eu sou a professora Juliana Coelho a gente vai dar início Então à aula sobre crista neural processo de neurulação o ectoderma ele se divide então em três estruturas em três ah em três estruturas que estruturas são essas o ectoderma superficial tá que continua ocupando a mesma o mesmo lugal que ele eh acontecia antes né ah o tubo neural que é na verdade o primórdio do nosso sistema nervoso central e as células da Crista neural que são derivadas dessa região da borda neural ou seja a região que se situa entre a placa neural e o ectoderma
superficial nessa imagem aqui do lado a gente consegue ver ah o ectoderma aqui no início do processo de neurulação tá tá começando a dobrar aqui a região da placa neural tá aqui as bordas neurais já se elevaram reparem nessa imagem na diferença de espessura desse epitélio aqui que é o neuroepitélio da placa neural e o epitélio do ectoderma superficial reparem como ele é bem menos espesso e o da placa neural bem mais espesso né placa neural que já tá se tornando então um tubo neural como a gente consegue ver aqui na imagem D tá as
células da Crista neural elas vão sair então dessa região que Originalmente é a borda neural e depois passa a ser a região dorsal do tubo neural região dorsal do tubo neural bom com relação às células da Crista neural vamos ver como é que acontece para essas células eh se comportarem de uma forma tão diferente do tubo neural e do ectoderma superficial bom primeira coisa que vocês vão se lembrar agora que eu vou falar é que o ectoderma superficial ele expressa ele secreta bmp né e todo ele secreta bmp mas a região da placa neural ela
não ativa a sinalização bmp porque a gente tem notocorda e nó primitivo Que secretam fatores de dorsal que são inibidores de bmp Então vamos lá na região da placa neural a gente tem sinalização bmp não a gente não tem sinalização de bmp tá na região do ectoderma superficial a gente tem bmp sim a gente tem bmp então para dorsalis o embrião para formar estruturas dorsais no embrião quem aí uma estrutura dorsal no embrião por exemplo o tubo neural para formar estrutura dorsal no embrião para formar tubo neural é necessário inibir bmp tá isso acontece porque
a notocorda secreta inibidores de MMP tanto a notocorda Quanto ah no momento anterior a esse o nó primitivo também faz isso também secreta inibidores de bmp pois bem região da placa neural não tem bmp etod derma superficial tem bmp e a região das bordas neurais a região das bordas neurais vai ter um nível intermediário de ativação da sinalização de bmp tá então enquanto eu tenho muita bmp na ecma superficial nada na placa neural no na região da Crista neural vou ter um nível intermediário dessa sinalização Tá além disso essas células da borda neural da borda
da borda neural elas vão receber ah outros eh sinalização de outros fatores de crescimento como int e fgf tá E essa combinação ã de fatores que ativam essa combinação de vias de sinalização vai levar a expressão de genes específicos de borda neural tá que GES são esses esses que estão aqui embaixo listados um que se destaca que é muito utilizado para reconhecer essas células no embrião é o Pax 3 tá uma vez que esses genes esses fatores de transcrição estão ativos eles vão ativar outros fatores de transcrição Quais os fatores de transcrição envolvidos na especificação
das células da Crista neural tá que Genes são esses esses todos aqui Um que se destaca nessas dois que se destacam a gente pode dizer assim é o snail e o Sox 10 tá Sox 10 é muito utilizado na pesquisa como um fator de transcrição para identificar células da Crista neural tá uma vez que a célula a célula já tá definida como uma célula de crista neural esses genes aqui vão agora ativar a expressão de outros genes de um outro grupo de genes que grupo é esse é o grupo de genes efetores da Crista neural
esses genes efetores eles vão promover o processo de transição epitélio mesena que ocorre nessas células tá que Genes são esses todos esses aqui embaixo e vocês vão reparar que alguns genes especificadores de crista neural também atuam nesse processo de transição epitelo mesma Como o próprio Sox 10 que eu havia destacado anteriormente mas também Sox 9 integrinas vários outros genes vão estar envolvidos nesse processo tá então gente para que as células da borda da placa neural se tornem células da Crista neural ocorrem essas três etapas indução da borda neural especificação da Crista neural e transição epitélio
