar: "Nunca imaginei, nunca imaginei que ia chegar nesse ponto". É, porque ele ele fala da disputa pelos meios de produção. A disputa não é mais pelos meios de produção, >> é pelo quê? >> Os meses de produção foram automatizados. Eles vão ser Completamente automatizados. Você olha numa fábrica chinesa de automóvel hoje, >> ela funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Eh, porque é só robô, tá? Então não tem mais o que você disputar porque foi, >> tá? >> Aquilo já foi. >> Qual que é a disputa agora? >> É a
informação, são os dados, tá? Nós todos viramos para esses caras uma pilha de dados. >> É, >> eles acreditam que a vida humana é definível por uma pilha de dados. Não é verdade, é um absurdo completo, mas é assim que eles nos vêm. Então, se bilhões, 7 bilhões de pessoas perecerem por causa da crise climática, tudo bem, porque eles vão ter os bankers deles, vão ter as naves espaciais para ir paraa Marte. Aliás, teve um jornalista americano, sei sensacional, falou: "Não, eu apoio esse barato de ocupar Marte, Mas só para esses caras". Mask, Ti, põe
todos eles na nave e manda eles para lá, né? [risadas] Porque daí o mundo aqui ia ficar tão melhor, né? Eh, tão razoável. É, não existe mundo para todo mundo, né? É, já existe, já tem estudos sérios que, >> qual que é o sonho de todo mundo, né? De todo ser humano é ter o padrão de vida de um cidadão médio, de uma economia desenvolvida. Não tem planeta para isso. >> Para todo mundo chegar nesse nível, tem Que ter sete planetas Terra. Então essa classe dominante, essa elite, esse pessoal aí, Peter Till, Elan Musk, San,
Altman, Bill Gates, Jeff Bezos, esses caras sabe que não existe mundo para todo mundo. Eles querem garantir o mundo para eles. >> Claro. >> E o filósofo deles é um tal de Curtis Arvin. Esse é o ideólogo. >> Esse é o cara que dá o embasamento teórico para todos eles. >> É um doido varrido que acredita que o mundo tem que ser uma monarquia governada por um CEO de uma empresa de tech. Esse é o cara que deu o embasamento filosófico, porque ele é um filósofo, né? >> Então é o cara que não acredita em
democracia, não acredita no ser humano médio que o ser humano médio não tem condição de de raciocínio. E é por isso que na minha área houve um movimento Inclusive de neurocientistas dizendo que não existe livre arbítrio, que o cérebro é uma máquina eh programável e que ele é determinado por matemática. Então que nós tomamos, você tá apertando um botão aí, não é você que tá tomando essa decisão. Essa decisão já foi tomada pelo seu processamento inconsciente que você não tem nenhum nenhuma chance de optar, o que é uma mentira total completa, né? Porque >> no
intervalo de 100 ms antes de você Começar a fazer um movimento, você decidiu que você vai pegar a garrafa d'água, tá? Seu cérebro gerou um programa motor. Antes dele mandar paraa medula espinal e mandar pro braço, você tem um poder de não mover o braço. Chama no goal. Você pode decidir, não, não quero mais a água. Tá? Então você resseta o programa motor. Então você tem o o livre arbítrio de decidir, né? Você pensou numa palavra para falar, ela é imprópria. Antes de Você vocalizar, você cancela ela, tá? Mas esses caras não estão a fim
de entrar nos detalhes. Eles querem reduzir o funcionamento da mente humana a uma máquina. Uma >> porque por quê? Qual é a visão ideológica por trás? Porque uma máquina é programável, controlável e não tem a opção de dizer o que ela quer. Ela só obedece ordens. >> É. Então isso começa na espécie humana eh No começo das grandes civilizações do neolítico, quando o os caras decidem que eles podem plantar um negócio e vai ter excedente de comida, então não é só para comer, vai poder gerar um certo, né? Você começa a gerar o que esse
cara que é o meu ídolo, Le Muffford, que chama do grande movimento de arregimentação da mente humana. os grandes exércitos, os grandes, as grandes patrulhas de operários para construir as pirâmides, né? 100.000 caras obedecendo o faraó. Os Caras iam te benefício nenhum de construir a pirâmide, mas como o faraó tinha aqui pro céu e eles iam juntos, se o faraó fosse, essa, né? Você conseguiu regimentar >> a mente de 100.000 caras para passar um século construindo o barato lá. E esse modelo foi sendo perpetuado ao longo da história da humanidade. E ele chegou finalmente a
desde a revolução industrial, né? Ele chegou na produção em massa. Então nós todos fomos Arregimentados para sermos membros do exército Farol do Consumo. >> Uma peça na engrenagem. >> Não, nos Estados Unidos é assim, sai um iPhone novo, tá? A mudança é mínima, sei lá, saiu 17, >> sai uma câmera melhor. >> A molecada faz fila na véspera em Nova York, lá em Marrata na loja da Apple, para comprar um troço que custa caro. >> Faz mesmo >> e que a mudança é isso. >> A mudança é isso aqui. É >> porque foi incutido na
cabeça. >> Porque foi incutido que você tem que ter o último. >> É, >> você comprava um carro do da Ford, né? Não que eu tenha nenhum nenhuma empatia pelo Henry Ford, mas a Ford fazia um carro ou os japoneses faziam um carro, os alemães, a Toyota ainda faz, mas os alemães vai para durar 20 anos. Você comprava o BMW, você comprava sei lá que Carro, o Ford durava 20 anos. Hoje não. As indústrias criam coisas para quebrar >> para você comprar o novo modelo, >> consumismo, né? Eles precisam estimular o consumismo porque de novo
esse negócio da superprodução, né? Ele tem todo, toda uma máquina de propaganda de tecnologia que encabeça que se chegar o iPhone novo, você tem que ter ele, que senão primeiro tá para trás. >> Seu ponto de vista social, você ficou para trás. Tem uma coisa ali de alta Afirmação, de você ter que tá eh conectado na última tecnologia e de que aquela o seu celular vai ficar inútil se você não comprar o novo. Isso tudo é tudo mentira essa situação que eles quer nada. Não mudou nada. Você lê a história dos dos últimos séculos do
Império Romano? O Marco Aurélio, que foi o grande imperador histórico, né? Era filósofo, né? O único imperador da história que era filósofo, né? >> Filófo >> para ele dominar o os milhões de miseráveis que a aristocracia romana eram um menos de 1% da população, né? que vivia do espólio das guerras, vivia porque não produzia mais porcaria nenhuma, vivia das festas, das orgias, dos grandes bacanais de Roma. Para ele dominar 1 milhão de miseráveis que viviam como animais, né, em Roma e Alerca, ele tinha que ter 172 dias por ano de festas, de feriados, de coisas
no Coliseu, no Hipódromo, Circo. >> Exatamente. Mas o circo chegou na metade do ano. Metade do ano de Roma era para manter a população anestesiada para elas não olharem para >> porque os filhos delas, 90% de mortalidade infantil, você vivia até os 35 anos. não >> se vivia, né? >> Não. >> Ou seja, a regimentação da mente humana é uma estratégia de dominação que vem desde desde as do início da civilização. Ela só se ampliou hoje em dia porque com os meios de comunicação que a gente tem, né? Você lança um novo arm band pro
seu relógio, você põe no Twitter, milhões de pessoas vem. >> É, >> né? >> É. Então, os fenômenos, a estratégia e dominação da mente humana foi descoberta 6 10.000 anos atrás. Ela só ela só ficou mais eficaz, >> tá ficando cada vez mais eficaz, né? >> E essas tecnologias que tem tornado elas mais eficazes, né? Cada quanto mais o tempo passa, né? Mas eu queria retomar o que vocês falaram sobre a tecno, essa essa esse mundo tecnofeudal que a gente tá encaminhando, porque eu achei muito interessante, já falei sobre esse assunto aqui em outras outros
programas também. E essa a gente já viu muitos filmes, né, de de ficção científica com esse futuro distópico, com as mega corporações assumindo o papel de estado, Né? a gente corre esse perigo da da >> já aconteceu, mas >> já já já tá acontecendo. Eu >> eu queria falar por isso, porque hoje você vê que o Trump ele ele foi eleito com essa base dessas bigtechs junto junto a ele e que claro que se eles vão querer uma troca e estão recebendo essa troca. Qual o que que pode acontecer a gente fazer um exercício aí
de futurismo? Como a gente pode caminhar para esse Esse tecno feudalismo, essas empresas >> fazendo papel de de estado e controlando as pessoas, né? Na realidade é assim, unindo esse conceito do Ianes Varofax, que é o tecnofeudalismo, né, que ele o tecnofeudalismo na na cabe dele é é o domínio das grandes empresas de tecnologia extraindo riqueza do resto do mundo, >> como era um feudo, >> sem ter nacionalidade, >> você tá dentro da minha da minha área de Abrangência, é, eu você me deve eh tudo que você produz uma parte é minha e eu na
teoria te protejo dos perigos externos. Não, o que nós estamos fazendo aqui, técnalismo, uma parte da receita, do que nós estamos gerando aqui, tá indo paraas >> paraa Alfabet, >> né, que é a dona do do YouTube. >> O YouTube ele, ó, eu te dei essa terra aqui, a terra é o YouTube. Você trabalha, trabalha para caramba cada vez Mais. >> E se você falar algo que eles não concordam, eles te tira, >> se você contradiz o business plan deles ou, né, você some. >> Ó, é o Niconeles que tá falando seu seu YouTube aí.
Não, não fui eu não tá tira gente do ar. Concordo que é uma riqueza do Brasil que tá saindo, sendo sugado ind para lá. Isso até isso é não tem mais as fronteiras do Brasil. Os caras falam o seguinte, o que eu acho Mais divertido, eles falam assim: "Não, esse é o meu amigo Kid Mosca, ele fala assim: "Nós vamos por robô em todo lugar". É tudo mentira, né? Porque o Kid vai ter quantos que ele falou? Vai ter não sei quantos robô, >> vai ter mais robôs que ser humano. Os robôs vão fazer tudo
e você vai ter uma vida de abundância, né? Só que assim, e ah, e nós vamos dar para você uma renda mínima para você viver. Aí eu me pergunto, quem vai definir qual é a Renda mínima? >> Como ele sabe o que eu preciso fazer? >> Exatamente. Quem vai definir as necessidades mínimas de cada um de nós? Eles, >> claro. >> Tá. E e o que para eles é a renda mínima? É o mínimo de sobrevivência, talvez se eles forem, né? Aí, quem quer isso? Quem quer um futuro onde você basicamente é controlado continuamente? você
não tem a >> e provavelmente você vai ter queir algumas metas como a gente tem aqui. A gente tem metas >> metas de produtividade, metas de >> E primeiro que é mentira, né? Primeiro que o boa parte dos robôs que você vê na internet são robôs que estão se mexendo por teleoperação. >> É, >> eles mostram os carros lá em São Francisco andando por si. Só tem um cara numa câmera vendo o carro. Ah, é? Tá Cheio de empresas que não é, o carro não é autônomo. Tem um motorista que tá no escritório ajudando o
carro a navegar, a fazer as coisas, tá? Porque quando eles tentaram fazer o carro autônomo, matou gente, >> né? Totalmente autônomo, né? Então, eh, Ellysi, aquele filme, nós estamos falando de filme, né? O que que era o Ellyan? Os caras vivem na, >> os caras vivem lá na elite. >> Verdade. A elite morava fora, na óbita, Na órbita. E o e o resto do mundo se matava aqui porque o planeta foi destruído. >> Você entendeu? Então todas as fantasias já foram expostas em Hollywood, em livros de ficção científica. Encaminha. >> Não, mas veja, no meu
cinismo latino-americano, isso é quase uma forma de você assistir o negócio, falou: "Ah, >> já vi isso, não, >> já vi isso não é tão mal". >> Aí acontece de verdade, entendeu? Acontece de verdade. Você fala: "Hum, parece aquele filme, né?" >> É. E quando o Nicoles fala e o essa fala do Elan Musk, assim, nós vamos definir, isso já tá mostrando que na na visão do Emanuel Todd, eh não existe mais democracia liberal, existe uma oligarquia liberal, né? Então é a oligarquia das dos das dos das dos grandes corporações que estão decidindo, não é?
O estado para eles, quando o Elon Musk fala isso, o Peter o Sim, eles Falam, você pode ver que eles falam em primeira pessoa, nós vamos definir isso. E eles só vem o estado como um instrumento para extrair riqueza dos outros para financiar o projeto deles. Porque quando ele fala que o estado americano em vai ser o emprestador de última instância, quando ele já prevê que a bolha de ré vai estourar e no limite é o estado americano que vai socorrer, ele já tá dizendo que o estado americano só serve para extrair, porque É dinheiro
do contribuinte, extrair riqueza da sociedade como um todo para financiar as cagadas que eles estão fazendo. >> Na crise em 2008, o Federal Reserve salvou todos os bancos, né? Salvou bancos na Suíça, >> tá? O crédito suíço foi salvo na época, faliu depois, mas ele foi salvo porque ele não podia desaparecer, era um banco essencial de, né, pra Europa para funcionar o mecanismo, né? Bom, nenhum Cara que perdeu a sua casa nos Estados Unidos teve a sua casa de volta ou foi salvo. Não teve o bout pro consumidor, >> pro cara que perdeu a a
sua residência, né? Eu vi vários na minha vizinhança, várias pessoas perderam as casas. Isso, né? Classe média alta, professores universitários, tal. Então, eh, os caras já tão contando com o dinheiro do contribuinte como se fosse uma o cheque especial deles. >> Sério? Agora, só que nós estamos no Momento de uma tempestade perfeita. Ah, vamos supor que a bolha explode, né? A dívida americana vai passar de 100%. Ninguém quer comprar a notas do tesouro americano. Quem vai financiar o serviço da dívida americana? Porque se os Estados Unidos der um default, né? Se der uma moratória da
dívida americana, aí vai tudo pro pro buraco. Quem vai financiar? O eles vão ter que imprimir dinheiro. É a inflação. Só que eles não têm mais essa capacidade de imprimir Tanto dinheiro assim. >> Não tem. Eles não conseguem imprimir mais livremente, certo? >> Mas primeiro a inflação foi pros cambal de bico, né? Porque eles vão ter que aumentar a taxa de juros, vão ter que imprimir dinheiro, vai, né? Porque ninguém mais vai pagar o imposto global que se pagou até hoje para financiar a dívida americana. não vai ter mais comprador, >> é, >> né? Eles
vão ter que comprar a própria dívida deles de novo, né? E não, não há como, não há como esse Então você vê, explode a bolha da IA, nós estamos falando de alguns trilhões, não é dinheiro de pinga, não, não é não é um, né, o pão na chapa e o e o cafezinho na pandaria. É, é, é, é maior que o PIB do Brasil. Fácil, várias vezes. >> Várias vezes, >> né? Porque só um investimento que a Gente sabe é mais de 1 trilhão e meio. >> É. Isso é só capex, >> não? E fora
do que tá alavancado nisso aí, né? >> Fora o que tá alavancado, que a gente não tem noção, >> tanto de derivativo que tá rodando em cima disso, né? >> Na realidade, assim, o, é por isso que você tá vendo esse movimento geopal político, os Estados Unidos chegou na seguinte conclusão: eu não consigo mais Manter a minha hegemonia por bem, vou tentar por mal. É, é gangster, o Donald Trump é um gangster. Então é é o seguinte, para financiar toda essa bagunça que a gente vem fazendo ao longo do tempo e na bagunça que a
gente chegou agora, inclusive com a bolha de inteligência artificial, nós vamos impor a força o que a gente quer, a hegemonia do manter a hegemonia do dólar, é o negócio da Venezuela, >> segurar a China, >> bloquear acesso da China eh na nova rota da Cena é da Sida, é a parte terrestre que passa no Irã, é o estreito de Ormus que sai todo o petróleo do Golf Pesco. Eh, quando ele fala da Groenlândia, é a rota do Ártico da rota da passa lá, que é o menor caminho entre os Estados Unidos e a Europa
e a China, inclusiveo, né, que tá tendo, vai abrir novas rotas. Você sabe qual é a esquina mais perigosa do mundo nesse instante? >> É Groenlândia com Venezuela aqui, ó. Jardim Europa. É, >> fazer uma [risadas] piadinha. Você viu essa nevasca nos Estados Unidos? >> Então, Estados o o Don Ant queria a Groenlândia. A Groenlândia foi até ele, [risadas] >> tirou-se a Groenlândia, >> deu uma deu uma soprada. É, você quer do Groenlândia, então você vai sentir, mas tem um problema nesse. Todas, tudo que você descreveu, você poderia pôr num capítulo e falar queda do
Império Romano. >> É, >> foi exatamente o que Roma fez. Quando Roma não conseguia produzir riqueza dentro de si mesmo, ela tentou expandir as suas conquistas militares, só que o império se expandiu numa numa >> colapsou. >> Ele colapsou por dentro. Ele colapsou porque você não conseguia mandar um recado pro cara lá no meio da da Pérsia, >> ó, extraia mais ouro porque acabou o Ouro aqui. Então eles foram, eles decidiram que eles iam viver a boa vida, né? Iam só viver de festa de todo mundo trabalhando para eles. E o e o os militares,
as conquistas militares iam gerar riqueza >> para manter o império romano. E o que aconteceu? Eles não conseguiram. Eles encontraram gente que resistiu, eles encontraram exércitos que eles não conseguiam dominar. Começou a ter levantes nas províncias mais distantes Do império. O império romano não colapsou por inimigos externos. A gente aprende na escola, né? As tribos germanas, os vizigu cresci com os vizigodos >> sendo os os bandidos da história, né? Na minha escola aqui, a minha turma era tão bandida da do Bandeirantes no último ano. [risadas] O diretor da escola chegava na na classe, né? Tinha
o qu caras, 42 caras, só menino, porque lá no Bandeiras era Menino e menina separado por andar. Ele vocês são os vizigudos. [risadas] E eu falei: "Pô, meu, eu tô transformado de bandido a minha vida inteira, né?" >> E aí eu fui descobrir que os vizigoros eram os mocinhos da história, né? Eles não eram os bandidos >> entraram metade entrou na medicina USP. Para. Você tem uma ideia como os car nunca mais aconteceu nunca mais na história do Mas isso aí tá inclusive no livro do Paul Kennedy, né? Ascensão e Que é dos grandes impérios.
