เฮ [Música] Eh, bem-vindos, alunos do curso de especialização em neurociências. Nós vamos dar continuidade, então, ah, ao módulo de neurofisiologia. E o tema a da aula de hoje é fisiologia sensorial, parte dois, onde a gente vai discutir vias do sistema.
Eh, quais são os assuntos específicos? Então, os tópicos abordados serão circuitos neurais da sensibilidade vias dorso lateral, a participação do córtexésico no processamento da modalidade sensorial, eh aspectos relacionados à propriedade dos receptores de dor e a via de processamento da dor que havia antrolateral. Relembrando que a gente já viu na na aula anterior, o sistema somestésico, então ele nos permite eh interação com o ambiente, a a respostas de defesa, manutenção da homeostase e também a formação de memórias relacionada às experiências.
Eh, os receptores somestésicos, eles têm uma característica morfológica eh comum. Todos eles são neurônios pseudonipolares e estão localizados nos tecidos periféricos ou eh profundos, nos permitindo então as respostas, né, e interação com as características que eu já relembrei aqui anteriormente. Eh, as vi o a informação sensorial, ela é então processada no seu receptor.
Uma vez que essa informação ela é processada, ela pode gerar a depender da intensidade, duração e propriedades dos estímulos que foram discutidas, a gênese de um potencial receptor que quando atinge o limiar da do neurônio aferente gera um potencial de ação e a intensidade desses potenciais de ação vão modular a quantidade de neurotransmissor que vai eh ativar, né, ou desativar neurônios do sistema nervoso. central, tá? Então, mostrando aqui que é uma via que permite a conversão de um sinal, nesse caso mecânico, eh, químico, elétrico, na na eh linguagem que o sistema nervoso entende.
Eh, nos interessa agora discutir quais são os circuitos neuronais que essas vias aferentes oriundas do receptor, né, eh, são processadas no sistema nervoso central. Então, a gente tem que tem que considerar que a via ela se inicia com a ativação do receptor sensorial. Então, esse esse eh receptor sensorial pseudonipolar é caracterizado por um neurônio de primeira ordem, né?
Um neurônio aferente de primeira ordem. Eh, ele vai fazer uma sinapse dentro do sistema nervoso central, eh, em locais específicos, a depender de onde vem essa informação. Eh, esse neurônio que se estabelece o contato sináptico é considerado um neurônio de segunda ordem e normalmente esse neurônio está localizado na medula espinal ou no tronco encefálico.
Posterior a isso, o neurônio, né, é de terceira ordem, ele tá localizado no tálamo, onde ele reprocessa essa informação até que ela seja então convertida em algo consciente na no córtex homestésico primário. Então esse é o caminho, né, do neurônio primário, eh como se estabelece o processamento da informação nos diferentes níveis eh do sistema nervoso. E aí eu tenho, a gente vai ver também que essas vias elas podem ser moduladas e de forma a aumentar a percepção ou reduzir essa percepção.
Então as vias aferentes, elas partem, nesse caso, do músculo, pele, tendão ou sistema vestibular. Eh, no sistema nervoso central, essa informação, ela pode divergir eh ou convergir em neurônios que estão na medula ou no encéfalo, gerando uma resposta apropriada ao órgão específico. Então essa é a viaer que a gente vai discutir, eh, onde, em que local da medula espinal essa informação é processada, né, após após a ativação eh do neurônio sensorial.
Então, e existe uma organização bastante característica do sistema nervoso. Todos, independente do nível de secção da medula espinal, que são 31 pares de nervos, todos os as informações sensoriais, elas são processadas eh no corno da raiz dorsal, na região dorsal da medula espinal, tá? E aí a gente tem aqui um corte de medula espinal.
Lembrando a vocês, né, que essa porção central que lembra um H é onde se concentra os neurônios, os corpos de neurônios e tudo que a gente tem em substância branca aqui são axônios, né, eh, de tratos aferente ou eferente que nós vamos discutir e aqui mostrando então um corte, uma secção eh contracolor contracorada que eh que nos permite observar a uma subdivisão dos tratos aferentes que participam da via somestésica, onde próximo da linha média eu tenho um eh conjunto de fibras que se chama faciclo grassa. Então são são fibras aferentes que vão ascender, né, eh ao neurônio de segunda ordem. E aqui eu tenho um segundo facículo, que é o facículo eh cuneiforme.
Eh, a gente vai perceber que esses facículos eles trazem informações de locais bem específicos eh das informações sensoriais. Então, o que a gente consegue observar, então, que a gente tem aqui, ó, eh nós discutimos anteriormente que nós temos diferentes tipos de mecanoceptores do tipo um ou do tipo dois, eles podem ser mais superficiais ou mais profundos. E que além desses mecanoceptores, a gente tem outros neurônios que são pseudonipolares, que são eh cuja informação é característica por ter fibers do tipo A e C.
Então são informações relacionadas à nossa excepção. Nesse primeiro caso aqui, aonde eu tem a gente tem e informação de tato e pressão, essa informação ela e é oriunda do receptor. Esse é o esse é o neurônio primário.