mesenquimal ou epitélio mesen essas células epiteliais Elas têm capacidade migratória não imagina se uma dessa célula é atraída por uma molécula se ela vai conseguir sair desse epitélio e migrar não ela não vai conseguir porque ela tá agarrada aderida com as células vizinhas com muitas moléculas de adesão celular tá então nessa transição epitélio mesena O que ocorre é que as células da Crista neural elas perdem as moléculas de adesão com as suas células vizinhas tá e elas elas se tornam elas ganham então uma organização mesenquimal que a gente diz células relativamente Livres então se eu
tenho por exemplo uma molécula ã que ativa que atrai que atrai as células de neural sendo produzidas por exemplo pelo mesoderma da placa lateral essas células vão conseguir migrar Porque estão sendo atraídas por essas moléculas certo então as células da Crista neural são células que TM uma capacidade migratória muito grande e são células com grande potencial de diferenciação então gente nessa imagem eh porque a gente sempre mostra né um corte transversal do embrião Mas vocês têm que ter a noção de que essa crista neural ela tá se originando a partir do tubo neural ao longo
de todo o eixo ântero posterior tá então nessa imagem aqui a gente consegue ter essa ideia a gente consegue ver o tubo neural ó quase terminando de se formar aqui de se fechar essa seria a região de origem das células da Crista neural e dessa região as células da Crista neural elas saem na verdade as setas é para tem a intenção de mostrar que é ao longo de todo o eixo rostro Mas elas migram por aqui olha entre o ectoderma superficial e o tubo neural e vão se misturar as células mesenquimais que já estão aqui
lembrando gente que esse termo mesenquimal eu tô usando aqui simplesmente como uma forma de organização do tecido tá então o endoderma teria uma organização epitelial o ectoderma superficial organização epitelial o ectoderma do tubo neural o neuroepitélio organização epitelial e as células da Crista neural organização mesenquimal e aí elas vão encontrar outras células que já estavam aqui que também tem organização mesenquimal nesse momento que são quem células do mesoderma tá simplesmente organização do tecido epitelial versus mesenquimal tá nessa imagem aqui da direita a gente consegue perceber melhor essas questões que eu acabei de explicar tá o
endoderma é um epitélio bem fininho o ectoderma superficial é um epitélio também fininho o neuroectoderma né do tubo neural já é um epitélio mais espesso e aqui eu tenho o qu gente qual a organização dessas células aqui percebam que elas não estão coladinhas unas das outras é uma organização mesenquimal e as células da Crista neural que são essas que estão identificadas em marronzinho porque foi utilizado um anticorpo para reconhecer uma proteína que só é expressa pelas células da Crista neural e esse anticorpo tem uma cor então a gente consegue Recon só essa a gente só
tem célula de crista neural identificadas por essa cor marronzinha e aí percebam que elas estão saindo da região dorsal do tubo neural tá E são mesen maisis e estão se misturando com as células mezen que maisis que estão aqui ok bom vamos avançar então pra gente falar um pouco sobre a migração dessas células a gente viu aqui que as células vão migrar entre o ectoderma superficial e o tubo neural para colonizar gente praticamente todo o organismo do embrião todo o organismo Praticamente todo o organismo Vocês já vão entender porque que a gente pode tirar essa
conclusão tá Ah E aí elas vão colonizar todo o organismo do embrião vão dar origem a uma grande Gama de tipos celulares diferentes Então vão dar origem as células de sistema nervoso periférico vão dar origem as células de tecido conjuntivo mesmo então osso cartilagem vão dar origem à células endócrinas vão dar origem aos melanócitos da nossa pele por que que eu já tô adiantando tudo isso para vocês entenderem que porque eu quero falar de uma informação aqui importante agora há autores que consideram a crista neural o quarto folheto germinativo tá então a gente tem quais
são os três que a gente conhece os três folhetos germinativos né endoderma mesoderma e ectoderma a crista neural tem um potencial de diferenciação tão grande e contribui para tantos tecidos e órgãos do organismo que por esses motivos muitas pessoas muitos autores muitos cientistas consideram ela como quarto folheto germinativo tá bom dito isso a gente vai agora tentar eh vou tentar mostrar para vocês um pouquinho que acontece com a crista neural cefálica na região da cabeça e do pescoço né e a crista neural do tronco tá a crista neural cfca Então essas setas aqui a gente
