Esse é Tarso Marx, um ex-piloto de elite da Fórmula 1 que acabou se tornando um verdadeiro Tony Stark brasileiro. Aos 17 anos, ele estreou na competição número um do automobilismo mundial e correu lado a lado com alguns dos maiores nomes da história. Mas depois de uma aposentadoria precoce nas pistas, ele precisou se reinventar e acabou descobrindo um grande talento como designer, sendo responsável pela Customização de alguns dos veículos mais insanos do mundo. >> Quando eu cortei o primeiro carro, a primeira moto, me chamava de louco. >> Isso aqui não é Hot Wheels. Como que não
é Hot Wheels, cara? Como assim? Eu tinha esse carro no Hot Wheels. Por mais de 5 anos, ele foi o responsável por construir os carros do programa Lata Velha do Caldeirão do Hul, na época que o programa realmente levava a sério as reformas. Mas além disso, ele foi um dos Apresentadores e consultores do programa Autosport. Hoje ele é considerado o designer de veículos número um do mundo e com seus projetos únicos desperta desejo em bilionários e celebridades que estão no seu portfólio de clientes. >> Até Chasnegra tem moto. Nossa, >> o Chassegger, >> o Arnoseger,
>> o Beckham. O pé, [ __ ] >> [ __ ] Esses aqui são os troféus do campeonato mundial de customização de Moto. Nós ganhamos se anos. Material escolar. Por anos, a gente teve o caderno mais vendido do Brasil, que era com a capa dos carros. >> Quanto você venderia esse carro aqui agora no seu Pix? >> 10, 12 milhões aqui. >> E hoje nós vamos conhecer a história desse Tony Stark da vida real e visitar a oficina insana que ele construiu, que é simplesmente um playground para todo o fã de automobilismo. >> Posso sentar?
>> Pode, pode. >> É muito diferente isso aqui, >> cara. Solta as labarias de fogo assim quando liga ela. >> Cara, que animal, >> [ __ ] Olha isso. É literalmente a gente tá agora numa fábrica. >> Não, parece que a gente realmente entrou na bate caverna. >> Mas além do lado artista, nós também vamos mergulhar no seu passado de piloto Para entender tudo que ele sacrificou para chegar ao topo. E porque a Fórmula 1 ainda é um fantasma que o assombra. Dá alguma sensação diferente voltando pra pista assim? >> Quando é Fórmula 1, dá
até uma coisa ruim de pro Então não gosto porque aí dá vontade de tá andando, sabe? Aí aí é sofrido. >> Cara, te fazer uma pergunta difícil. Como é que você conseguiu aprender a viver a vida com esse sabor Amargo na boca? >> E no final do dia nós vamos mostrar em uma experiência épica o que realmente torna um piloto de Fórmula 1, diferente de todos os outros. Prepare-se para conhecer a vida do Homem de Ferro brasileiro. Chegamos na casa do Tarso Marques, exeo de Fórmula 1 e o maior designer de carros, motos [ __
] do Brasil. E a casa dele aqui já parece a caverna do Batman. Olha só, parece a casa do Tony Stark. Olha o tamanho daquela porta dele. Parece um bunker. Olha os carros aqui. Porche Rolls-Royce Ferrari. Fala aí, aí prazer. Tudo certo, tudo ótimo. Obrigado. A gente a gente já veio vestido aqui porque ele falou que ele acorda 5 horas da manhã para treinar. Vamos lá. >> Você consegue fazer uns tourzinho pra gente aqui nessa bate caverna? >> Vamos lá. Bom, garagem obriamente. E Aqui é o espaço inteiro aberto, né? Aqui tem a academia que
a gente já vai usar daqui a pouquinho. Tem uma sala ali. Aqui é uma sauna. Aqui é um furô. Ali na parede são os três carros que eu corri de Fon, um de cada ano. Cozinha, né? Cozinha aberta aí no meio da sala. Uma cozinha gourmet, >> sinuca, >> sinuquinha, simulador. >> É, >> lá tem um negócio de dardos que lá tá a Super licença, carteira de forma 1 kg. >> Pera aí. Superlicência. Então é a >> Superlicência é carteira para for >> CNH dos pilotos. >> CNH dos pilotos. É isso aqui, ó. Entendi. >>
Você conseguiu esse negócio antes mesmo de ter carteira de verdade, né? Antes mesmo carteira de verdade. Aí eu tenho aqui uma bola que é assinada pelo Magic Johnson, uma luva pelo Mike Tyson. Cara, que [ __ ] E é legal, né? E aqui é um Capacete. >> Aí, esse capacete aí você já correu com ele? Como é que é isso? >> Já corri com ele. Esse aqui, na verdade, vai pro Faustão. Tá até assinado para ele. Tem que mandar entregarão. >> Vai pr outro aqui. É, >> não. Calma aí. Você falou tão casualmente, mas você
é amigo do Faustão? >> Ah, eu conheço carinha. A carinha dele assim não conheço. >> Faustão. >> Vamos no v churrasco na casa dele domingo. >> Tarso, para quem não te conhece, quem é você e o que que você faz? >> Sou o Tarso Marques, ex piloto de Fórmula 1, tem uma empresa hoje que chama TMC, né, Tarso Max Concept. O trabalho principal que a gente faz, que é mais conhecido por isso, até a customização de carros e motos, carros antigos que a gente deixa mais moderno, Com performance de carro novo, mas também a gente
faz muitos projetos em aeronaves, né, tanto avião quanto helicóptero e alguns projetos arquitetônicos, >> uns projetos tipo uma moto com motor de avião, >> as coisinhas meio diferente assim, meio diferente, né? >> Arquitetônico, por exemplo. Então, essa casa aqui foi você que fez? >> Essa casa aqui foi um projeto nosso. É, >> você mesmo que faz o design. Você é tipo um arquiteto, >> tudo que é feito na empresa, sou eu quem crio. Tudo nos carros, a moto, desde o botão do vidro elétrico para abrir a janela do carro. Mas eu sou péssimo no desenho,
tá? >> Hum. >> Então eu faço um rabisco lá, eu brinco com os meninos do design, a gente vai fazer o imagem e ação, fico explicando, pai daqui, corta ali, sabe? Até chegar Num num sket, numa ideia no no papel, aí passa pro computador e faz o 3D e aí constrói o carro ou a moto. E no caso de do projeto arquitetônico, é a mesma coisa. da EG tem arquitetos que trabalham com a gente, que fazem aquilo virar realidade, né? >> Mas antes eu queria saber como é que você entrou no automobilismo? >> Eu praticamente
nasci dentro de um autódromo. Meu pai sempre gostou demais de corrida. A pessoa que mais gosta de Corrida, que eu já vi na vida, é meu pai. E aí eu iniciei minha carreira no kart. Eu fiz uma corrida com 6 anos de idade. >> Caraca, seis. >> Seis. Era muito novo. Eram uns carts rápido que que os adultos andavam, né? Não tinha aqueles caras que existem hoje com motor bem mais reduzido pra criança. E aí eu tive um acidente antes da corrida, no sábado bem forte, eu capotei, caí para fora do cartóo, tal e Bem
onde minha mãe estava assistindo por coincidência, onde ela ficou apavorada e meio que me aposentou. Aí com 12 eu voltei. Com 12 eu comecei a correr de verdade. Inclusive você correu a primeira vez na Fórmula 1, se eu não me engano, com 17. >> A primeira vez que eu andei com 17, eu acho que eu corri com 18. 18. >> É que eu faço em janeiro, né? Então virou o ano, eu corri. Acho que eu fui mais novo do mundo, talvez até hoje eu Ter andado de Flon. Não sei se eu sou até hoje, mas
eu era. E >> como é que foi dali, dos 12 anos pra frente? >> Com 16 eu comecei, né, de 15 para 16 na Fórmula Chevrolet, que seria Fórmula 4. Já passei pra Fórmula 3 em seguida. No ano seguinte fui pra Fórmula 3.000 na Europa, que seria Fórmula 2 hoje, né? E aí, Fórmula 1. >> E aí, depois que você correu na Fórmula 1, você teve que recomeçar sua vida, uma Outra profissão, construir um outro sonho. Como que você acabou indo parar nessa parte do design? >> Cara, foi por acaso. Quando eu decidi voltar pro
Brasil, falei: "Pô, eu era novo ainda, tinha 20 e poucos anos e meu pai falava: "Você vai abandonar os estudos para tentar ser piloto?" Ele falou: "É bom que você chegue na Fórmula 1, tenha sucesso como piloto, senão você vai morrer de fome, não vai ter estudado e não vai servir nem para empurrar Cart". Então quando eu eu decidi voltar pro Brasil, tinha ganho um bom dinheiro como piloto, tal, mas falei: "Cara, preciso fazer alguma coisa, era novo, né? E eu não queria correr aqui, não queria correr em outras categorias". Essa minha empresa de hoje
nasceu por acaso, era um hobby. Então na época eu tava correndo, já na Fórmula 3.000, eu gostava muito de carro antigo de raley. Isso era em 93, 94 e não existia raley no Brasil na Época. E carro antigo ninguém modificava e eu não gostava do carro original. >> Uhum. Então eu comprei um carro, comprei uma rally na Inglaterra, desmontei, fui trazendo quando voltava de corrida ou alguém assistia corrida, pedia para trazer algumas peças, tal e comecei a tentar fazer esse carro e essa moto, mas eu fiquei 4 ou 5 anos tentando e eu morava na
Europa, né, na época. Então eu ia numa oficina, mostrava um desenho que eu tinha feito, falava: "Eu quero isso Aqui". E o cara falava: "Eu faço custa X, leva 3 meses." Eu pagava, viajava pras corridas, voltava três meses depois achei que ia tá pronto, chegava lá, não tinha feito nada >> ou tava feito errado, brigava na oficina, levava pra outra. Eu passei por umas 10 oficinas no Brasil, até que um dia me irritou, contratei quatro pessoas e pus no meu escritório em Curitiba. Falei: "Pelo menos eu sei que vão mexer no meu carro, a hora
que ficar pronto Ficou e só estão fazendo o meu". Aí esse carro e essa moto ficaram prontos em seis meses. E eu falei: "Pô, agora não vou deixar os caras na mão, que eu acabei tirando caras de outros lugares, né?" Eu comecei a fazer um carro para um amigo. >> Hum. >> E ainda morando fora. Comecei a fazer e comecei a usar o meu carro, minha moto quando eu vinha pro Brasil, tal. Onde eu ia, um monte de gente deixava Bilhetinho, pô, me liga se quiser vender ou vinha falar, pô, quero comprar o carro. Falei:
"Cara, não vendo, mas se quiser eu faço um por encomenda". Veio a primeira encomenda, daí uma encomenda de moto, falei: "Cara, tá aí o que eu vou fazer. Eu gosto disso. Arrumei um trabalho com uma coisa que eu gosto assim, mas foi natural, aconteceu. Era um hobby e virou uma e virou um negócio. >> E você ainda tem esse primeiro carro e essa primeira moto que você fez? >> Cara, o carro eu tenho, tá lá. É esse carro que eu tenho tatuado aqui. >> Caraca, >> ele tá lá até no na na oficina onde a
gente vai. A moto não tenho, infelizmente. >> O que você faz hoje no Brasil, praticamente ninguém faz mais, >> não. Ninguém faz. Existem várias empresas que fazem customização. Na verdade, a gente começou esse negócio de customização no Brasil, né? >> Foi o primeiro, então >> foi o primeiro. Quando eu cortei o primeiro carro, a primeira moto, todo mundo me chamava de louco, né? Maluco, aí vai estragar o carro, estragar a moto. E não existia. Nos Estados Unidos já existia, então eu via muito em viagens, essas coisas, porque eu adorava. Hoje tem outras empresas que fazem
customização, fazem modificação em carros, mas ninguém faz como a gente faz de construir o carro do zero, fabricar Tudo, tanto pro carro quanto pra moto, né? Então é legal que cria um mercado novo e cada vez tem mais gente, porém ninguém faz exatamente como a gente faz. E aí, agora a gente vai acompanhar um pouquinho da sua rotina. A gente vai entender como é que funciona essa empresa. Daqui a pouco a gente vai lá. Depois a gente vai conhecer um pouco mais do seu lado de piloto de Fórmula 1. A gente vai entender como é
que foi pilotar no mais alto nível. A gente vai Dar uma volta no carro com ele lá na pista. >> Talvez. Talvez. >> Talvez. Será? >> Não. Vamos. Vamos. Dá um jeitinho. Dá gente, >> então beleza. >> Tá prometido. Agora tem que andar. >> Mas vamos lá. Conta pra gente como que é a sua rotina normalmente, como é que é seus dias. Eu acordo muito cedo, eu viajo demais por compromisso de de Trabalho que além da empresa tenho coisa de TV, né? Programa de TV que que eu participo na Globo. Ah, você participava do do
>> É, eu participei do L Velha há muitos anos e Auto Esporte também. Eu fico muito tempo fora e muito tempo fora do Brasil agora que hoje grande a maioria dos clientes hoje estão nos Estados Unidos. Então quando eu tô aqui em São Paulo, onde é a sede, eu tenho que aproveitar o máximo os dias. Então eu Acordo 5:30 da manhã, treino para 8 horas, já tá no escritório e vai até a hora que for. Não tem horário, não tem final de semana, não tem feriado, tem trabalho, tem coisa que tem que ser feita, vai
embora. >> Sua vida hoje em dia é o trabalho, então >> totalmente. >> E a gente vai fazer treino de que hoje? >> Costas. Não sei como vocês estão faz costas. Tá, me conta uma coisa. Hoje em dia a sua rotina ela é saudável? >> Cara, eu não bebo, não fumo, não uso drogas, não sinto falta nenhuma de bebida, né? fala sai e tal, não bebe. >> Nem na época que você era piloto. Então >> não, nunca bebi. Primeira vez que eu experimentei beber, eu tinha 34 anos. Não gosto, então não, >> não faço questão.