Quando ele chega eh na região posterior da medula espinal, esse axônio ele se ramifica e ele toma caminhos diferentes. Ele pode acender sem nenhuma sinapse até o bubo, né, no tronco encefálico. Ele pode emitir um um uma ramificação que vai então estabelecer um contato sináptico com outros receptores sensoriais.
Isso é importante pra via da dor. E ele pode também eh estabelecer uma relação com neurônios que estão na região anterior da medula espinal e vão dar origem a uma resposta motora. reflexa, tá?
Então, a mesma informação, ela pode tomar caminhos diferentes. Nos interessa agora como essa informação que é oriúnda dos dos mecanceptores são processadas numa via ascendente somestésica até o córtex somestésico primário, que a gente tem uma amplificação, né, dessa região ah que forma o gânguloo da raiz dorsal, que nós vimos no slide anterior, que é esse ganglio aqui da raiz dorsal. Então aqui a gente tem vários corpos de neurônios que trazem informações de receptores diferentes.
Eh, quando a gente eh observa então a organização da medula espinal, a gente tem tem que imaginar que sempre isso é bilateral, né? A gente tem então que a linha média ela subdivide lado esquerdo e direito e a gente tem sempre tem próxima linha média informação oriunda do nível sacral da médula espinal. Então a gente tem sacral, lumbar, toráxica, cervical, tá?
Significa que eu tenho uma uma somatotopia. Todas as informações que são que trafegam pelos nervos sacrais são processadas nesse nessa região aqui que compõe, né, o facículo que eu falei para vocês antes, grácio, né, então sacral e lombar, toráxica e cervical vão formar o facículo cuneiforme, tá? Então, pra gente ter uma noção de que existe uma representação bastante eh característica.
Já essa via lateral está envolvida com com sensibilidade interoceptiva que vem das das glândulas, das víceras eh internas. Então, ambas são sensibilidade. E no tronco encefálico, só pra gente ter uma ideia, o a o padrão de organização é muito semelhante, então o racional é bastante eh parecido.
Na região eh posterior do tronco encefálico, eu tenho as vias ascendentes sensoriais. Na região anterior do tronco eh encefálico, eu tenho núcleos e regiões que estão relacionados com vias descendentes e que tem uma função motora. Então, o padrão, independente de ser nervo craniano ou espinal, é bastante semelhante.
Então vamos entender um pouquinho como é que é essa via aferente somatotópica eh do sistema somestésico. Então, a gente viu antes, né, que o nervo eh ele ele pode ter tanto fibras aferentes do tipo a alfa como a beta, a delta ou c, tá? Então, essas informações são processadas e quando a informação é de tato e pressão, tá?
Essa informação ela acende ao encéfalo sem fazer nenhuma sinapse. Então isso é bastante importante. A primeira sinapse não vai acontecer na medula espinal para que haja o reprocessamento dessa informação.
Lembrando aqui que eu já falei anteriormente, né, como cada facículo traz informações de sacral, lombar, eh, eh, toráxica e cervical, a gente tem que as informações das pernas são processadas próximo à linha média, os neurônios que controlam a sensibilidade das pernas, os neurônios que controlam e que participam do processamento da sensibilidade do tronco eh na região. do facículo grácio e posteriormente a gente tem aqui sendo incorporada o facículo cuneiforme que leva informação proveniente agora de braços e cervical. Eh, com isso a gente tem uma organização que se chama dermatommos, de onde vem as informações sensoriais provenientes de cada região.
Então, a gente tem pares de nervos cranianos específicos, né, com a região sacral, lombar, toráxica e cervical, né, compondo aqui os 31 pares de nervos espinais, trazendo essa informação. Então isso eh é de de alguma forma representado nos desenhos, perdão, que a gente viu anteriormente eh na medula espinal. A organização em dermátomos, ela pode ser eh bastante caracterizada eh pela ativação de um vírus que se chama vírus herposter, eh que é o vírus causador eh da catapora.
Esse vírus normalmente ele permanece latente, né, nos gangnglios sensoriais que a gente acabou de visualizar. Em algumas pessoas essa imunidade ela não é total e ele é total, perdão, e ele perde a reativação. Mas em outros, por algum motivo, essa ativação ou reativação do vírus acaba causando uma eh erupção cutânea exatamente na região correspondente ao dermátomo sensorial.
E aqui, por exemplo, eu tenho um dermátomo eh localizado no tronco. O mesmo pode acontecer em dermátomos da face e da cabeça, tá? Então, e essa subdivisão aqui tem a ver com sensibilidade e motricidade, mas quando o vírus ativa, a gente consegue visualizar que é sempre no mesmo local, porque exatamente naquele mesmo ganglio que o vírus pode est ativo.
Então aqui a gente tem o ramo ofitálmico, maxilar e mandibular, que podem eh ser afetados e a sensibilidade pode ser alterada. Eh, essa somatotopia que a gente estava falando anteriormente, portanto, ela é uma via rotulada, ela mantém a especificidade dos estímulos que chegam no sistema nervoso central. E quando a gente organiza essas informações, a gente tem que as informações oriundas, então, eh, da perna, que que é processada em eh nervos sacrais, eles vão adentrando ao sistema nervoso próximo à linha média, né?