tá falando então da figura a tá essas setas elas apontam a direção de migração das células da Crista neural em cada uma dessas subregiões do tubo neural ao longo do eixo rostrocaudal tá então muitos experimentos já foram feitos e hoje em dia já se tem já se já existe esse mapa traçado já foi possível identificar por exemplo que as células da Crista neural que se originam na região do mesencéfalo elas vão colonizar a região do processo frontonasal que é toda essa região do embrião e elas vão colonizar também o primeiro ar arco farino tá Ah
tem célula daqui que vai colonizar o segundo arco farino Não elas vão colonizar o primeiro e o e o processo frontonasal assim como já se sabe por exemplo que células que saem a partir do rombo 4at vão colonizar somente o segundo arco farino tá e assim por diante Então já se conhece essa esse mapa de migração tá E aí essas celas estão fazendo que caminho gente aquele caminho que a gente viu entre o tubo neural então Imaginem né e pensem na estrutura do seu do organismo de vocês existe Inicialmente um tubo neural dando origem se
diferenciando em cérebro né enfim encéfalo aqui na frente e em volta existe um ectoderma no meio entre esse tubo neural e o ectoderma a gente tem C crista neural migrando da região mais dorsal pra região mais ventral PR colonizar toda a região da cabeça e da face e do pescoço do embrião tá E aí elas vão dar origem a muitas estruturas da cabeça da face do pescoço do embrião a gente já vai falar dos derivados daqui a pouquinho tá sobre a crista neural do tronco como acontece essa migração no tronco a crista neural faz dois
caminhos de migração o primeiro caminho é esse que tá aqui apontado pela seta preta que caminho é esse é o caminho entre o ectoderma superficial e e o dermomed essas células Elas começam a migrar entre o ectoderma e o dermomed superficial bom elas se misturam com as células do ectoderma superficial ectoderma superficial vai dar origem a epiderme da nossa pele só a epiderme epiderme da nossa pele e eu falei para vocês que crista neural também dá origem a melanócito Então são essas células daqui que fazem esse caminho de migração dorsolateral que vão se misturar com
as células do ectoderma superficial e dar origem elas aos melanócitos da nossa pele os melanócitos são aquelas células que produzem a melanina e que são portanto os responsáveis pelo Tom que a nossa pele tem tá então melanócito percorre esse caminho dor sol lateral tá E existe ainda um caminho ah gente existe Existe células que fazem esse caminho dorsal lateral que se misturam com as células do ectoderma superficial na região da cabeça sim existem tá todos os melanócitos do nosso corpo são derivados de crista neural tá bom voltando aqui pra região da cristan Leal do tronco
a gente tem também um caminho de migração ventral tá então essas células elas podem percorrer gente recapitulando Dois Caminhos de migração o caminho dorsolateral e o caminho ventral tá então reparem que nesse esquema existe a separação do ele ele tá mostrando o somito já separado em duas partes o dermi que tá aqui e essa região aqui que na bom vou apontar aqui na frente tá Seria o esclerótomo tudo isso aqui seria um único esclerótomo tá E aí vamos lembrar que a gente até já viu isso na aula de de somito que a porção caudal a
metade caudal do somito ela é repulsiva pras células tá elas produzem moléculas essa essa metade caudal produz a a efrina B1 lembram disso que é repulsiva pr migração celular então as células da Cristal neurol elas vão migrar pela porção rostral do esclerótomo lembrando gente que o esclerótomo ele tem uma organização as células do esclerótomo tem uma organização mesenquimal Então as células da cristan neural elas vão migrar e passar por dentro desse conjunto de células do esclerótomo que compõe o esclerótomo tá elas não são epiteliais se fosse epitelial a crista não conseguiria passar no meio ela
né porque são aquelas células que tem uma organização com aderida muito aderida com as células vizinhas o esclerótomo ele tem uma organização mesenquimal então elas vão se misturar com as células do esclerótomo somente da porção rostral do esclerótomo Por que que ela é considerada o quarto quarto folheto germinativo porque ela tem esse grande potencial de diferenciação tá E ela pode sim ser considerada uma célula tronco porque pelo menos por um tempo limitado ela tem a capacidade de se autor renovar ou seja uma célula da origem a duas a qu exatamente iguais à primeiras e Parte
dessas vão se diferenciando tá então devido ao grande potencial que ela tem de diferenciar E aí é uma célula tronco pluripotente a gente pode dizer tá é uma célula tronco pluripotente que é capaz de dar origem a tecido nervoso a tecido conjuntivo a tecido endócrino tá melanócito bom esse embrião aqui da figura D é um embrião de galinha que eu gosto sempre de trazer para vocês eh tudo que tá tá em verde tá eh eh tá identificando a cor verde tá identificando uma proteína que é expressa pelas células da Crista neural tá que é essa