Ele ele veio mais ele ele estuda nos últimos 500 anos a ascensão e queda das grandes potências que é o tido livro dele. E todos eles foram pelo mesmo motivo, é o expansionismo militar de tentar dominar o mundo. >> Mas já que o Nicolas citou do Império Romano, é interessante, eh, tive esse insite agora, você vê o movimento que o Estados Unidos tá fazendo agora é o mesmo movimento que o Império Romano fez Quando ele chegou no auge da sua expansão. >> Isso. >> Aí ele dividiu o Império Romano em dois. Império Romano do Ocidente
e o Império Romano do Oriente, que era a parte do Oriente, depois virou o Império Bizantino. >> Bizantino. >> E aí ele se concentrou só ali mais pro lado da Itália e da Europa ali, >> que eh esse movimento que o Estados Unidos tá fazendo é muito parecido quando ele fala da doutrina Monro, né? Eu me expandi pelo mundo inteiro. Opa, deixa eu tentar me concentrar só no hemisfério ocidental aqui. >> Só que, mas esse é o esse é o último ponto daquela trilogia que eu tava fazendo aqui. Ele chega e para você manter isso,
você tem que aumentar os gastos militares. >> Ele quer aumentar em 50% o budget militar para 1 trilhão e meio. >> Da onde ele vai tirar o dinheiro, né? Se ninguém tá comprando a dívida americana. Não tem mais mercado para isso. >> Veja quando o Brasil quanto quando o Brasil comprava um barril de petróleo da Arábia Saudita, né, ele pagava o imposto paraos Estados Unidos porque você tinha que comprar em dólar. >> É, >> o Brasil tinha que ter dólares, mas a transação vai mandar o dinheiro lá para Arábia Saudita, eles mandam coisa, passa Por
Nova York >> e tem o IOF lá de Nova York, além de você ter que comprar dólar para você poder sobreviver, um imposto, >> você tinha um imposto, tá? Se isso some, se isso acaba, porque agora você vai negociar em sei lá, em real, em em criptomoeda. >> Não, Ien, não, porque do Yan, Yan, perdão. É, vai pelo Yan, né, Arambi, né, >> acaba. Você não vai ter essa fonte de de imposto global, né? A, então quando ele Fala, foi a mesma coisa que os imperadores romanos fizeram, vamos ampliar o os gastos militares. Aí, aí
ruiu aí. pencou por dentro. >> Por dentro >> a história se repete. >> É, é, >> tá se repetindo. E o que os Estados Unidos tá fazendo? Porque ele você vê os próprios aliados dele, tá tá vai se voltar contra porque ele tá agredindo os próprios aliados, né? Exatamente. Isso Não faz não tem lógica isso. >> Não. Hei, >> então, mas por quê? >> Welcome to the 21st center. [risadas] >> Mas antigamente a gente via, pelo menos os interesses eram escondidos, né? A gente vai, a gente vai invadir o Iraque e dava um motivo que
era esdrúxulo, não falava a verdade. Hoje em dia fala verdade. E tá tudo bem. Tanto não tá. >> É porque só sobrou para ele a força, né? >> É. >> Então, mas por que mudou isso? Por que ele usa por ele fala realmente intenção, >> o cara é um tosco, né? Com essa daí, né? O cara é um tosco completo, né? Você veja, tudo o que ele fala é de uma um absurdo. Eh, ele foi fazer o discurso lá em Davos, foi um foi o maior desastre diplomático da história americana. Os caras sentado lá ouvindo
o cara falar, ninguém acreditava no que tava ouvindo >> e nem E veja, ele tá começando a a ter a debandada da própria base >> republicana. >> É porque os caras com essas tarifas teveem pequenos empresários americanos no meio oeste americano que perderam suas fazendas, perderam suas pequenos negócios, perderam, né? Outro dia apareceu um cara que perdeu a sua marcenaria, que votou nele três vezes e falou: "Euto, fui enganado porque eu perdi a minha a forma de ganhar a vida, né?" Então, ou seja, quando eu cheguei nos Estados Unidos em 89, 20 de Fevereiro de
1989, e isso era verão aqui em São Paulo, fico de manga de curta, desembarque no Kennedy Airport, Estados Unidos, nevando. Eu falei: "Meu, >> vou morrer no Já cheg, eu queria telefonar pra minha mãe, a primeira coisa que eu fiz >> quando eu cheguei no aeroporto, falei: "Como é que eu ligo pro Brasil, né, dona Giselda me". Aí eu saio do aeroporto, greve dos transportes e coletivos. Não Tinha como eu ir paraa rodoviária, pegar o ônibus, sei lá. Tive que pegar um um táxi, né, que era, imagine, eu tinha que ir para Filadélphia, aí o
cara entra no táxi e o cara vai para mim assim e mal falava inglês, né? Você sabe que tá tendo uma greve, né? Eu falei: "Sim, eu vi, o preço aumentou". E eu falei: "Ah, não, tudo bem, não tem importância, né?" Ele, eu tinha ido paraos Estados Unidos, eu tinha a fortuna que eu cheguei nos Estados Unidos, era $1.200, o cara falou: "300 para chegar na Philadelphia". Eu perdi um qu4to do meu >> do meu, né? do meu >> da sua riqueza >> da minha riqueza nacional. >> Aí no meio do caminho o cara fala:
"É, não muito simpático. Onde você é? Do é do Brasil, tal. Legal. É, esse carro é da máfia de Nova York. Então eu, né, já falei: "Bom, já perdi um quarto do meu budget, [risadas] Vou sumir aqui em New Jersey, né?" E então esse país não existe mais. O país que eu conheci em 89, que aceitava imigrantes, que aceitava jovens cientistas para para trabalhar nas universidades americanas de Sim, eu fui tratado, cheguei lá, né? Imagina, eu chego no >> Mas isso foi o que tornou os Estados Unidos o que? >> Claro, claro. Cheguei lá, né?
Imagine, eu dei o Dinheiro pro cara, falei: "Tô morto, né? Não vou comer, não sei o que eu vou fazer aqui." Cheguei lá, contei a história pro meu chefe americano, cara, não, não te aperto. Você tem o recibo? Eu falei: "Tenho, tenho". O cara me pagou. >> Ufa. É, o cara me salvou. Aí ele me pôs na casa dele, não tinha onde ir. O cara me pôs na casa dele por uma semana, né? Mas você mal conhece o cara. O cara falou: "Não, você chegou agora do Brasil, tal, fica lá em casa até você achar
um lugar". Foi me ajudar a achar um apartamento para alugar. >> O chefe do laboratório, tá? >> É um tempo que não, não existe, >> não. E outra coisa, eu contava para o que era a vida no Brasil, discutia, né? Política, os caras ouviam, os caras tinham interesse em saber o que era o Brasil. >> É, >> nos anos 80. Eh, o mais divertido, minha Primeira palestra, vou na vou dar uma palestra, primeira palestra oficial, né, como cientista, tal, termina a palestra, vem um professor, nossa, gostei muito, muito bom isso aí. Da onde que você
estudou? Eu falei: "Na Universidade de São Paulo." Ele falou: "Em que parte da Califórnia?" [risadas] Falei: "É um pouco mais ao sul, entendeu? >> Isso não mudou. Isso não mudou. ali perto da >> É, mas é o SUS, sabe? São Francisco, André, São Bernardo, [risadas] São Bernardo, São Paulo. Não, eu passei por isso, passei por isso. Isso tem, mas era uma outra história, >> né? E e à medida que eu fui vivendo lá e fui passando e vendo, né, a realidade era impressionante, porque os americanos não são expostos a notícias do mundo, não são expostos,
não eram e não são agora também. O que acontecia? As ações do governo americano no exterior, >> ninguém tinha a menor ideia. Não, mas ninguém tinha a menor ideia porque não sai no noticiário. >> Ah, tá. >> Eu ass morar foi uma televisãozinha colorida, portátil para aprender inglês ouvindo o night shows à noite, né? Os os talk shows. >> Talk shows. >> O foi sensação. David Leatherman. Eu devo ao David Lderman aprender inglês Porque eu >> Mas antes dele, como chamava? Não tem não. Johnny Carson, meu. Assisti Johnny Carson toda noite durante anos. Car, >>
enfim, fui numa loja de um iraniano no centro da Filadélfia comprar porcaria da televisão, né? E aí eu eu conversando com o cara, o cara era imigrante como eu, né? O cara veio do Irã, né? Eh, e falando, né? E aí eu cheguei no laboratório e falei: "Ô, encontrei um cara do Irã, os americanos do Laboratório, onde onde fica isso?" Ninguém tinha a menor ideia, né? Mas todo mundo tava curioso de conhecer o mundo, de conhecer outras culturas. Acabou isso, sumiu, essa abertura, essa, né? E e o fato que eu fui bem tratado, eu fui
bem recebido, né? E >> isso vai refletir daqui uns 10 anos. Estados Unidos agora não tem mais essa fuga dos cérebros de lá, né? >> Ninguém quer ir mais. >> É, >> você consegue acreditar que o ex >> fuga não, né? não receber mais esses cérebros que >> o ex-presidente da FIFA foi na TV Suíça dizer que não, os suíços não deviam ir pra Copa do Mundo. >> Nossa, >> o Blatter >> foi na televisão dar uma entrevista lá. >> É, então cara, vai ter uma Copa do Mundo lá e >> pessoal tá pensando em
boicotar já, né? >> Não, começou, os caras começaram a ver com >> medo da galera ir lá >> e acabaram uma jaula, né? >> Acabaram uma jaula, né? Né? Com um monte de Argentina do seu lado, né? >> Já pensou? [risadas] Nossa, que pesadel >> assistindo o jogo e o Argentina ganha de 4 a 0 de nós, né? No meio da cadeia, né? E e core, qual que é a chance que a gente tem o eh para esse novo modelo que tá tá tá surgindo? O que que o Brasil Pode fazer e o e o
que que a gente tá fazendo para não ficar para trás nessa história, né? Tecnologia? >> É, na verdade, o o Brasil cometeu um erro eh crucial lá na década de 80, né, quando a gente adotou o consenso de Washington, né? falando do do final da ditadura, finalzinho, >> é o finalzinho da foi quando a queda do bloco soviético Estados Unidos impôs via FMI Banco Mundial, né, todo o consenso, essa cartilha do consenso de Washington, Que a gente chama da ascensão do neoliberalismo, né? Eh, e o Brasil daí então ele só se desindustrializou e ficou refém,
né, desse modelo. >> Porém, >> mas por que que a gente fez isso? que eu costumo brincar o primeiro discurso da austeridade fiscal, do livre comércio e da do livre fluxo de capital. Isso interessa para quem? >> Para quem já é forte, >> é, >> não é? Então, os Estados Unidos implementou esse modelo, obrigou os países a adotar, porque para ele >> era interessante, >> abre o seu mercado. Eu já sou, os melhores empresas são minhas, os melhores produtos são meus, é óbvio que eu quero que você abre o seu mercado, né? livre fluxo de
capitais. Quem emite a moeda de reserva mundial sou eu. É óbvio que eu quero que meu minha moeda circule livremente no seu país. Austeridade fiscal. Eu fortaleci toda a minha indústria, inclusive eh negando que o império britânico quis, a Inglaterra quis, que é ficou até famoso aqui com você, né, o Elias e a Renata. É, >> o relatório sobre as manufaturas do Alexander Ham foi justamente isso. A Inglaterra, o Cels Furtado fala muito isso no livro dele, o mito do desenvolvimento. O, a Inglaterra queria que os Estados Unidos fosse uma potência Agrícola. A Revolução Industrial
começou na Inglaterra e depois na segunda revolução industrial que veio Estados Unidos, Japão, Alemanha, esses outros paraa França, entraram na segunda, mas a a Inglaterra, o Império Britânico era a potência industrial do mundo. E obviamente ela queria que os Estados Unidos fosse uma potência agrícola. e f me exportando commodities e baixou, zerou tarifa com Estados Unidos para Incentivar que ele não eh se tornasse a potência industrial. O Hamilton falou: "Não, Hamilton foi o primeiro secretário de tesouro dos Estados Unidos, >> primeiro cara". pegou e falou: "Não, eh, a gente vai proteger a nossa indústria nascente,
vamos levantar barreira tarifária, vamos podemos continuar exportando com, mas nós vamos fortalecer nossa indústria." O que a Inglaterra tentou fazer com ele é o que ele fez com o resto do mundo. Depois, quando os Estados Unidos implementou o consenso de Washington, ele ele fez exatamente o que a Inglaterra tentou fazer com ele. >> Não precisa desenvolver indústria. Vou te dar, vai chegar muito mais barato. >> Inglaterra, a Inglaterra queria que Estados Unidos fosse o Brasil dela. >> É, >> exatamente. >> Grande fazendão. E aí nós seguimos esse modelo, o que que a gente fez? A
gente desindustrializou, a gente matou, A gente tinha indústria, tinha gurgel de carros, tinha >> computador, >> computadores, a cobra, né, tecnologia, que era até ligada ao Banco do Brasil na época. >> ITEC, >> Taltec, a gente tinha a Engesa na indústria de defesa, que equipamentos militares de indústria de defesa era avançada na época, considerada. O que que sobreviveu de tecnologia pra gente Falar, a gente tá na fronteira tecnológica, a gente tava comentando a Embrapa, que produz tecnologia agrícola pro nosso agronegócio ser competitivo >> e a Embraer que era estatal, cara. Aí quando a Embraer passou,
toda aquela toda pequena empresa, tal, passa por que a gente chama aquele vale da morte, que é uns 2 tr anos que ela fica sem financiamento e aí ela não consegue dar que o ketchup ali para se tornar competitiva. >> Enquanto tá na mão do estado, o estado vai lá e banca. Aí depois que ela chegou num nível de competividade, privatizou a empresa, entendeu? Mas quando você olha, tem um um índice que se chama índice de complexidade econômica, eh, a gente só tá na fronteira tecnológica com Embraer. E quando a gente olha em tecnologia agrícola
e a Petrobras na indústria petrolífera, que é a única que teve >> teve capacidade porque era do estado >> de de alcançar o pressal, >> de desenvolver tecnologia para alcançar o pressal. Você sabia que todas as indústrias petrolas do mundo que teve aquele leilão dos campos, eles eles voltaram atrás. A última que voltou atrás foi a Shell, >> acho que precisava não sei quantos bilhões. Falou: "Não, a risco de chegar e não achar nada, não vou pô". Quem põe dinheiro a fundo perdido é o estado, cara. >> Estado. Claro. >> É. E no momento que
você abre as ações da Petrobras em Nova York, você põe a Petrobras sobre o risco da do sistema legal americano. >> É exatamente, >> porque você agora tem acionistas americanos. >> Você falou todo esse problema do passado e daqui pra frente que que a gente falou? >> Pr frente a gente tem a gente tem um grande problema, né? Um grande problema. Nós não somos uma potência militar. Isso é um grande problema no cenário geopolítico hoje. Isso é um grande problema. A gente não tem poder de suação. A gente não consegue, gente, não tem, >> a