E eu tenho aqui os facículos formados especificamente já na região de membros superiores e de cabeça, eles vão entrando eh eles vão adentrando ao sistema nervoso de forma específica e vão vão compor aqui eh facículos diferentes. Então, a gente tem grácio e cuneiforme. E na e eh essas informações também podem eh chegar ao sistema nervoso através dos nervos do trigêmeo que a gente acabou de ver na cabeça e em e face.
Então, essas informações eh é o local onde acontece a primeira sinapse. Eh, lembrando que esse neurônio é um neurônio pseudonipolar que não fez nenhuma nenhuma sinapse, portanto ainda é um neurônio primário, cujo neurônio secundário se localiza no tronco encefálico. A partir dessa primeira sinapse, esse neurônio, o axônio desse neurônio cruza a linha média e vai fazer e a segunda sinapse no tálamo com o neurônio de terceira ordem, né?
após o tálamo. Essa informação então ela é direcionada a áreas específicas do córtexestésico, eh, na qual o processo a informação que vem ou da perna, né, ou do tronco, ou do braço, eh, dos membros, eh, superiores ou cabeça e pescoço. Então, a gente consegue ver que existe uma somatotopia bastante organizada, tá bom?
Esses interceptores eceptores, eles acabam também assumindo, né, essa essa via. Lembrando que os interceptores são processados mais na região lateral da medula espinal. Aqui a gente consegue ver que essa via ela é chamada de via eh colunar dorsal, exatamente porque a entrada se dá pela região dorsal da medula espinal, formando essas colunas, essas vias, né, que são os tratos eh da região da coluna dorsal.
E no bubo, então ela acende novamente até o tálamo e córtex homestésico, por isso é chamada via colunar dorsal. Eh, a via colonial dorsal, então ela recebe informações relacionadas à sensibilidade discriminativa de vibração, sentido e posição, que é a própcepção, discriminação e tátil, então o tato, que a gente chama de tato epicrítico, que é o que é o tato fino, percepção de direção do do corpo em relação ao espaço, discriminação de dois pontos. Se vocês lembrarem, a gente falou de campo de receptor, então você consegue discriminar essas informações.
Gravestesia, então a gente consegue identificar através do toque, né, eh o formato de algumas letras e símbolos, esterognosia e também a dupla estimulação cutânea. Então, cada uma dessas dessas informações, ela pode, depender do receptor que é estimulado, levar um tipo dessas informações. Então, novamente mostrando a via colunar dorsal e e na figura lateral aqui a gente consegue ver a representação sac sacral, né?
eh toráxica cervical. E aí a via que leva eh no bubo tálamo e córtex omestésico. Eh nessas vias eh como a gente tem uma representação somatotópica bastante característica, o número de neurônios que processo informação específica de cada região, ele eh é diferente, né?
Então isso depende da especificidade, da sensibilidade de cada área. Então o que o que que a gente tem aqui? Se a gente avalia no bubo ou no tálamo o número de neurônios que processo informação oriunda, por exemplo, eh, da do do pé e da perna e da mão, são neurônios, a maior parte dos neurônios que processam informação oriundas do pé e da perna no núcleo grácio são envolvidas com o pé.
Já nos núcleos do facículo cunforme, a maior parte dos neurônios estão envolvidas com a informação das mãos. E no núcleo principal do nervo trigio está envolvida com face e sobretudo a língua tem uma grande porcentagem de neurônios. Eh, isso isso nos diz que essas regiões são as regiões que têm maior sensibilidade e, portanto, o campo de receptor naquela região é muito pequena.
O mesmo acontece no tálamo, né? Agora a gente tem um omúnculo de de posição invertida e aqui ele já tá integrado num único nível. Então aqui a gente tem núcleos diferentes do núcleo do do facículo gráceo, núcleo do facículo cuniforme e núcleo do nervo trigênio.
Qual a importância disso? Se eh existir uma lesão acima desse núcleo, o indivíduo ele não consegue ter a consciência do corpo como um todo, porque ele tá subdividido em núcleos diferentes. Já no tálamo, ele consegue unir a cabeça com o corpo todo, porque todas as informações estão sendo processadas a nível talâmico.
Então, eh, há uma discussão de que no tamo a gente já tem parte da consciência de onde vem a informação e o tipo de informação. Então, esses múculos, né, que são representações da quantidade de neurônios envolvidos com a informação sensorial, eles têm então uma representação bastante ordenada, né, e estão em diferentes níveis no bubo e no taman. O mesmo acontece no córtex homestésico primário.
Então essa somatotopia ela vai eh se sendo representada em cada nível de retransmissão da informação. O único o último nível, perdão, da informação somestésica eh de processamento primário dessa informação é o é o córtexestésico primário. Então a gente consegue observar por essa representação aqui em desenho que da mesma forma que no bubo e no tálamo o maior número de neurônios estava envolvido, né, com o processamento da informação do pé, da mão e da face.