HN k1 então tudo que tá verde aqui é crista neural então reparem o o padrão de migração intercalado que essa questão do somito provoca tá então reparem aqui aqui a região dorsal do tubo neural tá então por essa região por exemplo eu tenho migração da Crista por essa região eu não tenho por aqui eu tenho por aqui eu não tenho a aqui essa seta aqui tá apontando os gangos da raiz dorsal que começam a se formar aqui então isso aqui olha seria um gango da raiz dorsal se formando aqui a gente já vai falar de
gango da raiz dorsal mais para frente novamente tá mas já vou falar aqui para depois vocês conectarem com o conectarem as informações tá então aqui seria um Gang da raiz dorsal esse drg do inglês tá dorsal ruts gangli então gânglio da raís dorsal que são os ganglios sensoriais Então a gente tem uma cadeia de ganglios aqui e a gente tem uma cadeia de ganglios que são os ganglios simpáticos S patetic ganglia que também são formados pelas células da Crista neural tá E aí gente por que que a gente tem uma cadeia de gânglios e a
gente não tem por exemplo um tão nervoso contínuo aqui justamente por por conta desse padrão de migração intercalado promovido pelo esclerótomo tá se se não existisse isso aqui se todos se todo o caminho ventral aqui fosse permissivo para Crista neural a gente não teria esse padrão em gangos a gente teria um bastão nervoso aqui tá então é por conta disso que existem ganglios que que são ganglios são pacotinhos de células nervosas neurônios e células gliais gente então tá aqui o eixo rostrocaudal ou ântero posterior tá aqui na na embriologia a gente pode dizer ântero posterior
como sinônimo de rostro caudal e e existe uma regionalização da Crista neural tá a gente pode separar em crista neural cefálica ou crista neural cranial Seria a mesma coisa e crista neural do tronco Tá mas além dessas existe tem outras subregiões que a gente pode distinguir também tá da Crista neural vagal até sacral a gente pode chamar que é tudo a crista neural do tronco Tá mas dentro dessas a gente ainda pode regionalizar mais ok ah o que que eu gostaria de ressaltar aqui com vocês vamos falar da craner cefálica a cristano cefálica ou crista
neural cranial é a única que vai ter capacidade de diferenciação em tecido conjuntivo tá E aí por ela ser ah dar origem a tecidos mesenquimais e agora eu tô usando mesenquimal como uma palavra sinônima de tecido conjuntivo essas células também podem ser chamadas de mesoderma tá aqui mesoderma ou contrário tá ectom por quê Porque é o mesenquima derivado de crista tá E aí reparem aqui nesse aqui a gente tem um mapa mostrando um embrião mais jovem e um embrião mais velho tá reparem onde é que tem a indicação Verde somente na crista neural cefálica tá
que vai até o somito quro que vai até o somito quro então a crista neural cefálica ela é capaz de dar origem à células do tecido conjuntivo tá ele é capaz de diferenciar em condrócito tá escrito aqui ó osteócito e aí falando de tecido conjuntivo ainda odontoblastos tá então a crista neural faz osso e cartilagem na região da cabeça ah e na noss e no nosso tronco existe osso e existe cartilagem derivado de crista não no corpo no tronco osso cartilagem e qualquer tecido conjuntivo é derivado somente de mesoderma e na região da cabeça na
região da cabeça cartilagem osso e qualquer tecido conjuntivo é derivado de de mesoderma também mas tem uma grande contribuição da Crista neural tá então no corpo mesoderma é quem faz tecido conjuntivo e na cabeça mesoderma e crista neural os dois esse termo aqui é um termo que mistura mesena com ectoderma então ele bota mesena na frente fica mesoderma se você botar o ectoderma na frente fica ectomesenquima tá bom porque é um mesma derivado do ectoderma bom gente eh a partir do somito a partir da Crista neural cranial a gente tem a crista neural vagal tá
a crista neural vagal eu vou voltar a falar dela um pouquinho mais paraa frente por quê Porque é ela quem dá origem a sistema nervoso entérico só crista neural vagal não crista neural vagal e crista neural sacral também aqui na sacral tá tá escrito Olha enteric ganglia era para est escrito aqui na vagal também tá na verdade a maior parte dos ganglios entéricos são derivados é da Crista neural vagal a crista neural sacral tem uma contribuição menor tá bom ah outras outras coisas que a gente pode destacar aqui a crista neural cardíaca que estaria dentro