gente não tem como projetar força em lugar nenhum do mundo, nem dentro do Brasil. >> Se Venezuela quisesse invadir o Brasil, Venezuela invadia o Brasil. >> Ia ter problema. >> Então a gente deveria aí, só que a gente tem que se livrar dessas amarras econômicas, né, dessa dessas amarras que o consenso de Washington neoliberalismo colocaram. Eu acho que a gente não deveria ter, a gente deveria rever o fluxo de capitais no Brasil. A gente deveria ter algum tipo de controle. Não pode ser essa promiscuidade. O cara entra hoje de manhã aqui e sai no final
da tarde para especular aqui dentro do mercado Brasileiro. >> Juros brasileiros, né? >> É. E isso afeta o câmbio. Aí a gente tem que o Banco Central tem que ficar defendendo o câmbio para não ter impacto na inflação. Então a gente fica refém desse fluxo de capitais, entendeu? Então por que que a China chegou onde chegou? Lá tem fluxo de capitais desde o início até hoje. Eles controlam o poder da moeda deles. Eles controlam o fluxo de capitais. Eh, qualquer país consegue fazer isso, não, mas o Brasil consegue, porque o Brasil também é um país
continental. Você pegar um país pequeno, primeiro ele não vai ter os mesmos problemas que tem país continental. Segundo, se ele for fazer isso, ele não, ele não tem poder para fazer isso. A China conseguiu fazer isso porque ela é um grande mercado. Então, ela ela colocou essas regras, essas amarras que iam privilegiar o desenvolvimento da China e ela conseguiu Peitar o mercado. Não, mas vocês querem abrir fábrica. Essa é a regra aqui, tá? A regra é essa aqui. Você quer produzir, você quer vender, nós temos um mercado aqui de um >> mercado absurdo, >> tem
1.4 bi >> de gente aqui para consumir. Você quer vender aqui? A Coreia do Sul fez com uma população menor que a do Brasil, cara. >> É, >> a Coreia do Sul com o General Park fez Exatamente o que a China fez. Por que que os Estados Unidos deixou a Coreia do Sul, que era um aliado dos Estados Unidos, fazer pelo interesse geopolítico, que é para você ver como que é, né? Os outros eu ferro ali, eu não vou ferrar não, porque eu não tenho interesse. >> Inimigo do meu inimigo é meu amigo, né? É,
eu tenho interesse que eles eles sejam uma potência econômica na região para fazer frente com a China. Então ele Deixou o General Park não adotar o consenso de Washington. >> A Hyundai era uma carroça, era um carro horrível. Assim como a Toyota lá no início, antes do estado desenvolvimentista japonês investir na Toyota, também era um carro ruim. Eles fecharam o mercado, levantaram barreira nutricionista e só deixaram a GM entrar. Quando você quer entrar no mercado coreano, vender carro aqui, você pode entrar, mas você vai ter que produzir os Carros na fábrica da Hyundai e vai
ter que transferir tecnologia >> aí. E o mercado, então assim, com o tamanho do mercado consumidor que o Brasil tem, ele tem poder de barganha para exigir algumas coisas. Só que aí a gente tem que se desamarrar desse, >> é, mas >> esse colonialismo mental que a gente se se enfiou, né, dessas regras econômicas que a gente aceita nos outros. >> Mas a gente tá fazendo alguma coisa nesse sentido ou na >> Mas veja, o segundo componente da, no caso, a China foi que eles investiram no capital humano. >> Ah, sim. Eles investiram na >>
educação. >> Na educação. Eles mandaram um monte de gente para fora do país. Trouxeram de volta. Por exemplo, o cara que hoje criou a anunciaram quando eu tava lá a que vai quebrar o monopólio da empresa Holandesa ASML que faz a litografia ultravioleta de alta e precisão, né? Eh, era um cara, um um chinês que trabalhava nessa empresa, foi convidado pelo governo chinês para fazer o projeto Manhattan de microprocessador deles lá na China. E agora eles acabaram de anunciar a máquina que eles criaram. Eles não vão mais precisar da máquina holandesa, >> que era a
única empresa do mundo que fazia essa essa essa tinha essa detinha Essa tecnologia que Taiwan usa, né? A TSMC usa, né? Ou seja, eles foram lá, pegaram o cara do MIT, que era uma um jovem engenheiro aeroespacial, montou o programa espacial chinês. Eles vão chegar na lua antes dos americanos, provavelmente. >> Então eles investiram no povo deles. Quando você fala hoje, você chega na China e você vê que a acima não dos jovens, acho que é de 40 anos para baixo, eh, 90% tem a casa própria. Facilitaram a o crédito, né, para as pessoas terem
a própria casa. O que hoje nos Estados Unidos, a geração dos meus filhos que moram lá, eh menos de 30% do da juventude americana consegue comprar a própria casa hoje em dia. Ou seja, o American Dream foi pro pro saco, né? Então, a primeira geração, provavelmente, que não vai conseguir viver nos mesmos moldes e da geração anterior nos Estados Unidos, vai ser essa aqui agora. É, tive lá agora nos Estados Unidos, realmente você vê uma mudança, né? >> Não. E mas esses violência esse investimento >> esse investimento no capital humano, >> né? Ele é um
investimento de gerações, ele não pode ser um troço de, né? Então ali o que acontece, não houve, não há uma alternância de governo no sentido de entra um cara, destrói tudo que o anterior fez e começa um outro barato, quando chega o próximo, né? Eles tinham Uma política de estado que o Brasil podia ter tido. O Brasil pode ter, né? O problema é que eh vira tudo flaflu aqui, né? Vira tudo, né? Disputas só do poder, só de política. E você não pensa no na construção de um estado ou de uma de uma política estratégica
nacional. Nós não temos, né? Se até que a Ken Ken Jean, não sei se o Nicolas conhece, ela é chinesa, foi estudar no no college e ficou até hoje nos Estados Unidos, é professora de Harvard, foi depois fez doutorado e tudo e ela é professora >> de economia lá, ela tem um livro que chama A Nova China, né, Kenin. E ela fala muito desse modelo político, né, da China, o modelo político nos Estados Unidos, como que isso permite o permitiu a China se desenvolver, né? E ela tem uma comparação legal que ela fala que eh
nos Estados Unidos eh troca-se os partidos, mas não troca o governo. É. >> E aí ele falou: "E na China troca-se os governos, mas não troca o partido". [risadas] >> Então assim, porque eles têm tiveram capacidade de fazer esse esse planejamento de longo prazo, né? No Brasil, como voltando à sua pergunta, como que a gente faz? Eu acho difícil assim, não existe caminho fora da política, né? Na minha concepção, não existe caminho fora da política. da forma que a nossa política tá Estruturado, nosso sistema político, a nossa democracia, se a gente continuar elegendo o Congresso
>> 90% conservador de direito pessoal que bate continente paraa bandeira americana, vai aqui na paulista com a bandeira dos Estados Unidos, com mesmo com tudo que o estado, as últimas manifestações se vê, tinha os caras com a bandeira dos Estados Unidos, tudo que os Estados Unidos tá fazendo com o resto do mundo, chutando todo mundo, xingando Todo mundo, fazendo o que estão fazendo. E a gente tem uma grande parte da nossa sociedade que aplaude isso. Isso acha isso normal e tem eles como ídolo. Então assim, se a gente não conseguir mudar o nosso a nossa
política, a composição do nosso Congresso, >> mas como incentivar, por exemplo, eh, não houve então, mas não houve uma educação política no Brasil. O Brasil enriqueceu, o Brasil é quase que o >> o novo rico, né? Ele enriqueceu, é o Emergente, ele enriqueceu, mas ele não >> aprofundou o desenvolvimento do ser humano, né? Porque uma coisa é você ah aumentar suas chances de ganhar a eleição, de disputar o poder puramente. Outra coisa, você ter um projeto de educação política, >> né? >> Porque as pessoas perguntam para mim, não, falam não, mas veja o congresso, congresso,
eu falo: "Bom, é um retrato do Brasil, >> é uma fotografia da sociedade brasileira. Eles foram eleitos, acho, >> chegaram pelo voto, >> pelo voto, pelo voto direto." Então eu eu brincava, né? Se você fizesse uma eleição aleatória todos os dias pro Congresso no Brasil, ia ser a mesma coisa. >> É >> porque é uma amostragem da sociedade brasileira. Então você vê certos caras estão lá, eles foram eleitos. Então os Constituintes que votaram naquele cara concordam com a as atitudes, né, com >> com a permissividade, né, do comportamento de alguns políticos aqui no Brasil. E
veja, você não vê um projeto nacional, você não vê literalmente o Hamilton, né, o Alexandre Hamilton, que aliás foi morto num duelo nos Estados Unidos, que é um um dos gênios da construção. Todo mundo fala do George Wash, George Washington é um general. Os caras como o Hamilton e o Benjamin Franklin, Thomas Jefferson que construíram o país, né? O Hamilton é conhecido como o pai fundador da >> pai fundador. É um dos founder fathers. É, né? Eu e o cara era ministro do tesouro, só que é o que ele tava pensando, ele não tava fazendo
conta, ele não tava fazendo contabilidade, ele tava pensando em como criar uma nação. >> É, >> você lêu os os federal papers, né, que são os documentos que fundamentais da Formação do Estado americano. Você tá falando ali de gente que tá pensando na criação de um país, de uma nação, né? E eles tinham um problema muito grave. Eles tinham era um país escravocrata. >> É, >> né? E o Thomas Jefferson era dono de fazenda, era um monte de escravo. E o Hamilton era um cara que brigava com isso junto com o Benjamin Franklin, né? Então
o Benjamin Franklin era um cientista para para pensar. um país que Foi fundado com um dos fundadores, era um cara que, né, eh eh navegava na comunidade científica mundial, mas eles tinham um projeto de nação. Não deu certo em certo sentido, o projeto se desvirtuou como acontece frequentemente, mas o o você lê esses documentos, você fica impressionado com a com a ideia dos caras, né? E e eles estavam brigando com maior império da época. >> Sim. >> Brigando de frente e não tinham arma, não tinham nada. Eles tinham um ideal, né? E o que eu
sinto aqui é que a fragmentação os Estados Unidos é muito maior, né? Você nos Estados Unidos não tem consenso para nada mais. Você você tem três, o professor Belus que me falava isso do de dos economistas, mas eu uso essa metáfora. Você põe três economistas na sala, você tem quatro opiniões. Nos Estados Unidos é a mesma coisa. Você põe Três caras lá, você tem seis opiniões. Eh, porque não dá para ter consenso por nada. E aqui essa fragmentação da sociedade tá ficando assustadora, né? Nenhum país do mundo põe a bandeira de um outro país na
principal avenida da cidade durante uma manifestação política. Não, eu nunca em lugar nenhum você vai ver um negócio desse, né? Então isso te mostra um grau de deteriorização da do auto da autoestima Nacional que é impressionante, né? E e a gente viveu períodos aqui terríveis da ditadura, tal. E nem naquele período eu me lembro de ver essas manifestações, né, de bater continência pra bandeira dos Estados Unidos. Nunca vi um negócio desse, né? >> Eu acho até assim, por isso que eles atacam tanto eh a academia, né? atacam tanto a ciência, atacam tanto a história, a
geografia, filosofia, eles atacam tanto >> que aí voltando a uma coisa que eu aprendi com o professor Nico Alees, eh esse problema político que a gente tem, que a gente tá colocando aqui de eles chegaram lá pelo voto, eles é um reflexo do que a sociedade pensa, tá lá no Congresso, né? Eh, mas é difícil de entender porque você elege um executivo teoricamente de esquerda e põe um Congresso inteirinho quase de direita, 90% de direita. Qual que é a lógica disso, né? E a lógica disso, eu acho que É que é esse ataque todo que
existe à academia, a ciência, as ciências humanas, as ciências sociais, é porque eles estão tirando essa nossa capacidade de agência quando eles fazem isso, né? E tratando que as pessoas tenham a o o Nicolas tem uma frase bonita que ele fala que quando você eh utiliza muito mais a sua conveniência, você perde a capacidade de agência de tomar decisões, né, de pensar no que você vai fazer, você faz só o que é mais conveniente, Né? Então eu acho que esse movimento sobre o ponto de vista desse movimento político é muito isso, sabe? Esse esse discurso
simples, reducionista, é porque eles é uma coisa que é conveniente para as pessoas. Eu não preciso pensar para entender o que o Nicolas Ferreira tá falando. Ele falou, eu entendo assim, não preciso nem ler, estudar, não precisa fazer nada. >> Acho que a o sumário do que você tá falando é o seguinte: aqui se vota em Pessoas, não em projetos. >> É sim. Você nem sabe o que o cara tá propondo. A maioria, quando você vê esse e outros indivíduos aí, ah, você não tá votando no processo, você tá votando no estilo do cara, na
gritaria, na persuasão do carisma ou da falta de carisma, do preconceito, enfim. Você não tá votando num projeto, porque qual é o projeto de todos os nós temos o quê? 20 e tantos partidos, não dá para saber, ninguém sabe. >> É, >> ninguém sentaria aqui e diria: "O projeto do meu partido é esse". Não tem, >> não tem, >> é uma disputa pura, exclusiva de poder. E e você, como eu digo, você não tem uma sofisticação política do processo de educação política. É, mesmo na época ditadora, eu fui na primária, na escola primária aqui no
Brasil, no meio da ditadura. >> Você tinha aula de moral e cívica que a Gente, né, odiava, tal, mas eu fico pensando um pouco, certas coisas que eu aprendi sobre o que era o Brasil, >> né, eu fui descobrir quando eu fui embora, né? Eu, isso é uma síndrome muito famosa, a síndrome do exilado, né? Eu descobri o que era o Brasil e como eu tinha uma conexação conexão profunda com o Brasil quando passei vários anos sem poder voltar para cá e vi o contraste do que era viver nos Estados Unidos, né? Eh, porque é