>> Essa academiazinha aqui é é o sonho de de consumo de todo cara, né? >> Todo mundo queria ter uma academia >> e não tem desculpa para não vir no Treino. >> Não tem desculpa. E é o único jeito de eu treinar, cara, porque aqui em São Paulo se treina fora, você perde uma hora para ir pra academia, uma hora para voltar. Eu não conseguiria treinar. Então em casa não tem desculpa >> não. Aqui o cara pode treinar até de cueca, né? Se quiser. Pode >> do jeito que quiser, cara. Isso que é bom também.
O cara treina até pelado. >> E me conta uma coisa, Tarso. Quando você Era piloto, as mulheres davam muito em cima? >> Ô, não, não compromete. Nossa, >> gostaria que fosse mais, >> pô. Que eu imagino, né, cara? Os pilotos devem ter muita sedeuda, né, cara? O cara fica, o cara fica bonitão, né? Não, Fórmula 1 muda bastante tudo, né? Muda a vida do cara, né? até chegar na fórmula um, ninguém conhece, o cara só perrengue, não tem moleza em lugar nenhum. Depois Que entra lá tudo muda, né? Todo mundo quer que você vá no
lugar, quer que você vá na festa, você é convidado, você nem pagar as coisas, não paga mais. >> Tinha que fazer muita mídia também, né? Ir nos eventos, dar entrevista. >> É isso. Isso é já é a parte mais chata. >> Mais chata, né? Porque se fica o ano inteiro, você não passa mais de três dias na mesma cidade. >> Uhum. É muito compromisso com o patrocinador, com tudo, né? >> Correr é uma parte só, né? Tem tem uma todo >> dirigir o carro, infelizmente, é muito pouco, que é a única parte boa, né? >>
Aham. >> Você anda, dirige du, 3 horas por mês, né? >> Por mês. >> É porque você pega a corrida tem 1 hora e meia, daí mais duas tr horas de treino. >> Vocês não não podem pegar o carro e Levar pra pista assim durante a semana? Não, >> na época que eu corria até era liberado o treino, mas eu fiz temporada inteira sem fazer um dia de treino, porque a equipe não tinha dinheiro, é muito caro. As equipes grandes andavam direto, né? >> Inclusive, eu vi ali que você tem um um simulador de de
Fórmula 1, né? Depois a gente >> vai lá, a gente tem que, na verdade, testar para ver, a gente comparar a Diferença entre um ex-pilô de Fórmula 1 e dois noobs. Vai, vai ser legal a gente ver. Você costuma usar esse simulador ou >> não, na verdade eu não uso muito. Eu até queimei ele, cara. >> É mesmo? Não tá funcionando então? >> Não, hoje não. >> Vixe, então não vamos conseguir, não vamos conseguir botar nossa habilidade à prova, >> não. A gente fez um, um eventinho aqui, ligado na tomada errada e queimou a Central
do computador. Eu uso mais quando vem aí, vem amigos, aí todo mundo quer usar, >> só que daí eu quase não uso, né? Todo mundo quer quer jogar. Já que que o pessoal vem aqui na sua casa e quer jogar, mas eles não podem porque o simulador não tá funcionando, uma boa alternativa é a Pichl que é a patrocinadora oficial aqui do canal. Na fichal você consegue comprar computador, cadeira, mesa, acessório, periférico, Tudo com melhor preço e também das melhores condições. Entrega em todo o Brasil e a qualidade da Pichl que é o maior e-commerce
gamer da América Latina. >> Não, é verdade. O meu computador veio da Pichl, sabia? >> Ah, é sério? É verdade. >> Isso não é combinado. Isso não é combinado. >> Não é combinado. Não é combinado. >> Veio da Pichl. Não, >> veio da Pixu. >> O PxAL eles não estão vendendo ainda os simuladores, porém eles fazem projetos personalizados. O Pxal fez pro Felipe Massa. Um agora ele já entregou. Então se você tiver interesse de coração, eu falo com ele, ele vai curtir demais. >> Só que aí é, você tem que deixar a gente vir brincar,
né? >> Você vai ter que ensinar a gente daí. Não, vamos, vamos, vamos sim, porque é muito legal. Tem uma curiosidade, Tarso, Voltando pra sua vida pessoal, você não tem nenhum vício, não é bebida, não é droga, nem nada, obviamente. >> Mulher, qual que carro? >> Isso que perguntar qual que >> então, então já já descobrimos aqui, >> tá? Mas a gente pode falar qual que seria maior vício hoje? >> É esse >> carro carro. >> Carro, carro. >> Isso daí, por exemplo, tanto carro Quanto mulher, é uma coisa que já te levou a tomar
decisões estúpidas por causa disso? Tipo, já atrapalhou na sua carreira. >> Não, brincadeira. Do jeito que vão achar, vão achar que eu sou o Dan. O Danir? Não, não. >> Todo mundo tem um todo mundo tem. Óbvio, óbvio. >> Vou até falar uma coisa que, tipo, no canal a gente sempre faz essas perguntas pras pessoas. A gente tenta ser o mais Sincero nos nossos vídeos, né? Nem sempre todas as pessoas elas tm coragem de falar abertamente sobre algumas questões mais pessoais. E eu entendo, né? Mas eu acho interessante falar porque querendo ou não, todo mundo
é ser humano, todo mundo tem alguma coisa que atrapalha, tem alguma fraqueza, né, que a gente mostra as pessoas como invencíveis às vezes no nosso canal. O cara alcançou muito sucesso, mas todo mundo tem algum tem alguma falha, alguma Coisa que algum uma dificuldade, né? >> É um ser humano, né? >> Com outro qualquer, >> para não ser um idealizar, né? Assim, a gente até brinca, pô, você é o Batman, é o Tony Stark, mas o o próprio Batman e o Tony Stark tem diversas, >> tem, lógico, todo mundo tem, né? >> Diversas coisas, né?
As pessoas têm mania de às vezes deusar alguém, um atleta, tudo. E na verdade é uma pessoa normal, né, cara? >> Hoje em dia você se considera mais empresário ou artista? Porque o que você faz é arte, né? >> O que eu faço, eu considero arte. É que no meu caso, as duas coisas tm que encaminhar junto, porque normalmente o cara que é só artista, por exemplo, um pintor >> não quer dia. >> É, ele tá sozinho, não tem outras pessoas, né? Por isso o meu não dá para desvincular totalmente, né? Eu só crio, Eu
sou só uma peça, entendó. Eu acho que o que a gente faz é arte, mas é uma criação, é uma ideia. E daí tem um monte de gente envolvida para executar isso e daí tem a parte comercial também. Então não tem como dizer: "Ah, é mais artista". Eu acho que sim, pelo lado da criação, porém tem o lado empresário, tem um monte de gente lá que depende de mim, um monte de famílias que a gente indiretamente sustenta e para fazer a coisa acontecer precisa de todo mundo. >> Mas assim, o seu tempo que você dedica
passa mais horas por dia fazendo design ou por exemplo fazendo negociação? Mais negociação, mais empresaria que fosse mais criação, >> mas não é >> interessante isso que você falou, porque isso me faz refletir sobre uma coisa que o próprio imã falou pra gente, que não importa o que você tá fazendo na vida, qualquer que seja a sua escolha de Profissão, mas sempre vai ter a parte chata, a parte burocrática junto com a parte legal. A parte legal é pouco tempo, é 20%, >> você tem que fazer os 80% para conseguir aproveitar os 20, que é
o que você gosta. Exatamente. Mas toda a profissão é assim, né? >> Você como piloto era assim também? >> Como piloto achava um saco treinar, ficar 4, c horas por dia treinando. Eu odiava com todas as forças correr 1 hora E meia correndo a pé. Eu odeio correr, mas faz parte, né? Senão, senão não funciona. >> A gente no YouTube é assim também, né, João? >> É, a gente gravar aqui é é o é o 20% pra gente, que é o que a gente mais gosta. Resto tempo a gente tá atrás do computador, seja em
ligação, >> editando. >> E você quando saiu da Fórmula 1 e começou a fazer esses projetos, você Tinha algum conhecimento técnico? Como é que era isso? Como piloto? Você aprendeu a parte de mecânica, aerodinâmica? Tá, eu sempre gostei muito. Eu não estudei para isso, não estudei mecânica, não estudei nada, mas eu aprendi com os melhores engenheiros do mundo, né, cara? Na Europa morava sempre procurava ficar perto da oficina, que nem um piloto faz. Então eu chegava na oficina antes dos mecânicos e era o último a sair. Então eu acompanhava tudo, né? Da parte Mecânica, parte
de fabricação, testes de túnel de vento. >> Eu tô fraco, viu? >> Tinha uns engenheiros que fazem aerodinâmica, tudo. Eu ficava acompanhando e fui aprendendo. >> Você falou que seu pai, ele ele tinha falado assim: "Cara, estuda senão você não vai conseguir fazer nada". Você chegou a estudar, como é que foi isso? Concluiu a escola? >> Nada, nada, nada. >> Nem nem ensino médio você concluiu? Não, fiz até sétima série. >> Mas você sente falta disso? te atrapalha, você acha >> zero. >> E qual que foi a habilidade mais importante que você adquiriu assim e
precisou de usar na sua vida? Talvez seria o inglês. >> Cara, foi o inglês, mas eu eu falo, eu nunca gostei de estudar. Então, quando eu ia pela Mora fora, meu pai falou: "Desse dia vai ser piloto?" Então, pelo menos estudo inglês. [ __ ] eu fui, não sabia falar [ __ ] nenhuma. Falei: "Eu vou morrer de fome, né?" Fui morar na Inglaterra, eu sabia muito do carro aqui tecnicamente no Brasil. Eu fiz uma lista de com o nome das peças do carro, >> as coisas mais importantes para você falar. >> Coisas mais importantes
para eu saber falar. Então, pô, eu chegava lá, cara, mal sabia pedir um cachorro quente, se Eu quisesse comer, mas sentava no carro, eu falava o que eu queria que fizesse no carro. E o até o engenheiro, a primeira vez que eu fui andar, eu não falava nada, né? Dava bom dia, ficava quieto. E aí entrava no carro, quando parou no box a primeira vez, eu falei: "Faz isso, isso". O cara falou: "Como assim? Se fala inglês e não conversa com ninguém, eu já nem sabia o que ele falou". respondeu, fodeu. >> Uma curiosidade, mudou
um pouco de Assunto em relação à Fórmula 1. Você tem contato com algum piloto atual? >> Alonso é o que eu sempre tive mais amizade. A gente correu junto, né, na Minard. É o que eu tenho mais contato, mais acesso, assim. >> Então a gente acabou nosso treininho aqui agora, né? Foi um treininho mais rápido, >> treininho falcatrua, >> é o famoso treino treino do vídeo aí que a gente faz. Então agora a gente vai Trocar de roupa e a gente vai lá pr >> lá pro escritório. >> Escritório. >> Fechou. A moto tá lá,