do domínio da Crista neural vagal a crista neural cardíaca vai compreender o o vai ser aquela ã que sai na altura do somito um ao somito 4 tá E por que que se chama crista neural cardíaca porque ela vai contribuir paraa formação de um dos septos do coração tá O coração é um tecido eh em grande parte muscular certo é um músculo então músculo músculo gente é sempre derivado de mesoderma tá na cabeça no pescoço no corpo qualquer região do corpo músculo é sempre derivado de mesoderma entretanto existe um cepto do coração que é formado
por células da Crista neural tá então essas células crista neural migram invadem o coração em formação para formar um dos septos tá bom e a gente não vai entrar em detalhes sobre isso porque na na m2 vocês vão ter aula de desenvolvimento cardíaco E aí vocês vão ver isso em detalhes tá bom crista neural cardíaca vagal ah Crista neural do tronco vai dar origem aos gânglios simpáticos a medula da glândula suprarrenal ou seja célula endócrina aqui tá E qual outra célula endócrina que a Cristal pode dar origem cristala cranial D origem as células parafoliculares da
tireoide também tá Ah melanócitos está escrito aqui na Cristal do tronco mas na verdade Melano é um derivado que toda toda toda Crista neural de de todo o eixo de todo o eixo rostro caudal é capaz de fazer tá então tá até aqui olha se a gente olha para esse mapa células pigmentadas seria o que tá em cinza tá aqui na crista neural cefálica ao longo de todo o eixo e tá aqui na crista neural do tronco também tá gânglio entérico é derivado por qual parte crista neural vagal aqui ó do somito um até o
somito 7 laranja e crista neural sacral gânglio sensorial Crista neural do tronco des o somito um até o final tá ganglio simpático desde o somito 4 até o final também vai dar origem à aquela rede de ganglios Tá bom a gente vai olhando eu sei que é muito derivado tá gente eu sei que é muita informação a gente vai olhando de pouquinho em pouquinho para vocês irem retendo as informações tá Então olha esse aqui oi todas as células que vem da Crista tirando da cranial elas vão gerar tecidos nervosos né vão vão justamente aqui que
eu começo nesse slide tá o que tá em vermelho é para apontar que a crista neural ela vai ser a grande responsável por formação de sistema nervoso periférico tá gente então o sistema nervoso central encéfalo e medula espinhal né que compõe o sistema nervoso central é derivado de quem tubo neural e o sistema nervoso periférico é derivado de quem de quem a grande maioria é derivado de crista neural tá E aí eu gosto de destacar isso aqui então gente vamos lá sistema nervoso central é derivado de tubo neural sistema nervoso periférico é derivado de crista
neural só crista neural Vamos fazer um parêntese aqui não existem uma outras estruturas no embrião chamadas placoides que também contribuem para sistema nervoso periférico pros gânglios cefálicos para os gânglios da cabeça tá então aí seria crista neural e placoide para formar sistema nervoso periférico na região da cabeça mas a grande maioria é derivada de crista tá Professor Oi eh desculpa interromper Mas a senhora ainda vai falar de sistema nervoso autônomo ou não vai se encaixar ersal vou falar vou falar ainda tá bom bom então guardamos essa informação certo sistema nervoso central vem do tubo neural
sistema nervoso periférico A grande maioria vem da Crista neural Tá além disso além de sistema nervoso a crista neural é capaz de fazer células pigmentadas que são os melanócitos da nossa pele tá células endócrinas como a medula Como as células da medula da glândula suprarrenal e as parafoliculares da tireoide e células mesenquimais esse mesenquima aqui é no sentido de tecido conjuntivo mesmo nesse caso tá somente a crista da cabeça e do pescoço tá bom vai dar origem que então cartilagem em osso tecido conjuntivo fibroblastos tá células de músculo liso vasculares então ao redor dos vasos
sanguíneos Existem algumas células de músculo liso ali em volta parte delas são são derivadas do da Crista neural a Derme é derivada de crista neural na região da cabeça e a de pósso na região da cabeça também é derivada de crista neural tá gente como que essa infinidade de eh derivados que a crista neural pode dar origem como que eles foram descobertos né Eu gosto de trazer isso porque existe um grande nome da Crista neural que é uma pesquisadora chamada Nicole ledan tá inclusive esse desenho aqui é de um artigo de revisão dela e a