O mesmo acontece no córtex homestésico primário, nos mostrando então que eu tenho eh uma representação mantida, né, nos diferentes níveis, tá? Então aqui tá mostrando qual a região, né, que eu tô representando. Então, nessa região anterior aqui, eu tenho uma área primária e aqui eu tenho um e essa área em vermelha aqui, que é a anterior, é a região motora.
Então, tanto sensorial como motora tem a mesma representação. Eh, aqui, só para pra gente evidenciar que essa representação ela ela se modificou ao longo das espécies. Então, nos animais a gente tem muito mais áreas sensório motora, visual e auditiva do que as outras associativa.
E nos humanos, né, a gente tem uma a uma área sensorial primária eh menor, da mesma forma que a gente tem uma área motora primária menor. E a grande parte das áreas eh das outras áreas corticais, elas têm uma integração dessa informação, então tem função eh associativa, tá? Então, área, área, área somestésica primária sensorial, área aditiva, área visual que difere, né, no tamanho das outros das outras espécies.
Eh, e essa figura, então, ela mostra, né, de que forma que as informações diferem. Então, até o momento a gente falou dessa via somestésica primária que leva informação de tato, pressão, dor e temperatura. Então, a gente tem aqui o um representa o neurônio primário, que vai até o bubo, a gente tem o neurônio secundário, onde se estabelece a primeira sinapse.
No tálamo eu tenho um neurônio ter terciário e é a segunda sinapse. E no córtex eu tenho o neurônio quaternário, onde eu tenho a terceira sinapse. É, na outra via, que é uma via somestésica, que se refere a dor e temperatura e o toque e o toque não discriminativo, ou seja, é o tato mais grosseiro, a informação ela difere um pouco, a a via difere um pouco.
Então, eu tenho aqui que a informação ela também chega pela região colunar dorsal, mas já na medula espinal eu tenho a primeira sinapse. Isso vai ser muito importante pra gente entender que a via da dor já é modulada nesta região. Então a primeira sinapse acontece no corno dorsal da medula espinal.
Esse neurônio cruza a linha média e sope, sobe pela região lateral, passa pelo bubo sem fazer nenhuma sinapse. E aí então a a segunda sinapse volta a acontecer no tálamo como havia eh colunar dorsal e a terceira sinapse aconteceria então no córtex homestésico primário. Então essas são as diferenças das vias eh somestésicas.
eh, que existem, né, no reprocessamento. Então, o processamento das informações somatotópicas, só pra gente ver, pra gente avaliar aqui, é o sistema propceptivo e esteroceptivo, mostrando então, né, que eles acendem eh algumas das informações, elas deixam essa via e a gente tem o que a gente chama de propóercepção inconsciente ativando o cerebelo. E a outra parte dessas informações acende até chegar ao córtex.
somestésico. Então, eh é muito semelhante o que acontece aqui com o sistema esteroceptivo, que traz as informações eh exterior ao corpo. Essa propcepção inconsciente é só para mostrar a vocês que o cerebelo recebe também informações de propção eh de núcleos que também fazem parte do sistema vestibular e que a gente vai discutir em outro momento.
sistema visual, ajustando então eh a relação, né, ou a posição do corpo e e mantendo o equilíbrio e a postura do indivíduo. Então, essas informações elas não chegam de forma consciente. O ajuste se dá por um processo de aprendizagem, de treinamento, cuja informação é armazenada inclusive no próprio cerebelo.
e eh se referindo especificamente à dor que havia, né, e que a gente ainda não discutiu os detalhes, eu gostaria de dizer que ela é uma percepção de diferentes tipos de sensações. Então, os nossos receptores, eles podem ser ativados de forma polimodal. E eu tenho diferentes tipos de dor.
Ela pode ser do tipo irradiativa, nauseiante, pulsante, ela pode causar ardência, né? E aí ela, eu posso também ter dor, como eu já comentei anteriormente, por e extremas temperaturas, ou calor excessivo ou frio excessivo. A dor, portanto, e ela pode ser classificada pela sua duração.
E aí eu tenho dor aguda e dor crônica. O significado é diferente. A dor aguda ela é episódica, ela tem ela tá relacionada com o sistema de proteção do organismo, no sentido de você se afastar de algo que pode ser nocivo.
A dor crônica normalmente ela tá relacionado com com eh patologias associadas ou processos inflamatórios. A a classificação da dor, ela pode ser eh de acordo com a localização. Então, ela pode acontecer na cabeça, nas costas, na articulação, no estômago, cardíaca.
Então, a localização é que define onde tá a dor. A intensidade ela pode ser leve, moderada ou severa. E a origem, né, da dor, ela pode ser noceptiva, neuropática.
E agora se discute uma outra origem que não nem que não nem noceptiva, eh, nem neuropática, mas ela pode ser um conjunto dessas duas informações. Então, quando ela não se classifica como noceptiva e não se classifica com neuropática, eu tenho um terceiro tipo e de dor e a gente vai ver um pouquinho mais à frente a ativação das terminações sensoriais do nosso receptor. Então ela pode acontecer a depender do tipo de dor de forma diferente.