uma cultura muito Diferente. Só que assim, a gente não consegue olhar pro Brasil de cima das nuvens, olhar no todo, >> né? >> A gente olha só no varejo, a gente não olha no atacado, né? Então é só a moeda do dia a dia da, né? Enquanto isso, pelas últimas estatísticas, tem 100.000 pessoas em condição de rua na cidade de São Paulo. Isso é toda a população de pessoas de rua dos Estados Unidos. >> Nós estamos falando da cidade de São Paulo. E como é que você pode dormir como ser humano, sabendo que os seus
compatriotas, 100.000 deles, homens, mulheres, crianças, idosos, vasculham o lixo para comer todo dia? Eu olhava da minha janela, da do meu apartamento na pandemia, eu via a gente vasculhando, né? Nossa, isso mesmo, >> né? Como é que nós todos podemos ter a tranquilidade de dormir sabendo, né? A gente trata melhor os nossos animais, não nem todos, mas, né? Hoje em dia, Isso inclusive é um problema americano, europeu, né? o ser humano deixou de ter o um empatia pelo próximo que foi fundamental pra gente chegar aqui enquanto espécie, né? Nós perdemos essa conexão e isso é
uma questão política, né? Eu eu uma uma das as pessoas falam: "Não, mas você fala da China tal fal meu eu ando andei por todas as grandes cidades chinesas nos últimos anos e não vi uma pessoa passando fome Em Shangai, Beijin e Senjin. Aí os meus amigos chineses vem para cá, vem, andam na Vina Paulista, falam: "Nossa, olha, >> na Avenida Paulista, >> é ou vão no centro de São Paulo, né?" >> É. >> E eu olho pros caras e com a cara de taxo, né? Porque eu fui no país deles e vi o que
eles fizeram pelas pessoas mais necessitadas, né? >> Não, né? >> Então é algo que a gente tinha que levar Para para dentro da gente, né? E e refletir >> o, né? Como é que nós podemos querer ter um país onde uma parcela significativa passa por esse tipo de >> agruras, né? >> Ah, e a ciência, a economia, todo esse barato foi feito para melhorar a condição humana, >> né? Exatamente. É, a gente perdeu essa capacidade de sentir compaixão, empatia, porque o mundo, as ciências, inclusive As que eles privilegiam, né, são as ciências mais utilitaristas, né,
tudo tem que ter utilidade, maximizar a utilidade, né, um linguajar até dos economistas, né, você maximizar a utilidade, ou seja, morador de rua não tem utilidade nenhuma, você não precisa nem olhar para ele. Aquilo para você não é nem um ser humano, né? você só tá atrás daquilo que pode te dar algum retorno. Então, o ser humano perdeu, a gente tá perdendo a capacidade de de ter Os sentimentos que nos é peculiar do ser humano, que a gente tá discutindo que a inteligência artificial nunca vai ter compaixão e empatia e >> a gente tá perdendo
isso, entendeu? Então, acho que a humanidade tá nessa corrida louca pela inteligência artificial, é porque eh isso é uma coisa de maximizar retorno para poucos, né, para concentrar cada vez mais a riqueza. Aí nesse nessa nova crise do capitalismo, as crises vêm para Destruir, tá? Ó, eles eles eles precisam destruir uma parte daquilo que foi criada para lá na frente sair lá na frente em menos pessoas, concentrando cada vez mais renda. Eh, e só é possível se a gente tirar essa capacidade que o ser humano tem de sentir compaixão e empatia. Se se o ser
humano fosse mais empático e tivesse mais compaixão, esse pessoal aí não tinha tanto sucesso assim que eles têm. Que que o pessoal quer saber aí, Romer? >> Vamos lá. O correndo para cachorro, ele mandou a primeira pergunta aqui. Ele nome ou sobrenome? >> Correndo para cachorro. >> É nome e sobrenome. [risadas] >> Soome. Uau! >> Ele mandou aqui, ó. Muitos têm medo da IA igual na época do bug do milênio. Mas qual avanço as IAs poderiam trazer ao Brasil e a outros países emergentes? o mesmo avanço que qualquer ciência estatística trouxe, analisar dados e Tentar
extrair padrões, né? É isso que esse a tal da IA é nada mais nada menos do que uma ferramenta de análise estatística de grandes coleções de dados. Não tem fetiche, não tem mistério, não tem nenhum passe de mágica, né? Então, claro, eu uso, eu uso não a e a, né, os chatbots ou os agentes, eu uso estatística a minha vida inteira. usei estatística a minha vida inteira. O nosso laboratório foi o primeiro laboratório do mundo a usar eh Redes artificiais neurais antes do do deep learning, né, nos anos 90, para analisar padrões de atividade do
cérebro. E foi um paper que saiu e explodiu. Foi maior porque ninguém tinha feito isso, né? E a gente achou padrões que não dava para ver porque nós estávamos registrando centenas de neurônios, eram 100 dimensões que não dá para você ver com o olho, mas a estatística mostrou padrões, né? Foi daí que vem a interface cérebro máquina. A Interface cérebro máquina vem do momento que a gente descobre que a gente consegue analisar em tempo real antes do do bicho mexer o braço. A gente sabia que ele ia mexer o braço para onde ia, que força
ele ia fazer. E nesse espaço de 1/3 de segundo a gente conseguia decodificar isso e mandar para um robô fazer o movimento em vez do bicho fazer. Então é isso, não tem mágica nenhuma, não tem nenhum, não tem nenhum, né? Eh, eh, mas isso foi transformado num >> a a mágica é quando eles acham que é mais do que isso, né? É, não é, é um deus, né? Foi transformada num deus. Não é mais eus, não é mais >> Eu gostava dos pigmeus. Os pigmentos têm uma a uma a visão maravilhosa. Deus criou o mundo
e caiu uma corda do céu e os pigmeus vieram pela corda e popular o mundo. É sensacional porque você não sabe quem pôs a corda, do que a corda é feita, >> mas os caras desceram, fizeram turbata Aqui e esqueceram. Não tão nem aí pro, né? Mas toda a história da humanidade é baseada na necessidade de se criar uma divindade que explique o desconhecido. É o que estão fazendo com a IA hoje em dia. >> Como ninguém sabe o que é e ninguém sabe como funciona, a maioria das pessoas não sabem, virou, né, o um
Deus nas nuvens, né? >> Só só cumprimentando, eu lembrei o professor falando aqui, eu lembrei, tem Um matemático, que eu gosto muito, chama Berno Mandel Brô. Ah, >> sim, pô. >> O pai da geometria fractal, né? E ele ele tem um livro muito bom de fala chama Mercados Financeiros fora de controle. [risadas] Quem gosta muito dele é o Nasc Nicolas Taleb, as obras do NCO Taleb, ele ele cita bastante o Bernard Amandelan, Black Swan. >> É, do cisne, a lógica do cisne negro e depois o mais famoso dele agora o Antifrágio, né? É coisas que
se beneficiam do do caos. É muito bom. >> Eh, e eu lembrei dele por causa da estatística, porque ele fala que a estatística é necessária, mas o ser humano tem que saber utilizar a estatística, né? E ele é muito contra o que ele chama da distribuição normal. >> Quando ele fala o mercado financeiro, ele fala, porque todo mundo olha estatística, que que é distribuição normal? Aquela curva em forma de sino, Onde a maioria das das observações estão a dois divid padrão da média, né? Então, eh, ou seja, 95% das distribuições estão ali no formato sino
e 2,5% na cauda. E o que o Bernard Mandel Bro fala e o Nassind e Costaleb adota muito que ele fala no mercado financeiro, o mercado financeiro só olha para os 95%. É >> os modelos de de avaliação de risco do mercado financeiro, valet risco, todos é os 95. Só que o que ele fala é o que faz Diferença no mercado financeiro, é o que tá na cauda, é os 2,5 que tá na cauda, são os eventos inesperados. >> E os eventos inesperados nenhuma inteligência artificial vai conseguir prever. >> A inteligência artificial não funciona bem
com coisas fora da curva. Exatamente. >> E teve um artigo sensacional que foi o artigo mais citado ou o artigo mais talvez mais importante que saiu o ano Passado na Nature, que foi um grupo de matemáticos, um consórcio de matemáticos americanos e ingleses, simulou o que acontece quando você começa a retroalimentar esses modelos com o que eles produziram. E você pega o output do do chat GPT e começa a usar como banco de dados para retreinar ele. E o que eles foram mostrando é que a distribuição que era assim vai ficando cada vez mais curta
e você começa a explicar tudo do nada Porque você começa a perder todos os eventos do mundo real que não estão inclusos no que o, né, e você começa a treinar os os sistemas com alucinações deles mesmos, né? Então, a simulação dos caras mostrou que no limite, a hoje em dia, a última vez que eu olhei, é a maioria do do conteúdo da internet já é gerado, mais de 50% é gerado por sistemas de inteligência artificial. Mas se isso é bots, seja o que for, >> que é o é a teoria da internet morta, Né?
Vai chegar nesse isso o que eles falaram é isso que no passando de um, eu não me lembro o número, mas passando de 75, 80% os sistemas vão colapsar. É, eles vão colapsar todos esses chatbots, todo isso, porque você só, o que esses caras propõem fazer é, eu sempre falo essa frase porque eu acho que ela é fundamental, é criar um futuro sem futuro. É um futuro baseado no passado. Ou seja, tudo que aconteceu é usado para treinar o sistema e o sistema vomita o Seu futuro. É o demônio de Laplace revisitado, entendeu? Lapaz dizia
que se eu tivesse todos os átomos do universo, todas as forças, ele preveria o futuro do resto da humanidade. >> É, >> é mentira, né? Ah, então o que esses caras estão fazendo é tentar criar um futuro sem opção. É um futuro baseado no que já aconteceu. Nada de novo vai acontecer nesse futuro se você usar a lógica, né, do treinamento Desses sistemas. Só que a nós não estaríamos aqui se os nossos antepassados não tivessem determinados momentos críticos da nossa história tido o insight de mudar a trajetória do futuro baseado no passado, né? Isso aconteceu
várias vezes na nossa história. Então, é é quase uma bomba autodestrutiva do ponto de vista cognitivo e, né? Mas virou a divindade, né? E e esses números que o professor falou de 75 80% tá em Linha com esse com esse artigo do Michael Green, porque ele fala que como 54% das decisões de investimentos é uma gestão passiva, ou seja, é decidida por algoritmos, >> ele também tem um número parecido. Ele for quando chegar em 80% das decisões de investimento dos grandes fundos, que é tomado por algoritmo, ou seja, é tudo automático, né? São os algoritmos
decidem o que comprar, o que vender, >> o mercado vai colapsar, porque você não Vai ter na contraparte uma uma um comprador ou um vendedor, >> vendedor não vão existir. >> Não vai existir. >> É, foi o que esse venture capital falou para mim em Nova York, hoje em dia eu não tenho a menor ideia do que vai acontecer porque são super computadores, eh, gerando algoritmos diferentes, brigando contra um contra o outro, sem intromissão, sem a supervisão de nenhum ser humano. Então, nenhum ser humano tem A menor noção do que vai acontecer. Você entendeu Ró?
>> Porque 54% é decisão tomada por algoritmos dos grandes fundos de investimento que compra passivamente índice stand por 500. Então qual que é a lógica? É um algoritmo que manda vender ou manda comprar. Se do outro lado não tiver alguém que compra ou venda, se quando chegar num número próximo de 80%, que é o que ele prevê também, que tá em linha com esse estudo que o professor Nicoles falou, vai tá todo mundo mandando fazer a mesma coisa. você não vai estar do outro lado alguém tomando a decisão inversa, porque para você vender alguma coisa
tem que ter um comprador, >> para eu vender uma ação tem que ter alguém querendo comprar aquela ação, né? Com uma decisão exatamente inversa da minha. Então é o que ele prevê com esse estudo e ele tem vários artigos ali que provam, né, essa essa gestão passiva que tá crescendo, que já passou da metade, Já é 54%, de todas as decisões de investimento são passivas, quando chegar próximo de 80% o mercado vai colapsar, >> cara. Só gostaria de informar que o Flaco Lopes empatou o jogo, tá? >> Flaco Lopes, >> centroavante do Palmeiras, empatou, >>
mas não tava 1 a 0 pro Palmeiras. >> O Galo virou. >> Ah, não sabia. Virou dois a >> Meu filho acaba de me mandar porque ele sabia que eu ia estar morrendo aqui sem Saber. >> Ah, tá. >> Isso, isso é, isso é a função de ter três filhos, entendeu? Pelo menos um é palmeirense e ele >> pelo um pensa no pai e manda o resultado em tempo real. >> O senhor já foi num jogo do Corinthians? [ __ ] eu quase fui morto no >> sério. Bom, imagina, você vai fazer a abertura da
Copa do Mundo >> no estádio do Corinthans. >> No estado do Corinthians. Eu chegava toda manhã, [risadas] nós montamos um laboratório no estacionamento interno do estádio, tá? >> Sei. >> Para testar as coisas no campo, né? O Juliano que fez o chute da Copa, fez 57 chutes no campo, acertou 55. E eu dizia que era muito melhor que o o que o ataque do Brasil tinha feito na Copa do Mundo, né? O o Fred, que era o centroavante, né? Bom, durante 15 dias Eu chegava no estádio toda manhã vesti de verde. Aí o segurança me
parava, falava: "Você sabe, >> ninguém pode entrar de verde no estádio". Eu falava: "Não, mas é Brasil. Olha, tá aqui escrito Brasil. É agasalha oficial. >> Aí não tinha problema. >> Aí ele me deixava entrar. Só que eu eu sou o único ser humano, eu eu falei pro meu filho que ele só Pode publicar essas fotos quando eu morrer, ter tirado fotos com a camisa do Palmeiras em todos os ambientes do estado do Corinthians. Banheiro, vestiário. >> Isso nunca foi a público. >> Nunca foi a público ainda. Isso vai sair no pósmortem, né? Porque se
eu publicar para ser linchado, né? Serinchado. [risadas] >> Só que assim, imagina, todo mundo sabia que eu era palmeirense, né? Eu entrava No estádio do segurança, o cara que trabalha no estádio, meu, era contínuo receio de ser morto, né, em qualquer dependência da [risadas] do estádio, né? E aí eu tive que assistir um jogo porque tava eh o jogo do Brasil, né? Eu fui assisti o jogo do Brasil depois do >> do perdão, do é do Papé, foi Brasil e Croácia. >> E eu tava lá e tinha um monte de gente do Corinthians lá, né?