Nicole ledan ela ficou muito famosa como pesquisadora porque Ahã por esses experimentos aqui que Os experimentos de Quimera entre os embriões de codorna queel codorna e os embriões de galinha Então ela pegava uma Região do tubo neural de onde a crista neural ainda não saiu tirava do embrião da codorna uma codorna pigmentada uma codorna marronzinha e colocava num embrião de galinha que não tem pigmento no pilo tá e a partir dali ela deixava essa célula esse embrião esse embrião transplantado tirava o tubo neural daqui dessa região do embrião da galinha e colocava do embrião da
codorna e deixava esse embrião desenvolver e investigava em diferentes pontos do desenvolvimento embrionário quais células quais em quais tecidos a células derivadas da Crista neural dessa região se encontravam tá e como que conseguiu fazer isso ela essa pesquisadora Ela descobriu que a célula da codorna é diferente da célula da galinha porque ela ela possui um DNA mais compactado E aí por exemplo nessa figura C aqui quando ela fazia uma coloração histológica para reconhecer DNA das células elas ela ela conseguia Identificar qual célula era da codorna e qual é da galinha então reparem o tubo neural
é da codorna reparem que o núcleo tá bem Pintadinho bem escuro e aqui eu tenho crista neural da codorna também já essas células que estão aqui não são da codorna são Originalmente da galinha tá e a partir daí ela consegui identificar nos diferentes tecidos as onde tinha célula da codorna tá aqui tem um exemplo num embrião que Quimera num num animal Quimera desses que chegou a nascer a gente consegue perceber que essas células aqui esses melanócitos vê da Crista neural de uma região específica que ela transplantou porque são pigmentados ou seja são da codorna e
não Originalmente do embrião de galinha aqui seria um embrião de galinha que não recebeu o transplante para vocês verem tá Essa pesquisadora ela ficou eh muito famosa é um dos grandes nomes da Crista neural é uma senhora de 90 e tantos anos hoje de 90 91 92 anos hoje e é um grande nome da Crista neural tá Existem várias outras pessoas também que se destacam na no na pesquisa da Crista neural mas essa daí é realmente muito conhecida já ganhou inúmeros prêmios só para ter certeza o que ela fez foi fazer essa esse quimerismo para
saber o destino da Crista neural exato exato E aí ela descobriu que como a célula da da da codorna era diferente da célula da galinha existia uma maneira de identificar isso no embrião que é esse DNA compactado depois isso gente lá na década de 70 tá 60 70 70 Eu acho depois disso eh se se descobriram se desenvolveram anticorpos para reconhecer o a célula específica da codorna tá então existe um anticorpo que reconhece só célula de codorna e não reconhece ela de galinha aí ficou muito mais visível na verdade do que essa primeira identificação que
era possível aqui porque você pintava tudo de marrom aquela imagem que eu mostrei inicialmente para vocês é um exemplo de um experimento desse onde se reconhece a célula da codorna com o anticorpo que deixa eh que pinta de marrom né a célula Então antes ela tinha que ir na gambiarra porque a célula era um pouquinho diferente aí com anticorpo ficou an ela teve que ir no conhecimento biológico descobriu que o núcleo da célula era mais compacto e usou isso como uma ferramenta né Depois se desenvolveram outras ferramentas bom a crista neural cefálica vocês viram aquele
mapa de migração né que dependendo da região onde ela sai ela vai invadir uma região específica na região da cabeça e na região da Face tá eu cheguei a comentar para com vocês que por conta das células da Crista neural migrando para essa região mais ventral da face por por conta disso se formam estruturas chamadas Arcos faríngeos na região da Face tá Ah por que que se formam esses Arcos farinos porque as células elas são em pouca quantidade no início Mas elas proliferam muito e elas migram elas invadindo essa região mais ventral da face isso
permite a forma desses Arcos farinos tá então aqui tá olha crista neural que vai colonizar para formar o primeiro arco faringo crista neural sai daqui para colonizar e formar o segundo tá os Dom diferentes domínios então falando de aparelho fario tá ã Olhe aqui para esse embrião aqui em cima Esse embrião aqui em cima se a gente faz um corte transversal transversal não né que seria coronal se a gente faz mas de qualquer forma se a gente faz um corte nessa orientação é essa imagem que a gente vê aqui tá é essa imagem que a
gente vê aqui bom por dentro o que que eu tô vendo aqui gente o tubo interno de endoderma tá então isso aqui é endoderma reparem que eu apontei com uma seta amarela para vocês verem o epitélio de endoderma aqui por fora é a região exna do embrião ectoderma superficial recobrindo tá aqui em azul e no meio a gente tem o quê células mesen mais estô falando de organização do tecido tá células mesenquimais essas células mesenquimais aqui reparem que eu coloquei em rosa para mostrar que é uma mistura de células de mesoderma com células da Crista