Então a dor aguda normalmente ela acontece como uma resposta imediata ao estímulo. Então você eh pisou em algo eh ponte agudo, por exemplo, você pode simplesmente sentir dor porque perfurou perfurou o tecido e estimulou as terminações nervosas livres naquele tecido, causando dor, tá? Então é uma resposta imediata, é um sinal de alerta e isso geralmente leva a uma resposta de afastamento da dor, né?
Ela é bem localizada, então você sabe de onde tá eh é oriunda dor e aí algum exemplo, você pode ter uma queimadura, um corte no tecido. Já a dor crônica, ela persiste após a retirada do estímulo. Diferente da dor aguda, ela só acontece enquanto o estímulo tá presente.
A dor crônica, ela normalmente, então, como eu comentei, ela é associada a processos inflamatórios ou lesão eh das células nervosas. E aí ela pode ser difusa e de difícil localização, tá? Um exemplo aqui é uma neuropatia, por exemplo, neuropatia diabética ou uma artrite reumatoide.
Então são dores que envolvem inflamação. Aqui tá mostrando, nesse caso aqui, aonde você tem lesão tecidual, eh, mas desencadeia um processo de liberação de substâncias no tecido. Ele mostra que substâncias como prostaglandina, bradicinina e estamina produzidas ou no tecido pela lesão ou a partir de mastócitos, né, por uma ativação aqui da fibra aferente do tipo C, que tá relacionado com a dor crônica, isso acaba desencadeando uma resposta mais intensa e mantida no sistema em causa causando inclusive eh vaso dilatação.
A a diferença entre dor aguda e dor crônica, né, se dá pela instalação de um processo inflamatório. Então, na dor clônica, normalmente o tecido reage aquela condição, a ativando eh e mastócitos e produzindo várias substâncias que vão vão manter a ativação e e o processamento dessa informação no sistema nervoso central. Então aqui mostrando um como isso acontece, então sejam elas eh as informações provenientes do receptor ou então uma inflamação na fibra aferente sem ativar o receptor.
Essa essa primeira sinapse acontece na região da coluna dorsal, nessa sinapse aqui. E aí a informação ela cruza a linha média. Os dois desenhos mostram a mesma informação, só que aqui a informação ela é oriunda também de uma vícera, tá?
E aí ela vai acender até o tálamo, como a gente viu anteriormente. Nem sempre ela vai ser ativada pelo receptor, então nesse caso, ela é chamada de dor neuropática. Eh, esse slide então representa a denominação que eu comentei anteriormente, que é a terceira forma de classificação da dor.
A gente tem dois tipos de classificação que foi discutida aqui, a nossa receptiva e a neuropática. Então, uma forma de caracterizar uma dor nociplástica, que é um conceito mais recente, é que você vai excluindo a possibilidade dessa dessa dor ser noceptiva ou neuropática. Então, se ela não se encaixa nesse perfil, né, e ela então passa a ser caracterizada como uma dor nossoplástica.
Um dos uma das características importante que ela precisa durar mais do que 3 meses, né? Isso é é a primeira característica que já define e que já abre a perspectiva de ser classificada como uma dor nossa e plástica. Eh, uma outra característica importante é que os nossos receptores eles não são eh adaptativos, né?
Então eles não sofrem adaptação, como os outros receptores que a gente viu que tem adaptação fásica e tônica. Então, a ausência eh da adaptação dos receptores de dor permitem que o organismo constantemente receba as informações sobre eh o estado, né, e a persistência do estímulo doloroso. Em alguns casos, esses nossos receptores tornam-se mais sensíveis, né, do que no processo inicial.
E aí a gente tem o que a gente chama de hiper eh algia, tá? O que que caracteriza a hiperalgesia? Então, normalmente o que acontece que eh o que a gente viu anteriormente que a dor inicial que, né, que ativa o nosso receptor aí, portanto, esse receptor pseudonipolar aqui é o processo inflamatório na região aonde a inflamação está acontecendo, tá?
que seria eh uma ativação do receptor primário. A hiperalgesia, ela passa a acontecer em regi regiões adjacentes, porque essas substâncias produzidas pelo tecido, né, e pelas células que compõem o tecido, eh, acabam se eh espalhando e, eh, e absorvendo outras células. Então, a gente consegue ver nesse corte aqui um exemplo do ponto inicial onde a dor aconteceu, que é esse ponto mais escurecido aqui.
E as fibras CS levam essa informação exatamente dessa região. Então, o tecido produz substâncias que causem inflamação e se esse se essa inflamação persistir, essas substâncias elas podem agora eh ativar as células adjacentes e aí consequentemente uma região maior, que é o que tá representado aqui num tom rosa mais claro, eh passa também se sensibilizar, apesar de não ter sido lesionada. Então, essa região aqui eh passa por um processo que a gente chama de hiperalgesia secundária.
É secundária a lesão que se iniciou numa região próxima a ela. Eh, aqui tem um exemplo mostrando isso. Então, a complexidade do processo que pode acontecer.