né? Lá que a bota que você não aguenta mais ver. >> Estamos prontos para começar nosso dia. Todo mundo trocou de roupa. A gente vai pr pr escritório agora. Mas a primeira coisa que a gente tem que fazer é escolher qual carro que a gente vai, né? Nós estamos em quatro aqui. >> É um em cada. >> Pode ser. >> Ô, mas aí não tem entrevista cara. >> Mas aí não tem entrevista, né, cara? >> Você é o único cab, né? >> Vamos no Vamos no Rose. >> Não, pô. Vou ter que fazer vou ter
que fazer sacrifício sacrifício. >> Quanto você venderia esse carro aqui agora no seu Pixel? Esse carro pronto assim tem que valer 1 milhão de dólares nos Estados Unidos. 10 12 milhões aqui >> de reais no caso, né? 10 >> é um carro desse zero com essas modificações aqui que >> é o dob >> tem que ser 10 12. >> Então vamos vamos andar num carro de R$ 12 milhõesais primeira vez. Você acorda muito cedo, né? Às vezes você falou que você acorda 3 da manhã, 4, dependendo. Você tem sonho, você tem Dificuldade para dormir >>
demais, cara. Eu durmo 4 horas por noite. >> Isso desde a época que você era piloto? >> Eu dormia um pouquinho melhor antes. >> Gastava mais energia. >> É, talvez. Agora realmente é é difícil e tem fases piores, né? toma um remédio para dormir às vezes tal, porque não sei se fica ansiedade, não sei, fica pensando em mil coisas, pensando nos negócios o tempo Inteiro, mesmo que eu deite, eu não consigo dormir. E a mesma coisa assim, se falar domingo, hoje ah, não vou fazer nada, pô, acordo 6, 7 da manhã e >> você tem
dificuldade de ficar parado, consigo essa parada de ansiedade, você lida com isso há muito tempo? Há bastante tempo, sim. Na época que eu corria não. Curioso. Nunca tinha parado para pensar, mas não. Depois dos 30 eu acho, bicho pegou um pouco. >> E você já teve alguma vez depressão ou Algum sintoma depressivo? >> Ah, já. Já em fases, às vezes sem muito motivo, às vezes com motivo, obviamente. Mas sim, eu sou um cara, eu gosto muito de ter costume, acostumei ficar sozinho e guardo muitas coisas para mim, problema, essas coisas. Então, às vezes eu eu
me fecho muito e às vezes isso acaba fazendo mal, né? Pesa isso não divide com ninguém, não fala e eu me cobro demais. Então isso às vezes acaba dando uma um pouquinho de depressão. >> E você teve algum mentor ao longo da sua jornada? Eu não diria mentor, mas assim sempre meu pai foi o cara que que me apoia desde sempre, sabe tudo que acontece na minha vida, meu melhor amigo e falo com ele horas todos os dias até hoje. Então a gente tem uma relação muito boa e é o cara que eu sempre me
ensinou tudo, eu me inspirei tudo e me deu todas as oportunidades, né? Se não fosse pelo meu pai, pela minha família, Talvez nunca tivesse chegou a lugar nenhum, né? não tivesse conseguido nada. >> E você já pensou em ter filho, ter um construir uma família? >> Já pensei. Eu gosto muito de criança. Eu tenho uma sobrinha só que eu amo. Sempre quando eu era mais jovem, eu sempre pensava: "Pô, eu quero ter um filho, uma família que eles falam o o minimi, né? para est junto. Eu tenho certeza que seria, cara um paizão, porque eu
gosto de criança e querer ter o meu filho Sempre junto. Mas hoje em dia eu meio que desisti disso. Eu fiquei muitos anos com a pessoa que >> Uhum. >> achava que era a pessoa certa e talvez seja, mas assim, achando que ah, não é hora, você fica priorizando trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho. Aí eu falei: "Cara, já tô chegando numa idade que daqui a pouco eu sou avô, não pai. Sei dó para ser avô, não ser pai, entendeu? Eu falei: "Pô, a hora é Agora". E aí, por outro lado, eu tenho medo. Eu desisti
por isso. O mundo, do jeito que tá hoje, cara, tá tudo virado de ponta cabeça. Eu decidi mais filho. Não é uma coisa que eu falo: "Ah, não, não vou ter com certeza". Mas a princípio a ideia é não ter. >> Você se considera mentor de alguém? Tem alguém que você quer seu pupilo, que você passa seu conhecimento, sua vivência, suas experiências? Não, tanto que eu não sei o dia que eu morrer, eu Não sei o que vai acontecer disso aqui. Sinceramente, eu não sei. Às vezes eu penso nisso nos últimos dois anos, que aquele
negócio a gente fala: "Ai, deixar um legado tal". Acho que isso aí não é mais uma preocupação. E ainda falo pra minha família, ó, vocês vão se dar bem, vocês vão ter uma porrada de carro, um monte de coisa aí e pros clientes. Eu falei: "Ó, pode ter certeza que vai valorizar mais, porque depois que morre, daí tudo >> daí explode." >> Então, todo mundo vai ficar bem. Eh, eu não vou deixar problema e contas para pagarem, então todo mundo vai ficar bem. E você nunca pensou assim em escalar no sentido de produzir mais, ter
mais gente, sei lá, fazer uma franquia assim, o seu objetivo sempre foi fazer a sua arte, vamos dizer assim. >> Eu já pensei, já tive muita proposta, mas não funciona porque o meu negócio é muito, Eu sou eu quem crio tudo. Eu já tive, sei lá, 30 designers, 40 que trabalharam comigo durante esses anos. E não adianta nunca sair igual. E a pessoa que vem comprar um negócio de mim é como arte, o cara gosta do quadro do Picasso, não adianta oferecer mone para ele. O cara quer aquilo, aquele estilo. Então, por isso que eu
digo, não me preocupo em com concorrente, não me preocupo em ajudar os outros para fazerem o que eu faço, indicar, dar os caminhos, porque, cara, O cara que compra comigo um carro é pelo estilo do carro que eu faço ou pela marca, ele não vai, não adianta outro cara falar que, ó, eu faço um carro também super bonito, do jeito que você quiser e vai custar menos. Não adianta, o cara quer o meu vai ser comigo. Não, não v não adianta outro oferecer outra coisa, entendeu? Então, essas coisas não me preocupam muito não. >> Tudo
isso que o Tars falou, a gente vai mostrar pra vocês como são esses carros Que ele faz, como é que é o processo de fabricação desses veículos e por que deu tão certo isso que ele faz. >> O escritório é nessa mansão aí, nessa casona. >> É, aí é o escritório e é onde a gente faz todos os carros e e motos. Enfim. >> Já fez festinha aí, T? >> Já, já tiveram algumas festinhas aí que é bom de fazer festinha. >> Toguro. Queria fazer uma festa aí. [ __ ] a bebida mansão maromba. Chegamos
então, Tarso. >> Chegamos. >> Onde estamos? >> Sejam bem-vindos. Aqui é a TMC. >> TMC. >> Aqui é a nossa séde, onde a gente tem o escritório que faz todos os trabalhos de design e personalização de carros e motos. >> Aqui é a casa de 4000 m². >> É, são oito andares. E aqui é minha sala que é aonde eu trabalho e a sala de Apresentação de projetos, hein, >> cara. Que [ __ ] Foi você que fez arquitetura aqui também? >> Foi. >> Cara, que sensacional. >> Essas cadeiras aqui não é confortável, né? >>
Não é nada que é bonito, é confortável. >> Justo. >> Nem os carros. >> Nem os carros. Quanto mais bonito, vai perdendo conforto. Quanto mais Performance vai perdendo conforto. Então a pessoa tem que escolher o que ela quer. >> Caraca, você tem um BBB aqui, hein? >> Tem um BBB. Eu brinco. É o meu BBB particular. Aquele último macacão que eu corri de falon na minard que era eu, Alonso lá. Aquela luva vermelha >> é última luva que eu usei quando corri de ind na Pensk. >> Esses aqui são os troféus do campeonato Mundial de
customização de moto. Nós ganhamos se anos, né? Se anos. >> Se anos. Me dá só um spoiler do que vamos ver daqui a pouco. >> Aqui é o Shor, >> cara. Isso aí literalmente é as motos da Hot Wheels, cara. É possível. literalmente olhando para isso da moto da Hot Wheels. Cara, aqui são miniaturas dos por que a gente faz já todo restilizado. Então, o cara antes de receber o carro, a gente manda é a Miniatura do carro, da cor do carro dele, igual o carro dele. E aí a gente faz também um livro do
carro. Ô, >> vocês cuidam de todos os mínimos detalhes. >> Uma experiência inteira. Quando o carro começa a ser finalizado, você não mostra mais pra pra pessoa. >> Você depois que finaliza, faz um coquetel aqui, ainda entrega um kit que inclui esse álbum aqui do do carro, uma miniatura, >> até a chave a gente personaliza. Então, >> a caixa da chave, cara, incrível. Umas caixas, igual de relógio bacana >> na cor do carro. Quando você abre, acende o couro dentro é o mesmo couro que usam no carro. A gente vende a experiência, né? Aquele negócio
que a gente falou. Então o cara recebe a passagem para ele por um convidado, ele vem, >> a gente faz um jantar aqui para ele especial, >> faz a festa e ele fica hospedado aqui por uma noite. Entrega o carro na festa e no dia seguinte a gente leva o carro para uma pista fechada para ensinar o cara a guiar e mexer tudo no carro. >> Nossa, cara. E e você vai junto? >> Vou junto. Eu que vou para mostrar. Inclusive, eu tô muito curioso para saber o preço, mas a gente vai falar daqui a
pouquinho, mas eu imagino que tem um tem um valor aí para valer a pena e fazer tudo isso funcionar. Podemos Continuar? >> Claro. >> Vamos lá. >> Então, aqui a gente saiu para entrar agora na área dos carros. >> Aqui é a área dos carros. Aqui já é o primeiro andar de oficina mesmo. Caraca, aqui, cara. Não, isso aqui não é Hot Wheels. Como que não é Hot Wheels, cara? Como assim? Eu tinha esse carro no Hot Wheels. Ô, e anda mesmo. >> Anda. Esse eu uso direto, cara. >> Tu usa direto esse aqui? Ah,
>> uso bastante, >> cara. Que an E essa aqui é a famosa. Como é que anda um negócio desse? >> Aí que tá o segredo dela, né? Tem muita engenharia, né? Você entrou no caldeirão do Hul foi 2000 e eu não sei o ano exato, mas 5 anos e meio >> no Caldeirão. No Out Sport foi desde o começo do programa, anos 2000, 2001. >> No Lata Velho, como que foi? Como é que você foi parar lá? >> Cara, Lata Velha, eles já tinham me convidado algumas vezes e eu falava: "Cara, não vou fazer porque
vocês fazem carro alegórico e eu e eu faço carro carro com cara de carro". Então não ia daí ficou uns dois anos, né? já tinha me convidado até que um dia, eu tava nos Estados Unidos, tocou o telefone, eu parei, era o Luciano. Ele falou: "Cara, vamos fazer o programa, não sei o quê, Vamos fazer". Falei: "Mas vocês têm que mudar o quadro. Quero fazer carro original". >> Sim. >> E vamos começar com uma moto que a gente nunca fez. Daí pegou uma CG lá. E daí, cara, deu uma [ __ ] audiência. >> Hum.