neural que chegaram ali e se misturaram com as células de mesoderma para formar esses Arcos farinos tá então seria um corte nessa orientação aqui ó tem ter que colocar o plano aqui de corte desse embrião tá então reparem no embrião aqui olha região da boca né região orof farinia o processo frontonasal ou proeminência fronta nasal pode ser também primeiro arco farino segundo terceiro quarto Ok então esses Arc o mesena dos Arcos faringeos ele é formado por uma mistura de células mesodérmicas e de células de crista neural tá esses Arcos farinos eles formam reentrâncias do lado
de dentro do lado interno reentrâncias essas reentrâncias se chamam bolsas faringes bolsas faringes tá e reentrâncias também do lado de fora aqui não tá ainda muito acentuado uma fase mais precoce do desenvolvimento mas aqui a gente consegue ver que ele faz reentrâncias tá e aqui por exemplo aqui a gente consegue ver uma esse que vem do essa essa reentrância do lado de fora a gente chama de suco farino tá as bolsas farines sucos farinos vão estar envolvidos na formação de diferentes estruturas da nossa Face vocês vão ver isso em detalhes na aula de sistema respiratório
na m2 tá então se a gente Olha aquele mesmo embrião tá aqui da foto anterior e faz um corte nessa posição o que a gente vê isso aqui e a gente tá olhando o quê um Panorama do do fechamento lateral na região da cabeça nessa região aqui que eu tô mostrando tá então gente isso aqui seria o quê tubo interno de endoderma faringe né na região da faringe tubo externo de ectoderma e aqui no meio região do mesena do arco faríngeo mesena composto de mesoderma e crista neural a crista neural tá migrando aqui ainda mas
vai colonizar tudo isso aqui tá certo então gente pode-se dizer que a formação da cabeça é definida pela migração das células da Crista neural tá os fluxos de células da Crista neural auxiliam no desenvolvimento da face do sistema de arcos farios as células da Crista se misturam para reforçar o mesena para compor poro mesena tá situado abaixo do prosencéfalo em expansão abaixo quer dizer ventral tá em relação ventral ao ventral ao prosencéfalo E essas células tornam-se tecido Inc conjuntivo importante pro desenvolvimento da face certo bom aqui uma curiosidade eh falar da propriedade esquelet gênica da
Crista neural facial aí gente eu vou eh chamar atenção para esse nome aqui crist neural facial é o nome que deram para uma para um subconjunto de crista neural cefálica tá que chamaram de crista neural facial Por que que é um subconjunto porque só essa região só essa crista neural facial seria capaz de dar origem a osso na região da cabeça gente tudo isso aqui vamos olhar aqui pro lado para essa imagem aqui da direita tudo que tá em verde todos esses ossos em verde aqui no organismo adulto estão derivados de crista neural Tá então
não são derivados de mesoderma são derivados de crista neural quem é capaz quem é que faz essa região essa esses ossos a crista que migra pra proeminência frontonasal e pro primeiro arco faríngeo tá essa crista que migra para essa região é a crista capaz de diferenciar em osso tá a a crista que migra pro arco farino dois pro arco farino três pro arco farino quro e seis essa crista não é capaz de diferenciar em osso essa crista diferencia apenas em cartilagem tá não faz osso e o que que vai ah determinar esse potencial de diferenciar
em osso ou não diferenciar em osso a presença de g a ausência de genes Rox Então vamos lembrar do genes Rox lembra que a gente falou do genes Rox lá por exemplo para delimitar as subregiões do endoderma que vai dar as subregiões do nosso sistema digestório esses gendes Rox gente eles têm um padrão de expressão ao longo do eixo posterior eles vão estar aplicados eles vão estar expressos nas diferentes estruturas inclusive na crista neural e no tubo neural tá então pista neural que surge de uma Região do tubo onde não tem expressão de genes Rox
não tem expressão de genes Rox essas células são capazes de diferenciar em osso na região da cabeça tá então já adianto para vocês por exemplo que as células que migram pro primeiro arco faríngeo são as células que vão diferenciar em mandíbula e maxila tá então mandíbula e maxila são derivados de crista neural crista neural facial Rox negativa que migra pra região do primeiro arco faringo tá bom e todos os outros ossos do crânio Ah que surgem A partir dessa crista neural facial Rox negativa também tá então a gente tem ã esse osso aqui da maçã