Então aqui eu tenho uma terminação nervosa livre, né, que percebe a informação dolorosa. Eh, a hiperalgesia primária é que quando você normalmente toca, e aqui eu tenho um corpúsculo de passine que é sensível ao toque, eh, antes, sem esse processo de lesão, você tocava e a pessoa não sentia dor. Com a hiperalgesia primária, você toca na região, só o toque já desperta a dor, tá?
O mesmo pode acontecer agora nas regiões adjacentes numa área não lesionada e a gente chama disso de hiperalgesia secundária. Então aqui a gente mostra, né, a complexidade desse processo, a quantidade de substâncias que podem ser ativadas e liberadas por células e tecidos e ativar distintos receptores do nosso receptor, tornando então ele sensível a a a diferentes eh informações. Por isso a gente diz que o nosso receptor ele é ele é polimodal.
A a célula receptora. Então ela pode responder aqui a diferentes receptores. Os TRPs são os receptores com potencial transi e alguns deles são do tipo vanilato.
Eh, e aí eles são especificamente sensíveis a temperaturas maiores, a substâncias químicas, né? a pressão mecânica intensa ou a temperaturas muito baixas. Então, esses receptores, eles podem estar presente em vários eh neurônios pseudonipolares e aí eles podem responder a essas diferentes eh energias, diferentes tipos de eh informação sensorial, eh perdão, de de estímulos elétricos, eh térmicos, químicos ou então mecânicos, tá?
causando então uma reação à dor. Eh, nessa condição, inclusive, a gente pode ter associada a essa informação uma alteração emocional do do indivíduo. Então, além dessa informação ser processada nos níveis que a gente já discutiu, medula espinal, tálamo corttexomestésico, a gente vai ver que essa informação agora ela pode divergir, algumas fibras podem divergir e ativar áreas relacionadas com a emoção.
Aqui só mostrando que isso isso também acontece em órgãos internos, né? trato gastrointestinal, pulmão, eh, na face, a gente também tem esses receptores, eh, sensoriais, eh, nas víceras, né, levando informação, eh, dolorosa. Aqui, mostrando esses receptores sensoriais e as fibras, né, que levam informação até tálamo e córtex somestésico.
O que eu gostaria de de discutir para a vocês é que algumas das algumas alguns desses receptores, eles podem ser ativados por eh condições refrescantes, por a por por, por por exemplo, a presença de menta. Ou então você pode ter a sensação de dor, né, eh, quando você ingere algo bastante apimentado e porque você ativa receptores semelhantes, né, ou do mesmo tipo da dor. Então, você pode sentir dor em diferentes condições, porque os receptores ativados são de mesma natureza, tá?
Eh, essas vias aferentes, então a gente vai ver que elas podem ser moduladas aqui na na coluna dorsal eh tanto por fibras que não são fibras dolorosas. Então, quando, por exemplo, uma fibra, uma informação, um neurônio que leva informação de tato e pressão, eh, é estimulado, ele pode modular nessa região de entrada, onde acontece a primeira modalidade sensorial da dor, ele pode modular e reduzir a sensibilidade dolorosa. Então, é uma das formas que eh você estimula um receptor mecânico para reduzir a entrada sensorial eh das informações de dor causada pelas fibras do tipo A delta ou fibras do tipo C.
Como isso funciona? Tá? Então, a gente vai ver que tanto a fibra A delta quanto a fibra C leva informação, uma dor aguda, outra dor crônica, tá?
E o que que de que forma que isso é estimulado? Então, a primeira eh informação que processa informação é chamada de sistema protopático. Então, esse sistema protopático, ele é responsável pela sensibilidade térmica dolorosa e tato grosseiro.
E aí a gente tem aqui agora a integração dos diferentes níveis de processamento da dor, desde a medula espinal. Então, a gente tem vários ganglios da vários neurônios no gangnglo da raiz dorsal, todos eles cruzando a linha média e acendendo. O que a gente, o que eu que eu gostaria de chamar atenção a vocês aqui é que, é, nós vimos anteriormente que essa essa via ela acende em direção ao córtexomestésico, mas eu chamei a atenção dizendo que algumas dessas desses axônios, eles deixam esse trato que é chamado de sistema protopático e eles vão estabelecendo contato sináptico com outras áreas, como por exemplo, formação reticular, núcleos da RAF.
A gente falou um pouquinho de núcleos da RAF anteriormente, que é um local que se produz serotonina, eh, matéria cinzenta periaquedutal, né? Então, eh, qual a importância dessas regiões? Essas regiões elas produzem e elas são capazes de forma eferente reduzir o processamento central da dor.
Então, quando essas informações elas deixam esse esse trato protopático, eh o que pode acontecer é que quando ativadas essas vias, você pode reduzir a sua sensibilidade à dor. Isso normalmente acontece quando o indivíduo tem alguma motivação, né, para reduzir a sensibilidade. Então, vamos tentar ver um pouquinho como isso funciona.