>> Aí falou: "Então tá bom, agora faz os carros como você quer, como você tá sugerindo, né? Saiu do padrão." Ficou: "Puta do Lata Velha, todo mundo lembra Do Lata Velha, fala: "Cara, como que se faz esse carro?" fez um carro cheio de tijolo e e gasolja. >> Falou: "Cara, é aquele é o carro mais famoso do mundo, acho. [ __ ] não fui eu que fiz aquele troço". Que tinha alguns carros que eram aberrações, cara, que foram feitos lá. >> Sim. >> E >> mas a tua a tua participação? >> A nossa participação sempre
foi carro. >> Não. Sim. Mas te ajudou mais do que prejudicou? >> Ah, não. Ajudou. Foi super bacana. Foi super positivo, não para venda de carro, mas pro negócio de licenciamento de marca, visibilidade, pro nome da empresa >> e Auto também. >> O Auto também, >> só que eram públicos bem diferentes, né? Completamente diferentes. Então >> o Autosport é um programa muito mais Nichado, é para quem gosta de carro. >> E cara, o Caldeirão pegava de tudo. >> Sim. Era audiência maior, tudo. >> E só para entender, a gente sabe que no Caldeirão do Hul
era responsável ali pelos carros no começo. No auto esporte, o que que você fazia? apresentava alguns carros, alguns carros originais, mais quando era um teste comparativo. E tudo que fosse eh que eu fizesse de carro, a gente mostrava lá também. Eu quero entender a história dessa moto aqui, Dessa campeã, porque você me contou off camera, o meu o meu espírito vendedor dentro de mim ficou agoniado. >> Esse foi o sexto campeonato mundial que a gente ganhou. Ninguém acha que funciona isso aí. >> É, eu até não parece. Por que que ela está vendida hoje? Cara,
tá vendida porque chegou no campeonato, pessoa tentou comprar, daí fez uma oferta de 750.000 antes do campeonato. >> Uhum. >> Daí eu falei: "Não, não quero vender, né, a moto. Tinha acabado de fazer a moto." Aí teve o campeonato, poucas horas depois, o cara veio de falei: "Cara, agora que eu não vendo mesmo, né? Ganhou ele 900". Eu falei: "Não, cara, eu chego no Brasil e ligo 1 milhão de dólar". Falei: "1 milhão?" falou, até venderia. >> Uhum. >> Mas não quero vender porque eu >> preciso fazer uma monte de matéria, gravar um monte de
coisa, ter um monte de revista. Nem se ele falou: "Não, fica com a moto aí quanto tempo precisar, só que só você anda. Quando você quiser ou não quiser mais expor, põe numa caixa de vidro e manda para mim. >> E pagou 1 milhão." >> Aí eu tô pagou 1 milhão. Ah, gostou, né? Gostou. Agora ficou chegou no valor que você queria. Falei: "Não, agora achei que compensou o assessor do carro. Se eu Tivesse falado que era 10, ele ia pagava. >> Nossa. >> Aí que eu fiquei mais puto. >> Nossa. Eu falei: "Pô, como
assim?" Ele falou: "Não, cara, ele ficou louco com a moto. O cara coleciona obras de arte. Ele paga 10 num quadro, ele pagaria nessa moto". >> Que ele falou que a moto era mais legal, né? Que ele comentou. Acontece, pessoal, acontece com os melhores vendedores, mas De fato já deu um lucro bom já aqui e ela tá aqui ainda. Não, >> já deu, já valeu. Recebi proposta inclusive agora faz pouco tempo, um mês, dois meses, não sei. Um cara que tem um museu que tem várias motos. Eu falei: "Cara, não, não é minha, tá vendida".
Eu falei, eu faço outra. Tem que ser, >> faz na hora. Posso sentar? >> Pode, pode. >> Cara, é que é muito diferente isso aqui, >> cara. Solta as labarias de fogo assim quando liga ela. >> Irmão, eu já eu já fiquei com uma minha aura já aumentou aqui já. Só de sentar aqui nessa. Cara, que animal. Não, sério, parabéns. Quantas pessoas trabalham aqui ao todo? >> Em torno de 40 pessoas. >> Quantos carros ao todo? Digo assim, de projeto em andamentos. >> Hoje menos, né? A gente chegou a ter 40, 50 projetos por por
mês, mas obviamente Tem carro que fica 2 anos. >> Uhum. 40 projetos simultâneos, eu falo, e projetos de aeronaves, né? Porque a gente só faz o desenho, a gente não constrói. >> Entendi. Entendi. >> Entendeu? Então a gente conta como um projeto, mas a gente pode fazer vários num mês. Imagina que eu trouxe aqui um carro para customizar ou enfim, pedir para você do começo ao fim, quanto tempo demora mais ou menos? >> Depende do estado de conservação do carro. Os mais elaborados, mais caros, obviamente, dois anos. >> Dois anos. Perfeito. >> E tem carro
que faz em três meses. >> Ah, tem carro que é rápido. Então você recusa às vezes? Tipo assim, ah, não faz sentido isso aqui. >> É, independente se chega 10 milhão de >> Não, independente do valor, a gente recusa. Se achar que não tem nada a ver o projeto, principalmente hoje, né, que A gente tá diminuindo. Eu quero fazer cada vez menos carros e mais exclusivos. >> Entendi. >> E hoje a maioria tá indo para fora. >> E aí você mencionou que os projetos começam então mais ou menos $.000, mas a média é de 300
a 500.000. Então, para eu para fazer um projeto contigo ali, mais ou menos meio milhão para iniciar. >> É assim, isso inclui tudo >> fora o carro, né? >> Fora o carro. >> O projeto que custa menos são esses carros mais modernos que às vezes tem até por menos de 100$.000. >> A maioria dos seus clientes hoje são brasileiros, são de qual país? >> Hoje 80% dos clientes dos Estados Unidos aumentou muito de 3 anos para cá. A economia no Brasil tem >> despencou. Conta mais. Esse aqui é o teu shodó, então, >> cara. Esse
é. Eu gosto muito de desse Estilo. >> Parece carro do Pick Blinders, cara. Se o Pick Blinder customizasse carro na época, eu acho que >> esse aqui é um Ford 1931. Eu não sei de outro no Brasil desse modelo. >> O André não cabe aqui. Nem [ __ ] Acho. >> Acho que você não cabe, André. Acho que você não cabe. >> Mas ele não cabe. Ele só cabe em carro conversível. O carro tem 3,5 m de Altura. >> Cara, duvidou se o André cabe aqui, eu vou ficar surpreso. >> A gente vai ver muito
carro aqui, muita moto, muita coisa. Você fala pra gente o que que é seu e o que que é de cliente que vai sair, que vai ser levado para para fora. Só pra gente ter uma ideia, porque eu ouvi falar que você tem muito carro. Quantos mais ou menos você tem? >> A risadinha, eu não sei. Tem bastante. >> Mais de 50. >> Mais menos de 100. >> Só de PVA aí deve vir uma. >> Não, a maioria desses carros não paga PVA, né? Carro antigo, né? Carro com mais de 30 anos. >> Esse é
seu? Isso mesmo. >> [ __ ] que >> vamos ver, vamos ver, vamos ver. >> [ __ ] pode ser seus 1 milhão. >> Quanto você vendia? Venderia por 1 Milhão. >> Eu acho que é mais ou menos isso que ele vale. >> É 1 milhão de >> Ah, tem que poucos. >> Então beleza. Esse é seu. >> Aqui tem poucos poucos poucos carros meus. >> É, >> graças a Deus. >> Aí esse aqui >> é desde cliente. Isso aí não pr projeto. >> Tem mais algum carro aqui nesse salão que é seu? >> Nesse
aqui tem. Tem esses dois aqui são nossos. >> Ele fala assim, né? Não, tem esses dois aqui. Esses negocinho aqui, ó. >> Não, esse essa essa Ferrari. >> Qual que é o modelo? >> Uma GTSI, né? 1980. Esse aqui é um Porsche 1989. Aqui ele já tá com as peças que a gente Fabricou, já todo restilizado, né? Com a frente que a gente faz, mais largo, todo em fibra de carbono. É um projeto que vai paraos Estados Unidos. Aqui projeto de 1 milhão de >> dólareso. E qual que foi o projeto mais caro que você
já pegou até hoje? >> O que custou mais, sem dúvida alguma, é o protótipo que tá desmontado, tá embaixo, que a gente já investiu 3,5 de dólar nele, >> que é o carro que você quer montar, que Que é um um uma projeto pessoal seu. >> É, >> esse não é seu >> não, seu para cliente também. Só que o legal aqui, óbvio, tem ainda um ano de trabalho aí de funilar, mas esse aqui tem uma Mercedes moderna embaixo. >> Cara, que surpresa. >> Você anda como se tivesse andando de Mercedes com o visual do
carro ativo. Então esse daí foi o que você não conseguiu achar gente para fazer direito E você resolveu pegar os quatro caras >> e fazer e foi é o princípio de tudo >> fazer pra gente ir pro pro andar de baixo, a gente pode nesse elevador? >> Pode. >> Que isso? Desbloqueou a nova fase do videogame aqui. >> A gente já conheceu boa parte aqui e ainda tem muitos andares para para ver e muitos carros para ver. Mas eu queria entender porque eu fiquei curioso. Por que que alguém vem aqui customizar o Carro? Que que
tá por trás da mente dessa pessoa? >> Um cara que quer um carro exclusivo. É o cara que já teve o Porsche, Ferrari, Lamborghini. Não vê mais graça nisso, porque um carro desse o cara tem dinheiro pode comprar, mas aí o cara para no farol, olha pro lado, tem outro igual, perde a graça, entendeu? Não tem o negócio da exclusividade aqui. Esses carros, não importa o carro que seja o ano que seja, é sempre Extremamente exclusivo em qualquer lugar do mundo. Então é único. >> E isso mexe com o imaginário do dos homens, né? Bem
sucedidos. >> Total, total. Por isso que um cara pinta um avião, cara. Empezário de sucesso. Tem um avião, ele pagou 30 milhões de dólares, né? Aí ele para em Congonhas, o avião dele perto do avião da Goa é nada, né? O cara tá com avião personalizado. É, é diferente. Chega chegando. >> Então, a maioria dos seus clientes são Empresários de sucesso. >> Empresários de sucesso de de 40 45 a 70, eu diria. >> E tem alguém notório aqui do Brasil? Alguém conhecido do Brasil que já fez algum carro com você? Moto, não sei. >> Ah,
tem bastante gente. Brasil e fora. >> Dá um exemplo aí. >> Até Chasneger tem moto. Nossa, >> o Chasneger, >> o Arnold Chasnegger. >> O Beckham. O, [ __ ] >> [ __ ] >> Você que entregou para eles. >> Eu fiz uns Beckan. Não, porque eu ia, a gente ia gravar e eu não pude estar na gravação e ele foi até andou com a moto na Amazônia. >> Eu vi esse documentário muito fiz as motos, >> [ __ ] A do Shasneg é legal que a gente teve uma moto que fez para um evento