E eu saindo, né? Quando eu saio, eu me encontro com um Monte de gente vestido, né? E eu saindo com a camisa do Palmeiras. >> Do Palmeiras? >> Ué, eu tava no jogo, eu tirei o agasalho do do Walker, tinha agasalho e tava com a camisa, né, do >> E meu pai era corintiano, né? Então, e o meu pai era juiz de direito. Ele falou: "Meu, nem eu te salvo se você for na abertura da Copa do Mundo com a camisa do Palmeiras, nem eu consigo te tirar dessa." E mas foi muito divertido porque Eu
tenho esse acervo e assim que no dia seguinte ele será publicado >> do meu passamento, né? >> Sei, sei. Faz parte. >> Fala, Romer. Vamos lá. O Marcelo Pedrone, ele tá perguntando aqui, ó, eh, o que aconteceu com o exo esqueleto depois da Copa? né? Se ele, se a pesquisa evoluiu, se chegou a virar um produto. >> Bom, o não, o egos escrito saiu pelo mundo. Nós acabamos de publicar, como eu Acabei de falar, um trabalho feito na China com eh 19 pacientes chineses. Nós eh como não houve interesse do Brasil depois, né, o Brasil
caiu no precipício mesmo depois que saiu do precipício, não houve interesse de desenvolver, continuar desenvolvendo aqui, nós envolvemos na nós estamos nós estamos na terceira versão hoje. O a versão que nós temos antigamente eram 100 kg de equipamento, uma backpack cheio de eletrônica. Hoje ele é Controlado pel um iPhone. Todo todo o aparato eletrônico foi removido e ele foi transformado num Volkswagen. Ele era o a Ferrari dos EGS esqueletos em 2014 e hoje ele é o Volkswagen. Mas ela evoluiu, nós publicamos vários artigos. É que no Brasil não sai, né? O Brasil, a imprensa noticia
coisas que não tem demonstração científica nenhuma, não tem prova nenhuma, não tem artigo, não tem nada, mas o que a gente faz do trabalho real, profissional, científico, não dá Ibope, mas ele continua, faz 10 anos, não, 12 anos que eu continuo trabalhando no com essa com essa área de pesquisa. Ah, a SUA do 88, ela perguntou aqui se existe a possibilidade das IA substituírem grande parte das profissões humanas. >> Eu eu eu acho que não. A mim nunca vai substituir isso, eu tenho certeza. >> Mas tem um perigo de de outras profissões sumirem como como
acontece quando é outra coisa que nós não Falamos, né, essas coisas. Isso. Mas é, eu acho que nós não falamos ainda isso, mas aí, ah, é nada mais nada menos também que parte do processo que vem desde a revolução industrial de automação, >> né? >> Ela segue a filosofia da automação. >> Automação é mais uma etapa. >> É mais uma etapa. Ela não é nada diferente do do tear a vapor, >> né? Do ele só chegou num ponto em que Você consegue realmente automatizar, como a gente viu, nessas nesses fábricas de automóvel, tal. Mas se
você, inclusive, foi muito divertido outro dia nos Estados Unidos, porque, né, quando você fala dessa substituição, você, os caras sempre mencionam os trabalhos mais meniais, né, os trabalhos mais humildes. Aí de repente um cara lá falou: "Não, nós vamos substituir os CEOs também. Nós mostramos que o nosso sistema aqui é muito melhor em tomar decisões do que o CEO." Aí os CEOs ficaram preocupados, né? Eles começaram a imagine, isso é uma arte, isso daqui é um é um troço que eu treinei a vida inteira. Só que quando você olha o CEO nos anos 30, o
CEO ganhava na média, se eu não me engano, no máximo cinco vezes mais do que o cara de chão de fábrica. Hoje o cara ganha 1500 vezes mais do que um trabalhador braçal. >> Sim, >> né? Então houve uma explosão da da Diferença da valorização do trabalho, né? E e eles falam: "Não, não, nós não vai, o nosso trabalho não vai desaparecer". Eu acho que na realidade vai ser uma enorme decepção. Você não vai substituir nem de perto ou automatizar o número de empregos que eles alegam que eles vão substituir. Porque quando um barato alucina,
imagina e imagina se você alucinar 35% das vezes em decidir se um cara entra pro pro pronto socorro, ele é admitido no pronto Socorro ou não na triagem do pronto socorro sendo automática. Você mata a gente, certo? vai matar muita gente. Então não, não, o medo também ajuda a assustar as pessoas, a a assumir que eu é melhor eu me capacitar, é melhor eu me envolver com isso para eu não ser substituído. O medo é uma grande ferramenta de consumo, né? Mas é, tem muita fantasia, né? É, eu acho assim, filosoficamente falando, eu acho que
a para as máquinas não nos Substituir enquanto humano, a gente precisa continuar evoluindo, né? E aí eu lembro quando era adolescente, o Vila, deve lembrar também, a gente tem a mesma idade, que o a gente via muito essa conversa de que a que as máquinas iam chegar no nível, né, de inteligência ser humano. Acho que naquela época nem existia ainda esse termo inteligência artificial, era as máquinas vão substituir os seres humanos. >> Eh, e eu costumo brincar assim, não é? As máquinas não não vão chegar no ser humano. Na realidade, o que elas estão tentando
fazer, tentando trazer a gente delas, mas isso eles estão fazendo, >> eles estão achatando a nossa, >> então quando eles pegam na conveniência e não na agência, na realidade estão trazendo o ser humano pro nível de burrice dela. >> É, né? Por isso que eu falo, a saída é a gente continuar enquanto ser humano evoluindo, porque a máquina nunca, >> por isso que existe um movimento nos Estados Unidos, aqui no Brasil ainda não vi, mas deveria existir de chama-se de eh human. Os caras estão indo nas empresas e tão literalmente eh eh não é eh
é como se você não quisesse consumir dinheiro, né, do de uma produtos de uma empresa que fez um ato, sei lá qual, investiu na África do Sul durante o apartide, né, um boicote, >> né, os caras estão criando movimento de Boicote as empresas >> que demitem centenas de milhares de seres humanos para automatizar a sua produção. Tá criando tração. Esse barato, >> não é um troço pequeno ainda, quase uma guerrilha, né? Mas tá começando a aparecer a na imprensa, tá aparecendo no nas universidades, chama human, né? Então é quase como se a espécie humana é
é tão paradoxal que é quase poético. Nós criamos o problema. O criador criou uma Criatura que tá tentando engolir o criador, né? Os gregos já falavam disso na mitologia grega e 7.000 anos atrás, né? Né? e Cronos, né, que que comeu comiu os seus filhos para não escapar de um de um golpe até que a mãe escondeu Zeus e Zeus prendeu Cronos, né? Nós criamos o vírus e agora nós temos que nos defender da nossa própria criação porque ela tende a destruir o criador. >> Sim, >> né? É curioso porque nós estamos Repetindo a história
da mitologia grega, né? eh e de outras mitologias, mas eh a é muito claro que já existe um movimento cultural, os, por exemplo, os artistas, escritores, até os artistas de cinema pela primeira vez em Hollywood, teve uma greve de figurantes, né, de atores de Hollywood, que não aceitaram o acordo dos estúdios >> de ter a sua imagem usada em por inteligência artificial, em filmes outros que eles não participam. É, >> os estúdios tiveram que fazer um acordo com eles. Os músicos, poetas, eh, pintores na Europa fizeram um mega processo com as empresas que estavam criando
quadros do Vanangog, mas não era só do Vanangog, né? Eram quadros de pintores famosos, vivos, sem o cara ganhar nada. Eles só tiravam fotografias de alta resolução nos museus, punham num sistema e o sistema criava pinturas que eram vendidas em grande número. Então existe um movimento de resistência, né? É. E tem gente que diz que o Star Wars do Lucas é mais ou menos isso, né? Que o império, >> ah, >> a resistência que tem do do, né? É, na realidade é isso. O império é a automação. É é o reino do dos autômques soldados
todos robóticos, né? >> Sim. Vocês vocês já assistiram o Plubbus? Essa série nova? >> É, todo mundo me fala, eu não assisti ainda. Assisti? >> É uma crítica à inteligência artificial, né? Eu não vi ainda. >> Aquele o autor que é o mesmo criador do Breaking Bad. >> Ah, é. >> É. Ele é totalmente contra e tem um discurso contra a inteligência artificial. E a gente recebe um sinal alienígena de rádio, eles traduzem aquilo, vem que aquilo é uma é o tipo de uma fórmula. >> Sim. >> Coloca eh como faz? É você >> o
algoritmo. >> Não, não. Uma fórmula para fazer alguma coisa química. sintetizam is >> se sintetizam, é, >> colocam em ratos, até que um rato consegue >> produzir aquilo lá e passa para humano e aquilo se espalha pelo mundo e o mundo inteiro vira uma super consciência. Todo mundo é todo mundo. Ou seja, eu vou Pilotar um avião, pode ser você pilotado porque você tem o conhecimento de um piloto, você tem o conhecimento de todo mundo. E acaba individualidade, todo mundo é tudo. E aí acaba a cultura, acaba tudo. Então você vê, é, é, você vê
uma, a uma criança, por exemplo, é uma das últimas a ser assimilada, né? Elas estão, estão todo mundo tentando convencer, estão naquela, naquela coisa da, da, da, sei lá, uma uma aldeia na no Peru, alguma coisa assim. Aí quando ela Assimilada, pronto, aí todo mundo sair lá, tiram as roupas, a dança não precisa mais porque tudo e a luz eles apagam a luz a certa hora, o pessoal dorme tudo em ginásio para economizar tudo. É tudo pelo bem comum e perde-se totalmente aí a individualidade. >> É um é como se fosse uma um nos Estados
Unidos se chama Hive, que é das abelhas. É o colmeia. Exatamente. Exatamente. É uma grande colmeia. >> É. É. É, >> e quem e o professor citou o Star Wars, né? Quem ajudou o Jorge Lucas a criar o Guerra nas Estrelas foi o Joseph Campbell, né? Isso. Poder do filósofo, monito, né? Mito, >> o mito universal, o herói de mil fa. >> É, não, eu citei ele no meu livro do porque quando eu encontrei os livros dele, eu comecei a ver, meu, ninguém ninguém fala nenhum neurocientista falou com esse cara e esse cara não falou
com nenhum neurocientista. É, descobriu que Algumas histórias elas eram com comuns e comuns independente. Importante que ele fala que é o ser humano, né? Eh, na todas as mitologias têm a mesma >> que depois eles transformaram na jornada do herói, né? >> É, tem a mesma origem sem essas civilizações nunca terem tido contato, né? >> Faz sentido. Mas faz todo sentido. >> Que é do ser humano, né? Tem uma, tem esse cara que eu, que eu gosto muito, o L MF, ele fala, teve um momento na, na história que são alguns séculos, mas muito próximo,
né, que você tinha o Sócrates na Grécia, você tinha o Confúcio na China e quando você olha ele chama de o eixo, o eixo filosófico ele chama, né? Os caras tinham a mesma ideia. >> Pois é, separados. >> Eles estavam tendo separados. Imagina, o Sócrates nunca soube quem o Confúcio era, >> né? O Buda, nunca ninguém, né? Não trocaram o zap, não tinha [risadas] Facebook, não tinha Instagram, >> né? E mas de repente, em diferentes partes do mundo, >> dado o que tava acontecendo, ã, esses caras começaram a ter as mesmas ideias e ele, o
Mford sugere que é foi um pensamento que começou a se espalhar, né? Essas correntes filosóficas independentes começaram a confluir sem sem ninguém ter contato, né? Por quê? Porque o as diferentes culturas começaram a sentir as mesmas pressões, né? O Sócrates, o Sócrates foi morto, né, eh, por Atenas, por a acusação dele, por corromper a juventude. Por quê? Porque ele tava propondo um modelo alternativo de pensar, de viver, né? >> E se recusou, se recusou a graça de graça, né? Os sofistas contra elído porque os sofistas cobravam, né? >> Cobravam para mentir, né? Para criar toda
a sorte de elocubração, né? E o >> e e aquilo que a gente falou, né? Você só conhece o Sócrates pelo que o Platão contou. O Sócrates não escreveu uma linha. >> É, >> porque ele não acreditava na escrita. Ele achava que a escrita corrompia. Porque até a até a escrita grega, os os jovens gregos decoravam a Eliada e Odisseia decor, eles recitavam, né? E e aí, segundo ele, quando você começa a pôr no papel, você começa a esquecer, Né, a a poesia, né? E a coisa mais irônica de tudo é que os grandes mitos
da história foram escritos em verso. >> É. >> E hoje um poeta mal consegue sobreviver. >> Pois é. É, quer dizer, >> fale, poeta Homer. >> Vamos lá. Temos uma pergunta do Lenon. Ele mandou aqui duas >> John. >> É duas perguntas e uma aqui. >> Chegamos até lá, até no além. >> Ele mandou aqui, ó. Como vocês encaram o potencial ofensivo da IA no que tange atingir uma singularidade e controle social e como gerenciar o colapso socioeconômico atrelado ao desemprego em massa. >> É só rezando, né? >> [risadas] >> O cataclismo inteiro foi posto
aí na >> Eu só não fala da metade para cá que eu não entendi a >> a segunda pergunta >> é essa pergunta aí. >> Vamos a como gerenciar o colapso socioeconômico atrelado ao desemprego em massa? >> Não é professor acho que não tem gerenciamento. A o projeto é de destruição, >> né? O capitalismo precisa destruir o capital em excesso que eles que eles criaram para lá na frente existir obviamente menos pessoas guerras é isso, Tá? É destruição. O capitalismo cria a destruição do próprio capital excedente, né? O capital fictício excedente. Então, gerenciar esse esse
cataclisma socioeconômico aí, eh, ou vai ser uma grande crise financeira global que vai explodir essa bolha aí, ou vai ser a terceira guerra mundial. eles vão ter que destruir todo esse capital em excesso, que não vai ter como realizar ele e lá na frente o capital que sobrar vai adquirir os capitais débis e o Mercado vai sair mais concentrado ainda lá na frente. >> Mas o único problema é que uma guerra mundial no século XX ela tem uma escala muito maior do que qualquer uma das que nós já tivemos, né? >> É, é, se não
for, se se for, eu eu imagino que as guerras, assim como tá se provando, a Rússia é uma potência nuclear, não tá utilizando, né? >> Obviamente, se alguém utilizar, acabou a humanidade. >> Eu vou te contar um negócio, tá muito perto, viu? >> Sim. muito perto. Veja, ah, hoje nós estamos conversando aqui, menialmente, amigavelmente, tem uma esquadra criando um cerco no Irã. >> No Irã. >> É, >> o Irã facilmente consegue obstruir o o estreito de Ormus. Ormus, >> se eles fazem o estreito de Ormus, bloqueiam, eles só afundam os barcos lá, Fecha o barato
lá, uma fração bem alta do petróleo do mundo desaparece, não vai chegar aqui, vai é no escoa, vai sair por onde, >> né? parte da da geopolítica da crise da guerra da Síria, é porque existiam projetos de criar gasodutos e oleodutos que passariam pela Síria, mas o pessoal não queria, né? Porque várias empresas de que controlam o petróleo mundial queriam outro gasoduto, um outro oleoduto que não passasse por Um território, né? E o que ninguém para para pensar, ninguém fala, pelo menos eu não vejo aqui na mídia, é que um dos aliados do Irã, ou
pelo menos que se declarou aliado é o Paquistão, que tem armas nucleares, >> né? E assim, tem muita, não é que tem uma ou duas, tem um arsenal nuclear razoável, >> entendeu? Então nós falamos, né, dessa expansão alucinada do poderio militar americano Para tentar sair da crise, tem uma hora que o caos é incontrolável, né? Pequenas mudanças nas condições iniciais geram um comportamento não linear, não previsível. >> Efeito borboleta. >> É um efeito borboleta. Exatamente. >> Nos Estados Unidos e o Donald Trump não voltou atrás no negócio, nas ameaças que tava sendo feito ao Irã
à toa, né, do Irã, >> porque o Irã tem na realidade aquele Aquele primeiro ataque dos 12 dias de Israel, depois os Estados Unidos bombardeou as instalações nucleares, >> aquele foi um recado do Irã. Ninguém >> pro Irã ou do Irã? >> Do Irã, pro Ocidente. Porque o Irã, aquele ataque que ele lançou no Qatar, não sei se você lembra, depois que ele foi atacado, ele falou: "Pô, preciso responder aí, que que você acha que eu responder? Eu ligar para você, Vilela, >> vou mandar um míssil aí no seu quintal, Evacua aí, tira o pessoal
aí que que era isso?" Era só para ele mostrar que ele tinha, >> eu tenho como retaliar. É. >> E depois ele bombardeou algumas instalações em Israel. Aí o negócio acabou. Mas foi o negócio da Groândia a semana passada, né? A Europa deve ter chegado para ele e falado: "Ó, vamos parar porque senão nós vamos vender os títulos da dívida americana. Nós temos um trilhão e meio. >> Se a gente não dá um mercado com esses títulos, porque o Iran, na realidade nesse evento ele ele ele provou que se ele quiser, ele afunda esses porta-aviões
dos do que os Estados Unidos mandou, ele afunda esses porta-aviões e bombardeia Israel de novo." >> É, mas o >> E agora com o Paquistão que é o problema é que eles até onde a gente sabe eles não são a potência nuclear ainda, né? Nós provavelmente vamos ser a última geração que testemunhou a construção de porta-aviões. >> Por quê? >> Porque os porta-aviões ficaram obsoletos. >> Obsoletos >> com os mísseis e os mísseis de nova geração. Hipersôic >> hipersônicos. >> Você pode estar no Mediterrâneo e o nosso querido amigo Putin lá lançar Um uma, cara.