O mesmo acontece eh para a sensibilidade de face, né? Só que aqui a entrada é via do nervo trigêmeo, tá bom? Então, de que forma que isso acontece?
Eh, a formação reticular quando ativada ela causa um alerta, né? Então, voltando aqui só um pouquinho para mostrar, eu falei que alguns neurônios ativam a formação reticular, outros os núcleos da RAF e outros a matéria cinzenta perquidutal. Então, qual a informação disso?
A formação reticular aumenta o nosso alerta para perceber melhor aquela informação. Além disso, a a formação reticular eh ativa o sistema nímico e o eixo hipotálame hipófise. Então, eu tenho respostas comportamentais e neuroendócrinas importantes a dor, tá?
Eh, e além disso, ela vai ativar também as as vias referentes que a gente já vai ver no próximo slide. Então, consequentemente, esse sistema aqui são sistemas paralelos, né, que além do sistema eh da via aferente protopática que vai até o córtexomestésico. Então, o que que eu preciso fazer aqui?
Eu preciso reduzir a quantidade de neurotransmissor eh liberada pelo neurônio sensorial aferente que processa informação no cortexomestésico. De que forma é que eu posso modular isso? Então, uma das formas de modular essa informação é através daquela via eh que eu comentei anteriormente com vocês, que é a via sensorial do tato fino, tá?
Então, o que acontece quando você estimula neurônios eh da fibra abeta aqui, esses neurônios podem reduzir a liberação de substância P nesse neurônio pseudonipolar e consequentemente isso vai reduzir a sensibilidade dolorosa. Então, uma massagem no local de lesão, ela pode reduzir essa sensibilidade dolorosa, logicamente, né, tem que ser proporcional e tem que ser uma massagem leve, tá? Então, mostrando outra coisa que pode acontecer é que você pode dessensibilizar essa via através de uma medicament de do uso de medicamentos.
Então, eh, o uso de opioides ou de drogas, eles podem modular a quantidade de substância P e consequentemente você vai deixar de retransmitir essa informação ao tálamo e ao córtexomestésico. Ou você pode sensibilizar, que é o que acontece na hiperalgesia, né, onde a gente viu que prostaglandina, bradicinina, eh, acabam serotonina no tecido, acabam aumentando a informação. Por outro lado, é quando a gente aqui tá tá um detalhe, né, dessa informação das fibras estáteis, de que forma que ela modula isso.
Então, ela acaba ativando neurônios que são inibitórios e reduzindo a quantidade ou ativação eh do neurônio do do neurônio eh secundário, que vai levar informação agora até o talon. Consequentemente aqui a ativação de desse interneurônio inibitório causa um pips aqui e consequentemente eu vou reduzir a possibilidade de ter um novo potencial de ação nesse neurônio que é ativado diretamente pela fibra C da dor crônica. De que forma então que a que as que as vias, né, a matéria cinzenta perquidotal, por exemplo, a amídala eh e as outras áreas processam essa informação.
Então, quando as fibras acendem, né, ela vai ativar, como a gente já falou anteriormente, o complexo o sistema níbico aqui e eh o córtexomestésico, mas ao mesmo tempo eles vão eh projetar vias erentes. Então aqui eu tenho a matéria cinzenta, pele aqui do tal e os núcleos da RAF. Então eu tenho endorfinas sendo produzidas e os núcleos da RAF produzindo serotonina.
Isso faz com que esse neurônio aqui libere ou diminua a quantidade de substância P. Em que condições, por exemplo, isso pode acontecer? Numa situação que mesmo machucado, você mesmo com dor você tem algo que você gostaria de finalizar.
tem um objetivo a cumprir. Então, eh, um maratonista que se machucou, um cor um jogador de futebol que tá machucado, ele quer continuar a a até que o objetivo dele seja atingido. Então, voluntariamente, por uma motivação emocional, você acaba ativando essas vias, né, que culminam com a redução do processamento da informação dolorosa, tá?
Então você até que o seu objetivo seja cumprido, essa informação ela pode ser suprimida. E aí, no momento em que isso aconteceu, logicamente essa essa inibição deixa de existir e aí você volta a sentir dor. Então é uma supressão momentânea, tá?
Então de que forma que isso vai acontecer? Ó, a matéria cinzenta pelecidal, né? vai liberar eh substâncias importantes do bubo e aí aquele interneurônio inibitório, né, que está envolvido lá no processamento da dor, libera opioides endógenos e consequentemente eu vou reduzir a produção de substância P nesse neurônio sensorial primário e eu deixo de reprocessar essa informação automa.
esse sistema de opioides, então ele é bastante importante, né? Então o nosso organismo produz algumas substâncias que a gente denomina de endorfinas ou encefalinas e são em pequenas quantidades, né, eh semelhantes à amorfina no núcleo periventricular no de encéfalo, tá? Ou na matéria cinzenta, pele aquidutal, que vão causar essa analgesia extrema.
As principais substâncias eh opiácias que são produzidas são betaendorfina, metaencefalina, leuencefalina e dinorfina, cada uma delas em regiões específicas, né? ou compondo o sistema ou compondo a via de processamento do sistema protopático. Aqui, só para falar um pouquinho dos opioides, eles são também modulados eh, por exemplo, pelos sistemas de canab canabidiol.