do Arnold também, né? Competição o homí o cara ganhou e a gente foi Entregar a moto e aí tá, eu tô no meio assim, tá? É o Arnold e o cara mais forte do mundo. Os dois pegam a moto, cara, e levantam pra foto. >> Pega na roda de frente, o de trás levanta. Eu tô no meio assim cara com a moto como tivesse pegando uma bicicletinha. >> Fiz até um sapato pra Jennifer Lopes já. >> Calma, >> pera aí, pera aí, pera aí, calma, calma. >> Ele lança uns fatos aleatórios. Fiz um Sapato pra
Jane For, >> ela ia usar no show de jogadores tem alguns, né? O Hulador >> o Alock. >> Carros ou motos? >> Carros. Mostra aqui pra gente agora o o seu carro, assim, o modelo da o super esportivo. É esse aqui, né? >> É, aqui o carro tá todo desmontado, né? Aqui são algumas peças da carenagem dele e ele tá lá embaixo que a gente tá mexendo nele. >> Então esse aí que você investiu 3 milhões de dólares. >> Cara, esse aí foi dinheiro. Melhor nem pensar como já foi. Esse é um Maserati que eu
tenho desde zero. >> Esse é seu. >> É, mas eu vou cortar ele. >> Como assim? Tá, conversível. >> Vou não, vou tirar a carroceria, jogar fora e vou pôr um carro antigo em cima. >> Ah, tá bom. Jogar >> os caras não querem que cortem. >> Podemos ver aqui como é que tá a situação ali. >> Tem certeza que no meio do dragão ali? É culpa do Fábio essa bagunça. >> Então aqui é a parte da baguncinha, né? Que >> aqui é bagunça, mas normalmente nem aqui não é bagunçada. que a gente tá fazendo
um inventário de tudo, então tá tirando tudo dos estoques, espalhando. Obviamente esses carros todos destruídos Aqui, eles sempre ficam aqui. Esse que é meu, esse que eu quero pôr o Maserart em cima. Só que os meus nunca faço, né, cara? >> Você você vai deixando o que que dá dinheiro, né? Primeiro, uma coisa que eu fiquei curioso foi que você disse que o grosso do seu dinheiro que vocês ganham não é necessariamente só com a reforma do carro, porque vocês gastam muito para fazer com o material, com a mão de obra. De onde de fato
vem a maior fonte de Renda, assim, vamos dizer, >> a maioria dos carros não dá lucro e alguns já deram prejuízo, porque eu fecho um orçamento. >> Aham. >> E um prazo eu cumpro. >> E eu sempre invento mais coisas, eu sempre entrego mais do que eu prometi, porque eu me empolgo com o projeto. Mas de onde vem, vai a receita, né? Não é instituição de caridade isso aqui. >> Então, por isso cada vez mais a gente Tenta fazer menos projetos e cada vez mais exclusivos. >> Uhum. porque é o que mantém a empresa num
nível diferente, num conceito diferente. Aí eu ganho com imagem, licenciamento de marca, eh, TV, tudo, porque a gente faz um produto bem diferenciado, tem mais patrocinadores, mais marcas que eu sou embaixador, tudo. Então, os carros veio, viram meio que um cartão postal da empresa, mas não é o carro que dá que dá o dinheiro. >> Uma das das principais fontos de renda é o licenciamento. Explica pra gente o que que é dá um exemplo para pro pessoal de casa. O licenciamento tem uma série de produtos, principalmente acessórios de carro, acessórios de moto >> que são
assinados. Algumas coisas que eu fiz >> eh o desenho ou são séries especiais que algumas marcas fazem e não é não fica só limitado em acessório de carro. Material escolar por anos a gente teve o caderno Mais vendido do Brasil que era com a capa dos carros. A gente tinha várias capas, a cada seis meses lançavam 10 capas diferentes, saia caderno, agenda. Então >> eram seus carros, eles tiravam meus carros, eu criava, eu mesmo faço a capa, as imagens, montagem de imagem, às vezes mais de um carro, o carro, uma moto e eles aprovavam, lançavam
10 a cada se meses. >> E aí você ganhava royalties dessas Imagens. Então cada caderninho que que era vendido, >> cada caderninho, por isso compre seu caderninho na TC. caderno, el relógio, estojo. E você faz motos da Rally Davidon, certo? >> Eu fiz como, não direi nem como autorizado e sim uma série especial para Raley Brasil. Eles me entregaram três motos e o para criar três modelos >> que eles iam vender, que eles iam começar a fazer uma linha de produção Disso. >> Mas a a primeira vez eu fiz três motos, daí eles mandaram três
americanos pro Brasil, ficaram seis meses usando as motos, viajando para testar. E aí fizeram na salsa linha, né, a Harley Davidson Brasil. Então eles vendiam em todos os concessionários do Brasil. Tinham 11 lojas, tinha um corner com uma decoração diferente que era as nossas motos que eram motos especiais. Eram três modelos que a pessoa podia escolher E nunca repetiam as pinturas. >> Venderam quantas motos dessa? >> Eu vendi 300 motos dessa. Acho. >> Você foi a única pessoa do mundo que fez isso com a Davon. >> Foi. >> Troca WWE. >> Vai. Vamos lá. Continuando
>> aqui, são esses esses carros são carros é modelos raros que vão ser restaurados. Um ou outro é meu. Isso aqui é o Low Rider. >> Sou Low Rider. >> Ele pula. >> Pula por o carro tá largado, destruído assim. É, esse é meu. Tem quase sei 27 anos que eu fiz esse carro. O carro era era impecável. Até alguns anos atrás, a Globo pediu ele para uma festa no Big Brother e o carro foi pra festa do Big Brother ficar em exposição. Tudo OK. Saiu do Big Brother a plataforma que tava trazendo o carro.
O cara resolveu parar para descansar na estrada na viagem foi dar réo e tinha uma viga assim, ele não viu. [ __ ] tinha o teto aqui do carro, né? Caraca, >> afundou o teto inteiro. Falei: "Vou refazer o carro". Só que é meu. Não refaz, né? Aí, >> aí ficou assim, tá 10 anos o carro. >> Vamos ali descer pro próximo andar. Tô curioso. >> [ __ ] >> aqui é onde tudo começa, na verdade, né? >> O carro chega, >> vem para baixo. Daí vai subindo, cada andar vai fazendo um tipo de trabalho.
>> Irmão, >> olha isso. É literalmente a gente tá agora numa fábrica, >> não? Parece que a gente realmente entrou Na bate caverna, cara. Estamos na na fábrica do do do Tony Stark do N aqui. >> Essa Ferrari era uma Ferrari novinha igual aquela preta. >> Só que ela era cinza com interior vermelho. >> Su. >> É, mas é. >> Ele nem lembra. Ele nem lembra. Ele não lembra. Tá pensando se ela tá parada. É deles. É a agora. >> Não, ela tá não. Ela já era para tá Pronta, mas é minha. Mas essa vai
ser certo. >> Vai, vai ser um projeto eu tô fazendo para vender fora carro que eu faço ou moto que eu faço. Teve cara que daí já revendeu e teve cara que mudou. Quando mudo querem trazer para revisar, falou: "Não pego, só pego do jeito que eu fiz". Aconteceu três casos que viraram processo, porque as pessoas fazem moto e põe o logo e diz que fui eu que fiz, que eu descobri porque o cara vem traz para Revisar. Fal não vai revisar, não foi o que a gente fez. Tem que ter a marca e aí
o cara processa, o cara que vendeu, >> porque os caras põe a marca para vender mais caro. Tem cara que consulta, que é o mais coerente, ó, essa moto foi vocês mesmos que fizeram. Daí manda as fotos, documentos, tudo. A gente fala: "Não é, foi, mas isso aqui tá diferente, isso aqui tá diferenteum. >> Aí volta o que era, a gente faz." Senão, não. >> Tá aí a importância do registro da marca, né? Inclusive, a gente tem uma patrocinadora que é a Movon Marcas, que é perfeita para ajudar você a registrar o nome da sua
empresa ou da sua marca, porque se você não tiver registrado, alguém pode simplesmente pegar, colocar e você não vai ter como reclamar. >> E eles já realizaram mais de 10.000 registros em todo o Brasil. Então, se você tem um negócio e ainda não registrou sua marca, já entre em contato Como Vom pelo QRcode na tela ou link na descrição antes que seja tarde demais e alguém registre ela antes de você. Agora a gente tem que acelerar aqui que hora de autógrafo já. Daqui a pouco a gente tem a Nasca, né? >> Senão a gente perde
a Nasca daqui a pouco. >> Eu quero andar no carro. >> Vamos andar. Vamos andar hoje. >> E esse carro aqui? >> Esse é o é o seu. >> É o protótipo. >> [ __ ] Você entende tudo dessas paradas aqui? Você sabe esse cabo aqui, se eu te desconectar aqui, vai dar isso. >> Que que é esse cabo aqui? >> E tem isso aí. São as bobinas. É que são seis bobinas. Seis cilindros é uma bobina por cilindro. >> O negócio que se ele tiver inventando a gente faz sentido. >> V falar que ele
não vai mais saber o que É agora. Então deu a hora. Vamos pra Nascar. E daqui a pouco a gente vai se aprofundar nos assuntos de Fórmula 1, diversas curiosidades. >> E antes de para evento, nós demos uma passada rápida na casa do Tarso para ele trocar de roupa e pegar a mala com equipamentos de corrida que mais tarde ele vai utilizar quando nos levar para dar uma volta na pista da Nascar. >> Onde que a gente tá indo agora, Tarça? A gente vai pra Interlagos acompanhar a NASCAR, corrida de Nascar. Vão ter outras categorias,
né? Mas principal Nascar, né? >> Qual que é a principal diferença entre a Fórmula 1 e a e o Nascar? >> Fórmula 1 é outro mundo, né? Fórmula não dá para comparar com nada, para falar a verdade. A Nascar já é um carro que vem mais pra pra realidade. Uma categoria que o público se identifica muito porque os carros são muito mais lentos que que os carros de Fórmula 1, porém é muito Competitivo e tem uma pancadaria é incrível, né? Carro de turismo bate muito, né? Fórmula um encosta no outro, já voa um pedaço e
não nasca não, cara. Então as disputas são são bem legais. Voltando agora pro evento, quando você chega num evento como esse, o pessoal te para muito, te reconhece, como é que é para você? >> Sim, param, reconhece. Aqui, aqui é mais em casa, né? >> Mas assim, te dá alguma sensação Diferente? Voltando pro pra pista assim, nem que seja só para acompanhar? >> Ah, quando tá aqui eu gosto, mas quando é Fórmula 1 dá até uma coisa ruim de ir pro Então não gosto porque aí dá vontade de estar andando, sabe? Aí, aí é sofrido.