>> E ele atinge o cara lá no Mediterrâneo. >> Não tem como ser interceptado. >> Tem nenhuma bateria. >> Casa de dinamite, alguma coisa que vocês a Rússia mandou um recado, né? Oresnick, que é o novo versão. É, >> ou seja, o o >> a estratégia de disputa militar mudou dramaticamente >> com drones e com esses míss >> com os drones e com esses mísseis. Porque hoje em dia eles chamam porta-aviões no sitting duck, é o pato sentado, entendeu? Porque ele é difícil de manobrar, >> ele é facilmente incontrável porque ele é gigantesco e não
voa, né? >> Ele [risadas] não é e ele não sai correndo. >> É. E enquanto isso vem o míssil hipersônico que você não consegue detectar nem você consegue. >> E não só isso, ele tem múltiplas ogivas >> que podem ser convencionais ou nucleares, tá? Ele e a última vez que eu vi tinha o último desenho que eu vi tinha seis ogivos. >> Nossa. >> Tá. O que eles lançaram na Ucrânia aqui há algumas semanas foram seis. >> Meu, você olha o filme do negócio atingindo lá o >> o gasoduto, né, da Ucrânia. É impressionante. Parece
que você tá assistindo a montagem de a mesmo, porque A imagem das ogivas se separando, entrando e atingindo o alvo é numa rapidez. Você tem que ver o filme em câmera lenta várias vezes para ver o traço da do barato. Então, esse porta-aviões, por exemplo, que tá lá no Golfo Persico, se o Paquistão ou Irã tiverem esses mísseis hipersônicos, acabou. Não, eles não duram, né? >> Acabou, cara. Olha a movimentação que a gente tá vendo aí no mundo esse ano, né? >> E a primeira parte da pergunta dizia a ver com e no nos sistemas
de armamentos, né? Então veja, tem uma proposta nos Estados Unidos dos mesmos malucos de automatizar por a resposta dos Estados Unidos a a um risco de de bombardeio atômico. >> Imagina. Então, aí eu eu fui, eu tava dando uma palestra, não me lembro onde, os Estados Unidos uns anos atrás, eu falei: "Bom, imagina, os Estados Unidos vai disputar a Copa do Mundo e toma de 7 A 0 do Canadá, o sistema que tá recebendo todas essas notícias de ofensas, de potenciais ameaças aos Estados Unidos, leva isso como uma ameaça, né? E sem supervisão humana dispara
o Mogiva em direção a Toronto. Porque é isso que os caras propuseram, os mesmos doidos da, né, essas empresas todas. É, >> não, nós vamos ter um sistema que é um filme que o Stanley Kurrick fez, Dr. Strang. Não sei se vocês >> na minha geração, mas >> eu ia falar de outro filme, é Jogos de Guerra. Jogos de guerra, mas o Strong Love é perfeito, porque um doido de um coronel lá, né, fica maluco e inicia uma guerra nuclear não supervisionada porque os equipamentos eram automatizados, né? Então os caras queriam ter uma defesa nuclear
>> automatizada, sendo que 35% não, 35% desses sistemas alucinam, >> não? E pode entender um comando errado. >> Isso para entender uma coisa que é trivial como uma ameaça nacional, >> né? E e esse lembrei aqui que dessa pergunta do I, >> comprei uma, tipo, o cara tá na padaria, eu quero quero comprar uma bomba. Olha, tem um cara comprando uma bomba numa padaria. >> Não xingar a mãe do presidente dos Estados Unidos. >> Esse negócio aí não vai ter, não vai ter acord Esse acord de paz da guerra da Ucrânia, não sei se tá
vendo isso, se estão fazendo, a Rússia tá tá nem aí para isso aí, né, >> mano? continua atacando tal. Por quê? Eh, quando o Putin encontrou com o Donald Trump lá na Alaska e eles começaram a falar sobre algum tipo de acordo de paz, enquanto eles estavam conversando, a Ucrânia fez aquele ataque eh contra o Putin, onde ele tava e era um complexo nuclear da Rússia e o e onde O Putin tem uma residência e a inteligência achava que ele tava lá e a Ucrânia lançou esse ataque. Só que a Rússia descobriu que os mísseis
que chegaram lá e os drones estavam com a tecnologia embarcada dos Estados Unidos, da Palantir. >> E os russos recuperaram o microprocessador o chip e entregaram >> pro Trump, né? >> Pro Trump. Tipo, eu sei que foi você, tipo, você tá falando em paz, aí você Manda me matar, né? >> Porque é o Chip é o seguinte, ele e eh que tá falando dessa tecnologia militar, os mísseis eles são teleguiados, né? os míss atuais, só que eles podem ser interceptado porque ele tá ligado no GPS, tá ligado no satélite para ele ir teleguiando. O que
que a Palantin desenvolveu? Embarcou a inteligência artificial dentro de um chip que ele vai disparar o míssil agora. Eles carregam todas as informações de de relevo, de Tempo, de clima, do que vai ter no caminho. Embarca na hora nesse chip com inteligência artificial. E esse chip com inteligência artificial é que vai guiar o o míssil sem nenhum tipo de conexão com nada. intervenção >> de intervenção e chegou e atingiu. E aí os russos descobriram, pegaram o chip e descobriram que esse chip foi desenvolvido pela Palantir. >> Aí foi proos Estados Unidos e falou: "Eu sei
que foi você". Tá todo mundo falando Que foi a Ucrânia, o Zelens que tentou me matar. Eu sei que foi você. >> Agora contraste isso que, né? esse relato com a o relato de um astronauta americano que acabou de voltar da estação espacial, ficou lá sei lá quanto, 200 tantos dias, desceu lá e falou: "Meu, tá tudo errado". Fiquei 200 dias lá olhando pra terra, não tem fronteira, >> é, >> não tem divisão, o planeta pulsa a o Sistema climático se espala pelo pelo mundo inteiro. Eu vi os movimentos das nuvens, movimentos dos, né, de
>> dos raios aurora boreis. boreal na tempestade solar que teve. O meu livro tá virando um ensaio jornalístico, tá? >> Era uma ficção científica. Eu vim aqui com >> mandiná >> mandiná da neurociência. >> Vou começar a cobrar porque talvez vha a pena. >> Tudo que tá lá tá acontecendo. Bem, bem, bem. Ele falou: "Vi a Aurora Boreal se espalhando". O R >> tá tendo uma atividade absurda, né? >> É, tá chegando no pico, chegando no pico, né? da atividade solar desse ciclo. Aí ele falou assim: >> "Eu vi o planeta pulsando, eu vi o
planeta vivo. >> O planeta é quase um organismo. >> É, né? E é geofisicamente falando, meu, tá tudo errado. Nossas prioridades estão Totalmente absurdas. A nossa prioridade devia ser manter este barato vivo, eh, preservar, né? Esquecer essas estupidez dessas divisões, dessas, porque, né? Porque o cara, o cara vê um rio lá, virou fronteira. o cara vê e o e o planeta não tá nem aí. O planeta não tá absolutamente nem aí para tudo isso que nós criamos. E é tudo fantasia vindo daqui. >> Sim, >> né? E esse é um cientista, é um Astrofísico, um
cara, né? Ele podia chegar ir para casa, mas deve ter sido um impacto tão grande a experiência de todo dia você olhar pela janela e ver >> esse planeta azul, né? O Csegan que falava, né? >> A ideia de Gaia, né? Do planeta. >> É, a Gaia tem certos problemas, mas não não é uma teoria de que tudo tá conectado com tudo, né? Eu semana passada eu falei da conexão do campo magnético da Terra com o Sol. Os caras Vão falar que eu defendi astrologia, né? >> Meu, eu recebi umas 600 mensagens dizendo aquele, [risadas]
eu tava defendendo a astrologia. Vamos deixar claro o disclaimer aqui. Eu tava falando do cling, do campo magnético do sol com a [risadas] terra, falando de energia, né? >> É. Putz, grila meu. Foi uma minha até minha mãe. >> Você que é escorpiano aí, né? >> É, eu sou peixes. [risadas] Enfim, mas o que eu achei muito interessante é isso. Esse é um, né? astrofísica ou sei lá, o cara desce, ficou doido, quase um ano ali em cima e de repente ele teve uma epifania, né? >> Ele falou: "Meu, não tem nada a ver, >>
a gente tá >> esses louco aí, >> esses doidos". Ou então aquilo que o aquela famosa foto do pale do ponto azul, né? Cal falar o calce aqua, né? Quando a void tava saindo >> Júpiter da Júpiter Júpiter, ele falou assim: "Cara, vira o a câmera e fotou porque a a Terra ia sumir do do da visão dela, a última >> última foto da Terra antes de sumir no espaço profundo >> e aí tem aquela uma faixa, uma é bonito, né? Um pontinho assim pálido >> azul e fala e fala lá nesse ponto pálido ponto
azul tá tudo lá. Não. E o mais divertido, >> todas as pessoas que viveram, >> viveram, que já viveram, 108 bilhões de seres humanos que já puseram pé aqui. Alexandre o Gand e o mais incrível, essa nave tá viva, tá? >> E ela tá completando, né, um 5 bilhões de quilômetros. >> Ela tá com um monte de informação nossa. Não, não, não, não. Só isso. Ela transmite ainda. >> Transmite ainda, >> leva. Eu tô, eu acho que ela, ela tá >> e não é um ano luz nem de perto. Ela tá Um, a distância que
ela percorreu é mais de um ano? >> Não, não é, ainda não é um ano luz, não chega nenhum ano luz. E aí a gente fica pensando >> essa foto aí, olha lá. >> Isso. Essa é a foto do Calsea. Esse, esse somos nós. >> É, somos nós >> vistos da, se eu não me engano, da órbita de Júpiter, tá? Ou seja, nada meio do buraco negro, né? Não, e onde a Gente vive é uma casquinha, né? Porque o planeta a gente tá numa casca. Essa nave está navegando pelo espaço há 50 anos, tá? E
ela ainda ainda não chegou num ano luz, >> cara. >> Tá? Então nós estamos no meio de um Ah, não. As E eu eu ia falar que eu vou lançar meu livro, o livro de de ficção. >> Mas você trouxe aqui esse livro? >> Eu trouxe, mas eu vou lançar na China agora. >> Ah, tá. >> Em maio eu vou pra China para lançar. >> O o problema dos três corpos. >> Não, é isso que eu ia te contar. Eu li depois. quando eu já tinha publicado em português, >> que é de um chinês, né?
>> Eu vou te fazer um debate com ele. >> Ah, >> a minha a minha editora tá tentando arranjar fazer entrevista com ele. Não, >> eu vou tentar. Eu eu não, eu tô indo lá E e eu falei, veja, no livro dele tem o neurocientista. Eu li os três volumes, aliás, eu li os quatro. >> Eh, Pres dois corpos, floresta Sombria, em português eu não sei. Em português, eu não sei. >> Que é a última? Vi, >> não me lembro o título. Eu não lembro. >> Mas tem um quarto, mas tem um quarto volume que
é escrito por um fã. >> Ah, tá. Fiquei sabendo. >> Eu li esse quarto volume. É excelente, >> sério, vale a pena. >> É sensacional. E o >> E o Lich enchiu, se se eu tô pronunciando corretamente, ele escreveu um artigo, eu tava lá, ele escreveu artigo, falou: "Recomendo o livro, o livro espetacular porque ele fechou todos os pontos, >> todos os pontos que eu deixei aberto, que eu não sabia como". >> Ele fala, até descreve como são os solarianos, né? >> Isso. Isso não >> é que na na na no Netflix chamaram Não é
solario, é? >> Não, não assisto o Netflix, meu. É destruir o livro do cara. colocaram os adolescentes, né, para na Inglaterra, né, que foi um absurdo, mas enfim. >> Já leu Cobor, cara, recomendo demais. Começa com a revolução cultural, né? >> Não, não, aquilo é sens e eu perguntei, eu tava lá, né? Então eu falei para mim, veja, no livro dele tem um Neurocientista, >> é >> que é um baita de um jacu, fala [risadas] um monte de bobagem. >> E por que era alguma alguma birra deles? Ah, não, não, não sei. Aí eu falei,
veja, o mínimo que ele deve pra neurociência é fazer um debate com o neurocientista, porque no meu livro eu tenho, eu não sabia do livro dele, né? Não tinha ideia. >> Você não tinha lido ainda. >> Eu tenho aspectos do livro dele no meu livro. >> Qual? Por exemplo, >> não, não vou fazer o spoiler, né? Senão desculp, >> mas alguma coisa só é o que eu li nos três livros, >> a tempestade solar. Lembra que a mulher tá criando uma uma arma que foca no sol e transmite a mensagem para amplificar a mensagem? Não,
a coisa mais sensacional do livro, >> ele é bem complicado um umas coisas, né? Não, >> não, o livro é sensacional. Eu tava em Pequim e eu falo: "Veja, olha a diferença." >> Aquele computador humano é compano não, aquele computador feito de com a população, né? >> Isso é é não, mas o melhor é essa parte, a diferença da cultura ocidental, da cultura oriental. A personagem do primeiro livro, o pai dela era um físico Famoso que na revolução cultural é morto no campus >> da Universidade Pequên, se eu não me engano, Tiná, uma das duas.
