Olá, acadêmico, estamos na Unidade 1, Tópico 1. Neste tópico, vamos abordar os conceitos iniciais da estatística. A palavra estatística deriva do termo latino status (estado) e parece ter sido introduzida na Alemanha, em 1748, por Achenwall.
Atualmente, a Estatística é reconhecida como uma ciência capaz de obter, sintetizar, prever e fazer inferências a partir de dados. Vale lembrar que, no Brasil, a Fundação IBGE é o órgão responsável por nossas estatísticas (dados estatísticos) oficiais. Acadêmico, a estatística tem como objetivo compreender uma realidade específica para tomada de decisões, pois ela tem aplicação nas mais diversas áreas do conhecimento como: área social, administrativa, marketing e financeira.
Já a palavra método é uma palavra que tem derivação na língua grega – methodos. “Met” quer dizer “através de” ou “por meio de”, e “hodós” significa “caminho”. Portanto, a palavra método significa caminho para meta, ou seja, sempre que você tiver uma meta, precisará de um caminho, ou seja, de um método Existem dois tipos de métodos que fazem parte dos métodos científicos: o método experimental e o método estatístico.
Método experimental: consiste em manter constantes todas as variáveis (causas), exceto uma, que sofrerá variações para se observar os respectivos efeitos, caso existam. Esse método é mais usado em ciências como a Física e a Química. Observe na tela o exemplo.
Note que existem quatro vidros nas imagens. Nas duas primeiras, com o vidro tampado, podemos aumentar a quantidade de moscas. Elas não conseguem entrar.
Já na terceira e quarta imagens, temos um aumento da quantidade de moscas entrando no vidro devido a ele estar destampado. Pois é, esse é um exemplo do método experimental. Método estatístico: diante da impossibilidade de manter as causas constantes (nas ciências sociais, por exemplo), admitem-se todas essas causas presentes, variando-as, registrando essas variações e procurando determinar, no resultado, que influências cabem a cada uma delas.
Esse método é o mais utilizado em Estatística. Observe na tela o exemplo. Notem que, na figura, nada é constante, todos os dados ali descritos são variáveis, podem mudar ao longo do tempo.
Para que se consiga responder a uma pergunta, precisamos passar por algumas fases que chamamos de "fases do método estatístico", que podem ser resumidas, basicamente, em seis etapas, conforme a figura na tela. - Primeira etapa – definição do problema, saber exatamente aquilo que se pretende pesquisar. - Segunda etapa – planejamento: como levantar informações?
Que dados deverão ser obtidos? Qual levantamento deve ser utilizado? Qual é o cronograma de atividades?
Quais são os custos envolvidos? Entre outros questionamentos. - Terceira etapa – coleta de dados: fase operacional.
É o registro sistemático de dados, com um objetivo determinado. - Quarta etapa – apuração dos dados: resumo dos dados após contagem e agrupamento. É a condensação e a tabulação de dados.
- Quinta etapa – apresentação dos dados: há duas formas de apresentação, que não se excluem mutuamente: a tabular ou a gráfica. - Sexta etapa – análise e interpretação dos dados: a última fase do trabalho estatístico é a mais importante e delicada. Está ligada, essencialmente, ao cálculo de medidas e coeficientes, cuja finalidade principal é descrever o fenômeno (estatística descritiva).
Após verificarmos a história da Estatística, sua aplicação, seu método, bem como as fases que compõem o método estatístico, é necessário entendermos os tipos de estatística. Nesse sentido, a estatística se divide em dois tipos: a estatística descritiva (também conhecida como dedutiva) e a estatística indutiva (também conhecida como estatística inferencial). Estatística descritiva ou dedutiva: é a parte da Estatística que tem por objetivo descrever os dados observados.
São atribuições da estatística descritiva: a organização dos dados; a redução dos dados; a representação dos dados; a obtenção de algumas informações que auxiliam a descrição do fenômeno observado. Estatística inferencial ou indutiva: é a parte da Estatística que tem por objetivo obter e generalizar conclusões para a população a partir de uma amostra. Observe, na imagem a seguir, a diferença entre esses dois tipos de estatísticas.
Temos a estatística descritiva, que trata da consistência dos dados e as interpretações iniciais, os quais retiramos de uma população como um todo ou de uma amostra, isto é, uma parte da população, e, por outro lado, temos a estatística inferencial. Resumindo: tudo o que envolver descrição dos dados, podemos chamar de estatística descritiva ou dedutiva. Tudo o que envolver a tomada de decisão, chamamos de estatística indutiva ou inferencial.
Passamos, agora, ao estudo da probabilidade. A probabilidade é dada pelas possibilidades de um evento ocorrer levando em consideração o seu espaço amostral. Essa razão, que é uma fração, é igual ao número de elementos do evento (numerador) sobre o número de elementos do espaço amostral (denominador).
Observe na tela um exemplo: para podermos calcular a probabilidade, é necessário esclarecer alguns conceitos, como o espaço amostral. Espaço amostral é a lista com todos os resultados possíveis de um procedimento. Ele pode ser finito ou infinito.
No nosso exemplo, é finito, pois temos sete bolas a cair (numerador) em cinco espaços (denominador), sendo que pode cair uma bola no espaço um, duas bolas no espaço dois e assim por diante. Porém, em alguma hora, as opções irão acabar. E, assim, chegamos ao final do Tópico 1.
Espero que este vídeo esteja lhe auxiliando na compreensão do assunto. Nos vemos no próximo vídeo. Até mais!