É que hoje em dia a Fórmula 1 tá tá chata por um lado, porque cara, muito mimimi no mundo de hoje, né? É muita frescura, você não pode falar nada, tudo tem que ser politicamente correto. [ __ ] eu acho um saco isso, Entendeu? Eu não sou o cara que fica controlando, se eu não gosto, eu falo e dan-se. O negócio de redes sociais também, então, eh, mudou muito o perfil. Fórmula 1, cara, é um querendo matar o outro. Ninguém tá preocupado se se é o piloto é melhor ou não é. Em primeiro lugar, negócios
é dinheiro, depois vem o negócio de de corrida e piloto. E com relação aos pilotos, principalmente na minha época, cara, o primeiro cara que você tem que odiar e matar é o cara da Tua equipe. Daí hoje os caras, ah, não, tudo amigo, tudo é tudo falsidade, amigo na câmera. Você tá sempre na eminência de perder o seu lugar. Tem milhões de pilotos no mundo com dinheiro sonhando para entrar ali. Quando tem vaga, libera uma por ano. Quando tem, tem anos que não tem. E tem milhões de pilotos tentando. Se não tem resultado, você tá
fora. E não é que eles, ah, vou te dar um ano, você errou uma corrida, duas, já estão te falando em trocar. É uma vida De de cachorro. E pro pessoal que tá assistindo, ter uma perspectiva, quantas pessoas, quantos pilotos de fato conseguem chegar na Fórmula 1? >> Cara, é muito difícil. É o que eu falo, é, eh, tem ano que nenhum entra, tem ano que entra um. E só para pontuar isso, isso milhões de pilotos querendo entrar com dinheiro, com com orçamento, tudo. >> É, obviamente que não é todo mundo que pode entrar, né?
Sim, claro. >> Tem que ganhar. >> É isso que eu fico, eu fico puto às vezes, porque muita gente é leio, os caras falam: "Cara, os caras são ruins". O cara vê: "Ah, não, bom a Verstappen, bom ao Hamilton". Cara, qualquer um que tá lá é bom para [ __ ] >> Sim. >> São os 20 melhores do mundo. Cada ano acabou. Chegando no evento, o Tars nos contou sobre um dos seus novos empreendimentos, O Manti Antiqueira Speedway Club, que é basicamente um clube de automobilismo projetado por ele, onde donos de carros podem testá-los livremente
na pista. >> Esportivo é colecionador de carro, tudo e poder ter uma pista para andar a hora que quiser. Então é um complexo para apaixonado por automobilist. E você que tá desenhando essa essa pista, gente? >> É, eu criei eu criei o conceito inteiro, não só a pista, como a parte Arquitetônica, todo shopping, as casas, fachadas casas, é criação nossa. >> Caraca, parabéns. Parabéns. Tô animado para ver como resultado disso aí. Quero ir lá. Quero ir lá. >> Ao longo dessa tarde, a gente teve acesso ao principal camarote da Nascar por sermos convidados do Tarso.
Lá a gente tinha comida e bebida à vontade e por ser bem em frente às garagens das equipes, diversos pilotos estiveram por lá. Depois de comermos, o Tarso nos Levou para conhecer os box na beirada da pista, onde as equipes da Nascar se preparavam durante a corrida de outras categorias. E não deu para deixar de notar o quanto ele foi tietado pelos fãs de automobilismo. >> Oi, tudo bom? >> Pode ensinar para mim? >> Ô, que legal. Que todos os anos. Que legal, ó. Esse é o primeiro formão que eu corri. É primeiro, segundo, pode,
>> pode. >> [ __ ] que da hora, >> que legal minha coleção. >> Que legal, >> muito valeu. >> Valeu, obrigado. Obrigado. >> A gente perguntou no carro, né, se o pessoal ainda reconhecia, tá? E a prova, né? >> Legal demais. Uma parte que você gosta da >> Ah, é legal, né, cara? Legal. Mesmo tanto tempo de coisa. Legal. >> Ó, a gente vai trocar uma ideia aqui dentro. [ __ ] o tamanho da minha perna aqui. Qual que foi a coisa mais extrema que você já fez para ser um piloto de Fórmula 1
ou ou que você fez durante o seu período de Fórmula 1? >> Eu sou muito ligado à família. >> Uhum. >> Então, pô, você abandona a família muito cedo. Vai morar sozinho no lugar que você não quer. Antes de chegar Fão, você não sabe se vai chegar FOM. Então, até chegar é perrengue, cara. Você vai sem grana, sem saber falar, morar sozinho, você abandona tua tua infância, né? Eu diria até não é nem juventude, né? Você começa bem novo, deixa todos os amigos. Pô, o primeiro ano eu fui pra Inglaterra, os caras são mais frios,
não estão nem aí para você. Eu não tinha Carteira motorista para poder guiar um carro normal. Então você passa muito perrengue e longe de casa. E não era igual hoje. Hoje em dia é muito mais fácil, né? Você tem faz vídeochamada, que você quer o WhatsApp, rede social, então é como se tivesse em casa, né? >> Antes não tinha. Antes para fazer uma ligação pro Brasil custava um dinheiro e você nem podia ligar todo dia. Deixa de sair, de fazer um monte de coisa com os amigos, deixa de estar com os amigos, Porque você tem
que tá se preparando para correr, né? É um monte de coisa que você vai abrindo mão tudo por causa de uma profissão. >> Você falou pra gente que para você entrar na Fórmula 1, >> você precisou de fazer um teste, só que é um teste muito caro. >> É, na época um teste de Fórmula 1 custava 500.000 e eu ganhei esse teste que o dono da minard, né? Vi uma corrida que tinha ganho e tal >> da Fórmula 3000 e foi lá. >> Fórmula 3000 é a seria Fórmula 2 ho é que mudou o nome,
né? E ele tava assistindo, ele foi lá no meu box, falou: "Ó, quero te dar um teste de Fórmula 1 no final do ano". Aí eu fui fazer esse teste, né? Eu fui com teste era para dezembro na Itália, na pista da Ferrari em Fiorando. Fui eu, meu pai, meu manager. Chegou no dia do teste, tava nevando, não ia andar, mas a equipe ficou porque neve Tava para passar, tá para passar aquela coisa e ficou. Daí passou uns três, qu dias e nada de andar. Meu pai falou: "Ó, cara, preciso ir embora trabalhar, vou pro
Brasil, pode ir. Eu não vou sair daqui enquanto eu não andar". E >> era sua única chance de entrar na? >> Era minha única chance. E não diria nem de entrar, era a única chance de eu guiar, dar uma volta, né? Tipo, já é o primeiro passo, né? Eu fiquei sozinho, daí fiquei mais dois dias, já era, acho Que 23 de dezembro por aí, quando parou a neve. Parou, cara. Eu nunca tinha andado na pista, nunca tinha andado. E >> nunca tinha sentado num carro de Ful >> Fórmula 1, não? Nada. Uhum. >> Nada. Eu
que eu tinha colocado a mão no carro de Fórmula 1. Todo mundo que eu falava, os caras falavam: "Cara, Fórmula 1, p, três dias para você começar se entender que o troço assusta. Principalmente o freio é absurdamente rápido. Os caras falaram: "Ó, você vai Ter seis voltas". Eu falei: "Fodeu né? Seis voltas". E o mínimo para você tirar a carteira para correr de Fórmula 1, se tirar super licença, você precisa fazer 300 km. E aí eu fizi que ela era o piloto oficial, o italiano era o piloto da minard. Aí eu fizi que ela andou
a manhã inteira. >> Aham. >> Parou no almoço, no intervalo do almoço de de uma hora lá. Car fala: "Bom, tua vez, vai lá, você vai ter seis voltas Cronometradas. [ __ ] vou sair do box, cara. Já aquilo atenção, né? Liga o carro, aquele barulho, porra". saiu do box, feio o pé no fundo e fui até o fio reto. E aí eu frei, eu lembro, [ __ ] fechei o olho, falei: "Pô, vai bater, vai arrebentar tudo". O troço parou, cara. Então, o freio do fão realmente é a coisa mais impressionante, assustador. E aí
quando eu vi que parou, eu falei: "Cara, esse troço é muito [ __ ] faz muita curva, freia muito, vai ser Fácil". Aí eu completei a volta, parei no box, daí os caras falaram: "Ó, pode ir, tá tudo bem, tá tudo bem, pode ir pra primeira cronometrada, dá três voltas". Aí eu falei, tá bom. Saí do box, dei a primeira, dei a segunda e já entrei no box para não queimar a volta, né? >> Aí ele falou: "Porra, como que você nunca andou? Tá 1 segundo e dois do tempo dele, >> do cara que já
era piloto há um tempo, >> já era piloto, profissional, que conhece a equipe, conhece o carro, >> conhece a pista. >> Da pista. Eu falei: "Não, vai baixar um monte aí, então dá mais uma". Daí saí, dei mais uma, ficou 3 dé louco. Falei, posso pedir para mexer no carro? Daí o cara, pode que se queda? Eu falei: "Ah, faz isso aqui, isso aqui". Deu duas mexidinhas. Falei: "Deixa eu sair de novo". Dei mais uma, daí virei quatro Décimos mais rápido que ele. Aí parei ele, pô, por que não dou mais? Falei: "Não, quero dar
mais uma mexida". Ele falou: "Tá bom, tem duas voltas". Dei mais uma, virou cinco, décima rápido. Aí parei de novo, falei: "Ó, vamos dar a última mexida, só tem mais uma volta, eu vou dar a última volta". Aí saiu, foi a melhor volta. Aí virou 9 dé mais rápido que que a melhor volta dele, que é uma vida, né? Não falou >> isso. Você tinha 17 anos. >> 17 anos. Parei, desci do carro brincando tudo lá e apavorado dono da equipe, todo assustado assim. E eu fiquei lá no final do dia no trailer da equipe
até acabou o treino 5 da tarde, eles me chamam lá numa sala, o o dono da equipe, ó, tá aqui um contrato, assinei que você vai correr. Falei: "Como assim?" Não, aqui é um contrato, 5 anos a gente vai pôr para você correr. [ __ ] merda. Aí eu liguei pro meu pai, né? Meu pai. E aí andou, gostou? Eu falei: "Gostei, vou correr." Aí ele como assim? Eu falei: "Não, os caras estão oferecendo um contrato de 5 anos, vou receber tudo, ter salário e eu vou correr." Da [ __ ] como a Minard, Minard