>> E ela vê, né? Ela vê, ela é uma criança e o que que ela faz da vida? Ela vira uma física, vira uma astrofísica e ela é uma das líderes do projeto nacional chinês de busca de inteligência, eh, né, alienígena. >> Aí um dia ela tá lá, né, imagina, você Tá lá no seu dia, >> recebe uma mensagenzinha, >> recebe uma [risadas] mensagenzinha, aí ela recebe a mensagenzinha e logo depois da mensagem ela recebe uma segunda mensagem e o cara diz: "Não responda >> responda, não responda, não respond". >> Alguém de lá falando assim:
"Cara, não responda". responda uma dissidência da da da política do lugar. >> Pelo amor de Deus, não responda porque a Intenção é é maligna. >> Aí eu minha mãe sem recurso de >> minha mãe minha mãe é escritora, né? Minha mãe é escritora 60 anos de livro, dos 150 livros, né? Contei a história pra minha mãe, né? Eu tô lendo o livro todo entusiasmada. Eu falei: "Mãe, a mulher recebe a mensagem astrofísica em 90 segundos ela aperta o botão respondendo: >> "Venham, >> venham". Vocês eram bem recebidos. >> É. Aí minha mãe, ah, mas ela
é chinesa. Se fosse italiana, ela ia falar com a vizinha, falar com o primo. Olha, sabe? >> Não, [risadas] você não sabe o que aconteceu. E até até ela falar com todo mundo, os caras já tinham desistido, [risadas] né? Não. A chinesa responde 90 segundos. >> Ela não te >> Aí aí o cara fala para ela, meu, você tá pondo em risco 9 bilhões de pessoas, >> né? Ela falou: "Não, eu quero que eles Venham". É a nossa única esperança. Quem sabe eles corrigem. Aí o marido dela descobre, >> né? O marido dela descobre com
o chefe dela, ela mata os dois. >> É >> na boa. Ela corta a cordinha dos dois, os dois despencam. Aí eu falei: "Meu, eu preciso ter um debate com esse cara. >> Eu quero muito falar com ele também". >> Não, eu falei para ela e a minha editora falou: "Não, nós vamos arrumar isso. Nós Vamos achar uma universidade aqui em Pequim e nós vamos fazer: >> "Eu vou, eu vou lá com vocês". Aí eu queria fazer >> Não, eu falei, tem que transmitir isso pro mundo inteiro, tem que ser o, né? Porque, >> pô,
ia ser demais, >> né? Porque o sol é o tema do meu livro. >> E ganhou os prêmios todos de >> Não, o cara é brilhante. O cara é o cara. Nossa, quando eu comecei a ler o Livro, não conseguia parar. >> É, eu gosto mais do segundo livro. >> Não, o Dark, o Dark Forest é a teoria do Dark Forest é uma teoria que eu já conhecia. >> Já, já ouviu essa teoria? >> Não. >> É uma teoria. Por que que os >> Por que não tem sinais, >> por não tem sinais alienígenas aqui?
Por que que >> Porque a gente não rece? É impossível que não tenha mais gente, por que que eles não fazem contente? Sim. E tudo palmeirense, [risadas] porque tudo Little Green Man, né? Tudo palmeirense. >> Sabe qual que é a teoria dele? Ele fala que é uma teoria da floresta no escuro à noite >> o o animal que se destaca ele é abatido pela presa >> pelo predador >> pelo predador dele. Então o lance >> nenhuma civilização a filosofia é a seguinte, nenhuma civilização é tem a segurança que não existe alguém mais avançado que ele.
>> É. >> Então se você anuncia que você tá lá, a chance de ter uma sociedade muito mais avançada vim para cima de você é muito grande. >> Então o lance é você ficar quieto. >> Então o lance é você calar a boca. Aí nós mandamos naves para todo mundo. Estamos aqui, [risadas] >> a gente manda localização, pessoal, >> manda, manda música. Mulher aperta o botão. E eu fui na China, né? Eu vou na China frequentemente e falei: "Meu, a mulher não não ela não teve tempo de pensar no nas consequências. Só não, não é
mais ou menos isso mesmo. [risadas] >> Então a diferença, então o livro para mim, o livro para mim, além de toda a ficção científica, ele é um manual, >> não, ele tem uma base, >> não, ele é um manual da filosofia. >> E e olha, olha que a ideia do autor, cara. Eles estão a 400, eles vão demorar 400 anos para chegar aqui na Terra. Qual que é a preocupação deles? O ser humano tá avançando tecnologicamente muito rápido. Em 400 anos a gente saiu com uma nave. quando chegar lá, a tecnologia deles provavelmente vai suplantar
a nossa. >> Então, o lance deles é tentar estacionar Todo o campo de pesquisa de base, né, assim, tudo que que e e eles não vou falar, vou dar spoiler, mas eles querem que quando eles cheguem a a tecnologia esteja igual ou pior do que quando eles saíram. >> Então, mas a nucia, outra nucia disso é quando tem aquela, eu não me lembro em que livro, acho que é o terceiro livro, que tem as naves, né, que estão, não, as nossas, as as defesas dos seres humanos. uma uma armada do melhor que o ser Humano
podia produzir, né? >> Não. E e eles têm uma coisa de de vasculhar os nossos pens eles sabem o que a gente vai fazer. Então, >> a gente cria um plano de pessoas eh aleatórias que não se conversam para criar planos, não é? >> Não, isso não. Mas aí por isso que tem o neurocientista lá, que você falar com o cara, entendeu? Ele destruiu a imagem >> da porque é muito tosco ele e a mulher dele de de matar qualquer um. [risadas] >> É o fim, é o fim da nossa profissão, né? Mas enfim, se
tudo der certo, eu vou eu nós vamos ter esse debate. Se eles conseguirem convencer o, né, o aí vai ser divertido, né? >> Mas eu aconselho aos dois que assistam Plurbus, hein? É uma série fantástica. Primeira temporada já tá toda esse aqui que é na Apple. >> Esse é o novo livro de ficção que eu escrevi quando eu tinha 16 anos >> no meio da >> revolução no país do carnaval. Esse é o julgamento da de uma ré chamada revolução e que se passa num país. Minha mãe falou que é para dizer que é um
país aleatório, tá? >> É, eu acho melhor. >> É um país. [risadas] Eu escrevi em 77 esse livro. >> 77. >> Eu tinha 16 anos quando o Gais fechou o congresso em abril. Chama-se pacote de abril. Para quem não lembra e não sabe, Eu tinha 16 anos e eu me senti tão absolutamente agoniado que eu resolvi escrever um livro que é uma sátira do que era o o país fictício. Deixa dar me proteger aqui. [risadas] E a única sátira que eu a única forma que eu consegui encontrar foi fazer um julgamento da ré que chama-se
volução. >> Eolução, >> né? Porque na época se chamava de revolução o que aconteceu aqui. Eu Chamava era redentora, né? É um é um nome bonito pro golpe, né? Mas é um julgamento eh de tudo aquilo que eu tava vendo no país, né? E que só foi publicado quase 50 anos depois. >> Mas você mexeu no que você escreveu? É exatamente? >> Não, 90% eu eu é o que o manuscrito, eu tenho manuscrito original batido a máquina tá acabando a tinta. Tá >> na máquina ainda de >> da qu minha mãe tinha me dado uma
Máquina no meu aniversário em março. >> Nossa, mas eu era muito ruim de dar tiografas a Deus veio o computador. >> Adorava. adorava >> cara branquinho. E quando teve o diploma de datilografia, >> eu fiz o curso de datilografia. Fiz tanto que eu >> cato milho, né? >> Não, mas então e eu escrevi esse livro, o mais curioso da história do livro é o seguinte, eu terminei boa parte do Livro, mas não sabia terminar o final porque o final do julgamento >> final Mas você não começa o livro já sabendo do final? >> Não, não
tinha ideia. É um julgamento. O final é o veredito, certo? >> E aí? >> E você tá julgando a revolução 64. Aí eu levei o livro paraos Estados Unidos em 89. Fui terminar esse livro quando eu fiz meu sabático na Suíça em 2006. Só que aí eu, né, publiquei o meu Primeiro livro de neurociência nos Estados Unidos, veio pro Brasil, publicou, vendeu para caramba. Eu falei: "Bom, agora eu vou conseguir publicar o meu livro da infância, né? Isso é 2011, tá? Os caras aqui, os editores aqui, não imagine não, muito cedo para tirar sarro do
negócio. Que é isso? Foi outro dia, 2011. >> Nossa! Ou seja, eu só consegui que esse livro fosse publicado quase 50 anos depois que eu publiquei, 48 anos depois, O ano passado >> saiu no final do ano. >> É uma é uma máquina do tempo isso aqui, né? >> É. Então por isso que quando as pessoas começaram a ler e falaram: "Nossa, isso acontecia". Eu falei: "Acontecia". [risadas] >> Com 17 anos em col. >> Na realidade eu tinha 16, né? Eu completei 16 em nesse ano aí. Escrevi. Tem pequenas >> o Romero 16 anos tava
comendo tijolo ainda, não tava? Tava brincando na rua. O que você tava fazendo com 16 anos? >> Ah, com 16 anos eu tava estourando o tampão do dedão, né? [risadas] Exatamente. >> É, ele não deixou de fazer isso. >> É carrinho de rolem. >> E eu trouxe o manuscrito comigo dos Estados Unidos. É uma coisa impressionante, porque é uma ti máquina, né, cara? >> E a tinta sumindo da >> Ah, vai sumindo aquela tinta depois do tempo. >> É, vai sumindo. E a papel vai ficando amarelo. >> Uma fita, né? >> É uma fita. Você
tinha que, né, trocar a fita na fita. Era, era por impacto. Rebobinava depois você tinha que trocar, né? Porque ficando cada vez mais acabava a fita. É, eu rebobógrafo, lembra? >> Rebobinava para usar de novo. >> Bobinava para usar de novo. Só quando não tá saindo mais nada. Minha mãe, minha mãe era professora aquele cheiro de álcool quando ela ia fazer prova no mimiógrafo. Mimiógrafo. Quem? Putz, você fala mimiógrafo ela atografava invisível, né? Que era era na no stêncil, né? >> Não aparecia a letra. Cara, que tem >> eu eu eu fui do centro acadêmico
aqui da faculdade de medicina, né? No final da ditadura e a gente fazia os panfletos no Mimiógrafo, né? >> Puxa. >> E eu me lembro, nunca vou esquecer isso, eu abri o meu armário na quando eu cheguei como calor na faculdade, teve a parte trágica que era o material do aluno da medicina que tinha sumido do Cabral, né? Que nunca ninguém soube o que aconteceu. Mas eu abri o armário, imagina filho de juiz, Tribunal de Justiça abre o armário, toda a propaganda do PC do B da guerrilha do Araguaia no meu armário. [risadas] Aí eu
levei para casa. Quem colocou isa, né? Tô lá em casa. Caloro, né? Você recebeu o material, levei, pus na mesa da sala. Tô lá, meu pai entra na [risadas] sala, que isso? Eu falei: "Uh, acabei de achar o meu armário da faculdade de medicina". É, >> não era surreal, meu. >> Era algo assim absolutamente inacreditável. E por isso que eu fiquei muito feliz de publicar, porque é um é Um relato, como você falou, é uma máquina do tempo. As pessoas quando eu quando a ré faz o depoimento no tribunal e conta com orgulho tudo que
ela >> talvez se você fosse escrever esse livro hoje tentando se lembrar daquela, porque não ia ser a mesma coisa, né? >> A nossa memória nunca é factível, ela nunca é verosímil. >> Você sempre embeleza um pouco, você muda, você troca. >> Por isso que o relato é interessante, Porque ele é primeiro pelos olhos de um adolescente, né? >> Sim. E segundo pelo fato de que aconteceu, >> é, >> a gente pensa que não, mas aconteceu, >> pô, né? >> Se aconteceu, >> é, >> ainda que muitos neguem, né, ou suavizem o que aconteceu ou
>> 90 segundos, lembre quando chegar o Aviso dos alienígenas, >> não. Você viu o relógio da da do fim do mundo como tá? >> 84 segundos. 84 segundos. Você sabe, >> então é mais rápido do que o tempo que a a chinesa levou para dizer venham para cá. >> Diz 84 segundos a gente tá da meia-noite que seria o apocalipse. >> Manda a última pergunta aí que o papo foi excelente. Pessoal falando >> que bom que Violela trouxe hoje duas Pessoas inteligentes. Eles estavam criticando algum convidado nosso, hein? >> É, >> não é? >> Vamos
deixar aqui né? >> Vamos deixar, né? [risadas] >> É uma briga aqui às vezes, né? >> Porque a última pergunta é do William Gabriel. Ele perguntou aqui, ó, se vocês saberiam dizer se existe algum limite físico ou imaginário para a inteligência humana. E a humana eu pensei que ia Falar da inteligência artificial, mas a gente pode expandir, >> a gente tá no nosso limite >> de inteligência. >> É porque tinha aquele, eu eu já sei que é mentira aquele negócio que a gente usa só 10% da inteligência, é bobagem, né? >> Bobagem completa. >> Bobagem.