do rosto o vômer por exemplo a gente tem o osso frontal a gente tem o osso temporal aqui do lado parte do temporal é derivado da Crista neural tá bom e a partir ã da da Crista que vai pro arco pro segundo arco farino ela não é mais capaz de dar de diferenciar em osso ela ela é capaz de diferenciar em cartilagem mas não em osso tá já foram feitos experimentos onde pegava se a a crista neural dessa região aqui mais baixa do do rombo sei lá qu por exemplo e transplanta pra região do que
vai do mesencéfalo que vai colonizar a Cristalina facial essa crista neural não forma osso aqui diferencia em cartilagem mas não progride para diferenciação óssea tá Professor uma pergunta quando a gente viu Eh padronização de de eixo eh rostro caudal falou também desse gênes rock eh essa expressão muda ao longo desse desenvolvimento tipo a qu a a expressão de rock ela vai ser igual ao longo de todo o eixo ao longo do desenvolvimento do embrião ou ele vai mudar bruscamente ele ele tem uma certa semelhança tá entre as diferentes estruturas então por exemplo Rox a Rox
a Rox A2 que tá escrito aqui por exemplo que é expresso por exemplo todas essas essas partes aqui em toda o roxia 2 por exemplo el expresso na crista que vai colonizar arco faringe 2 3 4 e 6 já o Rox B4 só vai est expresso na crista que ah coloniza o arco farino 4 e se por exemplo Então existe uma combinação desses genes Rox em cada região tá bom isso é uma coisa agora por exemplo o gênio Rox A2 tá Expresso no tubo de endoderma que tá aqui por dentro tá Expresso Exatamente no mesmo
domínio não necessariamente de uma forma exata mas sim o Rox C2 tá Expresso nessa região mais anterior do endoderma mas ele pode estar Expresso numa região mais restrita numa região mais larga e no mesoderma que tá em volta do endoderma esse Rox A2 tá presente também tá presente mas os domínios podem ser ligeiramente diferentes vai ter Rox A2 mas mas isso gente é ligeiramente diferente então por exemplo o gene roxia 2 ele tá Expresso numa região rostral do eixo ele tá expresso na região caudal do eixo na crista no endoderma do mesoderma não então gente
reforçando células que vão dar origem a tecido conj são só células que estão na região cefálica tá da cabeça e do pescoço crista neural da cabeça e do pescoço tá Crista neural do tronco não dá origem a célula de tecido conjuntivo tá então aqui em baixo a gente tem um exemplo na região da cabeça né dos Arcos farinos Ah o que tá aqui no meio em rosa tá Seria célula mesodérmica e o que tá em verde seria crista neural que se juntou ali naquela região Tá bom mas os ossos especificamente se a gente for falar
de osso especificamente osso e cartilagem nessa região da face é derivado de crista neural tá Ahí o mesoderma que tá aqui o mesoderma que tá aqui vai dar origem por exemplo a vasos sanguíneos que não são derivados de crista neural nunca tá vai dar origem aos músculos da face que não são derivados de crista neural nunca tá bom mas osso e agem são derivados da Crista neural da parte que tá em verde aqui bom então aí tem uma lista de derivados da Crista neural minha intenção não é que vocês decorem tudo isso e né minha
intenção é que vocês tenham entendido tudo que eu expliquei até aqui tá E que reconheçam a maior parte pelo menos que mesen derivado de crista só na região da cabeça neurônios células gliais do sistema nervoso periférico são derivados de crista tá bom E aí eu vamos lá Relembrando aqui sistema nervoso na região sistema nervoso central é derivado de tubo neural sistema nervoso periférico é derivado de em maioria da Crista neural mas também tem participação de placoides ectoderma tá que eu já tinha mencionado então aqui olha tudo que é derivado de crista tá em rosa Então
vamos olhar aqui pra região do tronco todo o sistema nervoso periférico todos os gânglios do sistema nervoso periférico na região do tronco são derivados de crista e os gânglios do sistema nervoso periférico na região da cabeça parte deles são derivados de crista como por exemplo essa parte do gangli trigêmeo Olha esse aqui é o gangl trigêmeo aquele que vai enervar os nossos dentes e aquele que tá envolvido quando a gente tem por exemplo uma dor de dente parte desses neurônios são derivados de crista neural Os que tão em rosa e partes são derivados de placoide
tá a gente tem ainda gânglio glossofaringeo que é derivado de crista ganglio vestíbulo coclear que é derivado de crista ah e tem ainda outros outros gangos derivados de placoide ok pessoal bom vamos fazer o intervalo antes da gente retomar a crista neural do tronco