nunca contratou ninguém, não tem dinheiro, a equipe precisa de dinheiro do piloto e tal. O Fisiquela tinha um patrocínio, eles tiraram o Fisiquela, eu entrei no lugar dele, aí fiz duas corridas. As duas corridas foram boa para [ __ ] O Brasil não foi bom. Eu fui desclassificado na classificação Porque faltou 300 g. >> Uhum. >> Aí larguei em último. Choveu. Choveu na >> Isso. Na sua primeira corrida? >> Primeira corrida foi no Brasil. Eu lembro, eu larguei em 26º. Eu passei a primeira volta em 11º. Tinha passado 15 carros. Daí travou o câmbio, eu
rodei na reta e ficou parado o carro. Não completei a primeira volta >> que não foi com o Passou. Então >> é, não ficou travado o carro. >> Aham. >> Aí eu falei: "Puta, fodeu minha primeira corrida". >> Das 12 equipes que tinham no grid na época, né? Acho que era 12, 13, >> 12, 13, >> a Minard, em termos de qualidade de carro era pior. >> Pior, pior. Disparado. Disparado. Pior de motor principalmente, né? Era 150 cavalos a menos, cara. Eh, tipo, o orçamento era 10% de uma Ferrari. Então, A Minard sempre classificava de
22º para trás. Daí chegou na segunda corrida foi Buenos Aires. Aí fui correr, [ __ ] foi pra classificação. O carro ainda tava com problema de câmbio. Fiz a volta da classificação, mesmo com esse problema e foi acho que 12º 14º. Eu parei o carro, a equipe tava numa festa, o dono da equipe me tirou, me beijava. Eu falei: "Fiz pole, não é possível." Você ganhou. Eu falei: "Cara, eu falei o que que é que tô comemorando ele, [ __ ] que fez Tal tempo". Eu falei: "Que lugar?" 12º. Falei: "Ah, vai pr [ __
] que pariu, [ __ ] A festa que você tá falando, fazendo, achei que ia largar em primeiro, né?" Mas era assim, né, cara? Era outra realidade. Eles nunca tinham classificado naquele lugar. >> Qualquer pouquinho que fosse bom já era muito para eles, né? Dá muito. Daí eu fiz essas duas corridas, apareceu uma opção com a Ferrari para ser piloto de teste da Sauber no primeiro ano e daí no Ano seguinte eu ia correr de Ferrari. Aí eu fui pedir liberação na minard pro contrato e não >> nos deixaram. >> Falaram não, para quem que
você vai correr? Eu falei pra Ferrari. Não, Ferrari a gente não quer multa, a gente quer o motor Ferrari em troca do passe. Não, não tem como. O motor já tá com a sobra. Não, a gente quer o motor. O motor, o motor. E o motor custava 34 milhões de dólares na época, né? A Ferrari falou: "Não, a gente paga a multa, >> mas não tem como dar um motor porque só pode fornecer para duas equipes e a Salber e Ferrari. Não existe a possibilidade. Daí vai naquela, entra na justiça, tudo. Parei de correr. >>
Putz, que que >> isso foi? Três anos depois, >> não foi? No ano seguinte, três meses depois da primeira volta que eu dei, acho que nenhum piloto correu de Fórmula 1 sem fazer 300 km no mínimo. A maioria faz 2000, 3.000, né, de treino. Eu dei seis voltas e eles me deram a carteira. Então, a primeira vez que eu sentei num falão para correr, eu tinha dado seis voltas. Então, foi tudo muito rápido, cara. Aí eu entrei na justiça contra Minard para >> permitirem você. >> É. E não tinha como porque eu tinha um contrato
5 anos. A Formula tem um negócio que chama Pacto de Concórdia. Você tem um contrato com uma equipe, você não pode ir para outro. Tem que finalizar o acordo, se resolver com a equipe para depois poder correr. Aí fiquei fora o ano inteiro, fiz duas corridas só. Daí em 97 chamaram de novo. Falei: "Pô, vou correr de minar de novo." Aí o Briatori comprou a equipe. >> Flávio Batori. >> Flávio Briator. Daí esse cara que acabou minha carreira, né? Pro cara, eu lembro certinho, eu tava na praia, no Paraná, Era entre temporada, assim, era tipo
dezembro. Me liga no celular o prator. Ele falou: "Ó, preciso de você amanhã aqui na minha casa em Londres". Falei: "De nada, é, preciso de você aqui." Falei: "Tá bom". Falei: "Pai, preciso já embora para a Porto". Cheguei lá, tava tinha outros pilotos lá, tinha o Trule, tava e o Weber, ele falou: "Ó, tenho cinco pilotos que eu vou contratar, que eu quero que sejam meus pilotos. Você é o primeiro da lista, tá aqui o Contrato." Daí me deu um contrato desse tamanho. Assina aí. Eu falei: "Cara, não vou assinar sem ver, preciso mandar pro
advogado, pro meu pai. Eu tinha 18 anos, 19 anos." Comecei ver o contrato, eu falei: "Tá, mas aqui não diz que eu corro, são 10 anos, eu quero 10 anos dizendo que eu tô correndo em forma um, porque não diz quanto eu ganho e não dizonde eu vou correr." Falei: "Eu quero que seja dois anos, pode ser numa equipe pequena, Minard, dois numa equipe média e daí pra frente tem que ser uma equipe que eu tenho a chance de disputar o campeonato." Aí ele falou: "Porra, você não quer escolher a champanhe que você vai estourar
no pódium?" Falei: "Não é que eu quero garantir que são 10 anos de Fórmula 1, senão você pega e põe para correr de turismo no Japão para ganhar dinheiro e que você vai pegar o dinheiro porque não diz quanto eu ganho." E acabou minha Carreira. Dia: "Se você não assinar, eu vou assinar. Eu vou assinar o Alonso, o Weber, o Fisiquela, o e o Truly". E aí você na lista, você é a primeira opção, cara. E os dois sentados na sala ouvindo ele falar. Eu falei: "Não vou assinar". Aí ele ficou puto, cara. Aí eu
saí, fui embora. Daí na semana seguinte eles me ligam minar, cara, você tem que assinar com o cara. Falei: "Não vou assinar se o cara não garantir que eu vou correr 10 anos de Fórmula 1." [ __ ] a Ferrari tava querendo me contratar, agora eu vou assinar com um cara que compromin porque o Bator não era o cara que virou, entendeu? Falei, não tem lógica, as equipes grande tão tava brigando para eu poder correr. Eu vou assinar com troço que não tem garantia nenhuma, quero correr de Fórmula 1. Aí, ah, não tem como. Daí
ele foi lá e assinou os outros, os outros quatro e falou: "Ah, você não assinou, então você não vai correr". O Tru fazia Os testes junto com a gente, era lento para [ __ ] Ele pegou episô o Trule no meu lugar. Aí fez, eu ia nas corridas, tipo piloto reserva, eu tinha que ir, eu recebia salário, só que não tava correndo. Aí ficou esse ano, fez meia temporada, apareceu uma vaga na Prost, ele se envolveu na Prostatório que já era bem melhor a equipe. Daí ele pegou e levou o Truly pra Prost, aí foi
obrigado a me colocar na minard de novo. Aí eu entrei na minard. >> Aí você voltou a pilotar. Daí eu voltei a pilotar >> depois de quanto tempo sem pilotar? >> 6 meses, 8 meses. >> Então isso tudo aconteceu no intervalo de se meses 96 eu fiz duas corridas começo do ano. >> Daí não corri mais até dezembro vai deu um ano, um ano e pouco, né? >> Aí sei lá, julho de 97 eu corri de novo. E assim, [ __ ] aquele esquema ruim, a minar não tinha dinheiro, o carro não Andava, tal, tal,
tal. Chegou no final do ano, a Minard foi vendida, saiu Briatori, um australiano comprou e me chamou de novo, falou: "Venha que eu quero você na Fórmula 1 de novo." >> Cara, você ficou assim no, você ficou num pingpong assim de >> ficaram fazendo altinha com você. >> É pior que é. Aí fala: "Puta, é difícil chegar na Fórmula 1." Falou: "Eu cheguei três vezes porque eu entrei em 96, saí Por causa de contrato. 97 entrei de novo, saí de novo por causa do contrato. 2001 entrei de novo. 2001 assinei por 3 anos e meu
pai nem queria que eu fosse cara". Ele falou: "Cara, te conheço. Chega lá, o carro não vai andar, se sabe, você vai fazer três, quatro corridas, vai ficar puto". Tá? Eu fiz, sei lá, 14 corridas, eram 17 na época. Corria eu e o Alonso, >> né? Eh, eu e o Alonso na mesma equipe. Aí eu falei: "Puta, cara, não dá mais. Eu não quero, não quero ficar correndo mais para dizer que eu sou piloto de Fórmula 1." Ou tá num carro que presta ou >> até idiota hoje. Se fosse pensar hoje não faria isso jamais,
né? Mas você é novo, você queira ganhar. Eu teria ganhar continuar porque [ __ ] queira ou não queira tava correndo em Fórmula 1 e ganhando muito dinheiro, né? Mas é é imbecil, é novo. Você fala: "Não, eu sou [ __ ] tenho que ganhar tudo." Quant >> quantos foram os valores dos seus contratos? Assim, primeiro contrato, segundo, terceiro. >> De Fórmula 1 eu corri de minarde só, né? Mas era menor o contrato, mas era o último ano fizeram 3 milhões de dólares. Primeiro ano era 1 milhão de dólares. >> Quando você foi fazer esse
teste, fazia as seis voltas, estava muito nervoso? >> Cara, eu acho que não tava nervoso, eu tava ansioso, eu diria, sabe? Sabe quando você tava doente naquilo? que era Era meu sonho da vida, assim, eu larguei tudo na vida e quando teve essa oportunidade eu falei: "Cara, eu tenho seis voltas, seis voltas na vida. Ou vai ou eu me mato". É, é isso. Porque se não der aqui, eu não vou ter 500.000 para comprar outro teste e mesmo se tiver, talvez não tenha o teste e talvez não consiga a vaga, entendeu? E deu certo, né?