Não, isso é bobagem. E esse essa coisa de de que o nosso se o nosso cérebro fosse maior, a gente seria mais inteligente também pelo pelo que foi Dito aqui. >> Baleia azuis. Lembrem das baleias azuis que tem, eu não me lembro exato o número, mas é duas ou três vezes mais neurônio que nós. E >> e parece que o Lenderal tinha um cérebro maior que a gente eu. >> Em volume, é em volume. E agora acabou de sair um trabalho mostrando que na no extremo da Sibéria encontraram um fóssil de uma garota, eles acham
que é uma garota adolescente que era filha de um Homem underertown com um denoviniano que era um tipo de homop outro, é um outro tipo. Não era o Sapiens, mas era uma outra, acho, né, que eram, eles acham, né? >> Tá, >> ou seja, uma híbrida, >> é, >> demonstrando categoricamente que houve essa essa >> que houve o o >> que o Harari, o Harari coloca isso no Livro dele. O Harari é outro jacu completo, [risadas] >> eu por que que as pessoas é >> é não, esse cara meu, esse >> os caras falam que
ele é mesmo completo charlatão. É impressionante. Mas enfim, >> o mesmo o Homodeus também. Você não gosta do livro dele? Os >> Sapiens, os Saps? Eu tô lendo, me deram de presente, né? Você tem que ler agora o despertar de tudo do David Greber, >> não, do David Greber que acaba como, >> como que chama? >> O despertar de tudo. Nova história da humanidade. Imagina, você tá lendo o livro do cara, você tá lendo o Sapping, certo? O último capítulo é sobre interface cérbquina. >> O cara cita todo o meu trabalho, cita o meu livro,
aí ele põe uma foto de um outro laboratório. >> Ah, >> aí o cara de Pittsburg me liga: "Meu, >> colocaram o meu laboratório". >> Colocaram o meu laboratório, mas o texto é todo sobre seu trabalho. Eu falei: "Você acha que a culpa é minha?" É, não vai reclamar com o autor. Imagine você escrever. >> O cara cita o meu livro, o Beyond Bounders, que é o livro original de interface máquina, copia parágrafos. Nous, >> não, no sapiens, no último capítulo do sapiens, que é o futuro. >> É, mas porque o Hom Deus é só
isso, >> descobri só depois que o senhor falou que eu li o sap não sabia que no final >> aí aí ele ele ele fala da interface cérebro cérebro, falei todos os nossos papers, né, Hor Science, tudo >> e ele ele não cito o nome, ns tudo bem, não faz diferença porque ele cita o livro, >> mas ele põe a foto de um laboratório que [risadas] não fez o negócio. >> É uma coisa meio >> aí o cara ficou uma fera comigo e eu não Falei, eu não tenho nada a ver com isso. Quem pôs
a foto foi o cara. E as conclusões que ele chega do nosso trabalho são completamente absurdas. Nada do que ele fala ali faz sentido. Aí eu comecei a conversar de sucesso. Então >> porque ele é uma simplificação, ele mistura vários temas de uma maneira que você consegue ler numa noite, >> não é muito boa. Muito agradável. >> Mas aí o próprio professor dele, orientador de doutorado de falou que ele Não quer nada ter absolutamente nada a ver com ele nunca mais, porque é um basicamente charlatão, entendeu? Quando ele fala que era inevitável que a evolução
da história humana fosse através de impérios. >> É >> da onde que tirou isso? >> Não, ele falou, ele põe tá lá, >> né? Aí eu fui conversar com certos caras que ele cita ao longo dos capítulos a mesma coisa. Todo mundo falou: "Não, o Cara pega o meu trabalho e conclui coisas que eu nunca na minha vida >> falei, falei, né?" Mas você tava vindo desse pensamento, a gente tava falando da da se se o cérebro humano atingiu o limite ou limite? Então, a questão, veja, quando você tem 100 bilhões de elementos hiperconectados, envolvidos
com um mundo em contínuo fluxo e tendo que sobreviver a essa essas mudanças constantes, é bem difícil de dizer que você tá em está ou que você Atingiu o platô, entendeu? É >> porque a história da humanidade, se ela fosse escrita, não no sápis, mas se fosse escrita de verdade, é a história da criatividade, não é necessariamente só a inteligência, é o fato de que >> é tem uma um professor da UCV, que é muito interessante, o Hoffman, >> que diz o seguinte, e é pura verdade, eu concordo plenamente. Nós não evoluímos para ver a
realidade, nós evoluímos para Obter do que tá aqui fora, aquilo que é necessário para otimizar nossa sobrevivência. É >> porque se nós fôssemos pegar o que tá aqui fora na sua complexidade completa, não tinha como processar o barato. O cérebro tá aqui para criar um modelo de realidade que otimiza a chance de sobreviver, tá? E nós chegamos até aqui. São 300.000 anos de grandes e grandes desafios. Teve momentos da nossa história que tinham alguns milhares de Seres humanos só no planeta e nós sobrevivemos. É, >> andamos a, eu falava sempre paraos meus filhos, quando os
meus filhos não queriam fazer alguma coisa, sair na rua, dar uma volta, falei: "Você sabia que os caras saíram da África e foram para lá na Austrália?" A, viu? >> Os caras andaram, meu. >> Não. E atravessaram pelos treitos de Pering. Chegaram até aqui. E agora eles descobriram que os caras usavam os lobos Como trenó para cruzar. É, acabou de sair o ano passado. >> Eles encontraram. >> Que fantástico. >> Você não é sensacional. Os caras saem da Ásia de Central. Os caras não tinha >> cruz, pô. Os caras não. Mas sabe o que o
Lford fala? >> Que esse ímpeto de explorar, ele era contra a exploração espacial, né? O Mford, esse humanista americano, porque gastou muito dinheiro e tinha problemas Nos Estados Unidos, né? Pobreza, miséria, tal, tal. Mas ele falou: "Eu eu tô tentando lutar contra algo que tá dentro do inconsciente humano. Esse troço de hipodesconhecido. Os caras saíram, né, de barco da Europa, não sabiam onde eles iam chegar. >> De repente eles desembarcam aqui, né? encontra o paraíso. E e aí os chegou uma época em que o a terra ficou pequena, então os caras precisavam sair para ir
para Então ele Fala que isso é um troço que vem desde desde os nossos antepassados, né? Popular o mundo, cruzar os os oceanos. Os caras foram andando paraa Austrália, não sabia que tinha Austrália, >> não, >> né? Eles foram porque eles precisavam ir no horizonte, né? Precisavam ver o que tinha no horizonte. E esse aspecto é muito interessante da do cérebro humano, essa busca do desconhecido contínua. Então eu não acredito que você pode Falar que a nossa inteligência atingiu o platô, porque a gente não sabe o que vai vir no dia seguinte. Agora, se você
subcontratar o seu processo, tomar decisão para um troço desses aqui, >> aí sim, >> aí já tá no limite. >> Aí você tá, >> é só do ponto de vista filosófico, acho que não atingiu e nem vai atingir, porque a gente, o ser humano vai estar Sempre em constante evolução, né? a menos, como diz, né, que se a gente decidir, parar de evoluir e delegar as nossas funções cognitivas para tecnologia, né? >> Porque passa a ser um fator de seleção natural. >> Se você tem todas as recompensas >> do mundo moderno são ah ofertadas para
aqueles que se amoldam a lógica digital, >> são eles que vão passar o DNA, né? Eh, não, não vão ser os filósofos, não vão Ser, né, o os poetas, não vão ser os caras que se amoldaram a >> a ao novo, a nova, eu eu chamo da ideologia do novo poder, né? Eh, porque para mim é uma ideologia, né? Eh, só que assim, é preciso que isso seja reconhecido. Você não tá pela primeira vez na história, nós temos uma bifucação onde uma criação nossa pode nos colocar num rumo da nossa extinção. E não é pelos
cenários dos caras que Falam aí, os cenários malucos, porque tem outra coisa, o Leffal isso muito legal. Quando eles falam que eles têm o poder de criar uma coisa que vai poder destruir a humanidade, eles estão aumentando o valor deles, dos overlords. Eles estão dizendo, ó, nós temos nas nossas mãos o poder de acabar com a espécie. Então, você tá valorizando o seu passe, entendeu? >> Sim, >> né? Eh, por isso que os caras da época atômica, né, os diziam: "Nós temos a bomba". Isso mandava, você virava um deus e é isso que os caras
almejam. No inconsciente sociopata deles, eles sentem que eles podem acender a virar divindades, entendeu? >> Divindades orgânicas, né? Que moram aqui. Ah, >> pois é. É isso. Tem um cara que tá Reclamando que você não leu nenhuma pergunta dele, né? Não sei. As perguntas eram ruins. >> Eu gostei daquunta aqui do do correndo pr cachorro. >> Correndo para cachorro. [risadas] Suada, não sei o que também. >> Suada 88. >> Suada 88 também. >> Suada. Suado. >> O jug não, é suada. >> Ah, suada. >> Suada. Uau. >> É o Jug Dread. Ele perguntou aqui, né,
se vocês veem o futuro para o Crisp Cras, Crispass, né? >> Sua aplicação em prática em longa longa lá. Eita. E sua aplicação prática em larga escala. E também se pergunta se o Bovespa bate mais de 2000 K. >> Nossa, [risadas] cara, na mesma pergunta, né? >> É, >> e quer saber se o Brasil vai ser campeão Da Copa. Copa. >> Ele quer chutar com a esquerda e cagueireta ao mesmo tempo, né? >> Só faltou ele falar assim esse crisp aí. Crisp >> 200.000. O o professor responde o crispondo da boca. >> Não, crisp é
uma uma é uma técnica de splicing genético, né? De manipulação do genoma. >> Ah, sim. e que ganhou o prêmio Nobel, fez um baita do Aué, mas ainda tá Ninguém sabe direito se vai ter o impacto clínico que foi prometido. É outras das coisas da ciência também que a gente tem muito cuidado hoje em dia, porque eh a ciência passou a ser o novo sacerdote do mundo moderno, o oráculo do mundo moderno, né? Os os faraós tinham sacerdote que olhava pro céu. O mundo industrial, o complexo industrial militar, eu uso os cientistas como aqueles que
se vendem pro complexo Industrial militar, né? Eh, como oráculos, né? E tem muita coisa aí que eu vi na minha carreira ganhar prêmio Nobel, tal, e que até agora, mas seria muito bom, porque tem várias doenças eh de fundo genético que poderiam ser corrigidas, né? Mas aí eu acho que ainda é cedo. >> O da bolsa é difícil fazer. Bom, para quem me conhece há muito mais tempo sabe que eu não faço previsão, né? Ainda mais sobre o futuro. Então, eh, 200.000 Pontos. Na realidade, esse movimento todo da queda do dólar aqui, a valorização do
real, valorização da bolsa, na realidade é já é uma parte dessa migração do capital que ia para os Estados Unidos, tá indo menos para lá e tá tentando se diversificar, né? E o Brasil é um, quando você olha para as economias, o Brasil é uma grande economia, ela, ela acaba sendo um porto seguro, né, para muitas estratégias de investimentos de investidores Estrangeiros. Então esse movimento que tá tendo, ele tende a continuar, né, esse movimento de capitais entrando no Brasil. Eh, porque a magnitude da do aspirador de investimento que tem nos Estados Unidos é muito grande,
é >> gigantesca. Então se 1% do movimento diário da bolsa deixar de lá e vir pro Brasil, cara, isso é um impacto tremendo na juros lá é 3,5, >> é >> aqui é 15. >> Então assim, eh existe uma tendência de continuar esse movimento de fluxo de capitais indo para outros países [risadas] e inclusive pro Brasil, né? Então existe uma tendência de ter ainda essa essa pressão de de alta na bolsa. Agora se vai chegar a 200.000 não faça a menor ideia. Aqui foi, >> senhores, obrigado demais pelo papo, muito esclarecedor. A gente foi de
séries, filmes, livros, a gente Acabou ligando vários pontos aí, né? Então aqui tá o livro do Niconelis, o novo. Já tá, já tá disponível, já foi lançado. >> Já, já, já foi. >> E você tá falando de um novo que vai ser lançado >> esse, se tudo der certo ainda esse ano, que é o o Nina. >> Nina, >> nem inteligente, nem artificial. >> Ah, E agora é hora de vocês passarem redes sociais. Sites, o que quiserem aí, palestras, fica à vontade. Cobori, >> bem, para quem já me conhece, José Cobori no YouTube, no Instagram
e em outras redes sociais também. >> Qual é sua frequência de vídeos lá? >> Eu eu posto vídeo quarta e sábado. >> Quarta e sábado. >> É, sábado é uma coisa que eu criei antes da pandemia, mas dois meses depois veio a pandemia, que era para ser um podcast E acabou sendo um podcast onde eu fico só respondendo perguntas. Chama JK Cast. No sábado o pessoal manda pergunta, eu respondo e na quarta é um vídeo normal. >> Tá bom? sobre algum assunto, >> é, os assuntos aí de economia, finanças, geopolítica, filosofia, tenho falado de bastante
coisa e agradecer, né, e e dizer aí para quem nos acompanhou, né, e e já tinha nos acompanhado, eu e o professor na semana passada, de de absorver um pouquinho que eu acho que o Que eu transmito, tento transmitir e com certeza o professor Nicoleles, que é uma pessoa que eu muito admiro, transmite também, é a gente utilizar o nosso conhecimento em bem da sociedade, da humanidade, né, pra gente tornar uma sociedade mais justa. E eu acho que essa essa é a função do conhecimento e a função da ciência, né, que o professor Nicoleles aqui
também representa. E agradecer você, meu amigo Vilela, novamente por ter me chamado e ter Proporcionado esse meu reencontro com o Nico Lelis. E você, Niconelis? >> Bom, também queria agradecer, é um prazer conversar livremente, né, sem definição de tema. Eu eu cito sempre esse americano porque ele fala uma coisa que muitos anos atrás, quando eu li ele pela primeira vez, o Le Muff, ele fala: "Nós nos transformamos nos eh nos especialistas que sabem tudo do nada." >> É, >> enquanto a humanidade precisa cada vez Mais dos generalistas que sabe um pouco de tudo, né? >>
Que é como era, né? >> Que é como era, por isso que eu gosto muito dele, né? Então, eh, eu tenho só minha o meu Instagram e o meu Twitter que é igual a M. Nicolelis. Eh, tem um projeto, talvez esse ano ainda consiga fazer de de reativar o meu canal eh que eu fiz na pandemia para fazer não um podcast, mas fazer um um diálogo de, né, de de de um cientista Preocupado com com o futuro da nossa espécie, né, de falar de assuntos não necessariamente só sobre neurociência. Eu acho que a gente vai
conseguir fazer esse semestre começar e basicamente agradecer a a você, Vilela, ao Cubor pela gente falando aqui, o Alberto Silva foi o melhor programa do ano até o momento, hein? >> Opa, >> você viu? Mas eu acho que eu isso que eu ia dizer, eu acho que existe uma Audiência ávida por conteúdos mais profundos que falem sobre >> tudo aquilo que o ser humano discute desde que o primeiro ser humano conseguiu falar com o vizinho do lado, entendeu? >> Em volta da fogueira, quando tinha aquela reunião na >> Isso, porque teve um período na nossa
história onde a gente não vocalizava. É, >> a gente vocalizava, mas não tinha criado Uma forma de comunicação simbólica, onde o que continha, o que estava aqui dentro saía. >> E eu gosto muito de uma frase do Berton Russell, que é um filósofo britânico famosíssimo, né, que dizia o seguinte: "Os gregos se deram conta de que eles eram parte de algo quando as grandes tragédias gregas começaram a ser encenadas nas arenas públicas. E quando a história da guerra dos gregos com os persas foi apresentada nesse Teatro e o grego olhou pro lado e viu o
outro grego chorando, porque naquele momento eles perceberam que eles eram parte de algo maior >> do que só ser um ser humano, né? E curiosamente é isso que mais eu sinto que falta hoje, é a gente perceber que nós estamos no mesmo barco, como o astronauta americano falou, nós somos a mesma espécie, né, >> numa pedra flutuando no >> uma pedra flutuando no meio de um vácuo >> imenso, né, e que tá nas nossas mãos preservar essa pedra flutuante e voltar a um momento da nossa história. a gente entendia, como os gregos entenderam, né, que
eles eram todos partes de algo muito maior. >> Pois é, >> né? Então, eh, essas oportunidades de conversar com vocês são pequenas contribuições nessa direção, né? >> É, eu eu agradeço muito a presença de vocês. Eu dou muito valor para esses Momentos que eu passo aqui com com uma evolução que eu sei que esse vídeo aqui, assim como outros que a gente tem aqui no canal, a gente tá com mais de 2000 episódios, eles vão ser revistos, né? Eles não funcionam só como uma live, né? Eles ficam no arquivo e eles podem ser revisitados e
tal. E muita gente vai assistir um corte, vai assistir esse programa inteiro e muita gente vai ser transformado por por essa por esse conhecimento, principalmente que foi Colocado aqui hoje. Então, agradeço demais a vocês, agradeço vocês que tiveram aí de casa, ao pessoal também que ajuda o podcast, né, que é a Insider que tá sempre com a gente, né? Eh, Homer. >> É isso aí. Temos a Contabiliz, temos a Insider, nós temos também a Airbnb e temos a G4 Educação que estão patrocinando esse episódio. >> Exato. Todas as informações sobre os patrocinadores estão na descrição
do Vídeo. Vamos lá e dá uma força pro pessoal que ajuda a gente, não é isso? >> É isso. >> E agora é hora de você brilhar. O que que o pessoal escreve nos comentários para provar chegou até o final desse papo maravilhoso? >> Para provar que chegou até o final, coloca aí berro no avião. >> Nossa Senhora da onde vem, né? Eu [risadas] eu me maravilho com isso. Eu dei aula 40 anos e sempre acontecia algo Assim. >> Berro no avião. Mas você lembra porque que é berro no avião? >> Não, não tem menor
ideia. >> Você acordou? Você você gritou gol no avião >> no jogo. >> É por causa disso. >> Ah, eu pensei que era das profundezas do [risadas] inconsciente. >> Não, não, não. Ele ele resgata alguma coisa do papo. Sensacional. O >> pessoal tava prestando atenção. >> É para ver. Eu tenho certeza que absoluta que tem coreanos que até hoje na mesa do jantar ouve essa história. >> Vou ler, vou contar essa história. Passar contar gerações, gerações. >> Gerações, gerações. >> Então escrevam um berro no avião que só quem assistiu o podcast inteiro vai entender. Nem
o Nicolva dessa história. [risadas] >> Já tava em outra já. >> Valeu demais. Fiquei com Deus. Beijo no cont. Tchau. E que bom que vocês vieram. Valeu, fui. As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas Dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em
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