Então, eh, por exemplo, a 2AG aqui, ela pode modular o processamento dessa informação e, por isso eles têm sido utilizado paraa via de analgesia, tá? Então, eh, são produzidos, né, a partir e da membrana celular. Aqui são um detalhe da dor referida, o que é uma dor referida.
Então, a dor referida normalmente ela acontece eh a partir porque a gente já viu anteriormente que todas as nossas representações que parte de um determinado nervo, elas são do tipo somatotópica. Então a gente tem que imaginar que num determinado dermátomo aqui a gente tem informações tanto da região superficial da pele ou musculatura ou mesmo da vícera. Então, essas informações às vezes elas caminham, elas caminham juntos pelo mesmo ganglio, pelo mesmo nervo espinal e aí quando elas são processadas, elas acabam sendo processadas no mesmo neurônio sensorial e aí você se refere a uma dor eh mais superficial e que pode ser uma uma região mais profunda, né?
Então, por isso que a gente eh às vezes você se refere a uma dor, né, nessa região eh esquerda aqui e na verdade você pode ter uma uma lesão interna isquêmica eh ventricular. E aí tem uma representação bastante eh conhecida já do que que cada dor de cada dermátomo representa. Então, eh dor no coração, no esôfago, no estômago, no pilóumo.
Então, mostrando que normalmente você se refere a uma dor mais superficial, mas ela tá relacionado com uma uma vícera, uma região mais profunda. Um outro detalhe importante é que normalmente as mulheres sentem mais dores do que os homens, né? E essa proporção também tem a ver com eh a variabilidade hormonal que acontece ao longo do ciclo eh mensal que eh não se não se reflete eh nos homens.
Então isso também eh a alteração, ou seja, a capacidade de modular a dor através dos hormônios sexuais. Tem algumas dores bastante características, né, em relação à mulher, ao homem e crianças, mas isso tem sido modificado. Essa natureza multidimensional da dor, ela também envolve, além do aspecto sensorial nosceptivo, o aspecto emocional.
Então, dependendo do contexto emocional que o indivíduo se encontra, né, eh ele pode, eh, numa condição, por exemplo, de depressão, ele pode ter ã a percepção, a dor aumentada, tá? Então, eh, também tem a ver com o gênero, com a idade do indivíduo. Então, normalmente os indivíduos eh idosos, eles tendem a sentir menos dor eh sensorial do que então ele se machuca, às vezes não percebe que tá machucado.
a cultura, a etnia, a condição socioeconômica também e interfere no processamento da dor, da mesma forma que você eh a formação de memória eh interfere no sentido de que você aprende em algumas condições a controlar a dor. Resumindo, então, a gente viu é duas vias importantes, o que a gente chama de via dorso lateral e a viao posterior. A via dorso lateral tá envolvida então com a propóscepção, tato e pressão, aonde as informações que chegam na medula espinal, elas acendem pelo pelo facículo gráceo eforme e vão fazer a primeira sinapse no núcleo do facículo grácio e cuneiforme, no tálamo e no córtex.
Já a via da dor e da nossação, elas estabelecem a primeira sinapse na medula espinal, cruzam a linha média e acendem direto até o tálamo. Depois do tálamo córtex homestésico primário. Então, mostrando aqui os os diferentes sistemas protopático e epicrítico.
Esse é do trato fino e esse do tato grosseiro, né? mostrando que o tato grosseiro e a dor, eles normalmente cruzam a linha média já na porta de entrada, na medula espinal, né? E vão passar muitas vezes pelo tálamo sem pelo tronco encefálico, perdão, sem fazer sinapse.
A primeira sinapse no tálamo, diferente do neurônio primário relacionado com a via eh do tato fino. O que que isso é importante? Isso é importante porque quando você pode ter uma uma secção na medula espinal, eh o indivíduo pode relatar, né, a dor e eh a perda da dor de um lado sem que você tenha, por exemplo, a mudança.
Então, quando você tem uma lesão especificamente numa região da medula espinal, por exemplo, lado esquerdo, como a gente sabe que a informação de dor, ela chega na medula e cruza a linha a medula, a linha média da medula espinal, o que acontece é que se você tiver lesado o lado esquerdo, ele vai perder a dor do lado direito, né? Eh, o mesmo não acontece com o tato hipercrítico, porque a informação asende do mesmo lado. Então, se a lesão for do lado esquerdo, ele vai perder e ele vai relatar a perda da modalidade sensorial do tatofino do lado esquerdo.
Então, mostrando aí que você pode ter uma uma sensibilidade eh diferencial de acordo com a via em que a gente relata. Então aqui enfatizando neurônio primário, eh, secundário, terciário e de quarta ordem, que é o córtex homestésico primário. Eh, e essas são as as eh informações relativas aos à dor e à vias, né, que processam informação eh sensorial do sistema somestésico.
Qualquer dúvida eu estou à disposição e agradeço novamente a atenção.