Mais certo do que a gente imaginava. E você foi um dos daqueles famosos casos raros Na Fórmula 1, tipo do Hamilton, que era uma pessoa que não comprou a vaga, né? Porque muitos dos pilotos de Fórmula 1 atuais, quanto do passado, >> todos até a época do Sena, né? Entrou pagando, >> compravam, né? >> Todos, todos. O Hamilton não, o Alonso pagava. Tanto que quando eu corri com ele, ele era o piloto que tinha o patrocínio na equipe. O carro era totalmente diferente do meu. A gente Fez um ano junto. Os três melhores resultados do
ano são meus. Só que o carro era muito diferente. Câmbio, peso, parte aerodinâmica, giro no motor para classificar. Então, porque ele era o piloto que tinha >> que dava grana para >> que dava grana e tinha orçamento e que pequena não tem condições de fazer dois carros iguais. Tanto que classificação, eu classifiquei, se eu não me engano, só duas corridas na frente dele, que foi Duas corridas que quebrou meu carro, aí falaram: "Anda no carro dele". Daí ele dá as voltas dele e agora você anda no carro dele. Daí eu virei mais rápido que ele
>> teria feito algo de diferente se você tivesse a chance? >> Se eu soubesse que o Briator ia virar o que virou, que virou um dos maiores da Fórmula 1 e foi pr as equipes que ganharam. Mas até então ele não era, ele era um aventureiro que tinha acabado de Comprar um pedaço da Minard. Como esse cara acabou de chegar aqui, eu vou dar a minha carreira na mão dele. Se a Ferrari queria me contratar, tenho certeza. Se eu tivesse assinado com ele, eu estaria correndo até hoje. Poderia ter ganho a corrida campeonato. E tem
equipe boa, porque todos os caras que ele assinou, eu corri junto. Todos eu andei no mesmo carro várias vezes. Todas as vezes eu andei mais rápido que todos eles nos mesmos carros. Sempre, a vida toda. Nunca nenhum virou mais rápido que eu. E todos eles pelo menos ganharam corrida. E o Alonso ganhou dois campeonatos. Então se eu falar, [ __ ] se eu tivesse assinado poderia ter sido diferente, mas na época ninguém sabia, né, cara? Os caras assinaram no risco e na época a gente achava que não era porque eu tinha outras opções. Próprio Alonso,
quando ele ganhou o campeonato Primeira vez no Brasil, ele tinha saído do carro, tava de capacete ainda. Eu vi ele, [ __ ] ele me abraçou, ele falou: "Porra, era para ser você". O cara falou chorando que tinha acabado de ganhar o campeonato do mundo. Eh, então é é [ __ ] ouvir isso, sabe? Porque isso falar essa é a frustração, a mágoa que eu tenho na Fórmula 1, porque eu nunca andei num carro decente. Não digo nenhum carro bom, sempre foi no pior do pior como segundo carro da equipe pela Condição que tava. Por
isso que é um trauma para mim. Uhum. >> Se eu falar assim: "Não, cara, eu andei, fui para uma equipe média e não tive oportunidade. O cara da equipe andava mais rápido que eu." >> Se fosse por erro seu, né? Se fosse uma coisa que tivesse no seu controle, você era melhor que eu. Caguei, errei, fiz merda. >> Aí beleza, você se conforma. Mas sabe aquele troço? Fala, [ __ ] como que Esse [ __ ] tá ganhando? Corria comigo a vida inteira e era pau nele direto que não e o cara ganha corrida. Então
isso virou uma frustração. Tanto que eu fiquei anos vindo, várias vezes. Eu cheguei aqui em Interlago, cara, chorava de raiva, eu ia embora, eu não queria ver a corrida. >> E como é que você conseguiu aprender a viver com a a vida com esse sabor amargo na boca? Que não tinha? >> Eu acho que não aprende hoje menos, mas Até hoje de verdade é uma é uma frustração, entendeu? Ah, correr de falou sonho de todo mundo. É, [ __ ] mas eu não queria correr, queria ganhar. Então isso para mim, todo mundo fala: "Puta, mas
você fez tudo isso?" Mas para mim é tá lado. O frustrante é que não é por minha causa. É igual sou tenista, fui lá, [ __ ] perdi pro cara, tá de igual para igual, né? Um lutador. Ah, apanhei. Mas não, cara, o que que é? Falou: "Mas a guerra quem é mais Rápido?" Andava com os cara mais rápido. Não, o cara tá com outro carro, você não tem o que fazer. Esse é o triste do automobilismo. >> É uma lição dura, né, que a vida mostra pra gente que realmente às vezes você pode dar
o seu máximo, você pode fazer tudo que tá ao seu alcance e realmente tem algumas coisas que a gente não tem como controlar, né, >> cara? Infelizmente foge do controle e às vezes é uma coisa que que marca porque é Um troço que você dá vida por aquilo. Eu sou muito grato assim por tudo que minha família apoiou, por Deus, pelas oportunidades que eu tive, que tipo a gente alcançou mil vezes mais coisa do que imaginaria, né? Quando eu correria de cara falar, quero correr de falar nome, meu pai falava, tá louco? Impossível, isso aí
não acontece assim. É aquela história, acho que às vezes coisa de Deus, coisa que é >> Aham. >> é para ser. Não, não era para ser assim, era para ter um outro rumo. E cara, de te fazer uma pergunta difícil. Se você tivesse a chance de hoje, com a mentalidade que você tem, com todo o conhecimento que você tem, ter o seu corpo de quando você tinha 20 anos e ter a chance de entrar num carro de forma um de novo, você abdicaria de tudo que você tem hoje, tudo que você conquistou, todos os bens,
Tudo. >> Sem dúvida alguma, sem dúvida alguma. >> Sem saber se ia ganhar, sem saber nada, só para poder ter a chance. >> Só tinha ter chance de andar num carro bom. >> Uhum. >> Sem dúvida alguma. na hora agora >> vendia todo, dava todo o seu patrimônio, tudo, >> tudo, tudo, tudo. Posso não ter onde morar, só deixo andar No carro certo, tudo na hora, sem pensar. >> E aonde que você hoje em dia canaliza toda essa fome, todo esse desejo seu, porque eu acho que você tem muito combustível aí dentro de você e
tem que ir para algum lugar, né? Você tem alguma missão hoje em dia? Algum objetivo em mente? >> Eu gosto muito de de correr, de guiar, mas eu não tô correndo há muitos anos. Eu era completamente alucinado por Fórmula 1 e é muito diferente de tudo, cara. É mais ou menos o seguinte, você anda no Fórmula 1, todo o resto fica devagar e sem graça. Então você não quer saber. É igual se tá se tá lá com a Gisele Binting, se tá saindo com a Gisele Bint a dela, de repente não tá mais. Daí fala:
"Vou correr do no Stock Carras". Ah, tá. Voltou pra gordinha lá do bairro. Sabe aquele negócio? Fala que que graça tem, sabe? Eles falam: "Cara, Não é para eu estar aqui lá não desmerecendo uma categoria, mas assim é um nível muito, não tem cara tudo". >> O cara que voa de primeira classe e depois volta pra econômica, né? Tipo >> volta com as malas, não é nem com nem econômica, entendeu? >> Pronto, daqui a pouco a gente vai ver os seus dotes, né? Na, no volante. >> Daqui a pouco vamos andar. >> Vamos, vamos. Vai
ser legal. Tô com Medo, cara. Mas vai ser >> não. Aqui vai ser tranquilo. >> Bora lá, bora lá. Bora lá. >> Valeu. >> Como é que sai aqui agora? A galera tem que abrir. >> Bora lá. Puxa aí, empurra. É, puxa o troço isso. >> Esse papo durou mais de 50 minutos e já que não dava para ver nada de fora, até achei que eles tinham passado mal dentro do carro. E quando saíram já tinha dado A hora da largada da Nascar. Nós fomos direto pra pista acompanhar a cerimônia. Antes de chegar lá, deixa
eu compartilhar uma ideia que eu tirei do papel e que talvez você pode se interessar. Recentemente eu fiz um evento com os fundadores da Grove, o Eduardo e o Fernando, na minha casa, onde passamos o dia juntos com mais 10 empreendedores de alto nível. O evento foi um sucesso e por isso eu tô planejando fazer outros com grandes Nomes que já passaram aqui no canal. Então, se você entende o valor de encontro como esse e tem interesse, prente o formulário no QRcode ou link na descrição. Chegando na pista, nós acabamos ficando amigos de um dos
principais pilotos da categoria, que é um inscrito do canal, o Thiago Camilo. E óbvio que nós assistimos atentamente todos os detalhes da corrida, torcendo por ele. Até que finalmente chegou o momento que Nós aguardávamos ansiosamente durante todo o dia. Hora de dar uma volta na pista com o Tarso. >> Hoje a gente não vai conseguir ver todo o potencial do Tarso, mas algum dia a gente vai lá no autódromo dele. >> Pocial nenhum. Tá, >> mas o não potencial, André, não potencial é 300 por hora. Tá calma, >> meu. Não, mas lá no dia no
autó não vamos andar, nem que seja com carro de rua, vai ser mais rápido. >> Qual que é a sensação que tá sentindo agora? Nada. Vai que [ __ ] Não, tipo, ah, [ __ ] nenhuma, velho. Eu já ten Fórmula 1, [ __ ] >> Ó, pr ver quem vai nessa brincadeira. Pá! Três e foi. >> Ganhei. >> O André não vai caber no carro e eu vou ir no lugar dele. O >> passageiro não ganha capacete não. Tá só O piloto. >> Só vocês vão de boné. Ah, óculos. >> Pra nossa sorte, no
fim das contas, o parou foi inútil, porque o Tarso descolou com a organização uma volta para cada um de nós. Então, prepare-se para viver comigo esse momento de pura adrenalina. M. Que negócio absurdo, velho. Ô, sério, isso que ele falou que tava devagar demais, cara. [ __ ] insano. Insano. Assim, ó. Você tem um ex piloto de Fórmula 1 pilotando do teu lado, cara, quando você anda na Interlagos. [ __ ] irmão. Consegui nem escrever a sensação. E olha que foi devagar ainda. Segundo ele, foi devagar demais. >> Segundo Tas foi devagar. Bora. Tá. [
__ ] [ __ ] mano, a curva é uma coisa de maluco, velho. Parece que você vai sair voando, tipo assim, parece que vai Capotar na hora da curva. >> Ou a gente fez uma ultrapassagem sinistra no caminhão. Juro, ele do nada começou a postar uma corrida com o camião e passou assim, mano. Eu achei que fosse bater. >> Que animal, velho. >> Sempre eu vou, eu gravei aqui com Ran. Que animal, mano. Como é que a gente escreve, tá com piloto, um ex-piloto de Fórmula 1. Piloto de Fórmula 1, [ __ ] >> Tá,
agora Interlagos. >> Eu acho que eu acho que a banha com Iangades foi superada, hein? >> Foi superada. >> Eu acho que foi superada. >> Também acho, cara. Eu também acho. >> Sensação mais épica assim. >> [ __ ] velho. Foi superada. >> Eu fiquei com medo, cara. >> [ __ ] >> Acabamos de sair do carro. Foi uma experiência épica. Obrigado T por Proporcionar isso pra gente. >> Deu para sentir um gostinho. Passou, >> deu, deu para sentir um pouquinho, um gostinho do que que é a vida de um piloto, né? Óbvio que a
gente não pegou aqui nem 5% do que de fato seria. Nem consegui imaginar. Não dava nem para ter uma noção assim de do quão intenso era a sua vida na época que você era um piloto de Fórmula 1. E acho muito [ __ ] o trabalho de vocês. Acho que do [ __ ] Jamais conseguiria fazer algo perto Disso. É realmente são são realmente super humanos que conseguem fazer isso. E eu queria saber como que você gostaria de ser lembrado quando você não tiver mais aqui. >> Sim, eu me sinto realizado, assim, eu fiz tudo
que eu queria fazer na vida. Obviamente tem aquele amargo de Fórmula 1 que eu tenho certeza que poderia ter. feito muito mais. Mas assim, é o que eu já falei para vocês, eu só agradeço a a Deus e a Minha família por tudo que eu tive, as oportunidades que eu tive, sendo no automobilismo, agora sendo na minha carreira de design também, que era uma coisa que que começou como hobby e virou uma coisa, a gente ganhou vários títulos mundiais, então isso é muito gratificante. Então acho que isso vai ser lembrado com, acho que em cada
pedacinho da história do automobilismo a gente vai ser lembrado como piloto no mundo inteiro para ter andando de Fórmula 1, como construtor de carro, como construtor de moto, porque a gente faz coisas diferentes. Então acho que vai ficar um legado bacana. No final dos vídeos, a gente sempre pede um telefone, um contato de alguém que a gente possa gravar um vídeo semelhante a esse. A gente chama de telefone do networking. Então, quem que você pode indicar pra gente? >> Alguém que você admire que você fala: "Caralho, esse cara é foda". daria um Vídeo bacana. >>
Tanta cara, tanta gente. O próprio Rubinho, talvez. >> Rubinho é uma boa. >> Rubinho vai ser um bom contato. >> Um cara incrível como piloto que brasileiro é [ __ ] né? Não dá o devido valor ao que o brasileiro faz, né? é um cara que muita gente respeita e muita gente faz piada, Porém é um [ __ ] piloto, um dos melhores pilotos da história, um um grande piloto da Fórmula 1. Então talvez ele seja um cara legal. Posso colocar em vocês em continho maneiro. Deixa um último recado para quem tá assistindo esse vídeo,
para quem acompanhou toda sua história aqui com a gente, deixa um recado, um conselho para essas pessoas que assistiram. >> Eu acho que o trabalho que vocês estão fazendo é muito bacana. levar a história De pessoas bem-sucedidas em qualquer que seja a sua profissão. Acho isso vocês estão fazendo porque é muito bacana, porque ajuda a inspirar pessoas sempre com gente que é interessante. Às vezes não tem nada a ver com o meu ramo, mas você pega. Se uma pessoa é bem-sucedida, acho que você sempre tem que ouvir e tentar aprender com aquela pessoa, né? >>
Alguma coisa de certo ela fez, né? >> Sempre sai coisa boa, entendeu? Acho que ninguém tem que ser arrogante falar: "Ah, eu sou pode ser o maior bilionário do mundo". Se ele houve um cara que conquistou alguma coisa, que tem uma história, eu acho que sempre tem que aprender. Eu acho que isso é válido para todo mundo e isso mostra demais no programa de vocês. Eu acho que isso é é muito legal. >> Perfeito. Táito. >> Muito obrigado. >> Obrigado. Foi legal para caramba. Obrigado demais. vocês. >> Foi um prazer.